quinta-feira, março 19, 2026

Política & Agro

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bergamota atua na saúde cardiovascular e redução do colesterol


A bergamota apresenta propriedades que contribuem para o controle da diabetes. De acordo com informações do portal “Tua Saúde”, revisadas pela nutricionista Karla Leal, comer a bergamota com o bagaço ajuda a controlar e prevenir a diabetes, pois a pectina, que é a fibra presente na fruta, ajuda a diminuir a velocidade de digestão dos alimentos e a absorção de açúcar no intestino, controlando os níveis de glicose e do hormônio insulina no sangue.

A fruta também auxilia na saciedade, por ser rica em fibras solúveis, a bergamota promove a saciedade, diminuindo a fome e a vontade de comer doces. As folhas e cascas da bergamota contêm óleos essenciais antioxidantes, como limoneno e terpineno, que combatem os radicais livres, evitando a oxidação das células de gordura e reduzindo triglicerídeos e colesterol no sangue.

Além disso, a pectina presente na fruta diminui a absorção intestinal de gorduras, contribuindo para a redução do colesterol total e LDL, prevenindo doenças cardiovasculares, como aterosclerose e infarto. A bergamota é rica em fibras solúveis e água, que prolongam a saciedade, auxiliam na perda de peso e são baixas em calorias.

Os óleos essenciais da bergamota também têm efeito calmante no sistema nervoso central, melhorando o humor e diminuindo a frequência dos batimentos cardíacos, sendo uma boa opção para o tratamento do estresse e da ansiedade. A fruta é ainda rica em água e Potássio, ajudando a eliminar o excesso de sódio do organismo e a prevenir a hipertensão.

A bergamota contém antioxidantes, como vitamina A e C, que combatem os radicais livres, fortalecendo o sistema circulatório e melhorando a saúde das artérias. A pectina, por ser uma fibra prebiótica, também alimenta as bactérias benéficas do intestino, favorecendo o funcionamento intestinal.

Além disso, a fruta auxilia na formação do bolo fecal, facilitando a evacuação, e a vitamina C presente nela ajuda na absorção de Ferro dos alimentos, beneficiando a formação de hemoglobina e o tratamento da anemia. Segundo o informado, a bergamota fortalece o sistema imunológico e ajuda na prevenção de alguns tipos de câncer, como de mama, intestino e próstata, devido à presença de antioxidantes como ácido cítrico, flavonoides e óleos essenciais.





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Preços do açúcar ampliam quedas com perspectiva de oferta global robusta


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Os contratos futuros do açúcar mantiveram a trajetória de baixa nas bolsas internacionais nesta quarta-feira (6), pressionados por perspectivas favoráveis para a oferta global da commodity. As cotações recuaram tanto na Bolsa de Nova York quanto na Bolsa de Londres, com perdas em todos os principais vencimentos.

Em Nova York, o contrato com vencimento em outubro/25 caiu 0,08 cent, ou 0,50%, encerrando o dia cotado a 16,01 cents/lbp. O março/26 recuou 0,09 cent (-0,54%), negociado a 16,66 cents/lbp. Já os contratos para maio/26 e julho/26 também perderam 0,09 cent cada (-0,55%), fechando a 16,41 e 16,34 cents/lbp, respectivamente.

Em Londres, o cenário também foi de queda. O vencimento outubro/25 recuou US$ 1,50 (-0,32%), encerrando a US$ 462,10 por tonelada. O contrato para dezembro/25 cedeu US$ 1,90 (-0,41%), cotado a US$ 456,20 por tonelada. O março/26 teve perda de US$ 2,40 (-0,52%), negociado a US$ 460,00 por tonelada, enquanto o maio/26 caiu US$ 2,30 (-0,50%), a US$ 462,00 por tonelada.

Segundo Jack Scoville, analista da The Price Futures Group, o mercado segue pressionado pelas expectativas de ampla oferta global, alimentadas por condições climáticas favoráveis ao cultivo de cana-de-açúcar e beterraba em diversas regiões produtoras. “A colheita no Centro-Sul do Brasil está mais rápida agora, em meio a condições mais secas. A produção no Centro-Sul do Brasil também tem sido forte”, observou o analista.

Além da oferta brasileira, países como Índia e Tailândia também apresentam boas perspectivas, com o início antecipado da temporada de monções contribuindo para o desenvolvimento das lavouras. Esse cenário reforça a expectativa de suprimentos abundantes, o que limita o avanço dos preços no mercado futuro.





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Produtores limitam oferta e seguram preços do milho


Segundo a análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), referente à semana de 08 a 14 de agosto e publicada na quinta-feira (14), o mercado de milho no Brasil registrou leve alta em algumas praças. No Rio Grande do Sul, a média semanal ficou em R$ 62,37 por saco, enquanto as principais localidades locais praticaram valores entre R$ 59,00 e R$ 60,00 por saco. No restante do país, os preços variaram entre R$ 45,00 e R$ 64,00 por saco.

O Ceema apontou que as negociações com o cereal foram pontuais no mercado livre nacional, com vendedores limitando a oferta na expectativa de preços melhores. “Muitos consumidores estão recebendo lotes negociados antecipadamente e usando os estoques”, disse o relatório, que ainda destaca que os operadores apostam em queda dos preços nas próximas semanas devido à produção elevada e aos estoques de passagem altos, enquanto o ritmo das exportações ainda é fraco, apesar de melhoria em agosto, segundo o Cepea.

O plantio da nova safra de verão, concentrado no Sul do país, atingiu 6,7% da área esperada no Centro-Sul até 28 de agosto, contra 7,7% no mesmo período de 2024, conforme a AgRural. O clima está normal nessas regiões, embora haja problemas pontuais. Paralelamente, a colheita da safrinha estava praticamente encerrada no final de agosto, com cerca de 97% da área nacional da segunda safra colhida, segundo a Conab. A produção da nova safra de verão nacional é estimada em 25,6 milhões de toneladas, 0,5% acima do ano anterior.

No Mato Grosso, o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) projeta crescimento de 1,8% na área de milho 2025/26, que deve atingir 7,39 milhões de hectares. No Rio Grande do Sul, a Emater estima que a área semeada na nova safra de verão chegará a 785 mil hectares, alta de 9,3% sobre 2024. Em clima normal, a produção pode alcançar 5,79 milhões de toneladas, mais de 9% acima do ano passado.

Segundo o analista da Safras & Mercado, o mercado brasileiro ainda opera com lentidão, com operadores aguardando a finalização da colheita da safrinha e o avanço da logística do cereal, o que trava a comercialização. “O câmbio ganha mais atenção, pois para haver recuperação consistente nos preços internos, o ritmo das exportações precisa aumentar. Por enquanto, o produtor não aceita vender abaixo dos atuais patamares de preços”, disse o relatório.

A consultoria Germinar indica que um fator de suporte aos preços é a forte demanda interna, com o consumo estimado entre 93 e 94 milhões de toneladas em 2025, contra 89 milhões no ano passado. O setor de etanol poderá absorver cerca de 23 milhões de toneladas em 2025, chegando a 24 milhões em 2026. Atualmente, o biocombustível representa quase 25% do consumo interno de milho, com tendência de crescimento devido a novas usinas.

No comércio exterior, os embarques brasileiros somaram cerca de 8 milhões de toneladas até agosto. Em 2024, as exportações totalizaram quase 39 milhões de toneladas, e a expectativa para 2025/26 varia entre 35 e 40 milhões de toneladas. Com uma produção total estimada próxima de 150 milhões de toneladas, seria necessário exportar até 56 milhões de toneladas para equilibrar a oferta, algo considerado difícil diante da lentidão nas vendas atuais.





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Exportações brasileiras de ovos sobem cerca de 72% em agosto


As exportações brasileiras de ovos, incluindo produtos in natura e processados, somaram 2.129 toneladas em agosto de 2025, de acordo com levantamento da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O volume representa alta de 71,9% em relação ao mesmo mês de 2024, quando foram embarcadas 1.239 toneladas.

A receita gerada com os embarques em agosto chegou a US$ 5,729 milhões, desempenho 90,8% superior ao registrado em agosto de 2024, que totalizou US$ 3,003 milhões, informou a ABPA.

No acumulado de janeiro a agosto, as exportações brasileiras de ovos alcançaram 32.303 toneladas, aumento de 192,2% em comparação com o mesmo período de 2024 (11.057 toneladas). A receita no acumulado do ano chegou a US$ 75,295 milhões, incremento de 214,5% em relação aos US$ 23,943 milhões do ano anterior.

Em agosto, os principais destinos de exportação foram o Japão, com 578 toneladas (+328,5%), seguido pelos Estados Unidos, com 439 toneladas (+628,9%), México, com 304 toneladas, Emirados Árabes Unidos, com 182 toneladas, e Chile, com 172 toneladas (-79,6%).

“Os embarques para os Estados Unidos sofreram os efeitos do tarifaço, com diminuição no fluxo embarcado no mês. Ao mesmo tempo, vemos a retomada de destinos, como os Emirados Árabes Unidos e o fortalecimento para novos importadores, como o México. De qualquer forma, não são esperados efeitos significativos à oferta interna de ovos, já que exportamos menos de 2% de nossa produção”, afirmou Ricardo Santin, presidente da ABPA.





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Agroindústrias familiares são tema de diagnóstico apresentado na Expointer



Estudo reúne dados preliminares de seminários regionais


Foto: Divulgação

Na tarde desta quinta-feira (4/9), a Expointer recebeu a apresentação dos resultados preliminares do diagnóstico das agroindústrias familiares do Rio Grande do Sul. O trabalho é fruto da parceria entre a Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG), a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) e a Emater/RS-Ascar.

O estudo busca compreender os principais desafios e demandas das agroindústrias cadastradas no Programa Estadual de Agroindústria Familiar (PEAF). Atualmente, o programa conta com mais de 4 mil agroindústrias cadastradas e oferece crédito subsidiado, benefícios tributários, acesso a feiras e ao selo Sabor Gaúcho. O apoio requerido ao DEE-SPGG consistiu na sistematização e interpretação de informações obtidas a partir de seminários regionais, conduzidos com os principais beneficiários do programa, que reuniram mais de 1.800 participantes em 12 regiões do Estado, nos anos de 2024 e 2025. As informações dos seminários são de caráter qualitativo e coube ao DEE a sua sistematização e análise estatística. 

A apresentação também marcou o lançamento da Pesquisa de Diagnóstico das Agroindústrias Familiares, que será conduzida em campo a partir de setembro. O questionário, elaborado pelo DEE/SPGG, vai aprofundar dimensões como caracterização produtiva, comercialização, situação financeira, sucessão familiar, meio ambiente e qualidade de vida. 

Para o diretor-adjunto do Departamento de Agroindústria Familiar da SDR, Maurício Neuhaus, o levantamento de dados é fundamental para que possamos compreender com clareza a realidade das famílias que vivem da agroindustrialização no meio rural. “A partir dessas informações, conseguimos embasar políticas públicas mais justas e eficazes, que atendam às necessidades dos produtores, valorizem seu trabalho e incentivem o desenvolvimento das agroindústrias familiares”, concluiu Neuhaus.

“Este levantamento vai gerar informações fundamentais para aprimorar as políticas públicas voltadas às agroindústrias familiares e ao fortalecimento da agricultura no Estado”, destacou o pesquisador do DEE/SPGG, Rodrigo Feix.





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Expointer projeta futuro de fortalecimento para o campo


Com a abertura oficial da 48ª Expointer, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, nesta sexta-feira (5/9), mais uma edição da feira reforça a importância do campo e as possibilidades de um futuro promissor para o setor agropecuário. A solenidade começou com a execução do Hino Nacional pela banda marcial da Brigada Militar, acompanhada pelos cantores Pirisca Grecco e Ariane Winkler.

Com apresentações de grupos de dança e música típicos, o evento enalteceu a força do campo gaúcho para enfrentar obstáculos, superar crises e se reerguer, sempre com o olhar voltado para o futuro.

Em seu discurso, o governador Eduardo Leite destacou as ações do governo estadual em apoio aos produtores rurais e na ampliação das condições de produção no Rio Grande do Sul. “A Expointer é o momento de celebrar tudo o que temos de melhor no campo gaúcho: a nossa capacidade de produzir, inovar e gerar riqueza. Mas é também o espaço de ouvir e valorizar as demandas legítimas dos nossos produtores, que sustentam o desenvolvimento do Rio Grande e do Brasil”, afirmou Leite. “A dor dos nossos produtores é real, marcada por dívidas que se acumulam depois de sucessivas estiagens. Essas demandas justas não podem ser ofuscadas ou capturadas por tentativas de capitalização político-eleitoral, porque o que está em jogo é o futuro do nosso agro e da nossa economia”, completou. 

Leite também ressaltou os avanços entregues pelo Estado nos últimos anos. Entre as medidas, citou a redução de 50% no crime de abigeato, com a criação de delegacias e patrulhas especializadas para proteger propriedades rurais; a retomada da capacidade de investimentos em estradas; a desburocratização de projetos de irrigação; e a execução do maior programa de recuperação e enriquecimento de solos da história gaúcha.

O secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, Edivilson Brum, reforçou o papel da Expointer como espaço de transformação e de esperança. “Cada dívida não paga, cada safra perdida é também um golpe no coração do produtor que se considera responsável pela família, e teme falhar em seu papel. Mas, hoje não estamos aqui para nos afundar na dor, e sim para transformá-la em força. A Expointer existe para isso, ser o palco onde a esperança se faz presente, a recuperação encontra elementos concretos, a solidariedade e as soluções começam a germinar. É um ambiente para reconectar laços, promover renegociações e inspirar decisões que aliviem esta carga emocional e financeira. É a oportunidade coletiva de transformação”, afirmou Brum. 

Entre as novidades desta edição, Brum citou a GurIA, ferramenta que auxilia os visitantes na circulação pelo parque, facilitando o acesso à programação e aos espaços, além da infraestrutura renovada, com ampliação das vagas de estacionamento e criação de novos ambientes de convivência.

O secretário do Desenvolvimento Rural, Vilson Covatti, também ressaltou a relevância da agricultura familiar. “A Expointer é um retrato fiel do que o Rio Grande do Sul é, força, tradição, inovação e coragem. Hoje ao abrirmos oficialmente a 48ª edição, quero destacar um espaço que traduz a alma desta feira, o Pavilhão da Agricultura Familiar. Dos 365 mil estabelecimentos agropecuários, 293 mil são da agricultura familiar, um número que fala por si. É a base da nossa produção, da nossa economia e da identidade do povo gaúcho. Mesmo em momentos difíceis, tem mostrado que é o caminho para o desenvolvimento, a geração de renda e a retomada da confiança”, destacou Covatti. 

Medalha Assis Brasil

Durante a cerimônia, também foram entregues as medalhas Assis Brasil, condecoração instituída em memória do mestre do ruralismo brasileiro Joaquim Francisco de Assis Brasil. A honraria é destinada a pessoas que se destacam por serviços excepcionais à agricultura e à pecuária, sendo concedida anualmente na abertura oficial da Expointer.

Este ano, foram homenageadas as seguintes personalidades: 

Paulo Roberto da Silva – engenheiro agrônomo 

Marcos Tang – presidente da Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac) 

Leonardo Lamachia – presidente da OAB-RS 

A Expointer segue até domingo (7/9), reunindo produtores, visitantes e expositores em um dos maiores encontros do agronegócio e da tradição gaúcha no Brasil.





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Diesel sobe em agosto e supera preço de julho


Em agosto, o preço do diesel registrou alta em relação a julho, segundo o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL). O diesel comum ficou 0,65% mais caro, alcançando média de R$ 6,19, enquanto o diesel S-10 subiu 0,81%, chegando a R$ 6,22. De acordo com a Edenred, as oscilações do petróleo e do câmbio seguem como fatores determinantes para os reajustes no Brasil.

Regionalmente, o Sudeste teve o maior aumento para o diesel comum, de 1,15% (R$ 6,14), enquanto o S-10 registrou a maior alta no Centro-Oeste, de 1,28% (R$ 6,34). No Norte, o diesel comum foi o único a apresentar queda, de 0,73%, mas ainda assim manteve o preço mais alto do País, a R$ 6,76. Já os menores valores médios foram encontrados no Sul: R$ 6 para o tipo comum e R$ 6,06 para o S-10.

“O aumento registrado no diesel em agosto está ligado à influência de variáveis externas que continuam determinantes para a formação dos preços no Brasil. Oscilações no valor do petróleo e no câmbio acabam sendo incorporadas de forma relativamente rápida à cadeia de distribuição, o que ajuda a explicar a elevação observada no período”, analisa Renato Mascarenhas, Diretor de Rede Abastecimento da Edenred Mobilidade.

No levantamento por estados, o Acre liderou com os preços mais altos: R$ 7,59 para o diesel comum e R$ 7,55 para o S-10, apesar de leves quedas em relação a julho. O Paraná registrou o menor preço para o diesel comum, a R$ 5,97, enquanto Pernambuco teve o menor valor para o S-10, a R$ 5,96. As maiores altas ocorreram em Sergipe, com avanço de 4,06% no diesel comum (R$ 6,41), e no Paraná, com alta de 1,86% no S-10 (R$ 6,02). O IPTL considera abastecimentos realizados em 21 mil postos credenciados da Edenred Ticket Log, consolidando os preços a partir de milhões de transações, o que garante confiabilidade ao levantamento.

 





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Mercado do boi gordo encerra semana com preços estáveis


De acordo com o informativo Tem Boi na Linha, divulgado pela Scot Consultoria nesta sexta-feira (5), o mercado do boi gordo em São Paulo encerrou a semana sem alterações nas cotações.

O levantamento aponta que as indústrias se dividiram em dois perfis. Algumas alongaram suas escalas de abate para cerca de dez dias e, por cautela, se retiraram das compras na sexta-feira. Outras, que atuaram no período da manhã, mantiveram-se pouco dispostas a negociar em valores diferentes dos praticados no dia anterior, projetando um mercado mais pressionado na próxima semana.

Com esse cenário, a cotação de todas as categorias permaneceu inalterada em relação à quinta-feira.

No Mato Grosso, parte das indústrias, já com escalas preenchidas para a próxima semana, não participou das compras nesta sexta-feira. Na região Sudeste do estado, houve redução de R$ 3,00 por arroba nas ofertas de compra da novilha, após 12 dias úteis de estabilidade. Para as demais categorias e regiões, os preços seguiram estáveis.

Em relação ao comércio exterior, as exportações brasileiras de carne bovina in natura somaram 268,5 mil toneladas em agosto, com média diária de 12,8 mil toneladas. O resultado representa crescimento de 23,5% em relação ao mesmo mês de 2024. O preço médio da tonelada foi de US$ 5,6 mil, alta de 26,3% no comparativo anual.

Apesar de o volume total embarcado em agosto ter ficado 3% abaixo do registrado em julho, o resultado consolidou o melhor desempenho da história para o mês, estabelecendo um recorde nas exportações brasileiras de carne bovina.





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Receita de café exportado chega a US$ 9 bilhões até julho


A safra brasileira de café está estimada em 55,2 milhões de sacas beneficiadas em 2025. Segundo o 3º levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado nesta quinta-feira (4), o volume representa alta de 1,8% em relação ao ano passado, mesmo sendo um ciclo de baixa bienalidade.

De acordo com a Conab, a produção é influenciada pela recuperação de 3% na produtividade nacional, que passou de 28,8 sacas por hectare em 2024 para 29,7 sacas neste ano. No ciclo anterior, marcado pela bienalidade positiva, a safra foi prejudicada por adversidades climáticas. A área em produção foi estimada em 1,86 milhão de hectares, queda de 1,2% frente a 2024, enquanto a área em formação cresceu 11,9%, alcançando 395,8 mil hectares. Assim, a área total destinada ao cultivo de café chega a 2,25 milhões de hectares, alta de 0,9% em comparação ao ano anterior.

O levantamento aponta que a produção de café arábica deve alcançar 35,2 milhões de sacas, uma redução de 11,2% em relação à safra anterior. Minas Gerais concentra 75,2% da área nacional destinada à espécie, com 1,38 milhão de hectares, e deve colher 24,7 milhões de sacas, queda de 10,8% frente ao ciclo passado. A Conab atribui a retração ao efeito da bienalidade negativa e à seca prolongada que antecedeu a floração.

No caso do conilon, a produção deve atingir 20,1 milhões de sacas, crescimento de 37,2% em comparação ao ano passado. A Conab explica que o resultado se deve à regularidade climática, que favoreceu a formação dos frutos. O Espírito Santo, responsável por 69% da produção nacional da espécie, deve colher 13,8 milhões de sacas, alta de 40,3% em relação a 2024, impulsionada pelas chuvas no norte do estado.

Na Bahia, a produção total está estimada em 4,1 milhões de sacas, aumento de 33,5% em relação ao ano anterior. O resultado decorre da entrada de novas lavouras irrigadas em produção, principalmente nas regiões do Atlântico e do Cerrado. A produção de conilon no estado deve crescer 51,2%, alcançando 2,95 milhões de sacas, enquanto o arábica deve registrar avanço de 2,4%, totalizando 1,1 milhão de sacas. Rondônia também deve apresentar crescimento de 10,4%, com produção estimada em 2,3 milhões de sacas.

No mercado externo, o Brasil exportou 23,7 milhões de sacas de 60 quilos entre janeiro e julho de 2025, queda de 16,4% em comparação ao mesmo período de 2024, de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Apesar da retração, o volume é o terceiro maior já registrado no período. Segundo o levantamento, a redução já era esperada devido à menor disponibilidade de estoques após o recorde de exportações em 2024 e à limitação da produção de arábica.

A receita gerada pelas exportações no acumulado até julho somou US$ 9 bilhões, o maior valor para o período. O desempenho representa alta de 44,1% em relação ao ano anterior, resultado impulsionado pela elevação dos preços internacionais do café no início do ano.





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Projeções para safra de soja dividem opiniões


Segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), referente à semana de 8 a 14 de agosto e publicada na última quinta-feira (14), os prêmios têm ajudado a sustentar parte dos preços da soja no Brasil, com o câmbio mantendo-se próximo de R$ 5,44 por dólar. Nesse cenário, as principais praças gaúchas registraram valores de R$ 122,00 por saca, enquanto em outras regiões do país os preços oscilaram entre R$ 117,00 e R$ 123,00 por saca.

Em paralelo, projeções da iniciativa privada indicam que a futura safra brasileira pode alcançar 178,2 milhões de toneladas em 2025/26. A StoneX avaliou que o número é baseado em expectativa de produtividade excelente. O Ceema ponderou, no entanto, que “além de muito cedo, tais números são, por enquanto, bastante otimistas, já que é preciso esperar o comportamento do clima nas diferentes regiões do país”. O relatório destacou ainda que o Mato Grosso enfrenta preocupações com a baixa umidade, considerada a menor em dez anos, no início do plantio autorizado a partir de 7 de setembro, após o vazio sanitário. O Sul do país também continua sob risco de seca.

O Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), em levantamento recente, manteve a área de soja do estado em 13,08 milhões de hectares, alta de 1,67% em relação ao ano anterior. A produtividade média foi projetada em 60,4 sacas por hectare, recuo de 8,8% frente ao ciclo anterior. A produção final estimada é de 47,2 milhões de toneladas, queda de 7,3% em relação à colheita passada. O instituto destacou que ainda há incertezas relacionadas ao clima e ao nível de investimento dos produtores em tecnologia diante de custos elevados e preços relativamente baixos.

No Rio Grande do Sul, a Emater estimou redução de 0,8% na área a ser semeada em 2025/26, para 6,74 milhões de hectares. Apesar da retração, a entidade afirmou que, em condições climáticas normais, a produção poderá se recuperar após a quebra de 27% registrada na safra passada em comparação ao ano anterior. A expectativa é de que a colheita alcance 21,4 milhões de toneladas, avanço de 57,1% sobre o último ciclo, com produtividade média estimada em 3.180 quilos por hectare, o equivalente a 53 sacas.





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