quarta-feira, março 25, 2026

Política & Agro

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Sementes resistentes potencializam o algodão



A nova fase do algodão em Catuti é viabilizada por uma rede de colaboração



A nova fase do algodão em Catuti é viabilizada por uma rede de colaboração
A nova fase do algodão em Catuti é viabilizada por uma rede de colaboração – Foto: Pixabay

O cultivo de algodão está sendo retomado com força no Norte de Minas Gerais, especialmente na região de Catuti, graças ao uso de sementes transgênicas, técnicas modernas de irrigação e biotecnologia. Segundo informações divulgadas pela Santiago Cotton, esse renascimento da cotonicultura na região é resultado direto de parcerias estratégicas e investimentos em inovação agrícola.

A produção, que chegou a ocupar cerca de 130 mil hectares no passado, foi reduzida drasticamente ao longo dos anos, mas agora volta a ganhar espaço: já são cerca de 300 hectares plantados, com projeções otimistas de expansão. A produtividade também impressiona: produtores locais têm colhido até 400 arrobas por hectare, acima da média estadual de 333 arrobas/ha, impulsionados por sementes resistentes a pragas e tecnologias de manejo de alta eficiência. 

A nova fase do algodão em Catuti é viabilizada por uma rede de colaboração entre a Coopercat, Bayer, Amipa, Governo de Minas Gerais e AgFeed. Além do apoio técnico, esses parceiros contribuíram para a instalação de uma usina de beneficiamento na região, que já está em fase de testes. Com capacidade de processar quatro fardos de 200 kg por hora, a estrutura poderá atender até 800 hectares de lavouras, dando suporte ao crescimento sustentável da cadeia produtiva. 

Esse avanço representa mais que números: sinaliza a revitalização econômica de uma região marcada pela escassez de recursos hídricos, que agora encontra na biotecnologia e na irrigação uma nova esperança de renda, desenvolvimento e permanência das famílias no campo.

  





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“Aproveite o atual lucro da soja”, diz consultoria



A valorização do real frente ao dólar em junho reduziu a competitividade



A valorização do real frente ao dólar em junho reduziu a competitividade das exportações
A valorização do real frente ao dólar em junho reduziu a competitividade das exportações – Foto: Divulgação

Produtores de soja devem aproveitar o atual lucro médio de 31,27% para garantir ao menos a cobertura dos custos de produção. Essa é a principal recomendação da TF Agroeconômica, que alerta para a importância de realizar vendas parciais, mesmo diante de incertezas externas como guerras ou tarifas, mantendo o restante da produção para possíveis altas futuras do mercado.

Segundo análise da TF, a valorização do real frente ao dólar em junho reduziu a competitividade das exportações brasileiras, desestimulando as vendas internas — o que foi altista para Chicago (CBOT), mas baixista para os preços no Brasil. Outro fator de alta foi a elevação das tarifas de exportação pela Argentina a partir de 1º de julho, o que pode desacelerar o ritmo de comercialização do país vizinho. Além disso, novas vendas para o México, como a de 119,7 mil toneladas confirmadas pelo USDA para 2025/26, também reforçam o viés altista.

Do lado negativo, o mercado ainda sente a ausência de novos acordos comerciais com a China, o que limita as compras de soja norte-americana. Condições climáticas favoráveis nos EUA e no Centro-Oeste brasileiro também pesam contra os preços, assim como o aumento da área plantada nos Estados Unidos. Internamente, a queda nos preços de carnes e etanol, principais consumidores de farelo, derrubou o preço do subproduto (-21,67%) e refletiu na soja (-3,24%).

Na análise técnica, a opção de venda (put) de setembro a US\$ 9,60 foi a mais negociada, enquanto o maior interesse está nas calls de novembro a US\$ 12,00. Já os fundos reduziram sua posição comprada líquida em soja para 23.448 contratos, enquanto no farelo atingiram recorde de 110.080 contratos comprados líquidos.

 





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Soja fecha em alta em Chicago, mas acumula queda na semana



O movimento de recuperação do dia foi estimulado por fatores pontuais



O movimento de recuperação do dia foi estimulado por fatores pontuais
O movimento de recuperação do dia foi estimulado por fatores pontuais – Foto: Divulgação

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) encerraram a sexta-feira (28) em alta, impulsionados por compras de oportunidade, após uma sequência de cinco quedas consecutivas. No entanto, o movimento positivo do dia não foi suficiente para reverter as perdas acumuladas ao longo da semana. Segundo a TF Agroeconômica, o contrato de julho, referência para a safra brasileira, subiu 0,49%, ou 5,00 cents/bushel, fechando a US\$ 1.027,75. Já o contrato de agosto subiu 0,54%, ou 5,50 cents/bushel, encerrando a US\$ 1.033,25.

O movimento de recuperação do dia foi estimulado por fatores pontuais como a melhora da paridade do dólar frente ao real, uma compra expressiva de 119 mil toneladas por parte do México e a decisão do governo argentino de aumentar as tarifas sobre exportações do complexo soja. O mercado também se reposicionou diante da expectativa pelo relatório de estoques e área plantada que será divulgado pelo USDA nesta segunda-feira, o que contribuiu para a tração nos preços.

Apesar da alta diária, a semana foi de perdas para os derivados da oleaginosa. O contrato de farelo de soja para julho avançou modestamente 0,07% ou US\$ 0,20/ton curta no dia, a US\$ 271,10, mas encerrou a semana com queda acumulada de 4,58% (US\$ 13/ton curta). Já o óleo de soja caiu 0,13% no dia, cotado a US\$ 52,45/libra-peso, acumulando recuo semanal de 3,71%, ou US\$ 2,02/libra-peso. Com os preços pressionados, o mercado segue atento aos próximos movimentos dos fundamentos, especialmente no que se refere à nova safra dos Estados Unidos e ao comportamento da demanda global.

 





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Soja opera reduzindo riscos


O mercado de soja no Rio Grande do Sul opera com estratégias para redução de riscos e custos, segundo informações da TF Agroeconômica. “A precificação mudou para o julho, e os preços foram R$ 137,00 para 30/07 (entregas de 15/07 a 30/07). Melhores preços estão para o agosto, que marcou R$ 140,00 entrega agosto cheio e pagamento em 29/08. No interior os preços de fábricas seguiram o balizamento de cada praça. R$ 130,00 (-1,52%) Cruz Alta – Pgto. 15/08 – para fábrica R$ 130,00 (-1,52%) Passo Fundo – Pgto. agosto R$ 130,00 (-1,52%)”, comenta.

Santa Catarina encerra colheita da soja e já define vazio sanitário para a próxima safra. “A comercialização avança de forma tímida, com o mercado travado em função da queda nos prêmios de exportação e nas cotações internacionais. No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 135,51 (+0,59%)”, completa.

Paraná encerra colheita com aumento de produtividade e mira próxima safra. “Em Paranaguá, o preço chegou R$ 134,76 (+2,08%). Em Cascavel, o preço foi 120,00 (+1,49%). Em Maringá, o preço foi de R$ 121,22 (+0,81%). Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 123,85 (+3,76%) por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$135,51 (+0,02%). No balcão, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 118,00”, indica.

Logística instável desafia comercialização no Mato Grosso do Sul. “O bom desempenho da safra no campo traz, portanto, desafios logísticos relevantes. Em Dourados, o spot da soja ficou em R$ 118,37 (+0,11%), Campo Grande em R$ 118,37 (+0,11%), Maracaju em R$ 117,80 (-0,37%), Chapadão do Sul a R$ 108,67 (-1,00%), Sidrolândia a em R$ 117,80 (-0,37%)”, informa.

Mato Grosso encerra colheita histórica, mas alta nos custos pressiona a rentabilidade. “Os preços indicativos em Rondonópolis e Lucas do Rio Verde, na mesma data, apresentaram variações pontuais no mercado interno. Campo Verde: R$ 113,09 (+0,34%). Lucas do Rio Verde: R$ 108,82 (+1,54%), Nova Mutum: R$ 108,82 (+1,54%). Primavera do Leste: R$ 113,09 (+0,34%). Rondonópolis: R$ 113,09 (+0,34%). Sorriso: R$ 108,82 (+1,54%)”, conclui.

 





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Julho é o pior mês para vender milho?



Alguns fatores pesam negativamente sobre os preços



Alguns fatores pesam negativamente sobre os preços
Alguns fatores pesam negativamente sobre os preços – Foto: Pixabay

Com custos distintos entre a primeira e a segunda safra, os resultados financeiros também divergem: enquanto o milho da safra verão ainda garante um lucro de 10,58%, a Safrinha desta temporada apresenta prejuízo de 9,91%, segundo análise da TF Agroeconômica. A consultoria destaca que, para o produtor que ainda não comercializou, o ideal é esperar a retomada de preços no segundo semestre. Vender durante julho, mês de pico da colheita e de preços historicamente baixos, deve ser evitado.

De acordo com a TF Agroeconômica, a valorização do real frente ao dólar favoreceu os contratos futuros em Chicago (CBOT), mas o avanço da colheita brasileira, responsável por quase 80% do milho para ração, ainda impõe limites para altas adicionais. Internamente, o aumento da mistura de etanol na gasolina de E27 para E30 tende a aquecer a demanda pelo grão, podendo sustentar os preços a médio e longo prazo. No cenário internacional, os estoques baixos nos EUA e a reversão da redução das tarifas de exportação pela Argentina (de 9,5% para 12%) também dão suporte ao mercado.

Por outro lado, alguns fatores pesam negativamente sobre os preços. Entre eles estão as boas condições climáticas para o milho nos EUA e a confirmação de área plantada semelhante à projeção anterior do USDA, o que reforça a estimativa de safra recorde de 400 milhões de toneladas. Além disso, tensões comerciais entre os EUA e o Canadá aumentam incertezas, enquanto a plena oferta com o início da colheita no Brasil pressiona os preços na B3, que têm oscilado entre R$ 62,19 e R$ 64,75 no último mês.

 





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Milho fecha semana em queda na B3


As cotações do milho na B3 encerraram a sexta-feira (27) em queda, pressionadas pelo avanço da colheita da segunda safra e pela desvalorização do dólar, que acumulou baixa semanal de -0,75%. Segundo informações da TF Agroeconômica, apesar do atraso na colheita manter os preços em um canal lateral, a tendência é de que a recuperação da oferta provoque novas quedas nos preços nas próximas semanas.

No acumulado semanal, os contratos futuros da B3 apresentaram perdas entre -1,25% e -0,01%, com exceção do contrato de junho, que já não é mais negociado e fechou em alta. O contrato julho/24 fechou o dia a R\$ 63,54, com baixa diária de R\$ -0,41, mas alta semanal de R\$ 0,38. Julho/25 encerrou a R\$ 62,27 (-R\$ 0,06 no dia e -R\$ 1,25 na semana), enquanto setembro/25 caiu para R\$ 66,45 (-R\$ 0,34 no dia e -R\$ 0,79 na semana). Já no mercado físico, o indicador Cepea teve desvalorização de -0,68% na semana.

No mercado internacional, o milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou o dia em alta, após cinco sessões consecutivas de queda. O contrato de julho subiu 1,95% ou \$ 8,00 cents/bushel, fechando a \$ 417,50. Já o contrato de setembro subiu 1,86% ou \$ 7,50 cents/bushel, terminando a \$ 411,50. A alta do dia refletiu uma recomposição das posições vendidas por parte dos fundos, diante das cotações em níveis historicamente baixos e da expectativa de menor estoque nos EUA, com base na forte demanda registrada recentemente. Ainda assim, o milho na CBOT acumulou uma perda semanal de -2,62% ou \$ -11,25 cents/bushel, refletindo a volatilidade do mercado frente às incertezas climáticas e à dinâmica cambial.

 





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Mistura B15 impulsiona óleo de soja no Brasil



Óleo de soja volta a subir com aumento da mistura de biodiesel




Foto: Divulgação

Depois de quase dois meses em queda, os preços do óleo de soja voltaram a registrar valorização no mercado brasileiro. A recuperação nos valores ocorre em meio a expectativas positivas para a demanda do setor de biocombustíveis, especialmente o biodiesel.

Segundo dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), a elevação recente está diretamente ligada à decisão do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que aprovou o aumento gradual da mistura obrigatória de biodiesel ao óleo diesel. A medida prevê a elevação da atual proporção B14 (14%) para B15 (15%) entre agosto deste ano e fevereiro de 2026. A partir de março de 2026, a mistura poderá subir para B16 (16%).

De acordo com os pesquisadores do Cepea, a perspectiva de maior consumo interno para a produção de biodiesel tem trazido otimismo ao setor, o que influencia diretamente a comercialização do óleo de soja. A medida do CNPE é vista como um estímulo à cadeia produtiva, gerando reflexos positivos tanto para os produtores quanto para os processadores da oleaginosa.

A movimentação atual contrasta com o cenário observado no primeiro trimestre de 2025, quando os preços internos do óleo de soja registraram forte enfraquecimento. Na época, o mercado apostava que a mistura B15 entraria em vigor em março, o que acabou não ocorrendo. Essa frustração nas expectativas foi o principal fator de pressão sobre as cotações naquele período.

Agora, com a confirmação oficial do cronograma de ampliação da mistura, agentes do setor voltam a operar com maior confiança. A perspectiva é de que a demanda por óleo de soja industrializado se mantenha firme nos próximos meses, o que deve contribuir para sustentar os preços em patamares mais altos.

O Brasil, sendo um dos maiores produtores e exportadores de soja do mundo, pode se beneficiar tanto no mercado interno quanto externo com esse novo cenário. A busca por fontes renováveis de energia, como o biodiesel, segue sendo um fator estratégico para o crescimento sustentável do agronegócio brasileiro.





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Clima seco impulsiona plantio de trigo e cevada na Argentina


Após uma semana praticamente sem chuvas, o plantio de trigo avançou significativamente na Argentina, segundo informações da Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA). A semeadura do cereal atingiu 72,7% da área estimada de 6,7 milhões de hectares, um progresso de 12,4 pontos percentuais em relação à semana anterior. As boas condições climáticas favoreceram regiões anteriormente afetadas pelo excesso de umidade, como o Núcleo Sul e o Centro de Buenos Aires, reduzindo atrasos históricos. Nacionalmente, o ritmo de plantio está 4,1 p.p. à frente do registrado no mesmo período do ano passado.

A semeadura da cevada também apresentou avanços, alcançando 50,8% da área prevista de 1,3 milhão de hectares. Ainda assim, há um atraso interanual de 12 pontos percentuais, principalmente por problemas de excesso de umidade no Norte de La Pampa, Oeste e Centro de Buenos Aires. No entanto, o sul da região agrícola mantém bom ritmo de implantação, impulsionado por condições hídricas favoráveis.

A colheita de soja está próxima do fim, com 98,3% da área apta colhida, embora ainda apresente um leve atraso de 1,3 p.p. em relação ao ano anterior. O rendimento médio nacional é de 29,8 sacas por hectare, 15% superior à média das últimas cinco safras. A soja de primeira está praticamente finalizada, com produtividade média de 31,5 sacas/ha. Já a soja de segunda cobre 95,2% da área, com bons rendimentos no Centro-Este de Entre Ríos e Núcleo Sul, mantendo a projeção de produção em 50,3 milhões de toneladas.

Por fim, a colheita do milho grão atingiu 55,3% da área estimada, com rendimento médio nacional de 77,1 sacas/ha. Em Córdoba, o avanço foi expressivo nos plantios tardios, com produtividade de 79,9 sacas/ha — 21% acima da safra anterior. Apesar disso, a menor área cultivada limita o impacto sobre a produção total. Já no centro e oeste de Buenos Aires, os excessos hídricos persistem e atrasam a colheita. A estimativa nacional de produção permanece em 49 milhões de toneladas, queda de 5% frente à campanha anterior.

 





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Conflito entre EUA e China reposiciona Brasil no comércio internacional


O embate tarifário entre Estados Unidos e China segue remodelando as cadeias globais de suprimentos e redesenhando o mapa das oportunidades comerciais. A tensão entre as duas maiores economias do mundo cria tanto desafios quanto espaços estratégicos para países da América Latina, especialmente o Brasil. Essa foi uma das principais análises apresentadas no webinar promovido pela Coface Brasil nesta quarta-feira (26).

De acordo com informações divulgadas pela Coface, o evento contou com a participação da economista-chefe para a América Latina, Patricia Krause, e do chefe de estudos macroeconômicos, Bruno de Moura Fernandes. Os especialistas alertaram para o impacto direto da guerra comercial no crescimento global e destacaram o papel da região latino-americana em meio a essa reconfiguração geoeconômica. As projeções da Coface apontam que o PIB mundial crescerá 2,2% em 2025 e 2,3% em 2026 — números que refletem a desaceleração generalizada das economias, tanto desenvolvidas quanto emergentes.

Segundo Fernandes, a desaceleração da China se agrava diante de problemas internos, como o excesso de capacidade produtiva em setores estratégicos — automobilístico, alimentos, eletrônicos e farmacêutico — somado à queda no consumo e nos preços industriais. A resposta chinesa tem sido ampliar as exportações para além do eixo tradicional com os EUA, voltando-se a outras regiões, como a América Latina.

“A China precisa exportar a qualquer custo. Se perder ainda mais espaço nos EUA, a América Latina será um destino natural, tanto como fornecedora de commodities quanto como mercado consumidor de produtos manufaturados”, avaliou Fernandes. Ele alerta que essa movimentação pode pressionar ainda mais setores já sensíveis, como o siderúrgico, o têxtil e o de tecnologia.

A economista Patricia Krause destacou que a América Latina deverá crescer 2,1% em 2024, com perspectivas moderadas e desiguais entre os países. No caso do Brasil, a projeção de crescimento foi revisada para cima, ficando em 2,3% em 2025. Segundo ela, o desempenho da economia brasileira é impulsionado pelo agronegócio e pelo consumo doméstico, mas enfrenta riscos devido a um crédito mais restrito e juros elevados. “Países como o México, mais dependentes dos EUA, são mais vulneráveis. Já Brasil e Argentina podem ocupar nichos estratégicos, principalmente no agronegócio, frente à retração americana no mercado chinês”, ponderou.

Outro destaque do evento foi o avanço dos investimentos chineses na região. Krause citou dados do Global Development Policy Center que mostram o crescimento dos projetos greenfield na América Latina, que passaram de US$ 5,8 bilhões entre 2008 e 2011 para US$ 21 bilhões entre 2020 e 2023. A infraestrutura também ganhou relevância, com o exemplo do porto de Chancay, no Peru, que deverá facilitar e baratear o comércio com o continente asiático.

O estudo da Coface ressalta que, diante da instabilidade global, as empresas latino-americanas precisarão fortalecer sua capacidade de adaptação. “Diversificação de mercados e revisão das cadeias logísticas serão essenciais para manter a competitividade em um cenário de incertezas geopolíticas”, concluiu Krause.

Para mitigar riscos e garantir estabilidade financeira, a Coface reforça a importância do seguro de crédito. A ferramenta protege empresas contra inadimplência, oferecendo segurança para ampliar sua atuação comercial mesmo diante de um ambiente internacional volátil. 





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