terça-feira, março 24, 2026

Política & Agro

AgroNewsPolítica & AgroSafra

Etanol/Cepea: Indicadores encerram junho em alta


Os preços dos etanóis no mercado spot do estado de São Paulo encerraram junho em alta, apontam levantamentos do Cepea. Entre 23 e 27 de junho, o Indicador CEPEA/ESALQ do hidratado fechou em R$ 2,6099/litro (líquido de ICMS e PIS/Cofins), aumento de 1,57% sobre o período anterior. Para o anidro, a elevação foi de 2,84% em igual comparativo, com o Indicador CEPEA/ESALQ a R$ 2,9962/litro, valor líquido de impostos (sem PIS/Cofins). Segundo o Centro de Pesquisas, o suporte esteve atrelado a chuvas, geadas em alguns estados, à aprovação do aumento da mistura obrigatória de anidro na gasolina, de 27% para 30%, e ao maior volume negociado de hidratado nas usinas.

Já segue nosso Canal oficial no WhatsApp? Clique Aqui para receber em primeira mão as principais notícias do agronegócio





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Soja enfrenta cenário de incertezas e disputa por mercado


A soja brasileira está no centro de um cenário volátil influenciado por fatores climáticos, comerciais e cambiais. A commodity atravessa um momento de instabilidade, em meio à possível imposição de uma segunda onda de tarifas pelos Estados Unidos, que incluiria o Brasil entre os países afetados. A medida, prevista para entrar em vigor a partir de 1º de agosto, amplia as incertezas no mercado global.

Segundo analistas, os desdobramentos da Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA), as condições climáticas no território norte-americano e a estratégia de compras da China serão decisivos para o reposicionamento das estratégias comerciais nos próximos meses. “O pano de fundo global segue dominado por incertezas políticas e comerciais”, afirma a análise da Hedgepoint Global Markets.

No mercado cambial, a desvalorização do dólar frente a outras moedas, como o real, desafia a competitividade da soja brasileira no cenário internacional. A valorização da moeda brasileira reduz a atratividade dos preços para exportação.

Apesar do ambiente de instabilidade, a safra 2024/25 do Brasil está praticamente consolidada em 170 milhões de toneladas. As exportações podem alcançar um recorde de 109 milhões de toneladas, impulsionadas pela forte demanda chinesa. O mercado interno também deve ganhar fôlego com a entrada em vigor da mistura B15 (15% de biodiesel) a partir de agosto. Para a próxima safra (2025/26), o setor já discute a possibilidade de um novo patamar produtivo, entre 180 e 185 milhões de toneladas, caso clima e tecnologia avancem em conjunto.

Segundo Luiz Roque, coordenador de Inteligência de Mercado da Hedgepoint Global Markets, o segundo semestre será marcado por uma disputa entre a exportação e o mercado doméstico. “Os prêmios (basis) elevados sustentam os preços no momento, compensando parcialmente Chicago e câmbio na formação das cotações”, afirma.

No setor de processamento, as margens de esmagamento seguem pressionadas, mas ainda dentro da sazonalidade. O farelo enfrenta incertezas com o retorno da Argentina ao mercado e o possível aumento da oferta americana. Já o óleo apresenta uma perspectiva mais positiva, com o avanço da mistura obrigatória e a maior demanda interna.

Na China, os estoques permanecem acima de 40 milhões de toneladas pelo terceiro ano consecutivo, o que reduz a urgência por novas compras. “Essa posição reduz o senso de urgência nas compras, o que, somado a margens de esmagamento pouco atrativas, deve limitar a demanda no curto prazo”, avalia a Hedgepoint. Para a safra 2024/25, as importações foram revisadas para 106,5 milhões de toneladas, enquanto para 2025/26 a projeção é de 112 milhões, condicionada à recuperação da rentabilidade do esmagamento.

Nos Estados Unidos, a expectativa é de produtividade recorde, mesmo com redução da área plantada. Segundo o USDA, 70% das lavouras estão em boas ou excelentes condições. A proposta da EPA para ampliar em 67% a mistura de biocombustíveis pode gerar um aumento do esmagamento entre 2,5 e 5 milhões de toneladas.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Kuwait, Bahrein, Albânia e Turquia retiram restrições de exportação à carne de aves brasileira


Kuwait, Bahrein, Albânia e Turquia também retiraram as restrições à exportação de carne de frango brasileira, após a conclusão do foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP), registrado no município de Montenegro (RS).

A situação atual das restrições das exportações brasileiras de carne de aves é a seguinte:

Sem restrição de exportação: África do Sul, Albânia, Argélia, Argentina, Bahrein, Bolívia, Bósnia e Herzegovina, Cuba, Egito, El Salvador, Emirados Árabes Unidos, Filipinas, Hong Kong, Índia, Iraque, Jordânia, Kuwait, Lesoto, Líbia, Marrocos, Mauritânia, México, Mianmar, Montenegro, Paraguai, Peru, República Dominicana, Reino Unido, Singapura, Sri Lanka, Turquia, Uruguai, Vanuatu e Vietnã.

Suspensão total das exportações de carne de aves do Brasil: Canadá, Chile, China, Macedônia do Norte, Malásia, Paquistão, Timor-Leste, União Europeia.

Suspensão restrita ao estado do Rio Grande do Sul: Angola, Arábia Saudita, Armênia, Bielorrússia, Cazaquistão, Coreia do Sul, Namíbia, Omã, Quirguistão, Rússia, Tajiquistão e Ucrânia.

Suspensão limitada ao município de Montenegro (RS): Catar

Suspensão limitada aos municípios de Montenegro, Campinápolis e Santo Antônio da Barra: Japão

Suspensão limitada à zona: Maurício, Nova Caledônia, São Cristóvão e Nevis, Suriname e Uzbequistão. O reconhecimento de zonas específicas é denominado regionalização, conforme previsto no Código Terrestre da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) e no Acordo sobre Medidas Sanitárias e Fitossanitárias (SPS) da Organização Mundial do Comércio (OMC).

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Mato Grosso do Sul movimenta mais soja e milho segue no mercado interno



Porto de Paranaguá lidera escoamento da soja de Mato Grosso do Sul




Foto: Sheila Flores

A movimentação do mercado de fretes rodoviários agrícolas em Mato Grosso do Sul apresentou aumento nos preços durante o mês de junho. A análise consta da edição de julho do Boletim Logístico da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgada nesta quarta-feira (23).

A retração nas cotações da soja nas últimas semanas tem levado os produtores a adotarem uma postura mais cautelosa, com vendas graduais da safra. No entanto, as expectativas de valorização do óleo de soja contribuíram para manter o interesse do mercado externo. Com isso, houve uma leve elevação nas exportações do produto no estado.

De acordo com a Conab, a colheita da segunda safra de milho avança com boas perspectivas, aumentando a demanda por transporte e pressionando os valores dos fretes. As operações logísticas voltadas à exportação, neste período, permaneceram concentradas na soja. “O milho, por sua vez, teve como principal destino o abastecimento de indústrias da região Sul do Brasil e a movimentação local para unidades de recebimento”, destaca o boletim.

Dados do Comex Stat, plataforma do Governo Federal para estatísticas de comércio exterior, indicam que 774,2 mil toneladas de soja foram movimentadas em junho, frente às 620,4 mil toneladas registradas em maio. Já o milho, no mesmo período, não teve exportações registradas, com a comercialização voltada exclusivamente ao mercado interno.

As principais rotas logísticas utilizadas para o escoamento da soja sul-mato-grossense em direção ao mercado externo foram os portos de Paranaguá (PR), Santos (SP), São Francisco do Sul (SC), Porto Murtinho (MS) e Rio Grande (RS).





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Informação é chave para o agro enfrentar críticas, alerta especialista


A necessidade de gerar e disponibilizar dados sobre a agropecuária brasileira, especialmente em relação à sustentabilidade da produção, tem sido enfatizada nas discussões do 10º Congresso Brasileiro de Soja e Mercosoja, que acontece nesta semana em Campinas, SP. Na conferência de abertura da programação desta quarta-feira (23), o professor Edivaldo Domingues Velini, da Unesp/Botucatu, apresentou informações sobre os aspectos sustentáveis do setor rural.

Do ponto de vista econômico, a agropecuária exporta mais do que importa, mantendo positiva não só a balança comercial do segmento, mas também a do País. Um gráfico com série histórica desde 1988, exibido pelo palestrante, mostra que a balança comercial brasileira tem se mantido quase sempre positiva. No entanto, ao se excluir o setor agropecuário da equação, ela se torna negativa a partir dos anos 2000.

A produção do campo também desempenha papel decisivo na matriz energética brasileira. A biomassa representa 32,56% da energia consumida no Brasil. O biodiesel fornece mais energia do que os sistemas solares, e o volume gerado seria suficiente para abastecer todo o Uruguai, afirmou o professor. A matriz energética brasileira é 49% renovável, muito acima da média mundial, de 14%. “Mas o Brasil, sem biomassa, seria igual ao restante do mundo”, alertou Velini.

Crítica comum ao agronegócio nacional, o volume de agrotóxicos utilizados no Brasil precisa ser analisado em perspectiva, defendeu o palestrante. “É um país complexo, que pratica agricultura intensivamente, em áreas extensas, e muitas comparações não fazem sentido”, pontuou. A agricultura brasileira lidera o ranking em valor absoluto de compras de defensivos, mas cai para a 7ª e 14ª posições quando se considera o valor por hectare e por tonelada de produto, respectivamente. No caso dos herbicidas, o Brasil também lidera em volume total consumido, mas fica abaixo da média mundial quando se analisam os índices por área cultivada e por produção obtida.

Velini ponderou que mesmo esses indicadores não são os mais adequados. Ele defende o uso de índices que avaliem a segurança da aplicação para trabalhadores, consumidores e o meio ambiente, como o Environmental Impact Quotient (EIQ). Considerando esse indicador, a segurança tem aumentado nos cultivos de açúcar, cana-de-açúcar, milho e soja, destacou o professor.

Apesar de ter apresentado diversos dados, Velini ressaltou a carência de informações com séries históricas acessíveis sobre a agropecuária brasileira. “Levem a sério os bancos de dados. Precisamos ter informações, e elas precisam ser acessíveis”, enfatizou. Segundo ele, os dados são peça-chave para enfrentar um dos principais desafios do agro: a comunicação com a sociedade.

O professor também chamou atenção para as oportunidades perdidas pelo País devido ao baixo investimento em pesquisa, desenvolvimento e inovação. “Não consigo imaginar onde estaríamos se, em vez de 20 bilhões, estivéssemos investindo 200 bilhões de reais em pesquisa”, afirmou. “O que o Brasil precisa no curto prazo? Séries de dados e associações para inovação em pesquisa.” No longo prazo, ele acredita que o aumento dos investimentos passa por uma mudança mais profunda no direcionamento dos recursos públicos.

CBSoja

O 10º Congresso Brasileiro de Soja e Mercosoja é promovido pela Embrapa Soja e ocorre até quinta-feira, dia 21, no Expo Dom Pedro, em Campinas. O evento conta com quatro conferências e 15 painéis, somando mais de 50 palestras de especialistas brasileiros e estrangeiros. Além disso, são apresentados 321 trabalhos técnico-científicos em nove sessões temáticas e cinco debates sobre temas práticos relacionados ao dia a dia das lavouras.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Produzir no RS ficou mais caro em junho



No acumulado do ano, o IIPR apresenta uma deflação de 10,43%




Foto: Canva

Em junho, os custos do produtor rural foram maiores, e os preços recebidos menores. É o que aponta o relatório divulgado pela equipe econômica da Farsul nesta quarta-feira (23/7).O Índice de Inflação dos Preços Recebidos pelos Produtores Rurais (IIPR) registrou deflação de 1,8% em relação ao mês anterior. Ocorreu queda no preço das sacas de arroz e milho, além de retração no trigo, devido à proximidade da colheita.

No acumulado do ano, o IIPR apresenta uma deflação de 10,43%, um índice descolado do IPCA Alimentos (que tem alta de 3,79% no período), um sinal de que a inflação está acontecendo em outros pontos da cadeia.Já o Índice de Inflação dos Custos de Produção (IICP) registrou inflação de 0,43% em maio, mesmo com um recuo de 2% na taxa de câmbio.

Os conflitos geopolíticos ao redor do globo puxaram a alta no preço do fertilizante, um dos principais insumos do setor. No acumulado desde junho de 2024, o índice tem inflação de 3,79%. Já no acumulado de 2025, a inflação é menor, 2,02%, mas ainda relevante.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

queda na novilha pressiona mercado em São Paulo



Mercado lento mantém boi China sem variação




Foto: Divulgação

O mercado do boi gordo registrou queda no preço da novilha em São Paulo nesta quarta-feira (23), segundo a análise “Tem Boi na Linha”, publicada pela Scot Consultoria. As negociações seguem em ritmo lento, com o escoamento da carne bovina ainda abaixo do esperado e uma oferta de animais suficiente para suprir a demanda.

“A cotação da novilha caiu R$ 1,00 por arroba, enquanto os preços do boi gordo e da vaca permaneceram estáveis”, aponta o levantamento. As escalas de abate no estado atendem, em média, a nove dias.

Em Mato Grosso do Sul, o cenário também é marcado por escoamento fraco e boa oferta de animais. A postura cautelosa adotada pelos frigoríficos resultou em recuos nas cotações em parte das praças pecuárias. Em Dourados, houve redução de R$ 3,00 por arroba para todas as categorias. Em Campo Grande, apenas a novilha apresentou recuo, de R$ 1,00 por arroba, enquanto as demais categorias mantiveram os valores. Já em Três Lagoas, os preços seguiram estáveis.

A cotação do “boi China”, animal abatido com até 30 meses e exigido para exportação ao país asiático, também não apresentou variações nesta quarta-feira.

No Paraná, a oferta elevada de animais pressionou o mercado. A geada recente reduziu a qualidade das pastagens, o que incentivou maior volume de negociação por parte dos pecuaristas. Ainda assim, os preços permaneceram inalterados em todas as categorias.

No Rio de Janeiro, o cenário foi semelhante. O mercado apresentou estabilidade, sem mudanças nas cotações para boi gordo, vaca ou novilha.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Trigo tem queda de 27% na área cultivada no Paraná



Lavouras sofrem com clima e geadas




Foto: Canva

O plantio de trigo foi finalizado no Paraná nesta semana, segundo o relatório semanal  de colheita e cultivo divulgado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento. A área cultivada com o cereal na safra 2024 soma 833,4 mil hectares, o que representa uma redução de 27% em relação ao ciclo anterior, quando foram registrados 1,134 milhão de hectares.

De acordo com o Deral, as lavouras se encontram em diferentes estágios de desenvolvimento. Em regiões onde a fase predominante é a de frutificação, já foram observados sinais de déficit hídrico, o que acende o alerta para possíveis impactos na produtividade. Além disso, há preocupações com os danos causados pelas geadas recentes.

“O estrago ainda está sendo avaliado, mas já se sabe que áreas semeadas antes do período recomendado pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), especialmente nas regiões mais frias do estado, foram totalmente comprometidas pelas temperaturas negativas”, aponta o relatório.

Nas regiões em que o plantio foi realizado dentro do período ideal e foi concluído mais recentemente, o desenvolvimento das lavouras segue dentro do esperado. Os produtores continuam com os tratos culturais, como o controle fitossanitário e aplicações preventivas de fungicidas e inseticidas. Até o momento, não há relatos de incidência significativa de pragas ou doenças.

A previsão é de que, nas próximas semanas, as condições climáticas continuem influenciando o desempenho das lavouras, especialmente nas regiões mais suscetíveis à falta de chuvas e novas geadas.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Brasil lidera cogeração de energia limpa



Essa liderança é atribuída à maturidade da agroindústria brasileira



Essa liderança é atribuída à maturidade da agroindústria brasileira
Essa liderança é atribuída à maturidade da agroindústria brasileira – Foto: Divulgação

O Brasil tem se consolidado como referência mundial na cogeração de energia a partir de fontes renováveis, seguindo uma tendência global de descarbonização da matriz energética. Enquanto o carvão mineral ainda representa 61% da cogeração global, segundo o relatório Global CHP Market Overview (dez/2024), o país caminha na direção oposta: em 2021, 69,2% da cogeração nacional veio de biomassa, como bagaço de cana-de-açúcar, licor negro e cavaco de madeira, conforme destaca Leonardo Nakamura, engenheiro da Associação da Indústria de Cogeração de Energia (Cogen).

Essa liderança é atribuída à maturidade da agroindústria brasileira, que alia abundância de subprodutos a investimentos em tecnologia. Atualmente, o Brasil conta com 21,9 GW de capacidade instalada de cogeração em operação, o que representa 10,3% da matriz elétrica nacional. Só a biomassa responde por 18,7 GW, com destaque para o bagaço de cana (13,03 GW), segundo dados da Aneel e da Cogen. Em 2024, a geração elétrica por biomassa bateu recorde, com 58 TWh, segundo o Balanço Energético Nacional (BEN).

O tema estará em destaque na 31ª edição da Fenasucro & Agrocana, feira mundial da cadeia de bioenergia, que ocorrerá de 12 a 15 de agosto em Sertãozinho/SP. O evento será palco para debater os avanços da cogeração renovável e as oportunidades para o Brasil no cenário internacional.

Além do reconhecimento como potência em cogeração, o país planeja expandir sua atuação com exportações de biocombustíveis, tecnologias e até energia elétrica para vizinhos como Argentina e Uruguai. Para Nakamura, essa integração regional fortalece a segurança energética do Cone Sul e posiciona o Brasil como um fornecedor estratégico de energia limpa no continente.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Fretes sobem em São Paulo apesar da queda no diesel


Apesar da redução no preço do diesel e da diminuição do piso mínimo de frete, o custo do transporte rodoviário de cargas no estado de São Paulo apresentou leve alta em junho. Segundo a edição de julho do Boletim Logístico, divulgada nesta quarta-feira (23) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o aumento dos juros influenciou diretamente os pagamentos a prazo, o que contribuiu para o encarecimento dos fretes.

De acordo com a Conab, “nem mesmo a redução do piso mínimo de fretes e a queda no preço do diesel conseguiram manter os fretes em baixa”. O preço médio do diesel comum foi registrado em R$ 6,07, enquanto o S-10 alcançou R$ 6,20, ambos com retração em relação a abril, em função da diminuição no valor repassado às distribuidoras.

No comércio exterior, São Paulo exportou US$ 27,13 bilhões entre janeiro e maio, enquanto importou US$ 35,34 bilhões no mesmo período, evidenciando um déficit comercial. No agronegócio, as exportações somaram US$ 11,08 bilhões, queda de 11,1% frente ao mesmo período de 2024. As importações agrícolas, por outro lado, subiram 5,6%, totalizando US$ 2,47 bilhões.

O setor sucroalcooleiro lidera as exportações do agronegócio paulista, com receita de US$ 2,67 bilhões, seguido por carnes (US$ 1,5 bilhão), soja (US$ 1,2 bilhão), sucos (US$ 1,2 bilhão) e produtos florestais (US$ 1,2 bilhão).

As condições climáticas permaneceram dentro da normalidade, com chuvas e temperaturas próximas à média histórica para maio e junho. O impacto das geadas, embora registrado, ficou restrito a cultivos específicos de baixa expressão no estado, como hortaliças, morangos e maçãs, sem interferência significativa na dinâmica de transporte agrícola.

A Conab também destacou que obras de manutenção na rodovia Anchieta-Imigrantes, previstas para a segunda semana de julho, devem afetar temporariamente o escoamento da produção agrícola. “O reajuste das tarifas de pedágio, que pode chegar a 5,31%, também pode influenciar os custos logísticos ao longo do mês”, alerta o boletim.





Source link