quinta-feira, março 19, 2026

Política & Agro

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Pavilhão da Agricultura familiar fatura R$ 7,6 milhões na Expointer



Pavilhão da Agricultura Familiar bate recorde na feira




Foto: Divulgação

O 27º Pavilhão da Agricultura Familiar da 48ª Expointer registrou resultado histórico nos seis primeiros dias da feira. O espaço, que reúne produtores de diversas regiões do Rio Grande do Sul, alcançou faturamento de R$ 7.678.234,79, o maior já contabilizado no período. O valor representa um crescimento de 18% em relação a 2024, quando foram comercializados R$ 6.511.767,45.

Segundo a organização, os números confirmam a consolidação do Pavilhão como uma das principais vitrines da agricultura familiar no Estado. O desempenho reflete tanto a procura por produtos tradicionais e inovadores quanto a relevância do setor na geração de renda e oportunidades.

Na cerimônia de abertura da Expointer, realizada na sexta-feira (5), o secretário de Desenvolvimento Rural, Vilson Covatti, ressaltou a importância do espaço. “A agricultura familiar é a base da nossa produção, crucial para a economia e para a identidade do povo gaúcho. Mesmo em momentos difíceis, os produtores familiares têm mostrado o caminho para o desenvolvimento, para a geração de renda e para a retomada da confiança do produtor gaúcho”, afirmou.

A média diária de vendas também apresentou crescimento em comparação com o ano passado. No primeiro dia, o faturamento subiu de R$ 1,02 milhão em 2024 para R$ 1,49 milhão em 2025. No segundo dia, as vendas superaram R$ 1,5 milhão. Já no quarto dia, o resultado passou de R$ 932.872,00 no ano anterior para R$ 1,32 milhão neste ano.

Com 456 empreendimentos participantes, o Pavilhão da Agricultura Familiar reforça sua posição como espaço estratégico de negócios e aproximação entre produtores e consumidores. Além do impacto econômico, o ambiente estimula a abertura de mercados e o fortalecimento das redes de comercialização.





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Safra americana de milho pressiona mercado global



O crescimento das usinas de etanol de milho no Brasil é outro fator molda o mercado



O crescimento das usinas de etanol de milho no Brasil é outro fator que vem moldando o mercado interno
O crescimento das usinas de etanol de milho no Brasil é outro fator que vem moldando o mercado interno – Foto: Pixabay

A safra americana de milho promete ser robusta neste ano, com estimativas que variam entre 411 milhões de toneladas, segundo o principal Crop Tour dos Estados Unidos, e 425 milhões de toneladas, conforme projeção do USDA. Esse volume representa uma oferta expressiva a preços competitivos, que já começa a ocupar espaço no comércio internacional, inclusive em mercados tradicionalmente abastecidos pelo milho brasileiro.

Segundo a Veeries, a concorrência americana se intensifica justamente no momento em que o Brasil colheu uma safrinha excepcional. Normalmente, os Estados Unidos priorizam o embarque da soja no quarto trimestre, deixando o milho para depois. No entanto, se a China não comprar soja americana devido à guerra comercial, o milho pode ser exportado antes do previsto, potencialmente inundando o mercado global.

O crescimento das usinas de etanol de milho no Brasil é outro fator que vem moldando o mercado interno. Apenas nas últimas semanas, foram anunciadas quatro novas unidades e três expansões de plantas existentes, impulsionadas pelo aumento da mistura de etanol anidro à gasolina de 27% para 30% e por linhas de crédito incentivado, como as do Fundo Clima e do BNDES. Desde 2022, a capacidade de processamento de milho para etanol cresceu mais de 130%, com novos projetos ainda em desenvolvimento.

O impacto dessas mudanças já é sentido no campo. O aumento do consumo de milho pelas usinas contribui para reter volumes que poderiam ser exportados e influencia o comportamento dos produtores. No Oeste do Paraná, por exemplo, o milho safrinha está substituindo a área de trigo, que agora se concentra mais nas regiões Sul e dos Campos Gerais. Enquanto isso, o plantio da soja começou nas regiões mais precoces do Paraná, com Mato Grosso liberando a semeadura a partir do dia 7, embora os produtores ainda aguardem o momento ideal para acelerar o trabalho.

 





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Bebida do fruto da erva-mate deve chegar em 2026



Destilado de erva-mate é lançado na Expointer




Foto: Divulgação

A Casa da Emater, na 48ª Expointer, sediou na tarde de ontem (4) a apresentação oficial do primeiro fermentado e destilado produzido a partir do fruto da erva-mate no Rio Grande do Sul. O evento foi organizado e promovido pela Emater/RS-Ascar, com apoio da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), de Ilhéus, na Bahia.

A novidade foi apresentada pela empresa Inovamate, de Ilópolis, em parceria com a empresa Solution. O projeto piloto utiliza o fruto da Ilex paraguariensis, até então descartado como resíduo agroindustrial.

Ariana Maia, da Inovamate, explicou que a iniciativa surgiu durante a pandemia. Segundo ela, a ideia nasceu quando ela e o sócio decidiram destilar os frutos da erva-mate em um alambique emprestado. “A partir daí, começou a querer saber mais sobre o assunto e em contato com a pesquisadora da UESC, Ana Paula Uetanabaro, doutora em fermentações complexas, começaram a desenvolver o projeto”, relatou.

Ana Paula Uetanabaro destacou a importância da parceria entre ciência, tecnologia e produção rural. “Este processo de conexão entre empresa de tecnologia, academia e o produtor rural é o que possibilita o nascimento de um novo produto”, afirmou. A pesquisadora ressaltou ainda que o destilado da erva-mate “é diferente de todos os que existem no mercado”.

De acordo com a UESC, a produção inicial depende do registro no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e passa por análises rigorosas antes de chegar ao consumidor. O projeto foi aprovado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) para o período 2021/2022. A previsão é que o lançamento comercial do destilado ocorra em 2026, ainda sem nome definido.





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Desfile dos Grandes Campeões traz emoção e surpresa à Expointer 2025


Com a pista central do Parque Assis Brasil ainda encharcada e sob chuva da manhã da sexta-feira (5), o tradicional Desfile dos Grandes Campeões da 48ª Expointer superou o barro e o tempo adverso com emoção e estilo. O público acompanhou a apresentação de 136 animais premiados — dois exemplares, macho e fêmea, de cada raça —, além de atrações artísticas de música e dança, e da participação dos vencedores do 13º Concurso de Produtos da Agroindústria Familiar.

Vínculo com a terra

O momento foi de celebração da diversidade genética e da excelência da produção agropecuária gaúcha. Antes mesmo da entrada dos animais, o espetáculo foi aberto pela Cia Ayuni, de Jaguarão (SC), composta por 13 bailarinas de 13 a 17 anos. Elas emocionaram o público com a coreografia “Contraponto” e encerraram a apresentação com uma adaptação da dança “Meu Rio Grande, Meu Lar”. A apresentação, que durou cerca de oito minutos, homenageou as origens das mulheres fronteiriças e seu vínculo com a terra.

Entre as jovens artistas estava Lívia, 13 anos. Na plateia, os pais, Vitor e Luciane Martins, e o irmão João Marco, de cinco anos, vibraram durante a performance. “A emoção de estar aqui supera qualquer barro e chuva”, contou a mãe. O pai completou: “A gente chegou cedo e veio direto para a pista. Depois do desfile, vamos conhecer o Parque.”

A Cavalaria da Brigada Militar, representada pelo 4º Regimento de Polícia Montada – Regimento Bento Gonçalves, também abrilhantou a apresentação, reforçando a tradição do desfile.

Celebração dos campeões

O momento mais aguardado da cerimônia foi o desfile dos grandes campeões da Expointer, apresentado pelo diretor administrativo do Parque Assis Brasil, Éder de Azevedo.  O espetáculo dos animais teve início com a entrada dos ovinos, estrelas da primeira parte da apresentação, que imprimiram ao desfile um clima de elegância e tradição.

Na sequência, passaram pela pista central os caprinos, seguidos pelos bovinos de leite e de corte, cada qual exibindo a força genética e a qualidade da produção pecuária gaúcha. O encerramento ficou a cargo dos equinos, que encantaram o público com sua beleza, imponência e a forte ligação com a cultura gaúcha.

Inspiração para a superação

A surpresa da manhã foi a participação de Valente, o boi que se tornou símbolo de resiliência e inovação na medicina veterinária. Resgatado após a enchente que atingiu o Vale do Taquari em 2023, o animal de 450 quilos sofreu uma fratura grave e passou por uma cirurgia inédita, na qual recebeu uma prótese adaptada.

O produtor Marcelo Scherer, de Restinga Seca, que fez questão de acompanhar toda a programação, se emocionou com a cena. Criador de gado de corte, destacou a importância do evento como inspiração para o campo e ficou tocado ao ver a entrada do boi Valente.

“É positivo demonstrar isso, após a tragédia das enchentes no Rio Grande do Sul. Mostrar um animal que sobreviveu a tudo isso é quase um milagre. Nós também tivemos perdas, como tantos outros, e ver o Valente na pista é inspirador”, relatou.

Boi símbolo de resistência

O procedimento para a implantação da prótese no boi Valente, considerado raro em animais de grande porte, foi resultado de um trabalho conjunto entre especialistas em medicina veterinária, fisioterapia, engenharia e outros profissionais, coordenados pela Universidade de Caxias do Sul (UCS). Dois ônibus trouxeram 80 estudantes e professores de veterinária para acompanhar a participação de Valente na Expointer, que arrancou aplausos calorosos do público ao entrar na pista.

“Foi único, emocionante. Voltamos para casa com ainda mais orgulho da nossa profissão. Saber que é possível dar uma nova chance a animais que passaram por situações tão graves é uma inspiração”, afirmou a estudante de veterinária Jéssica Fracanábia.

Após dois anos de adaptação, Valente vive com saúde e mobilidade adequadas. Sua recuperação representa não apenas um avanço científico, mas também um marco na busca pelo bem-estar animal, abrindo caminho para novas possibilidades de reabilitação.

“Oscar” da agricultura familiar

Além da genética animal, da arte e das homenagens, o desfile também destacou os vencedores do 13º Concurso de Produtos da Agroindústria Familiar, considerado o “Oscar” do setor. Ao todo, 232 produtos foram avaliados em 16 categorias, ressaltando a diversidade, a qualidade e a tradição da produção rural gaúcha.

Os três primeiros colocados receberam placas e certificados. Pelo terceiro ano consecutivo, os vencedores da agricultura familiar desfilaram lado a lado com os grandes campeões da pecuária, reforçando a integração entre o agronegócio e a produção artesanal.





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Geada provoca queda de frutos na produção de bergamota



Safra de citros começa com floração em diferentes regiões




Foto: Canva

De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado nesta quinta-feira (4) pela Emater/RS-Ascar, os citricultores da região administrativa de Caxias do Sul já iniciaram os cuidados para a próxima safra. A maioria das plantas apresenta novas brotações e sinais de botões florais, indicando o começo do ciclo produtivo. A entidade destacou que, nos próximos dias, será possível avaliar melhor o potencial da safra, especialmente após a elevada produção de bergamota e laranja neste ano.

Em Cotiporã, continua a colheita das variedades tardias de laranja, como Monte Parnaso e Lane Late. Paralelamente, os produtores realizam tratamentos fitossanitários para garantir a sanidade da florada. Apesar do bom desempenho produtivo, alguns agricultores relatam entraves na comercialização. Em determinados casos, a saída das frutas ocorre de forma lenta, e em outros houve devolução de cargas, que precisaram ser redirecionadas para mercados locais.

Na região de Frederico Westphalen, prossegue a colheita de variedades de ciclo médio e tardio, ao mesmo tempo em que tem início a floração da safra 2025/2026. Segundo a Emater/RS-Ascar, a expectativa é de que a produção seja satisfatória, favorecida pelas condições climáticas.

Na região de Santa Rosa, os citros apresentam intensa floração, início de brotação e frutificação. A colheita da laranja Valência está em andamento, com preço de R$ 1,50 por quilo na propriedade e R$ 2,00 por quilo na entrega. Na cultura da bergamota, a geada ainda provoca queda significativa de frutos. Foram identificados ataques de pragas como pulgão, ácaro, larva-minadora, cochonilha, mosca-das-frutas e percevejo, exigindo controle por parte dos produtores.





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Clima brasileiro entre extremos desafia o agronegócio



A distribuição das chuvas também foi irregular



A distribuição das chuvas também foi irregular
A distribuição das chuvas também foi irregular – Foto: Pixabay

Durante julho e agosto, o Brasil viveu um cenário climático marcado por contrastes regionais. Segundo análise do Rabobank, as temperaturas ficaram acima da média em grande parte do país, especialmente no Centro-Oeste, Sudeste e MATOPIBA, com registros superiores a 37°C em cidades como Cuiabá. Em paralelo, frentes frias atingiram o Sul e parte do Sudeste, provocando geadas leves a moderadas e afetando culturas como o café no Cerrado Mineiro.

A distribuição das chuvas também foi irregular. Enquanto o Norte e o litoral do Nordeste registraram volumes acima da média, favorecendo feijão e milho, regiões como Rondônia, Tocantins, Goiás e Minas Gerais enfrentaram déficit hídrico, que comprometeu as pastagens. No Centro-Oeste, o clima seco permitiu o avanço da colheita do milho safrinha e do algodão. Já no Sudeste, a mesma condição beneficiou o café e a cana-de-açúcar. No Sul, por outro lado, o excesso de chuvas e o risco de geadas atrasaram o início do plantio de inverno, embora a produtividade do Paraná tenha sido preservada.

Entre as culturas, o café enfrentou episódios localizados de granizo no sul de Minas, sem impacto nacional relevante. A safra de laranja começou sob temperaturas abaixo da média e chuvas esparsas. Na cana, julho registrou 100 milhões de toneladas colhidas, mas a baixa qualidade da matéria-prima preocupa, com estimativas apontando produção total de açúcar abaixo de 40 milhões de toneladas na safra 2025/26.

O comportamento do clima global também entra no radar. O fenômeno ENSO permanece em neutralidade, com 56% de probabilidade de continuidade até o fim do inverno. A expectativa é de breve transição para La Niña na primavera, seguida de retorno à neutralidade, o que pode impactar chuvas e temperaturas. A partir de setembro, o mercado volta suas atenções ao regime de chuvas: no café, será decisivo para a florada da safra 2026/27, enquanto nos grãos será fundamental para a semeadura da temporada 2025/26.

 





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Obras de artistas gaúchos ganham protagonismo na 48ª Expointer


Pelo quinto ano consecutivo, o espaço cultural Estância da Arte oferece um lugar de pausa e contemplação para os visitantes da Expointer. Desta vez, a exposição na esquina do Pavilhão Internacional, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, está ainda maior, com mais de 50 obras de seis artistas gaúchos e um uruguaio, metade delas criadas especialmente para a feira. Com o tema “Traços da tradição”, a curadoria valoriza a cultura campeira e a vida do povo do Rio Grande do Sul. 

Há muitas novidades em relação ao ano anterior. Peças em cartoon, obras expressionistas e trabalhos em espátula são novas formas de apresentar a vida campeira. A presença feminina ganha força e a história da região das Missões entrou no circuito. Poemas do gaúcho Gujo Teixeira recheiam a exposição. 

“Aqui é um espaço cultural que vem criando uma tradição na Expointer. As pessoas se identificam muito, pois as cenas e paisagens da lida do campo são a realidade da maioria dos visitantes. Para nós é um motivo de muito orgulho”, contou Daniel Henz, um dos organizadores do espaço.

A curadoria das obras é realizada mais uma vez por Mariano Schmitz, gaúcho nascido em Novo Hamburgo e com trajetória ligada ao mundo campeiro. Os artistas convidados para a exposição são Carlito Bicca, Cristiano Ramos Alves, Dario Mastrosimone, Derli Vieira da Silva (Chapéu Preto), Márcia Bastos, Santiago e Sérgio Coirolo.

Democratização

O projeto da Estância da Arte promove a democratização da arte em três pilares: gratuidade, diversidade e acessibilidade. A visitação ao espaço é gratuita até domingo (7/9), entre 8h e 20h, e a multiplicidade de formatos atrai vários públicos. Um grande diferencial da exposição, mais uma vez, é possuir uma obra de cada artista em prancha tátil, com reproduções em relevo e textura que possibilitam a compreensão por pessoas cegas. O espaço também tem acessibilidade física, mediação em libras e guia vidente. 

A produtora rural Carina Correia estava de passagem pelas imediações e parou para ver as obras com toda a família. Ela, que é de Aceguá, se sentiu representada. “Eu vinha caminhando e minha filha, que gosta muito de pintura, nos alertou. Chamou atenção o trabalho do campo. Meu marido planta soja e a pintura dela [a artista Márcia Bastos] é bem o que a gente vê no dia a dia: o trabalho de campo em que nós, mulheres, também ajudamos”, explicou.

Programação dos próximos dias

Na sexta-feira (5/9), o Estância da Arte promove duas rodas de chimarrão com os artistas e o curador da exposição, sendo uma no horário da manhã (9h às 11h) e outra à tarde (13h às 16h).

A programação do sábado (6/9), por sua vez, reserva a pintura de obras ao vivo com os artistas Carlito Bicca, Cristiano Ramos Alves e Dario Mastrosimone. 

Ao longo dos nove dias de feira, os organizadores projetam a circulação de 40 mil pessoas pelo espaço.





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Programa Agrofamília formaliza R$ 500 mil em novos contratos na Casa do Badesul na 48ª Expointer


Nesta quinta-feira (4/9), a Casa do Badesul foi palco da assinatura de 17 contratos do Programa Agrofamília, que somam R$ 500 mil em investimentos para o fortalecimento da agricultura familiar. Do total, 12 contratos foram destinados a agroindústrias e 12 a jovens rurais.

A iniciativa é promovida pelo Governo do Estado e pela Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), por meio do FEAPER, tendo o Badesul como gestor operacional, financeiro e contábil. Além de agroindústrias e jovens rurais, o crédito contempla pescadores e comunidades quilombolas.

O secretário da SDR, Vilson Covatti, destacou que mais de 600 contratos já foram assinados desde abril. “Estamos escrevendo uma linda página na história da agricultura familiar do nosso Estado, junto com os produtores, a agência de fomento Badesul, a FETAG-RS, a Emater-RS e o Governo do Estado. A agilidade de todas as instituições tem sido fundamental”, afirmou.

O diretor financeiro do Badesul, Robson Ferreira, também destacou a parceria entre a agência de fomento, a SDR, a Fetag e Emater-RS. “Unimos esforços para colocar os recursos na rua, fazendo-os chegar nas mãos de quem faz acontecer no campo”, disse.

Representando a FETAG-RS, Lucas Machry lembrou que mais de dez mil jovens se inscreveram para o programa. “Foi um belo trabalho, que atraiu inúmeros interessados e conseguiu fazer com que os valores de fato chegassem a eles”, ressaltou, elogiando a política pública.

“Estamos empenhados em promover o desenvolvimento de modo sustentável. A verdade política pública é a que gera resultado!”, afirmou o presidente da Emater, Luciano Schwertz, também presente no evento.

Entre os produtores rurais beneficiados pelo programa, está o casal Valmir e Rosane Fauro. Com o financiamento, a Agroindústria Faro, especializada no cultivo e processamento de mandioca, vai investir na qualificação da sua infraestrutura. “As melhorias incluem obras, além da aquisição de embalagens, caixaria e caixa térmica”, comemorou Rosane.





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Monitoramento é chave no combate ao psilídeo-dos-citros


Com mais de 25 anos de experiência, o engenheiro agrônomo Hamilton Rocha, presidente do Grupo de Consultores em Citros (GCONCI), destacou que houve avanços no controle químico do psilídeo-dos-citros (Diaphorina citri), inseto vetor do greening (HBL). A associação, sediada em Cordeirópolis (SP) e de caráter técnico sem fins lucrativos, estende hoje sua atuação consultiva a cerca de 40 milhões de plantas cítricas.

Segundo Rocha, o avanço da doença levou ao desenvolvimento de estratégias mais precisas para determinar o momento adequado de aplicação de inseticidas. Ele explicou que surgiram produtos que atuam sobre as fases jovens da praga, sobretudo a chamada ninfa, capazes de “quebrar o ciclo” do inseto.

“Precisamos quebrar a reprodução do inseto em momentos decisivos. Um deles é na florada, que está ocorrendo agora, e outro em dezembro, janeiro, quando há vegetação intensa no pomar”, afirmou o consultor. “Quebrar o ciclo do inseto mudou o conceito de tratamento, trouxe um ganho enorme. O desafio é não deixar a praga se multiplicar, contaminar-se nas plantas doentes.”

Rocha explicou que, após anos de pesquisas, a fase ninfa foi identificada como a mais crítica para a transmissão da bactéria causadora da doença, enquanto antes os tratamentos se concentravam nos insetos adultos. Ele ressaltou que a associação de inseticidas com diferentes ingredientes ativos e modos de ação é fundamental para que atinjam tanto adultos quanto ninfas.

Conforme o presidente do GCONCI, quando aplicados corretamente e no momento adequado, inseticidas específicos para o controle da ninfa podem alcançar eficácia de até 80%. “Essas aplicações devem ser feitas, preferencialmente, do estágio V1 a V4 das folhas de citros (1 cm a 4 cm)”, explicou.

Dados do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) mostram que a incidência do greening em laranjeiras aumentou de 38% em 2023 para 44,35% em 2024. Segundo Rocha, árvores afetadas apresentam queda acentuada de frutos, que ficam menores, deformados e assimétricos. “A planta reage à bactéria que está dentro dela, bloqueia o transporte de seiva aos frutos. Uma parte dos frutos cai. Nossa grande busca é diminuir essa queda e fazer com que a seiva se desloque, apesar da doença”, disse.

Rocha destacou ainda que a intensidade e a qualidade do monitoramento das pragas são fatores determinantes para definir as melhores estratégias de manejo. “Devemos considerar clima, estágio da safra, as fases dos insetos presentes nas plantas. O monitoramento é chave”, reforçou.

O presidente do GCONCI acrescentou que o equilíbrio nutricional das plantas também é essencial. “Necessário haver equilíbrio na nutrição do pomar, fazer análises de solo, das folhas, para que as plantas se fortaleçam. Uma planta bem nutrida resistirá mais diante do psilídeo e também de outras pragas e doenças. Terá menos problemas”, disse. Rocha recomendou ainda o uso de bioestimulantes. “Bioestimulantes ajudam muito em situações de estresse, como a enfrentada nos dias de hoje pelo produtor, com tempo mais seco, ausência prolongada de chuvas e mesmo nos casos de estresse advindos de doenças. Esses produtos deixam a planta mais equilibrada para se ‘autodefender’.”

Apesar da maior pressão do greening sobre os pomares, a última previsão do Fundecitrus aponta que a produção do cinturão citrícola de São Paulo e Minas Gerais deverá alcançar 314,6 milhões de caixas de 40,8 kg na safra 2025/26, crescimento de 36% em relação ao ciclo anterior, quando foram colhidas 230,87 milhões de caixas.

“Há várias regiões que sofreram com a seca nos meses de fevereiro, março e abril. Isso afetou bastante os pomares. Estamos bem no início da safra, colhendo as ‘precoces’”, relatou Rocha. “De modo geral, observamos até o momento que apesar da perspectiva de aumento da colheita, está sendo uma safra marcada pela produção de frutas pequenas.”





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umidade e pragas afetam qualidade das raízes



Geadas prejudicam início da safra de mandioca




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O plantio de mandioca na região de Santa Rosa, segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (4), permanece suspenso em grande parte das áreas de cultivo. Os produtores relataram dificuldades para obter o material propagativo necessário para a implantação das lavouras, devido a danos provocados por doenças, pragas e geadas intensas, que afetaram a qualidade das ramas.

“O cozimento está mais difícil, e algumas variedades não estão viáveis para consumo, com exceção da mandioca de casca roxa e da Baianinha”, afirmou a Emater/RS-Ascar. A instituição ainda destacou relatos de apodrecimento de raízes em função da umidade contínua no solo. O preço praticado no comércio local varia de R$ 8,00 a R$ 10,00 por quilo descascada, e R$ 4,00 por quilo com casca.

Na região de Soledade, a cultura encontra-se em fase de plantio, com maior intensidade no Vale do Rio Pardo. No Alto da Serra do Botucaraí, o plantio ocorre de forma mais tardia, em função das temperaturas médias mais baixas na região. Alguns produtores estão preparando o solo, mas há poucas mudas viáveis, já que a safra sofreu danos totais pelas geadas.





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