quinta-feira, março 19, 2026

Política & Agro

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Nigéria e Brasil abrem novas frentes de cooperação


Em evento realizado no Sebrae, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, celebrou o aprofundamento das relações entre Brasil e Nigéria durante a visita do presidente nigeriano, Bola Tinubu. O encontro, segundo Alckmin, evidenciou a diversidade de possibilidades para investimentos e comércio bilateral.

A visita de Tinubu ao Brasil retribui a missão brasileira a Abuja, em junho, que foi liderada por Alckmin a pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O vice-presidente destacou que as conversas entre os dois governos resultaram na assinatura de acordos e na abertura de novas frentes de cooperação.

De acordo com Alckmin, a visita trouxe “boas notícias por terra, mar e ar”, em referência às parcerias firmadas em áreas como agropecuária, aviação, transição energética e saúde. O vice-presidente afirmou: “Temos aí uma avenida de possibilidades de trabalho, investimentos e comércio exterior. São dois países irmãos. A Nigéria, uma das maiores economias do continente africano, e o Brasil, a maior da América Latina. Vamos superar o Oceano Atlântico e trabalhar muito juntos em benefício das nossas populações, pois o desenvolvimento é o novo nome da paz”.

Alckmin ressaltou ainda que o comércio exterior entre os dois países cresceu 20% no último ano e apontou que a tendência é de aceleração. O evento contou com a presença de autoridades como o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, o presidente do Sebrae, Décio Lima, o secretário executivo do MDIC, Márcio Elias Rosa, além de ministros e empresários nigerianos.

Na parte da manhã, o presidente Lula recebeu o presidente Bola Tinubu no Palácio do Planalto. Foram anunciados novos acordos em áreas estratégicas e reafirmada a disposição de ampliar o intercâmbio econômico, político, cultural e tecnológico. Para Lula, a visita simboliza um marco na retomada da cooperação. O presidente destacou: “Na última década, o intercâmbio entre Brasil e Nigéria diminuiu drasticamente. De 10 bilhões de dólares em 2014, passamos a 2 bilhões de dólares em 2024. Não foi por acaso. Nos últimos governos, o Brasil se distanciou da África. Duas das maiores economias da América Latina e da África deveriam ter um intercâmbio muito maior”.





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Cooperativa registra faturamento de R$ 2,85 bi no semestre



A cooperativa também detalhou investimentos e obras realizadas



A cooperativa também detalhou investimentos e obras realizadas
A cooperativa também detalhou investimentos e obras realizadas – Foto: Pixabay

A Capal Cooperativa Agroindustrial realizou uma reunião online com seus produtores associados para apresentar o balanço financeiro do primeiro semestre de 2025. O evento, conduzido pelo presidente do Conselho de Administração e pela Diretoria Executiva, permitiu que os cooperados enviassem dúvidas e comentários, reforçando o compromisso da cooperativa com transparência e trabalho colaborativo. Durante a apresentação, também foram discutidos aspectos da conjuntura do agronegócio brasileiro e os desafios enfrentados pelo setor.

Segundo Erik Bosch, presidente da Capal, a cooperativa mantém a estratégia de investimento mesmo em meio a adversidades climáticas e geopolíticas. “Além das condições climáticas e questões geopolíticas mundiais, os desafios aumentaram para todo o setor, e notamos muitos casos de empresas em recuperação judicial no agronegócio. É nesse ambiente que precisamos continuar com as nossas atividades, modernizar nossas fazendas e a cooperativa, não parar de crescer e de investir”, declara.

No primeiro semestre, a Capal alcançou faturamento bruto de R$ 2,85 bilhões e receita líquida de R$ 24,3 milhões, com expectativa de resultados ainda melhores no segundo semestre. A recepção bruta de grãos nas unidades chegou a 606 mil toneladas, com aumento de 15% na soja, totalizando 403 mil toneladas. A produção de leite superou as projeções, com 74,4 milhões de litros comercializados.

A cooperativa também detalhou investimentos e obras realizadas no período, totalizando R$ 57,5 milhões. Entre os projetos estão melhorias e expansões nas unidades de Arapoti, Wenceslau Braz e Santo Antônio da Platina (PR), além de Itararé, Fartura e Taquarituba (SP), reforçando o compromisso com crescimento sustentável e infraestrutura moderna para os cooperados.

 





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Produção de pepino salada em baixa



Plantio a céu aberto deve iniciar no fim de agosto




Foto: Pixabay

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na última quinta-feira (21), a produção de pepino está na baixa nos municípios de Bom Princípio e São Sebastião do Caí, na região administrativa de Lajeado. A redução foi atribuída ao período de temperaturas mais baixas, o que levou muitos agricultores a iniciarem o preparo dos canteiros para o replantio.

A Emater/RS-Ascar informou que, diante do cenário, os preços seguem elevados. A salada de pepino tem sido comercializada entre R$ 70,00 e R$ 80,00 por caixa de 20 quilos. O pepino japonês apresenta cotação em alta, variando de R$ 115,00 a R$ 130,00 a caixa de 18 quilos. Já o pepino conserva oscila entre R$ 140,00 e R$ 150,00 a caixa de 20 quilos.

A entidade destacou ainda que o plantio a campo, em áreas de céu aberto, está previsto para o final de agosto.





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Colheita de cana-de-açúcar está praticamente concluída em Santa Rosa



Agroindústrias mantêm áreas para garantir produção




Foto: Canva

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na última quinta-feira (21), a colheita da cana-de-açúcar na região administrativa de Santa Rosa está praticamente finalizada nos 2.256 hectares cultivados. Restam apenas algumas áreas mantidas pelas agroindústrias para assegurar a continuidade da produção.

Segundo a Emater/RS-Ascar, nas lavouras já colhidas a cultura ainda não apresenta brotação significativa. Alguns agricultores optaram por implantar novas áreas com o objetivo de ampliar a produção destinada à alimentação animal.

Além disso, parte dos produtores comercializa melado, que tem sido vendido a R$ 15,00 o quilo. A média recebida pela cana-de-açúcar foi de R$ 135,83 por tonelada.





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Óleo de algodão sobe com demanda de biocombustíveis



Cotação do caroço de algodão recua em Mato Grosso




Foto: Canva

Segundo a análise semanal do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgada nesta segunda-feira (25), o preço do caroço de algodão disponível em Mato Grosso foi cotado a R$ 905,27 por tonelada, o que representa uma queda de 3,78% em relação à semana anterior e de 12,46% frente ao mesmo período do mês passado.

O instituto explicou que “o movimento é pautado pelo avanço da colheita no estado, de modo que a disponibilidade tem aumentado e, consequentemente, pressionado os preços”.

Por outro lado, o preço do óleo de algodão apresentou valorização de 1,10% no comparativo semanal, alcançando R$ 5.571,43 por tonelada. O Imea destacou que “parte desse incremento é atribuído ao aumento da demanda das indústrias de biocombustíveis, ligado à maior procura de óleo para a produção de biodiesel”.

Dessa forma, o instituto avaliou que, “apesar da tendência de queda nos preços do caroço conforme o avanço da colheita e a maior oferta, o óleo deve continuar encontrando suporte na demanda por parte das indústrias”.





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Pará recebe 1 mil toneladas de milho para o ProVB



ProVB beneficia pequenos criadores




Foto: Agrolink

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) recebeu nesta semana mais de 205 toneladas de milho em grãos destinadas ao Programa de Venda em Balcão (ProVB) no Pará. O produto foi armazenado na Unidade Armazenadora de Ananindeua. Com essa operação, somada à remessa anterior de cerca de 795 toneladas, o total recebido no exercício atual alcançou 1 mil toneladas.

Em 2024, o programa registrou recorde de vendas no estado, com aproximadamente 1,1 mil toneladas comercializadas, contra mais de 400 toneladas em 2023, o que representou um crescimento de 172%. Já em 2025, até 21 de agosto, foram removidas mais de 1,3 mil toneladas de milho para atendimento à demanda, das quais cerca de 900 toneladas já foram vendidas. A expectativa da Conab é de que, até o final do ano, o volume chegue a 1,5 mil toneladas, ampliando o acesso dos pequenos criadores ao produto.

De acordo com a companhia, o ProVB “possibilita a compra direta do grão por pequenos criadores de animais, com limite mensal de aquisição de até 27 toneladas por cliente”. Os preços de venda são atualizados quinzenalmente. Podem participar suinocultores, avicultores, bovinocultores, caprinocultores, ovinocultores e outros produtores. Segundo a Conab, o programa “equipara as condições de acesso ao milho dos estoques públicos para produtores de diferentes portes”.





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Mais de 12 toneladas de sementes serão entregues no Paraná



Programa do PAA distribui feijão e milho a produtores




Foto: Divulgação

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), por meio da superintendência regional do Paraná (Sureg-PR), participa nesta quarta-feira (27), às 10h, da entrega de sementes no âmbito do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), modalidade Compra com Doação Simultânea (CDS), na Prefeitura de Prudentópolis.

Segundo o Imea, a ação é realizada em conjunto com a Superintendência Federal do Desenvolvimento Agrário Nacional no Paraná (SFDA-PR/MDA), a Secretaria Municipal de Agricultura de Prudentópolis, o Instituto Federal do Paraná (IFPR), o Sindicato Rural dos Agricultores Familiares do município e a Cooperativa Mista de Desenvolvimento da Agricultura Familiar de Rebouças, responsável pela execução do projeto.

O aporte destinado à organização fornecedora é de quase R$ 195 mil. A operação envolve 13 agricultores familiares e contempla a doação de mais de 12 toneladas de sementes de feijão e milho crioulos para produtores de Prudentópolis e Rebouças, com prioridade para agricultores inscritos no CadÚnico.

As sementes serão distribuídas às Secretarias Municipais de Agricultura de ambos os municípios, com foco no atendimento aos produtores de Prudentópolis que, em 2024, tiveram perdas na produção de feijão devido à infestação da mosca branca, transmissora do vírus do mosaico dourado.





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Produção de açúcar bate recorde em julho



O etanol apresentou valorização mesmo em plena safra



O etanol apresentou valorização mesmo em plena safra
O etanol apresentou valorização mesmo em plena safra – Foto: Pixabay

O Rabobank divulgou sua atualização mensal sobre o mercado de cana-de-açúcar, em estudo conduzido por Andy Duff, analista setorial da commodity. Segundo o banco, até o final de julho a moagem no Centro-Sul na safra 2025/26 alcançou 306 milhões de toneladas, o que indica que mais da metade da colheita já foi realizada. As estimativas atuais apontam para um volume final abaixo de 600 milhões de toneladas, reforçando a percepção de uma safra menor do que a anterior.

Os números também mostram um nível relativamente baixo de ATR por tonelada de cana, com a média acumulada até julho 4,6% inferior ao valor registrado no mesmo período de 2024. Outro dado relevante é o recorde na destinação da cana para a produção de açúcar, que ultrapassou 54% na segunda metade de julho. Esse movimento reflete o esforço de usinas que investiram nos últimos anos em ampliar a capacidade de cristalização, aproveitando as condições mais favoráveis do mercado internacional.

Enquanto os preços do açúcar no mercado físico vêm se mantendo estáveis, o etanol apresentou valorização mesmo em plena safra. De acordo com o Rabobank, esse cenário está ligado à elevação da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina, que subiu de 27% para 30% a partir de 1º de agosto, além das perspectivas de menor oferta no ciclo atual. Com a moagem total projetada abaixo de 600 milhões de toneladas e maior direcionamento da cana para o açúcar, a produção de etanol deve alcançar apenas 3,5 bilhões de litros em 2025/26, cerca de 4 bilhões a menos que no ciclo 2024/25.

O ponto de maior incerteza agora está na gasolina. Caso os preços internacionais de energia sigam em queda e o câmbio permaneça estável ou até se valorize frente ao dólar, pode haver espaço para novas reduções no preço doméstico do combustível, o que impactaria diretamente a competitividade do etanol no mercado interno.

 





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Nova ferramenta otimiza lavouras brasileiras



A ferramenta integra dados históricos da fazenda e imagens de satélite



A ferramenta integra dados históricos da fazenda, imagens de satélite e outras soluções
A ferramenta integra dados históricos da fazenda, imagens de satélite e outras soluções – Foto: Nadia Borges

Uma nova solução de agricultura de precisão chega ao Brasil com o objetivo de simplificar a gestão de dados e ampliar a rentabilidade das lavouras. Testes realizados em diferentes propriedades mostraram aumento médio do potencial produtivo em cerca de 3% e redução de até 25% nos custos com fertilização, especialmente na cultura do milho.

O Cropwise Planting, lançado pela Syngenta Digital e integrado à plataforma Cropwise, permite ajustar sementes e fertilizantes conforme a variabilidade do solo, substituindo a aplicação uniforme tradicional. “A agricultura tradicional opera com uma aplicação padrão para a quantidade de sementes e fertilizantes em toda a área, independentemente das características do solo”, explica Bruno Muller, Head de Agricultura Digital da Syngenta. “A Agricultura de Precisão, por outro lado, reconhece a variabilidade do solo e permite um tratamento personalizado para cada talhão, ajustando a quantidade de insumos de acordo com as necessidades específicas de cada área da propriedade”, completa.

Além disso, a ferramenta integra dados históricos da fazenda, imagens de satélite e outras soluções digitais para oferecer análises detalhadas da saúde das culturas, detecção de padrões e tomada de decisão mais precisa. A compatibilidade com os principais equipamentos de agricultura de precisão garante fácil implementação e operação no campo.

Segundo dados da Embrapa, Fundação ABC e AsBrAP, mais de 40% dos produtores brasileiros já utilizam algum tipo de tecnologia de agricultura de precisão. A nova solução chega ao mercado para ampliar o acesso a essa prática, reduzir desperdícios e tornar a gestão das lavouras mais eficiente e lucrativa.

 





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Gestão inteligente de combustível vira diferencial



Isso agrega valor ao produto final



Isso agrega valor ao produto final
Isso agrega valor ao produto final – Foto: Pixabay

O agronegócio brasileiro vive um momento decisivo, em que a competitividade internacional depende cada vez mais de critérios ligados à sustentabilidade, rastreabilidade e governança. Segundo Cristian Bazaga, CEO da Excel Fueling Technologies, o recente anúncio dos Estados Unidos sobre sobretaxar produtos agrícolas nacionais reforça que barreiras comerciais deixaram de ser apenas econômicas e passaram a estar diretamente relacionadas ao impacto ambiental.

Para Bazaga, o setor precisa provar como produz, e não apenas quanto produz. Tecnologias como IoT, blockchain e inteligência de dados tornam-se essenciais para atender às novas exigências globais, garantindo transparência e métricas auditáveis. Estudos mostram que práticas de agricultura de precisão podem reduzir em até 80% as emissões de gases como CO2, CO e NO?, fortalecendo a transição energética no campo.

“Monitorar cada litro abastecido, otimizar rotas, registrar automaticamente o consumo e rastrear a pegada de carbono em tempo real não é apenas reduzir custos e emissões. É também agregar valor ao produto final, abrir portas em mercados mais exigentes e atrair investimentos alinhados às novas demandas globais. Isso vale tanto para tratores e colheitadeiras quanto para aeronaves agrícolas, que já incorporam essa lógica de eficiência e governança”, comenta.

Segundo o CEO, os produtores que entendem sustentabilidade como investimento, e não como custo, são os que colhem os melhores resultados. Para ele, o agro que vai liderar a próxima década será aquele capaz de unir produtividade, rastreabilidade e propósito, com a gestão de combustível como um dos pilares centrais dessa transformação.

“O desafio que se coloca não é se o Brasil pode ou não atender às exigências internacionais. A verdadeira questão é: estamos preparados para assumir o protagonismo que nos cabe?”, conclui.

 





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