quinta-feira, março 19, 2026

Política & Agro

AgroNewsPolítica & Agro

AgriConnection anuncia a aquisição de ativos regulatórios e registros de produtos no Brasil.


A AgriConnection amplia portfólio de produtos e consolida presença no Mercado Brasileiro com o anúncio a celebração de um acordo para aquisição de ativos regulatórios e registros de produtos fitossanitários na área de proteção de cultivos.

A operação representa um marco estratégico para a companhia, reforçando seu compromisso em oferecer um portfólio cada vez mais amplo, competitivo e alinhado às necessidades de clientes e parceiros em todo o país.

Após a conclusão da aquisição, a AgriConnection deterá mais de 30 registros aprovados de produtos formulados, além de processos de registro em andamento e registros técnicos de produtos que respaldam e solidificam os registros formulados. Essa ampliação proporcionará maior flexibilidade em termos de fornecedores e fontes, ao mesmo tempo em que fortalece o desenvolvimento e a consolidação de marcas próprias dentro do portfólio da empresa.

Sobre a AgriConnection

A AgriConnection é uma empresa 100% brasileira, referência em acesso ao mercado de insumos agrícolas, com atuação em todos os níveis da cadeia: revendas, distribuidores, cooperativas, pools de compra, companhias agrícolas e vendas diretas. Reconhecida por sua abordagem inovadora e por seu compromisso com a sustentabilidade, a empresa já soma seis safras de atuação e responde por mais de 2% do mercado nacional de defensivos agrícolas.

Além de seu portfólio de soluções para proteção de cultivos (pragas, doenças e plantas daninhas), a Agriconnection tem expandido suas operações em Fertilizantes (NPK) e Especialidades foliares, incluindo Microelementos, Adjuvantes, Bioestimulantes e Bioinsumos. A companhia se posiciona como elo estratégico entre grandes produtores nacionais e internacionais e o mercado agrícola brasileiro, se colocando como empresa especialista em acesso ao mercado e construção de relacionamentos e parcerias.

Aspectos regulatórios da transação

A conclusão da transação está sujeita à aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), bem como do cumprimento das condições acordadas de fechamento e da transição habitual em uma negociação dessa natureza, incluindo a efetiva transferência dos ativos junto aos órgãos governamentais como MAPA, ANVISA e IBAMA.

Um passo estratégico para o futuro

Este movimento representa um avanço na consolidação da presença da Agriconnection no mercado agrícola brasileiro. Com um portfólio próprio de registros e produtos, a companhia fortalece sua capacidade de oferecer soluções completas, inovadoras e sustentáveis, criando conexões ainda mais sólidas com seus clientes e parceiros em todo o país. 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

alerta de economista no Campo das Ideias


Durante o Seminário Campo das Ideias, realizado em Porto Alegre, o economista Marcelo Portugal (UFRGS) afirmou que o Brasil não enfrentará seus problemas estruturais em 2026. Para ele, o desequilíbrio fiscal seguirá como principal desafio para o próximo governo.

No painel “Economia do Brasil e o seu Negócio”, Marcelo Savino Portugal, professor da UFRGS e ex-diretor do Banco Central, apresentou um panorama crítico da situação fiscal do país. “2026 será um ano em que vamos simplesmente empurrar os problemas para frente. Ninguém vai tratar de questões estruturais da economia brasileira. O problema fiscal não será resolvido e ficará para o próximo governo”, afirmou.

Portugal dividiu sua apresentação em três grandes eixos: a deterioração das contas públicas, o histórico da inflação no Brasil e a estabilização do câmbio. Ele lembrou que, nos anos 1990, o país enfrentava três grandes entraves econômicos: hiperinflação, instabilidade cambial e desequilíbrio fiscal.

“O problema da inflação foi resolvido com o Plano Real, após várias tentativas fracassadas. Aprendemos que não funcionava congelar preços, e sim atuar com câmbio fixo, ajuste fiscal e juros altos”, explicou. Segundo ele, o sistema de metas de inflação e a autonomia do Banco Central consolidaram a credibilidade do controle inflacionário.

No caso do câmbio, o economista destacou a mudança de patamar iniciada em 1999 com a adoção do câmbio flutuante, consolidada nos anos 2000 com o acúmulo de reservas internacionais. “Hoje vivemos um ambiente de liberdade cambial, onde qualquer pessoa pode movimentar capital internacional sem grandes entraves. É um cenário oposto ao dos anos 1980 e 90, marcados por crises recorrentes”, completou.

No entanto, para Portugal, o problema fiscal persiste como “o principal problema não resolvido” do país. “Diferentemente da inflação e do câmbio, o desequilíbrio nas contas públicas não foi enfrentado com a mesma eficácia. Seguimos gastando mais do que arrecadamos”, criticou.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

98% das lavouras do milho estão em boas condições



Deral aponta avanço no plantio do milho 25/26



Foto: Divulgação

Segundo o Boletim de Conjuntura Agropecuária desta quinta-feira (11), preparado pelos analistas do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), “os trabalhos de colheita da segunda safra de milho 2024/25 estão praticamente finalizados no Estado”. O relatório da semana indicou que “foram colhidos mais de 96% dos 2,79 milhões de hectares plantados neste ciclo”.

Ainda de acordo com o boletim, “o plantio da primeira safra de milho do ciclo 2025/26 teve avanço na semana e o percentual semeado atingiu 24% dos 315 mil hectares projetados para a safra”. O documento aponta que “as lavouras já plantadas têm condição boa de campo para 98% e apenas 2% da área apresenta condição mediana”.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Manejo inadequado acelera perda de eficiência dos herbicidas


A perda de eficácia dos herbicidas vem se tornando uma realidade silenciosa nas lavouras brasileiras. Plantas que “escapam” do controle, reaparecem semanas após a aplicação ou se tornam cada vez mais difíceis de manejar são os primeiros sinais de alerta — e exigem atenção imediata do produtor.

A eficiência dos herbicidas, um dos pilares do manejo de plantas daninhas na agricultura moderna, vem sendo comprometida por diferentes fatores agronômicos, ambientais e até comportamentais. Segundo pesquisadores da Embrapa, reconhecer cedo os sinais de perda de eficácia é crucial para evitar prejuízos maiores e adaptar o manejo a tempo.

Entre os principais indicativos observados no campo está o “escape” de plantas daninhas, ou seja, a presença de indivíduos vivos mesmo após a aplicação do herbicida. Quando a maioria da população morre, mas alguns exemplares continuam crescendo, é possível que haja resistência em desenvolvimento — especialmente se esses escapes forem sempre da mesma espécie e repetidos ao longo de safras.

Outro sintoma frequente é o rebrote das plantas controladas, observado semanas depois da aplicação. Isso indica que a dose, o momento ou o modo de ação do herbicida não foram suficientes para eliminar completamente o sistema radicular, ou que a planta tem mecanismos de tolerância que lhe permitem sobreviver.

A necessidade de reaplicações em curto espaço de tempo também é um sinal de que a eficácia original do produto foi comprometida. Em muitos casos, os produtores também relatam que os herbicidas “parecem não fazer mais efeito como antes”, mesmo utilizando a mesma dose e nas mesmas condições climáticas. De acordo com a Embrapa, essa percepção não deve ser ignorada: é reflexo de uma mudança silenciosa no comportamento das plantas daninhas, que pode ter origem genética (resistência) ou ambiental (condições que reduzem absorção e translocação).

Além disso, a presença dominante de poucas espécies daninhas ao longo do tempo pode indicar que essas plantas estão se sobressaindo às demais por tolerância aos herbicidas utilizados. O capim-amargoso, a buva e o caruru, por exemplo, são casos clássicos de espécies que desenvolveram resistência no Brasil e hoje exigem estratégias de manejo muito mais complexas.

Outros sinais incluem:

– Plantas com crescimento normal, mesmo após aplicação recente;

– Cobertura incompleta do alvo (visualmente perceptível em manchas ou faixas de plantas daninhas não controladas);

– Redução de produtividade da cultura, devido à competição com daninhas não eliminadas.

Ao identificar qualquer um desses sinais, o produtor deve agir de forma preventiva: coletar amostras das plantas, buscar apoio técnico, verificar as condições de aplicação (clima, equipamentos, volume de calda) e, se necessário, realizar testes de resistência.

O diagnóstico precoce é essencial para evitar a propagação de biótipos resistentes e o agravamento da situação. E mais do que trocar o herbicida, é fundamental adotar estratégias de manejo integrado, como a rotação de mecanismos de ação, o uso de coberturas vegetais, a dessecação bem planejada e o controle mecânico complementar.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Gestão na armazenagem de grãos será tema do VIII Simpósio em Sorriso (MT)


A cidade de Sorriso (MT) receberá, entre os dias 10 e 12 de setembro de 2025, o VIII Simpósio Matogrossense de Pós-colheita de Grãos (VIIISMPG2025), evento técnico de referência promovido pela Associação Brasileira de Pós-Colheita – ABRAPOS. O encontro será realizado no Centro de Eventos do Sicredi, com expectativa de reunir cerca de 300 participantes.

Com foco na “Gestão na Unidade Armazenadora de Grãos”, a edição de 2025 contará com palestras e painéis conduzidos por especialistas do setor. A programação inclui temas como classificação de soja e milho, controle de pragas e micotoxinas, inovação em secagem, automação, segurança e gestão de qualidade nas unidades armazenadoras.

A realização é da ABRAPOS em parceria com a Caramuru Alimentos e a C.Vale Cooperativa Agroindustrial. Entre os co-promotores estão a Embrapa, Conab, UFMT, AC Grãos e Tiras Agro, além do apoio de diversas instituições mato-grossenses.

A estrutura do evento também contempla uma feira técnica, com a participação de empresas que apresentarão equipamentos e soluções para o pós-colheita. Segundo a organização, o foco é conectar inovação e boas práticas à realidade de produtores e operadores de unidades armazenadoras.

Esta será a oitava edição do simpósio, que já passou por municípios como Rondonópolis, Lucas do Rio Verde, Sinop e outras edições em Sorriso. A continuidade do evento reflete a crescente demanda por capacitação e atualização tecnológica no segmento de pós-colheita, especialmente em um estado que responde por quase 30% da produção nacional de grãos.

“O simpósio reafirma o compromisso do setor em reduzir perdas e garantir segurança alimentar, beneficiando tanto produtores quanto consumidores”, reforça a presidente da ABRAPOS, Maria Cecília Andrade.

A expectativa é que os debates reforcem práticas sustentáveis e melhorem os indicadores de eficiência das unidades armazenadoras. Ao final do simpósio, a ABRAPOS pretende consolidar recomendações técnicas e promover articulações para projetos de extensão e capacitação continuada no Estado.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Lavouras de trigo mantêm potencial produtivo



Estado projeta produtividade do trigo em 2.997 kg/ha



Foto: Divulgação

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (11) pela Emater/RS-Ascar, “a evolução das lavouras de trigo segue adequada, e 55% estão no final do ciclo vegetativo, especialmente em alongamento do pseudocaule e em desenvolvimento das bainhas foliares, que sustentarão a espiga; 30% estão em floração; e 15% em enchimento de grãos”. O órgão informou que “o estado geral das plantas nessas diferentes fases está satisfatório, compatível com o desejável no ciclo da cultura”.

O informativo destacou que “a permanência de elevado teor de umidade no solo, decorrente das chuvas frequentes, tem dificultado o manejo fitossanitário, principalmente a aplicação de fungicidas preventivos”. Segundo a Emater/RS-Ascar, “apesar das dificuldades operacionais, a sanidade da cultura está apropriada na maior parte das regiões”.

Ainda conforme a entidade, “o potencial produtivo segue promissor em razão do bom estande de plantas e das temperaturas amenas, que favorecem o ciclo da cultura”. No entanto, “os triticultores reforçaram o monitoramento das fases reprodutivas, dado o risco de incidência de doenças fúngicas, que podem comprometer tanto a produtividade quanto a qualidade industrial dos grãos”. A Emater/RS-Ascar projetou “a área cultivada no Estado em 1.198.276 hectares e a estimativa de produtividade em 2.997 kg/ha”.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

só 69% das lavouras têm internet


Um levantamento da ConectarAGRO, em parceria com a Universidade Federal de Viçosa (UFV), revela que apenas 69% das lavouras de café no Brasil têm acesso à internet, mostrando desigualdades regionais significativas. Segundo Paola Campiello, presidente da associação, o dado evidencia desafios em estados com topografia complexa e pequenas propriedades, como Minas Gerais.

O estudo cruzou informações de produção e cobertura digital 4G e 5G em 1,27 milhão de hectares cultivados. Paraná (81,8%), Espírito Santo (79,5%) e São Paulo (76,3%) lideram em conectividade, favorecendo o uso de tecnologias como agricultura de precisão e rastreabilidade. Minas Gerais, maior produtor do país, conecta 67,8% de seus 886 mil hectares, enquanto Bahia (40,7%) e Goiás (10,5%) apresentam os piores índices, dificultando a inserção plena na agricultura 4.0.

A análise municipal reforça os contrastes. Patrocínio, no Cerrado Mineiro, conecta 57,9% das lavouras, enquanto Monte Carmelo alcança 81,9% e Serra do Salitre apenas 23%, demonstrando como a falta de infraestrutura limita produtividade mesmo em áreas tradicionais. “O dado, que à primeira vista parece robusto, esconde os desafios do estado, cuja produção é marcada por topografia montanhosa, grande dispersão territorial e predominância de pequenas propriedades, o que dificulta a universalização da cobertura digital mesmo em regiões de forte tradição cafeeira, como Sul de Minas e Matas de Minas”, explica.

“A conectividade representa inclusão social, segurança alimentar e soberania tecnológica. Garantir acesso digital nas lavouras é assegurar que o café brasileiro continue sendo referência mundial em qualidade, inovação e sustentabilidade, em um mercado cada vez mais exigente”, conclui Campiello.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Medida traz alívio ao campo, diz advogado



Entre os principais pontos, está a liberação de até R$ 12 bilhões via BNDES


Entre os principais pontos, está a liberação de até R$ 12 bilhões via BNDES
Entre os principais pontos, está a liberação de até R$ 12 bilhões via BNDES – Foto: Pixabay

A Medida Provisória nº 1.314/2025 marca um avanço importante para o agronegócio brasileiro ao estabelecer novas condições para a liquidação e amortização de operações de crédito rural. Segundo análise do advogado Fábio Lamonica Pereira, especialista em Direito Bancário e do Agronegócio, a medida oferece alívio financeiro a produtores rurais e cooperativas afetados por eventos climáticos adversos.

Entre os principais pontos, está a liberação de até R$ 12 bilhões via BNDES, com juros subsidiados, voltados a produtores que comprovem perdas em duas ou mais safras entre 2020 e 2025. As operações incluem custeio, investimento e Cédulas de Produto Rural (CPRs), inclusive renegociadas, desde que contratadas até junho de 2024. O Conselho Monetário Nacional (CMN) ainda definirá prazos e encargos.

Outro aspecto é a autorização para que bancos utilizem recursos próprios, a taxas de mercado, em operações destinadas a quitar ou reduzir dívidas já existentes. O público-alvo são produtores que tiveram a capacidade de pagamento comprometida por prejuízos acumulados em safras anteriores.

Apesar dos benefícios, especialistas alertam que o uso dessas linhas, especialmente as não subsidiadas, exige cautela. A MP não substitui direitos já previstos em lei, como o alongamento de débitos no Manual de Crédito Rural, e deve ser avaliada de forma estratégica para garantir que a renegociação seja realmente vantajosa.

“É fundamental compreender que, embora a MP traga novas oportunidades de financiamento para o agro e renegociação de dívidas, ela não anula ou substitui o direito já previsto em lei e no Manual de Crédito Rural (MCR). Este amparo legal permite o alongamento de débitos nas mesmas condições contratuais originais, quando há comprovação de eventos adversos que impactaram a produção”, conclui.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

As fronteiras do milho estão se expandindo


A produção de etanol de milho no Brasil vive uma fase de crescimento acelerado. Entre 2017 e 2022, o volume saltou de 520 milhões para 4,5 bilhões de litros, avanço de 800% em apenas cinco anos. Projeções apontam que, até 2030, esse biocombustível poderá responder por 40% da produção nacional, com cerca de 10 bilhões de litros anuais.

Esse desempenho está diretamente ligado ao avanço do melhoramento genético do cereal. Híbridos mais produtivos, estáveis e adaptados a diferentes ambientes têm permitido ampliar a área de cultivo, especialmente no Cerrado. O Mato Grosso é o destaque da expansão: de apenas 0,23 milhão de toneladas moídas na safra 2014/15, o estado deve atingir 12,5 milhões de toneladas em 2024/25, consolidando-se como polo da indústria.

“O produtor que mira esse mercado prioriza híbridos que entregam estabilidade de produção, alto teto produtivo, precocidade e bom desempenho em diferentes ambientes. Isso garante o volume necessário para a indústria sem comprometer a rentabilidade”, afirma Francisco Soares, presidente da Tropical Melhoramento & Genética (TMG).

Além de maior competitividade, o etanol de milho oferece ganhos ambientais e econômicos. O combustível pode reduzir em até 70% as emissões de gases de efeito estufa em relação à gasolina, além de gerar coprodutos como o DDG, insumo para a pecuária que já começou a ser exportado para a China, e o óleo de milho, ampliando a rentabilidade da cadeia.

Segundo dados do Statista, o Brasil já ocupa a segunda posição mundial na produção de etanol, com 33,2 bilhões de litros em 2024, atrás apenas dos Estados Unidos, que produziram 61 bilhões. O setor se consolida como estratégico para a matriz energética nacional, unindo inovação tecnológica, sustentabilidade e fortalecimento econômico das regiões produtoras.

“O mercado de etanol de milho no Brasil vive um momento de rápida expansão, impulsionado tanto pela demanda crescente por fontes renováveis de energia quanto pelos avanços tecnológicos na produção agrícola. O melhoramento genético tem sido fundamental para ampliar as fronteiras do cultivo, garantindo maior produtividade e sustentabilidade. Esse biocombustível ganha espaço estratégico na matriz energética nacional, contribuindo para a diversificação e segurança do setor e contribuindo sobremaneira para a industrialização em estados produtores, como exemplo o MT”, completa Soares.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Fundos ampliam pressão e derrubam preços do açúcar



Fatores técnicos ligados às opções também influenciam o mercado


Fatores técnicos ligados às opções também influenciam o mercado
Fatores técnicos ligados às opções também influenciam o mercado – Foto: Divulgação

O mercado futuro de açúcar em Nova York encerrou a semana em forte queda, com destaque para o contrato outubro/25, que fechou a 15,58 centavos de dólar por libra-peso, recuo de 76 pontos em relação à semana anterior, equivalente a 17 dólares por tonelada. Segundo análise do consultor Arnaldo Corrêa, publicada em sua coluna, o movimento foi generalizado e confirmou o viés de baixa, afetando também vencimentos de 2026 e 2027.

De acordo com Corrêa, o relatório da CFTC mostrou que os fundos ampliaram a posição vendida a descoberto para 149.759 contratos, um aumento expressivo de 17.260 na semana, o que reforça a pressão vendedora. Esse comportamento especulativo, pautado por algoritmos e não por fundamentos, lembra o que ocorreu em 2023, quando a euforia compradora dos fundos foi seguida por um colapso dos preços diante de uma safra abundante.

Além da força dos fundos, fatores técnicos ligados às opções também influenciam o mercado. Com a proximidade da expiração das opções de outubro/25, há cerca de 60 mil lotes de puts vendidos em aberto entre 15 e 17 centavos, o que pode gerar novas liquidações e intensificar a volatilidade. Ao mesmo tempo, usinas do Nordeste enfrentam dificuldades com a produção de açúcar branco devido às chuvas, o que sustenta prêmios de até 30 dólares por tonelada sobre Londres.

Corrêa destaca ainda questões estruturais do setor, como o aumento da fragmentação de ativos, em contraste com a expectativa anterior de consolidação. Diante disso, o mercado segue dividido entre fundamentos que apontam para alta e forças especulativas que empurram os preços para baixo, mantendo elevado o nível de incerteza sobre os próximos movimentos.

 





Source link