segunda-feira, março 23, 2026

Política & Agro

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Mercado lácteo goiano tem leve queda em julho



Preço do leite UHT sobe, mas cesta láctea recua




Foto: Pixabay

O Boletim de Mercado do Setor Lácteo Goiano referente ao mês de julho foi divulgado nesta quinta-feira (1º/8) no site da Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa). O documento, elaborado pela Câmara Técnica e de Conciliação da Cadeia Láctea de Goiás, aponta oscilações distintas nos preços dos derivados de leite, após dois meses consecutivos de recuo generalizado.

Entre os produtos analisados, o leite UHT integral registrou o maior aumento, com valorização de 1,57% no mês. Na sequência, o queijo muçarela teve alta de 0,48%. A Câmara Técnica considera que “a elevação nesses itens sinaliza uma possível reversão de tendência e reforça a importância do monitoramento regular”.

Por outro lado, produtos como o leite em pó integral, leite condensado e creme a granel apresentaram retrações de 3,92%, 1,27% e 7,77%, respectivamente. A variação geral da cesta foi negativa em 1,05% em comparação ao mês anterior, dentro de um contexto descrito como de transição no mercado.





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Colheita em agosto revelará danos no trigo no Paraná



Deral estima produção menor após geadas




Foto: Divulgação

O Boletim de Conjuntura Agropecuária divulgado na quinta-feira (31) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), atualizou as projeções para a safra de trigo no Paraná. A estimativa de julho aponta uma área semeada de 833 mil hectares e uma produção esperada de 2,6 milhões de toneladas.

O Deral informou que “esse volume representa um reajuste em relação aos 2,7 milhões de toneladas previstos em junho”. A queda se deve, em parte, à revisão da área cultivada e, principalmente, aos efeitos da geada registrada no dia 25 de junho. De acordo com os analistas, a região Norte foi a mais impactada e pode registrar uma perda de 84 mil toneladas frente ao potencial de 880 mil toneladas. Os técnicos do Deral destacaram que “outras regiões também foram atingidas pontualmente, especialmente no caso de lavouras plantadas fora do zoneamento”.

A entidade observa que os números ainda estão sujeitos a alterações, uma vez que há incerteza sobre a extensão dos danos causados às plantas. “As primeiras áreas prejudicadas pelas geadas serão colhidas em meados de agosto, momento em que se terá maior clareza sobre os prejuízos”, indicou o boletim.

Apesar do novo período de frio registrado nesta semana, o Deral afirmou que não são esperados danos adicionais à cultura do trigo. “As temperaturas negativas foram registradas apenas na região de lavouras mais tardias”, avaliou a equipe técnica. Além disso, as chuvas que acompanharam a frente fria contribuíram para amenizar o déficit hídrico, interrompendo uma sequência de mais de 20 dias sem precipitações em alguns municípios.





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Mercado do boi gordo inicia agosto com cotações estáveis



Preço das fêmeas registram quedas no Acre




Foto: Canva

O primeiro dia de agosto foi marcado por estabilidade nas cotações do boi gordo em diversas regiões do país, conforme análise publicada nesta sexta-feira (1) no informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria. O levantamento apontou que tanto compradores quanto vendedores mantiveram postura retraída no início do mês, o que contribuiu para a manutenção dos preços.

Em São Paulo, os valores permaneceram inalterados em todas as categorias de bovinos. A consultoria informou que “as escalas de abate atendiam, em média, a sete dias”.

No Acre, o mercado apresentou queda de R$ 5,00 por arroba nas cotações das fêmeas. Para o boi gordo, entretanto, os preços seguiram estáveis. Não houve referência de negociação para o chamado “boi China” no estado.

Na região Noroeste do Paraná, também foi observada estabilidade nos preços. As escalas de abate, segundo a consultoria, “atendiam, em média, a sete dias”. Situação semelhante foi registrada em Alagoas, onde as cotações se mantiveram sem alterações. Assim como no Acre, não houve referência para o “boi China”.

A Scot Consultoria também destacou os dados da liquidação do contrato futuro do boi gordo com vencimento em julho de 2025 (código BGIN25), encerrado no último dia útil de julho (31/7). Segundo o indicador da B3, a cotação da arroba ficou em R$ 293,54. O indicador do Cepea apontou o valor de R$ 293,50 por arroba, enquanto o da própria Scot Consultoria foi de R$ 294,45.





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Ministério da Agricultura e Pecuária publica portaria que define o preço mínimo do algodão


O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou, na manhã desta quarta-feira, 09/07, no Diário Oficial da União, a portaria que define os preços mínimos do algodão para a safra 2025/2026.

Contrariando as expectativas do setor algodoeiro, os valores divulgados permaneceram inalterados em relação à safra anterior, mantendo-se em R$ 114,58 por arroba da pluma. Também não houve alteração nos preços do algodão em caroço (R$ 45,83 por arroba) e do caroço de algodão (R$ 6,73 por arroba).

Abrapa e Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Algodão e Derivados

Em carta enviada ao ministro Carlos Fávaro, do Mapa, o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Algodão e Derivados, Gustavo Piccoli, sugeriu o reajuste do preço mínimo da pluma para R$ 125,00 por arroba, um aumento de apenas 9,1% em relação ao valor atual.

A justificativa apresentada por Piccoli levou em conta, entre outros fatores, o aumento dos custos com insumos agrícolas, como fertilizantes, além do preço dos combustíveis. No entanto, o pleito não foi atendido pela área econômica do governo federal.

Na carta, Piccoli também apontou que a elevação do salário-mínimo, o aumento no custo da energia elétrica e a desvalorização do real contribuíram significativamente para o encarecimento da produção algodoeira.

“A atual conjuntura global levou à queda nos preços do algodão e ao retorno da alta nos preços de matérias-primas essenciais à produção nacional. O reflexo tem sido sentido pelos produtores na elevação dos custos de produção, o que exige mais capital para o financiamento da safra e amplia o risco da atividade”, justificou o presidente.

Cenário econômico para o produtor

No mercado interno, o aumento dos juros nas linhas de crédito do Plano Safra 2025/2026 limita o acesso dos produtores à modernização de equipamentos, à expansão de áreas irrigadas e à adoção de inovações tecnológicas — aspectos fundamentais para o desenvolvimento da cotonicultura.

Outros fatores também contribuem para o cenário de insegurança do setor, como o possível aumento do IOF e a taxação da LCA, o que demanda maior cautela por parte dos produtores na hora de investir.

A dependência da importação de fertilizantes tende a encarecer ainda mais os custos de produção, especialmente em contextos de conflitos geopolíticos que impactam diretamente a cotonicultura brasileira. Atualmente, os fertilizantes representam, em média, 17% do custo operacional efetivo da produção de algodão.

No cenário internacional, a disputa tarifária entre China e Estados Unidos é apontada como o principal fator de instabilidade no mercado algodoeiro. O setor é volátil e altamente sensível a condições climáticas e geopolíticas. Apesar da liderança brasileira nas exportações, as cotações da pluma apresentam viés de queda, o que pode comprometer o ritmo de desenvolvimento da atividade.





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Nabo forrageiro se destaca como aliado da agricultura sustentável



Uma das principais vantagens do nabo forrageiro está na sua rápida decomposição



Uma das principais vantagens do nabo forrageiro está na sua rápida decomposição
Uma das principais vantagens do nabo forrageiro está na sua rápida decomposição – Foto: AgrolinkFito

O nabo forrageiro (Raphanus sativus L.) tem se consolidado como uma planta multifuncional de grande valor na agricultura moderna. Segundo a engenheira agrônoma Alessandra Gomes de Melo, a espécie é amplamente empregada como adubo verde, cobertura de solo e até mesmo como fonte de alimentação animal, desempenhando papel estratégico no manejo sustentável das lavouras.

Uma das principais vantagens do nabo forrageiro está na sua rápida decomposição, que contribui para a liberação eficiente de nutrientes no solo, promovendo sua fertilidade. Além disso, ao formar uma densa cobertura vegetal, a planta suprime o crescimento de ervas daninhas, reduzindo a dependência de herbicidas e colaborando para um sistema de produção mais limpo.

No aspecto da conservação do solo, sua cobertura ajuda a proteger contra processos erosivos, melhorando a estrutura física e biológica do solo. Essa função é especialmente útil em sistemas de plantio direto, nos quais o nabo forrageiro atua como importante componente da rotação de culturas.

Além dos benefícios agronômicos, o nabo forrageiro também serve como recurso forrageiro para o gado, podendo ser consumido tanto in natura, na forma de pastagem, quanto ensilado. Sua versatilidade reforça sua importância nas propriedades rurais, contribuindo para a integração lavoura-pecuária e para a sustentabilidade do sistema produtivo.

“Nabo forrageiro é amplamente utilizado como adubo verde devido à sua rápida decomposição e liberação de nutrientes para o solo. O Nabo forrageiro pode ser utilizado como forragem para o gado, podendo ser em forma de pastagem, quanto ensilado”, conclui.

 





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Paraná pode registrar a maior safra de milho da história



Clima não impede safra recorde




Foto: Pixabay

A colheita da segunda safra de milho no Paraná superou 64% da área plantada, que totaliza 2,77 milhões de hectares, segundo informações do Boletim de Conjuntura Agropecuária divulgado na quinta-feira (31) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab).

Apesar dos impactos climáticos adversos, como estiagem, geadas, ondas de calor e, em menor escala, a presença de pragas como percevejos e cigarrinhas, a produtividade das áreas com boas condições superou as expectativas. De acordo com o Deral, “a produção total alcançou 17,06 milhões de toneladas”, número superior à estimativa inicial de 16,8 milhões de toneladas.

O boletim aponta que, mesmo com a previsão de menor rendimento das lavouras remanescentes no norte do estado, já é possível afirmar que esta é a maior safra da história do Paraná tanto em volume quanto em área cultivada.





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“Não há mais margem”: setor agrícola exige uma solução definitiva para o…


O Comitê de Ligação, que inclui a Sociedade Rural Argentina (SRA), a Coninagro, as Confederações Rurais Argentinas (CRA) e a Federação Agrária, pediu ao Governo regras claras e previsibilidade

Esta terça-feira, 1º de julho, marca o fim do decreto que estabeleceu uma redução temporária nas alíquotas do Imposto de Exportação (DEX) para soja e milho, entre outras culturas. A medida, implementada pelo governo de Javier Milei em 27 de janeiro, foi um dos primeiros gestos em direção ao setor agrícola, mas apenas provisória. A redução temporária havia reduzido o imposto retido na fonte sobre a soja de 33% para 26% e sobre o milho de 12% para 9,5%. Apenas as alíquotas reduzidas para trigo e cevada foram adiadas para 31 de março de 2026.

Nesse contexto, que mudará amanhã, o retorno à estrutura tributária anterior reacendeu as críticas do campo. Em nota divulgada esta manhã, o Comitê de Ligação de Entidades Agrícolas (CEEA), que reúne as quatro principais organizações rurais do país, pediu ao governo que avance no sentido da eliminação dos impostos retidos na fonte. Os líderes das organizações são Nicolás Pino (Sociedade Rural Argentina), Andrea Sarnari (Federação Agrária Argentina), Lucas Magnano (Coninagro) e Carlos Castagnani (Confederações Rurais Argentinas).

“Há meses e anos, reivindicamos medidas urgentes e definitivas para enfrentar os graves problemas de competitividade que o setor enfrenta. Temos feito isso institucionalmente, em todas as reuniões com legisladores, autoridades do Poder Executivo Nacional e governos provinciais. E continuaremos a fazê-lo com responsabilidade e firmeza”, enfatizaram.

“O principal desafio à validade dos Direitos de Exportação, além das alíquotas, é que eles são um imposto distorcido, anacrônico e prejudicial que gerou um inevitável atraso social, tecnológico e produtivo, apesar dos esforços isolados de produtores e outros elos da cadeia para sustentar a produção e as raízes rurais”, acrescentou o Comitê de Ligação. Segundo as organizações, esse imposto impediu a Argentina de aproveitar “oportunidades imbatíveis de investimento e desenvolvimento federal”.

Durante os cinco meses em que a redução vigorou, o governo buscou estimular as vendas e acelerar a liquidação de moeda estrangeira. Segundo analistas do setor, a entrada de moeda estrangeira proveniente das exportações agrícolas em junho pode atingir o recorde de US$ 7,4 bilhões.

Além disso, o Instituto de Estudos Econômicos da Sociedade Rural Argentina (SRA) estimou que o setor se beneficiou, durante os cinco meses em que a medida esteve em vigor, em US$ 544 milhões, dos quais 81% vieram da soja. Segundo a organização, o alívio fiscal impulsionou as vendas.

Analistas do mercado de grãos já alertaram que, embora o setor tenha respondido com aumento nas vendas durante toda a vigência da medida, esse ritmo não se sustentará com essa nova realidade.

No entanto, os trabalhadores agrícolas sustentaram que o impacto da medida foi limitado devido à sua natureza temporária. “A carga tributária sufocante, injusta e desigual prejudica a competitividade do setor em todas as províncias onde a cadeia agroindustrial define desenvolvimento, emprego e qualidade de vida”, afirmou o Comitê de Ligação.

“Não há mais espaço para medidas discricionárias de curto prazo, que só aumentam a incerteza e a ansiedade. O campo argentino precisa de regras claras, previsibilidade e uma Argentina sem restrições”, concluíram.





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Estiagem afeta pastos e eleva custos para produtores



Preços reagem após queda em julho




Foto: Divulgação

O mercado pecuário registrou uma melhora no ritmo das negociações nos últimos dias, com os preços do boi gordo começando a se estabilizar e até apresentar ligeiras valorizações. A movimentação mais intensa reflete uma mudança no comportamento dos pecuaristas, que passaram a reter os animais diante das quedas registradas anteriormente.

Segundo informações divulgadas pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), após sucessivas baixas durante boa parte de julho, muitos produtores passaram a adotar uma postura mais cautelosa na comercialização, reduzindo a oferta em algumas regiões. Esse cenário contribuiu para uma recuperação nas cotações da arroba, além de estimular pequenos reajustes no atacado. Em São Paulo, por exemplo, os valores dos cortes com osso apresentaram alta, algo que não era observado desde 18 de junho.

Os pesquisadores do Cepea alertam, no entanto, que o período entre agosto e setembro é especialmente desafiador para o manejo das pastagens no Brasil. A queda na qualidade e disponibilidade do pasto obriga os pecuaristas a investirem na suplementação alimentar do rebanho, mesmo quando o abate não é uma prioridade imediata. Essa estratégia eleva os custos de produção e, neste ano, tem ocorrido em um contexto de preços de venda ainda inferiores aos praticados no primeiro semestre.

O cenário indica que o equilíbrio entre oferta e demanda continua sendo o principal fator de influência nos preços, enquanto os custos de manutenção seguem pressionando as margens do produtor. A expectativa agora recai sobre a capacidade de sustentação desse movimento de valorização nas próximas semanas.





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Produtividade de soja da centenária Frísia aumenta em quase 10% na safra 2024/2025


Presente nos estados do Paraná, onde está a matriz, e no Tocantins, cooperativa conquistou resultado positivo com investimento em pesquisa e tecnologia, que se somou às condições climáticas favoráveis

A produção de soja dos cooperados da Frísia na safra 2024/2025 alcançou 4.450 kg e 3.800 kg por hectare nos estados do Paraná e do Tocantins, respectivamente. O resultado é cerca de 10% superior comparado com a safra passada. Com 100 anos de história, completados em 2025, e quase uma década no Tocantins, a Frísia é a mais antiga cooperativa de produção do Paraná e a segunda do Brasil, com cerca de 1,1 mil cooperados e 1,2 mil colaboradores.  

O presidente da Frísia, Geraldo Slob, afirma que o resultado da cooperativa se deve a um conjunto de ações que visa auxiliar o cooperado a otimizar seus recursos, reduzir seus custos e ampliar o potencial produtivo das áreas. “Esses números foram impulsionados pela tecnologia, pesquisa e condições climáticas favoráveis. Os dois primeiros fatores podemos controlar, já que investimos constantemente em inovação. Temos um corpo técnico com alta capacidade que se soma ao trabalho eficiente da Fundação ABC, nossa parceira e referência em pesquisa no Brasil”, destaca Slob.

A cooperativa investiu recentemente R$ 53,7 milhões em melhorias em unidades dos dois estados, como um novo escritório de insumos em Carambeí (PR), barracões climatizados nas Unidades de Beneficiamento de Sementes (UBS) em Ponta Grossa (PR) e Tibagi (PR) e obras nos armazéns e secadores de grãos em Paraíso do Tocantins e Dois Irmãos do Tocantins. 

Em 2024, a Frísia faturou R$ 5,79 bilhões, produzindo 362,2 milhões de litros de leite; 826,8 mil toneladas de grãos; 93 mil toneladas de produção florestal; e 27,9 mil toneladas de carne suína. A cooperativa tem 12 unidades no Paraná e duas no Tocantins.

100 anos

Com foco no centenário da cooperativa, em 2020, a Frísia lançou o planejamento estratégico “Rumo aos 100 anos”,  que estruturou um mapa de ações que norteou a cooperativa. Já em 2024, foi promovido um concurso fotográfico entre cooperados e colaboradores para celebrar o século da cooperativa. Para este ano, diversas atividades estão programadas. Em fevereiro, aconteceu o lançamento do livro “Histórias que contam a história”. A obra é composta por 100 crônicas que contam os momentos importantes, inspiradores e fundamentais da história da Frísia. Foi inaugurada ainda a “Galeria dos Presidentes”, para eternizar os diretores-presidentes dos Conselhos de Administração ao longo dos 100 anos, e levadas exposições até os entrepostos. 

As comemorações continuam ao longo dos próximos meses. Entre elas estão uma exposição no Palácio Iguaçu – sede do governo do Paraná; o Dia da Família para colaboradores e cooperados e suas famílias, além da realização da ‘Corrida e Caminhada 100 Anos Frísia’. O evento esportivo acontece no dia 24 de agosto, com pontos de largada e chegada no Parque Histórico de Carambeí. As inscrições podem ser feitas neste link.

História

A trajetória da Cooperativa Frísia começou em 1911 quando as primeiras famílias holandesas se estabeleceram na região dos Campos Gerais, motivadas por um plano de colonização estabelecido pela Brazil Railway Company (empresa inglesa especializada na construção de linhas férreas), que vendia terrenos aos colonizadores, com um prazo de dez anos para pagar. 

O contrato de trabalho incluía uma casa, dois bois, um arado, seis vacas leiteiras, sementes e adubo. Coube a esses pioneiros, em 1925, uma das primeiras iniciativas de criar uma cooperativa de produção no Brasil, com sete sócios e uma produção leiteira de 700 litros por dia (atualmente, essa é a quantidade de leite registrada por minuto), produzindo manteiga e queijo que eram comercializados em Ponta Grossa, Castro, Curitiba e São Paulo. Isso só foi possível graças à união das quatro pequenas fábricas existentes, originando a Sociedade Cooperativa Hollandeza de Lacticínios.

Três anos depois, a sociedade deu origem à marca Batavo. A partir de 1943, com a chegada de novos imigrantes, o quadro social da cooperativa se expandiu, iniciando o processo de introdução da cultura mecanizada e aprimoramento genético na atividade pecuária, com a vinda dos primeiros gados puros da raça holandesa. Importados diretamente da Holanda, esse plantel bovino tornou a região referência em produtividade com qualidade.

Em 1954, surgiu a Cooperativa Central de Laticínios do Paraná Ltda. (CCLPL) e a marca Batavo foi incorporada à CCLPL para industrialização de produtos para o varejo. Já em 1997, a CCLPL transformou-se na Batávia S.A e, em 2007, foi totalmente incorporada por outra empresa do setor. No ano de 2011, a cooperativa retornou à industrialização, com a produção dos seus cooperados. Foi inaugurada a Central de Processamento de Leite Frísia. Em agosto de 2015, a Batavo Cooperativa Agroindustrial decide mudar sua denominação social para Frísia Cooperativa Agroindustrial. Em 2016, almejando novas fronteiras, a Frísia concretiza seu plano de expansão, inaugurando seu primeiro entreposto fora do estado de origem, localizado em Tocantins.





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Dependência de fertilizantes russos coloca o Brasil em alerta


As possíveis sanções secundárias impostas pela OTAN, com forte apoio dos Estados Unidos, podem desencadear uma nova crise para o agronegócio brasileiro. O cenário mais crítico prevê tarifas de até 100% sobre produtos russos e punições a países que mantêm relações comerciais com Moscou, incluindo o Brasil. A medida tem como objetivo aumentar a pressão sobre o governo de Vladimir Putin para cessar o conflito com a Ucrânia.

Segundo dados do Itaú BBA, o Brasil é altamente dependente da Rússia para o fornecimento de fertilizantes e combustíveis. Apenas esses dois produtos representam 84% do valor total das importações brasileiras vindas da Rússia. A possível imposição de barreiras comerciais pode gerar um forte impacto sobre os custos de produção agrícola, comprometendo a rentabilidade do setor.

Em 2024, o Brasil importou US$ 3,7 bilhões em fertilizantes da Rússia. A origem russa respondeu por 53% do map, 40% do Cloreto de potássio (KCl) e 20% da Ureia consumida internamente. Diante dessa dependência, a adoção de sanções implicaria custos adicionais imediatos e exigiria tempo e investimentos para a diversificação de fornecedores — como Canadá, Marrocos, Nigéria e países do Oriente Médio.

Além disso, as exportações brasileiras também correm risco. A Rússia é o destino de 27% do amendoim, 22% da ervilha e 11% do amido produzidos no Brasil. O mercado de amendoim é considerado o mais vulnerável, com poucas alternativas viáveis de redirecionamento da produção, o que pode agravar os prejuízos ao setor exportador.

Outro ponto de atenção é o trigo. Apesar de a Rússia ser o maior exportador global do cereal, apenas 11% das importações brasileiras vêm do país, sendo possível a substituição por trigo da Argentina ou Uruguai, que possuem boa disponibilidade na atual safra.

O relatório do Itaú BBA destaca que, embora haja planos para ampliar a produção interna de fertilizantes, essa é uma estratégia de longo prazo, que depende de infraestrutura, incentivos e segurança jurídica. No curto prazo, o agronegócio brasileiro segue exposto e pressionado, tanto pelo risco de sanções quanto pela volatilidade internacional.

O prazo estipulado pelos Estados Unidos para a implementação das medidas termina em 8 de agosto, tornando o cenário ainda mais incerto e volátil. Diante disso, produtores, exportadores e autoridades precisam intensificar o monitoramento e o diálogo diplomático para mitigar impactos e proteger a competitividade do agro nacional.





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