quinta-feira, março 19, 2026

Política & Agro

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Estado tem otimismo com a soja


O Rio Grande do Sul atravessa um momento típico de entressafra, marcado pela preparação para o novo ciclo de soja, segundo informações da TF Agroeconômica. “As indicações de preços para pagamento em meados de setembro, com entrega entre agosto e setembro, ficaram em R$ 142,50 nos portos. No interior, as cotações marcaram manutenção e ficaram em torno de R$ 135,00 por saca, em Cruz Alta, Passo Fundo e Santa Rosa para 30/09”, comenta.

Santa Catarina atravessa a fase de entressafra da soja, o que reduz a disponibilidade de informações atualizadas e a movimentação do setor. “No mercado físico, as cotações apresentaram oscilações discretas. Em Palma Sola, a saca de 60 kg foi negociada a R$ 122,00, com variação negativa de -0,81%. Já em Rio do Sul, o preço se manteve estável em R$ 128,00. No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 140,29 (-0,53%)”, completa.

Diferenças regionais e logística definem o cenário da soja no Paraná. “Em Paranaguá, o preço chegou R$ 140,99 (-0,40%). Em Cascavel, o preço foi 127,78 (-0,78%). Em Maringá, o preço foi de R$ 128,52 (-0,44%). Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 130,23 (-0,31%) por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$ 125,00 (+0,87%). No balcão, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 120,00”, indica.

Mato Grosso do Sul inicia plantio com otimismo e mercado físico estável. “Em Dourados, o spot da soja ficou em R$ 126,49 (+0,34%), Campo Grande em R$ 126,49 (+0,34%), Maracaju em R$ 126,49 (+0,34%), Chapadão do Sul a R$ 121,04 (+0,14%), Sidrolândia a em R$ 126,49 (+0,34%)”, informa.

Comercialização avança e prêmio de exportação sustenta preços no Mato Grosso. “O desafio agora recai sobre o aumento dos custos de produção, especialmente com insumos como fertilizantes e defensivos. Campo Verde: R$ 122,73 (-0,66%). Lucas do Rio Verde: R$ 120,74 (-0,63%), Nova Mutum: R$ 120,74 (-0,63%). Primavera do Leste: R$ 122,73 (-0,66%). Rondonópolis: R$ 122,73 (+0,66%). Sorriso: R$ 120,74 (-0,63%)”, conclui.

 





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Milho tem pregão misto na B3 e recua em Chicago


O mercado de milho apresentou comportamento misto nesta quinta-feira (18) na B3, refletindo os movimentos do câmbio e das cotações externas. Segundo informações da TF Agroeconômica, o cenário foi influenciado também pela primeira estimativa da Conab para a safra 2025/26, que indicou leve redução na produção nacional, aumento dos estoques iniciais e crescimento no saldo exportável do cereal.

Na bolsa brasileira, os contratos futuros fecharam em direções distintas. O vencimento novembro/25 terminou cotado a R$ 67,27, com alta de R$ 0,09 no dia, mas queda acumulada de R$ 0,69 na semana. O contrato de janeiro/26 encerrou a R$ 70,16, com recuo diário de R$ 0,02 e semanal de R$ 0,77. Já março/26 foi negociado a R$ 73,13, registrando baixa de R$ 0,12 no dia e de R$ 0,21 na semana. Esse movimento reflete a disputa entre fatores internos, como o dólar, e externos, como o avanço da colheita nos Estados Unidos.

Em Chicago, os preços do milho recuaram diante da intensificação da colheita americana. O contrato para dezembro caiu 0,70%, encerrando a US$ 423,75/bushel, enquanto o de março perdeu 0,67%, fechando a US$ 441,50/bushel. Analistas destacam que o mercado permanece pressionado pela incerteza quanto ao rendimento das lavouras, uma vez que a produtividade final ainda é difícil de projetar.

Problemas de polinização ocorridos no verão e a incidência de ferrugem asiática podem estar afetando a qualidade da safra norte-americana. Com isso, mesmo notícias positivas, como a venda extra de 110 mil toneladas para exportação, acabam sendo ofuscadas. As dúvidas sobre o desempenho das lavouras se acumulam junto com o milho armazenado nos silos, aumentando a cautela dos agentes e reforçando a pressão baixista sobre os preços internacionais.

 





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Milho segue com baixa liquidez no Sul


O mercado gaúcho de milho segue com liquidez baixa e negócios limitados, segundo informações da TF Agroeconômica. “As indicações de compra estão em R$ 67,00/saca em Santa Rosa e Ijuí, R$ 68,00 em Não-Me-Toque e Seberi, R$ 69,00 em Marau e Gaurama, e R$ 70,00 em Arroio do Meio, Lajeado e Montenegro. Para setembro, pedidas ficam entre R$ 68,00 e R$ 70,00/saca, enquanto no porto a referência futura para fevereiro/2026 permanece em R$ 69,00/saca”, comenta.

As negociações de milho permanecem travadas em Santa Catarina, com ampla diferença entre pedidas e ofertas. “Em Campos Novos, produtores pedem R$ 80,00/saca, enquanto as ofertas não passam de R$ 70,00. No Planalto Norte, a distância também é grande, com pedidos em R$ 75,00 contra ofertas de R$ 71,00. Esse descompasso limita os negócios e faz com que parte dos agricultores repense investimentos para o próximo ciclo”, completa.

O mercado de milho no Paraná continua com baixa liquidez, refletindo o descompasso entre as pedidas dos produtores e as ofertas da indústria. “As solicitações giram em torno de R$ 73,00/saca FOB, chegando a R$ 75,00 em algumas regiões, enquanto compradores seguem firmes em propostas abaixo de R$ 70,00 CIF, o que trava o fechamento de novos negócios. O impasse mantém o mercado spot praticamente parado”, indica.

O mercado de milho segue travado e com pouca liquidez no estado. “As cotações

variam entre R$ 47,00 e R$ 53,00/saca, com Dourados mantendo as melhores referências. Em Sidrolândia ocorreram pequenas quedas, mas no geral os preços seguem distantes do necessário para estimular novos negócios. Mesmo com ajustes pontuais, o mercado permanece refletindo o equilíbrio momentâneo entre oferta e demanda”, conclui.

 





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Trigo no Sul do Brasil perde força



No Paraná, a estabilidade dos preços do trigo importado reforça a disputa


No Paraná, a estabilidade dos preços do trigo importado reforça a disputa
No Paraná, a estabilidade dos preços do trigo importado reforça a disputa – Foto: Seane Lennon

O mercado de trigo no Sul do Brasil atravessa um momento de forte pressão dos importados, especialmente da Argentina e do Paraguai. Segundo a TF Agroeconômica, no Rio Grande do Sul o mercado disponível segue lento devido à combinação de moinhos abastecidos e baixa disponibilidade de cereal. As indicações de comprador permanecem na faixa de R$ 1.250,00 no interior, enquanto vendedores pedem R$ 1.300,00 para retirada em setembro e pagamento em outubro. Para a próxima safra, surgiram ofertas de R$ 1.100,00, mas os produtores ainda resistem a negociar nesses níveis.

No estado, a chegada do navio ES Jasmine, prevista para o fim de setembro com 30 mil toneladas de trigo argentino, deve aumentar a concorrência. Já os preços pagos ao produtor em Panambi recuaram para R$ 68,00 a saca, perdendo competitividade frente ao Paraná. Em Santa Catarina, a demanda segue baixa e é atendida principalmente pelo trigo gaúcho, com negócios a R$ 1.300 FOB + ICMS para o tipo 1. Nas praças locais, os preços da pedra se mantêm firmes, chegando a R$ 75,67/saca em Canoinhas e R$ 76,00 em São Miguel do Oeste.

No Paraná, a estabilidade dos preços do trigo importado reforça a disputa com o produto nacional. Moinhos locais ofertam R$ 1.350 a R$ 1.400 CIF, mas sem grandes avanços nas negociações. O trigo paraguaio é cotado entre US$ 250 e US$ 260 CIF, enquanto o argentino chega a US$ 269 já nacionalizado. Os preços pagos aos produtores recuaram 1,73% na semana, para R$ 73,34/saca, abaixo do custo de produção estimado pelo Deral em R$ 74,63. O cenário pressiona a margem dos triticultores, que já observam redução do potencial de lucro à medida que se aproxima a colheita.

 





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Trigo perde força, soja sustenta ganhos e milho reage



No caso do trigo, os contratos caem diante da oferta abundante


No caso do trigo, os contratos caem diante da oferta abundante
No caso do trigo, os contratos caem diante da oferta abundante – Foto: Canva

Os principais mercados de grãos iniciam esta sexta-feira (19) com movimentos distintos, refletindo tanto fatores climáticos quanto influências macroeconômicas. Segundo a TF Agroeconômica, o trigo apresenta queda em Chicago, a soja opera em alta e o milho registra leve recuperação técnica após quedas recentes.

No caso do trigo, os contratos caem diante da oferta abundante no mercado internacional e da demanda enfraquecida, cenário que limita o avanço das cotações. A valorização do dólar frente ao euro também pressiona negativamente as exportações americanas, reduzindo sua competitividade. No mercado interno brasileiro, os preços seguem pressionados: o indicador Cepea Paraná caiu 1,41% no dia e acumula perda de 4,89% no mês, enquanto no Rio Grande do Sul a retração diária foi de 0,05%.

Já a soja volta a registrar ganhos em Chicago, apoiada nas expectativas em torno de um possível encontro entre Donald Trump e Xi Jinping, embora a queda nos preços do óleo de soja limite parte da valorização. O mercado também reflete o início do plantio de verão no Brasil, que ocorre sob condições climáticas favoráveis e com projeção da Conab de safra recorde de 177,67 milhões de toneladas em 2025/26, alta de 3,6% em relação à temporada anterior. Apesar disso, os contratos ainda sofrem influência da fraca demanda por biocombustíveis nos EUA e das recentes vendas externas decepcionantes.

O milho, por sua vez, registra leve alta em Chicago, em movimento de recuperação após as quedas dos dois pregões anteriores. Relatos apontam para produtividade ligeiramente abaixo do esperado nas lavouras americanas, o que pode levar a revisões no volume projetado pelo USDA. Além disso, previsões de chuvas significativas para o Centro-Oeste brasileiro nos próximos dias podem desacelerar o ritmo da colheita e dar sustentação adicional ao mercado.

 





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Agronegócio entre Selic elevada e dólar valorizado


O Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, reduziu nesta semana a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, para a faixa de 4,00% a 4,25% ao ano, aplicando o primeiro corte em nove meses. No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a Selic em 15% ao ano, reforçando uma postura conservadora diante de uma inflação ainda acima da meta.

A decisão distinta entre os dois países deve gerar efeitos mistos para o agronegócio brasileiro. A Selic elevada ajuda a manter o real valorizado e reduz o custo de insumos importados, mas ao mesmo tempo encarece o crédito rural, limitando investimentos, expansão e modernização da produção.

“A Selic elevada ajuda a manter o real valorizado e reduz o custo de insumos importados, mas ao mesmo tempo encarece o crédito rural, limitando investimentos, expansão e modernização da produção”, afirma Isabella Pliego, Analista de Inteligência e Estratégia da Biond Agro.

A valorização da moeda também diminui a atratividade das exportações, já que cada dólar convertido resulta em menos receita em reais, comprimindo margens e afetando a competitividade no mercado internacional. Por outro lado, se o real se mantiver valorizado, há espaço para negociar melhores condições na compra de insumos, reduzir despesas logísticas e repensar prazos de financiamento interno.

No mercado interno, os efeitos tendem a ser neutros ou levemente positivos, com custos menores sem grandes alterações nos preços de venda. Quem conseguir equilibrar custos, se proteger do câmbio e planejar a longo prazo terá vantagem competitiva. “Quem conseguir equilibrar custos, se proteger do câmbio e planejar a longo prazo sairá em vantagem”, finaliza Isabella.

 





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Mato Grosso amplia envios de bovinos para outros estados



Mato Grosso do Sul lidera destino de gado mato-grossense



Foto: Divulgação

Segundo a análise semanal divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) nesta segunda-feira (15), “Mato Grosso enviou para o gancho em outros estados 10,12 mil animais terminados, segundo o Indea, aumento de 8,99 vezes em relação a jul/25”.

De acordo com o Imea, “esse avanço resultou, principalmente, do aumento expressivo nos envios para Mato Grosso do Sul, cujo volume de bovinos foi 34,61 vezes maior comparado com o de jul/25, sendo responsável por 64,58% dos envios interestaduais por MT em ago/25”.

O instituto destacou que “o aumento nos abates em outros estados está atrelado, principalmente, à competitividade dos preços do boi gordo em Mato Grosso”.

Por fim, o Imea avaliou que, “com a menor competitividade nos preços da arroba do boi gordo mato-grossense frente aos demais estados, os envios interestaduais tendem permanecer nesse ritmo até o início do quarto trimestre de 2025, quando o movimento de recuperação da arroba tende a ocorrer no final do ano”.





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Preço médio do frete rodoviário registra leve queda


O preço médio do frete por quilômetro rodado no Brasil voltou a recuar em agosto, segundo o Índice de Frete Rodoviário (IFR) da Edenred, com dados da plataforma Repom. O valor caiu de R$ 7,40 em julho para R$ 7,36, uma redução de 0,54%.

De acordo com Vinicios Fernandes, Diretor da Edenred Frete, a retração reflete a contração de alguns setores da indústria e os efeitos da política tarifária dos Estados Unidos, que reduziram a demanda por transporte. A desvalorização do dólar e a manutenção da taxa Selic em 15% ao ano também contribuíram para o cenário estável.

“O resultado de agosto mostra como diferentes fatores se equilibraram. A menor atividade da indústria pressionou os preços para baixo, enquanto a safra de milho, a tabela de frete e o aumento do diesel impediram uma redução mais acentuada”, explica Vinicios Fernandes, Diretor da Edenred Frete.

Apesar da queda, fatores como o escoamento da segunda safra de milho, o reajuste do piso da tabela de frete em julho e o aumento do diesel impediram uma redução mais acentuada. Em agosto, o diesel comum subiu 0,65%, a R$ 6,19, e o S-10 avançou 0,81%, para R$ 6,22, segundo o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL). Para os próximos meses, o IFR deve registrar pequenas oscilações, influenciadas pelo câmbio, pelos combustíveis e por possíveis mudanças regulatórias.

A Edenred é líder em soluções de mobilidade na América Latina, representada no Brasil pelas marcas Ticket Log, Repom, Pagbem e Taggy. Possui mais de 30 anos de experiência no País e conecta pessoas e negócios a uma mobilidade mais eficiente e sustentável.

 





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exportações do agro faturam US$ 12,8 bilhões de janeiro a agosto


Segundo dados divulgados pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, “as exportações do agronegócio mineiro alcançaram US$ 12,8 bilhões no acumulado de janeiro a agosto deste ano, com crescimento de 13,5% em relação ao mesmo período do ano anterior”. O órgão informou ainda que, “com esse resultado recorde para o período, Minas Gerais se mantém como o terceiro maior exportador de produtos agropecuários, respondendo por 12% da receita do agro nacional”. O volume embarcado somou 11,6 milhões de toneladas, com redução de 8,7% em comparação aos meses de janeiro a agosto do ano anterior.

Mais de 590 diferentes produtos agropecuários mineiros foram enviados para 174 países. A Secretaria destacou que “o café, carro-chefe das exportações do agro mineiro, alcançou US$ 6,88 bilhões, respondendo por mais da metade da receita do agro”. A receita registrou salto de 52% em relação a 2024, em função da valorização dos preços, do câmbio favorável e da manutenção da qualidade que consolida Minas Gerais como referência no fornecimento do grão. O estado responde, sozinho, por cerca de 70% das exportações brasileiras de café, confirmando sua liderança no segmento.

O complexo soja (grãos, óleo e farelo) registrou US$ 2,4 bilhões com o embarque de 6 milhões de toneladas, queda de 18% e 10%, respectivamente. O volume alcançou a 3 milhões de toneladas, totalizando US$ 1,2 bilhão, com queda de 18,3% na receita.

A receita do setor de carnes (bovina, suína e frango) alcançou US$ 1,2 bilhão no período. O volume total ficou em 324 mil toneladas. A demanda chinesa permanece como motor essencial desse segmento, complementada pela expansão dos embarques para países do Oriente Médio. Os produtos florestais (celulose, madeira e papel) alcançaram cerca de US$ 653 milhões, com o volume embarcado ficou em 1 milhão de toneladas.





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Óxidos de cálcio e magnésio podem auxiliar na recuperação de pastagens


Segundo dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), “no Brasil, cerca de 60% das pastagens apresentam algum grau de degradação”. A instituição informa que esse cenário ocorre porque muitas áreas ainda são exploradas de forma extrativista, sem manejo adequado ou reposição de nutrientes, o que compromete a fertilidade do solo. De acordo com a Embrapa, o problema se agrava pela limitada disponibilidade de crédito para renovação das áreas e pela falta de assistência técnica especializada, dificultando o planejamento do manejo e a aplicação correta de insumos, especialmente entre pecuaristas de pequeno e médio porte. Essa situação resulta em pastagens menos produtivas, com menor acúmulo de massa verde e redução da lotação animal por hectare, comprometendo diretamente a produtividade e a sustentabilidade da pecuária. Nesse contexto, a Embrapa aponta que o manejo com óxidos de Cálcio e Magnésio se apresenta como uma alternativa eficaz, uma vez que estudos agronômicos comprovam incrementos superiores a 100% em massa verde ou matéria seca, resultando em maior disponibilidade de alimento para o rebanho, maior capacidade de suporte e ganhos em eficiência produtiva dentro da mesma área.

Os resultados positivos, segundo a Embrapa, decorrem do mecanismo de ação dos minerais, que ajustam o pH do solo, tornam nutrientes essenciais mais acessíveis e criam condições químicas equilibradas para o crescimento das gramíneas. A instituição destaca que um exemplo é o fósforo, que em solos degradados tende a se fixar em minerais e outros elementos químicos, tornando-se indisponível para absorção pelas plantas. O óxido de cálcio e magnésio atua diretamente na liberação de parte desse macronutriente, favorecendo o crescimento de raízes mais fortes e profundas. Esse desenvolvimento radicular permite maior acúmulo de biomassa, resistência ao pisoteio e capacidade de recuperação rápida após o pastejo, oferecendo ganhos concretos para o pecuarista desde as primeiras aplicações. “A combinação aumenta a disponibilidade de fósforo e outros elementos que, em solos degradados, ficam retidos e inacessíveis para as plantas, beneficiando diretamente o desenvolvimento das pastagens”, explica Guilherme Alves de Melo, responsável pelo Desenvolvimento Técnico de Mercado (DTM) da Caltec nas áreas de café e pastagens.

O ferticorretivo produzido pela Caltec, o OXIFLUX, integra o conceito da ferticorreção, que alia o controle da acidez do solo com a oferta de nutrientes, garantindo condições químicas e nutricionais favoráveis ao desenvolvimento das plantas. Mais do que corrigir desequilíbrios, essa prática acelera a resposta produtiva, tornando a adubação mais eficiente. 

“Ao longo do tempo, o uso contínuo dos óxidos de cálcio e magnésio resulta em pastagens mais produtivas, resilientes e equilibradas ambientalmente, oferecendo aos pecuaristas ferramentas para aumentar a eficiência da atividade sem comprometer a sustentabilidade. Mesmo em períodos de mercado desafiador, em que o valor da arroba não é tão favorável, a forma mais eficiente de diluir custos é produzindo mais com menos, por meio do investimento em correção e nutrição de solos. Ao tratar a pastagem como qualquer outra cultura, com adubação, manejo e atenção regular, o pecuarista garante, com o tempo, um sistema mais produtivo, sustentável e lucrativo”, finaliza Melo.





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