quinta-feira, março 19, 2026

Política & Agro

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PIB soma R$ 305,4 bilhões no 2º trimestre de 2025


De acordo com dados divulgados pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, a economia mineira registrou expansão pelo sexto trimestre consecutivo. Entre abril e junho de 2025, o Produto Interno Bruto (PIB) do estado alcançou R$ 305,4 bilhões, crescimento de 1,2% em relação ao trimestre anterior. Na comparação com o mesmo período de 2024, houve variação nominal de 14,4%. Segundo a Fundação João Pinheiro (FJP), divulgadora oficial dos dados nesta quinta-feira (18), Minas Gerais respondeu por 9,6% da economia nacional no período.

O valor adicionado bruto das atividades agropecuárias foi estimado em R$ 47,7 bilhões; das indústrias, em R$ 66,9 bilhões; e dos serviços, em R$ 157,6 bilhões. O setor agropecuário teve incremento de 8,3% em relação ao trimestre imediatamente anterior. A secretaria destacou que “ganharam participação culturas com crescimento da produção em 2025, como algodão, milho e soja, enquanto perdeu participação a primeira safra de batata-inglesa”. Também foi registrada recuperação na produção de leite, no abate de suínos e aves e no uso de madeira para fabricação de papel e celulose.

Na indústria extrativa, houve expansão de 2,9% no segundo trimestre de 2025 frente aos três primeiros meses do ano, resultado explicado, segundo o levantamento, “pela expansão das operações da Mineração Usiminas, CSN Mineração e Anglo-American no período”. A indústria de transformação recuou 0,4% no mesmo comparativo, influenciada pela queda na produção física de alimentos, fumo, derivados de petróleo e biocombustíveis, produtos químicos e metálicos. A construção civil avançou 0,3%, enquanto as atividades de geração e distribuição de eletricidade, gás, água e saneamento cresceram 2,6%.

O setor de serviços teve alta de 0,3% no segundo trimestre de 2025, com aumento no volume de valor adicionado no comércio (0,9%), transportes (0,3%) e no agregado de outros serviços (0,6%). No comércio, destacou-se o crescimento das vendas de hipermercados e farmácias, estabilidade no segmento de combustíveis e queda nas vendas de artigos de vestuário, calçados e veículos. No transporte, o modal aéreo apresentou maior dinamismo. Já em outros serviços, houve retração nas atividades de comunicação, serviços profissionais e administrativos, turismo e serviços prestados às famílias.

O levantamento ainda apontou expansão no volume de operações de crédito no segundo trimestre, sinalizando dinamismo no setor financeiro. No entanto, “o volume de valor adicionado criado pelas atividades da administração pública apresentou retração na comparação com o trimestre imediatamente anterior, na série sazonal”.





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Preços do trigo recuam no Brasil em meio a importações e queda na produção


Segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), referente à semana de 12 a 18 de setembro e publicada nesta quinta-feira (18), os preços do trigo continuam em queda no Brasil. O produto de qualidade superior recuou para R$ 68,00 por saco nas principais praças do Rio Grande do Sul. No Paraná, os valores oscilaram entre R$ 69,00 e R$ 73,00 por saco.

No Paraná, a colheita da nova safra atingiu 25% da área neste início de semana, ante 34% no mesmo período de 2024. O Departamento de Economia Rural (Deral) informou que “cerca de 85% das lavouras a colher estavam em boas condições, com 49% em maturação e 31% em frutificação”. No Rio Grande do Sul, a Emater registrou 15% das lavouras em fase de enchimento de grãos.

Além do avanço da colheita, a valorização do real frente ao dólar tem tornado a importação mais barata, o que pressiona para baixo os preços do trigo nacional. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) reduziu novamente sua estimativa de produção para o país, que deve alcançar 7,5 milhões de toneladas, “o menor volume desde 2020”. A área total plantada foi estimada em 2,45 milhões de hectares, queda de 19,9% em relação a 2024, sendo que o Rio Grande do Sul diminuiu 13,7% de sua área e o Paraná, 28,2%. Analistas privados apontam que a safra final pode chegar a apenas 7,3 milhões de toneladas, segundo a StoneX.

Nas importações, houve retração de 9,5% em agosto, totalizando 493,2 mil toneladas. A projeção para o período de janeiro a setembro é de 5,17 milhões de toneladas importadas, podendo atingir 7 milhões de toneladas em todo o ano de 2025. Safras & Mercado destacou que “a principal mudança em agosto foi a concentração das compras na Argentina, que saltaram de 189,5 mil toneladas para 465,6 mil toneladas, respondendo por quase todo o volume importado”. Em contrapartida, países como Estados Unidos, Rússia e Uruguai, que haviam fornecido volumes relevantes em 2024, praticamente desapareceram do mercado em 2025. No destino interno, houve maior pulverização regional, com estados como Bahia, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Pará e Espírito Santo ganhando participação, além do envio de pequenos volumes a regiões antes pouco representativas.





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Cuidado com as apólices de seguro



Especialista cita um exemplo


Especialista cita um exemplo
Especialista cita um exemplo – Foto: Pixabay

Produtores rurais precisam estar atentos aos detalhes das apólices de seguro que contratam, especialmente quando essas operações estão vinculadas a pacotes de safra oferecidos por cooperativas ou instituições financeiras. Muitas vezes, o agricultor acredita estar protegido contra perdas, mas cláusulas específicas podem limitar ou até mesmo inviabilizar a indenização em caso de sinistro. A assinatura de um documento sem a devida leitura e orientação técnica pode resultar em prejuízos expressivos, deixando o produtor sem a cobertura esperada.

Segundo Tobias Luz, advogado e sócio-fundador da LCB Advogados, um exemplo claro desse problema é o caso de Valdir, produtor que buscou crédito em uma cooperativa. Durante o processo, foi direcionado a contratar um seguro agrícola dentro da própria instituição, com toda a ambientação transmitindo confiança e vínculo direto com a cooperativa. Acreditando estar protegido, Valdir assinou a apólice sem imaginar que futuras cláusulas poderiam ser utilizadas contra ele.

O problema surgiu quando houve um sinistro. Ao acionar a seguradora, Valdir recebeu a negativa do pagamento sob a justificativa de restrições relacionadas ao tipo de solo e outras condições técnicas previstas na apólice. O produtor, surpreso, questionou: afinal, acreditava ter adquirido um seguro justamente para se proteger de perdas na lavoura. Porém, descobriu na prática que crédito e seguro são instrumentos distintos, e que a proteção não era tão ampla quanto parecia.

Esse caso revela a importância de buscar esclarecimentos antes de assinar qualquer contrato. Entender os limites da cobertura, verificar as cláusulas de exclusão e, sempre que possível, contar com assessoria especializada são passos fundamentais para garantir que o seguro realmente cumpra seu papel de amparo financeiro diante das incertezas do campo.

 





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IIPR tem alta em agosto, mas acumulado aponta deflação



Alta dos preços ao produtor em agosto contrasta com deflação anual no RS



Foto: Canva

Após uma sequência de perguntas consecutivas, o Índice dos Preços Recebidos pelos Produtores Rurais do Rio Grande do Sul (IIPR) registrado em alta em agosto de 2025, conforme relatório mensal divulgado pela Assessoria Econômica da Farsul. nesta quinta-feira (18/9). O indicador registrou inflação de 2,39% no último mês. Apesar da elevação no último mês, o acumulado em 12 meses indica retração, atingindo -8,52%.

A alta do preço em agosto foi impulsionada, principalmente, pelo aumento no preço da soja, que refletiu as novas estimativas de estoques globais divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Já no acumulado em um ano, o resultado aponta um descompasso com o IPCA Alimentos que tem alta de 7,42%. A diferença evidencia que as recentes pressões inflacionárias do IPCA Alimentos decorrem de outros fatores ao longo da cadeia de produção e comercialização, e não apenas o preço recebido pelo produtor.

Os custos de produção também tiveram alta em agosto. O Índice de Inflação dos Custos de Produção (IICP) registrou aumento de 0,1% em relação a julho. A queda de 1,7% da taxa de câmbio favoreceu a retração dos preços dos fertilizantes e herbicidas, mas esse rompimento foi compensado pelo aumento do custo com sementes, especialmente de soja e milho, em um movimento sazonal típico do período que antecede o plantio da próxima safra.

No acumulado de 12 meses, o IICP acumulou inflação de 0,58%. Apesar da queda observada em agosto, os fertilizantes ainda acumularam alta média de 10% no período. Em contrapartida, os custos com supervisão recuaram influenciados pelo pagamento dos bônus de Itaipu.





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IRGA fortalece parceria com Fedearroz em missão técnica na Colômbia e recebe visita da Federarroz Brasil



IRGA e Federarroz discutem inovação e práticas vistas em missão técnica na Colômbia



Foto: Divulgação

Nesta quinta-feira (18), o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) recebeu a visita institucional da Federarroz. A agenda, com caráter técnico e estratégico, teve como objetivo apresentar os resultados da missão realizada na Colômbia e discutir a aplicação prática das experiências observadas, promovendo o fortalecimento da indústria orizícola do Rio Grande do Sul.

Durante o encontro, foram apresentadas práticas e avanços tecnológicos que fazem parte da rotina da produção da arrozeira colombiana, muitos dos quais foram inspirados nas experiências gaúchas. A reunião reforçou o intercâmbio de conhecimento e destacou a importância de adaptação de soluções internacionais para a realidade do estado, garantindo inovação, sustentabilidade e competitividade à cadeia produtiva local.

“A experiência proporcionou uma sequência positiva de compartilhamento de conhecimento, contato com avanços tecnológicos e troca cultural, ampliando o diálogo entre Brasil e Colômbia no setor arrozeiro. A aproximação reforça o compromisso do Instituto em buscar soluções inovadoras e práticas sustentáveis ??para a orizicultura gaúcha”, reforçou o presidente do IRGA, Eduardo Bonotto.

 





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Paraná teve inverno mais frio do que anos anteriores e com chuva irregular


O inverno se despede nesta segunda-feira (22) com a sensação de dever cumprido no Paraná: de acordo com o Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná) as temperaturas em 2025 caíram dentro a abaixo da média em todas as regiões durante todo o período iniciado em 20 de junho – cenário bem diferente dos três últimos anos, em que o inverno foi mais quente. Já as chuvas foram acima da média em junho, e abaixo da média na maioria das estações ferroviárias do Simepar em julho e agosto.

Em 2025 as estações perigosas do Simepar e a estação em General Carneiro (Sul) do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) registraram 59 temperaturas abaixo de 0ºC em 26 cidades. Os dias 24 e 25 de junho foram os mais frios do ano em todas as estações prejudiciais.

A temperatura mais baixa do ano em todo o estado foi em General Carneiro: -7,8°C em 25 de junho. No mesmo dia Curitiba registrou -0,3°C. A Capital não via temperaturas negativas desde julho de 2021, quando registrou -0,8°C. Os dados também marcaram registro de ocorrência negra em algumas regiões do estado.

Em junho de 2025 a temperatura média ficou menos de dois graus abaixo da média, ou igual à média histórica para o mês. As temperaturas mínimas só ficaram um pouco acima da média na região de Cândido de Abreu, região Central. As temperaturas máximas ficaram dentro ou abaixo da média em todo o Estado, com destaque para as cidades ao redor de Cianorte (Noroeste), que tiveram as máximas cerca de 2,8°C abaixo da média: ou seja, essas temperaturas vivenciaram tardes mais geladas em junho de 2025.

A temperatura mais alta de junho foi em Loanda: 30,6°C às 16h do dia 28.

Em julho de 2025, Cerro Azul, Cornélio Procópio, Palotina, Santo Antônio da Platina e Cruzeiro do Iguaçu tiveram temperaturas entre 2°C e 3°C abaixo da média mensal. A temperatura mais alta de julho foi em Loanda: 33,2°C às 14h do dia 27. A temperatura mais baixa de julho foi em General Carneiro: -3,4°C no dia 30.

Também em julho, Curitiba ficou 83 horas com temperatura abaixo da casa dos 10°C. O período foi encerrado pouco depois das 9h do dia 4, quando a temperatura chegou a 11,4°C. A capital paranaense não registrou um período tão longo com temperaturas em casa de 10°C ou abaixo de julho de 2013, quando chegou a 93 horas nestas condições. Em junho deste ano ocorreu um período consecutivo um pouco menor: foram 67 horas abaixo de 10°C.

Em agosto, a amplitude térmica foi o destaque no Paraná. As temperaturas máximas ultrapassam os 36°C em Antonina, Cerro Azul, Loanda, Capanema e Paranaguá em algumas tardes, e teve veranico na região Noroeste. Mesmo assim, devido ao registro de mínimas baixas no amanhecer, todas as estações meteorológicas do Simepar registraram em agosto de 2025 temperaturas médias dentro a abaixo da média histórica para o período.

A diferença maior foi em Palotina, no Oeste, que ficou com 2,2°C abaixo da média, que é de 18,7°C. A cidade teve 16,5°C de temperatura média em agosto de 2025, a mais baixa desde 2018, quando registrou 15,7°C em agosto. A temperatura mais alta de agosto de 2025 foi em Antonina: 37,6°C às 14h do dia 23. A temperatura mais baixa de agosto foi em General Carneiro: -1,6°C no dia 10.

No dia 12, a temperatura baixa foi apontada pela Polícia Científica como uma das causas da explosão que causou nove mortes em uma fábrica de explosivos em Quatro Barras. Os dados das condições adversas não foram enviados para a Científica pelo Simepar.

Em setembro, a temperatura mais baixa até o dia 16, próximo ao fim do inverno, foi de 2,1°C no dia 11 em General Carneiro. A temperatura mais alta no mesmo período foi de 37°C em Loanda, às 16h do dia 8.

GEADA – A 31ª edição do serviço Alerta Geada começou em maio e se encerra nesta sexta-feira (19). Durante o período foram emitidos 28 alertas de permanência no Paraná: cinco em maio, seis em junho, onze em julho e mais seis em agosto. O General Carneiro registrou seis dias consecutivos de atraso em agosto.

Foram emitidos boletins diários durante todos os 137 dias de operação. O Alerta Geadas é um serviço do Simepar em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR) que, desde 1995, informa a previsão de pagamentos para a população e para os agricultores, em especial, com 24h, 48h e 72h de antecedência.  

CHUVA – As chuvas foram irregulares durante o inverno no Paraná. Em junho, a maioria das cidades com estação meteorológica do Simepar teve registro de chuva acima da média histórica no mês. A única exceção foi Santo Antônio da Platina (Norte Pioneiro), onde historicamente choveu 60,3 mm em junho e em 2025 choveu no mês 43,6 mm, menos de 17 mm abaixo da média.

Em São Miguel do Iguaçu, no Oeste, a média histórica de chuvas para junho é de 109,5 mm e choveu em junho de 2025 387,4 mm, ou seja, 277,4 mm acima da média: o maior volume de chuvas para o mês de toda a série histórica, iniciada em 1997. Em Capanema (Sudoeste) a média é de 102,5 mm e choveu em junho de 2025 350,8 mm, uma diferença de 248,2 mm: o maior volume de chuvas da série histórica para o mês, iniciado em 2018.

Em Cruzeiro do Iguaçu, também no Sudoeste, a média para junho é de 136,4 mm e choveu 543,4 mm, uma diferença de 406,5 mm. Foi o maior volume mensal de chuvas desde a instalação da estação na cidade, em setembro de 2021. Foz do Iguaçu (Oeste) também teve chuva muito acima da média: Em junho, historicamente, choveu 86,1 mm na cidade, e choveu 358 mm em junho de 2025: uma diferença de 271,8 mm.

Já em julho, apenas oito estações do Simepar ultrapassaram ou ultrapassaram a média histórica de chuva para o mês neste período de 2025: Altônia, Capanema, Cascavel, Foz do Iguaçu, Loanda, Santa Helena, São Miguel do Iguaçu, Toledo. A cidade onde mais choveu em julho de 2025 foi Toledo, no Oeste: 101,6 mm, apenas 15,4 mm acima da média histórica de chuvas para o mês na cidade, que é de 86,5 mm. A média de todos os meses nestas cidades foi atingida em pouquíssimos dias. O resto do mês foi seco.

Em outras 36 estações, a média de chuva não foi atingida. A cidade que teve menos chuva em comparação com a média foi Telêmaco Borba, região Central do estado, onde a média para julho é de 94,7 mm e choveu no mês em 2025 apenas 11,8 mm, ou seja, uma de 82,7 mm.

Em agosto, das 50 estações prejudiciais ao Simepar, levando em consideração que possuem mais de oito anos de medição, apenas 19 ultrapassaram a média de acumulação de chuva referente ao mês de agosto. Entre elas, o destaque fica para o Pinhão, no Centro-Sul, onde choveu 113,5 mm acima da média; e Santa Helena (Oeste), onde choveu 111,8 mm a mais do que a média histórica (confira a lista completa abaixo).

Em outras regiões do estado, praticamente não choveu. Em Cambará, no Norte Pioneiro, o pluviômetro do Simepar não registrou nem 1 mm de chuva durante todo o mês de agosto. A última chuva significativa na cidade foi em 28 de julho, quando o pluviômetro registrou acumulado de 16,2 mm. Este foi um dos únicos dias de chuva em todo o mês de julho, que registrou um acumulado de 20 mm, menos a metade da média histórica para o período, que é de 46,4 mm.

Em Jaguariaíva, nos Campos Gerais, a média histórica acumulada de chuva para agosto é de 74,2 mm, e choveu apenas 3,8 mm – o menor volume de chuvas para o mês nos últimos 12 anos. Em Telêmaco Borba, a média de chuva para agosto é de 80,5 mm, e choveu apenas 4 mm – o menor volume de chuvas no mês dos últimos 25 anos.

O mês foi de extremos: Castro (Campos Gerais) viveu uma oferta de granizo histórico no dia 26 de agosto, que em poucos minutos cobriu várias ruas de gelo e encheu muitos prejuízos.

Em setembro, nenhuma estação atingiu a média de acúmulo de chuva nos primeiros 15 dias do mês. O período mais chuvoso do mês historicamente, entretanto, é a segunda quinzena.

 





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Baixa demanda mantém pressão sobre cotações



Mercado pecuário apresenta queda nos preços do boi em várias regiões do país


Foto: Divulgação

O mercado pecuário tem apresentado pressão nas cotações, aponta levantamentos do Cepea. Segundo o Centro de Pesquisas, isso deve ser de baixa demanda, visto que boa parte das escalas já está completa com lotes negociados por meio de contrato.

 

Em regiões como Tocantins, Norte de Minas, Goiânia, Centro-Sul da Bahia, Mato Grosso e Noroeste do PR, levantamentos do Cepea mostram que houve redução de 3 a 5 reais por arroba nesta semana. Já em outras, como Mato Grosso do Sul e Pará, os preços seguem firmes.





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IPPA sobe 2,8% em agosto; no ano, alta é de 15,2%



Preços agropecuários sobem 2,8% em agosto e 15,2% no ano segundo o Cepea


Foto: Pixabay

 Levantamento do Cepea mostra que, em agosto, o Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários (IPPA/CEPEA) subiu 2,8% em relação ao mês anterior. Segundo o Centro de Pesquisas, esse desempenho refletiu os aumentos em todos os grupos acompanhados: de 1,5% para o IPPA-Grãos, de 1,3% para o IPPA-Pecuária, de 24,4% para o IPPA Hortifrutícolas e de 4,9% no caso do IPPA-Cana-Café.

 

No mesmo período, o Índice de Preços por Atacado de Produtos Industriais (IPA-OG-DI), calculado pela FGV, registrou estabilidade (-0,1%), registrou que, de julho para agosto, os preços agropecuários praticamente não registraram mudança em relação aos valores industriais na economia brasileira. No cenário internacional, os preços dos alimentos convertidos em Reais recuaram 0,9%, reflexo da combinação de desvalorização do dólar frente ao Real (-1,5%) e do aumento dos preços internacionais dos alimentos 0,6%). Comparando-se a parcial do ano com igual intervalo de 2024, ainda conforme levantamento do Cepea, o IPPA registrou avanço expressivo de 15,2%, impulsionado pelas altas significativas nos grupos IPPA-Grãos (6,6%), IPPA-Pecuária (24,5%) e IPPA-Cana-Café (25,2%). Já o IPPA-Hortifrutícolas caiu 14,1% no período. Ainda nessa base de comparação, o IPA-OG-DI teve alta de 4,5%, enquanto os preços internacionais dos alimentos convertidos em Reais subiram 9,3%, resultado da valorização de 9,4% do dólar, mesmo perante o retrocesso de 0,3% nos preços internacionais dos alimentos.





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Chile salta para 2º lugar entre os maiores destinos da carne suína brasileira



Chile ultrapassa China e se torna o segundo maior comprador de carne suína do Brasil


Foto: Pixabay

O volume crescente de carne suína brasileira exportada ao Chile vem chamando a atenção, apontam pesquisadores do Cepea. Segundo dados da Secex analisados ??pelo Centro de Pesquisas, a quantidade embarcada saltou de 7,7 mil toneladas em janeiro deste ano para 13,3 mil toneladas em agosto. O destaque foi em julho, quando 14,5 mil toneladas de carne suína foram escoadas ao país sul-americano, ou seja, o dobro do volume de janeiro. Com isso, os pesquisadores ressaltam que o Chile foi, em julho e agosto, o segundo maior destino da proteína brasileira, assumindo uma posição que até então vinha sendo sustentada pela China. As Filipinas mantêm como maior destino da carne brasileira desde fevereiro deste ano. De acordo com a análise do Cepea, o aumento dos embarques ao Chile está atrelado ao fato de o governo daquele país ter reconhecido, em abril deste ano (e oficializado em julho), o estado do Paraná (segundo maior produtor nacional), como livre de febre aftosa sem vacinação e de peste suína clássica.





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Estudo usa inteligência artificial para mapear 50 anos de avaliação de impacto da pesquisa agrícola


Levantamento mostra evolução metodológica, aponta lacunas e sugere caminhos para alinhar ciência, sustentabilidade e segurança alimentar

Estudo analisou 239 publicações científicas sobre avaliação de impacto agrícola entre 1969 e 2022.

O uso de inteligência artificial permitiu

mapear tendências, metodologias e lacunas em seis décadas.

Métodos mistos e ciência de dados ganham espaço desde os anos 2000, equilibrando análises qualitativas e quantitativas.

Temas como mudanças climáticas, segurança alimentar e práticas sustentáveis ??devem crescer até 2030.

Pesquisas sobre culturas estratégicas como arroz, trigo, batata e inhame ainda são pouco exploradas.

 

As avaliações de impacto na agricultura, cada vez mais executadas por governos, financiadores e instituições de pesquisa, ganham novas ferramentas para medir de forma mais precisa os efeitos de políticas e tecnologias. Um estudo recente aplicou técnicas de processamento de linguagem natural (PLN) para analisar quase seis décadas de publicações científicas sobre o tema, revelando tendências, lacunas e prioridades emergentes que podem orientar tanto a formulação de políticas quanto a condução da pesquisa agrícola global.

 

De acordo com Daniela Maciel Pinto, analista da Embrapa Territorial, o levantamento examinou 239 estudos publicados entre 1969 e 2022, identificando mudanças no volume de trabalhos, nos métodos utilizados e nos focos temáticos ao longo do tempo. 

 

O primeiro artigo da série, explica ela, “publicado em 1969, já discutia a necessidade de aprimorar a gestão dos recursos públicos destinados à pesquisa agrícola. Desde então, o campo passou por grande transformação, refletindo as próprias mudanças da agricultura mundial – da Revolução Verde à emergência climática e aos debates sobre sustentabilidade”.

 

A análise mostrou a existência de seis grandes grupos temáticos,

• Economia e desenvolvimento agrícola (49 estudos) – com foco em eficiência, produtividade e investimentos, envolvendo principalmente grãos como sorgo e cevada;

• Inovação e desempenho tecnológico (37) – ligado à qualidade, transferência de conhecimento e culturas como milho e cana-de-açúcar, em forte ascensão desde os anos 1990;

• alimentar e mudanças climáticas (33) – tema em expansão desde os anos 2000, que diz respeito à produção, adaptação e questões de gênero;

• gestão de recursos e desenvolvimento sustentável (31) – com destaque para pobreza agrícola, impactos ambientais e redução da pobreza;

• impactos sociais e transformações institucionais (47) – envolvimento à participação social, políticas agrícolas e aprendizagem institucional, em crescimento desde os anos 1970,;

• adoção de tecnologias e práticas sustentáveis ??(42) – centrado em pequenos aumentos agrícolas, inovação e renda, com expressivo nas décadas de 2000 e 2010.

 

As previsões indicam que, até 2030, a adoção de práticas sustentáveis ??(+233%), a gestão de recursos (+122%) e os impactos sociais e institucionais (+59%) deverão crescer acima da média. Já a inovação tecnológica (+51%) e a segurança alimentar (+22%) avançaram em ritmo mais moderado, mas ainda relevante para os desafios globais.

 

Adriana Bin, da Unicamp, explica que, do ponto de vista metodológico, o estudo acordos 73 técnicas separadas, organizado em três categorias: desenho da avaliação, coleta de dados e análise de dados. Houve uma transição clara: se antes predominavam abordagens quantitativas, hoje há maior equilíbrio com métodos qualitativos. A partir dos anos 2000, cresceu o uso de métodos mistos e de ferramentas de ciência de dados, diminuindo uma tendência a avaliações mais interdisciplinares.

 

O Grupo 5 – impactos sociais e transformações institucionais concentrou uma maior variedade de métodos (35), seguidos por inovação tecnológica e desempenho (31). Já os grupos de economia agrícola e adoção de tecnologias sustentáveis ??empataram com 25 metodologias cada. Os temas ligados à segurança alimentar, mudanças climáticas e gestão de recursos ficaram próximos, com 22 métodos aplicados.

 

Segundo Geraldo Stachetti Rodrigues, pesquisador da Embrapa Meio Ambiente, questões sociais mais complexas exigem maior diversidade metodológica, enquanto áreas tradicionais, como economia agrícola, apesar do volume de estudos, utilizam menos variedade de ferramentas. Essa diferença reforça a necessidade de combinar métodos para capturar as múltiplas dimensões dos impactos agrícolas.

 

Inteligência artificial como aliada

O diferencial da pesquisa foi o uso de técnicas de PLN, como tokenização, análise de bigramas e modelagem de tópicos, aplicadas ao conjunto de publicações. Esse processo permitiu identificar padrões e tendências que poderiam passar despercebidos em análises eventualmente.

 

A busca inicial recuperou 447 artigos nas bases Scopus e Web of Science, refinados até chegar ao conjunto final de 239. O material foi tratado com métodos estatísticos, como a teoria de Zipf, e algoritmos de aprendizado de máquina, incluindo o LDA (Latent Dirichlet Allocation), que especifica os textos em seus grandes tópicos. A consistência dos resultados foi validada por testes de coerência e pelo método Elbow, que define o número ideal de clusters, neste estudo: os descritos.

 

Além da análise temática, Daniela Maciel Pinto destaca que a pesquisa estruturou um dicionário com 103 métodos e técnicas aplicadas em avaliação de impacto, que pode servir como guia prático para pesquisadores, avaliadores e formuladores de políticas.

 

O estudo mostra que as avaliações de impacto acompanharam os ciclos da agricultura mundial. Nos anos 1950 e 1960, a ênfase estava na mensuração econômica das inovações trazidas pela Revolução Verde. A partir dos anos 1970, emergiram preocupações ambientais e sociais, levando a métodos como a Avaliação de Ciclo de Vida (ACV) e, mais tarde, a ferramentas institucionais como o Ambitec-Agro, desenvolvido pela Embrapa.

 

Nos anos 1990 e 2000, avaliações qualitativas e participativas passaram a incluir questões de gênero e equidade, enquanto na década seguinte ganharam espaços de abordagens sistêmicas alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Mais recentemente, big data e tecnologias digitais foram incorporadas, ampliando as possibilidades de análise.

 

Apesar dos avanços, uma pesquisa revelou lacunas importantes. Poucas avaliações abordam diretamente culturas fundamentais para a segurança alimentar global, como arroz, trigo, batata e inhame – que aparecem em apenas 10% dos estudos. Outro ponto é o número ainda limitado de pesquisas experimentais, mesmo em temas que poderiam se beneficiar desse tipo de abordagem.

 

Há também desafios relacionados à cobertura das bases de dados. Por ter estudado apenas artigos indexados em Scopus e Web of Science, o levantamento pode ter sido retirado de fora de trabalhos relevantes disponíveis em outros repositórios.

 

Relevância social e política

Mais do que instrumentos de mensuração, as avaliações de impacto são vistas hoje como mecanismos de responsabilidade institucional, alinhados a paradigmas como a Pesquisa e Inovação Responsáveis ??(RRI). Eles ajudam a conectar a ciência agrícola a valores éticos, sociais e ambientais, ampliando sua relevância social. 

 

Para os autores, os resultados indicam que novas ferramentas, como a inteligência artificial, não substituem métodos tradicionais, mas os complementam, fortalecendo a capacidade de avaliação em um campo estratégico para enfrentar as mudanças climáticas, garantir a segurança alimentar e promover a sustentabilidade. 

 

Ao organizar o conhecimento acumulado sobre meio século de pesquisas, o estudo fornece um mapa de tendências e metodologias, capaz de apoiar decisões institucionais, orientar investimentos e estimular práticas agrícolas mais resilientes e inclusivas.

 

Pontos principais

• Estudo analisou 239 publicações entre 1969 e 2022 usando inteligência artificial.

• Identificados seis grandes grupos temáticos, com destaque para sustentabilidade, inovação e impactos sociais.

• Catalogadas 73 técnicas de avaliação e organizadas um dicionário com 103 metodologias.

• Uso crescente de métodos mistos e ciência de dados a partir dos anos 2000.

• Lacunas: baixa atenção às culturas básicas como arroz, trigo e batata.

• Até 2030, maior crescimento esperado na adoção de práticas sustentáveis ??e gestão de recursos.

 

Linha do tempo – Avaliações de impacto na agricultura

• Século XIX – Primeiras relações entre ciência e prática agrícola começaram a ser observadas.

• Década de 1950 – Com a Revolução Verde, surgem metodologias quantitativas externas a medir custos e benefícios das inovações tecnológicas.

• Década de 1970 – Expansão do escopo: além dos impactos econômicos, passam a ser avaliados efeitos sociais e ambientais.

• Décadas de 1980 e 1990 – Avanço das metodologias ambientais, como a Análise de Ciclo de Vida (ACV) e a Avaliação de Impacto Ambiental (AIA). A Embrapa cria o Ambitec-Agro, para medir impactos de tecnologias agropecuárias.

• Anos 1990–2000 – Ganha espaço a avaliação participativa e qualitativa, com foco em inclusão social, gênero e equidade.

• A partir de 2010 – Ênfase em abordagens sistêmicas e análises de trade-offs, alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

• Atualidade – Uso crescente de big data e tecnologias digitais para apoiar avaliações de impacto e políticas públicas agrícolas.

 

 

 





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