terça-feira, março 10, 2026

Política & Agro

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Com produção recorde, arroz recua 53% e atinge menor valor desde 2011


O mercado de arroz no Brasil encerrou 2025 com forte retração nos preços. Segundo dados divulgados pelo Cepea, a combinação entre uma produção nacional elevada, crescimento da oferta global e enfraquecimento da demanda — tanto interna quanto externa — pressionou as cotações ao menor nível real em mais de uma década.

A temporada 2024/25 foi marcada por um cenário de otimismo no campo. Os valores recordes de 2024 garantiram alta rentabilidade aos produtores, incentivando uma expansão moderada da área plantada e investimentos mais robustos em tecnologia e manejo nas lavouras.

O bom desempenho climático desde o início do ciclo favoreceu o desenvolvimento das plantações, principalmente nas regiões Sul e Sudeste, onde se concentra a produção nacional. Com isso, a Conab estimou a produção de arroz em 12,76 milhões de toneladas, volume 20,62% superior ao registrado na safra anterior.

Apesar do desempenho produtivo positivo, o excesso de oferta tornou-se um desafio para o setor. De acordo com o Cepea, a dificuldade das indústrias para escoar o arroz beneficiado e o desinteresse do varejo em reforçar estoques limitaram o ritmo de comercialização ao longo do ano.

A resistência do consumidor final em absorver volumes maiores, somada à queda nos preços ao longo da cadeia produtiva, acentuou a pressão sobre os valores pagos ao produtor. O Indicador CEPEA/IRGA-RS, que reflete o arroz em casca com 58% de grãos inteiros e pagamento à vista, acumulou sucessivas quedas em 2025.

A média anual do Indicador foi de R$ 71,84 por saca de 50 kg, queda nominal de 53,2% frente ao valor médio registrado em 2024. Em termos reais, considerando o IGP-DI, o patamar atingido representa o menor desde junho de 2011, segundo apontam os pesquisadores do Cepea.

No mercado externo, a concorrência com países exportadores tradicionais, como Índia, Vietnã e Tailândia, limitou o avanço das vendas brasileiras. A maior oferta internacional, com preços mais competitivos, dificultou a colocação do arroz nacional nos principais destinos.

Para os agentes da cadeia, o desafio agora está em reequilibrar o mercado. Com estoques elevados e preços comprimidos, a estratégia para 2026 deverá priorizar o planejamento da produção, a diversificação de mercados e uma reavaliação dos custos para garantir sustentabilidade ao setor arrozeiro.





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Integração amplia eficiência no agro



A gestão começa no relacionamento com fornecedores


A gestão começa no relacionamento com fornecedores
A gestão começa no relacionamento com fornecedores – Foto: USDA

A organização da cadeia de suprimentos e da logística tem papel central no desempenho do agronegócio, ao conectar planejamento, custos e eficiência operacional em um ambiente cada vez mais competitivo. Segundo Antonio JVO, especialista em Gestão Estratégica de Compras, a cadeia de suprimentos no agro deve ser tratada de forma integrada, com foco na redução de custos totais, garantia de abastecimento e aumento da competitividade ao longo de toda a operação.

Nesse contexto, a gestão começa no relacionamento com fornecedores de insumos como sementes, fertilizantes, defensivos, peças e combustíveis, passa pelo planejamento da produção agrícola e pelo desenho das compras e contratos, e avança para a administração de estoques estratégicos, tanto de insumos críticos quanto de safras. A previsão de demanda e de safra também se torna essencial para alinhar volumes, prazos e capacidade, reduzindo riscos associados a clima, preços, câmbio e cumprimento de prazos. A integração logística entre campo, indústria e mercado, aliada ao relacionamento com clientes e cooperativas, contribui para maior fluidez da operação, enquanto práticas de sustentabilidade e rastreabilidade ganham espaço como parte do processo.

A logística, por sua vez, é apresentada como o braço operacional da cadeia de suprimentos, responsável pela execução física das estratégias definidas. Suas atividades incluem o transporte de insumos e grãos entre fazendas, armazéns, indústrias e portos, a armazenagem em silos e armazéns graneleiros, a gestão de estoques operacionais e a distribuição da produção para o mercado interno e externo. Também fazem parte desse escopo o controle de embalagens, a gestão de frota e o acompanhamento de fretes e custos logísticos, com o objetivo de cumprir prazos, reduzir perdas e evitar avarias.

 





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Preço do leite ao produtor cai mais de 20% em 2025


O setor leiteiro brasileiro enfrentou um cenário desafiador em 2025. De acordo com dados divulgados pelo Cepea, o preço pago ao produtor caiu mais de 20% no acumulado do ano até novembro, refletindo os impactos de uma oferta elevada e do desequilíbrio entre produção, consumo e comércio exterior.

A produção de leite cru aumentou significativamente, impulsionada pelos investimentos realizados ao longo de 2024 e pelas condições climáticas mais favoráveis ao longo de 2025. O avanço foi especialmente notável nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, onde o clima contribuiu para elevar a produtividade, ao mesmo tempo em que limitou a queda sazonal no Sul do País.

Segundo o Cepea, a captação industrial de leite deve encerrar 2025 com alta de 7% na média anual, alcançando um recorde de 27,14 bilhões de litros. O Índice de Captação de Leite (ICAP-L), termômetro do ritmo de coleta pelas indústrias, acumulou crescimento de 15,9% até novembro, confirmando a forte oferta.

Além da produção doméstica, o mercado nacional também foi pressionado pelas importações. Na parcial do ano, o Brasil internalizou quase 2,05 bilhões de litros em equivalente leite (Eql), volume apenas 4,8% inferior ao registrado no mesmo período de 2024 — ano em que o País bateu recorde histórico de importações.

Por outro lado, as exportações recuaram de forma expressiva. Ainda segundo o Cepea, os embarques de lácteos somaram 62,4 milhões de litros Eql até novembro, queda de 33% na comparação anual. Esse desequilíbrio no comércio internacional agravou o excesso de oferta no mercado interno.

Com o abastecimento elevado, tanto nas indústrias quanto nos canais de distribuição, os estoques cresceram ao longo do ano. O aumento da disponibilidade de derivados resultou em negociações mais lentas e pressionadas, comprimindo as margens das empresas do setor.

Essa pressão foi repassada ao produtor, com recuos sucessivos no preço do leite cru ao longo dos meses. Ao mesmo tempo, os custos de produção mantiveram trajetória de alta durante boa parte do ano, o que ampliou o desafio de rentabilidade no campo e gerou alerta entre os produtores.

O desempenho do mercado em 2025 confirma um ambiente de baixa lucratividade e incerteza. Diante das margens estreitas e do excesso de oferta, cresce a tendência de retração nos investimentos e desaceleração gradual da produção para os próximos meses, o que poderá reequilibrar a oferta em 2026.

 

 





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Queijos puxam alta de preços no Brasil enquanto leite e arroz recuam


Os preços dos alimentos apresentaram movimentos distintos em novembro no Brasil. Enquanto os queijos registraram forte alta de 21,2% no preço médio nacional, com aumento em todas as regiões do País, itens essenciais como leite UHT (-4,9%) e arroz (-3,0%) tiveram as quedas mais significativas no mês. Os dados são do estudo “Variações de Preços: Brasil & Regiões”, elaborado pela Neogrid, ecossistema de tecnologia e inteligência de dados para a cadeia de consumo.

O levantamento considera os produtos mais presentes no carrinho de compras do brasileiro e mostra que, além dos queijos, outras categorias também pressionaram o orçamento das famílias em novembro. Legumes (3,1%), sal (3,1%) e óleo (2,5%) figuraram entre as maiores altas no período – este último encareceu em todas as regiões.

Por outro lado, outros itens também registraram redução nos preços médios, como o café em pó e em grãos (-1,5%), açúcar (-1,4%) e ovos (-1,2%), ajudando a conter a inflação dos alimentos no mês.

No cenário macroeconômico, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançou 0,18% em novembro de 2025, indicando um ambiente de inflação controlada no encerramento do ano. Para Anna Carolina Fercher, líder de Dados Estratégicos na Neogrid, alguns produtos seguem pressionados por fatores como custos de produção, dinâmica de oferta e recomposição de estoques.“Categorias como óleo e queijos, que performaram com elevação de preço em todas as regiões do País em novembro, tendem a levar mais tempo para se estabilizar ou recuar, dependendo da normalização dos estoques e dos custos de matéria-prima”, aponta.

Maiores altas acumuladas em 2025

No acumulado entre dezembro de 2024 e novembro de 2025, o café em pó e em grãos segue como o item com maior incremento, avançando 42,1% no preço médio nacional. Na sequência aparecem queijos (12,3%), margarina (11,2%), creme dental (10%) e refrigerantes (5,7%).





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Demanda sazonal pressiona mercado global de fertilizantes



As vendas de ureia ao consumidor final na Índia avançam


As vendas de ureia ao consumidor final na Índia avançam
As vendas de ureia ao consumidor final na Índia avançam – Foto: Canva

O mercado global de fertilizantes atravessa um período de forte movimentação, marcado por picos sazonais de consumo e por estratégias governamentais voltadas à segurança de suprimento. Segundo a AMR Business Intelligence, a demanda elevada em um dos principais mercados consumidores tem alterado o ritmo de vendas, estoques e decisões de importação, ao mesmo tempo em que acordos internacionais ganham peso no planejamento de médio prazo.

As vendas de ureia ao consumidor final na Índia avançam para alcançar quase 6 milhões de toneladas em dezembro, volume que pode configurar um novo recorde mensal, impulsionado pela demanda típica da safra de inverno, conhecida como rabi. O ritmo acelerado de escoamento reduziu os estoques domésticos de 7,1 milhões para 6,3 milhões de toneladas em apenas duas semanas. Esse movimento levou a estatal NFL a antecipar uma licitação de importação para a compra de 1,5 milhão de toneladas, com encerramento previsto para 2 de janeiro. No acumulado do ano, o país, que figura como o maior importador global do insumo, já adquiriu 9,23 milhões de toneladas por meio de leilões internacionais.

Paralelamente, a política externa indiana reforça o papel estratégico dos fertilizantes. O primeiro-ministro Narendra Modi propôs dobrar o fluxo comercial bilateral com a Jordânia para US$ 5 bilhões em cinco anos, colocando o setor como um dos eixos centrais da cooperação, ao lado de energia e defesa. Em encontros de alto nível que contaram com a participação do rei Abdullah II, foram discutidos investimentos na indústria jordaniana para garantir o fornecimento estável de fosfatados à Índia. A iniciativa busca reduzir riscos de oferta em períodos de pico das safras e consolidar um corredor econômico entre o Sul da Ásia e o Oriente Médio.

 





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Suinocultura independente mantém estabilidade em MG e SC e segue atenta ao…


As bolsas estaduais entram em recesso, mantendo as referências atuais até o início de 2026

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Os preços dos suínos seguem majoritariamente estáveis nos principais polos produtores nesta terceira semana de dezembro.Com semanas encurtadas, negociações pontuais e foco já voltado para janeiro, as bolsas estaduais entram em recesso, mantendo as referências atuais até o início de 2026.

No mercado mineiro, os preços dos animais seguem com estabilidade nesta terceira semana de dezembro e o valor segue ao redor de  R$ 8,50/kg, segundo a Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg).

“Estabilidade proforma: o número fecha igual, mas o mercado segue negociado no detalhe e de olho em janeiro. Semanas curtas e ofertas ansiosas abrem espaço para vários movimentos”, informou Alvimar Jalles, Consultor de Mercado em Minas Gerais.

Segundo informações da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), os preços dos suínos registraram uma leve baixa de 0,82%, na qual passaram de R$ 8,57/kg para os atuais R$ 8,50/kg. 

De acordo com o presidente da ACCS, Losivânio de Lorenzi, a cotação apresentou uma pequena queda, movimento que ele classifica como um “rearranjo natural” de mercado. O ajuste busca alinhar os preços à realidade atual da oferta e demanda.

“Entramos dentro de uma realidade daquilo que acredito que realmente vai ficar agora. Tivemos uma pequena queda, mas é um rearranjo de mercado. Acreditamos que os preços devem se manter nesse patamar até o dia 8 de janeiro”, afirmou Lorenzi.

A Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS) realizou a última reunião de negociação da Bolsa de Suínos de 2025. O encontro definiu os parâmetros que nortearão o mercado independente até o início do próximo ano, visto que as atividades da bolsa entram em recesso, retornando apenas no dia 8 de janeiro.

No estado de São Paulo, a última bolsa realizada ocorreu na quinta-feira passada, conforme dados da APCS (Associação Paulista de Criadores de Suínos), com o preço fixado em R$ 9,33 por arroba.

Considerando a média semanal (entre os dias 11/12/2025 a 17/12/2025), o Indicador do Preço do Kg vivo do Suíno LAPESUI/UFPR teve queda de 3,70%, fechando a semana em R$ 8,36.

No comparativo mensal das médias semanais, o preço do kg/vivo do suíno no Paraná apresentou queda de 0,43% em relação à semana do dia 19/11/2025.





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A força do manejo biológico no solo produtivo



Solos biologicamente ativos tendem a ser mais produtivos e resilientes


Solos biologicamente ativos tendem a ser mais produtivos e resilientes
Solos biologicamente ativos tendem a ser mais produtivos e resilientes – Foto: Canva

O manejo do solo tem passado por mudanças profundas à medida que soluções biológicas ganham espaço na agricultura moderna, alterando a forma como doenças e produtividade são tratadas no campo. A análise é de George Alves Rodrigues, Líder de Negócios e Desenvolvimento de Mercado, com base em mais de duas décadas de acompanhamento direto de safras e tecnologias agrícolas.

Nesse período, práticas antes vistas com desconfiança passaram a ocupar papel central no planejamento agronômico, especialmente o controle biológico. Entre essas ferramentas, o Trichoderma se consolidou como um dos principais agentes no manejo do solo, deixando de ser tratado como alternativa para se tornar estratégia recorrente em sistemas produtivos de larga escala.

Embora conhecido pela ciência há séculos, o Trichoderma ganhou relevância com o avanço da bioengenharia e das formulações comerciais. Sua atuação vai além do micoparasitismo, pois envolve competição por espaço e nutrientes, dificultando o estabelecimento de patógenos de solo como Fusarium, Rhizoctonia e Sclerotinia. O efeito se estende ao estímulo fisiológico das plantas, com indução de mecanismos de defesa e fortalecimento do sistema radicular.

Em áreas agrícolas com histórico de alta pressão de doenças, o uso do Trichoderma em tratamentos de sementes e no sulco tem mostrado resultados consistentes. Em lavouras de soja no Cerrado, a adoção de um manejo biológico estruturado contribuiu para o controle do mofo-branco e para o aumento do vigor das plantas, refletindo maior tolerância a períodos de estresse hídrico.

A experiência reforça a percepção de que solos biologicamente ativos tendem a ser mais produtivos e resilientes. Enquanto defensivos químicos atuam de forma pontual, o manejo biológico promove equilíbrio e imunidade ao sistema produtivo. O avanço da microbiologia agrícola indica que a atenção à biota do solo será cada vez mais determinante para a competitividade no campo.

 





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Ampliação industrial reforça oferta de soja no Vietnã



Nova planta impulsiona os negócios


Nova planta impulsiona os negócios
Nova planta impulsiona os negócios – Foto: Leonardo Gottems

A ampliação da capacidade de processamento de soja no Sudeste Asiático avança como resposta ao crescimento da demanda por insumos para ração e alimentos, reforçando a segurança de matérias-primas em mercados dependentes de importação. No Vietnã, um novo investimento industrial amplia a oferta local de farelo e óleo, com impacto direto sobre a cadeia de proteína animal e o abastecimento interno.

A Vietnam Agribusiness Ltd., joint venture entre a Bunge Global e a Wilmar International, inaugurou a segunda linha de esmagamento de soja no parque industrial de Phu My 1, com investimento de US$ 100 milhões. A nova unidade adiciona 4 mil toneladas à capacidade diária e eleva o total para 7,8 mil toneladas por dia, somando-se à linha em operação desde 2011. A empresa atua no processamento de oleaginosas voltadas aos mercados de alimentos e nutrição animal.

O complexo industrial ocupa uma área de 11,2 hectares e conta com oito silos de armazenamento, com capacidade total de 120 mil toneladas, equipados com sistemas automatizados de controle de temperatura e umidade. A estrutura integra reaproveitamento de calor, circulação fechada de água e automação contínua para reduzir consumo de recursos e riscos operacionais. Os processos utilizam tecnologias de fornecedores globais e monitoramento por sensores e análise por infravermelho próximo.

Em plena operação, as duas linhas poderão processar até 2,6 milhões de toneladas de soja por ano, gerando cerca de 2 milhões de toneladas de farelo, volume equivalente a aproximadamente 30% da demanda doméstica de ração animal. A produção anual de óleo bruto de soja deve superar 500 mil toneladas, destinadas ao consumo interno e à exportação. O setor pecuário vietnamita cresce entre 3% e 5% ao ano há duas décadas, sustentando a expansão industrial.

 





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Consultoria aponta nova lógica nos preços da soja



Os prêmios de exportação também tiveram papel central


Os prêmios de exportação também tiveram papel central
Os prêmios de exportação também tiveram papel central – Foto: Canva

O mercado brasileiro de soja em 2025 foi marcado por uma dinâmica própria, na qual fatores internos tiveram peso maior na formação dos preços do que o comportamento das cotações internacionais. Segundo análise da TF Agroeconômica, a Bolsa de Chicago atuou mais como referência do que como indutora de tendência, enquanto base, prêmios e câmbio definiram o valor efetivo recebido pelo produtor no país.

Ao longo do ano, mesmo com Chicago operando de forma lateral e volátil, os preços em reais apresentaram oscilações relevantes, refletindo principalmente a movimentação do dólar e as condições domésticas de oferta e demanda. No primeiro semestre, a base permaneceu enfraquecida em razão da safra cheia, da pressão logística no pico da colheita e da elevada disponibilidade de soja. Esse cenário começou a mudar na segunda metade do ano, quando o avanço das exportações, a redução da oferta remanescente e uma demanda interna mais ativa contribuíram para a recuperação gradual da base.

Os prêmios de exportação também tiveram papel central. No início de 2025, ficaram entre negativos e neutros diante do grande volume ofertado, mas ganharam força no segundo semestre, especialmente em momentos de maior apetite chinês pela soja brasileira e de menor competitividade do produto norte-americano. Esse fortalecimento foi decisivo para sustentar os preços internos, permitindo margens mais ligadas aos prêmios do que às oscilações da CBOT.

O câmbio completou o quadro, com um dólar estruturalmente firme e picos de volatilidade associados à política fiscal brasileira e ao ambiente internacional. Em diversos momentos, a alta da moeda norte-americana compensou quedas em Chicago, reforçando o câmbio como principal sustentáculo do preço em reais. Nesse contexto, estratégias baseadas na gestão ativa e no desacoplamento das decisões comerciais mostraram-se mais eficientes do que apostas direcionais, ao permitir a captura de oportunidades pontuais em cada um dos vetores de formação de preço.

 





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Sou de Algodão + Casa de Criadores abre inscrições para estudantes de moda


Por Flá Do Agro

A moda também começa no campo. E é justamente dessa conexão que nasce o Desafio Sou de algodão + Casa de Criadores, o maior concurso voltado a estudantes de moda do Brasil. A iniciativa é do movimento Sou de algodão, da Associação Brasileira dos Produtores de algodão (ABRAPA), em parceria com a Casa de Criadores. A 4ª edição foi anunciada oficialmente e está com inscrições abertas até 28 de fevereiro de 2026.

Com o conceito “Aqui a moda começa do zero”, o desafio convida estudantes de todo o país a olharem para a matéria-prima nacional com mais profundidade, criatividade e propósito. O lançamento ocorreu durante a “56ª Semana Casa de Criadores” e reforça uma mensagem clara: tendência e responsabilidade precisam caminhar juntas desde o início do processo criativo.

Ao longo das edições anteriores, o concurso já revelou nomes como Mateus Cardoso, Dario Mittmann, Rodrigo Evangelista e Guilherme Dutra. Na última temporada, realizada em 2024, o grande vencedor foi Lucas Caslu. Ao todo, mais de 950 trabalhos de todas as regiões do Brasil participaram, trazendo à passarela identidade, cultura e histórias autorais.

Segundo André Hidalgo, diretor da Casa de Criadores, para 2026 a ideia é refletir a pluralidade da moda brasileira. “A moda autoral no Brasil está cada vez mais diversa, regional e conectada com as nossas raízes. Criar com propósito, usando uma matéria-prima nacional como o algodão, é essencial para quem está começando e quer fazer parte de uma moda mais responsável”, afirma.

Quem pode participar

Podem se inscrever estudantes que tenham concluído o ensino médio e estejam matriculados em cursos superiores reconhecidos pelo MEC ou em cursos técnicos profissionalizantes cadastrados no SISTEC. Estão habilitadas formações como Design de Moda, Design de Produto, Negócios de Moda, Estilismo, Produção de Moda, Modelagem do Vestuário, Coordenação de Moda e Engenharia Têxtil. Em todos os casos, é obrigatória a indicação de um professor orientador.

Algodão como protagonista

Para Silmara Ferraresi, gestora do movimento Sou de Algodão e diretora de Relações Institucionais da Abrapa, o desafio também cumpre um papel estratégico de valorização da fibra natural brasileira. “Nosso objetivo é mostrar que criatividade, inovação e responsabilidade podem e devem caminhar juntas desde o início da formação desses novos talentos”, destaca.

Por isso, os participantes deverão utilizar algodão em, no mínimo, 70% da composição de cada look, reforçando o papel da fibra como base de uma moda mais consciente e conectada à realidade produtiva do país.

Etapas e premiação

Nesta edição, apenas trabalhos individuais serão aceitos, nos segmentos de moda masculina, feminina, alta costura, prêt-à-porter, fitness, homewear/loungewear ou streetwear.

A seleção será realizada em três etapas. Primeiro, a comissão organizadora escolherá até 10 trabalhos por região brasileira, com divulgação prevista para 3 de abril de 2026. Na sequência, jurados regionais e nacionais vão escolher cinco finalistas, um por região, que serão anunciados até 15 de julho de 2026.

Os finalistas participarão de um grande desfile durante a 59ª edição da Casa de Criadores, no fim de 2026, quando o vencedor será revelado. O ganhador integrará a line-up oficial do evento e apresentará uma coleção completa na 60ª edição, no primeiro semestre de 2027.

Além da visibilidade, o primeiro colocado receberá R$ 30 mil em premiação. O segundo e o terceiro lugares ganharão tecidos de algodão fornecidos por tecelagens e malharias parceiras do movimento. Já o professor orientador do aluno vencedor receberá R$ 10 mil, como Bolsa Orientação.

“Chegar à quarta edição reforça o quanto o Desafio Sou de Algodão se consolidou como uma vitrine real para novos talentos da moda brasileira”, conclui Silmara.

Mais informações, regulamento completo e inscrições estão disponíveis no site oficial do Desafio Sou de Algodão.





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