terça-feira, março 10, 2026

Política & Agro

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Mercado de milho fecha com oscilações entre Brasil e exterior



Na B3, os principais vencimentos encerraram com resultados variados


Na B3, os principais vencimentos encerraram com resultados variados
Na B3, os principais vencimentos encerraram com resultados variados – Foto: Divulgação

O mercado de milho apresentou comportamento misto nas bolsas nesta segunda-feira, refletindo movimentos distintos entre o cenário doméstico e o internacional. Segundo análise da TF Agroeconômica, os contratos negociados no Brasil oscilaram ao longo do dia, influenciados pela valorização do dólar frente ao real e pela queda das cotações em Chicago.

Na B3, os principais vencimentos encerraram com resultados variados, em um ambiente de negócios marcado por cautela. O mercado físico segue lento ou até paralisado em algumas regiões, o que limita o volume de negociações e reduz a disposição dos agentes em assumir posições mais agressivas. Esse cenário acaba se refletindo diretamente na formação de preços futuros, que alternaram leves altas e baixas ao longo da sessão.

O contrato com vencimento em janeiro de 2026 fechou a R$ 70,24, registrando valorização diária, apesar de acumular perda no comparativo semanal. Já o vencimento de março de 2026 encerrou o dia a R$ 74,42, com recuo tanto no fechamento diário quanto no desempenho da semana. O contrato de maio de 2026 terminou cotado a R$ 73,85, praticamente estável no dia, mas também com baixa acumulada na semana. O comportamento misto reflete a falta de direcionamento claro no curto prazo, em meio à baixa liquidez no mercado interno.

No mercado internacional, os contratos de milho negociados na Bolsa de Chicago fecharam em queda, acompanhando o movimento de realização de lucros observado em todo o complexo de grãos. As cotações recuaram após os ganhos da semana anterior, em um ajuste técnico dos preços. Apesar da baixa, a demanda pelo cereal segue consistente, com volumes de embarques acima do esperado pelo mercado, mesmo em uma semana encurtada pelo feriado de Natal.

 





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Confinamento favorece rebrota do capim e maximiza ganhos financeiros


Com o retorno das chuvas, principalmente após o atraso delas registrado nos estados de São Paulo, Goiás e Mato Grosso, o envio de bovinos mais pesados para o confinamento mostra-se uma estratégia decisiva para maximizar ganhos e mitigar riscos no ciclo de engorda. A estratégia permite diminuir a pressão de pastejo, ao substituir animais mais pesados por outros mais leves, assegurando a rebrota correta do capim. É importante lembrar que as pastagens levam, em média, de 25 a 40 dias para atingir o ponto ideal de consumo, a depender da espécie, do tipo de solo e da distribuição das precipitações.

Em casos de superpastejo, que leva ao consumo de capim imaturo, a produção de forragem é comprometida e problemas sanitários podem surgir. No estágio de broto, a planta possui maior quantidade de água, favorecendo o aparecimento de distúrbios digestivos como a chamada ‘diarreia da rebrota’. “O confinamento ajuda o pecuarista a aumentar o estoque de arrobas sem sobrecarregar o pasto, ajudando a enfrentar a seca e garantir o bom desempenho, a sanidade e o acabamento de carcaça dos animais durante a terminação”, destaca Vagner Lopes, gerente corporativo de Confinamento da MFG Agropecuária.

Enquanto os animais prontos para engorda são direcionados ao cocho, as pastagens recém-brotadas têm tempo hábil para se desenvolver plenamente. Segundo Lopes, esta janela pode ser utilizada para antecipar a compra de bezerros de maneira sustentável. “O momento atual deve ser o mais favorável à reposição, pois a virada do ciclo pecuário já indica uma crescente valorização das categorias mais jovens”, avalia o gerente corporativo de Confinamento da MFG Agropecuária.

Projeções para o mercado do boi gordo

Na B3, os contratos futuros do boi gordo para o primeiro quadrimestre de 2026 sinalizam estabilidade. A tendência reflete o bom ritmo das exportações de carne bovina, a recuperação gradual do consumo interno e a expectativa de oferta mais ajustada. O cenário é oportuno ao pecuarista que planeja ter maior previsibilidade e segurança nas negociações.

Segundo o gerente corporativo de Originação da MFG Agropecuária, Vanderlei Finger, ao utilizar a trava neste momento, o produtor não estará apenas terminando o gado como também destravará todo o ciclo produtivo da fazenda. “Abre-se espaço imediato para os animais mais jovens, que poderão aproveitar o início das águas e as melhores forrageiras”, analisa Finger.

Trava antecipada é novidade

Hoje, a MFG Agropecuária opera nos estados da Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e São Paulo, e lançou a “trava antecipada”, uma novidade na pecuária brasileira. Antes mesmo do embarque para o confinamento, a equipe de originação projeta a engorda e calcula o tempo necessário para atingir o ponto de abate dos bovinos.

“Se o produtor precisa travar preço, ele pode fazer isso antecipadamente com ajuda da MFG. É uma solução interessante para garantir fluxo de caixa, proteger a rentabilidade e melhorar as tomadas de decisão no manejo, na reposição e na comercialização do rebanho”, conclui Vanderlei Finger.





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Milho segue lento e seletivo nas principais regiões


O mercado de milho nos estados do Sul e Centro-Oeste segue marcado por baixo dinamismo, negociações pontuais e forte seletividade, em um cenário influenciado por condições climáticas adversas e descompasso entre pedidas e ofertas. Levantamento da TF Agroeconômica indica que, no Rio Grande do Sul, o ambiente continua de liquidez restrita no mercado spot, com operações concentradas entre cooperativas e pequenas indústrias. 

As referências permanecem amplas, variando de R$ 58,00 a R$ 72,00 por saca, enquanto o preço médio estadual atingiu R$ 62,61 por saca, com alta semanal de 0,71%, resultado de ajustes localizados. A safra avança sob excesso de chuvas, fator que adiciona cautela às decisões comerciais.

Em Santa Catarina, o mercado segue praticamente parado, refletindo a grande distância entre as intenções de venda dos produtores e as ofertas das indústrias. As indicações de venda permanecem próximas de R$ 80,00 por saca, enquanto os compradores se mantêm ao redor de R$ 70,00, o que continua bloqueando avanços nas negociações. No Planalto Norte, os poucos negócios registrados ocorreram entre R$ 71,00 e R$ 75,00 por saca, mas sem alteração relevante no quadro de baixa liquidez.

No Paraná, os preços passaram por ajustes recentes, mas o ritmo das negociações segue lento. O mercado permanece travado pelo descompasso entre pedidas, próximas de R$ 75,00 por saca, e ofertas das indústrias ao redor de R$ 70,00 por saca CIF. Esse cenário mantém o impasse e limita o volume negociado no mercado spot, que continua restrito a operações pontuais.

Já em Mato Grosso do Sul, o mercado apresenta negociações contidas, porém ainda sustentadas por um viés de firmeza em algumas praças, impulsionado pela demanda do setor de bioenergia. As referências passaram a oscilar entre R$ 53,00 e R$ 58,00 por saca, com Campo Grande e Sidrolândia permanecendo nos patamares mais baixos e sem acompanhar movimentos observados em outras regiões.

 





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Trigo encerra o ano com negociações lentas no Sul



Em Santa Catarina, o mercado permanece travado


Em Santa Catarina, o mercado permanece travado
Em Santa Catarina, o mercado permanece travado – Foto: Pixabay

O mercado de trigo no Sul do país encerra o ano em ritmo lento, marcado por negociações reduzidas, paralisações temporárias e pouca urgência por parte da indústria. Segundo levantamento da TF Agroeconômica, a semana encurtada pelas festas e o período de férias contribuem para a desaceleração dos negócios nos principais estados produtores.

No Rio Grande do Sul, as negociações seguem praticamente suspensas, com expectativa de parada temporária de moinhos para limpeza e férias coletivas. Estima-se que cerca de 1,55 milhão de toneladas da safra nova já tenham sido comercializadas, volume equivalente a 42% a 44% da produção. Os preços referenciais do trigo para moagem variam de R$ 1.100 a R$ 1.150 por tonelada posto moinhos locais, enquanto no porto os valores alcançam R$ 1.180 em dezembro e R$ 1.190 em janeiro. Para trigo ração, as referências são de R$ 1.120 em dezembro e R$ 1.130 em janeiro, com preço de pedra em R$ 54,00 por saca em Panambi. A leitura predominante é de um mercado confortável para a indústria, sem pressa para novas compras.

Em Santa Catarina, o mercado permanece travado, com moinhos entrando em férias e apenas recebendo os volumes já adquiridos. Os negócios ocorrem apenas em lotes pontuais, sem expressão, e a expectativa é de paralisação total até o início de janeiro. O estado é o único que ainda não concluiu a colheita, e os vendedores mantêm a ideia de R$ 1.200 FOB, enquanto compradores não demonstram interesse em novas aquisições antes do próximo ano.

No Paraná, o cenário também é de mercado lento ou paralisado. Moinhos já estão abastecidos até janeiro, e vendedores aguardam possíveis movimentos de preços ligados ao leilão. Os preços nominais giram em torno de R$ 1.250 por tonelada CIF moinho no norte do estado, com pedidas de R$ 1.300 para janeiro. Nos Campos Gerais, as ofertas variam de R$ 1.170 para entrega em janeiro, com pagamento em fevereiro, a R$ 1.200 para entrega em fevereiro.

 





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Safra de trigo em 2025 tem produtividade maior, mas preços caem na colheita


A área cultivada com trigo no Brasil recuou em 2025, atingindo o menor nível desde 2020. Segundo dados divulgados pelo Cepea, a retração está diretamente ligada às perdas enfrentadas na safra anterior, quando o clima adverso reduziu a produtividade e a rentabilidade da cultura, levando muitos produtores a rever seus investimentos para o novo ciclo.

De acordo com a Conab, a área semeada neste ano caiu cerca de 20% em relação a 2024. A frustração da última colheita provocou desânimo entre os triticultores, refletindo-se em menor intenção de plantio e em uma postura mais cautelosa frente ao cenário de incertezas.

Apesar do encolhimento da área plantada, a produção total de trigo no país deve fechar o ano em alta. O bom desempenho climático em 2025 favoreceu o desenvolvimento das lavouras e trouxe ganhos significativos de produtividade. Com isso, o volume colhido deve superar o do ano passado, mesmo com menos hectares cultivados.

No comportamento de preços, o ano foi dividido em duas fases distintas. Conforme levantamento do Cepea, o primeiro semestre registrou valores firmes, impulsionados pela escassez interna frente a uma demanda aquecida. No entanto, a partir de maio, a tendência se inverteu com o avanço da semeadura, aumento nos estoques e forte pressão da oferta internacional.

Durante o segundo semestre, a queda nas cotações se acentuou com a chegada da colheita nacional. O Cepea aponta que esse movimento foi intensificado por um cenário global baixista, marcado por uma safra recorde no mundo e projeções otimistas para a colheita na Argentina — tradicional fornecedora do grão ao Brasil.

Outro fator que contribuiu para a desvalorização do trigo foi a valorização do real frente ao dólar. Esse movimento cambial aumentou a competitividade do cereal importado, especialmente do trigo argentino. Além disso, a redução das tarifas de exportação (as chamadas “retenciones”) no país vizinho tornou o produto externo ainda mais atraente para os compradores brasileiros.

Com a concorrência mais agressiva do trigo estrangeiro, os vendedores no mercado doméstico foram pressionados a reduzir os preços para manter a liquidez. A queda das referências internacionais obrigou uma adaptação rápida do mercado interno, acentuando as preocupações com a rentabilidade dos produtores nacionais.

O cenário observado ao longo de 2025 evidencia a sensibilidade da cadeia do trigo às variações climáticas, cambiais e comerciais. Para 2026, a expectativa é de maior cautela por parte dos produtores, que aguardam sinais mais claros de estabilidade antes de decidir os rumos do próximo plantio.





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Mercado de grãos inicia o dia com ajustes técnicos



A soja voltou a ser negociada de forma lateral na Bolsa de Chicago


A soja voltou a ser negociada de forma lateral na Bolsa de Chicago
A soja voltou a ser negociada de forma lateral na Bolsa de Chicago – Foto: Pixabay

O mercado de grãos iniciou a terça-feira com comportamento cauteloso, marcado por baixa liquidez e ajustes técnicos típicos do período de recesso de fim de ano. Segundo a TF Agroeconômica, a abertura dos mercados em 30 de dezembro mostrou movimentos limitados em trigo, soja e milho, com influência direta do câmbio e do posicionamento dos fundos.

No trigo, as cotações em Chicago recuaram de forma moderada, confirmando o retorno do contrato março de 2026 para níveis abaixo de US$ 5,15 por bushel, próximos às mínimas do ano. No mercado interno, os preços permaneceram estáveis no Paraná e no Rio Grande do Sul. A valorização do dólar elevou o custo do trigo importado, mas a demanda brasileira pelo produto argentino mostrou retração significativa, refletida na redução do volume aguardando embarque nos portos daquele país em relação ao mesmo período do ano anterior. Com os mercados praticamente parados, a expectativa é de retomada mais efetiva das negociações apenas a partir de 6 de janeiro.

A soja voltou a ser negociada de forma lateral na Bolsa de Chicago, com leves ganhos nos contratos mais próximos. Os movimentos foram classificados como essencialmente técnicos, enquanto posições compradas relevantes mantidas por fundos seguem no radar e podem ser reduzidas nos próximos dias. O ambiente externo permanece sensível a fatores geopolíticos e macroeconômicos, incluindo ajustes de portfólio no encerramento do ano, decisões no mercado de petróleo e mudanças tarifárias anunciadas pela China. No Brasil, o dólar em patamar elevado teve impacto limitado sobre o mercado físico, em função da baixa atividade sazonal.

No milho, o contrato março de 2026 em Chicago recuou para abaixo de US$ 4,40 por bushel, devolvendo os ganhos recentes. No mercado brasileiro, o câmbio mais forte segue como principal fator de sustentação dos preços internos, estimulando a comercialização no físico e oferecendo suporte às cotações.

 





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Tradings avaliam sair da Moratória da Soja



Ela é considerada uma das principais ferramentas de contenção do desmatamento


Ela é considerada uma das principais ferramentas de contenção do desmatamento
Ela é considerada uma das principais ferramentas de contenção do desmatamento – Foto: Leonardo Gottems

Grandes tradings globais de soja avaliam deixar a Moratória da soja para preservar benefícios fiscais concedidos pelo Estado de Mato Grosso, principal polo produtor do grão no Brasil. A possível ruptura envolve empresas com operações relevantes no estado e pode representar uma mudança estrutural em um dos mais importantes acordos ambientais do agronegócio brasileiro. Segundo apuração da Reuters, a decisão está ligada diretamente a uma nova lei estadual que entra em vigor a partir de janeiro.

A legislação aprovada pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso em 2023 determina a retirada de incentivos fiscais de empresas que participem de pactos ambientais considerados mais restritivos que a legislação brasileira. Um relatório preliminar de auditores estaduais apontou que as tradings receberam cerca de R$ 4,7 bilhões em incentivos fiscais entre 2019 e 2024, com destaque para ADM e Bunge, que teriam sido as maiores beneficiárias. O estado produziu aproximadamente 51 milhões de toneladas de soja em 2025, volume superior ao da Argentina, o que amplia o peso econômico da decisão.

Criada em 2006, a Moratória da Soja é considerada uma das principais ferramentas de contenção do desmatamento na Amazônia, ao impedir a compra de soja produzida em áreas desmatadas após julho de 2008. Pesquisadores estimam que, sem o acordo, uma área de floresta tropical equivalente ao tamanho da Irlanda teria sido convertida em lavouras no Brasil. Apesar disso, entidades do setor produtivo argumentam que o pacto restringe o mercado e reduz a renda e o desenvolvimento econômico de Mato Grosso.

No campo institucional, o governo federal questiona a nova lei estadual no Judiciário, enquanto o Cade conduz uma investigação sobre possíveis impactos da moratória na livre concorrência. Decisões provisórias do Supremo Tribunal Federal suspenderam a apuração antitruste, mas mantiveram a lei em vigor. Ambientalistas alertam que o enfraquecimento da moratória pode abrir caminho para a revisão de outras políticas ambientais e ampliar a pressão internacional sobre o agronegócio brasileiro.

 





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Mesmo com safra recorde, algodão enfrenta baixa nos preços em 2025


O ano de 2025 foi marcado por fortes oscilações no mercado brasileiro de algodão. De acordo com dados divulgados pelo Cepea, o setor enfrentou um cenário desafiador, com queda prolongada dos preços internos, resultado da combinação entre oferta elevada, consumo limitado e desvalorização no cenário externo.

No primeiro semestre, especialmente entre janeiro e maio, o mercado interno operou em alta. Segundo o Cepea, a média de preços da pluma em maio foi a maior em termos reais desde março de 2024. Esse movimento foi sustentado pela firmeza dos vendedores durante a entressafra e pelo impulso dos preços internacionais.

Contudo, a partir de junho, o cenário mudou. Os preços da pluma iniciaram uma trajetória de queda acentuada, pressionados por fatores como a redução das cotações internacionais, a valorização do real frente ao dólar e a entrada de estoques remanescentes da safra 2023/24 no mercado.

A aproximação da colheita de uma safra historicamente volumosa para 2024/25 intensificou a pressão sobre os preços. Diante desse excesso de oferta, compradores passaram a atuar com maior cautela, esperando por cotações mais baixas e negociando com prazos estendidos.

Segundo o Cepea, mesmo com o forte desempenho das exportações, a recuperação dos preços foi limitada. Entre os principais entraves estiveram a instabilidade geopolítica global, um câmbio menos favorável à exportação e a retração na demanda doméstica e internacional.

Em outubro, os preços internos passaram a operar abaixo da paridade de exportação — fato que não ocorria desde o final de 2024. Essa inversão refletiu o desequilíbrio entre oferta e demanda e acentuou as dificuldades de comercialização no mercado interno.

Já em novembro, os embarques seguiram intensos, mas os preços médios continuaram em queda, atingindo o menor valor real desde setembro de 2009. Com esse panorama, agentes do setor concentraram esforços na programação de contratos a termo para o início de 2026 e para os lotes da próxima temporada.

Ainda assim, o Brasil manteve seu protagonismo no comércio internacional. As exportações de algodão em pluma atingiram volume recorde na safra 2024/25, com 2,835 milhões de toneladas embarcadas entre agosto de 2024 e julho de 2025 — um aumento de 6% em relação ao ciclo anterior, segundo dados da Secex.





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Índia amplia safra de grãos e reforça excedentes


A Índia alcançou em 2024-25 a nona safra recorde consecutiva de seus principais grãos, reforçando sua posição como um dos maiores produtores agrícolas do mundo. A produção total de grãos, que inclui arroz, trigo, milho e cevada, foi estimada em 357,7 milhões de toneladas, volume mais de 25 milhões de toneladas superior ao recorde registrado no ciclo anterior.

O arroz foi o destaque do crescimento anual, com produção estimada em 150 milhões de toneladas, quase 13 milhões acima de 2023-24. O trigo também avançou, passando de 110,5 milhões para 113,2 milhões de toneladas. Esse desempenho foi atribuído a condições favoráveis de cultivo e ao aumento da área plantada, sustentando a sequência de resultados históricos.

As perspectivas indicam continuidade desse movimento. Para 2025-26, projeções apontam novos máximos históricos, com o arroz alcançando 151 milhões de toneladas e o milho chegando a 44 milhões de toneladas. A expectativa de uma monção acima da média em 2025 tende a dar suporte adicional à produção de grãos no próximo ciclo.

No comércio exterior, após impor restrições às exportações de arroz entre 2022 e 2024 para conter a alta dos preços internos, o país ampliou fortemente seus embarques em 2024-25. As exportações foram estimadas em 22,5 milhões de toneladas, um recorde, com previsão de atingir 25 milhões de toneladas em 2025-26.

Os estoques governamentais de arroz também cresceram de forma significativa, alcançando 44,9 milhões de toneladas em outubro, bem acima do nível considerado desejável. No caso do trigo, a produção deve chegar a 117,5 milhões de toneladas em 2025-26, com estoques finais projetados em forte expansão.

 





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Produção e logística de fertilizantes avançam na Rússia


A indústria de fertilizantes apresentou avanço consistente ao longo de 2025, sustentada pelo aumento da produção e pela intensificação do escoamento logístico voltado ao mercado externo. Segundo a AMR Business Intelligence, a produção de Fertilizantes minerais somou 59,8 milhões de toneladas em peso físico entre janeiro e novembro, resultado 6,1% superior ao registrado no mesmo intervalo do ano anterior.

Em termos de nutrientes, o volume produzido alcançou 27,9 milhões de toneladas, com destaque para os nitrogenados, que responderam por 12,0 milhões de toneladas no período. O potássio totalizou 11,2 milhões de toneladas, enquanto os fosfatados atingiram 4,7 milhões de toneladas, confirmando a ampliação da capacidade industrial para atender a uma demanda considerada aquecida ao longo do ano.

O desempenho positivo também foi refletido na logística ferroviária. O transporte de fertilizantes pela rede russa acumulou 64,4 milhões de toneladas nos primeiros onze meses de 2025, crescimento de 4,5% na comparação anual, impulsionado principalmente pelo aumento dos embarques destinados à exportação. Do volume total movimentado, 39,2 milhões de toneladas seguiram para o mercado externo, avanço de 19,5% em relação ao mesmo período de 2024.

Os dados indicam uma reconfiguração dos fluxos logísticos, com forte direcionamento para os portos do Noroeste, responsáveis por 28,7 milhões de toneladas, alta de 20,6%. As saídas por fronteiras terrestres também ganharam relevância, com crescimento de 34%. Regiões como o Krai de Perm e Murmansk lideraram os carregamentos, contribuindo para que novembro alcançasse 5,9 milhões de toneladas transportadas, o maior volume já registrado para o mês na história da malha ferroviária do país.

 





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