quinta-feira, março 19, 2026

Política & Agro

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Crédito de R$ 12 bi automatiza silos no Brasil



“O campo e a indústria precisam de ferramentas tecnológicas”


“O campo e a indústria precisa de ferramentas tecnológicas"
“O campo e a indústria precisa de ferramentas tecnológicas” – Foto: Leonardo Gottems

O governo federal anunciou, em Brasília, uma nova linha de crédito de R$ 12 bilhões voltada à modernização industrial e à difusão de tecnologias 4.0. A iniciativa, conduzida pelo BNDES em parceria com a Finep, busca renovar o parque fabril brasileiro, ainda fortemente dependente de máquinas antigas, cuja idade média é de 14 anos, segundo estudos do setor. O programa incentiva investimentos em robótica, inteligência artificial, automação, sensoriamento e internet das coisas (IoT), com foco em elevar a produtividade e a eficiência operacional.

Do total previsto, R$ 10 bilhões serão destinados à linha Crédito Indústria 4.0, operada pelo BNDES. As taxas combinam TR e juros de mercado, com custo máximo de 8,5% ao ano, cerca de 6% abaixo das linhas tradicionais. O financiamento contempla tanto a aquisição de novas tecnologias quanto o retrofit de equipamentos e plantas industriais.

No agronegócio, a medida pode acelerar a modernização de silos e armazéns de grãos. A adoção de sistemas automatizados e conectados permite reduzir perdas, melhorar o controle de temperatura e umidade e ampliar a segurança das operações. Empresas como a PCE Engenharia já oferecem soluções compatíveis com o programa BNDES Finame Máquinas 4.0, incluindo monitoramento remoto e integração digital.

“O campo e a indústria precisa de ferramentas tecnológicas para ganhar eficiência. As cooperativas, armazenadores e fabricantes poderão financiar a automação de seus silos e armazéns e, com isso, reduzir custos e elevar a qualidade do grão armazenado”, afirma o diretor comercial da PCE Engenharia, Everton Rorato.

 





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Produção de trigo deve ser a menor desde 2020


Segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), referente à semana de 3 a 9 de outubro e publicada nesta quinta-feira (9), os preços do trigo continuam em trajetória de baixa. As principais praças gaúchas registraram valores médios de R$ 64,00 por saca, enquanto no Paraná os preços variaram entre R$ 64,00 e R$ 66,00.

A colheita no Paraná atingiu 60% da área semeada nesta semana. No Rio Grande do Sul, ainda não há estatísticas consolidadas, embora, no início do mês, cerca de 10% das lavouras estivessem na fase de maturação.

O cenário é influenciado pela entrada de trigo argentino mais barato, o que, aliado à valorização cambial, levou os vendedores brasileiros a reduzir novamente os preços do produto nacional para manter a competitividade. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil importou 568.980 toneladas de trigo em setembro. Desse total, 87,3% vieram da Argentina, 7% do Paraguai e 5,8% do Canadá. O preço médio das importações foi de US$ 230,09 por tonelada, equivalente a R$ 1.235,12 por tonelada, com base na cotação média do dólar a R$ 5,37 — o menor valor desde novembro de 2020. Entre janeiro e setembro de 2025, o país importou 5,249 milhões de toneladas, volume 2% superior ao registrado no mesmo período de 2024.

No Rio Grande do Sul, a média do preço FOB foi de R$ 1.259,39 por tonelada, recuo de 2,5% em relação a agosto e de 9,4% frente a setembro de 2024, segundo o Cepea. Esse é o menor valor registrado desde janeiro de 2025. No Paraná, a cotação média ficou em R$ 1.346,92 por tonelada, com redução de 6% no mês e 10,8% no comparativo anual, o menor patamar real desde abril de 2024. Em São Paulo, o preço médio foi de R$ 1.255,13 por tonelada, com queda de 12,3% no mês e 19,5% em um ano, o menor nível desde outubro de 2023. Em Santa Catarina, o valor médio foi de R$ 1.358,61 por tonelada, recuo de 5,2% no mês e 11,3% em um ano, também o menor desde outubro de 2023.

Enquanto isso, a demanda por derivados de trigo permanece estável, mas o avanço da colheita pressiona os moinhos a reduzirem preços. Segundo o Cepea, entre agosto e setembro, a média do preço do farelo de trigo caiu 5,2% no granel e 1,88% no ensacado. As farinhas também apresentaram retração média de preços: 2,8% para massas frescas, 2,7% para massas em geral, 2% para bolacha salgada, 3,2% para bolacha doce, 2,29% para panificação e 1,64% para pré-misturas.

Por fim, o último relatório da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) revisou para baixo a estimativa da safra de trigo no país. A produção foi projetada em 7,536 milhões de toneladas, 4,5% inferior à colheita de 2024. Essa deve ser a menor safra desde 2020, com uma área plantada 19,9% menor do que a registrada no ano passado.





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Mahindra celebra 9 anos de história no Brasil


Outubro é mês de celebração para a Mahindra Brasil. Em 2025, a empresa completa 9 anos de atuação no país e marca esse momento com um passo decisivo em sua trajetória: o início das obras da nova planta industrial em Dois Irmãos (RS), fruto de um investimento previsto de R$ 100 milhões nos próximos cinco anos.

A nova sede será construída às margens da BR-116 – Estrada Travessão Ivoti/Dois Irmãos – RS, em uma área de mais de 89 mil m², com 38.568 m² de área construída e previsão de expansão de 24 mil m². Com isso, a capacidade produtiva da Mahindra será triplicada, passando de 3 mil para 9 mil tratores por ano. O número de empregos também será ampliado, com expectativa de crescimento de 100 para 300 colaboradores diretos e indiretos.

Mais do que uma nova fábrica, esse projeto representa o fortalecimento da Mahindra no Brasil, consolidando sua atuação com mais de 13 mil tratores em solo nacional, mais de 90 pontos de venda e assistência técnica, e uma rede de parceiros que compartilham o propósito de transformar o campo com força, tecnologia e proximidade.

“Estamos investindo não apenas em infraestrutura, mas no futuro da agricultura nacional, com foco nos produtores que realmente alimentam o país. Este projeto reforça nosso compromisso com o desenvolvimento regional, geração de empregos e inovação acessível para o campo brasileiro”, destaca Jak Torretta Jr., CEO da Mahindra Brasil.

A celebração dos 9 anos também é marcada por ações internas voltadas ao pertencimento dos colaboradores, homenagens à rede de concessionários e iniciativas que reforçam a cultura de crescimento e transformação da empresa.

A escolha por Dois Irmãos reforça o vínculo da Mahindra com o município, que acolheu a empresa desde o início de sua operação no Brasil. A parceria com a Prefeitura foi oficializada em setembro, com a liberação da licença ambiental prévia e assinatura do contrato para início das obras.

“A nova fábrica da Mahindra representa um avanço significativo para Dois Irmãos. É resultado de uma parceria sólida que vai gerar empregos, movimentar a economia local, posicionar o nosso município como referência no setor agrícola”, afirmou o prefeito Jerri Meneghetti.





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Itália investe €400 milhões para modernizar o campo



Fundo tem o objetivo de financiar a aquisição de máquinas


Fundo tem o objetivo de financiar a aquisição de máquinas
Fundo tem o objetivo de financiar a aquisição de máquinas – Foto: Divulgação

Durante a feira Agrilevante, em Bari, o ministro da Agricultura da Itália, Francesco Lollobrigida, destacou o papel estratégico da mecanização e das políticas públicas voltadas à modernização do campo. Segundo ele, o governo italiano aposta na tecnologia como motor de competitividade e sustentabilidade, com destaque para o Fundo de Inovação, gerido pela ISMEA (Instituto de Serviços para o Mercado Agrícola e Alimentar), que já transformou mais de 3 mil propriedades rurais e empresas agroindustriais no país.

Criado pela Lei Orçamentária de 2023, o Fundo tem o objetivo de financiar a aquisição de máquinas e equipamentos de última geração, como tratores inteligentes, robôs agrícolas, drones, sistemas de monitoramento e sensores avançados, promovendo a transição digital e a redução de impactos ambientais. Até agora, o programa já mobilizou €300 milhões e deve receber mais €100 milhões entre 2026 e 2027, totalizando €400 milhões em investimentos. A expectativa é atender cerca de 4 mil empresas em todo o território italiano.

De acordo com Lollobrigida, a política representa uma virada de chave para a agricultura italiana, que busca unir tradição e tecnologia. As inovações financiadas têm permitido economizar água, otimizar o uso de fertilizantes e reduzir emissões de carbono, além de incorporar inteligência artificial no manejo de culturas. O presidente da ISMEA, Livio Proietti, ressaltou que €150 milhões serão destinados ao sul do país e às ilhas, regiões com forte presença de pequenas propriedades familiares. “Investir em inovação também é garantir a sucessão geracional e combater o despovoamento rural”, afirmou.

 





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Produção de soja pode alcançar novo recorde em 2025/26


A primeira estimativa da Hedgepoint para a safra brasileira de soja 2025/26 projeta uma produção de 178 milhões de toneladas, o que representaria um novo recorde. O número indica um aumento de 3,7% em relação à temporada anterior, quando foram produzidas 171,6 milhões de toneladas. A área plantada deve alcançar 48,24 milhões de hectares, crescimento de 1,2% frente à safra 2024/25. A produtividade média estimada é de 3.690 kg/ha, alta de 2,5%.

“Apesar de um novo avanço da área brasileira, destacamos que o crescimento esperado aponta para o menor avanço da área em muitos anos”, afirma Luiz Fernando Roque, coordenador de Inteligência de Mercado de Grãos & Oleaginosas da Hedgepoint Global Markets.

Segundo ele, a redução das margens de lucro dos produtores, os custos elevados e a menor aplicação de insumos podem limitar o desempenho da safra, sobretudo se as condições climáticas forem desfavoráveis.

Roque explica que a recuperação da produtividade média nacional está relacionada, principalmente, ao desempenho esperado no Rio Grande do Sul. “Falando em produtividades, destacamos que o aumento esperado na produtividade média nacional deriva, principalmente, de uma provável recuperação das produtividades médias das lavouras do Rio Grande do Sul”, afirma. Ele acrescenta que, em contrapartida, pode haver redução em estados como Mato Grosso, Minas Gerais e Goiás.

“De qualquer forma, não podemos descartar a repetição ou até mesmo a superação das altas produtividades registradas em 2024/25, o que, se ocorrer, pode levar a safra brasileira a superar a marca de 180 milhões de toneladas. Tudo depende do clima”, complementa o analista.

Roque destaca que o clima deve ser influenciado pelo retorno do fenômeno La Niña. Segundo a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), há probabilidade de cerca de 71% de ocorrência do fenômeno entre outubro e dezembro de 2025. O analista explica que o La Niña tende a beneficiar as regiões Centro-Norte, mas pode reduzir as chuvas no Sul. “Nesse ponto, destacamos a relevância das produções do Paraná e do Rio Grande do Sul, que, em anos ‘normais’, estão entre os três maiores estados produtores do país, atrás apenas do Mato Grosso.”

De acordo com Roque, caso o La Niña tenha forte intensidade, o recorde de produção poderá ser comprometido. No entanto, as projeções atuais indicam um fenômeno de baixa intensidade, o que não deve causar grandes impactos. Mesmo assim, ele recomenda atenção especial à Região Sul.

As estimativas da Hedgepoint também indicam exportações recordes de 112 milhões de toneladas em 2025/26, impulsionadas pela demanda chinesa. O especialista ressalta, porém, que eventuais avanços nas negociações comerciais entre Estados Unidos e China podem afetar os embarques brasileiros.

No mercado interno, o aumento da mistura obrigatória de biodiesel (B15), vigente desde agosto de 2025, e a expectativa de maior exportação de carnes devem elevar a demanda por óleo e farelo de soja. “Por ser um ano eleitoral, é possível que o novo aumento previsto para a mistura (de B15 para B16) não ocorra, com o governo dando maior atenção aos dados de inflação durante a corrida eleitoral”, afirma Roque.

Ele acrescenta que, embora improvável, uma redução na mistura também não está descartada caso o preço do biodiesel pressione os valores do diesel nos postos. “Dessa forma, é importante estarmos atentos aos impactos da corrida eleitoral na economia brasileira, com possíveis impactos diretos na demanda interna por soja”, pontua.

Com a produção em alta, a Hedgepoint estima estoques finais de 8,8 milhões de toneladas, avanço de 66% em relação ao ciclo anterior. “Diante disso, é possível vermos uma pressão negativa importante nos preços brasileiros, especialmente durante a colheita, o que merece uma atenção especial da ponta vendedora”, conclui Roque.





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Produtores de brássicas enfrentam pragas e baixa de preço



Praga exige controle em lavouras de brássicas



Foto: Pixabay

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (9) pela Emater/RS-Ascar, o cultivo de brássicas na região administrativa de Lajeado apresenta bom desenvolvimento e qualidade, mas enfrenta desafios relacionados ao controle de pragas e à rentabilidade.

Em Barão, as lavouras de repolho e brócolis estão em boas condições, embora produtores tenham registrado a presença de mariposas da traça-das-crucíferas. Segundo o informativo, a incidência da praga tem exigido manejos específicos para reduzir os danos e preservar a produtividade. Os preços pagos aos agricultores são de R$ 2,50 por unidade de brócolis e R$ 1,50 por unidade de repolho verde.

No município de Linha Nova, as condições climáticas no início de outubro têm favorecido o cultivo de couve-flor, repolho verde, repolho roxo e brócolis. A expectativa dos produtores é de uma boa colheita nesta safra.

A Emater/RS-Ascar destaca que, diante desse cenário, o monitoramento das condições climáticas e o planejamento do escoamento da produção são fatores essenciais para garantir a viabilidade econômica da atividade. Apesar do bom desempenho das lavouras, alguns produtores relataram que os preços atuais estão abaixo das expectativas.





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Safra de pêssego avança com boas perspectivas



Produtores de pêssego enfrentam falta de mão de obra



Foto: Pixabay

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (9) pela Emater/RS-Ascar, a safra de pêssego segue em avanço no Rio Grande do Sul, com boas condições fitossanitárias e perspectivas positivas de produção, embora persistam desafios relacionados à contratação de trabalhadores para o raleio de frutos.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Pelotas, os produtores deram continuidade aos trabalhos de raleio e realizaram a adubação nitrogenada em cobertura. O documento aponta que a “perspectiva de produção continua excelente”, com pomares apresentando boa sanidade. A população de mosca-das-frutas, no entanto, tem aumentado, o que levou à intensificação do uso de iscas tóxicas.

Na região de Caxias do Sul, também ocorre o raleio de frutos e o repasse da prática, mas a Emater observa que “na maioria das propriedades, há registros de dificuldade de contratação de mão de obra”. As variedades precoces, como BRS Campai e Tropic Prince, já começaram a ser colhidas, mas os pomares ainda não atingiram o pico de produção. Os frutos apresentam tamanho médio e epiderme com pouca coloração, e o preço das variedades destinadas ao packing house ainda não foi definido.

As variedades BRS Fascínio, Charme e Chimarrita apresentam boas expectativas de colheita. Já as mais cultivadas, PS 10711 e PS 25399, estão em fase de raleio, com boa quantidade de frutos e sanidade satisfatória. O preço nas feiras do produtor varia entre R$ 6,00 e R$ 8,00 por quilo.





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Soja recua em Chicago: Confira



O contrato de soja para novembro fechou em baixa de 0,70%


O contrato de soja para novembro fechou em baixa de 0,70%
O contrato de soja para novembro fechou em baixa de 0,70% – Foto: USDA

A quinta-feira foi marcada por queda nos contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago (CBOT), após duas sessões consecutivas de valorização. De acordo com a TF Agroeconômica, o movimento foi influenciado pela realização de lucros e pela ausência de relatórios oficiais do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o que levou os investidores a adotarem uma postura mais cautelosa diante da falta de referências concretas sobre o mercado.

O contrato de soja para novembro fechou em baixa de 0,70%, cotado a US$ 1.022,25 por bushel, enquanto o de janeiro recuou 0,57%, para US$ 1.038,50. Entre os derivados, o farelo de soja para outubro caiu 0,41%, a US$ 269,70 por tonelada curta, e o óleo de soja para o mesmo mês perdeu 1,16%, encerrando a US$ 50,38 por libra-peso. Esses números refletem a acomodação dos preços após as altas recentes, motivadas por especulações sobre uma ajuda financeira do governo americano aos agricultores.

A expectativa de um “programa significativo” de apoio, confirmada pela Secretária de Agricultura Brooke Rollins, havia dado fôlego às cotações, mas a falta de detalhes e prazos concretos gerou incerteza. “A percepção é de que os produtores terão que vender parte da produção para levantar recursos, e o mercado começa a precificar isso”, observou Jack Scoville, analista do Price Group.

Com a não divulgação dos relatórios semanais de exportações e do boletim mensal de oferta e demanda do USDA, os agentes preferiram reduzir posições e proteger ganhos anteriores. A falta dessas balizas oficiais aumentou a volatilidade, reforçando um tom de prudência no mercado internacional da oleaginosa.

 





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Soja manteve estabilidade no Sul


O mercado físico gaúcho da soja manteve estabilidade, segundo informações da TF Agroeconômica, com Não-Me-Toque registrando R$ 120,00 por saca, sem variação no fechamento. “Para pagamento em 15/10, com entrega em outubro, os preços no porto foram reportados a R$ 136,20/sc, enquanto no interior as referências se mantiveram em torno de R$ 131,00/sc em Cruz Alta, Passo Fundo, Santa Rosa e São Luiz, todos com liquidação prevista para 30/10. Já em Panambi, o mercado físico apresentou queda mais acentuada, com o preço de pedra recuando para R$ 120,00/sc, sinalizando maior resistência local ao ritmo comprador”, comenta.

Santa Catarina mantém liquidez no mercado, mas custos logísticos avançam com novas regras da ANTT. “O mercado físico catarinense registrou firmeza, com Palma Sola cotada a R$ 122,00 por saca, em alta de +0,83%. No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 136,94 (+0,29%)”, completa.

O Paraná acelera o plantio e registra alta nas cotações da soja. “Em Paranaguá, o preço chegou R$ 139,27 (+0,39%). Em Cascavel, o preço foi 128,25 (+0,02%). Em Maringá, o preço foi de R$ 128,57 (-0,89%). Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 130,42 (-1,74%) por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$ 136,94 (+0,29%). No balcão, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 120,00”, indica.

O Mato Grosso do Sul registrou valorização no mercado físico com Ponta Porã em forte alta de +4,07%, alcançando R$ 128,00. “Em Dourados, o spot da soja ficou em R$ 122,77 (+1,06%), Campo Grande em R$ 122,77 (+1,06%), Maracaju em R$ 122,77 (+1,06%), Chapadão do Sul a R$ 120,47 (+0,62%), Sidrolândia a em R$ 122,77 (+1,06%)”, informa.

Mato Grosso avança no plantio, mas déficit de armazenagem limita autonomia comercial. “Campo Verde: R$ 125,54 (+1,24%). Lucas do Rio Verde: R$ 119,07 (+1,40%), Nova Mutum: R$ 119,07 (+1,40%). Primavera do Leste: R$ 121,54 (-1,98%). Rondonópolis: R$ 121,54 (-1,98%). Sorriso: R$ 119,07 (+1,40%)”, conclui.





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Futuros de milho fecham mistos


Os contratos futuros de milho apresentaram comportamento misto nesta quinta-feira (9), refletindo fatores distintos entre o mercado interno e o internacional. Segundo a TF Agroeconômica, a valorização do dólar frente ao real sustentou parte das cotações na B3, enquanto em Chicago o cereal recuou diante da ausência do relatório mensal de oferta e demanda (WASDE), tradicionalmente divulgado pelo USDA.

No mercado brasileiro, o milho acompanhou a alta da moeda americana e o ritmo da comercialização interna, especialmente voltada às indústrias de etanol nas regiões Centro e Norte, o que deu sustentação aos preços. Já no Sul do país, as vendas seguem lentas, com a demanda concentrada na alimentação animal. Diante desse cenário, o contrato de novembro/25 encerrou o dia em R$ 67,24, com alta de R$ 0,64 no dia e de R$ 1,53 na semana. O janeiro/26 subiu para R$ 69,43, avanço de R$ 0,64 no dia e de R$ 1,15 na semana, enquanto março/26 fechou a R$ 71,95, alta de R$ 0,43 no dia e de R$ 0,95 na semana.

Em Chicago, os futuros do cereal voltaram a cair. O contrato de dezembro recuou 0,95%, fechando a US$ 418,25 por bushel, e o de março perdeu 0,86%, a US$ 434,00. As cotações refletiram o comportamento técnico de vendas, em meio à ausência do WASDE, que costuma balizar o mercado. De acordo com o analista americano Ben Potter, o movimento de queda ocorreu exatamente no horário em que o relatório deveria ter sido divulgado, levantando questionamentos sobre o impacto da falta de dados oficiais.

No cenário global, a China manteve a estimativa de produção de milho em 296,6 milhões de toneladas, mas reduziu suas exportações projetadas de 7 para 6 milhões de toneladas. O governo chinês tem adotado políticas de incentivo à autossuficiência, flexibilizando regras internas para ampliar a produção e reduzir a dependência externa do grão.

 





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