quinta-feira, março 19, 2026

Política & Agro

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Custos da nova safra de soja sobem e preocupam produtores


A análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), referente à semana de 3 a 9 de outubro e publicada nesta quinta-feira (9), apontou estabilidade nos preços da soja no Brasil, com leve tendência de alta em algumas regiões. O câmbio variou entre R$ 5,30 e R$ 5,35 por dólar, e os prêmios permaneceram estáveis. No Rio Grande do Sul, a média estadual foi de R$ 122,77 por saca, enquanto as principais praças registraram R$ 120,00. Nas demais regiões do país, os preços oscilaram entre R$ 113,00 e R$ 122,00 por saca.

As exportações brasileiras de soja atingiram volume recorde para o mês de setembro, impulsionadas pela demanda internacional, especialmente da China, e pela menor presença dos Estados Unidos no mercado, devido à guerra tarifária. O Brasil embarcou 6,99 milhões de toneladas, um aumento de 6,6% em relação a setembro de 2024, embora tenha ocorrido queda de 30,3% em comparação a agosto, conforme dados da Secex. O Ceema destacou que “a Argentina tem atuado de forma mais agressiva nas vendas externas, o que limita os embarques brasileiros no momento”. Entre janeiro e setembro, o país exportou 93 milhões de toneladas, recorde para o período.

Para outubro, a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) projeta embarques de 7,12 milhões de toneladas, superando em quase 2,7 milhões o volume do mesmo mês do ano passado. Em relação ao farelo de soja, as exportações devem totalizar 1,92 milhão de toneladas, abaixo das 2,46 milhões registradas em outubro de 2024. A entidade estima que, entre janeiro e outubro, o Brasil alcance 102,2 milhões de toneladas exportadas, superando os totais de 2023 e 2024, que foram de 101,3 milhões e 97,3 milhões de toneladas, respectivamente, segundo a Secex.

A China manteve-se como o principal destino da soja brasileira, respondendo por 93% das exportações de setembro, o equivalente a 6,5 milhões de toneladas. “A participação chinesa nas exportações totais de soja do Brasil atingiu 79,9%, acima da média de 74% observada entre 2021 e 2024”, destacou a Anec. A projeção é de que o país exporte até 110 milhões de toneladas de soja em 2025. No caso do farelo, o volume acumulado até outubro deve ultrapassar 19 milhões de toneladas.

A principal preocupação do setor agora recai sobre a nova safra 2025/26. Segundo a Ceema, a safra “está se mostrando como uma das mais problemáticas dos últimos ano”, com alta nos custos de produção, queda nos preços internacionais e incertezas climáticas que ameaçam a rentabilidade dos produtores. No Centro-Oeste, os custos por hectare devem subir cerca de 4% em relação à safra anterior, podendo ultrapassar R$ 5.600,00 em regiões como Rio Verde (GO) e Sorriso (MT). O aumento é impulsionado, sobretudo, pela valorização dos fertilizantes, que tiveram alta próxima de 10%, reflexo de tensões comerciais entre China e Estados Unidos e da guerra no Leste Europeu.

De acordo com dados da Outofino Agrociência, a produtividade mínima necessária para cobrir os custos também aumentou. No Mato Grosso, já ultrapassa 56 sacas por hectare, enquanto em Goiás gira em torno de 51. “Será necessário um clima muito favorável para alcançar produtividade que assegure rentabilidade”, observou a Ceema. No Rio Grande do Sul, o quadro é agravado pela sequência de secas registradas nos últimos cinco anos, o que eleva ainda mais o risco para a próxima safra.





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Alface/Cepea: Clima e baixa demanda mantêm preços em queda no cinturão verde…


O mercado de alface continua em ritmo lento em Ibiúna e Mogi das Cruzes (SP). Levantamentos do Hortifrúti/Cepea mostram que, nesta semana (15 a 19/09), os preços caíram, se aproximando dos custos de produção. Em Ibiúna, a crespa foi comercializada à média de R$ 10,86/cx com 20 unidades (-4,3%), e, em Mogi das Cruzes, a R$ 14,80/cx com 20 unidades (-1,3). As quedas estão atreladas à maior oferta e à demanda retraída. As temperaturas mais altas têm acelerado o ciclo das folhosas e elevado o volume disponível; com as vendas lentas, registra-se acúmulo de produto nas roças.

Em Mogi, as chuvas insuficientes também preocupam produtores – no início desta semana, foram apenas 5 mm na região. Esse cenário e a consequente baixa disponibilidade de água nos reservatórios já vêm limitando o ritmo de plantios, além de afetar os demais elos da cadeia. Viveiristas locais relatam que parte das mudas em ponto de plantio deve ser perdida, justamente pela redução de compra dos produtores.

De acordo com a Climatempo, são previstas chuvas acima de 20 mm nas regiões paulistas a partir da próxima segunda-feira (22), o que deve trazer algum alívio ao setor, mas com investimentos ainda contidos – tanto pela questão de mão de obra escassa, quanto pelos baixos patamares de preços.

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Formação técnica impulsiona cooperação entre Itália e África



A iniciativa marca uma nova etapa na cooperação entre Itália e África


A iniciativa marca uma nova etapa na cooperação entre Itália e África
A iniciativa marca uma nova etapa na cooperação entre Itália e África – Foto: Divulgação

A conferência “The New Africa: Education, Training, and Education for Agricultural and Agro-Mechanical Technicians”, realizada em Bari durante a Agrilevante, destacou a importância da formação profissional para o desenvolvimento agrícola no continente africano. O evento, promovido pela FederUnacoma e pela editora Internationalia, apresentou um estudo sobre o sistema educacional africano e lançou um programa de cooperação com três países-piloto: Tanzânia, Tunísia e Gana.

Segundo o Banco Africano de Desenvolvimento (AfDB), o mercado agroalimentar da África deve triplicar nos próximos cinco anos, passando de US$ 280 bilhões para US$ 1 trilhão. Com uma população que chegará a 2,5 bilhões até 2050, o continente concentra 60% das terras aráveis ainda não cultivadas do planeta — um potencial que exige investimentos em qualificação técnica e modernização produtiva. O objetivo do novo programa é justamente capacitar profissionais para atuar em áreas como mecanização, irrigação de precisão e gestão de cadeias produtivas.

Durante o encontro, o diretor da Internationalia, Gianfranco Belgrano, ressaltou que a educação técnica é essencial para reduzir as taxas de evasão escolar e atender à demanda por novas competências em um mercado agrícola em transformação. Já a presidente da FederUnacoma, Mariateresa Maschio, destacou que as indústrias italianas possuem o know-how necessário para colaborar com países africanos na formação de técnicos agrícolas e mecânicos, impulsionando a modernização do setor. A iniciativa marca uma nova etapa na cooperação entre Itália e África, estendendo experiências já consolidadas no ensino superior para o nível técnico e profissional.

 





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Indústria de etanol sustenta demanda pelo milho



Mercado do milho registra leve estabilidade



Foto: Pixabay

Segundo a análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), referente à semana de 3 a 9 de outubro e publicada nesta quinta-feira (9), o mercado brasileiro de milho manteve estabilidade nos preços. As principais praças do Rio Grande do Sul operaram em torno de R$ 60,00 por saco, enquanto nas demais regiões do país as cotações oscilaram entre R$ 47,00 e R$ 60,00 por saco.

Na B3, o mercado futuro registrou, no dia 8 de outubro, valores de R$ 66,50 para o contrato com vencimento em novembro e de R$ 71,35 para março de 2026. Conforme a Ceema, “a demanda interna segue firme, principalmente pelo lado da indústria de etanol”. O órgão acrescenta que “se não fosse a valorização do Real, o preço do milho poderia estar melhor em algumas regiões do país”.

Em relação ao comércio exterior, as exportações de milho apresentaram melhora em setembro, impulsionadas por contratos firmados antecipadamente. No entanto, o ritmo atual de embarques permanece lento nos portos brasileiros. Desde fevereiro até a parcial de setembro, dentro do novo ano comercial, os embarques somaram 18,8 milhões de toneladas, número 4% inferior ao volume exportado no mesmo período do ano anterior.

A Ceema alerta que há risco de desaceleração nas exportações devido à concorrência internacional. “O ritmo de embarques brasileiros pode voltar a diminuir com a entrada da safra recorde dos Estados Unidos”, aponta a análise.





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Rússia projeta safra robusta e pressiona cotações do trigo



O mercado internacional do trigo vive um momento de reacomodação



Foto: Canva

O mercado internacional do trigo vive um momento de reacomodação. A Rússia, principal exportadora global da commodity, projeta colher 88 milhões de toneladas na safra 2025/26, segundo dados oficiais do governo russo. A semeadura de inverno deve atingir 20 milhões de hectares, sinalizando forte presença no comércio internacional nos próximos meses.

Esse aumento na oferta russa ocorre em paralelo ao crescimento da capacidade de exportação de fertilizantes — que deve ultrapassar 65 milhões de toneladas este ano, com 70% destinados ao mercado externo. O avanço na autossuficiência em sementes, que deve atingir 70% em 2025, também fortalece a competitividade do país no agronegócio.

Em Chicago, os preços recuaram para US$ 5,06 por bushel, frente aos US$ 5,14 da semana anterior. A ausência do relatório do USDA, provocado pela paralisação do governo dos EUA, gerou mais um fator de instabilidade para os agentes internacionais.

A competitividade russa é reforçada por sua capacidade de manter preços baixos com logística eficiente para mercados do Oriente Médio, África do Norte e Ásia. A Rússia atua de forma estratégica, aumentando produção e assegurando presença nas principais rotas de exportação.

Ao mesmo tempo, países importadores como o Brasil sentem os efeitos da concorrência. Em setembro, o Brasil importou 568,9 mil toneladas de trigo, com 87,3% vindo da Argentina — que também busca espaço no mercado global com preços mais agressivos.

O cenário global para o trigo indica uma pressão contínua sobre os preços, especialmente se a safra russa se concretizar conforme o previsto. A tendência é de um mercado comprador mais exigente, pressionando margens e forçando ajustes em países que dependem de trigo importado ou que buscam ampliar sua participação exportadora.





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La Niña é confirmado. Produtor deve se preocupar?


A Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) confirmou nesta semana a instalação do La Niña 2025, caracterizada pelo resfriamento das águas do Oceano Pacífico Equatorial. Com índice Niño-3.4 em -0,5°C, o fenômeno é considerado de intensidade fraca, mas deve persistir até o início de 2026, influenciando diretamente o regime de chuvas e as temperaturas no Brasil.

De acordo com o relatório divulgado no dia 9 de outubro, há alta probabilidade de que o La Niña continue atuando até o verão do Hemisfério Sul, com tendência de neutralidade apenas entre janeiro e março. Esse cenário reforça a importância do planejamento climático por parte dos produtores, já que os impactos variam conforme a região.

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Mas o que muda para a agricultura?

Embora o evento atual seja classificado como fraco, os impactos sobre a agricultura podem ser relevantes. O La Niña modifica o padrão atmosférico em larga escala e influencia diretamente o comportamento das chuvas em regiões importantes para o agronegócio. 

Algumas culturas apresentam maior resiliência às condições provocadas pelo La Niña. É o caso do tabaco, que historicamente mantém produtividade satisfatória mesmo com déficit hídrico moderado. A escolha de variedades adaptadas e estratégias de manejo conservacionista podem ajudar a mitigar os efeitos do fenômeno.

 

Nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, o La Niña costuma trazer maior regularidade nas chuvas durante a primavera e o verão. Isso cria condições mais favoráveis para o avanço do plantio da soja, milho e feijão, além de beneficiar culturas perenes como o café e a cana-de-açúcar. A perspectiva é de menor ocorrência de veranicos e maior segurança hídrica no início do ciclo agrícola.

Essas regiões, que sofreram com irregularidade climática nas últimas safras, podem ter uma temporada mais positiva caso as previsões se confirmem. O plantio antecipado, impulsionado pelo retorno das chuvas, pode melhorar a produtividade e permitir saídas mais estratégicas para a safrinha.

O cenário é oposto no Sul do país, onde o La Niña historicamente está associada à redução das chuvas e ao aumento do risco de estiagens prolongadas. No Rio Grande do Sul, os modelos climáticos indicam desvios negativos de precipitação já em dezembro, com possibilidade de prejuízos no desenvolvimento da soja, do milho e das pastagens.

A estiagem pode afetar tanto o final da colheita de culturas de inverno quanto o estabelecimento da safra de verão, exigindo ajustes no calendário agrícola e maior atenção ao uso de insumos e irrigação. Em Santa Catarina e no Paraná, o impacto tende a ser mais regionalizado, mas a tendência de chuvas abaixo da média também preocupa.





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Brasil exporta menos café, mas fatura mais em setembro


O Brasil exportou 3,750 milhões de sacas de 60 quilos de café em setembro, número 18,4% menor que o registrado no mesmo mês de 2024, quando foram embarcadas 4,598 milhões de sacas. Apesar da queda no volume, a receita cambial aumentou 11,1%, totalizando US$ 1,369 bilhão, segundo o relatório estatístico mensal do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

Nos três primeiros meses do ano safra 2025/26, o comportamento se manteve, com os embarques reduzidos em 20,6%, somando 9,676 milhões de sacas, enquanto a receita subiu 12%, atingindo US$ 3,521 bilhões, em comparação ao mesmo período do ano anterior.

Entre janeiro e setembro de 2025, a tendência de retração no volume e alta na receita permaneceu. O país exportou 29,105 milhões de sacas, queda de 20,5% frente aos 36,593 milhões registrados nos nove primeiros meses de 2024. A receita, por sua vez, cresceu 30%, passando de US$ 8,499 bilhões para US$ 11,049 bilhões.

No mês passado, os Estados Unidos reduziram em 52,8% as importações de café brasileiro em relação a setembro de 2024, comprando 332.831 sacas e ocupando o terceiro lugar entre os principais destinos. A Alemanha liderou com 654.638 sacas, seguida pela Itália, com 334.654, ambas também com retração nas aquisições.

O presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, afirmou que não é possível renunciar ao mercado norte-americano, que segue como o principal destino das exportações brasileiras no acumulado do ano. Segundo ele, após as sinalizações positivas do presidente Donald Trump, na Assembleia da ONU e em conversa com o presidente Lula, o governo brasileiro precisa agir rapidamente. “O Poder Executivo precisa se mobilizar com urgência em prol do país. Não existe mais o receio de não haver abertura ao diálogo diplomático e os exportadores brasileiros, em nosso caso específico do café, já sofrem fortes impactos nesses dois meses de vigência das taxas, com nossos parceiros importadores americanos solicitando a postergação ou mesmo o cancelamento dos negócios devido ao elevado encarecimento do produto impulsionado pelo tarifaço”, afirmou.

Ferreira informou que, após o contato entre os presidentes dos dois países, o Cecafé solicitou reunião com o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, para reforçar a relevância e a interdependência comercial entre Brasil e Estados Unidos no setor cafeeiro.

“Somos os maiores produtores e exportadores globais e os Estados Unidos os principais importadores e consumidores do mundo. Respondemos por mais de um terço de tudo que é movimentado com café nos EUA, onde 76% da população consome a bebida. Não podemos relativizar o mercado americano para nossos cafés, tampouco eles podem abrir mão do nosso produto, pois não há outro fornecedor que supra em volume e qualidade o que ofertamos. Os setores privados brasileiro e americano fizeram e seguem fazendo seu dever de casa, tanto que o café foi incluído em uma lista de possíveis isenções das tarifas, mas, para isso, é necessário haver um relacionamento comercial bilateral. Ou seja, é mais do que hora de agir”, disse Ferreira.

Mesmo com a queda nas compras, os Estados Unidos seguem como o principal destino dos cafés brasileiros entre janeiro e setembro de 2025, com a importação de 4,361 milhões de sacas, volume 24,7% menor que no mesmo período do ano anterior, representando 15% do total exportado.

Na sequência, figuram como principais destinos Alemanha, com 3,727 milhões de sacas e queda de 30,5%; Itália, com 2,324 milhões (-23,3%); Japão, com 1,891 milhão (+15%); e Bélgica, com 1,703 milhão (-48,8%).

Nos nove primeiros meses de 2025, o café arábica manteve a liderança nas exportações brasileiras, com 23,200 milhões de sacas, o equivalente a 79,7% do total, apesar da queda de 12,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. A espécie canéfora (conilon + robusta) somou 3,062 milhões de sacas, o café solúvel totalizou 2,799 milhões e o segmento de café torrado e moído alcançou 43.644 sacas.

O Porto de Santos manteve a posição de principal via de exportação do café brasileiro em 2025, responsável pelo embarque de 23,093 milhões de sacas, ou 79,3% do total. Em seguida, aparecem o complexo portuário do Rio de Janeiro, com 4,926 milhões (16,9%), e o Porto de Paranaguá (PR), com 279.155 sacas, equivalente a 1%.





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Crédito de R$ 12 bi automatiza silos no Brasil



“O campo e a indústria precisam de ferramentas tecnológicas”


“O campo e a indústria precisa de ferramentas tecnológicas"
“O campo e a indústria precisa de ferramentas tecnológicas” – Foto: Leonardo Gottems

O governo federal anunciou, em Brasília, uma nova linha de crédito de R$ 12 bilhões voltada à modernização industrial e à difusão de tecnologias 4.0. A iniciativa, conduzida pelo BNDES em parceria com a Finep, busca renovar o parque fabril brasileiro, ainda fortemente dependente de máquinas antigas, cuja idade média é de 14 anos, segundo estudos do setor. O programa incentiva investimentos em robótica, inteligência artificial, automação, sensoriamento e internet das coisas (IoT), com foco em elevar a produtividade e a eficiência operacional.

Do total previsto, R$ 10 bilhões serão destinados à linha Crédito Indústria 4.0, operada pelo BNDES. As taxas combinam TR e juros de mercado, com custo máximo de 8,5% ao ano, cerca de 6% abaixo das linhas tradicionais. O financiamento contempla tanto a aquisição de novas tecnologias quanto o retrofit de equipamentos e plantas industriais.

No agronegócio, a medida pode acelerar a modernização de silos e armazéns de grãos. A adoção de sistemas automatizados e conectados permite reduzir perdas, melhorar o controle de temperatura e umidade e ampliar a segurança das operações. Empresas como a PCE Engenharia já oferecem soluções compatíveis com o programa BNDES Finame Máquinas 4.0, incluindo monitoramento remoto e integração digital.

“O campo e a indústria precisa de ferramentas tecnológicas para ganhar eficiência. As cooperativas, armazenadores e fabricantes poderão financiar a automação de seus silos e armazéns e, com isso, reduzir custos e elevar a qualidade do grão armazenado”, afirma o diretor comercial da PCE Engenharia, Everton Rorato.

 





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Produção de trigo deve ser a menor desde 2020


Segundo análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), referente à semana de 3 a 9 de outubro e publicada nesta quinta-feira (9), os preços do trigo continuam em trajetória de baixa. As principais praças gaúchas registraram valores médios de R$ 64,00 por saca, enquanto no Paraná os preços variaram entre R$ 64,00 e R$ 66,00.

A colheita no Paraná atingiu 60% da área semeada nesta semana. No Rio Grande do Sul, ainda não há estatísticas consolidadas, embora, no início do mês, cerca de 10% das lavouras estivessem na fase de maturação.

O cenário é influenciado pela entrada de trigo argentino mais barato, o que, aliado à valorização cambial, levou os vendedores brasileiros a reduzir novamente os preços do produto nacional para manter a competitividade. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil importou 568.980 toneladas de trigo em setembro. Desse total, 87,3% vieram da Argentina, 7% do Paraguai e 5,8% do Canadá. O preço médio das importações foi de US$ 230,09 por tonelada, equivalente a R$ 1.235,12 por tonelada, com base na cotação média do dólar a R$ 5,37 — o menor valor desde novembro de 2020. Entre janeiro e setembro de 2025, o país importou 5,249 milhões de toneladas, volume 2% superior ao registrado no mesmo período de 2024.

No Rio Grande do Sul, a média do preço FOB foi de R$ 1.259,39 por tonelada, recuo de 2,5% em relação a agosto e de 9,4% frente a setembro de 2024, segundo o Cepea. Esse é o menor valor registrado desde janeiro de 2025. No Paraná, a cotação média ficou em R$ 1.346,92 por tonelada, com redução de 6% no mês e 10,8% no comparativo anual, o menor patamar real desde abril de 2024. Em São Paulo, o preço médio foi de R$ 1.255,13 por tonelada, com queda de 12,3% no mês e 19,5% em um ano, o menor nível desde outubro de 2023. Em Santa Catarina, o valor médio foi de R$ 1.358,61 por tonelada, recuo de 5,2% no mês e 11,3% em um ano, também o menor desde outubro de 2023.

Enquanto isso, a demanda por derivados de trigo permanece estável, mas o avanço da colheita pressiona os moinhos a reduzirem preços. Segundo o Cepea, entre agosto e setembro, a média do preço do farelo de trigo caiu 5,2% no granel e 1,88% no ensacado. As farinhas também apresentaram retração média de preços: 2,8% para massas frescas, 2,7% para massas em geral, 2% para bolacha salgada, 3,2% para bolacha doce, 2,29% para panificação e 1,64% para pré-misturas.

Por fim, o último relatório da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) revisou para baixo a estimativa da safra de trigo no país. A produção foi projetada em 7,536 milhões de toneladas, 4,5% inferior à colheita de 2024. Essa deve ser a menor safra desde 2020, com uma área plantada 19,9% menor do que a registrada no ano passado.





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Mahindra celebra 9 anos de história no Brasil


Outubro é mês de celebração para a Mahindra Brasil. Em 2025, a empresa completa 9 anos de atuação no país e marca esse momento com um passo decisivo em sua trajetória: o início das obras da nova planta industrial em Dois Irmãos (RS), fruto de um investimento previsto de R$ 100 milhões nos próximos cinco anos.

A nova sede será construída às margens da BR-116 – Estrada Travessão Ivoti/Dois Irmãos – RS, em uma área de mais de 89 mil m², com 38.568 m² de área construída e previsão de expansão de 24 mil m². Com isso, a capacidade produtiva da Mahindra será triplicada, passando de 3 mil para 9 mil tratores por ano. O número de empregos também será ampliado, com expectativa de crescimento de 100 para 300 colaboradores diretos e indiretos.

Mais do que uma nova fábrica, esse projeto representa o fortalecimento da Mahindra no Brasil, consolidando sua atuação com mais de 13 mil tratores em solo nacional, mais de 90 pontos de venda e assistência técnica, e uma rede de parceiros que compartilham o propósito de transformar o campo com força, tecnologia e proximidade.

“Estamos investindo não apenas em infraestrutura, mas no futuro da agricultura nacional, com foco nos produtores que realmente alimentam o país. Este projeto reforça nosso compromisso com o desenvolvimento regional, geração de empregos e inovação acessível para o campo brasileiro”, destaca Jak Torretta Jr., CEO da Mahindra Brasil.

A celebração dos 9 anos também é marcada por ações internas voltadas ao pertencimento dos colaboradores, homenagens à rede de concessionários e iniciativas que reforçam a cultura de crescimento e transformação da empresa.

A escolha por Dois Irmãos reforça o vínculo da Mahindra com o município, que acolheu a empresa desde o início de sua operação no Brasil. A parceria com a Prefeitura foi oficializada em setembro, com a liberação da licença ambiental prévia e assinatura do contrato para início das obras.

“A nova fábrica da Mahindra representa um avanço significativo para Dois Irmãos. É resultado de uma parceria sólida que vai gerar empregos, movimentar a economia local, posicionar o nosso município como referência no setor agrícola”, afirmou o prefeito Jerri Meneghetti.





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