quinta-feira, março 19, 2026

Política & Agro

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Semeadura do arroz avança lentamente no Rio Grande do Sul


Segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS na última quinta-feira (9), a semeadura do arroz alcançou 12% da área projetada no estado. A irregularidade das chuvas e a elevada umidade do solo dificultaram o preparo das áreas e o avanço dos trabalhos. “Nos períodos de tempo firme, há retomada gradual das atividades, especialmente nas áreas com melhor drenagem e estruturação”, informou o boletim.

A Emater destacou que a atual conjuntura da safra reflete o menor uso de insumos, resultado direto da queda dos preços de comercialização. “A redução de preços tem impactado a capacidade de investimento e a sustentabilidade econômica do setor”, apontou a instituição.

De acordo com o Instituto Rio Grandense do Arroz (IRGA), a safra 2024/2025 de arroz irrigado encerrou com produtividade média de 9.044 kg por hectare nos 970.216 hectares colhidos, resultando em 8.762.370 toneladas. Para a safra 2025/2026, a estimativa é de redução de 5,17% na área plantada, totalizando 920.081 hectares. A produtividade prevista é de 8.752 kg por hectare, o que deve resultar em produção de 8.052.213 toneladas, queda de 8,10%.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, na Fronteira Oeste, o excesso de umidade atrasou as atividades de campo. “Até o momento, pouco mais de 6 mil hectares foram semeados, número bem inferior aos 85 mil hectares registrados no mesmo período do ano passado”, informou o órgão. Em áreas próximas aos rios Uruguai, Ibicuí e Itu, diversas propriedades continuam alagadas ou com acesso restrito. A estimativa é de uma redução de até 10% na área cultivada, em razão das condições meteorológicas e das dificuldades financeiras dos produtores. Em São Gabriel, a semeadura em sistema pré-germinado alcançou 70% da área prevista. Na Campanha, o plantio segue de forma pontual, repetindo o comportamento de anos anteriores em propriedades com melhor infraestrutura.

Na região de Pelotas, o ritmo de plantio é mais acelerado, com 34% da área total semeada. Os períodos de sol e as temperaturas mais altas favoreceram o preparo do solo e a construção de taipas e marachas. As chuvas registradas nos dias 4 e 5 de outubro, entre 15 mm e 103 mm, contribuíram para recuperar a umidade superficial sem prejudicar as operações.

Na região de Santa Maria, o plantio teve início, mas o excesso de chuvas atrasou o andamento dos trabalhos. Em Cacequi, a semeadura segue lenta e irregular, alcançando 5% da área prevista. “Os danos em estradas e pontes dificultam o transporte de máquinas e insumos, elevando os custos operacionais”, informou o relatório. Mesmo com as dificuldades, os produtores seguem o planejamento técnico, priorizando áreas com melhor drenagem.

Na região de Santa Rosa, a implantação das lavouras segue suspensa por causa da saturação do solo, que impede o tráfego de maquinário agrícola. A Emater alertou que “há preocupação entre os produtores com a possível sobreposição do plantio do arroz e da soja”, o que pode gerar competição por mão de obra e logística durante a colheita.

Na região de Soledade, os trabalhos de custeio e as semeaduras iniciais avançaram, alcançando 10% da área total prevista. O clima mais estável na última semana permitiu o preparo do solo e o início dos plantios em sistema pré-germinado e em solo seco. “O estabelecimento inicial está dentro da normalidade, com boa emergência e plântulas vigorosas”, apontou a Emater. A janela de semeadura segue aberta até dezembro, conforme o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc).





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TRF6 isenta produtor rural de ART e CREA em Minas Gerais



Sistema Faemg Senar celebra importante vitória judicial em defesa dos produtores



Foto: Pixabay

O Sistema Faemg Senar celebra importante vitória judicial em defesa dos produtores rurais mineiros. A 4ª Turma do Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6), por decisão unânime, manteve sentença que anulou auto de infração e multa aplicados pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Minas Gerais (CREA/MG) a um produtor rural. A decisão reforça a segurança jurídica no campo e representa mais um êxito institucional obtido pelo Sistema Faemg Senar na defesa dos interesses do setor agropecuário mineiro.

O CREA/MG pretendia obrigar o produtor, que desenvolve atividades de cafeicultura e bovinocultura, a se registrar no Conselho e contratar profissional habilitado com emissão de Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), sob o argumento de que a emissão de Cédula de Crédito Rural exigiria assistência técnica especializada.

• As atividades agropecuárias não configuram exercício de profissão privativa de engenheiro agrônomo, conforme a Lei nº 5.194/1966;• A emissão de Cédula de Crédito Rural não implica, por si só, obrigatoriedade de ART ou de assistência técnica, salvo quando expressamente exigida pela instituição financeira;• Eventual responsabilidade técnica, quando necessária, é da própria instituição financeira, nos termos da Lei nº 4.829/1965, do Decreto-Lei nº 167/1967 e da Resolução CMN nº 4.883/2020.

Com essa decisão, o TRF6 reafirma entendimento já consolidado em outros casos patrocinados pelo Sistema Faemg Senar: o produtor rural, pessoa física, que exerce atividades agropecuárias em sua propriedade, não está obrigado a se registrar no CREA/MG nem a contratar responsável técnico, salvo em situações específicas que demandem projeto técnico especializado. A decisão foi relatada pelo Desembargador Federal André Prado de Vasconcelos.

A Assessoria Jurídica do Sistema Faemg Senar segue acompanhando o caso até o trânsito em julgado da decisão e permanece à disposição para esclarecimentos adicionais.





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Boi gordo tem preços firmes após altas da semana passada


De acordo com a análise divulgada nesta segunda-feira (13) no informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria, o mercado do boi gordo em São Paulo abriu a semana sem alterações nas cotações. Após as altas registradas anteriormente, os frigoríficos aguardam melhores condições para negociar. Segundo a análise, as unidades que tentaram comprar abaixo da referência encontraram dificuldade para fechar negócios. As escalas de abate seguem, em média, para dez dias.

No Acre, o cenário também permanece inalterado, com escalas médias de abate para dez dias. Na região de Paragominas (PA), as cotações seguiram estáveis em todas as categorias, com escalas de abate de aproximadamente seis dias.

No atacado, as vendas de carne com osso tiveram recuperação, impulsionadas pelo recebimento dos salários e consequente aumento do poder de compra dos consumidores, o que estimulou os pedidos de reposição de estoques. Pelo segundo período consecutivo, as cotações das carcaças casadas registraram alta.

A cotação da carcaça casada do boi castrado subiu 2,0%, equivalente a R$ 0,40 por quilo. Para o boi inteiro, o aumento foi de 2,1%, também de R$ 0,40 por quilo. No caso das fêmeas, a valorização foi igualmente de 2,1%, ou R$ 0,40 por quilo.

Entre as carnes alternativas, a cotação do frango médio apresentou alta de 2,0%, ou R$ 0,15 por quilo. O suíno especial registrou incremento de 0,8%, correspondente a R$ 0,10 por quilo.





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Encontros reforçam estratégias para fortalecer o Sistema Integrado de Produção de Tabaco


Mais de 1,3 mil pessoas dos três Estados do Sul participaram dos sete seminários para Fortalecimento do Sistema Integrado de Produção de Tabaco (SIPT) promovidos pelas entidades que integram o Fórum Nacional de Integração da Cadeia Produtiva do Tabaco (Foniagro) entre os dias 8 e 25 de setembro. 

Os eventos reuniram orientadores agrícolas, gestores de produção, pesquisa e sustentabilidade das empresas integradoras, membros da diretoria e avaliadores da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), além de representantes das Federações de Agricultura e dos Trabalhadores na Agricultura dos três Estados do Sul do Brasil (FARSUL, FETAG-RS, FAESC, FETAESC, FAEP E FETAEP).

 As atividades ocorreram em Rio Pardo (duas edições) e São Lourenço do Sul, no Rio Grande do Sul; Rio Azul, no Paraná; e Mafra, Ituporanga e Maravilha, em Santa Catarina. A programação teve como eixo central a Lei da Integração (Lei nº 13.288/2016), abordando ainda temas como boas práticas agrícolas, manejo do solo, uso de sementes certificadas, contratação de mão de obra, saúde e segurança do produtor e proteção de crianças e adolescentes.

O representante da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc) nos assuntos do tabaco, vice-presidente regional da Faesc no Planalto Norte, representante da CNA na Câmara Setorial do Tabaco no MAPA e presidente do Sindicato Rural de Irineópolis, Francisco Eraldo Konkol, destacou que a realização dos seminários foi uma decisão do Foniagro com o objetivo de resgatar e fortalecer o Sistema Integrado de Produção de Tabaco (SIPT).

Segundo ele, havia uma distorção no funcionamento do sistema integrado, o que motivou a representação dos produtores a se reunir e negociar com as empresas integradoras para buscar soluções conjuntas. “Nós, representando os produtores, estávamos preocupados com essa situação e nos reunimos para dialogar com as empresas, por meio do Fórum Nacional de Integração do Tabaco (Foniagro), em busca de iniciativas que fortalecessem o sistema. Uma das principais demandas foi uniformizar as informações repassadas aos orientadores agrícolas”, explicou.

Também afirmou que houve a participação de quase 1.300 orientadores nos encontros, voltados a alinhar conhecimentos e práticas conforme as diretrizes do Foniagro e das CADECs. Além dos seminários, ocorreram visitas de influenciadores às empresas com objetivo de defender e fortalecer o sistema integrado.

Eraldo destacou a definição do prazo para formalização dos contratos de integração, que deve ocorrer até 30 de setembro de cada ano, conforme acordo com as empresas. Após essa data, não é permitida a assinatura de novos contratos, medida adotada pelo Foniagro para garantir maior segurança jurídica e transparência. Ele reforçou que essas orientações foram repassadas aos orientadores para que atuem de forma alinhada com produtores e empresas.

O coordenador do Foniagro e presidente da Afubra, Marcílio Drescher, destacou a importância da união entre produtores e indústrias. “Se não caminharmos juntos, enfraquecemos a cadeia produtiva, que já é muito perseguida e mal compreendida”, afirmou.

Na programação dos eventos, o vice-presidente de Produção e Qualidade do SindiTabaco e coordenador do Grupo de Trabalho (GT) Lei da Integração, Paulo Favero, apresentou sobre os compromissos relacionados a Lei da Integração, e detalhou os critérios para a contratação dos produtores, como área mínima de plantio e pacote de insumos. Ele também esclareceu sobre visitas técnicas obrigatórias e calendário de contratação e plantio, salientando que as regras visam dar maior segurança às duas partes do contrato de integração.

O presidente do Sistema Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo, lembrou que o Sistema Integrado de Produção de Tabaco é um exemplo de parceria bem-sucedida entre produtores e indústrias, que ao longo dos anos tem contribuído para o fortalecimento da fumicultura e o desenvolvimento econômico e social das regiões produtoras. “Esses encontros reforçam a importância do diálogo, da transparência e da cooperação, princípios que sempre defendemos no Sistema FAESC/SENAR. Quando todos os elos da cadeia se reúnem para alinhar informações, aprimorar práticas e buscar soluções conjuntas, quem ganha é o produtor, que passa a atuar com mais segurança e conhecimento. Parabenizo o Foniagro e todas as entidades envolvidas pela iniciativa e pelo compromisso em garantir um sistema cada vez mais justo, equilibrado e sustentável para todos.”





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Produção de milho para silagem deve crescer 8,29% no RS



Emater prevê crescimento na produção de milho



Foto: Canva

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (9), a semeadura do milho destinado à silagem no Rio Grande do Sul alcança 59% do total previsto. Para a safra 2025/2026, a Emater/RS-Ascar projeta incremento de área de 2,74% em relação à safra anterior, passando de 356.300 hectares, segundo o IBGE, para 366.067 hectares.

A produtividade média também deve registrar avanço de 5,28%, subindo de 36.416 para 38.338 quilos por hectare. Como resultado, a produção estadual de milho para silagem deve atingir 14,03 milhões de toneladas, crescimento de 8,29% frente às 12,96 milhões de toneladas da safra passada.

Segundo a Emater/RS-Ascar, o aumento é impulsionado pela importância do alimento conservado na manutenção dos rebanhos durante períodos de escassez hídrica e pela dedicação de produtores que atuam na comercialização regional, inclusive para bovinos de corte.

Na região administrativa de Erechim, a área projetada terá elevação de 3,25% em relação à safra 2024/2025, totalizando 18.350 hectares, com expectativa de produtividade de 43.795 quilos por hectare.

Em Pelotas, a área destinada à silagem deve chegar a 17.813 hectares, alta de 26,54% em comparação à safra anterior. Já na região de Santa Maria, a semeadura atinge 40% da área prevista, que totaliza 11.485 hectares.





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Como o carbono pode gerar renda?



“Nesse contexto, o Brasil pode se tornar protagonista”


“Nesse contexto, o Brasil pode se tornar protagonista"
“Nesse contexto, o Brasil pode se tornar protagonista” – Foto: Divulgação

A sustentabilidade e as mudanças climáticas estão cada vez mais centrais na agenda do agronegócio, e o carbono surge como um elemento-chave nessa transformação, com potencial de gerar novas fontes de receita para os produtores rurais. Segundo Guilherme Raucci, gerente de Desenvolvimento de Negócios da Indigo para a América Latina, a valorização das práticas agrícolas regenerativas permite que os produtores sejam remunerados pelo impacto positivo de suas ações no meio ambiente.

Estudos da Embrapa Territorial apontam que o preço das emissões de carbono na agropecuária brasileira atingiu US$ 11,54 por tonelada de CO2 equivalente em 2021, mostrando o potencial econômico do tema. No contexto agrícola, as emissões podem ser diretas (Escopo 1), indiretas pela energia consumida (Escopo 2) ou indiretas na cadeia de valor (Escopo 3). É neste último escopo que os produtores podem exercer maior influência, adotando práticas que reduzem emissões e aumentam a sustentabilidade de toda a cadeia.

A Indigo atua nesse cenário por meio de programas que incentivam a adoção de técnicas regenerativas, como plantio direto, rotação de culturas e uso de plantas de cobertura. O impacto ambiental dessas ações é mensurado e reportado às empresas parceiras, que podem remunerar os produtores de acordo com os resultados alcançados. Diferente do modelo americano, no Brasil o foco está na medição do impacto real safra a safra, sem depender da venda de créditos de carbono no mercado.

“Nesse contexto, o Brasil pode se tornar protagonista mundial na oferta de redução de emissões de alta qualidade de escopo 3, apoiando empresas globais em suas metas climáticas e criando uma nova fronteira de valor para o setor agrícola. E não estamos falando de um futuro distante, mas de uma realidade. Na Indigo, por exemplo, já temos em escala um programa de escopo 3, cuja remuneração ao produtor será realizada      ainda na safra de 2025. Um primeiro passo de muitas outras iniciativas”, conclui.

 





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Distribuidores de insumos: peça-chave do agro


No complexo tabuleiro do agronegócio, os distribuidores de insumos se consolidam como elo estratégico entre indústria e produtores. Segundo Renato Cesar Seraphim, estrategista de Agronegócio, a 10ª Pesquisa Nacional da Distribuição, realizada pela Andav em parceria com o Cepea/Esalq/USP, revela a força e os desafios desse segmento, projetando um faturamento de R$ 167 bilhões para 2024.

Com quase 40% dos insumos chegando ao campo por meio de distribuidores e cooperativas, o setor não se limita à comercialização: constrói relacionamentos duradouros com produtores. A pesquisa mostra que o WhatsApp é a principal ferramenta de contato (97%), mas visitas personalizadas e suporte técnico especializado continuam essenciais (69% e 65%). O setor é maduro, com 74% das empresas atuando há mais de 11 anos e equipes compostas majoritariamente por engenheiros agrônomos (56%). Além disso, 40% dos produtores recebem crédito diretamente dos distribuidores, evidenciando a profundidade da parceria.

Apesar da força, os desafios são grandes. O esmagamento das margens (70%), a inadimplência (62%), a concessão de crédito (61%), a busca por mão de obra qualificada (51%) e o aumento do custo operacional (43%) exigem gestão eficiente e profissionalizada. A governança interna ainda precisa evoluir: embora 88% tenham diretoria formal, apenas 34% possuem plano de sucessão estruturado.

O futuro do setor aponta para digitalização, sustentabilidade e gestão de excelência. A Inteligência Artificial já demonstra impacto positivo entre os que a adotaram (89%), enquanto práticas ESG são realidade para 80% das empresas. Para prosperar, os distribuidores devem investir em tecnologia e dados, profissionalização da gestão e foco em serviços e soluções completas para o produtor.

“A pesquisa da Andav nos oferece mais do que números; ela nos entrega um mapa. O caminho à frente é desafiador, mas as oportunidades são imensas. Cabe a cada um de nós, líderes da distribuição, usar essa visão para navegar pela encruzilhada atual e construir um futuro mais forte, rentável e sustentável para o nosso setor e para o agronegócio brasileiro”, conclui.

 





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Manejo fitossanitário eficiente é essencial na soja



É fundamental adotar estratégias


É fundamental adotar estratégias
É fundamental adotar estratégias – Foto: USDA

Um manejo fitossanitário eficiente e bem planejado é essencial para alcançar altas produtividades na cultura da soja. Segundo informações da Mais soja, as doenças fúngicas estão entre os principais fatores que comprometem o rendimento das lavouras, com destaque para a ferrugem-asiática (Phakopsora pachyrhizi), a mancha-alvo (Corynespora cassiicola), o oídio (Erysiphe diffusa), o mofo-branco (Sclerotinia sclerotiorum), a podridão dos grãos (Diaporthe spp. e Fusarium spp.) e as doenças de final de ciclo (Cercospora spp. e Septoria glycines). Em casos extremos, essas enfermidades podem causar perdas de até 90%, inviabilizando a produção.

Além de reduzir o potencial produtivo, essas doenças afetam diretamente a qualidade das sementes, diminuindo sua viabilidade e valor de mercado. Diante desse cenário, é fundamental adotar estratégias de manejo integradas que reduzam os danos e garantam a sustentabilidade econômica da atividade.

Embora existam diversas práticas disponíveis, o controle químico com fungicidas ainda é o método mais utilizado em escala comercial. Contudo, o posicionamento correto dos produtos exige conhecimento técnico e atenção ao desempenho de cada ingrediente ativo frente às condições climáticas e fitossanitárias de cada região.

Para orientar o uso eficiente de fungicidas, a Rede Fitossanidade Tropical e a Embrapa conduzem ensaios cooperativos desde a safra 2003/2004, avaliando a eficácia dos principais produtos disponíveis no país. Os resultados indicam diferentes níveis de controle das doenças e reforçam a importância de rotacionar fungicidas com distintos modos de ação, reduzindo o risco de resistência dos fungos e assegurando o equilíbrio produtivo das lavouras.

 





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como prevenir as principais doenças



Enfermidades podem causar perdas significativas


Enfermidades podem causar perdas significativas
Enfermidades podem causar perdas significativas – Foto: Emater MG

As doenças fúngicas Cercosporiose e Mancha-de-Phoma estão entre os principais desafios fitossanitários enfrentados pelos cafeicultores. Segundo o consultor de campo Marcos Antônio Rosa, essas enfermidades podem causar perdas significativas de produtividade e qualidade dos grãos, sendo fundamental adotar estratégias de manejo preventivo e atenção constante às condições climáticas da lavoura.

A Cercosporiose, causada pelo fungo Cercospora coffeicola, provoca manchas marrons com halo amarelado em folhas e frutos. Seu desenvolvimento é favorecido por altas temperaturas, radiação solar intensa e deficiência nutricional, podendo levar à desfolha, queda na qualidade dos grãos e redução da produtividade. Já a Mancha-de-Phoma, causada por Phoma sp., caracteriza-se por lesões escuras e irregulares nas bordas das folhas, curvaturas foliares e secamento de ramos, ocorrendo com maior intensidade em condições de alta umidade, ventos constantes e temperaturas mais baixas, em torno de 20 °C, resultando em perdas produtivas importantes.

Para o manejo dessas doenças, Rosa destaca a importância de práticas culturais, como adubação equilibrada, poda adequada e espaçamento correto entre plantas, além do uso de fungicidas preventivos antes e depois da florada, sempre com rotação de ingredientes ativos para reduzir o risco de resistência. O monitoramento constante da lavoura permite identificar sintomas precocemente e ajustar as estratégias de controle conforme as condições climáticas.

O consultor reforça que o controle eficiente da Cercosporiose e da Mancha-de-Phoma depende da prevenção, do equilíbrio nutricional e do acompanhamento técnico contínuo, garantindo plantas mais saudáveis, grãos de qualidade e produtividade estável ao longo do ciclo.

 





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China amplia compras e consolida liderança nas importações globais de soja


As exportações brasileiras de soja seguem em ritmo acelerado, puxadas principalmente pela demanda chinesa. Em setembro, a China importou 6,5 milhões de toneladas da oleaginosa brasileira, representando 93% do total embarcado pelo Brasil no mês, segundo dados da Secex. Essa concentração reforça o protagonismo do país asiático no comércio global da commodity.

Com esse desempenho, o Brasil exportou 6,99 milhões de toneladas de soja em setembro, superando em 6,6% o volume de igual período de 2024. No acumulado do ano, o país já enviou ao exterior 93 milhões de toneladas, o maior volume registrado entre janeiro e setembro.

Para outubro, a expectativa é ainda mais otimista: a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) projeta 7,12 milhões de toneladas exportadas, superando em quase 60% o volume do mesmo mês do ano anterior. “A ausência dos Estados Unidos no mercado, devido à guerra tarifária com a China, abriu ainda mais espaço para o Brasil”, analisa Argemiro Brum, da CEEMA.

O recuo das exportações de farelo de soja — estimadas em 1,92 milhão de toneladas para outubro — indica mudança no perfil da demanda global, com maior foco no grão in natura. Mesmo assim, os embarques acumulados de farelo em 2025 já ultrapassam 19 milhões de toneladas.

Com a participação chinesa nas importações brasileiras de soja saltando para 79,9% neste ano, contra média de 74% entre 2021 e 2024, especialistas apontam risco de excesso de dependência. “A concentração pode aumentar a vulnerabilidade comercial do Brasil frente a oscilações na política externa chinesa”, alerta Brum.

Apesar dos números expressivos, a atenção do mercado internacional se volta para a nova safra sul-americana, que enfrenta alta nos custos de produção e incertezas climáticas. Esse cenário poderá redefinir o equilíbrio global de oferta e preços nas próximas safras.





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