quinta-feira, março 19, 2026

Política & Agro

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Preços sobem nos atacados



As cotações da batata subiram na última semana


Foto: Agrolink

As cotações da batata subiram na última semana, conforme aponta levantamento do Hortifrúti/Cepea. De 6 a 10 de outubro, a média da batata especial tipo ágata foi de R$ 46/sc de 25 kg no atacado de São Paulo, aumento de 22,2% em relação ao período anterior; nos atacados do Rio de Janeiro e de Belo Horizonte, as valorizações foram ainda maiores, de respectivos 38,5% e 31,6%, para R$ 52/sc e R$ 45/sc, nesta ordem.

Segundo pesquisadores do Hortifrúti/Cepea, o movimento de alta já era esperado pelo setor e está atrelado à desaceleração da safra de inverno, com a colheita em Vargem Grande do Sul (SP) na reta final. Atacadista declaram que o Cerrado Mineiro e o Sudeste Paulista são atualmente as principais regiões que abastecem as centrais. Conforme o Hortifrúti/Cepea, para as próximas semanas, a expectativa é que os tubérculos se valorizem ainda mais, com a finalização da safra de Vargem Grande do Sul e a desaceleração em outras praças. 





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Vendas de hidratado quase dobram na semana



Valores ofertados por usinas para novos lotes atraíram distribuidoras


Foto: Divulgação

Dados coletados pelo Cepea mostram que o volume de etanol hidratado vendido pelas usinas paulistas na última semana quase dobrou frente ao do período anterior, refletindo o aquecimento da demanda pelo biocombustível. Além disso, segundo o Centro de Pesquisas, os valores ofertados por usinas para novos lotes atraíram distribuidoras. Ressalta-se que, nos últimos três anos, a quantidade comercializada de hidratado cresceu de setembro para outubro.

Neste ano, especificamente, compradores também estão atentos aos menores estoques nas usinas frente aos de 2024, contexto que pode estar estimulando os negócios neste mês. Apesar do cenário de maior liquidez, levantamentos do Cepea mostram que as cotações seguiram estáveis no spot paulista.  

Entre 6 e 10 de outubro, o Indicador CEPEA/ESALQ do etanol hidratado para o estado de São Paulo fechou em R$ 2,7156/litro (líquido de ICMS e PIS/Cofins), pequeno recuo de 0,4% sobre o período anterior. Para o anidro, a variação foi negativa em ligeiro 0,36%, com o Indicador CEPEA/ESALQ a R$ 3,1126/litro, valor líquido de impostos (sem PIS/Cofins). 





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Corrente de comércio brasileira chega a US$ 20,6 bilhões


Na segunda semana de outubro de 2025, a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 1,5 bilhão, com corrente de comércio de US$ 12,3 bilhões. O resultado foi formado por exportações no valor de US$ 6,9 bilhões e indiretamente de US$ 5,4 bilhões. No acumulado do mês, as exportações somam US$ 11,6 bilhões e as importações US$ 9,1 bilhões, com saldo positivo de US$ 2,5 bilhões e corrente de negociações de US$ 20,6 bilhões.

No acumulado do ano, as exportações totalizam US$ 269,3 bilhões e as importações US$ 221,4 bilhões, com saldo positivo de US$ 48 bilhões e corrente de negociações de US$ 490,8 bilhões. Esses resultados foram divulgados nesta segunda-feira (13) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

As exportações apresentaram crescimento de 8,6% ao se comparar a média diária até a segunda semana de outubro de 2025, de US$ 1,4 bilhão, com a de outubro de 2024, de US$ 1,3 bilhão. Enquanto isso, tivemos queda de 1,0% no mesmo período, passando de US$ 1.145 bilhões para US$ 1.134 bilhões.

Até a segunda semana de outubro de 2025, o diário médio da corrente de comércio foi de US$ 2,581 bilhões, enquanto o saldo médio diário ficou em US$ 312,35 milhões. Na comparação com outubro de 2024, houve alta de 4,2% na corrente de comércio.

 

No desempenho setorial das exportações, a indústria agropecuária teve aumento de US$ 38,4 milhões, equivalente a 15,0%, a indústria extrativa cresceu US$ 50,07 milhões, ou 17,4%, e a indústria de transformação avançou US$ 29,1 milhões, com variação de 3,7%.

Entre os setores importadores, houve crescimento de US$ 10,38 milhões, ou 1,0%, nos produtos da indústria de transformação. A agropecuária teve queda de US$ 1,02 milhão, correspondente a 4,8%, e a indústria extrativa recuperou US$ 21,35 milhões, representando retração de 30,5% em relação ao mesmo período de 2024.





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Brasil exporta 178,8 mil t de pluma em setembro



Mato Grosso tem menor participação desde 2019



Foto: Canva

Segundo a análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgada nesta segunda-feira (13), com base nos dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 178,81 mil toneladas de pluma de algodão em setembro de 2025, volume 5,47% superior ao registrado no mesmo mês de 2024.

Na contramão do resultado nacional, Mato Grosso reduziu em 9,68% o volume de embarques na comparação com setembro de 2024, exportando 79,90 mil toneladas. A participação do estado no total nacional foi de 44,68%, o menor percentual desde agosto de 2019.

No acumulado da safra, de agosto a setembro de 2025, Mato Grosso exportou 120,29 mil toneladas, recuo de 21,05% em relação ao mesmo período do ano anterior. Segundo o Imea, a redução está relacionada ao atraso na colheita e, consequentemente, no beneficiamento no estado, o que limitou a oferta disponível para exportação.

O instituto projeta um novo recorde de exportações para a safra 2024/25. Com o avanço do beneficiamento, a expectativa é de que o ritmo dos embarques acelere até o fim do ano, período em que Mato Grosso tradicionalmente concentra a maior parte das exportações.





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Mato Grosso registra forte alta no preço da arroba em setembro



Exportações sustentam alta da arroba em setembro



Foto: Pixabay

Segundo a análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgada nesta segunda-feira (13), em setembro de 2025 o boi gordo a prazo foi cotado a R$ 299,92 por arroba em Mato Grosso, alta de 35,66% em relação ao mesmo período de 2024, quando a média era de R$ 221,09.

O aumento anual, segundo o Imea, reflete o ritmo das exportações brasileiras de carne diante da demanda internacional. Em setembro de 2024, a alta foi impulsionada pela menor oferta de animais prontos para abate. Já em setembro de 2025, a estabilidade foi influenciada pela maior participação de fêmeas nos abates, que atingiu 44,03%, 6,81 pontos percentuais acima do registrado no ano anterior, acompanhando o crescimento da demanda externa.

A projeção de longo prazo, de acordo com o instituto, é de valorização dos preços da arroba, mas a intensidade da recuperação dependerá da oferta de fêmeas nos próximos meses.





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Canola mantém produtividade dentro da expectativa


De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (9) pela Emater/RS-Ascar, as lavouras de canola apresentam desempenho adequado nas fases de enchimento de grãos, com 55% da área nessa etapa, e maturação fisiológica, com 36%. As condições climáticas, caracterizadas por temperaturas amenas e chuvas bem distribuídas, favoreceram o desenvolvimento das plantas, a formação das síliquas e o acúmulo de óleo nos grãos. A colheita atinge 6% da área semeada.

No período, foi realizado o manejo pré-colheita, com aplicação de uniformizadores de maturação e controladores de deiscência das síliquas, com o objetivo de reduzir perdas por abertura prematura e facilitar a colheita mecânica. As lavouras que tiveram problemas de estabelecimento inicial apresentam menor potencial produtivo, mas o desempenho geral segue conforme o esperado.

O estado fitossanitário é considerado adequado, com baixa incidência de doenças fúngicas. A ocorrência da traça-das-crucíferas tem sido recorrente em diversas regiões, exigindo monitoramento constante e aplicações sequenciais de inseticidas seletivos para evitar perdas de produtividade. A Emater/RS-Ascar projeta área de 203.206 hectares e produtividade de 1.737 kg por hectare.

Na região administrativa de Frederico Westphalen, 10% das lavouras estão em florescimento, 75% em enchimento de grãos, 10% em maturação e 5% colhidas. Os cultivos apresentam bom estado sanitário em relação a doenças. A presença da traça-das-crucíferas exige aplicações sequenciais de inseticidas, com ênfase em estratégias de manejo integrado para reduzir impactos sobre polinizadores e inimigos naturais da praga.

Na região de Ijuí, 62% das áreas estão em enchimento de grãos, 32% em maturação e 5% colhidas. O potencial produtivo está praticamente definido, com adequada uniformidade e enchimento de síliquas. A germinação e a emergência foram adequadas, resultando em plantas de tamanho homogêneo.

Na região de Passo Fundo, predomina a maturação fisiológica, com 65% da área nessa etapa. As demais lavouras estão em enchimento de grãos (25%), maduras por colher (10%) e colhidas (10%). A produtividade média alcança 1.800 kg por hectare, dentro da média regional dos últimos anos.

Na região de Santa Rosa, 47% das lavouras estão em enchimento de grãos, 44% em maturação e 9% colhidas. A uniformidade das áreas indica produtividade dentro da expectativa inicial, favorecida pelas condições climáticas. As áreas mais tardias apresentam bom potencial produtivo, com síliquas bem formadas e adequado acúmulo de óleo. O controle de pragas e doenças é mantido com manejo fitossanitário preventivo.

Na região de Soledade, 90% das lavouras estão em enchimento de grãos e 10% em maturação. As condições climáticas têm favorecido o desenvolvimento das plantas e o enchimento das síliquas, resultando em projeções de produtividade dentro da normalidade.





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Dia da Pecuária destaca importância econômica do setor


Nesta terça-feira (14) é comemorado o Dia Nacional da Pecuária, data que marca a relevância do setor para o agronegócio brasileiro. A atividade mantém posição de destaque no cenário nacional e internacional, impulsionada por produtividade, qualidade e pela adoção de práticas sustentáveis.

De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), programas sanitários reconhecidos pela Organização Mundial da Saúde Animal (OMSA) fortalecem a cadeia produtiva, garantindo bem-estar animal e ampliando a competitividade do país. “O incentivo à integração de sistemas com potencial de sequestro de carbono, conservação do solo e melhoria das condições de produção tem papel estratégico no desenvolvimento do setor”, informou a pasta.

Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção de carne bovina atingiu recorde histórico em 2024, com mais de 11 milhões de toneladas equivalente carcaça, resultado impulsionado pelo aumento do abate. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que, no segundo trimestre de 2025, o abate de bovinos cresceu 3,9%, alcançando 10,46 milhões de cabeças.

A produção de carne de frango também apresentou elevação, mesmo após o impacto da influenza aviária registrada em maio deste ano. Segundo o IBGE, o abate aumentou 1,1% em relação a 2024, registrando a melhor série histórica para o segundo trimestre. Já a produção de suínos segue em crescimento gradual. A Conab projeta alta de 3,6% até 2026, impulsionada por exportações e maior demanda interna.

Para garantir expansão com sustentabilidade, o Mapa desenvolve iniciativas como o Plano de Adaptação e Baixa Emissão de Carbono na Agricultura (Plano ABC+), que reúne tecnologias para conciliar produção e equilíbrio ambiental. Entre as ações estão a recuperação de pastagens, uso de biodigestores e terminação intensiva, com abate de animais com menos de 24 meses. A meta do programa é ampliar em cinco milhões o número de animais abatidos nessa faixa etária, reduzindo a pegada de carbono da pecuária.

O desempenho do setor também se reflete no comércio exterior. Em 2024, as exportações de carnes somaram mais de US$ 26,1 bilhões. Até setembro de 2025, já foram exportados US$ 22,5 bilhões. Segundo dados da balança comercial do Mapa, houve aumento de 55% nas exportações de carne bovina in natura, que atingiram US$ 1,77 bilhão. A carne suína in natura alcançou US$ 346,1 milhões, crescimento de 28,6%.





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Aumento da temperatura favorece lavouras de melancia



Melancia entra em floração após impacto do frio inicial



Foto: Canva

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (9), o cultivo de melancia na região administrativa de Soledade apresenta avanço no ciclo produtivo. As lavouras implantadas mais cedo estão em fase de floração e início de frutificação.

A cultura foi afetada pelas baixas temperaturas no início do desenvolvimento, o que comprometeu o crescimento foliar. No entanto, o aumento das temperaturas nas últimas semanas favoreceu a recuperação das plantas.

Para reduzir perdas e garantir o avanço do ciclo, os produtores intensificaram o manejo fitossanitário. “Estão sendo realizados os controles para doenças fúngicas, como a antracnose, que encontra condições favoráveis em temperaturas amenas e alta umidade”, informa o boletim. Além disso, são aplicadas adubações nitrogenadas em cobertura para estimular o desenvolvimento vegetativo retardado pelo frio.





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Mercado da soja ganha fôlego com foco no campo e demanda da China



Produtores reduziram a oferta no mercado spot



Foto: Seane Lennon

Com a atenção voltada à temporada 2025/26, produtores de soja reduziram a oferta no mercado spot, o que sustentou os preços internos e os prêmios de exportação. Levantamento do Cepea revela movimento de retração comercial, mesmo com demanda firme das indústrias.

A desaceleração nas negociações de soja no mercado spot brasileiro, provocada pelo foco dos produtores nas atividades de campo para a safra 2025/26, vem influenciando diretamente os preços domésticos e os prêmios de exportação. A conclusão é de levantamento recente do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), que destaca um cenário de valorização impulsionado por menor disponibilidade imediata da oleaginosa.

Segundo o Cepea, a retração dos sojicultores nas vendas ocorre em um momento estratégico, em que os agentes do setor monitoram os desdobramentos da relação comercial entre China e Estados Unidos. As incertezas nessa rota tradicional do comércio global abrem espaço para expectativas de aumento nas exportações brasileiras no último trimestre do ano, o que também sustenta o movimento de alta.

Do lado da demanda, as indústrias esmagadoras nacionais seguem ativas nas compras. No entanto, muitas já relatam dificuldade para encontrar novos lotes disponíveis para entrega imediata. Esse desequilíbrio entre oferta e demanda contribui para a manutenção dos preços em patamares elevados.

Além do fator climático e das decisões operacionais em campo, a perspectiva de aumento nas exportações para a China reforça o otimismo entre os vendedores. Com os prêmios de exportação em alta e a firme demanda interna, o mercado brasileiro de soja entra no último trimestre do ano em ritmo de valorização, ainda que com pouca liquidez no spot.

A postura estratégica dos produtores diante do cenário internacional e o apetite das indústrias devem continuar influenciando os preços da soja no curto prazo. A expectativa do setor é de que a demanda externa, especialmente chinesa, seja um dos motores do mercado até o fim do ano, enquanto a indústria nacional enfrenta desafios para manter o ritmo de aquisição no spot.





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Milho volta a superar R$ 65 por saca com demanda aquecida e clima instável



Comportamento dos vendedores e ritmo das exportações sustentam valorização



Foto: Divulgação

Os preços do milho mantiveram trajetória de alta na primeira semana de outubro, com o Indicador ESALQ/BM&FBovespa (Campinas – SP) retomando o patamar de R$ 65 por saca de 60 kg. Segundo análise do Cepea, o movimento foi impulsionado pela retração vendedora e pela demanda pontualmente aquecida no mercado spot.

No campo, produtores têm adotado cautela diante do retorno das chuvas em importantes regiões produtoras do Sul e Centro-Oeste. Embora o alívio hídrico favoreça o início da semeadura da safra de verão, a intensidade das precipitações também dificulta o avanço das atividades em campo. Esse cenário climático contribui para limitar a oferta no mercado físico.

Outro fator de sustentação vem do front externo. As exportações brasileiras de milho seguiram em bom ritmo em setembro, o que deu suporte aos preços tanto nos portos quanto no interior do país. A movimentação comercial ajuda a escoar parte dos estoques da safrinha, reduzindo a pressão de baixa típica do período.

Do lado da demanda, compradores voltam a atuar no spot visando à recomposição de estoques. No entanto, muitos ainda relatam ter volumes suficientes para o curto prazo, o que limita uma valorização ainda mais expressiva.

O comportamento do mercado nas próximas semanas deve seguir sensível às condições climáticas para a nova safra e à competitividade do milho brasileiro no mercado internacional. A combinação entre oferta ajustada, exportações firmes e incertezas no campo mantém o cenário de atenção para produtores e compradores.

 





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