sexta-feira, março 20, 2026

Política & Agro

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B3 fortalece crédito e gestão de riscos no campo



“Nosso papel é oferecer um ecossistema completo”



“Nosso papel é oferecer um ecossistema completo"
“Nosso papel é oferecer um ecossistema completo” – Foto: Pixabay

A B3 vem se consolidando como infraestrutura essencial para o financiamento e a gestão de riscos do agronegócio. Dados recentes indicam um crescimento expressivo dos instrumentos de mercado de capitais destinados ao setor, que já se apresentam como alternativas robustas e complementares ao crédito tradicional.

Segundo a B3, o estoque de Cédulas de Produto Rural (CPRs) ultrapassou R$ 418 bilhões em junho de 2025, um avanço superior a 40% em relação ao mesmo período do ano anterior. Outros títulos importantes, como os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) e as Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs), também cresceram significativamente, alcançando, respectivamente, R$ 160 bilhões e R$ 587,5 bilhões em estoque. Esses números refletem o amadurecimento do setor, que cada vez mais incorpora o mercado de capitais em seu planejamento de longo prazo.

“Nosso papel é oferecer um ecossistema completo que atenda o produtor e a indústria em todas as suas necessidades, desde a proteção de preço da safra com derivativos de soja, milho e boi gordo, até o financiamento de longo prazo via CRAs e Fiagro. O objetivo é desmistificar essas ferramentas e mostrar que elas trazem previsibilidade, segurança e acesso a capital de forma eficiente, contribuindo diretamente para a competitividade do agronegócio brasileiro”, afirma Luiz Masagão, vice-presidente de Produtos e Clientes da B3.

Além do crescimento dos instrumentos financeiros, a B3 vem impulsionando inovações para ampliar o acesso das empresas do setor ao mercado, com destaque para o novo regime FÁCIL da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e a agenda de finanças sustentáveis. Produtos como a CPR Verde e os Créditos de Descarbonização (CBIOs) ilustram como o mercado de capitais pode estimular práticas mais produtivas e ambientalmente responsáveis no campo.





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Brasil tem superávit comercial de US$7,075 bi em julho, acima do esperado


Logotipo Reuters

BRASÍLIA (Reuters) – A balança comercial brasileira registrou um superávit de US$7,075 bilhões em julho, uma queda de 6,3% sobre o saldo apurado no mesmo mês do ano passado, mas acima do esperado por economistas, mostraram dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços nesta quarta-feira.

As exportações somaram US$32,310 bilhões, valor recorde para o mês e uma alta de 4,8% em relação a julho de 2024. As importações, por outro lado, cresceram 8,4% no mesmo período, totalizando US$25,236 bilhões, também as mais elevadas para julho.

Economistas consultados pela Reuters previam superávit de US$5,600 bilhões de dólares no mês.

No acumulado dos sete primeiros meses do ano, o saldo comercial foi de US$36,983 bilhões, uma queda de 24,7% em relação ao observado no mesmo período de 2024. As exportações somaram US$198,011 bilhões (+0,1%) no ano, e as importações, US$161,029 bilhões (+8,3%).

Questionado sobre possíveis mudanças nas dinâmicas comerciais com os Estados Unidos como resultado da imposição de tarifas mais elevadas sobre produtos brasileiros pelo presidente norte-americano, Donald Trump, o diretor de Estatísticas e Comércio Exterior do MDIC, Herlon Brandão, disse que houve crescimento recente dos embarques de vários produtos para os EUA que parece estar associado a um movimento de antecipação de vendas, pontuando que a dinâmica já era esperada.

“Sabemos que teve efeito de antecipação porque isso foi relatado pela própria imprensa”, disse. “O que é natural. A gente observa isso também quando o Brasil adota alguma medida comercial.”

Apesar desse movimento, o déficit do Brasil com os EUA tem crescido, refletindo a alta mais acelerada das importações brasileiras. Em julho, o saldo do comércio bilateral foi negativo em US$559,6 milhões para o Brasil, ante um déficit de US$38,9 milhões no mesmo mês de 2024. No período, as exportações brasileiras para os EUA cresceram 3,8% e as importações, 18,17%. No acumulado do ano, o déficit chegou a US$2,3 bilhões para o Brasil, de US$318,6 milhões no mesmo período do ano passado.

Brandão argumentou que o déficit com os EUA é estrutural e destacou que as importações e exportações brasileiras ao país têm crescido.

“O Brasil tem esse déficit estrutural com os Estados Unidos há cerca de 15 anos, então é difícil reverter uma tendência. Isso faz parte da composição da estrutura produtiva dos países. O Brasil demanda mais bens dos Estados Unidos em relação com o que os Estados Unidos demandam do Brasil”, disse.

Nesta quarta-feira entraram em vigor as tarifas de 50% sobre boa parte dos produtos brasileiros exportados para os EUA. A taxação maior havia sido anunciada por Trump em 9 de julho.

SETORES

A indústria de transformação foi o setor que teve maior aumento de exportações no mês frente a julho do ano passado, de 7,4%, para US$17,577 bilhões, seguida pela indústria extrativa, com alta de 3,6%, para US$7,418 bilhões. Já as exportações do setor agropecuário cresceram 0,3%, para US$7,189 bilhões.

As importações do setor de transformação saltaram 11,1% e as do setor de agropecuário avançaram 3,8%, enquanto as do setor extrativo caíram 29,2%.

O coordenador-geral de Estatísticas de Comércio Exterior do MDIC, Saulo de Castro, relacionou a forte queda das importações da indústria extrativa ao recuo dos preços de petróleo, gás natural e carvão, que, segundo ele, compõem quase a totalidade de importações do setor, enquanto Brandão destacou que o país tem importado menos petróleo conforme aumenta a produção nacional.

(Por Victor Borges)





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Cotações têm novas baixas em julho



Há também insegurança por parte de agentes em relação à importação


Foto: Canva

Pressionadas pela demanda ainda enfraquecida, as cotações da tilápia tiveram novas quedas em julho, apontam levantamentos do Cepea. Segundo o Centro de Pesquisas, além da típica redução do consumo de pescado durante o inverno, indústrias estão com estoques elevados, o que reforçou a baixa procura e o ritmo lento de negócios.

Há também insegurança por parte de agentes em relação à importação de tilápia do Vietnã e o quanto isso pode prejudicar o mercado interno. Quanto às exportações brasileiras, após três meses de queda, os embarques cresceram em julho, embora o volume ainda tenha ficado abaixo do registrado no mesmo período do ano passado.

Apesar de a porcentagem de tilápia embarcada pelo Brasil ser pequena, pesquisadores do Cepea explicam que o aumento pode refletir a tentativa de indústrias venderem o produto antes das taxações impostas pelos Estados Unidos, já que o país é o principal comprador da tilápia exportada. 





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esmagamento de soja bate recorde em julho



Demanda por óleo eleva esmagamento de soja




Foto: Pixabay

Segundo análise semanal do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgada nesta segunda-feira (12), o esmagamento de soja em Mato Grosso atingiu 1,18 milhão de toneladas em julho de 2025, estabelecendo novo recorde para o mês. O volume representa alta de 3,61% em relação a junho e de 12,70% frente ao mesmo período de 2024.

O Imea informou que o aumento está relacionado à maior demanda por óleo de soja no estado e à retomada das indústrias esmagadoras após pausas programadas para manutenção no mês anterior. No acumulado do ano, entre janeiro e julho, o processamento alcançou 7,90 milhões de toneladas, avanço de 3,77% em relação ao mesmo período do ano passado.

A projeção do instituto indica que, em 2025, o total de soja processada em Mato Grosso deve chegar a 12,99 milhões de toneladas. “Caso se confirme, será um novo recorde para o processamento no estado”, destacou o Imea.

Apesar do volume recorde, a margem bruta de esmagamento apresentou queda de 14,93% frente ao mês anterior, encerrando julho com média mensal de R$ 433,78 por tonelada. Segundo o Imea, a retração foi influenciada pela redução nas cotações do farelo de soja e pelo aumento no preço da soja em Mato Grosso.





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Negócios caem, mas Indicadores continuam firmes



Pesquisadores explicam que a postura foi de preços firmes


Foto: Divulgação

Levantamento do Cepea mostra que apenas pequenos volumes de etanol hidratado foram negociados no mercado spot paulista na primeira semana de agosto. Segundo o Centro de Pesquisas, esse cenário se deve à demanda enfraquecida por parte das distribuidoras do estado. Do lado vendedor, pesquisadores explicam que a postura foi de preços firmes – esses agentes seguem atentos ao desempenho das produções de etanol e de açúcar na temporada atual.

Entre 4 e 8 de agosto, o Indicador CEPEA/ESALQ do etanol hidratado para o estado de São Paulo fechou em R$ 2,6296/litro (líquido de ICMS e PIS/Cofins), alta de 0,22% frente à do período anterior. Para o anidro, o Indicador CEPEA/ESALQ foi de R$ 3,0580/litro, valor líquido de impostos (sem PIS/Cofins), elevação de 1,95% no mesmo comparativo





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Exportações de milho crescem em julho, mas recuam frente a 2024



USDA prevê safra recorde nos EUA




Foto: Canva

Segundo análise semanal do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgada nesta segunda-feira (12), com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), Mato Grosso exportou 1,18 milhão de toneladas de milho em julho de 2025, alta de 625,83% em relação a junho. O crescimento é significativo ao avanço da colheita no estado, movimento considerado sazonal para este período do ano.

Na comparação com julho de 2024, entretanto, houve queda de 59,02% nos embarques. O Imea apontou que o retorno é resultado do atraso na colheita deste ano em relação aos anteriores e do prolongamento do escoamento da soja, o que aumentou a concorrência pelo uso dos terminais portuários.

Para os próximos meses, a expectativa é de aceleração nos embarques, com a colheita entrando na reta final e a necessidade de liberar espaço nos armazéns. Contudo, o instituto alertou para a colheita de milho nos Estados Unidos. “O USDA projeta produção recorde para o país na próxima temporada, o que deverá competir com a oferta brasileira no segundo semestre de 2025”, destacou.





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Canola mantém potencial produtivo apesar de impactos climáticos


De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na última quinta-feira (7), a cultura da canola apresenta desenvolvimento vegetativo e estruturação adequada adequadamente, mesmo em áreas com baixa densidade de plantas, resultado do excesso de chuvas no pós-plantio e na emergência. Segundo o levantamento, esses cultivos foram registrados como transferências compensatórias de ramos secundários, características fisiológicas que contribuem para a preservação do potencial produtivo inicial.

O avanço das áreas em segurança e a presença de polinizadores, como abelhas, favorecem a formação de síliquas. “A integração entre práticas agrícolas e apícolas é fundamental para a produtividade”, destacou a publicação.

Na Região Noroeste, as ocorrências da primeira semana de julho, que coincidiram com o florescimento de parte das atividades, somadas ao excesso de chuvas, podem ter causado pequena redução no potencial produtivo em relação à estimativa inicial. Ainda assim, a sanidade das plantas é considerada adequada, sem registros relevantes de práticas ou doenças. A estimativa para esta safra é de 203.206 hectares cultivados, com produtividade média projetada em 1.737 kg/ha.

Na região administrativa de Frederico Westphalen, 5% das atividades estão em fase vegetativa, 80% em recuperação e 15% em formação de síliquas, o que indica avanço uniforme do ciclo na maior parte das áreas.

Em Ijuí, cerca de 50% das atividades avançam para o estádio reprodutivo, quando ocorrem alongamentos da pressa principal, separação das gemas floríferas e início da expansão dos pedúnculos florais. O estado fitossanitário é descrito como muito bom, sem consultas de sentenças ou doenças.

Na região de Santa Rosa, 42% dos cultivos estão em desenvolvimento vegetativo, 47% em florescimento, 10% em enchimento de grãos e 1% em maturação. As noites provocaram o aborto floral, redução no número de síliquas e possível queda no teor de óleo das sementes. Apesar dos impactos, os trabalhos ainda em fase vegetativa mantêm bom potencial produtivo, sobretudo com o uso de cultivares tardios e manejo adequado.

Em Soledade, 70% das atividades estão em florescimento, 25% em fase vegetativa e 5% em formação de síliquas. As atividades de campo concentram-se no monitoramento fitossanitário e na aplicação preventiva de fungicidas para preservar a sanidade dos cultivos.





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Brasil exporta volume recorde de algodão



Mato Grosso lidera exportações do produto




Foto: India Water Portal

Segundo análise semanal do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgada nesta segunda-feira (12), o ciclo de exportações de algodão da safra 2023/24 encerrou-se em julho com volume recorde de 2,83 milhões de toneladas embarcadas pelo Brasil.

Mato Grosso, maior produtor nacional, respondeu por 1,83 milhão de toneladas, alta de 7,62% em relação ao ciclo anterior. “Este é o maior resultado da série histórica”, informou o Imea. Entre os principais destinos, destacaram-se o Vietnã, com 375,93 mil toneladas, o Paquistão, com 294,31 mil toneladas, e Bangladesh, com 279,92 mil toneladas.

O levantamento apontou ainda redução de 66,94% nas compras da China, que caíram de 757,79 mil toneladas no ciclo anterior para 250,54 mil toneladas no atual. Segundo o Imea, o recuo está relacionado ao maior equilíbrio nos estoques internos do país asiático e à boa safra local, diminuindo a necessidade de importações.

Para o ciclo que começa em agosto, a projeção do instituto é que Mato Grosso mantenha o ritmo elevado, com expectativa de exportar 2,05 milhões de toneladas.





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Mato Grosso exporta volume recorde de carne bovina



China impulsiona alta nas exportações de carne bovina




Foto: Pixabay

Segundo análise semanal do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgada nesta segunda-feira (12), as exportações de carne bovina de Mato Grosso atingiram 89,49 mil toneladas em equivalente carcaça (TEC) em julho de 2025. O volume representa aumento de 31,44% em relação ao mês anterior e estabelece o maior patamar já registrado pelo estado.

O instituto destacou que, além da elevação no volume embarcado, o preço médio da carne exportada subiu para US$ 4.340,03 por tonelada. “Esse cenário resultou em um faturamento de US$ 388,40 milhões em julho”, informou o Imea.

A maior demanda chinesa foi apontada como o principal fator para o avanço das exportações, com alta de 31,98% no volume destinado ao país no comparativo mensal. De acordo com o Imea, caso se mantenha o ritmo de compras no segundo semestre pelos principais importadores, em especial pela China, Mato Grosso poderá alcançar um novo recorde anual de volume exportado.





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Baixa oferta eleva preço do leite no Mato Grosso



Preço do leite sobe 14,25% no semestre




Foto: Divulgação

Segundo análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgada nesta segunda-feira (12), o produtor de leite de Mato Grosso recebeu, no primeiro semestre de 2025, em média, R$ 2,31 por litro. O valor representa alta de 14,25% em relação ao mesmo período de 2024 e é o maior já registrado para um primeiro semestre desde o início da série histórica, em 2015.

O instituto apontou que a elevação foi influenciada pela menor oferta de leite no estado e pelo aumento dos custos de produção. “No mesmo período, o Índice de Captação de Leite (ICAP-L) em Mato Grosso foi de 51,28%, queda de 3,47 pontos percentuais, atingindo a menor média desde 2015”, informou o Imea.

Ainda segundo o levantamento, o Diferencial de Base (DB) entre o preço do leite em Mato Grosso e a “Média Brasil”, calculada pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), ficou em -14,64%, equivalente a -R$ 0,40 por litro. Trata-se da menor diferença desde o primeiro semestre de 2016.

Para os próximos meses, a expectativa do Imea é de que a redução das chuvas, com o pico do período de seca no estado, impacte ainda mais a captação de leite na região.





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