sábado, março 28, 2026

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Esse é o principal desafio da avicultura no inverno



A especialista reforça que a rotação dos anticoccidianos é essencial



A especialista reforça que a rotação dos anticoccidianos é essencial para conter a coccidiose
A especialista reforça que a rotação dos anticoccidianos é essencial para conter a coccidiose – Foto: Pixabay

A coccidiose segue como uma das principais doenças que impactam a avicultura industrial, especialmente nos meses mais frios. Causada por protozoários do gênero Eimeria, a enfermidade compromete desempenho, saúde e pode elevar significativamente a mortalidade das aves. “Nas fases iniciais da vida dos frangos, o desafio da coccidiose pode comprometer severamente os resultados produtivos. Por isso, a prevenção é a melhor estratégia”, alerta Jessica Wammes, mestre em Ciência Animal e coordenadora técnica de avicultura da Phibro Saúde Animal.

Dados recentes mostram que Eimeria maxima foi a espécie mais prevalente no último ano, com 6,17% de ocorrência, seguida de E. acervulina (5,09%) e E. tenella (2,09%). No inverno, o aumento no índice TMLS, que mede a soma dos escores médios de lesões, evidencia o agravamento do quadro sanitário. “A combinação de condições ambientais favoráveis à esporulação dos oocistos na cama do aviário devido à falhas no manejo e ausência de rotação dos ionóforos tornam o controle da doença”, explica Jessica.

A especialista reforça que a rotação dos anticoccidianos é essencial para conter a coccidiose, especialmente nas condições desafiadoras do inverno. Além disso, o monitoramento constante se torna indispensável. Como solução, a Phibro oferece o AVIS — Assistência Veterinária e Integralidade Sanitária, sistema que permite a coleta e análise dos dados por meio de um aplicativo, com avaliações detalhadas do trato intestinal, sistemas imune, respiratório e locomotor, além de identificar lesões associadas a micotoxinas. A plataforma ainda gera relatórios personalizados, apoiando a tomada de decisão e contribuindo para o controle eficaz da coccidiose.

 





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Ervas daninhas agravam perdas na colheita de soja


A colheita da soja está praticamente concluída em grande parte das regiões administrativas do Rio Grande do Sul. Segundo o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (22) pela Emater/RS-Ascar, o avanço das operações, no entanto, ocorre sob forte impacto de perdas de produtividade e dificuldades econômicas enfrentadas por produtores rurais, especialmente na Fronteira Oeste e na Campanha.

Na regional de Bagé, que abrange a Fronteira Oeste, dos 697.310 hectares cultivados restam cerca de 23 mil hectares a serem colhidos, o equivalente a 3,3% da área. A colheita já foi finalizada em municípios como Barra do Quaraí, Maçambará, Rosário do Sul, Santa Margarida do Sul, São Gabriel e Uruguaiana. Em São Gabriel, a quebra de safra chegou a 50% em relação à estimativa inicial de 2.880 quilos por hectare.

Em Alegrete, o excesso de chuvas nas últimas duas semanas dificultou o avanço das máquinas, sendo possível o acesso apenas às áreas mais altas e com solo arenoso. Já em São Borja, restam apenas 2% da área total de 105 mil hectares. As produtividades na região variam significativamente, com médias de 1.080 kg/ha em lavouras de sequeiro e 3.000 kg/ha em áreas irrigadas.

Na Campanha, dos 374.500 hectares plantados, cerca de 11 mil ainda aguardam colheita. Segundo a Emater, a ausência de chuvas e as temperaturas amenas favoreceram as operações, mas o encurtamento dos dias e o acúmulo de orvalho têm limitado o tempo disponível para trabalho no campo. A colheita já foi encerrada em Caçapava do Sul e Candiota, enquanto áreas de semeadura tardia em Aceguá, Bagé, Dom Pedrito, Hulha Negra e Lavras do Sul devem ser finalizadas até o fim de maio.

Em Hulha Negra, a produtividade média gira em torno de 1.800 kg/ha. Segundo a Emater, esse desempenho, somado aos preços pouco atrativos, tem levado produtores a considerar medidas drásticas. “Há relatos de produtores avaliando a entrega de maquinários como forma de amortizar dívidas. Isso pode indicar uma retração na área plantada para a próxima safra”, informou a entidade.

Do ponto de vista técnico, o principal desafio da temporada foi o controle de plantas daninhas. Mesmo com elevado investimento em herbicidas, foram registradas perdas de até cinco sacas por hectare em áreas com alta infestação. Espécies como a vassourinha-de-botão (Spermacoce verticillata) foram identificadas pela primeira vez na região, ampliando os custos de manejo.

Apesar das dificuldades, algumas áreas obtiveram bom desempenho, principalmente no sul de Aceguá, com produtividades médias de 2.280 kg/ha e registros superiores a 2.700 kg/ha em 20 municípios da região atendida pela Emater.

A colheita já foi encerrada nas regiões de Caxias do Sul, Frederico Westphalen, Passo Fundo e Soledade. Em Erechim, Ijuí e Santa Maria, restam áreas residuais, sem impacto estatístico. Na regional de Pelotas, 95% da colheita está concluída e 5% das lavouras estão prontas para serem colhidas. Os municípios com mais áreas remanescentes são Jaguarão (25%), Rio Grande (20%) e Santa Vitória do Palmar (17%). Em Santa Rosa, 98% da soja já foi colhida, restando apenas lavouras semeadas em março.





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Balança comercial registra alta nas exportações


A Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC) divulgou nesta segunda-feira (26) o balanço parcial do comércio exterior referente à quarta semana de maio. 

De acordo com os dados, a agropecuária registrou crescimento de 4,1% nas exportações, somando US$ 5,94 bilhões. A indústria extrativa teve alta de 2,0%, alcançando US$ 6,02 bilhões. Já a indústria de transformação apresentou avanço de 6,5%, com US$ 12,02 bilhões exportados. Segundo a Secex, “o desempenho combinado dos setores impulsionou o aumento do total das exportações no mês”.

Entre os produtos agropecuários, destacaram-se as exportações de animais vivos, com crescimento de 113,9%, café não torrado (40,2%) e especiarias (170,1%). No setor extrativo, os principais aumentos ocorreram nas vendas de minérios de cobre (26,9%) e alumínio (101,7%), além dos óleos brutos de petróleo (1,7%). Na indústria de transformação, os destaques foram carne bovina (23,7%), celulose (20,3%) e veículos automóveis de passageiros (89,4%).

Por outro lado, alguns produtos registraram queda nas exportações. Na agropecuária, houve recuos significativos em arroz com casca (-99,9%), milho não moído (-78,2%) e algodão em bruto (-25,7%). No setor extrativo, caíram as exportações de fertilizantes brutos (-90,3%) e minérios de metais preciosos (-87,0%). Na indústria de transformação, tiveram retração os embarques de açúcar e melaço (-33,6%), óleos combustíveis (-32,1%) e aeronaves e partes (-36,1%).

Em relação às importações, o relatório mostra desempenho desigual entre os setores. A agropecuária teve queda de 5,4%, somando US$ 360 milhões. A indústria extrativa recuou 40,7%, totalizando US$ 810 milhões. Já a indústria de transformação registrou aumento de 10,1%, com US$ 16,32 bilhões em compras externas. “A elevação das importações foi puxada, principalmente, pela indústria de transformação”, destacou a Secex.

Entre os produtos mais importados, a agropecuária teve alta nas compras de cevada (113,3%), milho (61,5%) e borracha natural (61,7%). A indústria extrativa registrou aumento em minérios de alumínio (20,1%) e outros minerais brutos (3,8%). Na indústria de transformação, cresceram as importações de compostos químicos (30,9%), fertilizantes (26,4%) e peças automotivas (23,3%).

No entanto, também foram registradas quedas nas importações de produtos como soja (-45,1%), pescado (-13,3%) e hortaliças (-28,5%) na agropecuária. No setor extrativo, recuaram as compras de gás natural (-66,7%), carvão (-32,6%) e petróleo bruto (-34,0%). Já na indústria de transformação, houve redução nas importações de óleos combustíveis (-11,3%) e equipamentos industriais (-98,6%).





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Milho silagem sofre com umidade e rende menos



Colheita do milho silagem atinge 98% no Rio Grande do Sul




Foto: Pixabay

A colheita do milho destinado à produção de silagem no Rio Grande do Sul avançou lentamente na última semana, atingindo 98% da área cultivada. A informação consta no Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na quinta-feira (22). O ritmo mais lento foi atribuído ao excesso de umidade nas lavouras.

Segundo o levantamento, 1% das lavouras ainda se encontra em estágio de maturação fisiológica, enquanto outro 1% está na fase de enchimento de grãos. A Emater também observou um redirecionamento de parte das áreas de milho safrinha inicialmente destinadas à produção de grãos para a silagem, como forma de aproveitar a massa vegetal disponível.

A produtividade média estimada ficou em 35.934 quilos por hectare, o que representa uma redução de 6,52% em relação à expectativa inicial de 38.440 quilos por hectare no momento do plantio. A área total plantada no Estado é de 339.555 hectares.

“A alta umidade prejudicou o avanço da colheita em diversas regiões, o que também impactou no rendimento final esperado”, informou a Emater/RS-Ascar no boletim.





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Aveia branca deve ocupar mais área em 2025


O Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na quinta-feira (22), aponta avanço na colheita da noz-pecã na região administrativa de Santa Maria, especialmente no município de Cachoeira do Sul. Até o momento, 46% da área cultivada foi colhida. Segundo o levantamento, há uma redução no rendimento médio à medida que a colheita avança, com grande variação entre os pomares.

“A produtividade varia de menos de 0,1 tonelada por hectare até mais de 3 toneladas em alguns talhões”, informou a Emater. A média regional está em torno de 1,3 t/ha, conforme relatos de produtores. Apesar da queda na produtividade, empresas de beneficiamento avaliam que a qualidade dos frutos é elevada, o que deve facilitar as exportações da safra atual.

Na região de Soledade, a colheita segue em andamento. Relatórios preliminares indicam perdas de cerca de 30% em relação a uma safra considerada normal, reflexo das adversidades climáticas enfrentadas desde 2024. Ainda assim, o rendimento e a qualidade das nozes estão sendo considerados satisfatórios. “O maior tamanho das nozes compensou parte da queda no número de frutos”, informou a Emater. O preço ao produtor gira em torno de R$ 20,00 por quilo, valor superior ao registrado em anos anteriores, o que reflete uma demanda firme tanto no mercado interno quanto externo.

Semeadura da aveia branca é retomada com melhora da umidade

A semeadura da aveia branca foi retomada no Estado após as chuvas ocorridas nos dias 8 e 9 de maio, que proporcionaram melhores condições de umidade do solo. Segundo a Emater/RS-Ascar, lavouras implantadas anteriormente apresentaram dificuldades de emergência e desenvolvimento devido à deficiência hídrica. Entre os problemas observados estão a mortalidade de plântulas, desidratação das folhas e menor emissão de novas estruturas vegetativas.

Em 2024, a área cultivada com aveia branca no Rio Grande do Sul foi de 368.450 hectares, com produtividade média de 2.196 kg/ha, segundo o IBGE. A Emater está realizando o levantamento da intenção de plantio para 2025 e, de acordo com informações preliminares, há expectativa de aumento da área semeada. Esse crescimento seria impulsionado pela redução na área destinada ao trigo e pela demanda por cobertura vegetal no inverno.

Na região de Erechim, a semeadura está em curso e deve se expandir. Em Ijuí, os agricultores intensificaram os trabalhos, aproveitando previsões de continuidade das chuvas. As lavouras se encontram em diferentes estádios de desenvolvimento. Já em Santa Rosa, o bom nível de umidade favoreceu o crescimento inicial das plantas, mas as temperaturas mais altas preocupam os produtores pela possibilidade de surgimento de doenças foliares e ataques de pragas.





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Manejo no corte de soqueira: estratégia para canaviais



O manejo biológico tem ganhado espaço como uma alternativa eficiente



Diante desse cenário, o manejo biológico tem ganhado espaço como uma alternativa eficiente
Diante desse cenário, o manejo biológico tem ganhado espaço como uma alternativa eficiente – Foto: Canva

Segundo Tiago Zucchi, fundador da MAVEZ Assessoria, o corte de soqueira é um dos momentos mais críticos para o canavial. As feridas deixadas na planta tornam-na mais suscetível à entrada de patógenos e ao estresse, fatores que podem comprometer tanto a brotação quanto o vigor da lavoura.

Diante desse cenário, o manejo biológico tem ganhado espaço como uma alternativa eficiente. Essa prática visa estimular a brotação, reduzir o estresse pós-corte e controlar pragas e doenças, promovendo mais sustentabilidade e longevidade ao canavial. Entre os principais agentes biológicos utilizados estão Bacillus spp., que produz antibióticos naturais e biofilmes protetores; Trichoderma spp., com ação antagônica a fungos fitopatogênicos; Pseudomonas spp., que solubiliza fósforo e libera compostos voláteis; além de microrganismos que atuam como indutores de resistência, fortalecendo as defesas da planta.

No entanto, Zucchi alerta para os desafios desse manejo. O ambiente do corte é extremamente hostil aos bioinsumos, devido à alta radiação ultravioleta, baixa umidade e à liberação de exsudatos vegetais, que podem favorecer microrganismos oportunistas. Além disso, é fundamental garantir a sincronia entre a aplicação dos bioinsumos e a retomada da atividade metabólica da planta, bem como verificar a compatibilidade dos biológicos com outros defensivos utilizados na lavoura.

“Lembre-se: manejar biologicamente o corte de soqueira é manejar um sistema vivo, interconectado e responsivo – deve ser feito com parcimônia e inteligência. Afinal, o manejo biológico da soqueira não começa no corte… Começa na busca pela produtividade sustentável de quem aplica!”, conclui.

 





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Tecnologia com drones ganha força no campo



O uso de drones na agricultura é visto como uma tecnologia de grande potencial



O uso de drones na agricultura é visto como uma tecnologia de grande potencial
O uso de drones na agricultura é visto como uma tecnologia de grande potencial – Foto: Pixabay

O Programa Drones SP, uma iniciativa do Centro de Engenharia e Automação (CEA) do Instituto Agronômico (IAC) em parceria com a Fundação Coopercitrus Credicitrus, realizou recentemente um encontro técnico na sede do CEA-IAC, em Jundiaí (SP). O evento reuniu empresas participantes do projeto e teve como foco a apresentação dos primeiros resultados e a definição dos próximos passos.

A parceria entre o CEA-IAC e a Fundação Coopercitrus Credicitrus resultou na criação do Fórum de Pesquisa e Desenvolvimento de Tecnologia de Aplicação com Drones. O programa já começa a gerar dados relevantes que auxiliam as empresas cotistas no desenvolvimento de protocolos específicos para seus produtos e operações no campo.

“Em pouco tempo de programa, já geramos resultados relevantes para embasar discussões. As empresas cotistas do Drones SP podem utilizar os dados extraídos das experiências do Fórum, para desenvolver protocolos específicos para seus produtos e suas iniciativas na área”, exemplifica Hamilton Ramos, coordenador do CEA-IAC.

O uso de drones na agricultura é visto como uma tecnologia de grande potencial, com tendência de rápida expansão no Brasil e no exterior. No entanto, ainda existem desafios a serem superados, especialmente na avaliação da eficácia operacional e da viabilidade econômica dessa ferramenta nas propriedades rurais.

O Programa Drones SP tem como foco principal o uso seguro e eficiente dos drones nas atividades agrícolas. Entre os temas abordados estão o volume de calda, taxa de cobertura, tamanho de gotas, condições climáticas, deriva de produtos e compatibilidade de insumos. O objetivo é garantir que a adoção da tecnologia aconteça de forma sustentável, técnica e segura para os produtores.





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Soluções para rentabilidade no agro além das commodities



Entre os caminhos estão a adoção de bioinsumos



Entre os caminhos estão a adoção de bioinsumos
Entre os caminhos estão a adoção de bioinsumos – Foto: USDA

De acordo com Gustavo Agnelli Albuquerque, Consultor Associado de Transformação Digital no Agronegócio da OW Interactive, a produção de commodities como soja, milho, gado e cana segue sendo o pilar da economia agro brasileira, e continuará por algum tempo. Dados históricos confirmam que o PIB da agropecuária mantém crescimento, impulsionado principalmente pela soja e outras culturas de ciclo curto.

No entanto, ele alerta que esse crescimento também traz desafios. A busca acelerada por aumento de produção e produtividade levou muitos produtores a se alavancarem financeiramente. Com a elevação dos juros, reflexo da política monetária de controle inflacionário, somada aos financiamentos de longo prazo, o peso das dívidas começa a sufocar o caixa. Além disso, algumas culturas, mesmo com alta eficiência agronômica, não estão gerando o retorno esperado.

A solução, segundo Gustavo, exige uma visão técnica apurada e uma mentalidade empresarial mais estruturada. Entre os caminhos estão: adoção de bioinsumos e adubos orgânicos produzidos na própria fazenda, práticas como rotação de culturas, além da introdução de cultivos de maior valor agregado e com menor concorrência. Outro ponto chave é a verticalização, trabalhar em conjunto com outros produtores, replicando o modelo bem-sucedido de grandes cooperativas.

“Produtores que estão tendo resultados em meio a crise, adotam essa estratégia, e sim, é possível fazer isso com sustentabilidade e respeito ao meio ambiente, conceitos fundamentais para acessar mercados mais exigentes”, conclui.

 





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adubo orgânico que fortalece a produção sustentável



Sua composição geralmente inclui resíduos vegetais



Sua composição geralmente inclui resíduos vegetais
Sua composição geralmente inclui resíduos vegetais – Foto: Katya Ershova

De acordo com a engenheira agrônoma Anna dos Passos, o Bokashi é um adubo orgânico que vem ganhando cada vez mais espaço na agricultura sustentável. Trata-se de uma mistura de ingredientes orgânicos que, após um processo de fermentação controlada, é utilizada para fertilizar o solo e nutrir as plantas. Segundo a Embrapa (2014), não existe uma formulação única para o Bokashi, que pode ser elaborado de diversas formas, com receitas mais simples ou complexas, adaptadas às diferentes realidades e necessidades.

Sua composição geralmente inclui resíduos vegetais, como folhas, cascas de frutas e restos de legumes, além de farelo de trigo ou arroz, melado, soro de queijo, pó de rocha, fosfato e farinha de osso ou peixe. A lógica da formulação é simples: combinar materiais ricos em nitrogênio (N) com outros ricos em carboidratos, criando um adubo de alta qualidade, eficiente e de rápida disponibilização dos nutrientes.

A produção de hortaliças, especialmente na agricultura orgânica, exige um manejo intensivo do solo, com constante reposição de matéria orgânica e nutrientes. Nesse cenário, o Bokashi se destaca como uma ferramenta estratégica, pois fornece elevados teores de nitrogênio de maneira ágil, atendendo às exigências das plantas e favorecendo a sustentabilidade das pequenas propriedades.

O uso desse biofertilizante não traz benefícios apenas às plantas. Ele contribui para a construção de solos mais saudáveis e resilientes, promove a produção de alimentos livres de contaminantes químicos e, sobretudo, assegura que os agricultores tenham mais sucesso produtivo e econômico, mantendo a saúde do ambiente e da comunidade.

 





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Arroz: preço não acompanha inflação



Entre os principais problemas apontados está o consumo interno estagnado



Entre os principais problemas apontados estão o consumo interno estagnado
Entre os principais problemas apontados estão o consumo interno estagnado – Foto: Divulgação

De acordo com Sérgio Cardoso, diretor de operações da Itaobi Representações, o preço do arroz praticamente não evoluiu nos últimos quatro anos, mesmo com a inflação acumulada acima de 25% no período. Em 2021, na semana 28, as cotações na Fronteira Oeste estavam entre R$ 63 e R$ 64 para o arroz comercial, R$ 59 a R$ 60 para o parboilizado e R$ 64 a R$ 65 para o arroz nobre. Atualmente, o indicador CEPEA/IRGA-RS marca R$ 73,31, o que representa uma correção nominal tímida e perda de valor real para os produtores.

Cardoso destaca que, de lá para cá, houve uma transformação na forma de comunicar o mercado. O informativo impresso deu lugar às plataformas digitais, como LinkedIn e YouTube, que hoje cumprem o papel de levar informações e análises ao setor. No entanto, apesar da modernização no formato, os desafios estruturais do mercado de arroz permanecem praticamente inalterados.

Entre os principais problemas apontados estão o consumo interno estagnado, estoques de passagem elevados, exportações abaixo do necessário e os custos de produção em constante alta. Esse cenário pressiona a rentabilidade dos produtores e de toda a cadeia produtiva do arroz no país.

Diante disso, a reflexão que Sérgio Cardoso traz é a mesma que há anos percorre o setor: quem vai garantir uma remuneração justa para uma cadeia produtiva que alimenta o Brasil? Mesmo com a evolução na comunicação, os entraves econômicos continuam desafiando o setor arrozeiro. “De lá pra cá, evoluímos na forma de comunicar, mas ainda seguimos debatendo a mesma pergunta: quem vai remunerar de forma justa essa cadeia que alimenta o Brasil?”, indaga.

 





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