quinta-feira, março 26, 2026

Política & Agro

AgroNewsPolítica & Agro

Soja ainda impactada pela logística


No mercado da soja do estado do Rio Grande do Sul, a precificação mudou para o julho, e os preços foram de R$ 137,00 para 30/07 (entregas de 15/07 a 30/07), segundo informações da TF Agroeconômica. “Melhores preços estão para o agosto, que marcou R$ 140,00 entrega agosto cheio e pagamento em 29/08. No interior os preços de fábricas seguiram o balizamento de cada praça. R$ 132,00 Cruz Alta – Pgto. 15/08 – para fábrica R$ 132,00 Passo Fundo – Pgto. agosto R$ 132,00 Ijuí – Pgto. 15/08 – para fábrica R$ 132,00 Santa Rosa / São Luiz – Pgto. 15/08 Preços de pedra em Panambi caíram para R$ 119,00 a saca ao produtor”, comenta.

A safra de soja está finalizada em Santa Catarina, mas a comercialização segue lenta, pressionada por prêmios e cotações em queda. Com a cevada ganhando destaque na safra de inverno, cresce a preocupação com a logística e a armazenagem. No porto de São Francisco, a soja foi cotada a R$ 134,71 (-0,57%).

Paraná fecha safra de soja com foco no planejamento da próxima temporada. “Em Paranaguá, o preço chegou a R$ 133,35 (+0,28%). Em Cascavel, o preço foi 117,95 (-0,99%). Em Maringá, o preço foi de R$ 120,92 (+0,24%). Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 122,04 (+1,11%) por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$134,71 (+0,21%). No balcão, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 130,00”, completa.

Logística instável desafia comercialização no Mato Grosso do Sul. “O bom desempenho da safra no campo traz, portanto, desafios logísticos relevantes. Em Dourados, o spot da soja ficou em R$ 118,24 (-0,05%), Campo Grande em R$ 118,24 (-0,05%), Maracaju em R$ 118,24 (-0,05%), Chapadão do Sul a R$ 109,77 (-0,16%), Sidrolândia a em R$ 118,24 (-0,05%)”, indica.

Superprodução pressiona armazenagem e logística em Mato Grosso. “Campo Verde: R$ 113,09 (+0,34%). Lucas do Rio Verde: R$ 108,82 (+1,54%), Nova Mutum: R$ 108,82 (+1,54%). Primavera do Leste: R$ 113,09 (+0,34%). Rondonópolis: R$ 113,09 (+0,34%). Sorriso: R$ 108,82 (+1,54%)”, conclui.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Milho fecha em baixa na B3 e em Chicago



Na B3, o vencimento julho/25 fechou a R\$ 63,95



Na B3, o vencimento julho/25 fechou a R\$ 63,95
Na B3, o vencimento julho/25 fechou a R\$ 63,95 – Foto: Pixabay

As cotações do milho encerraram a quinta-feira (26) em queda tanto na Bolsa Brasileira (B3) quanto na Bolsa de Chicago (CBOT), influenciadas pela expectativa de boas safras nos Estados Unidos e no Brasil. Segundo a TF Agroeconômica, o mercado segue pressionado por fatores climáticos favoráveis no cinturão do milho norte-americano e pelo avanço da colheita da segunda safra no Brasil.

Na B3, o vencimento julho/25 fechou a R\$ 63,95, com recuo diário de R\$ 0,36, mas ainda acumulando alta de R\$ 0,88 na semana. Já o contrato setembro/25 terminou o dia cotado a R\$ 66,79, baixa de R\$ 0,25 no dia e de R\$ 0,89 na semana. A valorização do real frente ao dólar, que fechou abaixo da média móvel semanal, também contribuiu para tirar competitividade das exportações brasileiras, pressionando ainda mais os preços internos.

Em Chicago, os contratos de milho renovaram as mínimas dos últimos meses. O contrato de julho caiu 0,18%, ou \$ 0,75 cents/bushel, fechando em \$ 409,50. Já o contrato de setembro recuou 0,25%, ou \$ 1,00 cents/bushel, encerrando em \$ 404,00. O mercado repercute a expectativa de que o USDA indique uma leve ampliação da área plantada nos EUA, o que reforça as apostas de uma safra americana robusta neste ciclo.

Com o cenário climático favorável nos EUA, o avanço da colheita da safrinha no Brasil e a valorização cambial, o mercado de milho enfrenta forte pressão baixista nos dois principais centros globais de negociação. As vendas combinadas das safras nova e velha foram menores que as da semana anterior, mas dentro do esperado pelo mercado.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Milho segue na mesma: Entenda


O mercado de milho continua travado no Rio Grande do Sul por conta da lentidão na colheita, de acordo com informações da TF Agroeconômica. “Os preços se mantêm estáveis nas principais regiões produtoras: R$ 66,00 em Santa Rosa e Ijuí, R$ 67,00 em Não-Me-Toque, R$ 68,00 em Marau e Gaurama, R$ 69,00 em Seberi e R$ 70,00 em Arroio do Meio, Lajeado e Montenegro. Mesmo com ofertas entre R$ 66,00 e R$ 68,00 no interior, os vendedores continuam firmes nos preços e evitam aceitar valores menores”, comenta.

Com safra recorde e mercado congelado, a situação de Santa Catarina segue a mesma. “No Planalto Norte, os preços pedidos seguem firmes em R$ 82,00 por saca, enquanto as ofertas não passam de R$ 79,00. Em Campos Novos, a diferença é ainda maior, com pedidos entre R$ 83,00 e R$ 85,00 contra ofertas CIF de até R$ 80,00, o que trava as negociações. A média estadual está em R$ 71,00, mas varia bastante entre regiões: R$ 72,70 em Joaçaba, R$ 77,13 em Chapecó, R$ 62,00 em Palma Sola (Coopertradição) e R$ 66,00 em Rio do Sul (Cravil)”, completa.

A instabilidade climática exige cautela dos produtores paranaenses. “O impasse entre produtores, que mantém preços firmes, e compradores cautelosos continuam travando as negociações. Nos Campos Gerais, o milho disponível é ofertado a R$ 76,00 por saca FOB, com registros isolados a R$ 80,00, enquanto as ofertas CIF para junho permanecem em R$ 73,00, voltadas à indústria de rações”,indica.

Mercado em baixa e colheita lenta no Mato Grosso do Sul. “As cotações recentes indicam quedas generalizadas, porém menos intensas: R$ 47,80 em Dourados, R$ 52,00 em Campo Grande, R$ 50,00 em Maracaju, R$ 53,00 em Sidrolândia e R$ 47,33 em Chapadão do Sul, que tenta se recuperar após forte queda na semana anterior”, conclui.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

especialistas discutem tecnologia e legislação em Santa Maria/RS



UFSM recebe evento técnico sobre aplicação e regulamentação de defensivos agrícolas




Foto: Divulgação

A Sociedade de Agronomia de Santa Maria (SASM) promove, no dia 1º de julho de 2025, o Encontro Técnico sobre Herbicidas Hormonais, reunindo especialistas no auditório Flavio Miguel Schneider, no Centro de Ciências Rurais da UFSM. O evento gratuito começa às 14h e é voltado a profissionais, estudantes e interessados no manejo responsável de defensivos agrícolas.

Segundo a organização, o objetivo é discutir as tecnologias mais recentes, os desafios regulatórios e o uso seguro dos herbicidas hormonais, com foco especial nas realidades do Rio Grande do Sul. A programação inclui palestras técnicas, roda de conversa e a participação de representantes da Mútua e do CREA-RS.

De acordo com o cronograma, a abertura ocorre às 14h, com recepção dos participantes e distribuição de material informativo. Na sequência, às 14h15, o engenheiro civil Gilmar Amaral Piovezan apresenta o plano Mútua. Às 14h30, o engenheiro agrônomo André da Rosa Ulguim ministra a palestra “Características e uso de mimetizadores de auxinas”.

Clique aqui e acesse Agrolinkfito

Na sequência, às 15h, o engenheiro agrônomo Fernando Christian Thiesen Turna aborda as normas vigentes na apresentação “Legislação aplicada ao comércio e uso de hormonais no Rio Grande do Sul”. Após um intervalo para coffee break às 16h, a programação retorna com a palestra “Tecnologia de aplicação para herbicidas hormonais”, com o engenheiro agrônomo Adriano Arrué Melo, às 16h15.

Encerrando o evento, será realizada uma roda de conversa às 17h30, com espaço para troca de experiências e recepção de novos associados da SASM.

O evento conta com apoio institucional do Centro de Ciências Rurais da UFSM e da Coordenação do Curso de Agronomia (Coordagro), além do patrocínio da Mútua-RS e do CREA-RS.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Preços do trigo seguem em queda



No Paraná, a valorização do real frente ao dólar barateou ainda mais o trigo de fora



No Paraná, a valorização do real frente ao dólar barateou ainda mais o trigo importado
No Paraná, a valorização do real frente ao dólar barateou ainda mais o trigo importado – Foto: Canva

O mercado do trigo brasileiro enfrenta uma conjuntura atípica: em pleno período de entressafra, os preços seguem em queda, contrariando as expectativas dos produtores. Segundo a TF Agroeconômica, o cenário é marcado por excesso de oferta, demanda enfraquecida, importações aquecidas e fatores cambiais que favorecem o produto estrangeiro.

No Rio Grande do Sul, o plantio da nova safra está praticamente parado devido às chuvas intensas, o que já causa estresse fisiológico nas plantas e perdas em algumas lavouras. A comercialização da safra velha segue travada, com embarques somente para agosto e preços entre R\$ 1.330 a R\$ 1.430/tonelada. A pressão sobre os moinhos é grande, com margens apertadas diante de contratos em renovação, dólar baixo e concorrência do trigo importado. As exportações também recuam, com cotações em torno de R\$ 1.280,00/t. O preço da pedra em Panambi se manteve em R\$ 70/saca.

Em Santa Catarina, a oferta de trigo argentino para dezembro custa apenas R\$ 60/t a mais que o nacional. A demanda segue enfraquecida, os estoques elevados e a sobra de sementes ampliou a disponibilidade. Os preços pagos aos triticultores seguem estáveis: R\$ 78/saca em Canoinhas, R\$ 75 em Chapecó e R\$ 76 em Joaçaba. A CONAB prevê queda de 6,3% na produção do estado, mesmo com aumento de área, em função da queda na produtividade.

No Paraná, a valorização do real frente ao dólar barateou ainda mais o trigo importado. Há grande oferta, especialmente de trigo argentino e paraguaio, com preços ao redor de R\$ 1.500 CIF para agosto e dezembro. A média de preços pagos ao produtor caiu 0,70% na última atualização do Deral, para R\$ 78,70/saca, com lucro estimado em 7,03%, ainda positivo, mas em declínio. Mesmo com estoques ajustados e previsão de menor produção nacional, os preços seguem pressionados no curto prazo.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Desafios atrapalham Plano Safra



O primeiro ponto de preocupação é o aumento da taxa Selic



O primeiro ponto de preocupação é o aumento da taxa Selic
O primeiro ponto de preocupação é o aumento da taxa Selic – Foto: Canva

O novo Plano Safra, previsto para ser lançado na próxima semana, surge em meio a um cenário desafiador para o agronegócio. De acordo com Victor Lima, Assistente de Negócios na Sicredi Empresarial, três pontos exigem atenção especial: juros elevados, baixa execução do plano anterior e o enfraquecimento do seguro rural.

O primeiro ponto de preocupação é o aumento da taxa Selic para 15%, o maior nível desde 2006. Essa elevação impacta diretamente os custos de crédito rural, tanto para custeio quanto para investimentos, tornando o acesso ao financiamento mais oneroso. No segundo ponto, Lima alerta para o descasamento entre promessa e execução no ciclo anterior: apenas cerca de 70% do montante anunciado foi realmente implementado, mesmo com a Selic em patamar mais baixo (10,5%).

O terceiro ponto, considerado o mais crítico, é o enfraquecimento das políticas de proteção ao produtor. O corte de R\$ 455 milhões no orçamento do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) reduz drasticamente a cobertura, de 14 milhões de hectares em 2021 para menos de 5 milhões em 2025. Além disso, o Proagro terá seus limites reduzidos e novas exigências a partir de julho.

Com menos apoio em seguros e mais barreiras no crédito, o risco no campo aumenta. Como destaca Lima, o governo ainda não trata o seguro rural como investimento estratégico. A falta de previsibilidade pode levar a novos pedidos de renegociação de dívidas e medidas emergenciais — especialmente diante de eventos climáticos cada vez mais intensos.

“Isso encarece o seguro, e faz com que as instituições financeiras façam uma análise mais criteriosa para a liberação do crédito ao produtor rural. Fica o alerta e a reflexão. O campo precisa de previsibilidade, segurança e apoio concreto — e isso começa por políticas públicas bem executadas”, conclui.

 





Source link

AgroNewsPolítica & AgroSafra

Vibra Foods estaria ligada ao 1º caso de gripe aviária em granja comercial…


Logotipo Reuters

 

SÃO PAULO (Reuters) – O primeiro surto de gripe aviária em uma granja comercial no Brasil foi identificado em um fornecedor ligado à processadora de frangos Vibra Foods, de acordo com duas fontes familiarizadas com o assunto, que falaram sob condição de anonimato na sexta-feira.

A empresa não comentou de imediato.

A Vibra possui 15 fábricas no Brasil e exporta para mais de 60 países, de acordo com informações em seu site.

(Reportagem de Ana Mano)

Já segue nosso Canal oficial no WhatsApp? Clique Aqui para receber em primeira mão as principais notícias do agronegócio





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Federarroz solicita utilização da taxa da orizicultura para acessar novos mercados consumidores



Entidade envia ofício ao governador Eduardo Leite pedindo uso emergencial da CDO


Foto: Paulo Rossi/Divulgação

A Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) encaminhou um ofício ao governador Eduardo Leite solicitando que os recursos arrecadados pela Taxa de Cooperação e Defesa da Orizicultura (CDO) sejam utilizados para viabilizar o escoamento da produção de arroz a mercados consumidores. A proposta é que os valores pagos pelos próprios produtores sejam empregados como instrumento emergencial para apoiar a comercialização em meio à grave crise de liquidez enfrentada pelo setor.

A CDO é uma taxa obrigatória recolhida dos produtores de arroz no Rio Grande do Sul, destinada ao financiamento de atividades de pesquisa e desenvolvimento conduzidas pelo Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga). O valor é calculado com base em um percentual sobre o valor da Unidade Padrão Fiscal do Estado (UPF-RS) por saca de 50 quilos de arroz em casca.

O presidente da Federarroz, Alexandre Velho, reforça que o setor enfrenta um cenário crítico, com preços muito abaixo dos custos de produção e severa restrição de liquidez no mercado. “Estamos buscando alternativas para minimizar o impacto dessa conjuntura e apoiar os orizicultores. A taxa CDO é oriunda do próprio setor e, portanto, deve ser revertida em benefício direto ao produtor”, defende.

No documento enviado ao governo estadual, a Federarroz destaca que boa parte dos valores arrecadados pela CDO acaba não sendo utilizada em sua totalidade, seja por falta de projetos ou por limitações operacionais. A entidade entende que, diante do atual colapso de mercado, o uso dos recursos deve ser redirecionado de forma excepcional para apoiar mecanismos de comercialização e escoamento da produção visando atingir novos mercados. “Solicitamos a adoção dos meios legais cabíveis para que o recurso, que já pertence ao setor, seja empregado em ações concretas de escoamento da produção para os mercados consumidores. Essa medida é urgente diante do cenário de preços aviltados e da absoluta ausência de liquidez comercial, que coloca todos os produtores do Estado em situação de prejuízo e ameaça a continuidade da atividade”, pontua Velho.

A Federarroz alerta que, sem a adoção de medidas imediatas, o setor corre o risco de registrar o abandono da atividade por parte de inúmeros produtores, o que agravaria ainda mais a situação econômica e social do Rio Grande do Sul.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Commodities se recuperam em Chicago



No caso do trigo, o contrato para julho subiu 6,25 centavos



No caso do trigo, o contrato para julho subiu 6,25 centavos
No caso do trigo, o contrato para julho subiu 6,25 centavos – Foto: Canva

Após cinco pregões consecutivos de queda, os contratos futuros de trigo, soja e milho na Bolsa de Chicago (CBOT) começaram o dia 27 de junho em alta, impulsionados por compras de oportunidade dos Fundos e pela valorização do euro frente ao dólar. Segundo dados da TF Agroeconômica, a desvalorização da moeda americana também favorece a competitividade das exportações dos EUA, sobretudo no trigo, em comparação aos embarques europeus.

No caso do trigo, o contrato para julho subiu 6,25 centavos, alcançando US$ 527,25 por bushel. A recuperação é limitada pelo avanço da colheita nos Estados Unidos e pela expectativa de boas safras na União Europeia e no Mar Negro. No Brasil, os preços do trigo seguiram em queda: no Paraná, o indicador Cepea recuou 0,16% no dia (R$ 1.483,63), e no Rio Grande do Sul caiu 0,11% (R$ 1.338,53).

A soja também ensaia recuperação, com o contrato de julho valorizando 4,25 centavos, cotado a US$ 1.027,00/bushel. A força do real frente ao dólar reduz a competitividade das exportações brasileiras e inibe as vendas internas. A possível elevação das tarifas argentinas sobre o complexo soja a partir de julho pode impulsionar ainda mais os preços. No Paraná, a cotação subiu 1,13% (R$ 129,79).

Já o milho subiu 5,50 centavos e chegou a US$ 415,00 por bushel. A valorização cambial afeta os preços internos, com o indicador Cepea recuando 0,68% no dia (R$ 67,58). Mesmo com a colheita da safrinha em andamento e boas condições climáticas nos EUA, a ausência de acordos comerciais com compradores internacionais contribui para a instabilidade.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Nova gestão do COPASEM assume com foco no fortalecimento da sanidade de sementes no Brasil


A nova gestão do Comitê de Patologia de Sementes (COPASEM), vinculado à Associação Brasileira de Tecnologia de Sementes (ABRATES), inicia seus trabalhos com uma missão clara: fortalecer a sanidade das sementes produzidas no Brasil. Diante de desafios técnicos, estruturais e regulatórios, o comitê aposta na capacitação profissional, na padronização de metodologias e na integração dos diferentes elos do setor.

À frente do comitê estão a coordenadora Norimar D´Ávila Denardin, sócia-diretora e pesquisadora do Centro de Biotecnologia na Agricultura (Cebtecagro), e a vice-coordenadora Carla Corrêa, CEO da CLC AgroCapacitação. Com foco em inovação e articulação técnica, elas conduzirão ações estratégicas que visam à produção de sementes mais sadias e seguras, essenciais para conceder caráter de sustentabilidade à agricultura nacional.

“Precisamos garantir qualidade desde o laboratório até o campo”, afirma Norimar Denardin. Segundo ela, uma das prioridades da nova gestão é criar uma rede de padronização e validação de análises fitopatológicas, envolvendo universidades e instituições de pesquisa públicas e privadas.

Entre os principais gargalos do setor estão a escassez de profissionais especializados, a limitação de recursos em infraestrutura e a falta de metodologias diagnósticas padronizadas. Norimar ressalta ainda que há um grande déficit de laboratórios bem equipados e de pessoal capacitado para operar tecnologias modernas e interpretar resultados complexos, especialmente em regiões afastadas dos grandes centros.

Ela destaca que técnicas avançadas – como as baseadas em biologia molecular, a exemplo da PCR (Reação em Cadeia da Polimerase), eletroforese, sequenciamento de DNA, hibridização, técnicas isotérmicas, como o Lamp (Loop-mediated isothermal amplification) e ELISA – demandam investimentos significativos em equipamentos, reagentes e infraestrutura, o que dificulta sua adoção em larga escala nacional.

Além disso, há escassez de técnicos aptos a operar essas tecnologias e interpretar os resultados com precisão. Esse déficit limita a realização de análises complexas e compromete a resposta à diversidade de patógenos, presente no País. “A diversidade de patógenos exige metodologias sensíveis, rápidas e precisas. No entanto, sua implementação tem enfrentado barreiras técnicas e financeiras, além de capacitação contínua das equipes ativas”, enfatiza.

A vice-coordenadora Carla Corrêa também ressalta a importância de superar resistências à adoção de novas metodologias: “Vamos atuar em parceria com agências de fomento e instituições públicas e privadas para garantir acesso à tecnologia, formação profissional e difusão do conhecimento”, afirma.

No campo prático, o COPASEM pretende apoiar estratégias integradas de controle de patógenos, promovendo o uso adequado de tratamentos químicos, biológicos e físicos, além de incentivar o desenvolvimento de agentes de biocontrole mais eficazes e seguros. Segundo as coordenadoras, essas soluções exigem maior investimento em pesquisa e capacitação técnica por parte dos usuários finais.

Atualmente, o Brasil conta com laboratórios oficiais, como os do LANAGRO, do Ministério da Agricultura e Pecuária, e do Instituto Biológico de São Paulo, além de aproximadamente 190 laboratórios credenciados pelo MAPA até setembro de 2023. “No entanto, nem todos estão ativos ou habilitados para o diagnóstico fitossanitário. Há também laboratórios vinculados a universidades e instituições de pesquisa públicas e privadas, mas o número total ainda é impreciso”, observa Carla.

“A situação evidencia a urgência de incentivos para manutenção e expansão desses serviços essenciais”, reforça Norimar Denardin.

O comitê pretende intensificar o diálogo com órgãos reguladores e entidades representativas, como a Associação Brasileira de Sementes e Mudas (ABRASEM) e as associações estaduais. A estratégia contempla ainda a ampliação da oferta de cursos, workshops e simpósios, além de incentivar a publicação de artigos científicos em periódicos como o Journal of Seed Science e o Informativo ABRATES. “Nosso objetivo é atualizar e disseminar o conhecimento técnico-científico em patologia de sementes, além de conectar o Brasil a experiências internacionais que possam nos fortalecer”, afirma Carla.

A grande meta da nova gestão é consolidar o COPASEM como referência nacional e internacional em sanidade de sementes.

“Superar esses desafios exige um esforço colaborativo entre instituições de pesquisa, órgãos governamentais, setor produtivo e os laboratórios, com investimentos em pesquisa, infraestrutura, capacitação e políticas públicas voltadas à área. O impacto será direto na produtividade agrícola, na segurança alimentar e na competitividade do Brasil no mercado global”, conclui Norimar Denardin.





Source link