sexta-feira, março 27, 2026

Política & Agro

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Tecnologia e inovação ganham destaque no pavilhão coberto da Bahia Farm Show 2025



Evento reúne mais de mil marcas que apresentam soluções voltadas à modernização


Foto: Divulgação

A 19ª edição da Bahia Farm Show confirma mais uma vez seu protagonismo como vitrine de inovação no agronegócio. Já consolidada como a maior feira tecnológica do Norte e Nordeste do Brasil, o evento reúne mais de mil marcas que apresentam soluções voltadas à modernização e à eficiência do trabalho no campo. Entre os destaques, o pavilhão coberto se tornou um verdadeiro centro de convergência entre tecnologia, segurança e praticidade para o homem do campo.

De São Paulo, o casal Munisia e Kleber Veloso, do Grupo Elétrica, apostou na apresentação de um sistema preventivo inovador que detecta tempestades e descargas elétricas a longa distância. O “previstorm”, como é chamado, utiliza um software desenvolvido na Espanha que emite alertas com até 50 quilômetros de antecedência. “Essa é a nossa terceira participação na Bahia Farm Show e, este ano, viemos com essa solução que permite ao produtor rural antecipar medidas de segurança e proteger sua propriedade. A precisão é total”, afirma Kleber.

Outro exemplo de como a tecnologia está cada vez mais presente na rotina rural é o inversor de frequência apresentado pela empresa Deel. Segundo o engenheiro elétrico Antônio Lima, o equipamento é capaz de controlar a velocidade de motores, otimizando o uso de energia em diversas máquinas utilizadas na agricultura. “A proposta é facilitar a operação no campo, oferecendo mais controle, economia e durabilidade aos equipamentos. A eletricidade é uma aliada fundamental na mecanização rural”, pontua.

O espaço do pavilhão abriga uma diversidade que reflete as múltiplas dimensões da vida e do trabalho no campo. Além das inovações tecnológicas, o público encontra também doces artesanais, botas e acessórios até soluções de grande porte, como fábricas de adubo, equipamentos para produção agrícola e sistemas de pavimentação, como a venda da massa asfáltica estocável. Nos dois primeiros dias de Bahia Farm Show, cerca de 40 mil pessoas já passaram pelo complexo em Luís Eduardo Magalhães. A expectativa é que mais de 100 visitantes passem pela feira agrícola até sábado (14).





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Canola se destaca no inverno gaúcho



Contudo, a canola exige maior atenção em nutrição e manejo



Contudo, a canola exige maior atenção em nutrição e manejo
Contudo, a canola exige maior atenção em nutrição e manejo – Foto: Pixabay

A canola vem ganhando espaço no Rio Grande do Sul como uma alternativa promissora às culturas tradicionais de inverno. Com mais de 151 mil hectares cultivados e produção estimada em 226 mil toneladas na safra de 2024, segundo a Emater/RS, a oleaginosa se consolida especialmente na região Noroeste do Estado, onde produtores já acumulam experiência significativa com a cultura.

Entre os principais atrativos da canola estão seu alto teor de óleo — até 45%, superando em até 30% o da soja — e a crescente demanda da indústria. O baixo custo de produção, a menor incidência de doenças e a tolerância a graminicidas favorecem o manejo e o controle de plantas daninhas resistentes, como o azevém. Embora a média de produtividade ainda seja de 25 sacas por hectare, há registros de lavouras que alcançaram até 50 sacas/ha.

Contudo, a canola exige maior atenção em nutrição e manejo, principalmente em relação ao fornecimento de enxofre e nitrogênio, fundamentais para a formação de óleo e proteína. A cultura também é vulnerável ao mofo branco (Sclerotinia sclerotiorum), sendo necessário o uso de biofungicidas à base de *Trichoderma*, como o Tribalance, que atua no controle biológico do patógeno.

Outro ponto crítico é o fornecimento de boro, nutriente essencial para o florescimento e a polinização. Produtos como o Humicbor, que combinam boro com extrato de algas e substâncias húmicas, têm mostrado bons resultados em produtividade. Com o apoio da pesquisa e da indústria, a canola tende a se firmar como uma cultura estratégica para a sustentabilidade e diversificação agrícola no Sul do Brasil.

 





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Federarroz cobra ações urgentes do governo federal para enfrentar crise no arroz


Diante do cenário de forte desvalorização do arroz e dificuldades de mercado, a Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) esteve novamente reunida nesta quarta-feira, 11 de junho, em Brasília (DF), com representantes do governo federal para tratar de medidas emergenciais de apoio ao setor produtivo. O encontro contou com a participação do presidente da entidade, Alexandre Velho, e do presidente eleito, Denis Dias Nunes, além de representantes da Conab, Ministério da Agricultura, Ministério do Desenvolvimento Agrário e Ministério da Fazenda.

Durante a reunião, os dirigentes da Federarroz relataram o momento crítico vivenciado pelos produtores. “Deixamos claro que a situação está insustentável. Além dos preços estarem muito baixos, o mercado enfrenta uma grave falta de liquidez. Precisamos com urgência de alguma medida de apoio aos produtores”, destacou Alexandre Velho.

Entre as possibilidades debatidas, foi sinalizada a adoção de uma ação de curto prazo ainda em 2025, como o uso de contratos de opção — ferramenta que permite compras com flexibilidade de até 20% acima do preço mínimo. Também foram mencionadas eventuais medidas no novo Plano Safra, com foco no próximo ciclo produtivo.

A Federarroz reforçou, no entanto, sua posição contrária à compra de arroz pelo preço mínimo vigente, de R$ 63,00 por saca. “Esse valor de forma alguma representa uma faixa de preço que sustente os custos reais da lavoura de arroz. O setor produtivo foi enfático: se os preços permanecerem neste patamar, haverá uma drástica diminuição na área plantada, o que certamente não interessa ao governo”, alertou o dirigente.

No encerramento da agenda, Alexandre Velho reiterou sua preocupação com a ausência de medidas imediatas. “Saio da reunião preocupado e espero sinceramente que o governo tenha compreendido a gravidade do momento”, afirmou.

Ainda nesta semana, a entidade também esteve reunida em Porto Alegre com representantes de instituições financeiras, como Banco do Brasil e Sicredi, tratando do escalonamento das dívidas de custeio como estratégia para reduzir a pressão de venda nos meses de junho e julho.





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Crédito cooperativo dos produtores fica fora dos efeitos da RJ


Empresas agropecuárias que utilizam com frequência esse tipo de crédito devem avaliar a estrutura de suas dívidas antes de optar pela recuperação judicial

O crédito cooperativo foi blindado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) que, em decisão unânime da terceira turma, reconheceu que os créditos adquiridos em atos cooperativos, aqueles realizados entre cooperativas de crédito e seus cooperados, são extraconcursais, ou seja, não se submetem aos efeitos do da recuperação judicial. A decisão foi efetivada em julgamento conjunto dos Recursos Especiais 2.091.441 e 2.110.361, interpostos pela Sicredi Alta Noroeste e pela Cooperativa de Crédito Nosso – Sicoob Nosso, respectivamente. 

Em consonância com os recursos propostos pelas cooperativas, o relator, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, afirmou que a atuação das cooperativas é distinta das instituições financeiras tradicionais, pois está baseada na mutualidade e na prestação de serviços exclusivos aos cooperados. A cobrança de juros, destacou o ministro, não descaracteriza o ato cooperativo, uma vez que tem como finalidade a sustentabilidade da atividade e o benefício coletivo dos membros.

Na avaliação do advogado André Bachur, sócio do Passos e Sticca Advogados Associados (PSAA), a decisão favorece a segurança jurídica, uma vez que aplica exatamente o que diz a lei. “Na prática, significa que créditos oriundos de cooperativas não vão entrar na recuperação judicial, ou seja, mesmo que o produtor rural entre em recuperação judicial, a cooperativa poderá executar seu crédito paralelamente”, explica. 

 De acordo com Bachur, o impacto será gradual, já que produtores avaliarão se realmente é viável entrar com a recuperação judicial, tendo em vista que os créditos oriundos de cooperativas não serão abarcados pelos efeitos da recuperação judicial. “Em um cenário em que o instituto da recuperação judicial foi banalizado, a decisão é benéfica e fortalece o procedimento, já que delimita quais créditos serão atingidos pelos efeitos da recuperação judicial”, esclarece o especialista.

A decisão ocorre num momento em que crescem os processos de recuperação judicial de produtores rurais e empresas do agronegócio. De acordo com dados da Serasa Experian, os pedidos de recuperação judicial por empresas do setor agroindustrial cresceram 38% no primeiro trimestre de 2025 em relação ao mesmo período de 2024 – ano que já havia registrado recorde histórico nesse indicador.

A jurisprudência firmada pelo STJ soma-se a outras exceções legais à recuperação judicial, tais como: Cédulas de Produto Rural (CPR), com antecipação de preço e operações de barter (Lei nº 8.929/94, art. 12); créditos de operações de crédito rural controlado (§7º do art. 49 da Lei nº 11.101/05) e dívidas para aquisição de imóvel rural nos três anos anteriores ao pedido (§9º do mesmo artigo).

Em relação ao crédito decorrente da CPR física, o sócio do PSAA explica que ele já não é absorvido pelos efeitos da recuperação judicial nos termos do art. 11 da Lei 8.929/94 (Lei das CPRs), alterado pela Lei 14.112/20 (reforma da Lei de Recuperação Judicial e Falência – Lei 11.101/05). “Assim, os créditos advindos das cooperativas aos produtores formalizados por CPR física serão duplamente extraconcursais”, resume.

Com essa decisão, o STJ reafirma a segurança jurídica dos contratos cooperativos e reforça a previsibilidade para os agentes financeiros do setor agropecuário. “Para os produtores rurais em situação de endividamento, o julgamento serve de alerta. Por isso, é fundamental avaliar, de forma estratégica e individualizada, a estrutura das dívidas antes de se recorrer à recuperação judicial, que pode não abranger todos os tipos de crédito”, sugere o jurista.

 





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novo programa rastreará agrotóxicos no Brasil


O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) instituiu o Programa Nacional de Rastreabilidade de Agrotóxicos e Afins (PNRA), por meio da Portaria MAPA nº 805, publicada nesta terça-feira (10). A medida visa promover a rastreabilidade de produtos agrotóxicos e afins em toda a sua cadeia produtiva e logística, garantindo objetivos da defesa agropecuária e subsidiando ações de prevenção a fraudes contra a saúde pública, relações de consumo, segurança do alimento e riscos ambientais e à saúde.

Conforme a Portaria, o PNRA utilizará o Identificador de Rastreabilidade de Agrotóxicos e Afins (IRA), um código ou dispositivo aplicado às embalagens para identificação unívoca e registro de informações em sistemas de rastreabilidade. O Sistema Integrado de Rastreabilidade (SIR) será a plataforma tecnológica responsável por coletar, armazenar, processar e disponibilizar essas informações. A rastreabilidade logística, por sua vez, permitirá o acompanhamento da movimentação dos produtos.

A Secretaria de Defesa Agropecuária do Mapa será responsável por regulamentar e operacionalizar o programa, definindo requisitos técnicos e operacionais para o SIR, IRA e para um Aplicativo Público de Rastreabilidade. Isso inclui o registro de produtos e agentes, geração e aplicação de identificadores, captura de eventos, rastreamento de carga, fiscalização, consulta pública e logística reversa. A Portaria estabelece que o Mapa irá elaborar, em até 60 dias, um cronograma escalonado de adesão ao PNRA para os agentes da cadeia produtiva, com prazos de até 120 dias para implementação completa.

O PNRA abrangerá diversos participantes da cadeia, como titulares de registro, produtores, manipuladores, formuladores, importadores, exportadores, distribuidores, comerciantes, transportadores, armazenadores, usuários e centros de recolhimento de embalagens. A implementação do programa ocorrerá em fases. A Fase 1 (Estruturação) prevê o desenvolvimento ou contratação do SIR e a definição dos requisitos para integração logística. A Fase 2 (Expansão Gradual) focará na expansão da aplicação dos IRAs e do registro de informações no SIR. Por fim, a Fase 3 (Consolidação e Logística Reversa) buscará a integração completa de todos os agentes e a plena operacionalização da rastreabilidade na logística reversa de embalagens. A Portaria entra em vigor na data de sua publicação, e o descumprimento das disposições sujeitará os infratores às sanções previstas na Lei nº 14.785, de 27 de dezembro de 2023, além de outras sanções administrativas, civis e penais.

Deputado propõe sustar rastreabilidade de agrotóxicos

A medida do Mapa foi questionada pelo Deputado Federal Pedro Lupion (PP-PR) expressa discordância com a medida instituída pelo Mapa. Nesta quarta-feira (11), o parlamentar apresentou o Projeto de Decreto Legislativo (PDL 312/2025) que busca sustar os efeitos da Portaria.

Na justificativa do PDL, o Deputado Lupion argumenta que a Portaria Mapa nº 805/2025 foi “editada em desacordo com princípios fundamentais da boa governança regulatória, da participação social e da razoabilidade econômica”. Ele ressalta que o próprio Mapa havia instituído um Grupo de Trabalho (GT) em 2024, pela Portaria SDA/MAPA nº 1.212/2024, com o objetivo de discutir soluções para o controle e rastreamento de agrotóxicos. O GT, composto por representantes do Mapa e entidades setoriais, realizou reuniões técnicas e escutas públicas, mas a Portaria 805/2025 foi publicada “de forma totalmente surpreendente e precipitada”, antes mesmo da conclusão formal do GT e da entrega de seu relatório final, que venceria em 9 de junho de 2025. Essa atitude, segundo o deputado, “gerou uma legítima e profunda frustração nas entidades envolvidas, minando a confiança na participação do setor privado na formulação de políticas públicas”.

Outro ponto levantado é a “completa ausência de uma Avaliação de Impacto Regulatório (AIR) e de consulta pública formal”. O deputado afirma que a portaria ignorou o Decreto nº 10.411/2020, que regulamenta a AIR em âmbito federal e estabelece um rito obrigatório para atos normativos que impactam o setor regulado, além de ferir princípios constitucionais como legalidade, eficiência e participação social. Essa falha procedimental impede a análise prévia de custos, benefícios e alternativas regulatórias, e “cerceia a participação democrática e a transparência na tomada de decisões”.

O documento também aponta que a Portaria Mapa nº 805/2025 impõe “exigências técnicas e logísticas desproporcionais e excessivamente onerosas” a toda a cadeia de agrotóxicos, sem análise de impacto econômico ou viabilidade operacional. O texto da Portaria direciona a adoção de tecnologias específicas, como etiquetas com RFID (Identificação por Radiofrequência), desconsiderando outras tecnologias já utilizadas internacionalmente, como QR Codes e blockchain. Essa insistência em uma tecnologia particular é vista como uma “solução custosa e limitada”, que não assegura autenticidade nem garante rastreabilidade efetiva. O custo por embalagem pode atingir R$ 0,30 somente em custos diretos, sendo integralmente repassado ao produtor rural sem retorno efetivo em segurança ou controle.





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Expedição técnica mapeia desafios e avanços na produção de batata e tomate em 14 regiões brasileiras



Pesquisadores conduziram visitas técnicas, palestras e coletas de dados


Foto: Divulgação

Entre maio e julho de 2025, a equipe da revista hortifruti Brasil, publicação do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, está com os pés no campo para ouvir quem realmente faz o hortifrúti acontecer. A matéria de capa da edição de junho é resultado de uma ampla expedição por 14 polos produtores de tomate e batata, localizados em regiões estratégicas do Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste do Brasil. A iniciativa faz parte da Rota da batata e do tomate, realizada em parceria com a Gowan do Brasil, dentro do escopo do programa Parcerias Inteligentes HFBrasil.

Durante a jornada, pesquisadores, técnicos e jornalistas da HF Brasil conduziram visitas técnicas, palestras e coletas de dados primários diretamente com produtores, resultando na análise de indicadores como produtividade, rentabilidade, custos de produção e estratégias de manejo adotadas nas lavouras.

“Cada parada foi uma troca rica de informações. Levamos dados e voltamos com histórias, desafios e soluções reais do campo. Esta edição traduz tudo isso em números, gráficos e análises que ajudam a pensar o futuro da produção nacional”, afirma João Paulo Deleo, pesquisador do Cepea e coordenador da expedição.

A publicação do Cepea destaca avanços agronômicos, como o uso crescente da enxertia na cultura do tomate, e a profissionalização da bataticultura, especialmente voltada à indústria de congelados. Também são abordados os principais gargalos enfrentados pelos produtores, como incertezas climáticas, alto custo dos insumos e escassez de mão de obra qualificada.

Com uma abordagem técnico-analítica e linguagem acessível, a reportagem oferece uma leitura estratégica para produtores, técnicos, consultores e agentes da cadeia hortícola interessados em compreender as transformações em curso na produção nacional.





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Fertilizantes encarecem produção de trigo no Paraná



Preço do trigo ainda desanima produtor




Foto: Canva

O preço médio da saca de trigo recebido pelos produtores paranaenses em maio foi de R$ 79,69, valor estável em relação a abril, mas 15% superior ao praticado em maio de 2024 (R$ 68,83). Apesar da alta anual, o patamar é considerado insuficiente para reverter o desânimo dos produtores, especialmente diante do aumento dos custos de produção. As informações são do Boletim de Conjuntura Agropecuária desta quinta-feira (12), elaborado pelos analistas do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab).

O Deral aponta que os principais fertilizantes utilizados na cultura registraram um aumento de preços de 22% no mesmo período. Isso contribuiu para um acréscimo de aproximadamente 8% nos custos variáveis, que passaram de R$ 67,41 para R$ 72,87 por saca nos últimos 12 meses. A alta foi “parcialmente atenuada pela redução nos custos com agrotóxicos e sementes”.

Os produtores paranaenses já semearam 78% da área de 850 mil hectares destinada à triticultura. Caso essa estimativa se confirme, a área de plantio de trigo no estado será 25% inferior à colhida em 2024, que foi de 1,13 milhão de hectares.

Apesar da redução na área, a cultura apresenta ótimas condições de campo até o momento, mantendo o potencial de produção próximo de 130 sacas por alqueire. As lavouras já implantadas foram “bastante beneficiadas pelas chuvas recentes”, especialmente em regiões onde as precipitações ainda não haviam sido volumosas e abrangentes, como partes do Norte Pioneiro e dos Campos Gerais. As chuvas também criaram “boas condições para a continuidade do plantio, proporcionando umidade suficiente para garantir, futuramente, uma boa germinação nas áreas ainda não semeadas no estado”





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Argentina suspende importações de produtos e subprodutos de aves do Brasil


Logotipo Reuters

BUENOS AIRES (Reuters) – A agência sanitária estatal a Argentina, Senasa, ordenou nesta sexta-feira a suspensão das importações de produtos e subprodutos de aves do Brasil, o maior exportador mundial de frango, que horas antes confirmou seu primeiro surto de gripe aviária em uma granja comercial.

“Após a confirmação das autoridades brasileiras, a Senasa solicitou ao setor produtivo o reforço das medidas de biossegurança em seus estabelecimentos”, afirmou a agência em comunicado, acrescentando que as medidas permanecerão em vigor até que o Brasil seja certificado como livre da gripe aviária.

((Reportagem de Maximilian Heath)

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Grupo Ferrarin comunica falecimento de Gustavo Ferrarin, neto do fundador Wilson Ferrarin



Gustavo Ferrarin, filho de Ronaldo Ferrarin — CEO da Agrofel — e neto de Wilson Ferra




Foto: Reprodução/Redes Sociais

O Grupo Ferrarin comunicou, com profundo pesar, o falecimento de Gustavo Ferrarin, filho de Ronaldo Ferrarin — CEO da Agrofel — e neto de Wilson Ferrarin, fundador da empresa. Gustavo integrava a família Ferrarin, que dá nome ao grupo empresarial.

Em nota oficial divulgada pela companhia, a trajetória de Gustavo foi destacada como fortemente ligada à história do Grupo Ferrarin, sendo marcada por valores como trabalho, união e legado familiar. “Sua presença, sempre gentil e comprometida, foi símbolo da continuidade de uma geração que carrega os princípios que nos trouxeram até aqui”, afirmou o comunicado.

O texto ressalta ainda a importância de Gustavo como inspiração pela sua humanidade, respeito e dedicação. “Neste momento de profunda dor, nos solidarizamos com toda a família Ferrarin, com amigos e colegas que partilham essa perda irreparável”, diz a nota.

O Grupo Ferrarin finaliza a homenagem com votos de solidariedade à família e a todos que conviveram com Gustavo, reafirmando que sua memória permanecerá viva naqueles que seguem os mesmos valores que marcaram sua vida.





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Colheita de arroz é oficialmente encerrada no Rio Grande do Sul



Rio Grande do Sul mantém sua posição como o principal produtor nacional de arroz




Foto: Pixabay

A colheita de arroz no Rio Grande do Sul para a safra 2024/2025 foi oficialmente encerrada nesta quinta-feira (12), conforme anúncio do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga). A equipe técnica da autarquia confirmou a conclusão dos trabalhos em todas as regiões produtoras do estado.

Embora haja uma “pequena área a ser colhida em alguns municípios”, o volume remanescente é considerado “pouco significante do ponto de vista estatístico”, justificando o encerramento do ciclo de colheita pelo Irga. As informações consolidadas sobre a área colhida, produtividade média, produção total e área perdida estão em fase de finalização e serão divulgadas no Relatório Final da Safra 2024/2025.

O Rio Grande do Sul mantém sua posição como o principal produtor nacional de arroz, sendo responsável por mais de 70% da produção do país. O Irga reafirma seu “compromisso com o acompanhamento técnico e a transparência dos dados, contribuindo para o fortalecimento da cadeia produtiva do arroz no estado”.

Uruguaiana lidera o ranking estadual de produção, com 707.219,10 toneladas, seguido por Santa Vitória do Palmar (653.120,40 toneladas) e Itaqui (604.789,17 toneladas).

Ranking dos maiores produtores do estado:

  • 1º Uruguaiana 707.219,10
  • 2º Santa Vitória do Palmar 653.120,40
  • 3º Itaqui 604.789,17
  • 4º Alegrete 460.753,00
  • 5º Dom Pedrito 339.271,97
  • 6º Camaquã 330.461,39
  • 7º Arroio Grande 308.809,20
  • 8º São Borja 306.703,95
  • 9º Mostardas 248.314,80
  • 10º Barra do Quaraí 230.804,40

 

Ranking dos maiores produtores por região:

Campanha

  • 1º Dom Pedrito 339.271,97
  • 2º São Gabriel 218.640,00
  • 3º Rosário do Sul 146.854,68
  • 4º Cacequi 93.660,30
  • 5º Sant’Ana do Livramento 76.596,54

 

Região Central

  • 1º Cachoeira do Sul 218.275,89
  • 2º São Sepé 123.300,00
  • 3º Restinga Seca 95.449,20
  • 4º Formigueiro 80.014,75
  • 5º Agudo 68.656,50

 

Fronteira Oeste

  • 1º Uruguaiana 707.219,10
  • 2º Itaqui 604.789,17
  • 3º Alegrete 460.753,00
  • 4º São Borja 306.703,95
  • 5º Barra do Quaraí 230.804,40

 

Planície Costeira Externa

  • 1º Mostardas 248.314,80
  • 2º Viamão 137.789,70
  • 3º Palmares do Sul 130.489,10
  • 4º Santo Antônio da Patrulha 105.966,00
  • 5º Capivari do Sul 80.510,00

 

Planície Costeira Interna

  • 1º Camaquã 330.461,39
  • 2º Tapes 175.258,00
  • 3º Arambaré 141.384,50
  • 4º Barra do Ribeiro 115.507,35
  • 5º Eldorado do Sul 106.114,27

 

Zona Sul

  • 1º Santa Vitória do Palmar 653.120,40
  • 2º Arroio Grande 308.809,20
  • 3º Rio Grande 191.297,05
  • 4º Jaguarão 155.585,43
  • 5º Pelotas 81.810,00





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