quinta-feira, março 19, 2026

Política & Agro

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Produção de soja deve cair 4,79% no Mato Grosso



Demanda interna de soja cresce puxada pelo biodiesel




Foto: USDA

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) manteve, nesta segunda-feira (1º), a projeção de Oferta e Demanda da soja para a safra 2025/26 em Mato Grosso. A estimativa é de 48,55 milhões de toneladas, retração de 4,79% em relação ao ciclo anterior, resultado da menor produção projetada até o momento.

Segundo o levantamento, a demanda pelo grão mato-grossense deve alcançar 47,61 milhões de toneladas, queda de 4,07% frente à safra passada. Do total previsto, 27,81% devem ser destinados ao esmagamento no estado, 9,54% ao consumo em outras unidades da federação e 62,65% às exportações. O instituto destacou que o mercado externo segue como principal destino da produção.

Entre os segmentos de consumo, apenas o interno registra crescimento em relação ao ciclo anterior, movimento impulsionado pelo aumento da demanda por biodiesel, em decorrência da elevação da mistura obrigatória em 2025.

Os estoques finais foram mantidos em 0,94 milhão de toneladas, o que representa uma queda de 31,04% em comparação com a safra 2024/25.





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Juros futuros fecham perto da estabilidade após entrada em vigor de tarifa…


Logotipo Reuters

 

SÃO PAULO (Reuters) – As taxas dos DIs fecharam praticamente estáveis, devolvendo uma parte pequena dos ganhos da sessão anterior, em meio ao impasse comercial entre Brasil e Estados Unidos, com a entrada em vigor nesta quarta-feira das tarifas americanas de 50% sobre produtos brasileiros.

No fim da tarde, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2027 estava em 14,16%, ante o ajuste de 14,158% da sessão anterior. A taxa para janeiro de 2028 marcava 13,48%, ante o ajuste de 13,473%.

Entre os contratos longos, a taxa para janeiro de 2031 estava em 13,62%, ante 13,641% do ajuste anterior, e o contrato para janeiro de 2033 tinha taxa de 13,73%, ante 13,761%.

O mercado doméstico segue com várias incertezas sobre o tema tarifário no radar, incluindo a perspectiva de que mais produtos recebam isenções dos EUA, a expectativa pelo plano de contingência do governo brasileiro e uma potencial escalada do embate político após a decretação da prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse mais cedo em entrevista à Reuters não ver espaço para negociações diretas com Trump e que o Brasil não pretende anunciar tarifas recíprocas contra Washington.

Já o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou a jornalistas pela manhã que o pacote de ajuda do governo a setores e empresas afetados pela tarifa mais elevada dos EUA incluirá crédito e aumento de compras governamentais, acrescentando que conversará na semana que vem com o secretário do Tesouro, Scott Bessent.

“O escopo das tarifas de 50% será mais brando do que o inicialmente esperado. Embora o impacto macroeconômico direto deva ser limitado, os efeitos setoriais são relevantes e o impacto indireto pode ganhar tração caso haja deterioração significativa da percepção de risco”, disseram analistas do BTG em relatório.

No cenário externo, o foco dos mercados tem permanecido em torno do Federal Reserve desde sexta-feira, com investidores atentos à possibilidade de cortes na taxa de juros a partir de setembro e à espera da indicação de Trump para uma vaga aberta na diretoria do banco central dos EUA.

Nesta quarta, operadores consolidaram ainda mais as apostas na retomada do afrouxamento monetário pelo Fed, uma vez que continua crescendo a lista de autoridades que parecem abertas a um ajuste da política monetária no próximo mês, principalmente depois de um relatório de emprego fraco para julho.

A expectativa ainda é de que, com a indicação de um novo diretor por Trump, o Fed possa caminhar gradualmente a uma visão mais semelhante a do presidente norte-americano, que defende cortes imediatos e profundos na taxa de juros.

O rendimento do Treasury de dois anos — que reflete apostas para os rumos das taxas de juros de curto prazo — tinha queda de 1 ponto-base, a 3,703%.

(Reportagem de Fernando Cardoso)





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Produtores terão R$ 300 milhões em apoio via COV de arroz


A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) anunciou, na última segunda-feira (1º), a destinação de mais R$ 300 milhões para operações de Contratos de Opção de Venda (COV) de arroz. Segundo a estatal, a medida tem como finalidade “sinalizar ao mercado preços mais justos ao produtor”. O recurso permitirá a contratação de aproximadamente 200 mil toneladas da safra 2025/2026. O anúncio foi feito pelo presidente da Conab, Edegar Pretto, durante a 48ª Expointer, em Esteio (RS).

De acordo com Pretto, o COV “funciona como um seguro de preços ao produtor”. O mecanismo garante ao agricultor o direito de vender o arroz ao governo federal por um valor previamente fixado. Caso o mercado ofereça condições mais vantajosas, o produtor poderá optar por negociar fora do contrato com a Conab, sem custos adicionais.

Os valores de referência, bem como as datas de negociação e vencimento dos contratos, serão definidos pelo governo federal e publicados em Portaria Interministerial e editais da Conab. Esta é a terceira rodada de COV em menos de um ano. Até agora, a estatal já mobilizou cerca de R$ 1,5 bilhão para apoiar os produtores de arroz.

No final de 2024, a Conab havia anunciado quase R$ 1 bilhão em contratos de opção para até 500 mil toneladas da safra 2024/2025. Na ocasião, o preço sinalizado foi de R$ 87 por saca de 50 quilos. Deste volume, 91 mil toneladas foram negociadas e parte incorporada aos estoques públicos.

Em junho deste ano, foi lançada a segunda rodada de COV, diante da queda de preços no mercado. Entre outubro de 2024 e junho de 2025, a média estadual caiu 42%, chegando a R$ 65,46 por saca. A Conab fixou preços de cerca de R$ 74, o que resultou em adesão quase total, com 109,2 mil toneladas contratadas.

Segundo a estatal, o arroz adquirido pode ser destinado ao abastecimento da população em situações de crise, além de evitar oscilações bruscas no mercado.

Ainda na Expointer, a Conab efetuou o pagamento a agricultores que executaram contratos da primeira rodada, em 2024. Produtores de São Borja, Camaquã e Pelotas receberam quase R$ 7,7 milhões pela venda de 4,7 mil toneladas em mais de 170 contratos.

Também foi assinada a intenção de fornecimento de arroz referente à segunda rodada de COV deste ano. Cerca de 2.260 contratos, equivalentes a 61 mil toneladas oriundas de municípios como Barra do Quaraí, Barra do Ribeiro, Eldorado do Sul, Itaqui, São Borja, São Gabriel e Uruguaiana, devem ser entregues ao governo.





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Qual o segredo para lucrar com a soja?



Diante desse cenário, a recomendação é manter disciplina



Diante desse cenário, a recomendação é manter disciplina
Diante desse cenário, a recomendação é manter disciplina – Foto: Expodireto Cotrijal

O mercado da soja segue cercado de incertezas, e os produtores precisam se apoiar mais na gestão financeira do que nas oscilações de preços. De acordo com a TF Agroeconômica, a principal recomendação é clara: siga o seu lucro. A consultoria reforça que cada agricultor deve calcular corretamente os seus custos de produção e manter uma série histórica dos resultados. Quando os preços alcançarem níveis próximos aos de lucro esperado, a venda deve ser realizada sem hesitar, evitando o risco de esperar por novas altas que podem não se concretizar.

Entre os fatores de alta que sustentam os preços, o clima adverso nos Estados Unidos é destaque. A falta de chuvas no cinturão de soja e milho tem prejudicado as lavouras e aumentado a área com seca moderada, o que pode reduzir a produtividade. Além disso, o relatório semanal do USDA mostrou exportações acima do esperado, com vendas de mais de 1,3 milhão de toneladas de soja para a safra 2025/26. No Brasil, as compras consistentes da China também ajudam a segurar os preços, como indicam os números do CEPEA para Paranaguá, com valorização acumulada de 0,97% no mês.

Por outro lado, fatores de baixa pressionam o mercado. A China tem buscado diversificar seus fornecedores e já reservou volumes expressivos de soja da Argentina e do Uruguai para embarque nos próximos meses, podendo alcançar até 10 milhões de toneladas no ciclo 2025/26. Esse movimento reduz a dependência do produto americano e pode limitar novas altas internacionais. Além disso, no Brasil, a baixa demanda por farelo e óleo de soja, associada ao fraco desempenho do programa B30, impede que os preços subam com maior intensidade.

Diante desse cenário, a recomendação é manter disciplina e foco no planejamento financeiro. Mais do que nunca, a decisão de venda deve ser guiada pela calculadora do produtor, e não pelo “achismo” do mercado. Essa postura estratégica é fundamental para garantir margens positivas mesmo em um ambiente de volatilidade e competição global.

 





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Soja fecha agosto em alta na CBOT


O mercado da soja em Chicago (CBOT) encerrou agosto em forte valorização, influenciado por preocupações com o clima nos Estados Unidos, maior produtor mundial. Segundo a TF Agroeconômica, o contrato de soja para setembro, referência para a safra brasileira, fechou em alta de 0,83%, a US$ 1.036,75 por bushel, enquanto o contrato de novembro avançou 0,62%, a US$ 1.054,50.

Os derivados da soja tiveram desempenhos distintos: o farelo para setembro recuou 0,94%, cotado a US$ 283,60 por tonelada curta, enquanto o óleo caiu 0,54%, encerrando a US$ 51,47 por libra-peso. A valorização do grão foi impulsionada pela falta de chuvas no cinturão agrícola americano, que pode comprometer a produtividade, e também por uma demanda externa que compensou a queda nas compras chinesas oficiais.

Apesar da alta diária, a semana registrou queda: o contrato de soja para novembro perdeu 0,38% (-US$ 4,00/bushel), o farelo caiu 1,7% (-US$ 4,9/ton curta) e o óleo recuou 5,9% (-US$ 3,24/libra-peso) nos contratos de outubro. Essa volatilidade reflete ajustes na demanda global e cortes na safra americana, mantendo o mercado atento às oscilações e aos riscos climáticos.

No acumulado do mês, a soja apresentou forte valorização de 6,6% (+US$ 65,25/bushel), o farelo subiu 5,2% (+US$ 13,9/ton curta), enquanto o óleo registrou queda de 4,75% (-US$ 2,60/libra-peso). Esses resultados mostram como fatores climáticos e comerciais impactam de forma distinta os produtos derivados da soja, influenciando diretamente a estratégia de venda e armazenamento de produtores e exportadores brasileiros.

 





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Como a soja encerrou a semana nos estados?


O Rio Grande do Sul registrou queda nos preços da soja e agora debate sobre calendário de plantio, segundo informações da TF Agroeconômica. “As indicações de preços para pagamento em meados de setembro, com entrega entre agosto e setembro, ficaram em R$ 140,00 nos portos. No interior, as cotações marcaram perda em torno de R$ 135,20 (-0,59%) por saca em Cruz Alta. Passo Fundo e Santa Rosa/São Luiz caíram para R$ 134,00 (-1,47%) variando conforme a data de pagamento, enquanto em Panambi o preço de pedra foi registrado em R$ 123,00 por saca ao produtor”, comenta.

Santa Catarina mantém estabilidade, mas o déficit de armazenagem preocupa. “No porto de São Francisco do Sul, referência para a exportação, o preço seguiu sem grandes alterações, reforçando o quadro de equilíbrio momentâneo no estado. No porto de São Francisco, a saca de soja é cotada a R$ 142,84”, completa.

Boa competitividade e logística equilibrada no Mato Grosso do Sul. “O mercado de soja em Mato Grosso registrou recuo nas principais praças, refletindo a queda dos prêmios de exportação e resultando em desvalorização média no estado. Campo Verde: R$ 124,00 (-0,11%). Lucas do Rio Verde: R$ 118,42 (-1,29%), Nova Mutum: R$ 118,00 (-1,33%). Primavera do Leste: R$ 123,14 (-0,25%). Rondonópolis: R$ 127,80 (+3,02%). Sorriso: R$ 118,11 (-0,63%)”, indica.

O Paraná projeta safra maior e vê preços firmes em Paranaguá. “Em Paranaguá, o preço chegou R$ 142,88. Em Cascavel, o preço foi 127,76 (-0,82%). Em Maringá, o preço foi de R$ 134,50 (+2,14%). Em Ponta Grossa o preço foi a R$ 135,50 (+2,80%) por saca FOB, Pato Branco o preço foi R$ 139,65. No balcão, os preços em Ponta Grossa ficaram em R$ 118,00”, informa.

O Mato Grosso ainda enfrenta gargalos logísticos e pressão sobre armazenagem. “O mercado de soja em Mato Grosso registrou recuo nas principais praças, refletindo a queda dos prêmios de exportação e resultando em  desvalorização média no estado. Campo Verde: R$ 124,00 (-0,11%). Lucas do Rio Verde: R$ 118,42 (-1,29%), Nova Mutum: R$ 118,00 (-1,33%). Primavera do Leste: R$ 123,14 (-0,25%). Rondonópolis: R$ 127,80 (+3,02%). Sorriso: R$ 118,11 (-0,63%)”, conclui.

 





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Maiores empresas de bioinsumos faturam R$ 5 bilhões


A Koppert Brasil lidera o ranking das maiores empresas de bioinsumos do Brasil, com receita oficial divulgada de aproximadamente BRL 900 milhões em 2024 (converter para USD). É o que aponta levantamento realizado por Gabriel Medina, professor da Universidade de Brasília.

De acordo com o acadêmico, o estudo foi feito com base no faturamento publicada pelas empresas, o que permite identificar os principais atores desse setor em franco crescimento no Brasil.

Em segundo lugar no ranking aparece a Biotrop Soluções Biológicas, com cerca de BRL 740 milhões de faturamento divulgado.

Logo em seguida vem o ecossistema Cogny, com faturamento em torno de BRL 700 milhões. O grupo inclui as empresas fabricantes de insumos biológicos Simbiose, Bioma, Biagro, Biograss, e BioJet.

Além dessas, outras empresas elencadas no ranking como as mais importantes no segmento incluem:

    • Agrivalle Brasil (faturamento de BRL 220 milhões)

    • Vittia (faturamento de BRL 210 milhões)

    • Ballagro Agro Tecnologia (faturamento de BRL 200 milhões)

    • Andermatt Brasil (faturamento de BRL 80 milhões)

Além dessas, as demais empresas fabricantes de insumos biológicos somaram faturamento de BRL 195 milhões. Estão dentro desse montante De Sangosse Brasil, Lallemand Plant Care Brasil e  AgBiTech Brasil, entre diversas outras.

O professor Medina ressalta que o levantamento ainda está em desenvolvimento e trata-se de um projeto aberto para profissionais e especialistas do setor contribuírem com dados adicionais para tornar a análise mais precisa e abrangente.

De acordo com especialistas ouvidos pelo AgroPages, iniciativas como essa são essenciais para entender o avanço dos bioinsumos no mercado agrícola brasileiro, que vem ganhando espaço diante da crescente demanda por práticas agrícolas ambientalmente responsáveis e eficientes. A participação dessas empresas demonstra o potencial de inovação e crescimento desse segmento estratégico para a sustentabilidade do agronegócio brasileiro.

Players em um Mercado Expansivo

O mercado de bioinsumos agrícolas no Brasil alcançou um faturamento estimado em R$ 5 bilhões na safra 2023/24, considerando o preço final pago pelo agricultor, conforme dados da CropLife Brasil.

Segundo dados da DunhamTrimmer – International Bio Intelligence, o mercado global de biológicos deve atingir USD 30 bilhões até 2030, com taxa de crescimento anual composta de 10,42%.

“O Brasil é hoje o mercado dinâmico, não somente da América Latina, mas também em nível mundial. Isso gera um efeito de atração muito forte para empresas e para tecnologias. Vejo que há uma consolidação gradual, onde ficarão players, ou empresas, com respaldo técnico, com qualidade comprovada, com modelos de distribuição eficientes, que vão ser os que vão sobreviver e vão dar sustentabilidade”, afirma Ignacio Moyano, Vice President of Business Development Latin America da DunhamTrimmer.

De acordo com o especialista, a presença no Brasil de um número muito bom de empresas locais foi fundamental para o crescimento de biotecnologia no Brasil. Pela DunhamTrimmer, Ignacio Moyano vem trabalhando em diversas fusões e aquisições de empresas nesse segmento de mercado. 

“As empresas estão em uma busca de alternativas, tanto locais a fertilizantes importados e à consolidação de atores internacionais que buscam espaços com alianças e também com aquisições de empresas locais. Então é fundamental entender bem as particularidades do mercado atual do Brasil, como a estrutura de distribuição, as exigências regulatórias, e a adaptação de tecnologias a condições locais, como fatores de barreira para poder fazer um ‘landing’, uma entrada no mercado brasileiro”, conclui o executivo.

Autor do levantamento, Gabriel Medina é Pós-doutor em Políticas Ambientais pelo Imperial College London (Reino Unido) (2014) com bolsa da Capes. Também é Doutor em Ciências Naturais pela Universidade de Freiburg (Alemanha) (2008), revalidado como doutor em Ciências Agrárias pela Universidade Federal do Pará. Além disso, é Licenciado Pleno em Ciências Agrárias com mestrado em Agriculturas Familiares e Desenvolvimento Sustentável pela Universidade Federal do Pará (2003).





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O preço do milho ainda vai subir



Por outro lado, fatores de pressão para baixa também existem



Por outro lado, fatores de pressão para baixa também existem
Por outro lado, fatores de pressão para baixa também existem – Foto: AgResource

O mercado de milho sinaliza alta nos preços nos próximos meses, segundo análise da TF Agroeconômica. A consultoria destaca que a tendência é sazonal e se repete anualmente, com a redução gradual dos estoques impulsionando a demanda e, consequentemente, os valores da commodity.

Para produtores e empresas, o conselho é estratégico: caso seja necessário vender para honrar compromissos imediatos, recomenda-se comercializar o produto físico e simultaneamente comprar contratos futuros na B3. Essa operação permite continuar participando das altas de preço esperadas para o segundo semestre. Para empresas com contratos obrigatórios de venda, a orientação segue a mesma linha, protegendo margens e garantindo receita futura.

Entre os fatores que favorecem a alta estão o ritmo acelerado das vendas nos Estados Unidos, superando a média necessária para atingir a meta recorde de exportação de 73,03 milhões de toneladas estabelecida pelo USDA. Na Europa, a produção prevista caiu de 60,10 para 57,60 milhões de toneladas, aumentando a necessidade de importações, enquanto as exportações da Ucrânia caíram 60,64% em comparação ao mesmo período do ano passado, abrindo espaço para vendas brasileiras e americanas. No Brasil, os preços já mostram recuperação, impulsionados pelo consumo industrial e pelas exportações do segundo semestre.

Por outro lado, fatores de pressão para baixa também existem. Nos EUA, o início da colheita de safra recorde no sul do país deve ampliar a oferta. Problemas nas negociações comerciais entre Washington e Tóquio afetam a demanda externa, já que o Japão é o segundo maior comprador de milho americano. No Brasil, a desvalorização do dólar e a queda nos preços de produtos consumidores de milho, como etanol hidratado, carne de frango e bovina, freiam a valorização da commodity. Diante desse cenário, produtores e empresas devem atuar de forma estratégica para proteger margens e aproveitar oportunidades de ganho.

 





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Brasil lidera embarques de café solúvel no mundo



Exportações de café solúvel crescem 47% em junho




Foto: Pixabay

Em junho de 2025, as exportações mundiais de café solúvel atingiram 1,3 milhão de sacas de 60 quilos, resultado 47,2% superior ao registrado no mesmo período de 2024, quando foram embarcadas 940 mil sacas. O Brasil se destacou como principal fornecedor global, com 300 mil sacas enviadas ao exterior, o que correspondeu a 23% do volume mundial no mês.

De acordo com informações do Observatório do Café, as vendas internacionais de café torrado também cresceram. O volume passou de 50 mil para 80 mil sacas, uma alta de 58,1% em relação a junho do ano anterior. No mesmo período, as exportações de café verde somaram 10,23 milhões de sacas, avanço de 3,3% frente às 9,91 milhões exportadas em junho de 2024.

Na composição geral das exportações de junho, os grãos verdes mantiveram participação predominante, representando cerca de 87% do volume total. O café solúvel respondeu por aproximadamente 11%, consolidando o Brasil como líder nesse segmento. Já o café torrado ficou com uma fatia de 0,7%.

Segundo a análise, “os números reforçam a relevância estrutural dos grãos verdes no comércio internacional, mas também evidenciam o dinamismo crescente do mercado de solúvel e a expansão consistente do segmento de cafés torrados”.





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Milho fecha agosto em alta na B3 e em Chicago


O mercado de milho encerrou agosto com valorização nas principais bolsas, impulsionado por maior atividade dos compradores e perspectivas de alta no segundo semestre. Segundo a TF Agroeconômica, as cotações na B3 ganharam fôlego com a valorização do dólar e da bolsa de Chicago, enquanto no físico, vendedores ainda focados na soja buscaram melhores propostas.

Na B3, os contratos futuros fecharam com variações mistas no dia, mas o balanço mensal foi positivo. O contrato de novembro/25 subiu 2,55% no mês, fechando a R$ 69,52, enquanto a média Cepea avançou 1,18%. O vencimento de janeiro/26 encerrou a R$ 71,95, com alta acumulada de R$ 0,30 na semana. No geral, o milho físico também apresentou valorização, refletindo maior procura por lotes disponíveis após o fim da colheita.

Em Chicago, o milho também registrou alta sustentada pela demanda. O contrato de setembro, referência para a safrinha brasileira, subiu 3,24%, fechando a $ 398,00 cents/bushel, e o de dezembro avançou 2,50%, a $ 420,25 cents/bushel. Fundos de investimento nos EUA aproveitaram os preços mais baixos para cobrir posições vendidas, enquanto a forte procura externa e interna, incluindo possíveis compras do Vietnã, sustentou os preços mesmo com a iminência de uma colheita recorde americana.

O resultado foi um cenário positivo para milho no dia, na semana e no mês. Na B3, o acumulado de agosto trouxe leve alta nas médias, enquanto em Chicago, o avanço mensal foi de 1,57%, refletindo um mercado firme diante da demanda consistente e das expectativas de continuidade da valorização nos próximos meses.

 





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