terça-feira, março 17, 2026

Política & Agro

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Federarroz e Farsul vão debater cenários e perspectivas para a safra de arroz



Setor orizícola enfrenta dificuldades com importação, tributos e custo de produção


Foto: Pixabay

A palestra online “Contexto da Safra de arroz 2025/2026” vai acontecer na próxima quinta-feira, 2 de outubro, a partir das 19h. Participam o presidente da Federação dos Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Denis Nunes, e o economista-chefe do Sistema Farsul e CEO da Agromoney, Antônio da Luz. O encontro vai apresentar análises sobre os principais fatores que influenciam a próxima safra, com transmissão pelo canal da Federarroz no YouTube.

O presidente da Federarroz, Denis Nunes, destaca que a ideia é aprofundar o quadro de dificuldades e incertezas que vive o setor. “Vamos falar sobre o contexto que enfrentaremos na safra 2025/2026, bem como as ações que devemos tomar ainda neste plantio de 2025. Já o economista Antônio da Luz deverá especificar mais como estão os estoques e como deverão ficar se tomarmos ou não as ações necessárias neste plantio”, observa.

Entre os pontos que deverão ser abordados estão o cenário econômico do arroz no Brasil e no Rio Grande do Sul, custos de produção e insumos, área plantada e estratégia de redução, mercado interno e competitividade, políticas públicas e demandas aos governos, riscos e incertezas climáticas, logística, perspectivas e orientações aos produtores.





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Milho tem ritmo acima da média das últimas 5 safras



Paraná, SC e RS lideram semeadura do milho



Foto: Canva

Segundo análise semanal divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) nesta segunda-feira (29), com base em dados da Conab, a semeadura da primeira safra 2025/26 de milho no Brasil alcançou 20,80% da área estimada. O levantamento aponta que “a semeadura apresentou avanço semanal de 6,10 pontos percentuais”, enquanto, em relação ao mesmo período da safra 2024/25, os trabalhos estão 4,60 pontos percentuais à frente e 2,60 pontos acima da média das últimas cinco safras.

O maior ritmo foi resultado do progresso no Sul do país, com destaque para o Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Até 20 de setembro, a semeadura havia atingido 44,00% no Paraná, 35,00% em Santa Catarina e 66,00% no Rio Grande do Sul. “O desempenho mais acelerado decorre das condições climáticas favoráveis nessas regiões, onde as chuvas recentes garantiram boa umidade no solo para o início das operações”, destacou o relatório.

Apesar do adiantamento, apenas esses três estados iniciaram os trabalhos, representando juntos 36,18% da área nacional projetada para a primeira safra. O Imea acrescenta que, nas próximas semanas, a previsão do NOAA indica precipitações entre 35 e 75 milímetros na região Sul, o que tende a favorecer o desenvolvimento das áreas já plantadas.





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Oferta pressiona boi gordo em MT durante setembro



Imea projeta recuperação do boi gordo até fim do ano



Foto: Pixabay

Segundo análise semanal divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) nesta segunda-feira (29), o aumento da arroba paulista ampliou o diferencial de base entre Mato Grosso e São Paulo na parcial de setembro de 2025.

Até o dia 26 de setembro, o preço da arroba do boi gordo em Mato Grosso ficou na média de R$ 295,98, recuo de 0,31% em relação a agosto. Em São Paulo, a arroba foi cotada em média a R$ 312,00, alta de 0,37% no mesmo comparativo. O relatório destaca que “esses valores representam os maiores já registrados para o período em ambas as praças”, considerando preços livres do Funrural.

Com esse movimento, o diferencial de base MT-SP atingiu -5,13% na parcial de setembro, queda de 0,66 ponto percentual em comparação com agosto. De acordo com o Imea, o cenário reflete o aumento da oferta de bovinos vencidos, que pressionou os preços do boi gordo ao longo do mês.

O instituto acrescenta que “o alongamento ou encurtamento do diferencial de base dependerá da recuperação dos preços do boi gordo, movimento que tenderá a ocorrer no final do ano”.





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colheita da soja fica 5 pontos atrás de 2024



USDA atualiza avanço de milho e soja



Foto: Canva

O Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado nesta terça-feira (30) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), apresentou o andamento da safra de milho e soja no país até 28 de setembro.

No caso do milho, 95% da safra atingiu o estágio de amadurecimento, resultado igual ao do ano passado e 1 ponto percentual abaixo da média dos últimos cinco anos. Segundo o boletim, “71% do milho estava maduro no final da semana, 2 pontos percentuais abaixo do ano passado e 3 pontos abaixo da média”. Até os mesmos dados, 18% da área plantada havia sido colhida, recuo de 2 pontos em relação a 2024 e 1 ponto abaixo da média histórica. A qualidade do cereal manteve-se estável, com 66% classificado como bom a excelente. Em Iowa, principal estado produtor, o índice chegou a 71%.

Em relação à soja, 79% da safra havia perdas até 28 de setembro, número igual ao do ano passado e 2 pontos percentuais acima da média de cinco anos. A colheita atingiu 19% da área plantada, 5 pontos abaixo de 2024 e 1 ponto abaixo da média. O USDA informou que “62% da safra de soja foi classificada como boa a excelente, 1 ponto percentual acima da semana anteriorou”.





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Demanda por fretes cai em Goiás após colheita do milho



Goiás exporta 1,9 milhões de toneladas de grãos até agosto



Foto: Sheila Flores

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou, por meio da edição de setembro do Boletim Logístico, divulgou nesta segunda-feira (29), que Goiás registrou em agosto redução na demanda por fretes a partir da segunda quinzena. Segundo a publicação, “essa variação sazonal está diretamente relacionada ao encerramento da colheita de milho na região sul do estado, um dos principais fatores que movimentam o setor logístico local”.

Conforme os boletins anteriores, os principais destinos das cargas transportadas pelas empresas foram os portos da Baixada Santista e o terminal da Rumo, em Rio Verde, considerados pontos estratégicos para o escoamento da produção regional. Durante o mês, o milho foi o produto mais movimentado, sobretudo na primeira quinzena. Com o fim da colheita, os preços oscilaram, registrando tanto quedas quanto altas pontuais que contribuíram para o mercado em algumas semanas.

Entre os fatores de sustentação do mercado, a Conab destacou a relativa estabilidade das cotações, mesmo diante das perspectivas de uma segunda safra de milho considerada promissora. Além disso, as exportações de Goiás entre janeiro e agosto somaram 1.921.219 toneladas de grãos in natura e processados, segundo dados do Siscomex. “Esse volume representa um aumento de quase 13% em relação ao exportado no mesmo período de 2024”, informou a companhia. O índice de comercialização da safra atual está entre 60% e 65%, podendo ser superior, em razão de vendas realizadas diretamente nas propriedades rurais.





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enchentes e seca afetam áreas agrícolas europeias



Chuva intensa contrasta com seca em regiões da Europa



Foto: Pexels

O Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado nesta terça-feira (30) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), destacou que as condições climáticas na Europa apresentaram fortes contrastes ao longo da última semana.

Segundo o relatório, “uma forte área de alta pressão sobre o norte da Europa manteve céus ensolarados e temperaturas até 3°C abaixo do normal”, o que favoreceu tanto a colheita das safras de verão quanto a semeadura das culturas de inverno.

Na Europa Central, o sistema de tempestades permaneceu estacionado devido à mesma alta pressão, provocando chuvas de 10 a 100 milímetros entre o leste da França, Itália, Alemanha central e sul, Bálcãs ocidentais e sudoeste da Polônia. “Os volumes de precipitação aumentaram o suprimento de umidade para os grãos e oleaginosas de inverno, mas também causaram inundações localizadas”, informou o boletim. Em algumas áreas do noroeste da Itália, os totais semanais ultrapassaram 200 milímetros, chegando a 262 milímetros.

Enquanto isso, a seca se intensificou na Hungria e no vale do baixo rio Danúbio, sob calor até 5°C acima do normal e céu aberto, o que manteve a umidade do solo severamente limitada para a emergência das lavouras de inverno.

Na Península Ibérica, o tempo seco sustentou um início mais lento do Ano Hidrológico de 2025/26. O boletim observou que “as temperaturas recordes da semana anterior foram substituídas por valores de 3 a 6°C abaixo do normal”. Apesar disso, os remanescentes do furacão Gabrielle trouxeram chuvas localizadas ao norte de Portugal e ao centro-oeste da Espanha logo após o período de monitoramento.





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Petróleo fecha em queda por preocupações com grande volume de oferta


Logotipo Reuters

Por Erwin Seba

HOUSTON (Reuters) – Os preços do petróleo caíram nesta sexta-feira, uma vez que as preocupações com o grande volume de suprimentos e o declínio da demanda superaram as expectativas de que o primeiro corte da taxa de juros do ano pelo Federal Reserve dos Estados Unidos desencadearia mais consumo.

Os contratos futuros do petróleo Brent fecharam a US$66,68 por barril, com queda de 1,1%. Os contratos futuros do West Texas Intermediate (WTI) dos EUA fecharam a US$62,68, com queda de 1,4%.

Ambos os contratos de referência, entretanto, subiram pela segunda semana consecutiva.

“O fornecimento de petróleo continua robusto e a Opep está reduzindo seus cortes na produção de petróleo”, disse Andrew Lipow, presidente da Lipow Oil Associates. “Não vimos nenhum impacto sobre as exportações russas de petróleo” devido às sanções.

O Fed cortou sua taxa de juros em um quarto de ponto percentual na quarta-feira e indicou que mais cortes viriam em seguida, em resposta aos sinais de fraqueza no mercado de trabalho dos EUA.

Os custos de empréstimos mais baixos normalmente aumentam a demanda por petróleo e elevam os preços.

John Kilduff, sócio da Again Capital, disse que futuros cortes de um quarto de ponto percentual nas taxas do Fed provavelmente não impulsionariam os mercados de petróleo porque enfraqueceriam ainda mais o dólar, tornando a compra do petróleo mais cara.

Do lado da demanda, todas as agências de energia, incluindo a Administração de Informações sobre Energia dos EUA, sinalizaram preocupação com o enfraquecimento da demanda, atenuando as expectativas de aumento significativo dos preços no curto prazo, disse Priyanka Sachdeva, analista da Phillip Nova.

(Reportagem de Erwin Seba em Houston, Stephanie Kelly em Londres; reportagem adicional de Sudarshan Varadhan)





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Paraná registra queda nos preços de fretes


A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou nesta segunda-feira (29), na edição de setembro do Boletim Logístico, que a demanda por fretes no Paraná registrou queda em relação a julho, período de pós-safra. Segundo o relatório, houve menos transações de grãos e de vendas, o que pressionou os preços para baixo.

No caso do feijão, os fretes recuaram em Cascavel, com variação de -15,00%, e em Ponta Grossa, com -15,25%. Em Campo Mourão, a demanda apresentou alta de 2,61%. Para o milho, o boletim apontou queda de 7,41% nos fretes com destino ao Rio Grande do Sul e estabilidade em direção a Paranaguá. A Conab informou ainda que a safra 2023/24 já foi totalmente comercializada para milho e soja de primeira safra, além do milho de segunda safra.

Em relação à safra 2024/25, o relatório indicou que 85,4% da produção de milho e 72,9% da soja da primeira safra foram comercializados. Já o milho de segunda safra atingiu 42,1% da produção negociada, com 91% da área colhida. Na região de Toledo, o índice de comercialização foi de 39%, com a colheita concluída em 100% da área.

Sobre o feijão, a Conab destacou que a cultura de primeira safra já foi totalmente colhida, com 98,7% da produção comercializada. No caso do feijão de segunda safra, toda a área também foi colhida, e 77,9% da produção foram vendidos. Em Pato Branco, não houve entrega do produto. Em Ponta Grossa, os fretes destinados ao Rio de Janeiro registraram alta de 1,71% e, para São Paulo, avanço de 5% em comparação com julho.





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fretes recuam 2,23% em agosto


A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou, na edição de setembro do Boletim Logístico, divulgou nesta segunda-feira (29), que os valores de fretes em São Paulo registraram queda em agosto em comparação com o mês anterior, mesmo diante do aumento no volume de transportes para o porto, movimento que se antecipou à tributação americana. Segundo a Conab, essa estratégia “aumentou bastante as exportações de carnes brasileiras para os Estados Unidos”.

O boletim apontou que algumas praças mantiveram os preços de julho e apenas a média de França ficaram acima do mês anterior. Em contrapartida, muitas rotas registraram queda, o que resultou em média 2,23% inferior.

De janeiro a julho, São Paulo exportou US$ 40,1 bilhões e importou US$ 50,3 bilhões, configurando déficit na balança comercial. O agronegócio somou US$ 16,22 bilhões em exportações, 7,6% abaixo do mesmo período de 2024, e US$ 3,41 bilhões em exportações, alta de 4% em relação ao ano passado. O setor sucroalcooleiro foi de maior participação, com US$ 4,52 bilhões exportados, seguido por carnes (US$ 2,31 bilhões), soja (US$ 1,78 bilhão), produtos florestais (US$ 1,77 bilhão) e sucos (US$ 1,73 bilhão).

As condições climáticas, com chuvas e temperaturas abaixo da média, não impactaram a colheita nem o transporte em agosto. A previsão para setembro indica duas semanas de seca, com chuvas previstas apenas para o fim do mês, ainda abaixo da média, o que pode afetar os caminhos futuros.

O boletim também registrou obras nos trechos das rodovias Antônio Schincariol e Castello Branco. A Conab avaliou que as obras “devem prejudicar o fluxo na estrada, todavia, não devem provocar atrasos nas exportações”.

Quanto ao combustível, o preço do diesel comum foi de R$ 6,02 e o do diesel S-10 de R$ 6,13, ambos com alto de R$ 0,03 frente a julho, reflexo da maior demanda interna.





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Colheita recorde de milho em MT pressiona preços logísticos


A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou, na edição de setembro do Boletim Logístico divulgado nesta segunda-feira (29), que os preços de fretes em Mato Grosso desaceleraram em agosto, após o término da colheita do milho. Segundo a Conab, “a colheita teve início em maio, se intensificou em meados de junho e, em julho, sugeriu-se o momento de maior concentração, com cerca de 60% do milho estadual colhido”. Em agosto, as atividades foram finalizadas, com o saldo remanescente inferior a 10% da área total.

O boletim destacou que a segunda safra de milho de 2025 atingiu produção superior a 53 milhões de toneladas, a maior da série histórica estadual. A Conab explicou que “a elevada oferta gerou saturação da capacidade logística estadual, com milho armazenado a céu aberto ou em silos bolsa”, ou que elevou os preços dos fretes, especialmente em julho. Em agosto, embora os preços tenham caído em algumas rotas, permaneceram acima do registrado no mesmo período da safra anterior.

Os trajetos mais longos para portos como Santos e Paranaguá registraram maiores quedas nos preços, enquanto rotas mais curtas para terminais ferroviários e portos do Arco Norte apresentaram quedas moderadas ou estabilidade. “Essas influências refletem a mudança do perfil do escoamento regional e a necessidade de dar solução logística à enorme quantidade colhida em 2025”, informou a Conab.

A demanda por transporte para os portos do Pará sustentou os preços nessas rotas, considerando a participação crescente desses portos nas exportações estaduais e nacionais. Os pontos de transbordo também ajudaram a manter o fluxo eficiente de escoamento, com trajetórias desse tipo registrando quedas moderadas ou estabilidade nas cotações.

O boletim ressalta que, mesmo com a desaceleração recente, o patamar de preços permanece elevado, devido às grandes safras de soja e milho, à oferta ainda disponível e à demanda interna e externa pelo milho de Mato Grosso. A Conab concluiu que “a tendência é de persistência de certo suporte aos preços nos próximos meses, em função da oferta elevada e da demanda dinâmica”.

Segundo o órgão, o mercado de milho apresenta hoje maior número de agentes com estratégias distintas, o que reduz a volatilidade e mantém os preços de fretes relativamente consistentes. “As perspectivas são de manutenção da cadência relevante de transporte e de patamares alcançados nos fretes rodoviários”, afirmou a Conab.





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