terça-feira, junho 16, 2026

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Colheita da safrinha de milho chega a 2,4% no Centro-Sul, aponta AgRural


Colheita de soja chega a 99% no Brasil e milho safrinha começa, diz Conab

A colheita da segunda safra de milho, a safrinha, alcançou 2,4% da área cultivada no Centro-Sul do Brasil até a última quinta-feira (28), segundo levantamento da AgRural divulgado nesta segunda-feira (1). Na semana anterior, o índice era de 0,9%, e, no mesmo período do ano passado, estava em 1,3%. O avanço é liderado por Mato Grosso, enquanto o Paraná ainda registra ritmo mais lento por causa da umidade.

De acordo com a AgRural, Mato Grosso concentra o maior avanço dos trabalhos de campo nesta fase inicial da colheita. O Paraná aparece na sequência, mas com distância maior, já que a umidade ainda limita a entrada das máquinas em parte das áreas produtoras.

A consultoria informou que a expectativa é de boas produtividades em Mato Grosso e no Paraná, além de Mato Grosso do Sul e da região sul de São Paulo. Esse quadro sugere desempenho mais favorável em áreas que mantiveram umidade suficiente para o desenvolvimento das lavouras até a reta final do ciclo.

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Em sentido contrário, produtores do norte de São Paulo, de Minas Gerais e de Goiás já fazem contas sobre as perdas associadas à estiagem prolongada. O levantamento não detalha, no material disponível, o percentual de quebra por Estado nem a área afetada em hectares, o que limita uma mensuração mais precisa do impacto regional neste momento.

Os dados mostram que a colheita avança em ritmo superior ao de igual período de 2025, mas o resultado final da safrinha no Centro-Sul seguirá condicionado pela diferença climática entre as regiões. Como o milho de segunda safra tem peso central na oferta nacional do cereal, o comportamento da produtividade nesses Estados será determinante para a consolidação da produção.

A evolução da colheita nas próximas semanas deve oferecer um quadro mais claro sobre o tamanho das perdas nas áreas atingidas pela seca e sobre o potencial produtivo nas regiões com melhor condição de umidade. Até lá, a leitura disponível indica um início de colheita mais adiantado no Centro-Sul, mas com desempenho desigual entre os Estados.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Embrapa e Carrefour firmam parceria para qualificar produtores de hortifrúti


Embrapa e Carrefour firmam parceria para qualificar produtores de hortifrúti

A Embrapa Instrumentação, em São Carlos (SP), e o Grupo Carrefour Brasil firmaram uma parceria para qualificar fornecedores e produtores, principalmente de frutas, legumes e verduras (FLV). O acordo foi anunciado em 1º de junho e prevê a oferta de conteúdos técnicos em formato virtual, com foco em rastreabilidade, segurança alimentar, sustentabilidade e gestão na cadeia de abastecimento.

Segundo as instituições, a iniciativa vai utilizar a base do Curso de Tecnologia Pós-colheita em Frutas e Hortaliças, já disponível gratuitamente na plataforma e-Campo da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). De acordo com o pesquisador Marcos David Ferreira, da Embrapa Instrumentação, o curso reúne sete módulos e recebeu cerca de 28,5 mil inscrições desde 2019, com participantes de todos os estados brasileiros e de 23 países.

A proposta é integrar esse conteúdo à Jornada da Autonomia do Grupo Carrefour Brasil, que reúne as bandeiras Atacadão, Carrefour e Sam’s Club. O acordo de cooperação técnica terá duração de quatro anos. Conforme as entidades, o objetivo é apoiar o monitoramento de indicadores, identificar pontos de melhoria e ampliar ações de capacitação voltadas à qualidade dos alimentos, à rastreabilidade, à conformidade socioambiental e à eficiência produtiva.

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Na prática, a parceria alcança um elo sensível da cadeia de FLV, segmento em que exigências de pós-colheita, padronização, controle de origem e atendimento a protocolos de segurança alimentar influenciam perdas, acesso ao varejo e organização da oferta. A aproximação entre pesquisa agropecuária e varejo também pode ampliar a circulação de boas práticas entre fornecedores e produtores, especialmente em temas ligados a responsabilidade social, saúde e segurança e direitos trabalhistas.

Marcos Ferreira afirmou que a cooperação pode contribuir para entender com mais detalhe as demandas do mercado de frutas, verduras e legumes e aproximar as pesquisas sobre qualidade do alimento da realidade comercial. Já o Grupo Carrefour Brasil informou, por meio de seu diretor de Gestão de Riscos, Elizeu Lucena, que a iniciativa busca levar conhecimento técnico-científico à ponta da cadeia com foco em gestão e conformidade.

Com a cooperação estruturada por quatro anos, o avanço da iniciativa dependerá da adesão de fornecedores e produtores aos conteúdos e práticas previstas. As instituições não detalharam, até o momento, metas quantitativas de alcance, indicadores de desempenho ou número de participantes esperado nesta nova etapa.

Fonte: embrapa.br

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Alta demanda por biodiesel sustenta preços da soja, aponta Cepea


Biodiesel e soja
Imagem gerada por inteligência artificial

O óleo de soja no mercado internacional tem sustentado os preços da oleaginosa, aumentando a participação do derivado na rentabilidade das indústrias processadoras, principalmente nos Estados Unidos. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a forte demanda por biodiesel também tem contribuído para a valorização das cotações do grão.

No cenário nacional, segundo pesquisadores do Cepea, a alta internacional não teve a mesma intensidade no Brasil, principalmente devido à pressão dos prêmios de exportação e à demanda doméstica ainda enfraquecida.

De acordo com o centro de estudos, o farelo da oleaginosa também teve avanço nas cotações, visto que existe uma expectativa de aumento da procura internacional pelo derivado.

Enquanto isso, o farelo brasileiro apresenta recuo nos preços, motivados pela demanda doméstica ainda fraca. Consumidores do produto seguem bem abastecidos e compras tem sido apenas para reposições pontuais.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr

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Preços da ureia acumulam 25% de queda; o que isso significa para a próxima safra?


ureia
Imagem gerada por IA para o Canal Rural

As cotações da ureia nos portos brasileiros já acumulam uma queda de aproximadamente 25% nas últimas seis semanas, conforme análise da StoneX divulgada nesta segunda-feira (1º). A ureia é o fertilizante é o mais utilizado no mundo, essencial para culturas como o milho e a cana-de-açúcar.

Tomás Pernías, analista de inteligência de mercado da consultoria, explica que apesar do viés de baixa, os preços da ureia seguem elevados, o que acaba limitando a atividade comercial.

“Com as relações de troca pouco atrativas, os compradores estão cautelosos”, diz. A principal razão para esse cenário, de acordo com o analista, é a restrição logística causada pela paralisação no Estreito de Ormuz. Nesse contexto, a oferta global de nitrogenados como ureia, amônia e enxofre acaba limitado.

Vale ressaltar que o Oriente Médio engloba alguns dos maiores exportadores de ureia e amônia do mundo, como é o caso do Irã. O país foi alvo de uma operação conjunta entre Estados Unidos e Israel no final de fevereiro e controla o fluxo marítimo da região. Desde o início do conflito, a navegação no Estreito de Ormuz segue incerto.

O papel da Índia no mercado

A queda nos preços da ureia, segundo o analista da StoneX, também reflete a percepção de enfraquecimento da demanda global. Nem mesmo a nova licitação da Índia, tradicionalmente vista pelo mercado como um fator de sustentação para as cotações, foi suficiente para interromper o movimento de baixa.

“O resultado reforça a leitura de que a demanda internacional segue fragilizada”, afirma Pernías.

Impacto da queda na próxima safra

O Brasil importa cerca de 85% a 90% dos fertilizantes que consome. Essa queda consecutiva é, em teoria, uma boa notícia para o produtor brasileiro que está planejando a próxima safra, pois reduz o custo de produção.

No entanto, o mercado segue travado porque os agricultores estão esperando novas desvalorizações antes de fechar as compras, na expectativa de identificar um piso para os preços.

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André de Paula participa de reunião do Conselho do Agronegócio em São Paulo


André de Paula participa de reunião do Conselho do Agronegócio em São Paulo

O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, participa nesta terça-feira (2), às 10h, de um painel promovido pelo Conselho do Agronegócio da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), na capital paulista. Segundo aviso de pauta divulgado neste domingo (1), o encontro terá como tema “Diálogo, inovação e crescimento: o novo momento do agronegócio brasileiro”. A agenda reúne representantes do setor produtivo para debater pontos ligados ao desenvolvimento do agro no país.

De acordo com as informações divulgadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a reunião será realizada na sede da ACSP, na Rua Boa Vista, 51, 9º andar, em São Paulo (SP). O evento está previsto para começar às 10h desta terça-feira (2).

A programação apresentada pelo ministério informa que o encontro discutirá desafios e oportunidades do agronegócio brasileiro e buscará contribuir para a formulação de propostas voltadas ao desenvolvimento socioeconômico do país. Até o momento, o aviso de pauta não detalha quais medidas, programas ou temas regulatórios específicos deverão ser tratados no painel.

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Também acompanharão o ministro o secretário-executivo do Mapa, Cleber Soares; o secretário de Política Agrícola, Guilherme Campos; a presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Silvia Massruhá; a chefe de Gabinete, Adriana Toledo; a chefe da Assessoria Especial de Comunicação Social, Carla Madeira; e a assessora especial, Sibelle Andrade.

A presença de integrantes da área de política agrícola e da Embrapa indica que o debate pode abranger temas relacionados a inovação, crédito, produção e competitividade, embora o conteúdo efetivo das discussões dependa da pauta a ser apresentada durante a reunião. Para produtores, entidades e agentes das cadeias agropecuárias, o encontro é relevante por reunir governo e setor produtivo em um fórum voltado ao ambiente de negócios do agro.

Como se trata de um aviso de pauta, ainda não há deliberações, números apresentados ou encaminhamentos oficiais divulgados.

Os desdobramentos da reunião só poderão ser avaliados após a realização do encontro e a eventual divulgação de propostas, anúncios ou posicionamentos técnicos das autoridades e das entidades participantes.

Fonte: gov.br

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Virada fiscal exige adaptação no agro



Um dos principais pontos é a obrigatoriedade de identificação única por CNPJ antes do


Um dos principais pontos é a obrigatoriedade de identificação única por CNPJ antes do início das atividades
Um dos principais pontos é a obrigatoriedade de identificação única por CNPJ antes do início das atividades – Foto: Pixabay

A mudança no sistema tributário deve abrir uma nova fase de adaptação para o agronegócio a partir de 2026. A avaliação é de Renato Ewerton de Melo, advogado e sócio de RDS Advogados Associados, ao analisar os impactos da reforma tributária sobre produtores e empresas do setor.

Com a Emenda Constitucional nº 132/2023, todos os contribuintes passam a emitir documentos fiscais eletrônicos com destaque individualizado da CBS e do IBS a partir de 1º de janeiro de 2026. A medida amplia a rastreabilidade das operações e exige maior formalização no campo.

Um dos principais pontos é a obrigatoriedade de identificação única por CNPJ antes do início das atividades, conforme o artigo 105 do Decreto nº 12.955/2026. Na prática, produtores que ainda operam com baixa formalização podem enfrentar dificuldades para acessar crédito, manter relações com cooperativas, tradings e agroindústrias e participar de cadeias produtivas mais organizadas.

Em 2026, a apuração terá caráter predominantemente informativo para quem cumprir as obrigações acessórias. O período deve servir para ajustes em sistemas, contratos e processos internos. A partir de 2027, com a operação plena do novo modelo, a regularidade fiscal tende a ganhar peso maior na competitividade do setor.

“O agro sempre foi resiliente, mas, desta vez, a transformação é estrutural. Não se trata apenas de aumento ou redução de carga tributária, mas de adaptação a um sistema que não tolera mais informalidade. Quem não se equipar e não revisar sua estrutura jurídica até o final deste ano pode enfrentar, a partir de 2027, não apenas maior rigor arrecadatório, mas também perda de acesso às cadeias produtivas mais organizadas do setor”, conclui.

 





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ANP intensifica fiscalização de combustíveis em 18 estados e apreende diesel, etanol e solventes


Operação apura desvio de nafta e adulteração de combustíveis em quatro estados

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) fiscalizou o mercado de abastecimento em 18 unidades da Federação entre domingo (18) e sexta-feira (29). As ações envolveram postos de combustíveis, revendas de gás liquefeito de petróleo (GLP), distribuidoras, usinas e transportadores, com foco em qualidade dos combustíveis, volume fornecido, documentação e regularidade operacional. No período, o principal destaque foi a Operação Fluxo Oculto, voltada ao combate à lavagem de dinheiro e ao desvio de nafta usada na adulteração de combustíveis.

Segundo a ANP, as fiscalizações ocorreram com apoio de órgãos estaduais, Procons, polícias, Ministério Público e Receita Federal em diferentes frentes. Em São Paulo, foram fiscalizados 50 postos, sete revendas de GLP, um terminal, uma distribuidora de combustíveis, duas distribuidoras de combustíveis de aviação e plantas de solventes. O estado teve seis autos de infração, três interdições e 47 amostras coletadas para análise laboratorial.

Em Mato Grosso, a fiscalização alcançou cinco postos, cinco revendas de GLP, uma usina de etanol, uma usina de biodiesel e dois transportadores-revendedores-retalhistas. Houve seis autos de infração e 11 amostras de combustíveis coletadas. Em Mato Grosso do Sul, a ANP apreendeu 38.657 litros de óleo diesel e 54 mil litros de solvente, além de lavrar três autos de infração e três de interdição.

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No Rio de Janeiro, foram apreendidos 7.480 litros de gasolina e 5.700 litros de etanol. Em Goiás, a agência informou a apreensão de 60 mil litros de óleo residual. A operação também registrou fiscalizações sem irregularidades em parte dos agentes vistoriados, como no Amazonas, Paraná e Tocantins.

A ANP informou que as ações são planejadas com base em dados de inteligência, denúncias de consumidores, informações do Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis e cooperação com outros órgãos. Para o setor agropecuário, a fiscalização do abastecimento tem relação com a regularidade da oferta e com a conformidade do diesel, do etanol e de outros derivados usados no transporte, na operação de máquinas e na logística de insumos e da produção. O órgão, no entanto, não apresentou nesta divulgação um balanço consolidado de impacto sobre preços ou sobre a distribuição nacional de combustíveis.

Os estabelecimentos autuados estão sujeitos a multas entre R$ 5 mil e R$ 5 milhões, além de suspensão ou revogação de autorização, após processo administrativo com direito à defesa. Já as interdições têm caráter cautelar e podem ser suspensas após comprovação de correção das irregularidades. Sem um consolidado nacional de efeitos sobre oferta e preços, o resultado imediato da operação permanece concentrado no reforço da fiscalização e da conformidade do mercado.

Fonte: gov.br

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Inadimplência rural fecha 2025 em 8,2%, aponta Serasa Experian


Fazenda e parlamentares avançam em proposta de crédito para produtores afetados por crises

A inadimplência no agronegócio brasileiro encerrou 2025 em 8,2% da população rural no quarto trimestre, segundo dados divulgados pela Serasa Experian nesta segunda-feira (1º), em São Paulo. O porcentual subiu 1 ponto porcentual ante o mesmo período de 2024, quando estava em 7,2%, e avançou 0,2 ponto porcentual em relação ao terceiro trimestre de 2025. O resultado é o maior da série trimestral apresentada no Boletim Agro da empresa.

O levantamento considera dívidas de pessoas físicas da população rural vencidas há mais de 180 dias, com valor mínimo de R$ 1 mil, ligadas ao financiamento e às atividades do agronegócio. Pela série informada pela Serasa Experian, a inadimplência passou de 7,2% no quarto trimestre de 2024 para 7,6% no primeiro trimestre de 2025, 7,9% no segundo, 8% no terceiro e 8,2% no quarto trimestre.

Em nota, o head de agronegócio da Serasa Experian, Marcelo Pimenta, afirmou que o quadro ainda reflete margens apertadas, custos elevados, preços voláteis e crédito mais seletivo. A empresa também informou que a pontuação média dos produtores no Agro Score caiu de 616 para 600 pontos entre o quarto trimestre de 2024 e igual período de 2025.

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A abertura por perfil mostra maior inadimplência entre produtores sem informação de registro rural, com 9,9%. Em seguida aparecem grandes proprietários, com 9,8%, produtores médios, com 8,3%, e pequenos, com 7,8%.

As dívidas em atraso seguem concentradas em instituições financeiras, categoria em que 7,2% da população rural tinha pendências no quarto trimestre. Débitos diretamente com credores do agronegócio responderam por 0,3%, enquanto outros setores ligados à cadeia, como transporte, armazenagem e seguros, ficaram em 0,2%. Apesar da menor incidência, os credores do setor agropecuário registraram o maior valor médio das dívidas inadimplidas, de R$ 138,2 mil, acima de R$ 115,5 mil nas instituições financeiras e de R$ 32,6 mil em outros setores relacionados.

Regionalmente, o Sul teve a menor taxa, com 5,7%, seguido pelo Sudeste, com 7%. Os maiores índices foram observados no Norte, com 12,5%, no Centro-Oeste, com 9,6%, e no Nordeste, com 9,4%. Entre os estados, o Rio Grande do Sul registrou 5,3%, enquanto o Amapá teve 19,9%. Entre os principais produtores, Mato Grosso ficou em 10,8%, Goiás em 9,1%, Mato Grosso do Sul em 8,2%, Minas Gerais em 6,9% e São Paulo em 6,8%.

Os dados indicam continuidade da pressão financeira no campo e tendem a manter atenção elevada sobre concessão de crédito, renegociação e avaliação de risco ao longo de 2026. A Serasa Experian informou que as estatísticas históricas foram refeitas após atualização do mapeamento de 11,3 milhões de pessoas físicas da população rural, o que impede comparação direta com divulgações anteriores ao novo recálculo.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Mapa nomeia 178 aprovados para cargos da defesa agropecuária


Mapa nomeia 178 aprovados para cargos da defesa agropecuária

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou nesta segunda-feira (1º), no Diário Oficial da União, a Portaria nº 688 com a nomeação de 178 candidatos aprovados no Concurso Público Nacional Unificado (CPNU). As vagas são destinadas a quatro cargos ligados à defesa agropecuária, à inspeção de produtos de origem animal e à atuação laboratorial. Os nomeados terão prazo de 30 dias para tomar posse, contado a partir da publicação.

Do total de nomeações, 54 são para o cargo de Auditor Fiscal Federal Agropecuário. Nesse grupo, 31 vagas foram destinadas à especialidade de Agronomia, 16 à Medicina Veterinária, três à Farmácia, três à Química e uma à Zootecnia. Também foram nomeados 53 profissionais para Agente de Atividades Agropecuárias, 55 para Agente de Inspeção Sanitária e Industrial de Produtos de Origem Animal e 16 para Técnico de Laboratório.

Segundo o Mapa, os empossados nos cargos de auditor, agente de atividades agropecuárias e agente de inspeção deverão se apresentar à Superintendência de Agricultura e Pecuária do estado da vaga ou, nos casos de lotação em Brasília, à sede da pasta. Já os técnicos de laboratório deverão se apresentar ao Laboratório Federal de Defesa Agropecuária correspondente à localidade de exercício.

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A medida tem relação direta com a estrutura operacional da defesa agropecuária federal, responsável por atividades como fiscalização, inspeção, controle sanitário e suporte laboratorial. Essas áreas atendem demandas ligadas à produção agropecuária, ao trânsito de produtos, à certificação e ao acompanhamento de exigências sanitárias e industriais.

De acordo com as regras informadas na publicação, após a posse o servidor deverá entrar em exercício em até 15 dias. A documentação para posse deve ser enviada pela plataforma SOUGOV.BR, conforme as orientações do Manual do Ingressante.

O texto oficial não detalha, nesta publicação, a distribuição das vagas por estado nem a data de início efetivo das atividades dos nomeados em cada unidade.

A nomeação amplia o quadro funcional em áreas técnicas do ministério, mas os efeitos práticos sobre fiscalização, inspeção e capacidade operacional dependerão da lotação dos servidores e do cronograma de entrada em exercício, informações ainda não detalhadas no ato publicado.

Fonte: gov.br

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Preços de etanol, diesel e gasolina caem em maio em todo o Brasil, aponta IPTL


Combustíveis caem 1,47% e levam transportes ao recuo no IPCA-15 de maio

Os preços médios de etanol, diesel e gasolina recuaram em maio em todo o Brasil, segundo o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), divulgado com base em transações realizadas em 21 mil postos do país. O etanol registrou a maior queda do período, de 6,58%, e fechou o mês a R$ 4,54 por litro. Já o diesel comum caiu 4,42%, para R$ 7,13, o diesel S-10 recuou 3,81%, para R$ 7,32, e a gasolina teve baixa de 1,16%, para R$ 6,82.

De acordo com a Edenred, o movimento de queda acompanhou a retração do petróleo no mercado internacional e a acomodação das cotações. Na sexta-feira (29), o barril do Brent para agosto era negociado a US$ 91,39, com recuo de 1,43%, enquanto o WTI para julho caía 1,46%, para US$ 87,61. A empresa informou que, no mercado brasileiro, os preços ainda seguem influenciados por fatores como logística e ritmo de repasse ao consumidor.

Em nota, o diretor de Unidades de Negócio da Edenred, Vinicios Fernandes, afirmou que maio teve um movimento mais amplo de acomodação dos combustíveis, com destaque para o etanol e para o diesel, produto diretamente ligado ao transporte de cargas.

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No recorte regional, o Norte apresentou as maiores médias. Nessa região, o diesel S-10 terminou maio a R$ 7,72, abaixo do diesel comum, a R$ 7,75. O Sul registrou os menores preços médios para diesel comum, a R$ 6,73, diesel S-10, a R$ 6,95, e gasolina, a R$ 6,63. O Sudeste teve o etanol mais barato do país, a R$ 4,39. O Centro-Oeste foi a única região com alta na gasolina, de 1,32%.

Entre os estados, Roraima concentrou os maiores preços médios, com diesel comum a R$ 8,47, diesel S-10 a R$ 8,36, etanol a R$ 5,95 e gasolina a R$ 7,78. No outro extremo, o Rio Grande do Sul teve os menores valores para diesel comum, a R$ 6,67, diesel S-10, a R$ 6,78, e gasolina, a R$ 6,49. Em São Paulo, o etanol caiu 8,66% ante abril e fechou maio a R$ 4,22.

Para o setor agropecuário, o recuo do diesel reduz a pressão sobre frete e operações de transporte, enquanto a queda do etanol mantém atenção sobre a competitividade do biocombustível em estados produtores. O levantamento também mostrou que o etanol foi financeiramente mais vantajoso do que a gasolina em dez unidades da federação, incluindo Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo.

A Edenred também informou expectativa de alívio gradual para a gasolina nas próximas semanas após ajuste anunciado pela Petrobras para a gasolina A, mas ressaltou que o repasse ao consumidor ainda dependerá de distribuidoras, postos, tributação e custos logísticos. Sem novos dados oficiais sobre junho, o alcance desse movimento ainda precisa ser acompanhado nas próximas leituras do mercado.

Fonte: Estadão Conteúdo

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