terça-feira, junho 16, 2026

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Café solúvel pode ser taxado em 25% pelos EUA e preocupa setor


Imagem mostra xícara de café com a bebida em cima café moído
Foto: Freepik

A possível elevação da tarifa sobre o café solúvel brasileiro nos Estados Unidos acendeu um alerta no setor cafeeiro. Pela proposta apresentada pelo Escritório de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) nesta terça-feira (2), o produto passaria a ser taxado em 25%, acima dos atuais 10%, a partir de 15 de julho de 2026.

A preocupação foi manifestada pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), que acompanha as discussões sobre a política comercial norte-americana.

Maior parte dos cafés ficou de fora

Embora o cenário seja considerado preocupante para o café solúvel, a entidade destaca que a maior parte dos cafés brasileiros foi incluída na lista de exceções apresentada pelo USTR.

Entre os produtos isentos da nova tarifa estão os cafés verdes, torrados, descafeinados, além de cascas, películas e diversos extratos e concentrados derivados do café.

Na avaliação da BSCA, a exclusão desses produtos da proposta é positiva para o setor exportador brasileiro.

Impacto pode atingir toda a cadeia

Apesar disso, a entidade demonstra preocupação com os reflexos que uma eventual taxação maior sobre o café solúvel pode provocar na cadeia produtiva.

Segundo a associação, a medida pode afetar diretamente a indústria brasileira de café solúvel e criar restrições ao comércio entre Brasil e Estados Unidos.

Diante do cenário, a BSCA informou que seguirá em diálogo com o governo brasileiro, entidades do setor e representantes norte-americanos para buscar a isenção também para o café solúvel.

Decisão ainda está em discussão

A proposta apresentada pelo USTR ainda não é definitiva. O processo regulatório segue em andamento e terá novos desdobramentos até 6 de julho, quando o órgão realizará uma audiência para discutir a medida.

Até lá, o setor acompanha as negociações na tentativa de evitar que o café solúvel brasileiro seja incluído na nova tarifa de 25%.

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Tarifaço dos EUA cria ‘barreira artificial’ ao etanol, alerta advogado


etanol usina cana - produção industrial - mato grosso
Foto: Canal Rural

A proposta do governo dos Estados Unidos de taxar em 25% os produtos brasileiros acende um alerta estrutural para o agronegócio nacional.

Segundo o doutor e mestre em Agronegócio e sócio do Lara Martins Advogados, André Aidar, mesmo com o fato de itens primários da pauta alimentar terem sido poupados, a medida vai muito além de uma simples disputa econômica, visto que setores-chave enfrentam o risco de perder mercados e lidar com um aumento severo de exigências documentais.

Para ele, o impacto imediato recai sobre a competitividade do etanol brasileiro nos Estados Unidos, que perde sua vantagem ligada ao diferencial ambiental. A tarifa encarece o produto na entrada do mercado norte-americano e reduz sua atratividade frente ao biocombustível produzido em solo estadunidense.

“Na prática, a tarifa funciona como uma barreira artificial: não discute apenas eficiência ou sustentabilidade, mas altera o preço relativo e pode deslocar contratos, margens e previsibilidade comercial”, considera Aidar.

O especialista lembra que o biocombustível aparece no centro da justificativa norte-americana, já que os Estados Unidos alegam tratamento desigual no acesso ao mercado brasileiro.

Sanção reputacional

Outro ponto considerado crítico pelo especialista é o uso do desmatamento ilegal como justificativa para o tarifaço. “Essa abordagem amplia o risco para cadeias que dependem de rastreabilidade, origem regular e comprovação socioambiental. Mesmo setores que já adotam boas práticas podem ser afetados por uma percepção generalizada de risco ligada ao desmatamento ilegal”, afirma.

Aidar pontua que para mercados de celulose, madeira e couro, tal impedimento significa aumento de exigências documentais, além de pressão sobre certificações, auditorias e contratos internacionais.

“O problema é que a tarifa deixa de ser apenas comercial e passa a carregar uma espécie de ‘sanção reputacional’, que pode penalizar empresas regulares por falhas de fiscalização ou por fragilidades percebidas na cadeia como um todo”, avalia o advogado.

Ao mesmo tempo, as consequências globais da taxação também preocupam. Isso porque a alteração do destino natural das exportações força as empresas a redirecionarem volumes para outros mercados. Na visão de Aidar, isso pode gerar excesso de oferta em alguns destinos, pressão sobre preços, aumento de custos logísticos e renegociação de contratos.

Em consequência disso, compradores norte-americanos podem buscar fornecedores alternativos, também pressionando preços internacionais.

O especialista ressalta que o efeito cascata não é automático nem uniforme, mas é bastante possível em cadeias integradas, como energia, fibras, madeira, couro e insumos agroindustriais.

“A consequência principal desse cenário imposto pela taxação é mais volatilidade e menos previsibilidade para produtores, indústrias e exportadores brasileiros”, conclui Aidar.

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Fiscais apreendem sementes de capim no valor de R$ 60 mil


sementes
Foto: divulgação/Sefa

Na Coordenação de Controle de Mercadorias em Trânsito de Carajás, da Secretaria da Fazenda do Pará (Sefa), no sudeste do estado, foram apreendidas, no domingo (31), sementes de capim, com origem em Tesouro, Mato Grosso e destino a Moju, Pará. A mercadoria foi avaliada em R$ 60.198,00.

A operação ocorreu no posto fiscal da Ponte do Rio Tocantins, na Rodovia BR-150, Km 423, em Marabá.

“Os fiscais realizaram a pesagem da mercadoria e foi constatado que havia uma diferença de 7.260 kg entre o peso da carga e o informado nos documentos. Além disso, foi constatado também que a mercadoria estava sendo transportada sem a nota fiscal”, explicou o coordenador Cincinato Oliveira.

Foi lavrado o Termo de Apreensão e Depósito (TAD) no valor de R$ 20.587,72 cobrando imposto e multa.

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China reconhece Brasil como país livre de febre aftosa sem vacinação


Foto: Divulgação.
Foto: Divulgação.

A China reconheceu oficialmente o Brasil como país livre de febre aftosa sem vacinação. A decisão foi confirmada nesta terça-feira (2) e representa um avanço nas relações sanitárias e comerciais entre os dois países.

Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária, o reconhecimento é resultado das negociações conduzidas durante a missão oficial do ministro André de Paula à China, realizada em maio deste ano.

Durante os encontros com autoridades chinesas das áreas de Agricultura e Comércio, o governo brasileiro apresentou os avanços do sistema nacional de defesa agropecuária e reforçou o pedido pelo reconhecimento sanitário.

A decisão ocorre cerca de um ano após a Organização Mundial de Saúde Animal reconhecer o Brasil como país livre de febre aftosa sem vacinação.

Para André de Paula, o reconhecimento demonstra o resultado do diálogo técnico entre os dois países.

“Hoje o dia começou com uma grande notícia. Logo no início da manhã, o ministro Mauro Vieira confirmou que a China reconheceu oficialmente o Brasil como país livre de febre aftosa sem vacinação. Esse foi um dos principais temas que levamos como prioridade durante nossa recente missão à China”, afirmou o ministro.

Exportações podem ganhar força

O secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Carlos Goulart, destacou que o reconhecimento pode ampliar o acesso de produtos brasileiros ao mercado chinês.

Segundo ele, a medida abre espaço para o avanço das discussões técnicas envolvendo produtos das cadeias bovina e suína, além de contribuir para a diversificação da pauta exportadora brasileira.

“Iniciamos 2026 com o reconhecimento, pela China, do status de país livre de encefalopatia espongiforme bovina para a carne bovina brasileira e, agora, recebemos com grande satisfação a notícia do reconhecimento do status de livre de febre aftosa sem vacinação”, afirmou.

Acordo fortalece cooperação sanitária

Durante a missão presidencial à China, realizada em maio de 2025, Brasil e China também assinaram um memorando de entendimento na área de medidas sanitárias e fitossanitárias.

O acordo foi firmado entre o Ministério da Agricultura e Pecuária brasileiro e a Administração-Geral de Aduanas da China, com foco no fortalecimento da cooperação bilateral em temas ligados à sanidade animal e vegetal.

A China é atualmente o principal destino das exportações do agronegócio brasileiro. Em 2025, as vendas do setor ao país asiático superaram US$ 50 bilhões, segundo o governo federal.

De acordo com o Ministério da Agricultura, o reconhecimento sanitário reforça a confiança nas cadeias produtivas brasileiras e fortalece a parceria estratégica entre os dois países.

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Milho voltou a cair no Brasil


Ausência de compradores no mercado spot e expectativa de avanço da colheita da segunda safra pressionam as cotações em grande parte das regiões acompanhadas pelo Cepea.

Os preços do milho voltaram a recuar na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea, influenciados pela ausência de compradores no mercado spot e pela expectativa de aumento da oferta com o início da colheita da segunda safra 2025/26. O movimento ocorre em um cenário de pressão interna e externa sobre as cotações.

De acordo com levantamento do Cepea, a colheita da segunda safra 2025/26 ainda está no início e se concentra nos estados do Paraná e de Mato Grosso. Mesmo assim, compradores já mantêm a expectativa de maior disponibilidade do cereal nas próximas semanas, o que tem reduzido o ritmo de negócios no mercado spot.

Segundo o Cepea, os preços atuais estão abaixo dos registrados no início da temporada 2024/25. Nas regiões de Sorriso (MT) e Norte do Paraná, as médias parciais de maio, apuradas até o dia 28, estão 11% e 8% inferiores às de maio de 2025, respectivamente, em termos nominais. Neste contexto, de acordo com pesquisadores do Cepea, compradores esperam que o avanço dos trabalhos de campo a partir de meados de junho possa provocar novas quedas nos preços. A expectativa de maior oferta tem mantido parte dos agentes afastada das negociações, reforçando a pressão sobre as cotações.

Além do cenário doméstico, o bom andamento da semeadura nos Estados Unidos também tem influenciado o mercado. Segundo o Centro de Pesquisas, esse fator pressiona os contratos futuros e limita a paridade de exportação, reduzindo a sustentação externa aos preços brasileiros.

Mesmo com adversidades climáticas em importantes regiões produtoras, as cotações não encontraram força suficiente para se sustentar nos últimos dias. Conforme apontamento do Cepea, altas temperaturas e falta de chuvas em Goiás e em partes de Mato Grosso do Sul, além de geadas no Paraná, seguem no radar do mercado.

Ainda assim, essas preocupações não foram suficientes para conter as quedas na maior parte das praças acompanhadas. A expectativa de avanço da colheita e de maior oferta continuou pesando mais sobre a formação dos preços. Apesar do recuo predominante, o mercado apresentou exceções. De acordo com o Cepea, as cotações ficaram firmes em Santa Catarina e subiram no Rio Grande do Sul, estados que praticamente finalizaram a colheita da safra verão.

Esse comportamento regional mostra que a pressão sobre os preços não ocorre de forma uniforme. Enquanto áreas ligadas ao avanço da segunda safra sentem mais diretamente a expectativa de aumento da oferta, regiões com colheita mais avançada apresentam maior sustentação.

 

 





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Ministro da Agricultura reconhece dificuldade para reverter restrição da UE à carne bovina brasileira


Carne bovina, osso, carne fresca, carne crua
Foto: Freepik

O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, reconheceu nesta terça-feira (2), durante evento realizado na Associação Comercial de São Paulo, que o principal desafio nas negociações com a União Europeia será reverter as restrições impostas à carne bovina brasileira.

Segundo o ministro, há expectativa de que o bloco europeu recue das restrições relacionadas a ovos, aves, mel e pescado. No entanto, o “gargalo” das negociações estaria concentrado na carne bovina.

Utilizando uma expressão popular nordestina, André de Paula afirmou que a União Europeia “embarcou o bode” ao incluir mel, aves, ovos e outros produtos no mesmo pacote de restrições, sugerindo que o foco principal das exigências europeias é a carne bovina brasileira.

Mesmo diante das dificuldades, o ministro afirmou acreditar em um entendimento entre Brasil e União Europeia para manutenção das exportações de carne ao bloco.

“Esse bloqueio não se faz sentir. Essa é uma grande oportunidade de chover no molhado. Nós temos uma defesa agropecuária robusta e de credibilidade. Nós exportamos para mais de 170 países”, afirmou.

O ministro disse ainda que o governo trabalha para atender às exigências europeias e continuar as exportações ao bloco.

Brasil foi excluído da lista de exportações

No início de maio , a Comissão Europeia definiu a exclusão do Brasil da lista de países autorizados a exportar animais vivos e produtos de origem animal para o bloco europeu.

A decisão foi motivada pelo não cumprimento integral do Regulamento Delegado (UE) 2023/905, que estabelece critérios rigorosos sobre o uso de antimicrobianos na produção pecuária.

A medida entra em vigor em 3 de setembro de 2026 e afeta as exportações de bovinos, equinos, aves, ovos, mel e envoltórios.

Ao portal europeu Euractiv, a porta-voz da Comissão Europeia para Saúde e Segurança Alimentar, Eva Hrncirova, afirmou que a medida não representa um fechamento definitivo do mercado europeu ao Brasil, mas uma exigência técnica.

“A União Europeia mantém um diálogo construtivo e contínuo com as autoridades brasileiras. No entanto, a inclusão nesta lista exige garantias robustas de que os padrões sanitários relativos ao uso de antimicrobianos sejam equivalentes aos nossos. A autorização poderá ser restabelecida assim que o Brasil apresentar as evidências de conformidade exigidas pelos nossos sistemas de auditoria”, afirmou Hrncirova.

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AgroNewsPolítica & Agro

Entenda a virada nos preços do feijão em maio



Entrada de lotes comerciais do Paraná reduziu o ritmo de compras



Foto: Canva

Após uma sequência de fortes valorizações em maio, o mercado de feijão encerrou o mês com retração da demanda compradora. De acordo com pesquisadores do Cepea, a entrada de lotes comerciais provenientes do Paraná pressionou principalmente os preços do feijão carioca, enquanto o feijão preto encontrou maior sustentação.

O movimento de cautela observado na última semana do mês ocorreu depois de um período de forte escalada nas cotações. Segundo o Centro de Pesquisas, o feijão carioca renovou recordes nas médias mensais, refletindo a intensidade das altas registradas ao longo de maio. Já o feijão preto manteve trajetória de valorização mais firme, sustentado por condições distintas de mercado. Mesmo com a desaceleração das compras na reta final do mês, a categoria seguiu com suporte, diferentemente do carioca, que sentiu de forma mais direta a pressão da entrada de novos lotes.

De acordo com a série histórica do Cepea/CNA, iniciada em setembro de 2024, tanto o feijão carioca quanto o feijão preto registraram em maio as maiores variações mensais já apuradas. O desempenho reforça a intensidade do movimento recente, mas também ajuda a explicar a postura mais cautelosa dos compradores no fim do período.

Para o setor, o cenário indica um mercado dividido entre os efeitos das altas acumuladas e a chegada de novos volumes comerciais. A evolução da oferta, especialmente no Paraná, e o comportamento da demanda devem seguir no centro das negociações nos próximos dias.





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Ministro da agricultura diz que Plano Safra deve chegar a R$ 550 bilhões e ser anunciado em julho


Foto: Ministério da Agricultura e Pecuária

Durante evento realizado nesta terça-feira (2) na Associação Comercial de São Paulo, o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, afirmou que o governo trabalha para que o próximo Plano Safra alcance R$ 550 bilhões. Segundo ele, o programa deve ser anunciado oficialmente em 1º de julho.

O valor representaria um aumento de aproximadamente 10% em relação ao Plano Safra atual, que somou R$ 516 bilhões.

Apesar da expectativa em torno do volume de recursos, o ministro ressaltou que a principal preocupação do governo é garantir juros mais acessíveis ao produtor rural.

“O mais importante do que o número é proporcionar uma taxa de juros que caiba no bolso do produtor”, afirmou.

A expectativa do setor é que as taxas fiquem em um patamar de um dígito, possibilidade já mencionada anteriormente pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, durante a Agrishow 2026.

Crédito rural e Prodes

Durante o evento, André de Paula também comentou o adiamento da medida do Conselho Monetário Nacional (CMN) que vinculava o acesso ao crédito rural a critérios relacionados ao Programa de Cálculo do Desmatamento da Amazônia (Prodes).

Segundo o ministro, houve atuação do Ministério da Agricultura junto ao governo para prorrogar a implementação da regra, atendendo a uma demanda do setor produtivo.

“Era algo muito danoso para o setor”, disse.

China reconhece Brasil livre de aftosa

O ministro também comemorou o reconhecimento do Brasil como país livre de febre aftosa pela China. Para ele, a decisão representa uma vitória importante para o agronegócio brasileiro e fortalece a imagem sanitária do país no mercado internacional.

Ainda sobre a relação com os chineses, André de Paula afirmou que o governo brasileiro solicitou à China uma ampliação na oferta de fertilizantes ao Brasil. Segundo ele, o governo também vem mapeando novos países fornecedores para reduzir a dependência externa do insumo.

O ministro destacou ainda os investimentos em novas fábricas de fertilizantes no país e afirmou que o Brasil deverá alcançar capacidade para produzir cerca de 35% da ureia consumida internamente.

União Europeia e exportações brasileiras

Questionado sobre as restrições anunciadas pela União Europeia às exportações brasileiras, André de Paula minimizou os impactos das medidas.

“Esse bloqueio não se faz sentir. Essa é uma grande oportunidade de chover no molhado. Nós temos uma defesa agropecuária robusta e de credibilidade. Nós exportamos para mais de 170 países”, afirmou.

O ministro disse ainda que o governo trabalha para atender novamente às exigências europeias e retomar plenamente as exportações ao bloco a partir de setembro.

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Colheita de soja atinge 99,7% no Brasil, aponta Conab; ritmo segue abaixo do ano passado


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Foto: Agência Brasil

A colheita de soja no Brasil alcançou 99,7% da área, segundo a Companhia Nacional do Abastecimento (Conab). O índice representa um avanço em relação aos 99,0% registrados na semana anterior, com progresso semanal de aproximadamente 0,71%.

Na comparação com o mesmo período do ano passado, quando os trabalhos atingiam 99,8% da área, o ritmo atual apresenta um atraso de cerca de 0,10%.

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Já em relação à média dos últimos cinco anos, de 98,8%, a colheita da safra 2025/26 está 0,91% adiantada.

Colheita de soja por estado

Entre os estados brasileiros, os trabalhos já foram concluídos em Tocantins, Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul, todos com 100% da área colhida.

Dos estados que ainda não finalizaram a colheita, o Piauí apresenta o maior avanço, com 99% da área colhida, seguido por Santa Catarina, com 98,7%, e Maranhão, com 92%.

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Brasil deve se aproximar de 10 milhões de bovinos confinados em 2026


Vista aérea de confinamento de bovinos de corte. Foto: Reprodução
Vista aérea de confinamento de bovinos de corte. Foto: Reprodução

A pecuária intensiva brasileira deve atingir um novo recorde em 2026, com 9,78 milhões de cabeças confinadas. Esse total representa um aumento de 5,7% frente às 9,25 milhões de cabeças registradas em 2025. Os dados constam no Censo de Confinamento, divulgado nesta terça-feira (2) pela dsm-firmenich, empresa do setor de nutrição animal, e pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

O avanço dá continuidade a uma tendência observada nos últimos anos. Em 2017, o Brasil confinava 4,9 milhões de bovinos. Desde então, o número praticamente dobrou, chegando a 9,3 milhões de cabeças em 2025. Considerando toda a série histórica, iniciada em 1998, quando o país registrava 1,6 milhão de animais confinados, o crescimento médio anual é de cerca de 7%.

Cinco estados respondem por 70% do total confinado no país

Entre os estados com maior volume de animais confinados, Mato Grosso lidera com previsão de 2,4 milhões de cabeças, crescimento de 7,7% sobre o ano passado. Na sequência aparecem São Paulo e Goiás, ambos com 1,4 milhão de animais. Mato Grosso do Sul deve alcançar 900 mil cabeças, enquanto Minas Gerais deve chegar a 800 mil.

Juntos, os cinco estados respondem por cerca de 70,6% do total estimado para o país.

Grandes confinamentos concentram quase metade do rebanho

Os dados apresentados mostram que os maiores confinamentos do país seguem ampliando sua participação na atividade. Segundo o levantamento, os 100 maiores confinamentos concentram 48% de todo o rebanho monitorado.

As propriedades com capacidade para mais de 50 mil animais somam cerca de 2,45 milhões de cabeças distribuídas em apenas 30 unidades. Já os confinamentos com capacidade entre 10 mil e 25 mil animais reúnem aproximadamente 2,18 milhões de cabeças em 153 propriedades.

Na outra ponta, os confinamentos com menos de mil animais representam o maior número de operações, com 1.131 propriedades, mas concentram cerca de 369 mil cabeças.

Tecnologia ganha espaço e puxa alta do confinamento

Além do crescimento do número de animais confinados, o levantamento aponta uma pecuária cada vez mais apoiada em ferramentas de gestão e análise de dados.

Segundo especialistas, cresce o uso de tecnologias voltadas ao acompanhamento de indicadores produtivos e econômicos das fazendas, movimento que reflete a busca dos pecuaristas por maior eficiência operacional e rentabilidade.

A avaliação é que, diante de margens mais apertadas e de sistemas cada vez mais intensivos, decisões baseadas em dados tendem a ganhar importância dentro das propriedades.

Tour de Confinamento mostra resultados

Realizado em oito propriedades distribuídas por oito estados, o levantamento foi realizado com apoio de mais de mil técnicos e parceiros de campo.

Nesse contexto, os resultados mostram a continuidade da expansão da atividade, impulsionada pela busca por maior eficiência produtiva e rentabilidade.

Entre os principais indicadores observados estão ganho médio de 7,22 arrobas em 98 dias, peso médio de entrada de 12,7 arrobas e peso médio de saída de 19,92 arrobas.

O retorno sobre o investimento (ROI) médio foi de 16,31%, podendo chegar a 26,8% em algumas operações avaliadas.

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