segunda-feira, junho 15, 2026

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Ministro da Agricultura anuncia R$ 550 bilhões para o Plano Safra 2023


O ministro da Agricultura e Pecuária, André Carlos Alves de Paula Filho, anunciou um investimento de R$ 550 bilhões para o Plano Safra 2023 durante evento promovido pelo Conselho do Agronegócio da Associação Comercial de São Paulo. O valor representa um aumento significativo em relação aos R$ 516 bilhões do ano anterior, com foco em facilitar o acesso ao crédito para os produtores rurais.

Expectativas e Metas do Plano Safra

O ministro destacou que a expectativa é que os números do Plano Safra sejam ainda mais expressivos, com um aumento de cerca de 10%. Além disso, foram abordados outros pontos importantes durante o evento:

  • Prorrogação do PRODES, projeto de monitoramento do desmatamento na Amazônia.
  • Classificação da tilápia para evitar prejuízos ao mercado.
  • Abertura de novos mercados, com a meta de chegar a 700 mercados até o final do ano.
  • Reconhecimento do Brasil como país livre de febre aftosa pela China.
  • Mapeamento de fornecedores de fertilizantes, incluindo a Nigéria.

Desafios e Oportunidades

O ministro também abordou desafios enfrentados pelo setor, como o veto da União Europeia à importação de carne bovina brasileira. Ele afirmou que a defesa agropecuária do Brasil é robusta e acredita que a situação será revertida em breve. Além disso, mencionou a importância da inclusão do CPF nas linhas de crédito, uma medida que já foi aprovada pelo Conselho Monetário Nacional.

O evento, que ainda está em andamento, promete trazer mais informações relevantes para o futuro do agronegócio brasileiro.

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Minas e Energia defende leilões e anuncia baterias para 2026


Aneel aprova regra inicial para entrada de baterias no sistema elétrico

O ministro em exercício de Minas e Energia, Gustavo Cerqueira Ataíde, afirmou nesta terça-feira (2), na Câmara dos Deputados, que o país continuará realizando leilões de energia para garantir o abastecimento. Durante debate na Comissão de Minas e Energia, ele defendeu a contratação de reserva de capacidade com termelétricas e anunciou um leilão de baterias para 2026. Parlamentares contestaram o modelo e apontaram possível impacto bilionário nas tarifas de luz.

No centro da discussão está o Leilão de Reserva de Capacidade (LRCap 2026), que prevê a contratação de 19 gigawatts (GW) de potência por meio de termelétricas. Segundo Ataíde, o modelo contrata usinas por disponibilidade, sem obrigação de geração contínua, para dar suporte à expansão das fontes renováveis e à segurança do sistema elétrico.

O diretor do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Alexandre Zucarato, afirmou que a contratação adicional de potência é necessária para reduzir o risco de corte de energia até 2030 no Sistema Interligado Nacional. Já o ministro informou que o armazenamento de energia por baterias deverá entrar em leilão ainda em 2026, com a função de ampliar a estabilidade da rede e melhorar a integração das fontes renováveis.

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Deputados, no entanto, questionaram o custo do modelo. Evair Vieira de Melo, Danilo Forte e Joaquim Passarinho criticaram a contratação de termelétricas de prontidão, o reajuste de quase 100% nos preços-teto do leilão e o efeito potencial sobre tarifas, inflação e competitividade. Danilo Forte citou estimativas de R$ 515 bilhões sem entrega de energia e de mais de R$ 1 trilhão caso haja geração, além de impacto de 20% no preço da energia para a indústria e de 10% para o consumidor doméstico.

O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Thiago Prado, contestou a leitura de encarecimento concentrado. Segundo ele, a mudança regulatória redistribui o custo da segurança do sistema entre consumidores cativos, grandes consumidores, mercado livre e autoprodutores, em vez de concentrá-lo apenas nas distribuidoras.

Para o setor agropecuário, a discussão é acompanhada de perto porque o custo da energia afeta operações como irrigação, armazenagem refrigerada, processamento industrial e produção em granjas e confinamentos. O efeito final sobre tarifas, porém, dependerá da implementação das regras e do resultado dos leilões.

Até o momento, o debate na Câmara mostrou divergência entre a justificativa técnica de segurança do sistema e as estimativas de custo apresentadas por parlamentares. Sem a publicação dos resultados finais do leilão e dos detalhes regulatórios, não há base suficiente para dimensionar com precisão o impacto tarifário para consumidores e cadeias produtivas.

Fonte: camara.leg.br

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Paraná libera R$ 350 milhões para obras e equipamentos em nove municípios


Altônia recebe R$ 35 milhões para estradas rurais, pavimentação e maquinários

O governo do Paraná anunciou nesta terça-feira (3), no Palácio Iguaçu, em Curitiba, a liberação de R$ 350 milhões para obras e aquisição de equipamentos em nove municípios. Os recursos serão aplicados por meio de convênios com prefeituras em áreas como infraestrutura, educação, saúde, segurança, turismo e malha viária. Entre os projetos, há frentes ligadas a estradas rurais, logística local e compra de máquinas para manutenção de vias no interior.

Segundo o anúncio oficial, os municípios contemplados são Alto Paraíso, Campo Largo, Clevelândia, Cândido de Abreu, Florestópolis, Guaraci, Mauá da Serra, Nossa Senhora das Graças e Santa Fé. O maior volume foi destinado a Campo Largo, com R$ 207,7 milhões para obras como a pavimentação da Estrada do Cerne (PR-090), construção de escola estadual, sede da Guarda Municipal e intervenções em saúde.

No recorte com conexão direta ao setor rural, Alto Paraíso receberá R$ 36,7 milhões, com previsão de pavimentação de estradas, revitalização do Porto Figueira e aquisição de maquinários para manutenção de vias rurais. Mauá da Serra terá R$ 18,2 milhões para saúde, infraestrutura e logística rural, incluindo pavimentação de estradas e compra de equipamentos. Cândido de Abreu contará com R$ 13,4 milhões para infraestrutura urbana, saneamento e renovação de frota municipal.

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De acordo com o governo estadual, os convênios envolvem diferentes secretarias, entre elas a Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, além das pastas de Cidades, Educação, Saúde e Infraestrutura e Logística. O acompanhamento técnico de parte dos projetos será feito pelo Paranacidade, órgão vinculado à Secretaria das Cidades.

A presença de investimentos em estradas rurais e maquinário tem relação operacional com o deslocamento local, o atendimento a comunidades do interior e a circulação em áreas produtivas. O material divulgado, no entanto, não detalha quanto do total de R$ 350 milhões será destinado especificamente às ações de interesse rural ou agropecuário.

A execução dos convênios dependerá do andamento dos projetos aprovados, das licitações e do cronograma de obras em cada município. Até o momento, as informações oficiais indicam os valores por cidade e o escopo geral das intervenções, mas sem discriminar integralmente o peso orçamentário de cada frente ligada ao setor rural.

Fonte: agricultura.pr.gov.br

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Safra brasileira de maçã é marcada pela presença incomum do ‘pingo de mel’


Maçã com pingo de mel
Maça com “pingo de mel”, atestado de qualidade. Foto: Divulgação ABPM

A safra brasileira 2025/26 de maçãs fuji vem chamando atenção por uma característica pouco comum nos pomares nacionais: o chamado “pingo de mel”.

Resultado de condições climáticas especialmente favoráveis durante a maturação, o fenômeno indica frutas com maior concentração natural de açúcares, sabor mais intenso e textura mais suculenta.

Visualmente, o pingo de mel aparece como áreas translúcidas na polpa próximas ao miolo da fruta. Apesar do nome, a Associação Brasileira de Produtores de Maçã (ABPM) ressalta que não se trata da presença de mel, mas de um acúmulo natural de açúcares que ocorre especialmente nas maçãs Fuji em anos de ciclo tardio de colheita e quando baixas temperaturas atingem as macieiras.

Desde janeiro, quando a entidade fez projeções a respeito da safra, agora fixada entre 1,1 milhão e 1,2 milhão de toneladas, já falava a respeito da qualidade superior das frutas em relação ao observado em temporadas anteriores.

Segundo o diretor executivo da ABPM, Moisés Lopes de Albuquerque, a maior incidência de pingo de mel nesta safra está relacionada às condições registradas especialmente durante a fase final de maturação das frutas.

“Tivemos um ciclo mais alongado, com colheita ocorrendo de forma mais tardia e sob temperaturas mais baixas favorecendo o acúmulo natural de açúcares na polpa, o que contribuiu para uma presença mais expressiva do pingo de mel nesta safra”, afirma.

Qualidade apreciada no Japão

A característica é especialmente apreciada no Japão, país de origem da variedade Fuji. Em diversos mercados asiáticos, maçãs com pingo de mel são associadas a frutas premium e frequentemente alcançam maior valorização comercial em razão do sabor mais intenso.

Contudo, a indústria brasileira da fruta sempre privilegiou o mercado interno e, tradicionalmente, exporta apenas entre 5% e 10% do que produz. Neste ano, a expectativa é de embarcar cerca de 60 mil toneladas, alta de 338% em comparação à última temporada, quando foram vendidas ao exterior 13,7 mil toneladas.

Além da qualidade, o setor também projeta recuperação no volume produzido, visto que a última safra da fruta foi de, aproximadamente, 850 mil toneladas.

De acordo com a ABPM, Santa Catarina, com colheita estimada entre 650 mil e 700 mil toneladas, e o Rio Grande do Sul, que deve registrar uma safra entre 550 mil e 600 mil toneladas, seguem concentrando a maior parte da produção nacional.

“Estamos diante de uma safra muito positiva. O clima colaborou tanto para a produtividade quanto para a qualidade das frutas, permitindo ao consumidor acessar uma maçã com características sensoriais diferenciadas nesta temporada”, conclui o diretor da ABPM.

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China reconhece todo o Brasil como livre de febre aftosa


China reconhece Brasil como livre de febre aftosa

A China reconheceu todo o território brasileiro como livre de febre aftosa, segundo nota conjunta divulgada nesta segunda-feira (2) pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE). A decisão foi anunciada por ocasião da visita do ministro Mauro Vieira a Pequim e ocorre após mais de 20 anos de negociação entre os dois países. De acordo com o comunicado, a medida amplia oportunidades para exportações de produtos bovinos e suínos do Brasil ao mercado chinês.

Segundo a nota oficial, o reconhecimento sanitário abre espaço para embarques de itens como miúdos e carne com osso, segmentos que dependem de habilitação e aceitação sanitária do país importador. O comunicado não detalha, porém, prazos para novos acessos comerciais, volume potencial de embarques ou lista específica de produtos que poderão ser ampliados a partir da decisão.

O tema tem peso para a pauta exportadora do agronegócio brasileiro. Ainda conforme o texto conjunto de Mapa e MRE, as exportações do agronegócio do Brasil para a China superaram US$ 50 bilhões em 2025. A decisão, portanto, se insere em um fluxo comercial já consolidado e pode ampliar o alcance sanitário de cadeias ligadas à pecuária bovina e suína.

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O avanço ocorre na sequência do Memorando de Entendimento assinado entre o Mapa e a Administração-Geral de Aduanas da República Popular da China durante a missão presidencial ao país asiático, em maio de 2025. Segundo a nota, o documento reforçou o diálogo sanitário e fitossanitário entre os dois governos e contribuiu para o andamento de tratativas de interesse do setor agrícola brasileiro.

Na prática, o reconhecimento do status sanitário é um requisito técnico para o comércio internacional de proteína animal. A medida pode melhorar as condições de negociação para frigoríficos e exportadores, mas os efeitos sobre fluxo de vendas, preços e habilitações específicas ainda dependem de etapas operacionais e regulatórias que não foram detalhadas no anúncio.

Até o momento, a informação oficial disponível indica o reconhecimento sanitário do território brasileiro pela China e a ampliação de oportunidades comerciais. Não foram informados, na nota divulgada nesta segunda-feira (2), cronograma de implementação, novas plantas habilitadas ou estimativa de impacto nas exportações.

Fonte: gov.br

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Inadimplência rural sobe para 8,2% e amplia debate sobre renegociação


Tereza Cristina diz que PL das dívidas rurais trata de R$ 170 bilhões

Dados recentes da Serasa Experian mostram que a inadimplência da população rural encerrou 2025 em 8,2%, acima dos 7,2% registrados no mesmo período de 2024. O avanço ocorre em meio à discussão do Projeto de Lei 5.122/2023, que prevê renegociação de dívidas rurais e avançou na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. O debate também envolve divergências sobre juros, exigência de entrada e uso de recursos do Fundo Social do Pré-Sal.

O levantamento da Serasa Experian considera dívidas vencidas há mais de 180 dias junto a empresas ligadas ao agro, como bancos, transportadoras e seguradoras. Segundo o estudo, a maior parte das pendências segue concentrada no sistema financeiro, o que reforça a relação entre endividamento rural e acesso ao crédito.

Por perfil, os arrendatários apresentaram o maior nível de inadimplência, com 9,9%. Na sequência aparecem os produtores de grande porte, com 9,8%, os médios, com 8,3%, e os pequenos, com 7,8%.

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Os dados do Banco Central, referentes a abril de 2026, mostram que a inadimplência nas operações de crédito rural com recursos direcionados chegou a 7,4%, o segundo maior nível desde 2011, início da série histórica citada. No crédito rural com taxas de mercado, o índice foi de 13,3%. Já nas operações com taxas reguladas, a inadimplência ficou em 3,1%.

Nesse cenário, o PL 5.122/2023 passou pela CAE do Senado, mas enfrenta resistência do Executivo. Um dos pontos de divergência é o desenho da linha especial de renegociação. A proposta defendida pelo governo previa entrada entre 10% e 20% e juros de 6% a 12%. O texto aprovado pela comissão retirou a exigência de entrada e fixou juros entre 3,5% e 7,5%.

Segundo o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), a bancada pretende atuar para manter o texto aprovado no Senado e avançar com a proposta na Câmara.

Os indicadores mostram deterioração no quadro de pagamento de dívidas no campo e ajudam a explicar a pressão por uma solução legislativa. O efeito prático sobre produtores e agentes financeiros dependerá da tramitação do projeto e de eventual apresentação de medida alternativa pelo Executivo, já que ainda não há definição final sobre as regras de renegociação.

Fonte: agencia.fpagropecuaria.org.br

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Tecnofam 2026 reúne cultivares da Embrapa para agricultura familiar em Dourados


Embrapa apresenta cultivares de arroz e feijão na Tecnofam, em Mato Grosso do Sul

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Milho e Sorgo participará da Tecnofam 2026, entre terça-feira (9) e quinta-feira (11), em Dourados (MS), com a apresentação de cultivares voltadas à agricultura familiar. As tecnologias serão exibidas em estações de campo implantadas na Embrapa Agropecuária Oeste. O foco é ampliar o acesso de produtores a materiais adaptados a sistemas de produção de menor investimento e a condições de risco climático.

Entre os destaques está o milho híbrido top-cross BRS 2107, indicado para produção de grãos em lavouras de baixo e médio custo. Segundo a Embrapa, o material tem ciclo precoce-normal, baixa porcentagem de acamamento e quebramento e adaptação para safra e segunda safra em todo o país. A recomendação inclui regiões e épocas de maior risco, como a safrinha tardia, mais sujeita à escassez hídrica.

Outro material em exposição será o milho híbrido triplo BRS 3046, destinado ao mercado de milho verde, com possibilidade de uso também para grãos e silagem. A cultivar é recomendada para Nordeste, Sudeste, Centro-Oeste e parte do Paraná. De acordo com a Embrapa, o híbrido é superprecoce, tem florescimento masculino em 60,5 dias, espigas com comprimento médio de 18 centímetros e produtividade média de 30 mil a 40 mil espigas por hectare.

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A programação inclui ainda o milho biofortificado BRS 4104, com teores de carotenoides precursores de vitamina A entre 2,5 e 3,2 vezes superiores aos do milho comum, além do milheto BRS 1502, recomendado para sucessão de culturas, áreas com deficiência hídrica e altas temperaturas no Centro-Oeste, Sudeste e norte do Paraná.

No segmento de forragem, a Embrapa levará o sorgo forrageiro BRS 661, indicado para silagem de baixo custo. O material apresenta produtividade de massa verde superior a 70 toneladas por hectare, ponto de colheita entre 110 e 130 dias após o plantio e alta capacidade de rebrota.

Realizada desde 2014, a Tecnofam se consolidou como feira da agricultura familiar em Mato Grosso do Sul. O evento ocorre na Embrapa Agropecuária Oeste, na Rodovia BR-163, km 253,6, e reúne soluções tecnológicas, máquinas, implementos e serviços voltados à produção e à agroindústria familiar.

A apresentação desses materiais permite ao produtor comparar alternativas para grãos, milho verde, silagem, forragem e sistemas de sucessão em condições regionais. A adoção das cultivares depende da finalidade produtiva, da janela de plantio e do nível de investimento de cada propriedade, conforme as recomendações técnicas disponibilizadas pela Embrapa durante o evento.

Fonte: embrapa.br

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AgroNewsPolítica & Agro

Mercado de soja sente impacto da demanda por biodiesel



Valorização do óleo de soja no mercado internacional segue sustentando as cotações



Foto: Divulgação

A valorização do óleo de soja no mercado internacional segue sustentando as cotações da oleaginosa e alterando a rentabilidade da indústria de processamento nos Estados Unidos. Em maio, a forte demanda do setor de biodiesel impulsionou os preços do produto, enquanto, no Brasil, o repasse das altas externas permaneceu limitado, segundo pesquisadores do Cepea.

A alta expressiva do óleo de soja no mercado internacional ampliou a participação do produto nas margens da indústria de processamento nos Estados Unidos. O movimento foi sustentado pela forte demanda do setor de biodiesel, que segue influenciando a formação dos preços da oleaginosa. Segundo dados divulgados pelo Cepea, a valorização externa do óleo contribui para manter as cotações da soja em patamares sustentados. Esse cenário altera a composição da rentabilidade industrial, com maior peso do óleo em relação aos demais derivados.

No mercado brasileiro, o movimento internacional não tem sido repassado integralmente aos preços internos. De acordo com pesquisadores do Cepea, a pressão dos prêmios de exportação e a demanda doméstica enfraquecida limitam os efeitos das altas observadas no exterior.

Esse quadro indica um mercado interno mais cauteloso, em que compradores evitam ampliar aquisições diante de estoques já formados e menor ritmo de consumo.

O farelo de soja também apresentou valorização no mercado externo, segundo o Centro de Pesquisas. A alta foi impulsionada pela expectativa de aumento da procura internacional pelo derivado norte-americano. No Brasil, porém, os preços do farelo recuaram ao longo desta semana. De acordo com pesquisadores do Cepea, a queda foi influenciada pela retração da demanda doméstica. Grande parte dos consumidores segue abastecida e tem adquirido apenas pequenos volumes para reposição de estoques.

Impacto para o setor

O cenário mostra uma diferença clara entre o comportamento externo e o mercado brasileiro. Enquanto o óleo de soja ganha força no mercado internacional e amplia sua relevância para a indústria nos Estados Unidos, o Brasil ainda enfrenta limitações internas, com prêmios pressionados e consumo doméstico mais fraco. Para produtores, indústrias e compradores, o acompanhamento das margens, dos prêmios de exportação e da demanda por derivados segue decisivo para entender a direção dos preços da soja nas próximas semanas.

 





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Pragas quarentenárias: ameaças à soja que podem afetar sua lavoura; você sabe como agir?


pragas soja
Foto: Fernanda Farias/Canal Rural

A preocupação com a presença de pragas quarentenárias nas lavouras brasileiras levou a Aprosoja Brasil a lançar uma cartilha voltada à conscientização e ao manejo preventivo desses organismos. O material foi apresentado nesta terça-feira (2), em Brasília, às vésperas do Congresso Brasileiro dos Produtores de Soja.

Produzida em parceria com a Corteva Agriscience e com apoio técnico do professor e engenheiro agrônomo Mauro Antônio Rizzardi, a publicação busca orientar produtores sobre riscos fitossanitários que podem afetar a competitividade da soja brasileira nos mercados internacionais.

De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), pragas quarentenárias são organismos, como insetos, fungos, bactérias, vírus e plantas daninhas, que representam alto risco econômico e ameaçam a sanidade vegetal. Por isso, são alvo de controle oficial, tanto para impedir sua entrada no país quanto para erradicação e contenção quando já presentes.

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Segundo a classificação técnica apresentada por Rizzardi, essas pragas podem ser divididas em três grupos: quarentenárias ausentes, quando ainda não estão presentes no país; quarentenárias presentes, quando existem no território, mas sob controle oficial; e não quarentenárias regulamentadas, que têm impacto econômico e são controladas conforme exigências de países importadores.

Entre as principais recomendações da cartilha está o manejo outonal, prática realizada na entressafra, entre a colheita e o novo plantio. A estratégia consiste na eliminação de plantas daninhas e voluntárias que servem de abrigo para pragas e doenças, reduzindo a pressão fitossanitária sobre a próxima safra.

Para a entidade, o controle preventivo é essencial para proteger a produtividade e, também, para preservar a reputação da soja brasileira no mercado internacional. Além do lançamento da publicação, a iniciativa incluiu capacitações técnicas e ações de conscientização para produtores e consultores.

Manejo outonal e risco fitossanitário

O manejo outonal é descrito como uma “janela de segurança” no campo, voltada ao controle de plantas daninhas logo após a colheita da soja e antes da próxima safra. O objetivo é eliminar as chamadas “pontes verdes”, que mantêm pragas e doenças ativas na área.

Segundo especialistas envolvidos no material, essa prática reduz o banco de sementes de invasoras e diminui o risco de contaminação durante colheita e beneficiamento, além de contribuir para a qualidade do grão exportado.

Para Rizzardi, a introdução e disseminação de espécies vegetais no sistema produtivo é também uma questão de soberania nacional. Ele destaca que tanto a entrada quanto a saída de organismos via exportação podem afetar diretamente a competitividade do agronegócio brasileiro.

Fabrício Morais Rosa, diretor executivo da Aprosoja Brasil, diz que os episódios recentes de devolução de 20 navios pela China mostram que a conformidade fitossanitária não é opcional. “Com esta cartilha, a Aprosoja continua com o compromisso de alertar os produtores sobre a identificação equivocada de pragas quarentenárias a fim de manter em alta a reputação da soja brasileira frente aos compradores externos”, afirma.

Principais pragas quarentenárias

O Mapa lista entre as principais pragas quarentenárias:

  • Ácaro hindustânico (Schizotetranychus hindustanicus)
  • Broca-do-caroço-da-manga (Sternochetus mangiferae)
  • Cancro cítrico (Xanthomonas citri subsp. citri)
  • Cancro da videira (Xanthomonas campestris pv. viticola)
  • Cancro europeu das pomáceas (Neonectria ditissima)
  • Caruru-palmeri (Amaranthus palmeri)
  • Greening dos citros (Candidatus Liberibacter asiaticus e americanus)
  • Moko da bananeira (Ralstonia solanacearum raça 2)
  • Mosca-da-carambola (Bactrocera carambolae)
  • Vassoura-de-bruxa da mandioca (Rhizoctonia theobromae)

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Café solúvel pode ser taxado em 25% pelos EUA e preocupa setor


Imagem mostra xícara de café com a bebida em cima café moído
Foto: Freepik

A possível elevação da tarifa sobre o café solúvel brasileiro nos Estados Unidos acendeu um alerta no setor cafeeiro. Pela proposta apresentada pelo Escritório de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) nesta terça-feira (2), o produto passaria a ser taxado em 25%, acima dos atuais 10%, a partir de 15 de julho de 2026.

A preocupação foi manifestada pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), que acompanha as discussões sobre a política comercial norte-americana.

Maior parte dos cafés ficou de fora

Embora o cenário seja considerado preocupante para o café solúvel, a entidade destaca que a maior parte dos cafés brasileiros foi incluída na lista de exceções apresentada pelo USTR.

Entre os produtos isentos da nova tarifa estão os cafés verdes, torrados, descafeinados, além de cascas, películas e diversos extratos e concentrados derivados do café.

Na avaliação da BSCA, a exclusão desses produtos da proposta é positiva para o setor exportador brasileiro.

Impacto pode atingir toda a cadeia

Apesar disso, a entidade demonstra preocupação com os reflexos que uma eventual taxação maior sobre o café solúvel pode provocar na cadeia produtiva.

Segundo a associação, a medida pode afetar diretamente a indústria brasileira de café solúvel e criar restrições ao comércio entre Brasil e Estados Unidos.

Diante do cenário, a BSCA informou que seguirá em diálogo com o governo brasileiro, entidades do setor e representantes norte-americanos para buscar a isenção também para o café solúvel.

Decisão ainda está em discussão

A proposta apresentada pelo USTR ainda não é definitiva. O processo regulatório segue em andamento e terá novos desdobramentos até 6 de julho, quando o órgão realizará uma audiência para discutir a medida.

Até lá, o setor acompanha as negociações na tentativa de evitar que o café solúvel brasileiro seja incluído na nova tarifa de 25%.

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