A segunda edição do Congresso Brasileiro dos Produtores de Soja, realizada em Brasília, trouxe à tona debates sobre as estratégias para o futuro do Brasil e os desafios do mercado de grãos.
Temas abordados
Endividamento rural e renegociação de dívidas
Desafios para a próxima safra
Relação entre produção e comercialização
Impactos das tensões comerciais globais
Taxas de juros e o plano safra 2026
Desafios do setor
Os participantes discutiram a inviabilidade da produção devido a legislações atuais e a importância das cooperativas no fortalecimento do setor. O painel sobre geopolítica destacou como as mudanças comerciais globais influenciam a competitividade do grão brasileiro.
Inovações e ferramentas
Além das palestras, foi lançada uma cartilha sobre pragas quarentenárias, um dos principais obstáculos logísticos e financeiros do agro. O projeto ‘Expedição da Agricultura para Vida’ foi apresentado, mostrando ferramentas para que os agricultores previnam essas pragas.
A tarifa dos EUA proposta em 25% sobre produtos brasileiros colocou o agronegócio em alerta, mesmo com parte dos alimentos primários fora da lista de maior impacto. A avaliação é de que a medida pode atingir principalmente setores exportadores com forte exposição ao mercado internacional, como biocombustíveis, celulose, madeira e couro, ao elevar custos, dificultar contratos e ampliar cobranças sobre origem e conformidade socioambiental.
O etanol brasileiro aparece como um dos pontos mais sensíveis da proposta norte-americana. Segundo André Aidar, doutor e mestre em Agronegócio, sócio e Head de Direito do Agronegócio no Lara Martins Advogados, a tarifa altera a competitividade do produto ao encarecer sua entrada nos Estados Unidos. Com isso, o biocombustível nacional perde parte da vantagem associada ao diferencial ambiental e passa a disputar espaço em condições menos favoráveis diante do etanol produzido no próprio mercado americano.
Para Aidar, o problema não está apenas no percentual da tarifa, mas no efeito que ela pode provocar sobre contratos e margens comerciais. “Na prática, a tarifa funciona como uma barreira artificial: não discute apenas eficiência ou sustentabilidade, mas altera o preço relativo e pode deslocar contratos, margens e previsibilidade comercial”, afirma. O especialista observa que o biocombustível está no centro da justificativa dos Estados Unidos, que alegam tratamento desigual no acesso ao mercado brasileiro.
Caso a tarifa avance, empresas brasileiras podem ser levadas a buscar novos destinos para produtos que naturalmente iriam ao mercado norte-americano. Esse movimento tende a reorganizar fluxos comerciais e pode gerar excesso de oferta em alguns mercados, queda de preços em determinados destinos, aumento de custos logísticos e necessidade de renegociar contratos já firmados. Do lado dos compradores americanos, a busca por fornecedores alternativos também pode pressionar preços internacionais.
Aidar pondera que esse efeito não deve ocorrer de forma automática nem igual para todas as cadeias. Ainda assim, ele considera o risco relevante para setores integrados, como energia, fibras, madeira, couro e insumos agroindustriais. A principal preocupação está na perda de previsibilidade em um ambiente no qual exportadores dependem de contratos estáveis, planejamento logístico e segurança regulatória para sustentar margens.
“A consequência principal desse cenário imposto pela taxação é mais volatilidade e menos previsibilidade para produtores, indústrias e exportadores brasileiros”, conclui Aidar. O desafio para o agro brasileiro será preservar mercados, evitar perda de competitividade e demonstrar regularidade nas cadeias produtivas em um cenário internacional mais sensível a critérios comerciais e socioambientais.
O Sudeste do Brasil enfrenta um alerta meteorológico para temporais, que têm causado danos significativos nas lavouras de café, especialmente em Minas Gerais. Nos últimos dias, o granizo atingiu diversas áreas produtoras, e os prejuízos ainda estão sendo contabilizados.
Condições meteorológicas
De acordo com Artur Miller, especialista em meteorologia, a previsão para os próximos dias indica a continuidade de chuvas e temporais, com destaque para as seguintes regiões:
Zona da Mata Mineira
Rio de Janeiro
Espírito Santo
Previsão de chuvas
A expectativa é que uma nova frente fria traga chuvas ao centro-sul do Brasil, com volumes entre 30 e 40 mm em cinco dias. A virada da quinzena pode resultar em precipitações superiores a 100 mm em:
São Paulo
Sul de Minas
Norte do Paraná
Mato Grosso do Sul
Impacto nas temperaturas
Nos próximos dias, as temperaturas devem apresentar uma queda, com mínimas variando entre 13º e 15º no centro-sul do país. Além disso, há risco de geadas em São Paulo e no sul de Mato Grosso do Sul na virada da quinzena.
O Brasil está a caminho de registrar a maior safra de café de sua história, com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) elevando a estimativa de produção para 66,7 milhões de sacas beneficiadas na safra de 2026. Este volume representa um crescimento de 18% em relação à temporada anterior e supera o recorde histórico de 63 milhões de sacas, registrado em 2020.
Estimativa de produção
66,7 milhões de sacas previstas para 2026
Crescimento de 18% em relação a 2025
Superação do recorde de 2020
Mercado de arroz no Rio Grande do Sul
O mercado de arroz no Rio Grande do Sul apresenta um baixo ritmo de negociações, com produtores e compradores adotando uma postura cautelosa diante da elevada oferta e das dificuldades de repasse de preços. O foco dos agentes se voltou para os leilões de apoio à comercialização promovidos pela Conab.
Confinamento de gado
O confinamento de gado no Brasil deve atingir 9,78 milhões de cabeças em 2026, um aumento de 5,7% em relação ao volume de 2025. Segundo a prévia do censo de confinamento de 2026 da DSM Firmenic, cinco estados concentram aproximadamente 70,6% do total estimado para o país.
Mato Grosso lidera com 2,4 milhões de cabeças, aumento de 7,7%
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) recebe até 12 de junho contribuições para subsidiar o Relatório de Análise de Impacto Regulatório (AIR) sobre a revisão da Resolução ANP nº 915, de 2023. A norma regulamenta a aplicação de sanções administrativas e define parâmetros para caracterização de antecedentes e reincidência no mercado de abastecimento de combustíveis. O prazo foi informado pela agência nesta terça-feira (3).
Segundo a ANP, as manifestações devem ser enviadas por meio de questionário eletrônico específico. O material será analisado pela agência para embasar eventual minuta de resolução. Em etapa posterior, caso a revisão avance, a proposta ainda deverá passar por consulta e audiência públicas.
O tema foi discutido no 1º Workshop sobre a Revisão da Resolução ANP nº 915/2023, realizado em terça-feira (27). De acordo com a agência, os estudos preliminares apontaram necessidade de adequação da norma em três frentes. A primeira é a ausência de tratamento diferenciado para microempresas e empresas de pequeno porte em processos administrativos sancionadores. A segunda envolve os prazos para desconsideração de antecedentes, para fins de reincidência e gradação de multas, além da aplicação de penas não pecuniárias. A terceira trata do uso de instrumentos consensuais como alternativa a sanções não pecuniárias em situações específicas.
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Por isso, o alcance prático da revisão dependerá do conteúdo da futura minuta e das etapas seguintes do processo regulatório.
No estágio atual, a medida está restrita à coleta de informações para a AIR. Sem minuta publicada, ainda não há base técnica para projetar mudanças concretas sobre custos, oferta ou penalidades no mercado de combustíveis. O prazo oficial para envio de contribuições termina em 12 de junho.
O mercado físico do boi gordo teve uma quarta-feira (3) de preços mais altos. O analista de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias ressalta que o ambiente de negócios ainda sugere pela continuidade do movimento de alta no curtíssimo prazo, em linha com o atual posicionamento das escalas de abate.
“A demanda permanece aquecida, com forte ritmo de embarques para China e Estados Unidos nas últimas semanas. Conforme antecipado, o governo norte-americano isentou a carne bovina de tarifas adicionais, considerando a importância do produto na pauta de importação em um ano de retração da oferta doméstica”, disse.
Média da arroba do boi gordo
São Paulo: R$ 355,43 — ontem: R$ 353,58
Goiás: R$ 333,57 — ontem: R$ 332,86
Minas Gerais: R$ 330,18 — ontem: R$ 327,35
Mato Grosso do Sul: R$ 353,45 — ontem: R$ 352,91
Mato Grosso: R$ 357,03 — ontem: R$ 355,07
Mercado atacadista
O mercado atacadista, por sua vez, se deparou com estabilidade em seus preços no decorrer da quarta-feira, ainda com expectativa de alta durante a primeira semana do mês.
“A expectativa em torno da demanda durante a Copa do Mundo segue positiva, em especial nos dias de jogo da seleção brasileira. Por outro lado, a carne bovina segue menos competitiva na comparação com as proteínas concorrentes, em especial em relação com a carne de frango”, aponta Iglesias.
Quarto dianteiro: R$ 21,50 por quilo;
Ponta de agulha: R$ 19,50 por quilo;
Quarto traseiro: R$ 27,00 por quilo.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 1,11%, sendo negociado a R$ 5,0658 para venda e a R$ 5,0638 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0298 e a máxima de R$ 5,0894.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta quarta-feira (3) a Resolução 2.247/2026 que comunica o recolhimento voluntário do lote LZ1 VAL200127 3 P 200126 da Água Mineral Natural sem Gás da marca Crystal. O produto foi fabricado pela Mineração Bom Jesus Ltda., em Luziânia (GO), e está sendo retirado do mercado por decisão da empresa.
De acordo com a fabricante, o lote é composto por 374,4 mil garrafas de 500 ml. As unidades foram distribuídas no Distrito Federal (230.443), em cidades vizinhas de Goiás (66.768), em Tocantins (1.439) e no interior de São Paulo (75.750).
Ainda segundo a empresa, até o momento não há registro de reclamações de consumidores relacionadas a esse lote nos canais oficiais de atendimento.
Medida
A medida de recolhimento voluntário foi iniciada após a emissão de laudo do Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF), que identificou a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em amostra do produto coletada durante ação de rotina da Diretoria de Vigilância Sanitária do Distrito Federal (Divisa/DF) para análise de alimentos.
Segundo a empresa, o recolhimento do produto foi iniciado imediatamente em distribuidoras. A orientação é que os consumidores verifiquem se possuem unidades do lote LZ1 VAL 200127, fabricado em 20/1/2026 e com validade até 20/01/2027.
Caso tenham o produto em casa, não devem consumi-lo e precisam aguardar as orientações públicas da empresa sobre devolução e reembolso
De acordo com as informações apresentadas pela empresa à Anvisa, o recolhimento do produto foi iniciado imediatamente em distribuidoras, e cerca de 99,2% das unidades do lote já não estariam mais disponíveis nas prateleiras para compra pelo consumidor.
Fiscalização
A Anvisa reforça que a medida se aplica exclusivamente às unidades do lote LZ1 VAL 200127, fabricado em 20/01/2026, com data de validade em 20/01/2027, produzido na unidade de Luziânia, município localizado a cerca de 60 km de Brasília. Além do recolhimento, a medida impede a venda, a distribuição e o uso das unidades desse lote.
A empresa também protocolou documentos junto à Anvisa demonstrando a realização de investigação interna abrangente para avaliar a ocorrência e suas possíveis causas. Representantes da empresa se reuniram com a agência, prestaram esclarecimentos e vêm cooperando com as autoridades sanitárias, adotando providências de forma diligente.
A investigação sobre o caso segue em andamento, com acompanhamento da Anvisa e das vigilâncias sanitárias envolvidas. Até o momento, as informações disponíveis, incluindo o laudo fiscal e as evidências apresentadas, indicam ocorrência restrita ao lote informado.
Outro lado
A Mineração Bom Jesus informa, por meio de nota à imprensa, que o lote, envasado em janeiro, tem distribuição restrita e foi comercializado apenas no Distrito Federal, em municípios específicos do Tocantins (Arraias, Combinado e Novo Alegre), de Goiás (Águas Lindas de Goiás, Luziânia, Novo Gama, Valparaíso de Goiás, Cidade Ocidental, Santo Antônio do Descoberto, Planaltina de Goiás e Cristalina, Formosa, Campos Belos, Alexânia, Abadiânia e Catalão) e nas cidades de Sorocaba, Itapetininga, Itu, São Roque e Tatuí, em São Paulo.
Diz ainda que, desde a notificação da contaminação, foram feitas análises em mais de 300 amostras no processo e nos produtos, todas negativas para quaisquer microrganismos indicadores de contaminação.
A empresa reforça o “compromisso permanente com elevados padrões de qualidade e segurança, reconhecidos internacionalmente, e seguimos cooperando de forma técnica, responsável e transparente com as autoridades competentes”.
Ressalta que a comunicação se “refere exclusivamente ao lote mencionado, envasado pela Mineração Bom Jesus (MBJ), não havendo qualquer relação com outros lotes ou produtos da marca Crystal”.
A fabricante orienta consumidores que eventualmente tenham unidades do lote P 200126 (leia-se na embalagem LZ1 VAL 200127 3 P 200126) a contactarem o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) para orientações sobre substituição ou reembolso. O contato pode ser feito pelo telefone: 0800 061 5000 ou pelo e-mail contato@brasal.com.br.
A II Mostra Nacional de Produção e Ciência das Mulheres Camponesas reuniu, nesta quarta-feira (3), em Brasília (DF), agricultoras, lideranças populares e representantes de organizações sociais para discutir agroecologia, soberania alimentar e produção de alimentos. Durante o evento, o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) apresentou ações voltadas à autonomia econômica e produtiva das mulheres rurais, com destaque para o Programa Quintais Produtivos.
Segundo informações apresentadas pelo MDA durante a programação, o Programa Quintais Produtivos apoiou mais de 115 mil quintais em todo o país desde 2023, com investimentos superiores a R$ 1,2 bilhão. De acordo com a pasta, a iniciativa inclui equipamentos, assistência técnica e capacitação para fortalecer a produção de alimentos e ampliar a geração de renda no meio rural.
O evento foi promovido pelo Movimento de Mulheres Camponesas (MMC) e teve como foco temas ligados à agricultura familiar, ao protagonismo das mulheres do campo e à organização da produção em bases agroecológicas. A ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli, afirmou que a meta do governo federal é encerrar o mandato com mais de 150 mil quintais produtivos apoiados.
Na avaliação de participantes do encontro, políticas públicas desse tipo têm relação direta com a valorização do trabalho realizado pelas mulheres nas propriedades rurais, tanto no abastecimento das famílias quanto na comercialização de excedentes. Maria Aparecida Sian Capaz, agricultora familiar de Nova Venécia (ES) e integrante da coordenação do MMC, destacou que reconhecer valor econômico à produção dos quintais é um ponto central para ampliar a autonomia das produtoras.
Os dados detalhados por estado, perfil das beneficiárias e resultados produtivos do programa não foram informados no material divulgado pelo ministério. Essas informações são relevantes para medir alcance regional, eficiência da assistência técnica e impacto sobre renda e oferta de alimentos na agricultura familiar.
Com base nas informações apresentadas no evento, o avanço dos quintais produtivos mantém relação com políticas de apoio à agricultura familiar e à produção de pequena escala. A dimensão do impacto econômico e produtivo, porém, depende de detalhamento técnico sobre execução, cobertura territorial e resultados por cadeia produtiva.
O mercado financeiro brasileiro encerrou esta quarta-feira (3) em baixa, com queda de 2,22% do Ibovespa, que fechou aos 170.330,63 pontos, e alta de 1,14% do dólar comercial, vendido a R$ 5,0668. O volume negociado na bolsa somou R$ 28,28 bilhões. No exterior, os índices norte-americanos também recuaram, com perdas de 1,21% no Dow Jones e de 0,89% no Nasdaq.
Durante a sessão, o Ibovespa oscilou entre a máxima estável de 174.192 pontos e a mínima de 170.008 pontos, equivalente a recuo de 2,41%. No acumulado de 2026, o índice ainda registra alta de 5,71%, mas passou a mostrar perda de 1,99% no mês. O Ibovespa futuro, com vencimento mais próximo, caiu 2,54%, aos 170.710 pontos, após tocar máxima de 174.635 e mínima de 170.660 pontos.
Entre as ações de maior peso, Vale ON e Vale PNA recuaram 3,72%, ambas cotadas a R$ 81,84. Petrobras PN caiu 0,87%, a R$ 41,21, enquanto Petrobras ON cedeu 0,19%, a R$ 46,38. No setor financeiro, Itaú Unibanco PN fechou a R$ 38,79, com baixa de 1,95%, e Bradesco PN caiu 1,97%, para R$ 17,40. BRF ON terminou a sessão a R$ 15,78, com recuo de 0,44%.
No câmbio, o dólar Ptax subiu 0,51%, com venda a R$ 5,0415, e o dólar futuro para julho avançou 0,99%, a R$ 5,0910. O euro comercial fechou vendido a R$ 5,8770, alta de 0,82%. Nos juros, o CDI ficou em 14,40% ao ano, mesmo patamar do over, enquanto o CDB prefixado de 30 dias marcou 14,34% ao ano. As taxas de capital de giro e hot money não foram informadas no fechamento disponível.
Para o setor agropecuário, o movimento do câmbio e dos juros é um indicador relevante para exportações, custo financeiro e decisões de comercialização. A variação diária, no entanto, precisa ser acompanhada em conjunto com preços de commodities, crédito e demanda externa para uma leitura mais completa.
Os dados do dia mostram um ambiente de aversão a risco, com pressão sobre bolsa e câmbio e manutenção de juros elevados. Sem informações adicionais sobre os fatores que moveram a sessão, não há base técnica suficiente para projetar tendência de curto prazo além do comportamento observado neste fechamento.
Os estudantes do Centro de Excelência em Fruticultura do Senar (CEF), em Juazeiro/BA, participaram de um projeto pedagógico e alcançaram um resultado que comprova a eficiência da formação técnica aplicada ao campo. No projeto Escola Viva, Pomar Frutifica, os alunos colheram aproximadamente 750 quilos de melão com padrão de qualidade compatível com os mercados mais exigentes, alcançando 14° Brix, índice que classifica a fruta na categoria premium.
A iniciativa envolveu estudantes dos cursos Técnicos em Fruticultura e Agronegócio, além de participantes do Programa de Aprendizagem, em uma experiência integrada que simulou todas as etapas de uma produção comercial. Desde o preparo da área até a seleção dos frutos após a colheita, os alunos assumiram responsabilidades dentro de um ciclo produtivo completo, vivenciando na prática os desafios e as exigências da atividade agrícola.
Projeto Escola Viva, Pomar Frutifica | CEF Juazeiro
A área experimental do Centro de Excelência tornou-se um verdadeiro laboratório de aprendizagem, onde cada etapa do processo produtivo foi conduzida pelos estudantes sob orientação técnica. O trabalho incluiu a preparação e correção do solo, implantação do sistema de irrigação, plantio, manejo da cultura, colheita e processos de pós-colheita.
A cultura escolhida para o projeto foi o melão, nas variedades Gladial e Canarinho. Esta última segue em fase de experimentação no Vale do São Francisco – uma das principais regiões produtoras de frutas do país. Após um ciclo de aproximadamente 70 dias, a colheita realizada no último sábado (30) superou as expectativas não apenas pelo volume produzido, mas principalmente pela qualidade dos frutos.
Certificação pós-colheita
Como forma de valorizar a experiência educacional, os frutos receberam o Selo Senar CEF Semeia, criado para identificar produtos oriundos das atividades pedagógicas desenvolvidas pela instituição. A certificação registra a origem da produção, o ciclo da cultura e a participação dos estudantes no processo produtivo.
Para o diretor do Centro de Excelência em Fruticultura do Senar Bahia, Murillo Alencar Bezerra, o resultado demonstra a importância de uma formação técnica conectada à realidade do setor produtivo.
“Os estudantes participaram de um processo integrado de produção, no qual cada etapa dependia do trabalho realizado anteriormente. Essa dinâmica fortalece o aprendizado, desenvolve o senso de responsabilidade e aproxima o aluno das condições que encontrará no mercado de trabalho. O resultado alcançado, com frutos de 14° Brix, comprova que uma formação técnica de qualidade gera produtos de qualidade. Esse é o padrão que o CEF e o Senar Bahia entregam ao campo e à sociedade”, destacou.