segunda-feira, junho 15, 2026

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Nova frente fria traz chuvas para sul e sudeste do Brasil


Uma nova frente fria está se aproximando e deve trazer chuvas significativas para as regiões sul e sudeste do Brasil na próxima semana. O meteorologista Artur Miller, do Canal Rural, destacou que a previsão indica um aumento na precipitação, especialmente em estados como Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul.

Previsão para os próximos dias

Nos próximos dias, o tempo deve seguir predominantemente ensolarado em grande parte do centro-sul do país, mas há expectativa de temporais, principalmente no Espírito Santo e na zona da Mata Mineira. A chuva deve se intensificar a partir da próxima semana, com volumes que podem variar entre 30 e 40 mm em cinco dias.

Impactos da nova frente fria

A nova frente fria trará não apenas chuvas, mas também uma queda nas temperaturas. Entre os dias 14 e 18 de junho, a previsão é de que os volumes de chuva sejam mais expressivos, com destaque para:

  • Paraná: mais de 100 mm em 5 dias
  • São Paulo: mais de 100 mm em 5 dias
  • Mato Grosso do Sul: mais de 100 mm em 5 dias
  • Minas Gerais: mais de 100 mm em 5 dias

Além disso, a massa de ar polar que se formará pode trazer risco de geadas em algumas regiões, como Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, com temperaturas mínimas podendo ficar abaixo dos 5ºC.

Temperaturas e condições climáticas

O amanhecer de quinta-feira deve registrar mínimas em torno de 14 a 15ºC, enquanto as máximas podem chegar a 33ºC em regiões como o Matopiba. O tempo firme deve prevalecer em Petrolina, Pernambuco, durante os próximos dias.

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Cartilha orienta produtores rurais sobre pragas quarentenárias da soja


Em meio a um cenário de exigências cada vez maiores no mercado internacional, uma nova cartilha foi lançada para auxiliar os produtores rurais a evitar prejuízos e garantir a qualidade das exportações brasileiras de soja. O material traz orientações sobre pragas quarentenárias que podem impedir a exportação e comprometer negócios importantes, especialmente com a China.

Lançamento da cartilha

A cartilha foi apresentada durante o Congresso Brasileiro de Produtores de Soja, realizado pela Prossoja Brasil. O especialista em boas práticas agrícolas, Jair Madioni, destacou a importância do material para os produtores que atuam no mercado de exportação.

Importância das pragas quarentenárias

As pragas quarentenárias são organismos que incluem fungos, plantas daninhas, insetos e bactérias que precisam ser controlados ao entrar ou sair do Brasil. A identificação dessas pragas é crucial, pois sua presença pode resultar na recusa ou devolução de cargas exportadas, impactando economicamente o setor.

  • Pragas podem causar problemas econômicos e sanitários.
  • Exportações para a China estão sujeitas a rigorosas análises fitossanitárias.
  • Perdas recentes de cargas para a China evidenciam a necessidade de controle eficaz.

Acesso à cartilha

A cartilha está disponível nos canais da Prossoja, onde os produtores podem baixá-la e utilizá-la em suas atividades diárias. Além disso, é recomendado que os agricultores consultem agrônomos e técnicos para garantir o controle adequado das pragas quarentenárias.

Mensagem final

Jair Madioni enfatizou que as ferramentas de boas práticas agrícolas são essenciais para que os produtores possam cultivar de forma sustentável e produtiva, assegurando a qualidade das suas exportações.

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Mauro Vieira contesta argumentos dos EUA para novas tarifas contra o Brasil


Arco Norte amplia peso na exportação de grãos e na entrada de fertilizantes

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou que os argumentos utilizados pelos Estados Unidos para propor novas tarifas contra o Brasil não são legítimos. Em entrevista à GloboNews, ele disse que o governo brasileiro apresentou informações para responder às acusações levantadas pela investigação comercial americana. As medidas ainda não entraram em vigor e seguem em negociação até 6 de julho.

Segundo Mauro Vieira, o Brasil contestou os pontos apresentados pelos Estados Unidos e espera que a documentação enviada seja considerada na mesa de negociação com a Casa Branca. Nesta quarta-feira (3), em Paris, o chanceler se reuniu com o representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, que, de acordo com o ministro, sinalizou disposição para dialogar.

Na segunda-feira (1º), o Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) recomendou uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros após concluir a investigação da Seção 301, instrumento usado para apurar supostas práticas comerciais irregulares. Entre os temas citados pelos americanos estão o Pix, o desmatamento ilegal, medidas anticorrupção, a taxação do etanol e a proteção à propriedade intelectual.

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Na terça-feira (2), o USTR ainda propôs uma tarifa adicional de 12,5% sobre o Brasil por supostas falhas no combate ao comércio de produtos fabricados com trabalho forçado. Outros 59 países também foram incluídos nessa medida.

Até 6 de julho, o processo permanece em fase de negociação. Nessa data, está prevista uma audiência para ouvir representantes brasileiros e americanos antes de uma decisão final sobre a adoção das tarifas.

Sem a lista final de produtos atingidos e sem detalhamento por setor, ainda não é possível dimensionar de forma precisa os efeitos sobre cadeias exportadoras brasileiras. O desfecho dependerá do resultado das negociações e da audiência prevista para julho.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Inadimplência no agronegócio brasileiro ultrapassa 8% em 2026


A inadimplência no agronegócio brasileiro alcançou 8,2% em 2026, segundo pesquisa da Serasa Experian. O estudo revela que, apesar de problemas climáticos, o Rio Grande do Sul se destaca como o estado com o menor índice de inadimplência do país.

Dados da inadimplência

  • Inadimplência no campo atinge 8,2% entre pequenos, médios e grandes produtores.
  • O índice representa um aumento de 1 ponto percentual em relação a 2024.
  • Produtores sem registro rural apresentam a maior inadimplência, quase 10%.
  • A maior parte das dívidas é com instituições financeiras, com média de R$ 115.500.

Desafios enfrentados pelos produtores

Os produtores rurais enfrentam um cenário desafiador, com custos elevados e crédito restrito. A pressão financeira é acentuada por:

  • Altos custos de insumos e fertilizantes.
  • Preços voláteis dos produtos agrícolas.
  • Concentração de débitos em grupos menores, dificultando o pagamento.

Rio Grande do Sul como exemplo

O Rio Grande do Sul, mesmo enfrentando crises de endividamento, apresenta uma inadimplência de 5,3% no último trimestre de 2025. Fatores como juros controlados e a possibilidade de renegociação de dívidas contribuem para essa situação.

Propostas para melhoria

Produtores gaúchos buscam a aprovação do PL 5122, que visa facilitar a renegociação de dívidas e oferecer juros mais acessíveis. A expectativa é que essas medidas ajudem a manter a saúde financeira dos produtores e a continuidade da produção agrícola.

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Registro de ovinos tem atualização de regras no Rio Grande do Sul


Imagem mostra rebanho de ovelhas
Foto: Freepik

A Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco) realizou esta semana, em Bagé (RS), a Jornada de Atualização dos Inspetores Técnicos do Rio Grande do Sul. O encontro reuniu 25 profissionais e teve como foco a revisão de normas do registro genealógico e do trabalho técnico com criadores.

A abertura contou com representantes da entidade, entre eles o presidente da Arco, Edemundo Gressler, a superintendente de Registro Genealógico, Magali Moura, e o superintendente substituto, Sérgio Muñoz.

Durante a programação, foram discutidas regras do registro genealógico, normas de exposições, admissões de animais e padrões raciais. Também entrou na pauta a avaliação dos serviços prestados pelos inspetores no campo.

O encontro apresentou ainda um balanço estatístico do último ano, com análise de desempenho, pontos de atenção e ajustes necessários no atendimento aos criadores. Representantes de diferentes raças participaram das discussões, com demandas específicas e orientações técnicas.

A programação incluiu também um balanço das exposições realizadas em 2026 e uma avaliação das perspectivas para a Expointer.

Segundo a superintendente Magali Moura, a atualização segue exigência anual do Ministério da Agricultura e faz parte da rotina de capacitação dos profissionais. Ela destacou que o objetivo é revisar a atuação dos inspetores e a relação com criadores e exposições.

A jornada teve caráter teórico e a entidade avalia uma nova etapa prática até o fim do ano. A Arco também estuda ampliar o modelo de atualização para outros estados, em formatos presenciais ou on-line.

*Com informações da assessoria de imprensa

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AgroNewsPolítica & Agro

Plano Brasil Soberano reduz exigência para crédito


Os ministérios do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e da Ministério da Fazenda publicaram nesta quarta-feira (3) uma portaria interministerial que amplia o número de empresas aptas a acessar os financiamentos do Plano Brasil Soberano. A partir da próxima segunda-feira (8), empresas exportadoras e fornecedores que registraram impacto igual ou superior a 1% no faturamento bruto em decorrência das tarifas unilaterais impostas pelos Estados Unidos ou dos conflitos no Oriente Médio poderão solicitar acesso às linhas de crédito. Até então, o benefício era destinado apenas às empresas que comprovassem impacto mínimo de 5% no faturamento.

A medida alcança dois dos três grupos contemplados pelo Plano Brasil Soberano. O primeiro reúne empresas exportadoras de bens industriais e seus fornecedores afetados pelas medidas tarifárias adotadas pelos Estados Unidos com base na Seção 232. Para se enquadrar, o faturamento bruto proveniente das exportações deve representar pelo menos 1% do valor apurado entre 1º de julho de 2024 e 30 de junho de 2025. Entre os setores contemplados estão aço, cobre, alumínio, automotivo e moveleiro.

O terceiro grupo é formado por empresas exportadoras de bens industriais e seus fornecedores que mantêm negócios com países do Oriente Médio, como Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Irã, Iraque, Kuwait e Omã. Nesses casos, o faturamento bruto com exportações também deve representar pelo menos 1% do total apurado entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2025.

O ministro do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Marcio Elias Rosa, afirmou que a medida busca proteger empresas e trabalhadores diante das oscilações do cenário internacional. “essa medida protege o setor produtivo e os empregos dos brasileiros de instabilidades externas, atendendo à determinação do Presidente Lula de colocar os interesses do povo brasileiro sempre em primeiro lugar. Esse é o compromisso do Governo do Brasil.”

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, Aloizio Mercadante, destacou o alcance da iniciativa. “A decisão do governo do presidente Lula de ampliar o número de empresas afetadas vai atender uma demanda importante de quem produz e exporta, ainda que o impacto no faturamento seja abaixo de 5%. Até agora, o BNDES já recebeu R$ 6,7 bilhões em pedidos de crédito de empresas afetadas e aprovou R$ 1,6 bilhão”.

A nova portaria não altera as regras aplicadas ao segundo grupo de empresas contempladas pelo programa. Esse segmento reúne setores industriais de média, média-alta e alta intensidade tecnológica considerados relevantes para a balança comercial brasileira, para a modernização produtiva ou para a transição para uma economia de baixo carbono. Estão incluídas empresas dos setores têxtil, químico, farmacêutico, automotivo, de máquinas e equipamentos, aparelhos elétricos, eletrônicos, informática, borracha, plástico, equipamentos de transporte e minerais críticos.

Para solicitar acesso ao crédito, as empresas enquadradas no primeiro e no terceiro grupo deverão verificar a elegibilidade por meio do sistema disponibilizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. A consulta poderá ser realizada a partir desta quinta-feira (4), mediante autenticação na plataforma GOV.BR com certificado digital da empresa. Após a validação, o sistema informará se a companhia atende aos critérios e quais linhas de financiamento estão disponíveis.

Já as empresas do segundo grupo poderão consultar a elegibilidade utilizando o cartão CNPJ. A verificação ocorre por meio do enquadramento do CNAE principal ou secundário nas atividades previstas pela Portaria MDIC/MF nº 171/2026.

Após a confirmação da elegibilidade, a orientação é que as empresas procurem a instituição financeira com a qual já possuem relacionamento. Também é possível consultar, junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, quais instituições aderiram ao programa. No caso de operações superiores a R$ 50 milhões, as grandes empresas podem buscar atendimento diretamente junto ao banco de desenvolvimento.

O Plano Brasil Soberano oferece linhas de crédito destinadas ao financiamento de capital de giro, produção voltada à exportação, aquisição de bens de capital e investimentos voltados à ampliação da capacidade produtiva. O programa também contempla projetos de adensamento das cadeias produtivas, adaptação industrial, inovação tecnológica e modernização de produtos, serviços e processos.





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Petrobras abre edital de R$ 23 milhões para projetos com óleo residual em SP e BA


Petrobras abre edital de R$ 23 milhões para projetos com óleo residual em SP e BA

A Petrobras anunciou nesta quinta-feira (4) uma seleção pública com até R$ 23 milhões para financiar quatro projetos sociais voltados à coleta e à comercialização de óleos e gorduras residuais, como óleo de cozinha usado, em municípios de São Paulo e da Bahia. As inscrições ficam abertas até sexta-feira (3 de julho). A iniciativa abrange regiões próximas a refinarias da estatal e a unidades da Petrobras Biocombustíveis.

Pelo edital, a Bahia terá um projeto contemplado, com repasse de até R$ 5 milhões. Em São Paulo, serão selecionadas três iniciativas, com até R$ 6 milhões para cada uma. Somados, os valores chegam ao limite de R$ 23 milhões informado pela companhia.

Segundo a Petrobras, os recursos serão destinados ao fortalecimento de associações, cooperativas e coletivos de catadores que atuem com insumos passíveis de incorporação em produtos coprocessados com conteúdo renovável, como o combustível sustentável de aviação (SAF). As propostas deverão prever aplicação dos recursos em infraestrutura, logística, equipamentos e capacitação administrativa e operacional.

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Os contratos terão duração de 36 meses. O edital também exige ações de qualificação e de fortalecimento das cooperativas com presença nos municípios delimitados pela empresa. As entidades aptas a participar são privadas e sem fins lucrativos, com envio de propostas pela página da Seleção Pública 2026 no site da Petrobras.

Do ponto de vista setorial, a medida se insere na ampliação de cadeias ligadas à economia circular e ao aproveitamento de resíduos como matéria-prima para combustíveis renováveis. Esse tipo de iniciativa tem relação com a agenda de transição energética e com a estruturação de oferta de insumos para segmentos como o de SAF. O edital, no entanto, não detalha no material divulgado os municípios elegíveis nem metas de volume de coleta por projeto.

A seleção pública define prazo de inscrição e teto de investimento, mas os efeitos operacionais sobre a oferta de óleo residual e sobre a cadeia de combustíveis renováveis dependerão dos projetos escolhidos e da execução local ao longo dos 36 meses de contrato.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Scott Bessent reconhece alta da gasolina nos EUA após conflito com Irã


Combustíveis caem 1,47% e levam transportes ao recuo no IPCA-15 de maio

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou nesta quinta-feira (4), durante audiência na Câmara dos Representantes, que os preços da gasolina subiram no país em decorrência do conflito envolvendo o Irã. Segundo ele, a alta observada também no petróleo tende a ser temporária. Bessent declarou ainda que o conflito com o Irã foi interrompido, sem classificar formalmente a situação como guerra.

A declaração foi dada durante uma audiência sobre as prioridades do Departamento do Tesouro. Questionado por parlamentares, Bessent reconheceu a pressão recente sobre os combustíveis, mas avaliou que o movimento não deve se prolongar. O secretário não apresentou, na audiência, números sobre a variação da gasolina nem detalhou patamares do petróleo.

No mesmo depoimento, Bessent afirmou que a Casa Branca pediu ao Congresso avanço em medidas relacionadas à eliminação do imposto sobre combustíveis. Ele não informou quais propostas estão em análise nem prazos para eventual tramitação.

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Em outro ponto, o secretário reiterou que a estratégia de emissão da dívida pública dos Estados Unidos continuará de forma regular e previsível. Segundo Bessent, o país precisa preservar a credibilidade dos títulos do Tesouro em meio à necessidade de financiamento dos déficits federais.

Para o setor agropecuário, a movimentação dos combustíveis e do petróleo é um indicador relevante porque influencia custos de transporte, diesel consumido em operações no campo e despesas logísticas da cadeia de insumos e alimentos. Em momentos de tensão geopolítica no Oriente Médio, o mercado de energia costuma reagir com maior volatilidade, o que pode alterar referências de custos em cadeias dependentes de frete rodoviário e energia.

Como Bessent não detalhou a magnitude da alta nem apresentou medidas já implementadas, ainda não há base factual suficiente para estimar efeitos mais amplos sobre preços ou custos no curto prazo.

O foco do mercado deve seguir sobre a evolução do conflito no Oriente Médio e sobre a trajetória do petróleo nos próximos dias. Sem dados adicionais do governo dos Estados Unidos sobre preços, duração do movimento ou medidas tributárias, a avaliação técnica disponível permanece limitada ao reconhecimento de pressão temporária sobre os combustíveis.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Fitch eleva projeção do PIB do Brasil em 2026 e reduz estimativa para 2027


Resultado do PIB reforça projeção de alta de 2,3% em 2026, diz Durigan

A Fitch Ratings elevou a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil para 2,1% em 2026, ante 1,9% estimados em março, segundo relatório de Perspectiva da Economia Global divulgado nesta quinta-feira (4). Para 2027, a agência reduziu a previsão de 1,8% para 1,7%, ao considerar menor impulso fiscal após o período eleitoral. A estimativa para 2028 é de alta de 2%.

No relatório, a agência atribuiu a revisão para 2026 ao desempenho mais forte da economia no primeiro trimestre. Segundo a Fitch, o consumo segue sustentado pela taxa de desemprego em mínima histórica e pelos ganhos salariais reais. A agência também citou a reforma tributária aprovada em 2025 e o dinamismo dos setores de agricultura e extrativismo como fatores de apoio à atividade.

Para 2027, o cenário considera redução do estímulo fiscal, em um ambiente de transição após as eleições gerais previstas para outubro. A Fitch também apontou incertezas sobre a política doméstica, os efeitos do fenômeno El Niño e o choque global de energia associado à guerra no Oriente Médio como fatores que contribuem para uma postura monetária mais rígida no Brasil.

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Na inflação, a projeção da agência é de 5% no fim de 2026, acima da faixa de tolerância perseguida pelo Banco Central (BC), com retorno gradual para 4% em 2027. A avaliação se apoia, segundo a Fitch, na aceleração indicada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de meados de maio e na alta das expectativas inflacionárias.

Com esse quadro, a agência passou a prever taxa Selic de 13% no fim de 2026, acima dos 12% estimados anteriormente. Para 2027, a projeção foi mantida em 10,5%. A Fitch também indicou enfraquecimento gradual do real frente ao dólar, diante da flexibilização monetária e das preocupações com o quadro fiscal.

Para o agronegócio, esse ambiente macroeconômico é acompanhado de perto porque juros, inflação e câmbio influenciam o custo do crédito, o preço de insumos e a competitividade das exportações. O relatório, no entanto, não detalha efeitos setoriais específicos por cadeia produtiva.

A revisão da Fitch mostra melhora na expectativa para a atividade em 2026, mas mantém atenção sobre inflação, juros e política fiscal no horizonte seguinte. Sem detalhamento adicional por setor no documento citado, a leitura técnica para o agro depende da evolução desses indicadores e de seus reflexos sobre financiamento, custos e mercado externo.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Exportação de carne bovina supera 1,3 milhão de toneladas até maio, diz Abiec


carne bovina frigoríficos
Foto: Freepik

Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), o Brasil exportou 297 mil toneladas de carne bovina em maio, alta de 17,8% em relação ao mesmo período de 2025. Na comparação com abril, o avanço foi de 2,9%.

A receita com os embarques somou US$ 1,83 bilhão, crescimento de 6,5% frente ao mês anterior. O preço médio da proteína exportada alcançou US$ 6.163 por tonelada, alta de 3,5%.

China concentra embarques

A China permaneceu como principal destino da carne bovina brasileira em maio, com importações de 157,6 mil toneladas e faturamento de US$ 1,06 bilhão. O país respondeu por 53,1% de toda a carne bovina exportada pelo Brasil no período.

De acordo com a Abiec, o aumento dos embarques ocorre em um cenário de antecipação das compras pelo mercado chinês diante da implementação das medidas de salvaguarda anunciadas para o setor.

Os Estados Unidos ficaram na segunda posição entre os compradores da proteína brasileira, com 28,8 mil toneladas importadas e receita de US$ 195,6 milhões. Na sequência aparecem Rússia, Chile e União Europeia.

A carne bovina in natura representou 88,2% do volume exportado e respondeu por 93,1% da receita obtida pelo setor em maio, totalizando US$ 1,7 bilhão.

Exportações superam 1,3 milhão de toneladas

No acumulado de janeiro a maio, o Brasil exportou 1,388 milhão de toneladas de carne bovina, volume 15,3% superior ao registrado no mesmo período do ano passado.

A receita alcançou US$ 7,88 bilhões, enquanto o preço médio das exportações ficou em US$ 5.677 por tonelada.

A China também lidera com folga no acumulado do ano. Foram 631,9 mil toneladas embarcadas para o país asiático, com faturamento de US$ 3,78 bilhões. O mercado respondeu por 45,5% do volume exportado pelo Brasil e por 48% da receita do setor nos cinco primeiros meses de 2026.

As compras chinesas cresceram 27,8% em relação ao mesmo período de 2025. Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com 178,6 mil toneladas importadas, seguidos por Chile, Rússia e União Europeia.

Segundo a Abiec, a presença da carne bovina brasileira em mais de 177 mercados segue contribuindo para a competitividade e a estabilidade das exportações do setor.

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