segunda-feira, julho 6, 2026

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Diretor-geral do Cecafé recebe prêmio ‘100 Mais Influentes do Agro 2026’


Diretor-geral do Cecafé recebe prêmio “100 Mais Influentes do Agro 2026”

O diretor-geral do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), Marcos Matos, recebeu o prêmio “100 Mais Influentes do Agronegócio 2026” na categoria “Entidades Setoriais”. A condecoração foi entregue nesta segunda-feira (28), em Ribeirão Preto (SP), em iniciativa promovida pelo Grupo Mídia para reconhecer lideranças com atuação em diferentes áreas da cadeia do agronegócio.

Segundo o Cecafé, o reconhecimento considera trajetórias e contribuições de personalidades com influência sobre decisões, transformações e direcionamentos estratégicos do setor. Em manifestação divulgada pela entidade, Matos afirmou que recebe a premiação “com imensa satisfação, senso de responsabilidade e o entendimento que nosso trabalho está no caminho certo”.

Na mesma declaração, o diretor-geral atribuiu o resultado ao trabalho coletivo da instituição e dos associados. De acordo com ele, o reconhecimento também reforça a atuação institucional e técnica do Cecafé na defesa do café brasileiro no mercado interno e externo.

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Esta foi a segunda vez que o Cecafé esteve entre os homenageados da premiação. Em 2025, o presidente do Conselho Deliberativo da entidade, Márcio Ferreira, foi incluído entre os “100 Mais Influentes do Agronegócio” na categoria “Empresário”.

Criado em 2023, o prêmio é organizado pelo Grupo Mídia e reúne representantes de áreas como tecnologia agrícola, gestão empresarial, indústria, produção rural, entidades setoriais e inovação. Segundo a organização, a edição de 2026 buscou refletir a diversidade de funções que compõem o agronegócio brasileiro.

No caso do café, o reconhecimento ocorre em um segmento com peso relevante nas exportações do agro brasileiro. O texto divulgado sobre a premiação, no entanto, não detalha os critérios quantitativos de seleção nem informa o número total de indicados em cada categoria.

A premiação amplia a visibilidade institucional do Cecafé em um momento de atenção do setor à competitividade, à sustentabilidade e à presença do café brasileiro no mercado internacional, temas que vêm sendo destacados pela entidade em sua atuação técnica.

Fonte: cecafe.com.br

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Bolsas de Nova York abrem em queda antes de decisão de juros do Fed e balanços de big techs


Bolsas de Nova York abrem em queda antes de decisão de juros do Fed e balanços de big techs

As bolsas de Nova York abriram em baixa nesta quarta-feira (29), em um pregão marcado pela expectativa em torno da decisão de juros do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, e pela divulgação de balanços de grandes empresas de tecnologia após o fechamento do mercado. O movimento também ocorre em meio às incertezas relacionadas às tensões entre Estados Unidos e Irã.

Às 10h33, no horário de Brasília, o índice Dow Jones recuava 0,15%, o S&P 500 caía 0,18% e o Nasdaq tinha baixa de 0,46%. O desempenho mostra uma abertura mais cautelosa, com investidores reduzindo posições antes de dois eventos de maior peso para os ativos: a sinalização do Fed sobre os próximos passos da política monetária e os resultados corporativos de companhias de grande capitalização.

No mercado acionário, os papéis de empresas ligadas a tecnologia e consumo estavam entre os destaques do dia. Alphabet caía 0,94%, Amazon cedia 0,20%, Microsoft recuava 1,41% e Meta tinha baixa de 0,58%. Qualcomm subia 1,76% e Ford recuava 0,56%. As empresas divulgam resultados mais tarde.

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Entre as ações já reagindo a balanços, Robinhood caía 12,12% e SoFi perdia 12,91%. Booking recuava 2,88%. Na direção oposta, Visa subia 9,43% e Starbucks avançava 3,93%, apoiada pela recuperação nas vendas, segundo o material informado.

A leitura do mercado é de que a decisão do Fed poderá influenciar o custo do crédito, o dólar e o apetite por risco nos próximos pregões. Esse ambiente tende a afetar fluxos globais de investimento e a formação de preços em diferentes classes de ativos. No conteúdo disponível, não foram divulgadas projeções adicionais de analistas sobre a decisão desta quarta-feira (29).

O foco do mercado seguirá na comunicação do Fed e nos balanços das big techs, dois fatores que devem orientar a direção das bolsas norte-americanas no curto prazo.

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AgroNewsPolítica & Agro

Preço do boi cai e mercado segue lento


A cotação do boi gordo registrou queda em São Paulo nesta terça-feira (28), segundo análise do informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria. O mercado abriu com recuo de R$ 2,00 por arroba para o boi gordo e de R$ 1,00 por arroba para a vaca, enquanto os preços do “boi China” e da novilha permaneceram estáveis em relação ao dia anterior.

De acordo com a Scot Consultoria, o mercado apresentou ritmo lento, com pecuaristas resistentes às negociações diante de ofertas de compra mais baixas. Do lado da demanda, compradores operaram com escalas de abate mais confortáveis e reduziram o interesse por novas aquisições, o que pressionou as cotações. As escalas de abate no estado estavam, em média, para dez dias.

No Mato Grosso do Sul, o cenário foi marcado por oferta reduzida de bovinos e ritmo lento de negócios. Parte dos frigoríficos operava com escalas alongadas e menor necessidade de compra imediata, o que resultou em queda nos preços em diferentes regiões do estado.

Na região de Dourados, o boi gordo recuou R$ 2,00 por arroba, enquanto vaca e novilha mantiveram as cotações. As escalas de abate estavam, em média, para sete dias. Em Campo Grande, todas as categorias registraram queda de R$ 3,00 por arroba, com escalas em torno de nove dias.

Já em Três Lagoas, a cotação do boi gordo caiu R$ 4,00 por arroba, enquanto vaca e novilha não apresentaram variação. As escalas de abate também estavam, em média, para nove dias. No estado, o preço da arroba do “boi China” recuou R$ 2,00.

No mercado externo, as exportações de carne bovina in natura mantiveram desempenho positivo até a quarta semana de abril. O volume embarcado somou 216,3 mil toneladas, com média diária de 13,5 mil toneladas, alta de 11,9% na comparação com o mesmo período de 2025. A cotação média da tonelada ficou em US$ 6,2 mil, avanço de 23,2% na mesma base de comparação.





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Conseleite-RS projeta valor de referência do leite em R$ 2,5333 para abril


Conseleite/RS projeta valor de referência do leite em R$ 2,5333 para abril

O Conselho Paritário Produtores/Indústrias de Leite do Rio Grande do Sul (Conseleite-RS) projetou o valor de referência do leite em R$ 2,5333 para abril. O número representa alta de 10,47% ante a estimativa de março, de R$ 2,2932. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (28), após reunião do colegiado na sede da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul).

Além da projeção para abril, o Conseleite-RS informou que o valor consolidado de março ficou em R$ 2,3721. O resultado mostra avanço de 11,67% em relação ao valor final de fevereiro, de R$ 2,1243.

Segundo o conselho, o cálculo é feito pela Universidade de Passo Fundo (UPF), com base em dados fornecidos pelas indústrias e na movimentação dos primeiros 20 dias do mês. Esse indicador é usado como referência para a remuneração do leite no estado e acompanha o comportamento do mercado ao longo da cadeia.

Em nota, o Conseleite/RS afirmou que os indicadores mostram recuperação do mercado de leite no Rio Grande do Sul após um período prolongado de queda e de dificuldades de remuneração no campo e na indústria. De acordo com o colegiado, a sinalização de alta já vinha sendo observada no início do ano, mas ganhou intensidade nos números mais recentes.

O vice-coordenador do Conseleite-RS, Darlan Palharini, disse que o momento é favorável, mas depende de sustentação dos preços. Segundo ele, a manutenção desse movimento passa pelo escoamento da produção brasileira para diferentes mercados. Palharini também citou fatores de demanda, como o baixo poder de compra das famílias e o alto endividamento, e mencionou que a antecipação do 13º de aposentados e a liberação de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) podem estimular a economia.

O colegiado também apontou atenção para uma possível recuperação da produção nos próximos meses e para o avanço das importações, especialmente da Argentina. Durante a reunião, o Conseleite/RS deliberou pelo envio de ofícios a ministérios do governo federal para alertar sobre os efeitos do aumento das importações no mercado doméstico.

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Anec reduz estimativa de embarques de soja do Brasil em abril


grãos - soja
Foto: R.R. Rufino/Embrapa

A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) revisou para baixo a projeção de exportações brasileiras de soja em abril, para 15,87 milhões de toneladas, em relatório divulgado na terça-feira (28).

O volume é 3,2% menor que os 16,39 milhões de toneladas estimados na semana passada. Mesmo com o ajuste, a previsão ainda aponta alta de 17,6% ante os 13,50 milhões de toneladas embarcados em abril de 2025.

A Anec manteve o intervalo projetado para os embarques de soja no mês entre 14,90 milhões e 16,83 milhões de toneladas. Para o farelo de soja, a estimativa caiu de 3,06 milhões para 2,75 milhões de toneladas, recuo semanal de 10,1%. Se confirmada, a quantidade ficará 27,9% acima dos 2,15 milhões de toneladas exportados em abril do ano passado.

No milho, a revisão foi de 343,5 mil para 268,2 mil toneladas, queda de 21,9% na comparação com a semana anterior. Ainda assim, o volume supera em mais de cinco vezes as 48,3 mil toneladas embarcadas em abril de 2025.

Na semana encerrada na sexta-feira (25), os portos brasileiros embarcaram 3,49 milhões de toneladas de soja, 873,2 mil toneladas de farelo e 83,8 mil toneladas de milho. Os maiores volumes de soja saíram por Santos, com 1,42 milhão de toneladas, Paranaguá, com 413,4 mil toneladas, e Barcarena, com 377,3 mil toneladas.

Para a semana entre sábado (26) e sexta-feira (2), o line-up indica 4,46 milhões de toneladas de soja, concentradas em Santos (1,69 milhão), Barcarena (627 mil), Paranaguá (595,7 mil) e São Luís/Itaqui (404,4 mil). A programação prevê ainda 698,7 mil toneladas de farelo e 78,3 mil toneladas de milho.

No acumulado de janeiro a abril, o Brasil deve exportar entre 41,98 milhões e 43,91 milhões de toneladas de soja. A China respondeu por 75% dos embarques da oleaginosa entre janeiro e março, segundo a Anec. A entidade ressalta que os números podem sofrer novos ajustes por fatores logísticos, operacionais e climáticos nos portos.

A revisão indica ajuste na programação de curto prazo, mas mantém o ritmo de exportações acima do observado há um ano. O resultado final de abril dependerá da execução dos embarques previstos nos principais corredores portuários até o encerramento do mês.

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Preço do arroz cai no RS com colheita avançando e demanda fraca


grãos de arroz
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O mercado de arroz em casca no Rio Grande do Sul vem perdendo sustentação nas últimas semanas, pressionado pelo avanço da colheita, menor liquidez e enfraquecimento da demanda ao longo da cadeia produtiva, segundo avaliação do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo o centro de pesquisas, a redução nas negociações de arroz beneficiado e a postura mais cautelosa de indústrias e produtores têm limitado os negócios e pressionado as cotações.

Liquidez baixa e margens pressionadas

O cenário de demanda enfraquecida, especialmente por parte do atacado e do varejo, tem dificultado o escoamento do arroz beneficiado, reduzindo o interesse por grandes volumes.

Com isso, os repasses de preços ao longo da cadeia ficam limitados, o que pressiona as margens das indústrias. Diante desse quadro, parte das beneficiadoras tem se afastado das compras, enquanto outras reduziram as ofertas no mercado de matéria-prima.

Oscilações regionais

Na semana passada, os preços apresentaram variações entre microrregiões. Em áreas com menor disponibilidade de produto, compradores chegaram a elevar pontualmente os valores ofertados.

Ainda assim, o movimento não foi suficiente para sustentar o mercado, diante da fraqueza geral da demanda.

Exportações pesam no mercado

Outro fator de pressão, segundo o Cepea, é a perda de competitividade do arroz brasileiro no mercado externo. A retração das exportações, aliada a preços internacionais mais baixos, reforça o viés de queda nas cotações internas.

Ao mesmo tempo, agentes seguem acompanhando os leilões de apoio à comercialização e o ritmo mais recente de beneficiamento, que podem influenciar o comportamento do mercado nas próximas semanas.

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Colheita de café arábica avança lentamente, mas deve ganhar ritmo em maio


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Foto: Marcelo Camargo/ABr

A colheita da safra 2026/27 de café arábica no Brasil segue em ritmo lento na maior parte das regiões produtoras, segundo levantamento do Cepea divulgado nesta terça-feira (29).

De acordo com o centro de pesquisas, os trabalhos de campo começaram de forma mais efetiva apenas na Zona da Mata de Minas Gerais. No Sul de Minas, principal polo produtor, a maior parte dos produtores ainda não iniciou a colheita, com expectativa de avanço a partir da segunda quinzena de maio.

No Cerrado mineiro, outra importante região cafeeira, o início mais consistente da colheita deve ocorrer apenas no fim de maio, comportamento considerado típico para a área.

Avanço pontual em outras regiões

Em São Paulo, na região de Garça, parte dos produtores já começou os trabalhos, mas o volume colhido ainda é reduzido. Na Mogiana paulista, a previsão é de início das atividades entre meados e o fim de maio.

No Noroeste do Paraná, a colheita também começa de forma gradual, mas pode sofrer atrasos devido às chuvas recentes. A expectativa é de normalização com a melhora das condições climáticas.

Safra pode ser robusta

Apesar do início mais lento, agentes consultados pelo Cepea destacam o bom desenvolvimento das lavouras, tanto de arábica quanto de robusta.

A avaliação é de que a safra está bem conduzida, o que pode resultar em um volume expressivo de produção. A Conab projeta, inclusive, uma colheita recorde de café no Brasil nesta temporada.

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AgroNewsPolítica & Agro

irrigação por gotejamento ganha status de estratégia e Netafim lidera debate na Agrishow 2026


A agricultura brasileira já está em uma nova fase: menos dependente do clima e cada vez mais orientada pela gestão de risco. Em um cenário de instabilidade hídrica, pressão de custos e necessidade de maior controle sobre os resultados, a irrigação deixou de ser uma decisão tática para se consolidar como estratégia central dentro da porteira, assumindo um papel direto na segurança produtiva e financeira das operações agrícolas.

É nesse contexto que a Netafim, pioneira e líder global em irrigação por gotejamento, participa da Agrishow 2026, principal feira do agro brasileiro e maior vitrine de tecnologia do setor. Mais do que apresentar soluções, a empresa chega com o objetivo de reforçar seu papel como parceira estratégica do produtor em um momento de transformação estrutural do campo.

A mensagem central da empresa, “Netafim, a sua marca de irrigação”, dialoga diretamente com essa mudança. Em um ambiente de restrição de crédito e maior incerteza, a irrigação, aliada à fertirrigação e ao uso de dados, deixa de ser apenas um sistema operacional e passa a atuar como um sistema de gestão da produtividade, capaz de trazer mais controle, eficiência no uso de recursos e previsibilidade ao resultado da lavoura.

“O principal objetivo da Netafim na Agrishow é consolidar o valor da marca no campo, mostrando na prática por que a Netafim é, de fato, a sua marca de irrigação”, afirma Michele Silva, diretora de marketing da Netafim.

Essa virada também se reflete nos números do setor. Segundo o CEO da Netafim, Ricardo Almeida, o mercado de irrigação no Brasil apresenta crescimento consistente e grande potencial de expansão, um movimento que reforça o caráter estrutural dessa tecnologia dentro do agro.

“Dados publicados pela Câmara Setorial de Irrigação da Abimaq apontam crescimentos expressivos do mercado ano a ano para patamares próximos a 400 mil hectares por ano. A Agência Nacional de Águas aponta mais de 8 milhões de hectares irrigados e estima expansão adicional de 4,2 milhões de hectares até 2040, com potencial técnico de até 55 milhões de hectares”, afirma o executivo.

Na Agrishow, a Netafim apresenta avanços que refletem essa nova demanda do produtor, com foco na democratização do acesso à tecnologia e na integração entre irrigação, fertirrigação e digital farming, um conjunto que permite transformar dados em decisões mais precisas ao longo de todo o ciclo produtivo. Entre os destaques estão soluções de monitoramento, coleta de dados e automação aplicadas à fertirrigação, além do fortalecimento do portfólio em gotejamento para diferentes culturas.

Para Michele Silva, essa evolução está diretamente ligada a uma mudança de mentalidade no campo: “A irrigação passou a ser percebida como parte do arsenal de gestão de risco. Quando o produtor enfrenta variabilidade climática e de mercado recorrente, ele compra previsibilidade, e previsibilidade, no campo, envolve plano, engenharia e operação, não um equipamento isolado.”

O estande da empresa acompanha essa proposta, com uma experiência imersiva que conecta tecnologia, conhecimento técnico e aplicação prática no campo. Com especialistas disponíveis durante todo o evento e participação ativa de distribuidores e parceiros, o espaço foi concebido para demonstrar como o uso integrado de soluções pode impactar diretamente produtividade, eficiência e tomada de decisão.

Para Ricardo Almeida, o movimento é claro e irreversível: “A irrigação não é apenas um sistema produtivo, ela se torna uma ferramenta de segurança, um verdadeiro ‘seguro’ da produção, garantindo estabilidade, produtividade e maior controle sobre o resultado do negócio.”

Com investimentos industriais relevantes no Brasil, incluindo a ampliação da capacidade produtiva em Ribeirão Preto, e o reconhecimento do país como um dos principais mercados globais da companhia, a participação da Netafim na Agrishow 2026 reforça não apenas sua liderança, mas também seu papel como uma das empresas que impulsionam a consolidação da irrigação como infraestrutura estratégica do agronegócio brasileiro.





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Mais de 5 mil produtos brasileiros terão tarifa zero no mercado europeu a partir de maio, diz CNI


Foto: Pixabay.
Foto: Pixabay.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) calcula que mais de 5 mil produtos brasileiros terão tarifa zero no mercado europeu assim que o acordo entre o Mercosul e a União Europeia (UE) entrar em vigor, na próxima sexta-feira (1º).

O montante equivale a mais de 80% das importações da União Europeia de bens do Brasil em 2025. Desses produtos, alguns já são livres de alíquotas de importação e outros 2.932 passarão a ter tarifa zero, sendo 93% (2.714) bens industriais.

Entre os 2.932 produtos que possuem tarifas e terão redução imediata, se destacam os seguintes setores: máquinas e equipamentos (21,8%), alimentos (12,5%), produtos de metal (9,1%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (8,9%) e químicos (8,1%).

A União Europeia importou US$ 607,7 milhões do setor de máquinas e equipamentos brasileiro em 2025. Com o acordo, 95,8% desse valor entrará com tarifa zero no mercado europeu imediatamente. Ao todo, 802 produtos do setor não estarão sujeitos a tarifas de importação na União Europeia, incluindo itens como compressores, bombas para combustíveis, lubrificantes ou líquidos de arrefecimento e árvores de transmissão.

No setor de alimentos, serão 468 produtos sem tarifa imediata, incluindo subprodutos como animais não comestíveis, óleo de milho e extratos vegetais. No setor de metalurgia, serão 494 produtos sem alíquota de importação na entrada em vigor do acordo, incluindo ferro-gusa, matéria-prima da siderurgia, obtido pela redução do minério de ferro, chumbo, barras de níquel e óxido de alumínio.

Para o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, o acordo amplia o acesso preferencial para um dos mercados mais estratégicos do mundo e oferece maior previsibilidade regulatória.

“O acordo representa uma oportunidade para ampliar, de forma significativa, a presença do Brasil no mercado internacional e fortalecer a agenda de competitividade industrial do País”, explica. Hoje, os países com que o Brasil mantém acordos comerciais respondem por 8,9% das importações mundiais. Com a integração Mercosul-União Europeia, esse porcentual poderá chegar a 37,6%.

A CNI lançou três documentos para auxiliar exportadores: o Manual do Acordo de Parceria Mercosul-União Europeia, que detalha os principais compromissos comerciais assumidos e oportunidades previstas, e duas cartilhas: uma sobre compras governamentais e outra sobre as regras de origem que as empresas precisam cumprir para ter direito à redução de tarifas prevista no acordo.

A CNI e suas congêneres no Mercosul – a Câmara de Indústrias do Uruguai (CIU), a União Industrial Argentina (UIA) e a União Industrial Paraguaia (UIP) – vão criar, em parceria com a BusinessEurope, um comitê do setor privado para monitorar e apoiar a implementação do acordo entre os blocos econômicos. A iniciativa vai apoiar as empresas na adaptação ao novo ambiente de negócios e na identificação de oportunidades concretas.

Próximos passos

O acordo segue uma implementação progressiva, com a redução escalonada de tarifas para produtos sensíveis ao longo de prazos que podem chegar a 10 anos na União Europeia e a 15 anos no Brasil, com exceção de veículos elétricos, híbridos e novas tecnologias, que possuem um prazo maior, de até 30 anos.

Na tarde desta terça-feira (28), o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), assinou decreto de promulgação do acordo de comércio entre o Mercosul e a UE.

Em outro momento, o governo federal deverá publicar uma portaria para regulamentar como as cotas de importação serão distribuídas entre os países do Mercosul, estabelecendo critérios e os volumes permitidos para cada país membro no âmbito do acordo.

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Acordo Mercosul-União Europeia é promulgado e entra em vigor em 1º de maio


Foto criada por IA.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, nesta terça-feira (28), o decreto que permite a aplicação imediata do acordo de comércio entre o Mercosul e a União Europeia no Brasil, viabilizando sua entrada em vigor na sexta-feira (1º de maio).

Na prática, o tratado estabelece uma das maiores zonas de livre comércio do mundo, envolvendo mais de 720 milhões de pessoas e conectando economias da América do Sul e da Europa.

A entrada em vigor inicia um processo gradual de abertura comercial entre os blocos. O Mercosul, formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, deverá zerar tarifas sobre 91% dos produtos europeus em até 15 anos. Já a União Europeia prevê eliminar tarifas sobre 95% dos bens exportados pelo bloco sul-americano em até 12 anos.

Com o acordo, haverá ampliação do acesso ao mercado europeu, especialmente para produtos agropecuários. O texto também prevê redução de barreiras comerciais, padronização de regras sanitárias e facilitação de processos aduaneiros. Além disso, empresas passam a ter maior acesso a compras governamentais nos países dos dois blocos.

Impactos esperados

A ApexBrasil estima que o acordo pode elevar as exportações brasileiras em cerca de US$ 7 bilhões, além de ampliar a diversificação dos produtos vendidos ao exterior.

O agronegócio tende a ser um dos principais beneficiados, com maior competitividade para itens como carnes, açúcar e etanol. Ao mesmo tempo, setores industriais devem enfrentar maior concorrência de produtos europeus no mercado interno.

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