Anec reduz estimativa de embarques de soja do Brasil em abril

A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) revisou para baixo a projeção de exportações brasileiras de soja em abril, para 15,87 milhões de toneladas, em relatório divulgado na terça-feira (28).
O volume é 3,2% menor que os 16,39 milhões de toneladas estimados na semana passada. Mesmo com o ajuste, a previsão ainda aponta alta de 17,6% ante os 13,50 milhões de toneladas embarcados em abril de 2025.
A Anec manteve o intervalo projetado para os embarques de soja no mês entre 14,90 milhões e 16,83 milhões de toneladas. Para o farelo de soja, a estimativa caiu de 3,06 milhões para 2,75 milhões de toneladas, recuo semanal de 10,1%. Se confirmada, a quantidade ficará 27,9% acima dos 2,15 milhões de toneladas exportados em abril do ano passado.
No milho, a revisão foi de 343,5 mil para 268,2 mil toneladas, queda de 21,9% na comparação com a semana anterior. Ainda assim, o volume supera em mais de cinco vezes as 48,3 mil toneladas embarcadas em abril de 2025.
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Na semana encerrada na sexta-feira (25), os portos brasileiros embarcaram 3,49 milhões de toneladas de soja, 873,2 mil toneladas de farelo e 83,8 mil toneladas de milho. Os maiores volumes de soja saíram por Santos, com 1,42 milhão de toneladas, Paranaguá, com 413,4 mil toneladas, e Barcarena, com 377,3 mil toneladas.
Para a semana entre sábado (26) e sexta-feira (2), o line-up indica 4,46 milhões de toneladas de soja, concentradas em Santos (1,69 milhão), Barcarena (627 mil), Paranaguá (595,7 mil) e São Luís/Itaqui (404,4 mil). A programação prevê ainda 698,7 mil toneladas de farelo e 78,3 mil toneladas de milho.
No acumulado de janeiro a abril, o Brasil deve exportar entre 41,98 milhões e 43,91 milhões de toneladas de soja. A China respondeu por 75% dos embarques da oleaginosa entre janeiro e março, segundo a Anec. A entidade ressalta que os números podem sofrer novos ajustes por fatores logísticos, operacionais e climáticos nos portos.
A revisão indica ajuste na programação de curto prazo, mas mantém o ritmo de exportações acima do observado há um ano. O resultado final de abril dependerá da execução dos embarques previstos nos principais corredores portuários até o encerramento do mês.
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