segunda-feira, julho 6, 2026

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Café recupera perdas em semana volátil



O robusta também apresentou recuperação expressiva


O robusta também apresentou recuperação expressiva
O robusta também apresentou recuperação expressiva – Foto: Divulgação

Os preços internacionais do café tiveram recuperação na semana, em meio a um ambiente de volatilidade nas bolsas e ajustes ligados à oferta disponível nos principais mercados. Segundo análise da StoneX, os contratos futuros de arábica e robusta encerraram o período em alta, revertendo parte das perdas recentes.

No caso do arábica, o contrato com vencimento em julho fechou a semana cotado a US¢ 294,9 por libra-peso na bolsa de Nova Iorque. O desempenho representou avanço semanal de 3,7%, sustentado em parte pela redução dos estoques certificados na ICE observada ao longo da semana. O volume recuou 2,8%, o equivalente a cerca de 15 mil sacas, ficando próximo de 512 mil sacas. Esse é o menor nível desde o início de março, fator que contribuiu para dar suporte às cotações diante da percepção de menor disponibilidade no curto prazo.

O robusta também apresentou recuperação expressiva. O contrato de julho encerrou a semana negociado a USD 3.403 por tonelada em Londres, com valorização de 6,5% no comparativo semanal. A alta foi influenciada por uma combinação de fatores, incluindo estoques ICE próximos de mínimas recentes, relatos de redução sazonal dos fluxos originados da Indonésia e de Uganda e a pressão dos prêmios logísticos.

No caso da logística, o conflito no Oriente Médio elevou os custos associados ao transporte do café asiático para os mercados ocidentais, o que reforçou o movimento de valorização do robusta. Com isso, a semana foi marcada por retomada dos preços nas duas variedades, em um cenário no qual os fundamentos de estoque, fluxo de exportação e custos de transporte ganharam peso na formação das cotações.

 





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Acordo entre Mercosul e União Europeia elimina tarifas para 5.000 produtos


A partir de hoje, a União Europeia elimina tarifas de importação para mais de 5.000 produtos do Mercosul, o que representa metade do universo tarifário. Essa medida, estabelecida pelo acordo assinado pelo presidente Lula, visa aumentar o acesso das exportações brasileiras ao mercado europeu, que conta com cerca de 450 milhões de consumidores.

Impacto do Acordo

O acordo, que levou 27 anos para ser firmado, pode alcançar a liberalização de mais de 90% do comércio bilateral, inserindo o Brasil em uma das maiores áreas econômicas do mundo, com um PIB combinado de 22 trilhões de dólares.

Reações e Expectativas

  • O presidente Lula destacou a importância do multilateralismo e da relação cordial entre Brasil e União Europeia.
  • O acordo é visto como uma resposta às taxações unilaterais implementadas anteriormente por outros países.

Certificação AgroSP em São Paulo

Durante a Agrow 2026, o governo de São Paulo entregou novos certificados do selo AgroSP, que reconhece a qualidade e a origem dos produtos agropecuários do estado. A iniciativa visa valorizar a produção local e garantir a conformidade com normas sanitárias.

Desafios e Oportunidades

  • Produtores enfrentam aumento nos custos operacionais devido ao aumento do preço do diesel.
  • Os preços dos suínos vivos caíram mais de 30% em 2026, impactando a rentabilidade do setor.

O evento Agrow 2026 também destacou inovações tecnológicas no agronegócio, com foco em conectividade e sustentabilidade, essenciais para o futuro da agricultura no Brasil.

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Mistura de etanol na gasolina pode subir para 32% e reduzir dependência de importações


etanol
Foto: Freepik

O governo federal deve elevar a mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina de 30% para 32% já a partir de maio. A proposta foi anunciada pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e ainda será submetida à aprovação do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).

Segundo o ministro, a medida tem potencial para reduzir em cerca de 500 milhões de litros por mês a necessidade de importação de combustíveis, o que poderia levar o Brasil, pela primeira vez, à autossuficiência no setor.

O anúncio foi feito durante a abertura da safra mineira de açúcar e etanol, em Uberaba. Caso seja aprovada pelo CNPE, a nova mistura terá caráter temporário, com vigência inicial de 180 dias, podendo ser prorrogada.

A proposta foi viabilizada pela Lei do Combustível do Futuro, que autoriza o aumento da mistura de etanol na gasolina para até 35%, além de permitir a elevação do biodiesel no diesel para até 25%.

Além de reduzir a dependência externa, a iniciativa também busca fortalecer o setor sucroenergético e ampliar o uso de biocombustíveis na matriz energética brasileira, em linha com a estratégia de transição energética e redução de emissões.

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Trump anuncia tarifa de 25% sobre automóveis e caminhões da União Europeia


Donald Trump em coletiva de imprensa sobre ação militar na Venezuela
Foto: Reprodução/Youtube

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (1º) que elevará para 25% a tarifa sobre carros e caminhões importados da União Europeia (UE) a partir da próxima semana. O anúncio foi feito em postagem online, na qual o republicano disse que o bloco europeu “não está cumprindo o acordo comercial”, sem detalhar quais pontos estariam em desacordo.

A decisão altera o parâmetro estabelecido em julho de 2025, quando Trump e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciaram o chamado Acordo de Turnberry. Na ocasião, ficou definido um teto tarifário de 15% para a maior parte dos produtos importados da UE.

Neste ano, porém, a aplicação desse arranjo foi afetada por uma decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos. A Corte entendeu que o presidente não tinha autoridade legal para declarar emergência econômica e, com base nisso, impor determinadas tarifas sobre produtos europeus.

Com a mudança jurídica, o governo passou a adotar novos impostos de importação com base em outros dispositivos legais, o que reduziu a tarifa aplicada aos produtos da UE para 10%, segundo o conteúdo informado.

O novo anúncio de Trump, portanto, representa uma elevação de 15 pontos percentuais em relação à taxa atualmente em vigor e de 10 pontos percentuais frente ao teto originalmente pactuado no acordo de 2025.

Na prática, a medida amplia a incerteza sobre o fluxo comercial entre Estados Unidos e União Europeia, especialmente no setor automotivo, que opera com cadeias integradas de peças, componentes e veículos acabados.

Também pode aumentar a volatilidade em câmbio, bolsas e mercados de matérias-primas, com possível reflexo indireto sobre commodities exportadas por países agrícolas. Até o momento, não há, no material divulgado, detalhamento técnico do governo dos EUA sobre o descumprimento citado por Trump, nem resposta formal da Comissão Europeia.

O desdobramento dependerá da publicação oficial da medida, da base legal que será usada pelo governo norte-americano e de eventual reação da União Europeia. Esses pontos serão centrais para medir o alcance comercial e econômico da nova tarifa.

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Agrishow 2026 encerra com R$ 11,4 bilhões em intenção de negócios


Agrishow 2026
Foto: divulgação/Agrishow

A Agrishow, principal feira de tecnologia para o agronegócio da América Latina, apresentou nesta sexta-feira (1º) o balanço final de sua 31ª edição. O evento registrou R$ 11,4 bilhões em intenção de negócios, 22% a menos em relação ao ano anterior. Os números refletem os setores de máquinas agrícolas, irrigação e armazenagem.

A feira registrou 197 mil visitantes durante os cinco dias, número semelhante ao verificado na última edição. Nesta sexta-feira (1º), último dia da feira, os portões foram abertos mais cedo, às 7h30, para atender a grande demanda de público.

Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, os números apresentados na Agrishow 2026 refletem o cenário do setor.

Nesta quarta-feira (29), o presidente da Câmara de Máquinas e Implementos Agrícolas da entidade, Pedro Estevão, informou queda de 19,9% nas vendas de máquinas e equipamentos agrícolas no mercado interno no primeiro trimestre deste ano, na comparação com o mesmo período de 2025. “Este cenário é decorrente da alta taxa de juros, variação cambial e preço desfavorável das commodities”, diz Estevão.

“Não importa o momento que estamos vivendo, pois sabemos que a agricultura vive de ciclos e este é desfavorável, mas temos convicção que este e os próximos anos serão favoráveis. Estaremos preparados para continuar atendendo à demanda do mercado brasileiro”, afirma o presidente da Agrishow João Marchesan.

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São Paulo antecipa campanha de atualização de rebanhos e bloqueia GTA sem declaração


Pasto adubado mantém o verde por mais tempo e assegura melhor desempenho do rebanho no período seco. Foto: Reprodução.
Pasto adubado mantém o verde por mais tempo e assegura melhor desempenho do rebanho no período seco. Foto: Reprodução.

O Estado de São Paulo inicia, em caráter excepcional, a Campanha de Atualização dos Rebanhos do primeiro semestre no dia 11 de maio de 2026. A informação foi divulgada pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) durante a Agrishow, em Ribeirão Preto.

A atualização cadastral dos rebanhos passou a ser obrigatória após a retirada da vacinação contra a febre aftosa, em 2023. Desde então, os produtores precisam informar os dados ao sistema de Gestão de Defesa Animal e Vegetal (Gedave).

O prazo para a declaração vai até 12 de junho e inclui todas as espécies presentes nas propriedades rurais, como bovinos, bubalinos, equinos, suínos, ovinos, caprinos, aves, peixes, além de colmeias de abelhas e bicho-da-seda.

GTA será bloqueada sem atualização cadastral

A partir do início da campanha, a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) para bovinos e bubalinos será bloqueada para produtores que não realizarem a atualização.

Para evitar restrições na movimentação dos animais, a declaração poderá ser antecipada a partir de 5 de maio, exclusivamente pelo sistema Gedave.

O procedimento também pode ser feito presencialmente nas unidades da Defesa Agropecuária.

Declaração permite monitoramento dos rebanhos

Segundo a Defesa Agropecuária, a atualização é fundamental para acompanhar a evolução dos rebanhos no estado, incluindo nascimentos, mortes e movimentações entre as campanhas.

As informações também são utilizadas para orientar ações de sanidade animal e controle de doenças.

Fundesa-PEC passa a ser cobrado em 2026

Uma das novidades deste ano é a criação do Fundo de Defesa da Sanidade Animal para a Pecuária (Fundesa-PEC), voltado a produtores de bovinos e bubalinos.

A partir de 2026, além da declaração obrigatória, os pecuaristas passam a contribuir com o fundo, que funcionará como um mecanismo de proteção em caso de focos de febre aftosa.

O valor previsto é de R$ 1,06 por animal declarado e a cobrança será feita durante as campanhas obrigatórias, realizadas duas vezes por ano, em maio e novembro.

Fundo garante indenização em caso de foco de aftosa

O Fundesa-PEC foi criado para viabilizar uma resposta rápida em situações de emergência sanitária.

Em caso de confirmação de febre aftosa, pode ser necessário o abate sanitário de animais para conter a disseminação da doença. Nesses casos, o fundo será utilizado para indenizar os produtores com base no valor dos animais.

De acordo com a Secretaria de Agricultura, os recursos arrecadados serão destinados exclusivamente a esse tipo de compensação.

Medida reforça sistema sanitário do estado

A criação do fundo e a atualização obrigatória dos rebanhos fazem parte da estratégia para manter o status sanitário de São Paulo como área livre de febre aftosa sem vacinação.

A expectativa do governo é que a medida fortaleça a capacidade de resposta a eventuais crises e aumente a segurança sanitária, fator considerado estratégico para a competitividade da carne paulista no mercado interno e externo.

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Algodão recua com ajuste de posições



Outro ponto de atenção foi a divulgação mais recente das posições “on-call”


Outro ponto de atenção foi a divulgação mais recente das posições “on-call”
Outro ponto de atenção foi a divulgação mais recente das posições “on-call” – Foto: Canva

O mercado de algodão encerrou a semana com leve queda nos contratos futuros, em um ambiente marcado por ajustes de posições e maior volatilidade entre os vencimentos. Segundo a StoneX, o contrato de julho de 2026 registrou pequenas perdas no período e terminou a sexta-feira, 24, cotado a US¢79,36 por libra-peso.

A proximidade do First Notice Day, observado na última sexta-feira, foi um dos principais fatores de movimentação no mercado. A data intensificou a dinâmica de rolagem de posições, processo em que participantes ajustam seus contratos para vencimentos posteriores, o que costuma ampliar as oscilações entre diferentes meses de entrega. Esse movimento contribuiu para um comportamento mais instável das cotações ao longo da semana.

Outro ponto de atenção foi a divulgação mais recente das posições “on-call”. Os dados indicaram uma fixação elevada por parte das fiações, superando até mesmo a fixação dos produtores. O resultado surpreendeu o mercado e ajudou a limitar parte dos ganhos que poderiam ser sustentados pelos fundamentos ou por fatores técnicos. Com maior volume de fixações pelas indústrias consumidoras, o espaço para avanços mais consistentes ficou mais restrito no curto prazo.

Apesar da pressão observada na semana, as incertezas climáticas seguem atuando como fator de sustentação para os preços. A preocupação com as condições nas áreas produtoras ainda permanece no radar dos agentes, embora os últimos dias tenham sido marcados por chuvas mais intensas no Cinturão do Algodão. Esse cenário reduz parte das tensões imediatas, mas não elimina a cautela em relação ao desenvolvimento das lavouras.

Com isso, o algodão segue em um ambiente de equilíbrio entre fatores técnicos, ajustes de mercado e monitoramento climático. A combinação entre rolagem de posições, fixações acima do esperado e clima ainda incerto deve continuar influenciando o comportamento dos contratos futuros nos próximos dias.

 





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Produção de dendê cresce no Brasil e Pará concentra quase 100% da atividade


Dendê
Foto: Edivaldo Sodré / Ag. Pará

O mais novo estudo da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa) destaca a cadeia produtiva do dendê com uma das fases mais dinâmicas do agronegócio brasileiro, com um crescimento vantajoso nas últimas décadas.

No centro desse avanço está o estado do Pará, que responde hoje por quase toda a produção nacional, consolidando-se como eixo estratégico do setor. 

A Nota técnica “A Conjuntura Econômica e Ambiental do Dendê 2026”, com dados atualizados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que a produção brasileira saltou de 242,8 mil toneladas em 1988 para 3,2 milhões de toneladas em 2024.

Um crescimento superior a 13 vezes no período. O ritmo foi intensificado a partir dos anos 2000 e ganhou ainda mais força depois de 2018.

Desempenho

O estudo evidência a consolidação produtiva, a ampliação da escala de produção e a crescente concentração regional, especialmente na região Norte. Entre 2023 e 2024, a produção brasileira de dendê cresceu 11,2%, passando de 2,9 milhões para 3,2 milhões de toneladas.

O avanço foi fortemente influenciado pelo desempenho do Pará, que ampliou sua produção de 2,8 milhões para 3,1 milhões de toneladas (+10,4%), mantendo participação de, aproximadamente, 97,1% do total nacional e reafirmando a elevada concentração territorial da atividade.

Nesse contexto, o Pará consolida- se como eixo praticamente hegemônico: a dinâmica nacional, em termos de quantidade e de valor, passa a ser determinada majoritariamente pelo desempenho paraense, que responde por cerca de 97% da produção e, aproximadamente, 98% do valor nacional em 2024.

Demais estados

Outros estados, como Roraima e Bahia, apresentam crescimento, mas ainda com participação marginal, juntos, somam menos de 3% da produção brasileira. Essa concentração também se reflete no nível municipal.

Apenas dez municípios paraenses respondem por cerca de 90% do volume produzido no país. Tailândia lidera com quase um terço da produção nacional, seguida por Tomé-Açu e Moju.

Emprego e renda

A cadeia do dendê também possui forte impacto no emprego e no meio ambiente. No mercado de trabalho, o Pará concentra cerca de 92% dos empregos diretos e indiretos do setor no Brasil, evidenciando sua centralidade econômica.

“Se o Pará é campeão na produção de dendê, com quase 100% da produção nacional, a geração de empregos é também proporcional, com 92% das vagas diretas e indiretas dessa cadeia produtiva, sendo a locomotiva do país nesse segmento, com o Pará campeão na produção e na geração de empregos no cenário nacional da cultura do dendê”, afirma o professor Márcio Ponte, responsável pelo estudo.

Preservação ambiental

No campo ambiental, a dendeicultura no Pará tem sido associada à recuperação de áreas degradadas. No contexto agropecuário observa-se uma trajetória de crescimento expressivo na quantidade de CO₂ capturado por florestas de dendê cultivado no Pará entre 2000 e 2024. 

A área reflorestada com dendê no estado ultrapassa 200 mil hectares, enquanto a capacidade de sequestro de carbono atingiu mais de 13 milhões de toneladas de CO₂ em 2024.

Dendê
Foto: Edivaldo Sodré / Ag. Pará

De acordo com o estudo, a análise espacial confirma elevada concentração e especialização produtiva em poucos municípios, embora haja sinais recentes de redistribuição interna entre os principais polos.

“Os biocombustíveis, eles são fundamentais para a redução da pegada de carbono da indústria como um todo, e o óleo de palma se presta muito bem a essa condição, e é por isso que é tão importante ver o Pará crescendo de uma maneira significativa nesses últimos anos”, destaca o presidente da Fapespa, Marcel Botelho.

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Conab participa de missão no México para analisar modelo de abastecimento alimentar


Conab participa de missão no México para analisar modelo de abastecimento alimentar

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) integrou, de segunda-feira (27) a quinta-feira (30), uma missão oficial do governo brasileiro no México para conhecer políticas de combate à fome e de ampliação do acesso a alimentos.

A agenda analisou mecanismos de abastecimento, preços subsidiados e formação de estoques públicos usados no país vizinho, com foco em experiências voltadas à população mais vulnerável.

A missão foi organizada pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), em parceria com a Universidade de Brasília (UnB), com apoio da Universidade Nacional Autônoma do México (Unam) e do governo mexicano.

A iniciativa faz parte de um projeto de mapeamento de evidências em políticas públicas para identificar instrumentos com maior efetividade na redução da insegurança alimentar e no controle da inflação de alimentos.

Entre os principais pontos observados esteve o modelo das Tiendas Bienestar, rede de estabelecimentos que vende produtos da cesta básica com preços subsidiados.

Segundo a Conab, a delegação visitou unidades ligadas à empresa estatal Alimentación para el Bienestar, responsável por organizar essa rede. Atualmente, o México conta com mais de 600 pontos de venda destinados à população em situação de vulnerabilidade.

O presidente da Conab, Sílvio Porto, afirmou que a missão buscou conhecer medidas adotadas pelo México no combate à fome e à pobreza. Segundo ele, o modelo observado mostra atuação estatal direta no acesso da população a alimentos, articulando produção nacional, abastecimento e segurança alimentar.

Durante a agenda, Porto também palestrou na Universidade Autônoma da Cidade do México (UACM) sobre a experiência brasileira e se reuniu com representantes do Ministério da Fazenda mexicano.

Além da Conab, participaram representantes do MDS e da academia, em uma composição interinstitucional. A análise técnica da missão poderá subsidiar comparações entre instrumentos adotados no México e políticas públicas em discussão no Brasil.

Não foram divulgados, até o momento, detalhes sobre eventuais medidas concretas a serem implementadas a partir da visita.

O próximo passo, segundo o escopo da missão, é consolidar evidências sobre regulação de mercados, estoques públicos e políticas de preços para apoiar avaliações técnicas sobre abastecimento e segurança alimentar.

Fonte: gov.br

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Produtores rurais enfrentarão R$ 7 bilhões em custos adicionais com diesel


A alta do preço do diesel já está causando impactos significativos no agronegócio brasileiro, com um aumento estimado de R$ 7 bilhões nos custos operacionais para a safra 2026/27, conforme estudo da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul).

Impactos financeiros no setor

O estudo revela que, caso não haja alteração nos preços dos combustíveis, os produtores rurais terão que desembolsar mais de R$ 7 bilhões apenas em operações mecânicas. Os principais pontos destacados incluem:

  • A cana-de-açúcar é a cultura mais afetada devido ao alto custo de produção e transporte.
  • O arroz também apresenta custos elevados por hectare, influenciados pelo tipo de produção e ambiente.
  • Embora soja e milho tenham aumentos menores por hectare, a grande área plantada resulta em um desembolso significativo para os produtores.

Previsões de aumento de custos

Os especialistas alertam que a situação pode se agravar. Para cada aumento de R$ 0,25 no preço do diesel, os custos dos produtores aumentam em R$ 1,3 bilhão. Com a defasagem atual do preço do diesel da Petrobras em R$ 2,22, um aumento de R$ 2 poderia resultar em um impacto adicional de R$ 9,6 bilhões, totalizando quase R$ 11 bilhões em custos extras.

A preocupação não se limita apenas ao aumento já observado, mas também ao que pode ocorrer se a situação no Oriente Médio não se resolver, afetando ainda mais os preços dos combustíveis.

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