sexta-feira, julho 3, 2026

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cotação das fêmeas cai em São Paulo


A cotação das fêmeas bovinas apresentou queda em São Paulo nesta sexta-feira (8), segundo análise do informativo “Tem Boi na Linha”, divulgado pela Scot Consultoria. O movimento ocorre em um cenário de avanço das escalas de abate e redução das compras por parte dos frigoríficos.

De acordo com o levantamento, o mercado abriu com queda de R$ 5,00 por arroba da vaca e de R$ 3,00 por arroba da novilha. Já as cotações do boi gordo e do “boi China” permaneceram estáveis em relação ao dia anterior. O relatório aponta que a maior oferta de animais contribuiu para alongar as escalas de abate. “Parte dos frigoríficos já havia completado suas escalas para a próxima semana e as compras reduziram”, destaca a análise. As escalas estavam, em média, posicionadas para dez dias.

Em Mato Grosso, o cenário foi de estabilidade nas cotações para todas as categorias bovinas nas quatro praças pecuárias monitoradas. Segundo a consultoria, a oferta de animais permaneceu mais ajustada devido às condições favoráveis das pastagens. “A oferta de bovinos estava mais ajustada e cadenciada, em razão do cenário positivo de chuvas e da manutenção da qualidade das pastagens no estado. Esse contexto contribuiu para limitar as quedas nas cotações”, informa o boletim.

A cotação da arroba do “boi China” também não apresentou alterações em Mato Grosso.

No mercado externo, as exportações brasileiras de carne bovina in natura mantiveram ritmo elevado em abril. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior, o Brasil embarcou 251,9 mil toneladas no mês, com média diária de 12,6 mil toneladas, volume 4,3% superior ao registrado no mesmo período de 2025.

O preço médio da tonelada exportada ficou em US$ 6,2 mil, alta de 24,1% na comparação anual. A China segue como principal destino da carne bovina brasileira. Entre janeiro e abril de 2026, os embarques para o mercado chinês somaram 460 mil toneladas, o equivalente a 41,9% da cota considerada nos registros da Secex.

Somente em abril, o Brasil exportou 135,4 mil toneladas de carne bovina para a China. O relatório ressalta, no entanto, que parte dos embarques realizados no fim de 2025 ainda pode compor o preenchimento da cota chinesa, já que o cálculo considera a entrada efetiva do produto no país asiático.

 





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Lula diz que Brasil mantém tratativas com os EUA para ampliar parcerias


trump e lula - reunião na Casa Branca - 7 de maio
Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste sábado (9), em publicação na rede X, que o Brasil seguirá em tratativas para ampliar parcerias com os Estados Unidos.

Segundo Lula, a agenda bilateral será conduzida pelo “caminho do diálogo sem abrir mão de nossa soberania”. A manifestação ocorre após reunião com o presidente norte-americano, Donald Trump, realizada na última quinta-feira (7).

De acordo com o relato divulgado sobre o encontro, os dois governos discutiram comércio bilateral, negociações tarifárias, cooperação no combate ao crime organizado e minerais críticos e estratégicos. Na sexta-feira (8), Trump voltou a citar o “bom relacionamento” com o presidente brasileiro e confirmou conversas sobre tarifas e outros temas.

Um dos pontos centrais da reunião foi o fluxo comercial entre os dois países. No encontro, foi mencionado que o Brasil registrou déficit comercial com os Estados Unidos no ano passado, em uma faixa entre US$ 20 bilhões, pelos dados apurados pelo governo brasileiro, e US$ 30 bilhões, segundo números americanos.

O governo dos Estados Unidos tem usado saldos comerciais nas relações bilaterais como argumento para justificar medidas tarifárias.

Na área de mineração, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que Lula mencionou a aprovação, na Câmara dos Deputados, do marco legal voltado à recepção de investimentos no setor de minerais críticos. Silveira também defendeu pluralidade de diálogo e a entrada de recursos de diferentes origens, incluindo China, Estados Unidos e Rússia.

Na área de segurança financeira, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse na quinta-feira (7) esperar avanço em novos acordos de cooperação com os Estados Unidos para operações de combate ao crime organizado e à lavagem de dinheiro.

Para o setor produtivo, o efeito prático das tratativas dependerá do detalhamento de eventuais acordos sobre tarifas, investimentos e cooperação. Até o momento, os dois governos não divulgaram medidas setoriais nem cronograma formal de implementação.

O desdobramento técnico da reunião dependerá das próximas rodadas de negociação entre os dois países. Sem anúncios de mudanças tarifárias ou compromissos comerciais específicos até agora, o mercado deve acompanhar os detalhes sobre comércio, minerais estratégicos e cooperação institucional.

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Multifeira de Esteio terá mais de 100 expositores e programação paralela à Expoleite


Multifeira de Esteio 2026 reúne 116 expositores durante a Fenasul Expoleite

A 5ª Multifeira de Esteio 2026 será realizada entre quarta-feira (13) e domingo (17), nos pavilhões do Artesanato e da Agricultura Familiar do Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio, no Rio Grande do Sul.

O evento ocorre em paralelo à 19ª Fenasul e à 46ª Expoleite e terá 116 expositores, entre empresas, instituições, entidades e órgãos públicos.

Segundo as informações divulgadas pela organização, a feira foi estruturada para apresentar ao público a diversidade econômica de Esteio e de outros municípios do Rio Grande do Sul. A seleção dos participantes foi feita por uma comissão avaliadora designada pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente da Prefeitura de Esteio.

De acordo com a secretaria, os critérios considerados no processo foram documentação completa, sede ou registro em Esteio, cadastro no Projeto de Artesanato de Esteio e qualidade do portfólio apresentado. A definição busca organizar os espaços e padronizar a participação dos expositores ao longo dos cinco dias de programação.

A Multifeira integra a agenda da Fenasul Expoleite 2026, que também prevê seminários, concursos, exposições, palestras, feira da agricultura familiar, campeonato de assadores e rodeio campeiro.

Programação do evento

  • Quarta-feira (13): Lucas e Felipe, Zé Dedão e João Luiz Corrêa;
  • Quinta-feira (14): Tchê Barbaridade, Sax Banda Show e Sorriso Lindo;
  • Sexta-feira (15): Bibiana Bolacell, San Marino e DJ Carol Teodoro;
  • Sábado (16): Luiz Marenco e Chapeleiro Maluco.

4ª edição do Rodeio Artístico de Esteio

Em paralelo, nos dias sábado (16) e domingo (17), será realizada a 4ª edição do Rodeio Artístico de Esteio, promovido pelo CTG Independência Gaúcha.

A competição incluirá danças tradicionais, chula, declamação e intérprete solista vocal, com categorias da Pré-Mirim à Xiru. A organização informou que as inscrições devem ser confirmadas até domingo (10). Não foram divulgadas, até o momento, estimativas oficiais de público para a programação.

Com a realização simultânea da Multifeira, da Fenasul e da Expoleite, a agenda concentra atividades comerciais, técnicas e culturais no mesmo espaço, o que amplia a circulação de expositores e visitantes no parque durante o período do evento.

Fonte: agricultura.rs.gov.br

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Livro apresenta resultados de 20 anos de pesquisa em ILPF


Os resultados de pesquisas, validação em campo, comunicação e transferência de tecnologias realizadas pela Embrapa Pecuária Sudeste e parceiros durante 20 anos de trabalho publicados no livro “Integração Lavoura-Pecuária-Floresta: Cultivando o Futuro”. 

A publicação lançada neste mês de abril engloba ciência, inovação e experiência para ajudar o produtor rural e técnico que deseja assumir o desafio de implantar modelos integrados de produção. Essas estratégias planejadas para aumentar a produtividade com sustentabilidade das propriedades brasileiras sejam pequenas, médias ou grandes. 

De acordo com os editores Alberto Bernardi, Alexandre Rossetto Garcia e José Ricardo Pezzopane, pesquisadores da Embrapa Pecuária Sudeste, os sistemas integrados são estratégia de produção agropecuária para enfrentar os desafios da sociedade brasileira e global nas próximas décadas, como o crescimento populacional, as mudanças climáticas e a escassez de recursos. “Esse conjunto de tecnologias é a materialização do conceito de que produzir e preservar não são atividades antagônicas, mas sim, as duas faces da moeda da sustentabilidade futura”, destacam os editores no prefácio da obra. 

São 20 capítulos, com 77 autores de vários centros de pesquisa da Embrapa e instituições parceiras, garantindo uma visão ampla sobre a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), desde a implantação até o processo de avaliação e os benefícios ambientais, econômicos e sociais. 

Para o chefe-geral da Embrapa Pecuária Sudeste, Alexandre Berndt, o conteúdo do livro fornece soluções para apoiar o cumprimento das metas ambientais e climáticas impostas globalmente, alinhando-se os compromissos nacionais como o Plano Setorial de Mitigação e de Adaptação às Mudanças Climáticas para a Consolidação de uma Economia de Baixa Emissão de Carbono na Agricultura (Plano ABC) e o Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas em Sistemas de Produção Agropecuários e Florestais Sustentáveis??(PNCPD), além de compromissos internacionais, como o Acordo de Paris e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas. “O livro reforça a necessidade de integrar a segurança alimentar com a mitigação de emissões 

de gases de efeito estufa (GEE), estratégias de adaptação às mudanças climáticas, preservação do solo e da água, e conservação da biodiversidade”, observa Berndt. 

A obra pode ser usada como uma ferramenta científica e de informação para transformar a realidade, como uma produção de alimentos em harmonia com a conservação ambiental.

O livro pode ser acessado online neste link.

Solução para uma agropecuária tropical

Ocupando hoje aproximadamente 17 milhões de hectares, o sistema ILPF tem potencial para ser implantado em mais de 100 milhões dos 159 milhões de hectares de pastagens do país – muitos deles com algum nível crítico de manipulação – renovando essas áreas em polos altamente produtivos.

Para o presidente-executivo da Rede ILPF, Francisco Matturro, a Integração-Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) é a solução brasileira para a agropecuária tropical e apresenta uma conexão cada vez mais acentuada e virtuosa com as cadeias de valor de alimentos e energia renovável dos sistemas agroindustriais.

Vale lembrar que o sistema ILPF está ancorado no desenvolvimento da atividade agrícola, pecuária e de florestas plantadas em uma mesma área, em um processo de poupança efeito-terra e que ao produtor oferece diversidade de renda de curto, médio e longo prazo. O fato é que a ILPF deu certo no Brasil devido ao moderno modelo de produção que não domina os trópicos, seus desafios e oportunidades. 

De modo contrário ao senso comum, o sistema ILPF apresenta opções para pequenas propriedades rurais. Nesta jornada, o maior desafio é mostrar esse perfil de produtor que a ILPF também tem inserido em sua operação, com potencial para diversificar a renda do produtor de menor porte, com base nas atividades que ele já desenvolve. 

A ILPF ainda é protagonista e indutora de sustentabilidade ambiental, social e econômica. O balanço de carbono no sistema é positivo, porque promove de maneira eficiente o sequestro e a absorção de carbono. Além disso, A ILPF tem o diferencial de fazer com que a operação agropecuária seja vista e compreendida de maneira ampla, integrada, e não de forma isolada, o que contribui para melhor tomada de decisão.





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‘Falta de prioridade trava seguro rural no Brasil’, diz especialista


Seguro rural
Pedro Loyola, coordenador do Observatório de Crédito e Seguro Rural da FGV Agro

O seguro rural ainda não acompanha o tamanho do agronegócio brasileiro. O tema foi discutido no videocast Radar Rural, do Canal Rural, que recebeu o coordenador do Observatório de Crédito e Seguro Rural da FGV Agro, Pedro Loyola.

Segundo ele, apesar de mais de duas décadas de operação, o instrumento segue com baixa cobertura e não se consolidou como principal ferramenta de gestão de risco no país.

Cobertura ainda limitada

Atualmente, apenas cerca de 3% a 4% da área agrícola está segurada. “É muito pouco para o tamanho do país e pela importância econômica que a agricultura tem”, afirmou Loyola durante o programa.

O especialista destacou que o crédito rural ainda lidera como principal política agrícola. “O crédito rural continua sendo o carro-chefe da política brasileira. O seguro ainda é um jovem, não amadureceu”, disse.

Em anos recentes, o alcance do seguro chegou a níveis mais altos, mas houve recuo. A avaliação é de que o país ainda não internalizou a importância do instrumento, mesmo com o aumento dos eventos climáticos extremos.

Falta de prioridade trava avanço

Para Loyola, a evolução do seguro rural depende diretamente de decisões de política pública. “Isso depende muito da gestão que está à frente do governo. É um tema de Estado, mas precisa de vontade política”, afirmou.

Ele avalia que a falta de previsibilidade orçamentária e a volatilidade na execução dos recursos dificultam o avanço do modelo no Brasil.

Além disso, o especialista aponta que, sem o seguro, o custo para o sistema acaba sendo maior. “A gente gasta bilhões em renegociação de dívida, sendo que o mecanismo de seguro funciona muito bem”, disse.

Seguro reduz impacto das perdas

O seguro rural atua como mitigador de risco, principalmente em momentos de quebra de safra. Nos últimos anos, as indenizações pagas ajudaram a reduzir a necessidade de renegociação de dívidas.

“Só para ter uma ideia, já foram mais de R$ 30 bilhões em indenizações pagas aos agricultores”, afirmou Loyola.

Segundo ele, o objetivo do seguro não é eliminar perdas, mas garantir condições para que o produtor continue na atividade. “Ele não resolve todos os problemas, mas ajuda o produtor a passar pela fase ruim”, explicou.

Comparação internacional

Loyola também citou exemplos de outros países, onde o seguro rural tem papel central na política agrícola. Na avaliação dele, o Brasil ainda está atrás nesse processo.

“Países que tiveram êxito focaram na política de seguro. Aqui, a gente ainda está muito alavancado no financiamento”, disse.

Ele destacou que, em mercados mais desenvolvidos, há maior previsibilidade de recursos e participação mais ativa do Estado, o que contribui para ampliar a cobertura.

Caminhos para avançar

Entre as propostas, o especialista defende maior integração entre crédito e seguro, além de incentivos para estimular a contratação.

“Sabendo que os problemas climáticos estão mais frequentes, o financiamento deveria vir acompanhado de seguro, ainda que com incentivo”, afirmou.

Outra frente é a criação de mecanismos para dar estabilidade ao sistema em momentos de perdas mais severas, o que pode atrair mais seguradoras e ampliar a oferta.

Para Loyola, sem mudanças estruturais, o país tende a manter o modelo atual. “Sem seguro, a gente continua no ciclo da renegociação de dívida”, concluiu.

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Onde o trabalho é a mais pura oração de mãe


Dia das Mães
Foto: Pixabay

“Mãos que não conheciam as letras, mas escreveram destinos com o suor do rosto.
Do balcão à lavoura, o amor se traduz no cansaço de quem não desiste do pão.
Homenagear uma mãe é honrar a luta sagrada pela vida e a nobreza de quem planta,
em cada filho, a semente da honestidade e o valor do chão.”

Neste Dia das Mães, minha memória não me leva a um jardim, mas sim para trás de um balcão de loja. Ali, vi minha mãe transformar o trabalho em um gesto sagrado de amor.

Vindos do Líbano, meus pais chegaram a esta terra sem saber ler nem escrever. Mas não se enganem: eles dominavam a linguagem mais difícil que existe, a do esforço e da dignidade.

Enquanto meu pai desbravava caminhos como mascate em sua bicicleta, minha mãe era âncora. Entre o balcão e o fogão, ela criou seis filhos sob o olhar atento de quem sabia que o exemplo educa mais que as palavras.

Hoje, peço permissão para homenagear minha mãe em nome de todas as mães do Brasil, especialmente as mulheres que lutam no campo.

Peço licença para falar dessas mulheres de mãos calejadas, seja pelo sol da lavoura ou pela lida incansável do comércio. Elas são feitas do mesmo barro: o da sobrevivência.

Não há diferença entre a mãe que planta a semente na terra e a que planta valores no balcão. Ambas buscam, no fundo da alma, a energia para garantir que nada falte aos seus filhos.

Mãe é esse ser que vive em estado de alerta, cuja maior preocupação é a subsistência honrada de sua família. É uma doação que não espera aplausos, apenas dignidade.

Dona Lamia Badi Daoud foi a prova de que a sabedoria mora no caráter, não nos diplomas. Ela não escreveu livros, mas gravou a ferro e fogo a honestidade em nossos corações.

Rendo minha homenagem a todas as mães em nome desta libanesa que nos deu o norte quando o horizonte parecia incerto. Sua vida nos ensinou que o amor é uma decisão diária de lutar por quem amamos.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Visitação a unidades de conservação federais bate recorde em 2025, aponta ICMBio


Visitação a unidades de conservação federais bate recorde em 2025, aponta ICMBio

As 175 unidades de conservação federais abertas à visitação registraram 28,5 milhões de visitas em 2025, o maior volume da série histórica iniciada em 2000, os dados foram divulgados pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

O levantamento indica que a atividade turística nesses locais movimentou R$ 40,7 bilhões em vendas, gerou R$ 20,3 bilhões para o Produto Interno Bruto (PIB) e sustentou 332,5 mil postos de trabalho.

Segundo o estudo do ICMBio, os parques nacionais concentraram a maior parte do fluxo, com 13,6 milhões de visitas, ante 12,5 milhões em 2024. O órgão atribui o avanço à melhora no monitoramento da visitação, aos investimentos em infraestrutura e serviços, à incorporação de novas áreas ao sistema e à maior procura por ambientes naturais no período pós-pandemia.

O levantamento utilizou o modelo internacional Tourism Economic Model for Protected Areas (TEMPA), reconhecido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e pelo Banco Mundial.

De acordo com o estudo, cada R$ 1 investido no ICMBio gerou R$ 16 em valor agregado ao PIB e R$ 2,30 em arrecadação tributária. Ao todo, a visitação nas unidades de conservação resultou em quase R$ 3 bilhões em impostos.

Destinos mais visitados

Entre os destinos mais visitados, o Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro, liderou com mais de 4,9 milhões de visitantes.

Na sequência aparecem o Parque Nacional do Iguaçu, no Paraná, com 2,2 milhões, e o Parque Nacional de Jericoacoara, no Ceará, com 1,3 milhão.

Fora da categoria de parques nacionais, a Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca, em Santa Catarina, somou 9,05 milhões de visitas.

Potencial econômico

O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, afirmou que os dados reforçam o potencial econômico das áreas protegidas. Já o presidente do ICMBio, Mauro Pires, disse que os números mostram o papel estratégico do turismo de natureza para o desenvolvimento regional.

O ICMBio informou que o aumento da visitação também amplia desafios de gestão, como equilibrar uso público e conservação ambiental, ampliar infraestrutura e reforçar o monitoramento dos impactos sobre os ecossistemas. Segundo o órgão, esse ponto tende a ganhar mais relevância à medida que o fluxo de visitantes continua em expansão.

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Exportações da China avançam 14,1% em abril e superam previsões do mercado


Exportações da China avançam 14,1% em abril e superam previsões do mercado

As exportações da China cresceram 14,1% em abril, na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo dados divulgados pela Administração Geral das Alfândegas da China neste sábado (9).

O resultado acelerou em relação à alta de 2,5% registrada em março e ficou acima da previsão de 8,0% de economistas consultados pelo Wall Street Journal. No mesmo período, as importações subiram 25,3%.

Além do avanço anual, as exportações chinesas cresceram 2,5% na comparação com março. O desempenho indica retomada do ritmo externo após a desaceleração observada no mês anterior.

Do lado das compras externas, as importações avançaram 25,3% em abril ante igual mês de 2025. Apesar de terem desacelerado frente à alta de 27,8% de março, também superaram a expectativa do mercado, que projetava crescimento de 16,0%.

Com isso, o superávit comercial da China somou US$ 84,82 bilhões em abril. O saldo ficou acima dos US$ 51,1 bilhões registrados em março, embora abaixo da projeção de US$ 92,3 bilhões.

Os números reforçam o peso do comércio exterior na sustentação da atividade econômica chinesa. Para mercados ligados a commodities agrícolas, minerais e energéticas, o dado é relevante porque a China é um dos principais compradores globais.

O avanço das importações, em especial, tende a ser acompanhado de perto por exportadores e analistas por sinalizar o ritmo da demanda do país.

Não há, nos dados divulgados até o momento, detalhamento setorial sobre quais produtos concentraram a alta das importações e exportações em abril. Sem esse recorte, não é possível medir com precisão o efeito imediato sobre cadeias específicas do agronegócio.

No curto prazo, os dados de abril devem servir como referência para a leitura da demanda chinesa e da evolução do comércio global. O detalhamento por produto e por parceiro comercial será importante para avaliar eventuais reflexos sobre fluxos de exportação do setor agropecuário.

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Produtividade da batata anima produtores gaúchos



Batata-doce ganha qualidade após chuvas no Estado



Foto: Pixabay

Os produtores de batata-doce na região de Uruguaiana estão satisfeitos com o desempenho das lavouras, segundo o Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (7) pela Emater/RS-Ascar. O levantamento aponta melhora na produtividade e na qualidade das raízes após a regularização das chuvas nas últimas semanas.

Na regional administrativa de Bagé, cerca de 25% dos 25 hectares cultivados já foram colhidos. A colheita começou em fevereiro nas áreas implantadas de forma escalonada, mas o início da safra foi marcado por produtividade reduzida e raízes menores em razão do forte estresse hídrico registrado anteriormente.

De acordo com o boletim, as chuvas abaixo da média em março também contribuíram para o atraso da colheita, que avançou em abril com melhores condições de umidade no solo. “As condições de umidade no solo estavam ideais, o que refletiu em produto de ótima qualidade no tamanho apreciado pelo mercado consumidor”, informa a Emater/RS-Ascar.

Os preços pagos pela batata-doce variam entre R$ 2,40 e R$ 3,00 por quilo, com abastecimento direcionado principalmente para supermercados e feiras locais. O relatório também aponta aumento na necessidade de capinas devido ao crescimento de plantas invasoras, favorecido pelas chuvas regulares e pelas temperaturas elevadas.

Já na cultura da batata, a regional de Passo Fundo destaca o desenvolvimento das lavouras em Ibiraiaras. Segundo a Emater/RS-Ascar, a cultura está em fase de floração e a expectativa de produtividade varia entre 25 e 30 toneladas por hectare. Os preços pagos aos produtores chegam a R$ 150,00 pela saca de 50 quilos da batata rosa e R$ 200,00 pela batata branca.





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Evento no RS busca impulsionar produtos com Indicação Geográfica em todo o país


Lançamento Connection 2026 - Evento produtos indicação geográfica
Foto: Anselmo Cunha/Rossi e Zorzanello

Com a proposta de valorizar produtos com Indicação Geográfica (IG), o Connection Terroirs do Brasil 2026 acontecerá entre 10 a 13 de junho, em Gramado, no Rio Grande do Sul.

Considerado a maior vitrine nacional dedicada aos produtos de origem, o evento busca valorizar territórios, impulsionar o turismo e conectar o Brasil por meio de sua diversidade cultural e produtiva.

Realizado pela Rossi & Zorzanello em parceria com o Sebrae/RS, o evento, cujo tema desta edição é “feito com alma, a muitas mãos”, propõe uma imersão nos terroirs brasileiros, reunindo produtores, especialistas nacionais e internacionais, chefs e o público.

Os CEOs da Rossi & Zorzanello, Marta e Eduardo, abordaram em discursos durante o lançamento oficial do Connection o objetivo de deixar um legado, de ponta a ponta no país, no incentivo de boas práticas e de consumo de produtos de qualidade de origem brasileira.

“Nossa expectativa de público é de ultrapassarmos 120 mil pessoas. Estamos falando da cidade lotada. No mês e na semana dos namorados. Para celebrar o amor, a alma”, falou Zorzanello.

Ele também abordou as conexões internacionais que o Connection proporcionará aos participantes. Estarão presentes, por meio de painéis ao longo da programação do evento, personalidades do setor de produção da tequila do México e do artesanato peruano.

“Além da oportunidade de experiências internacionais, serão aproximadamente 50 compradores do Rio Grande do Sul e do Brasil em contato com os produtores de Indicação Geográfica. É o B2B mostrando que os negócios fazem parte do nosso evento”, ressaltou o CEO da Rossi & Zorzanello.

Representando o Sebrae/RS, o diretor técnico, Ariel Berti, também ressaltou o papel estratégico da iniciativa para o fortalecimento dos pequenos negócios e das cadeias produtivas ligadas à origem. Além disso, reforçou o papel do evento na área da cultura e na preservação de tradições de origem e de identidade, não sendo só de um território.

“Nós temos, atualmente, 158 produtos com Indicação Geográfica, dos mais diferentes tipos no Brasil. Banana, cachaça, café, vinhos e espumantes da Serra gaúcha. Podemos achar que é bastante, mas eu digo para vocês, é muito pouco. No Rio Grande do Sul, são 16 e, nos próximos anos, queremos no mínimo duplicar, porque nós sabemos o potencial que o estado tem”, projetou Berti.

O Connection Terroirs do Brasil 2026 reunirá expositores de diversas regiões do país e contará com uma programação voltada à valorização de saberes, à promoção de produtos de origem e ao fortalecimento do turismo como vetor de desenvolvimento econômico e cultural.

Serviço

O que: Connection Terroirs do Brasil 2026
Quando: 10 a 13 de junho de 2026
Onde: Gramado, Rio Grande do Sul
Mais informações e inscrições aqui

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