quarta-feira, julho 1, 2026

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Bloqueio europeu às carnes e ovos brasileiros deve ser revertido rapidamente, diz analista


carne bovina exportações China
Foto: Pixabay

A Comissão Europeia oficializou nesta terça-feira (12) a exclusão do Brasil da lista de países autorizados a enviar animais vivos e produtos de origem animal, como carnes e ovos, para o bloco a partir de 13 de setembro.

O motivo alegado é o não cumprimento integral do Regulamento Delegado (UE) 2023/905, que estabelece critérios rigorosos sobre o uso de antimicrobianos (antibióticos) na produção pecuária.

Apesar de o anúncio ter surpreendido o setor exportador, o coordenador do Departamento de Análise da consultoria Safras & Mercado, Fernando Iglesias, acredita que a situação deve ser resolvida com brevidade.

“Há uma perspectiva de que essa situação seja rapidamente solucionada. Ao que parece, trata-se apenas de uma questão documental porque as condições técnicas o Brasil tem. O Brasil hoje é referência global em biosseguridade, é referência global em questões fitosanitárias, é exemplo para o resto do mundo”, destaca.

Para o especialista, há suspeitas de que o anúncio tenha o caráter protecionista, uma vez que a implementação do acordo Mercosul-União Europeia já está em voga e houve muita relutância de grupos de agricultores e pecuaristas europeus sobre a falta de condições para competir com o produto que advindo América do Sul, especialmente do Brasil.

Já a porta-voz da Comissão Europeia para as áreas de Saúde e Segurança Alimentar, Eva Hrncirova, explicou a posição do bloco. Segundo ela, a medida não é um fechamento definitivo de portas, mas uma exigência de adequação técnica que o Brasil ainda não comprovou.

“A União Europeia mantém um diálogo construtivo e contínuo com as autoridades brasileiras. No entanto, a inclusão nesta lista exige garantias robustas de que os padrões sanitários relativos ao uso de antimicrobianos sejam equivalentes aos nossos. A autorização poderá ser restabelecida assim que o Brasil apresentar as evidências de conformidade exigidas pelos nossos sistemas de auditoria”, afirmou Hrncirova.

‘Brasil já cumpre requisitos’

Diante do anúncio de bloqueio temporário, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) divulgou nota em que informa que o Brasil, por meio do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e com apoio técnico do setor produtivo privado, prestará todos os esclarecimentos necessários à União Europeia acerca das diretrizes técnicas relacionadas aos antimicrobianos, visando ao retorno do Brasil à lista de países autorizados.

“É importante enfatizar: o Brasil cumpre integralmente todos os requisitos da União Europeia, inclusive no que tange aos regulamentos sobre antimicrobianos. É o que o Brasil demonstrará às autoridades sanitárias europeias”, destaca trecho.

Segundo a ABPA, cabe esclarecer que as exportações não estão suspensas, uma vez que a lista de países em não conformidade, que ainda pende de publicação oficial, somente entrará em vigor a partir de 3 de setembro.

“O Ministério da Agricultura e Pecuária já está em tratativas para demonstrar que os protocolos europeus são plenamente atendidos pelas empresas e fiscalizados pelo órgão oficial, sendo observados tanto para todos os destinos de exportação quanto para o mercado interno”, diz a nota.

Por fim, a entidade destaca que o setor brasileiro possui estruturas sanitárias e de controle produtivo robustas, com rígidos protocolos de rastreabilidade, monitoramento veterinário e uso responsável de medicamentos, em linha com referências internacionais de saúde animal e segurança dos alimentos.

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Ministro da Fazenda defende fim da jornada 6×1 em comissão da Câmara


Ministro da Fazenda defende fim da jornada 6x1 em comissão da Câmara

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu nesta terça-feira (12), na Câmara dos Deputados, a redução da jornada de trabalho no debate sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/19, que trata do fim da escala 6×1. A discussão ocorreu em comissão especial e reuniu representantes do governo, economistas e parlamentares para avaliar efeitos sociais, trabalhistas e econômicos da medida.

Segundo Durigan, os setores que ainda mantêm a jornada de seis dias de trabalho para um de descanso já são minoria. Ele afirmou que entre 60% e 90% das empresas de segmentos intensivos em mão de obra, como construção civil, serviços e agronegócio, já operam com escala de cinco dias de trabalho e dois de descanso.

No debate, o representante do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Felipe Vella Pateo, apresentou dados sobre o perfil dos trabalhadores submetidos à jornada de 44 horas semanais. De acordo com ele, esse grupo tem renda média mensal de R$ 2,6 mil, enquanto trabalhadores com jornada de 40 horas recebem, em média, R$ 6 mil. Segundo o pesquisador, também há maior presença de pessoas negras, com menor escolaridade e maior rotatividade no emprego entre os que atuam na escala 6×1.

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Pateo afirmou ainda que a redução da jornada elevaria o custo da hora trabalhada, com efeitos distintos por setor. Na agropecuária, a estimativa apresentada por ele é de alta de 3% no custo operacional. Em setores com mais de 500 mil trabalhadores, o aumento projetado é de 5%.

Já o economista da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo, Fábio Pina, estimou impacto de R$ 160 bilhões adicionais na folha de pagamento das empresas. Segundo ele, parte dos negócios poderia repassar custos a preços, enquanto outra parte teria dificuldade de absorver a mudança.

O professor de Economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), José Dari Krein, afirmou que experiências internacionais indicam aumento de produtividade e redução de faltas ao trabalho após a diminuição da jornada semanal. A comissão especial da Câmara segue analisando a PEC 221/19, sem data informada no conteúdo para votação do texto.

Fonte: camara.leg.br

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Fiemg critica MP que zera tributo sobre compras internacionais de até US$ 50


Fiemg critica MP que zera tributo sobre compras internacionais de até US$ 50

A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) manifestou preocupação, nesta segunda-feira (12), com a Medida Provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva que zera o tributo federal incidente sobre compras internacionais de até US$ 50. Em nota, a entidade disse que a mudança recoloca pressão sobre a competitividade da indústria nacional, em especial sobre pequenos e médios negócios.

Segundo a Fiemg, a retirada da cobrança sobre remessas internacionais de baixo valor volta a ampliar a assimetria entre empresas instaladas no Brasil e plataformas estrangeiras de comércio eletrônico. A federação argumenta que a indústria brasileira já opera com custos elevados de produção, carga tributária alta e entraves logísticos, fatores que reduzem sua capacidade de competir em preço.

Na avaliação da entidade, esse ambiente pode intensificar a concorrência sobre fabricantes e varejistas nacionais que disputam mercado com produtos importados de menor valor. A Fiemg defendeu a adoção de medidas que assegurem isonomia competitiva entre bens produzidos no país e mercadorias trazidas do exterior.

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A mudança foi formalizada por meio de Medida Provisória anunciada pelo governo federal no início da noite desta segunda-feira (12). Ao justificar a decisão, o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, afirmou que “o contrabando foi eliminado” com a vigência anterior da taxa, o que, segundo ele, abriu espaço para zerar o tributo. A ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, declarou que a decisão foi analisada “com calma” e “cuidado” pelo governo.

Até o momento, o conteúdo informado não detalha prazo de vigência da nova regra nem estimativas oficiais de impacto fiscal ou efeito sobre produção e emprego. Também não foram divulgados, no material disponível, números atualizados sobre arrecadação ou volume de compras enquadradas nessa faixa de até US$ 50.

Com a edição da Medida Provisória, o debate deve se concentrar nos efeitos concorrenciais da mudança e em eventual compensação regulatória para a indústria nacional, tema que deve seguir em discussão entre governo e setor produtivo.

Fonte: Estadão Conteúdo

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ABVTEX critica MP que zera tributo sobre compras internacionais de até US$ 50


ABVTEX critica MP que zera tributo sobre compras internacionais de até US$ 50

A Associação Brasileira do Varejo Têxtil (ABVTEX) divulgou nota nesta terça-feira (12) em que contesta a Medida Provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para zerar o tributo cobrado sobre compras internacionais de até US$ 50, conhecido no mercado como “taxa das blusinhas”. A entidade afirma que a mudança altera a competitividade entre empresas nacionais e plataformas estrangeiras e defende compensações ao setor produtivo brasileiro.

Na nota, a Associação Brasileira do Varejo Têxtil (ABVTEX) afirma que a medida “repudia com veemência” a decisão do governo federal e classifica como “urgente” a adoção de mecanismos compensatórios. Segundo a entidade, a desoneração das remessas internacionais de menor valor reduz a isonomia tributária entre operadores instalados no Brasil e empresas estrangeiras.

A associação também sustenta que o varejo e a indústria nacionais operam sob custos mais elevados, citando carga tributária, juros, despesas operacionais e complexidade regulatória. No posicionamento divulgado, a ABVTEX menciona impacto potencial sobre a produção, o comércio e os empregos, ao afirmar que esses segmentos somam 18 milhões de postos de trabalho no país.

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Do lado do governo, o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, declarou mais cedo, nesta terça-feira (12), que “o contrabando foi eliminado” com a cobrança anterior sobre as compras internacionais de até US$ 50, o que, segundo ele, permitiu ao governo zerar o tributo.

Do ponto de vista regulatório, a mudança afeta diretamente o comércio eletrônico de importados de baixo valor e reabre a discussão sobre concorrência entre plataformas internacionais e varejistas nacionais. Até o momento, não foram detalhadas, no conteúdo disponível, eventuais medidas compensatórias para o setor brasileiro nem estimativas oficiais de impacto arrecadatório da nova Medida Provisória.

Os próximos desdobramentos devem se concentrar na regulamentação da Medida Provisória e na resposta dos setores produtivos e do comércio. A definição sobre compensações e fiscalização tende a ser o ponto central para medir os efeitos econômicos da mudança.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Câmara aprova projeto que eleva pena no Código Penal Militar para estupro de vulnerável


Câmara aprova projeto que eleva pena no Código Penal Militar para estupro de vulnerável

A Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (12), o Projeto de Lei 4295/25, que atualiza o Código Penal Militar para igualar as penas de estupro de vulnerável às previstas no Código Penal. A proposta, relatada pela deputada Camila Jara (PT-MS), também amplia a vedação de atenuantes para crimes de violência sexual praticados por menores de 21 anos ou maiores de 70 anos. O texto será analisado pelo Senado.

O projeto aprovado foi um substitutivo apresentado pela relatora ao texto de autoria da deputada Laura Carneiro (PSD-RJ). Pela proposta, o crime de estupro de vulnerável no Código Penal Militar passa a ter pena de reclusão de 10 a 18 anos, quando praticado contra menor de 14 anos ou contra pessoa que, por enfermidade, deficiência mental ou outra causa, não tenha discernimento ou não possa oferecer resistência.

Se da conduta resultar lesão corporal grave, a pena sobe para 12 a 24 anos. Em caso de morte, a punição prevista é de 20 a 40 anos. O texto também estabelece que a presunção de vulnerabilidade é absoluta, sem possibilidade de relativização, e que a pena se aplica independentemente de consentimento, experiência sexual anterior ou gravidez decorrente do crime.

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Segundo Camila Jara, deputada e relatora da matéria na Câmara dos Deputados, a mudança busca corrigir uma diferença entre a legislação penal comum e a militar. Em parecer, a parlamentar afirmou que o tratamento dado atualmente pelo Código Penal Militar era insuficiente.

O projeto também altera regras sobre atenuantes. A proposta estende para qualquer vítima — incluindo homens, crianças, adolescentes e idosos — a proibição de reduzir pena ou prazo prescricional em crimes de violência sexual cometidos por agentes menores de 21 anos, na data do fato, ou maiores de 70 anos, na data da sentença.

A mudança ocorre após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), em 2025, que considerou inconstitucionais trechos do Código Penal Militar com punição inferior à do Código Penal e com presunção relativa de violência em casos de vulnerabilidade. Com isso, o projeto consolida em lei o entendimento já fixado pela Corte e uniformiza a aplicação penal nesses casos.

Se o Senado mantiver o texto, o Código Penal Militar passará a refletir de forma expressa os parâmetros já adotados pelo Código Penal e pelo Supremo Tribunal Federal, com efeito direto sobre processos envolvendo crimes sexuais praticados por militares em serviço, em razão da função ou em local sob administração militar.

Fonte: camara.leg.br

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AgroNewsPolítica & Agro

Soja mantém produção elevada no Paraná



O Paraná segue como um dos principais estados produtores de grãos do país



Foto: Seane Lennon

Ponta Grossa acompanha uma safra paranaense de soja estimada em 21,74 milhões de toneladas no ciclo 2025/26, segundo o Deral. A área da primeira safra está projetada em 5,746 milhões de hectares.

O Paraná segue como um dos principais estados produtores de grãos do país. Nos Campos Gerais, a soja tem papel central na renda agrícola, no cooperativismo e na demanda por armazenagem.

A produtividade média estadual da soja foi estimada em 3.786 kg por hectare. O número indica desempenho superior ao ciclo anterior, mesmo em um ambiente de custos elevados e oscilações de mercado.

Para produtores da região de Ponta Grossa, a safra reforça a importância da gestão técnica. Correção de solo, janela de semeadura, sanidade e escolha de cultivares continuam sendo fatores decisivos.

No mercado, a atenção recai sobre câmbio, prêmios de exportação e demanda por farelo e óleo. A produção elevada amplia a oferta, mas não garante margem sem uma estratégia comercial bem definida.





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André de Paula reúne câmaras temáticas do Mapa para consolidar demandas do agro


André de Paula reúne câmaras temáticas do Mapa para consolidar demandas do agro

O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, se reuniu nesta terça-feira (12) com representantes de seis câmaras temáticas do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para alinhar prioridades e receber propostas de diferentes segmentos do setor. Participaram os colegiados de Agricultura Orgânica, Agrocarbono Sustentável, Infraestrutura e Logística do Agronegócio, Insumos Agropecuários, Modernização do Crédito e Gestão de Risco e Mulheres Rurais.

Segundo o ministério, a agenda faz parte de um ciclo de três encontros estruturados para ampliar o diálogo com os segmentos vinculados ao agro. De acordo com André de Paula, a divisão em blocos busca qualificar as discussões e ampliar a compreensão sobre as demandas setoriais dentro da pasta.

O secretário de Política Agrícola do Mapa, Guilherme Campos, afirmou que as câmaras temáticas funcionam como instâncias de interlocução entre governo e iniciativa privada. Segundo ele, os grupos organizam pautas consensuadas e encaminham demandas de forma técnica ao ministério.

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Na área de sustentabilidade, Eduardo Bastos, presidente da Câmara Temática de Agrocarbono Sustentável, apresentou ações voltadas à mensuração de emissões e sequestro de carbono na agricultura tropical. Entre os pontos citados está a Aliança do Carbono, parceria lançada em 2024 entre o Mapa, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o Centro de Carbono da Universidade de São Paulo (USP) e a Fundação Getulio Vargas Agro (FGV Agro).

Na Agricultura Orgânica, Joe Valle destacou aperfeiçoamento regulatório, atualização de procedimentos e revisão das listas positivas de ingredientes permitidos. O grupo também defendeu maior padronização de interpretações e avanço em acordos de reciprocidade internacional para certificações.

Em insumos, Roberto Levrero apontou como prioridades a regulamentação dos bioinsumos e o avanço da Lei do Autocontrole. Na logística, Mário Borba destacou armazenagem, escoamento da safra, custos operacionais do transporte e efeitos da tabela do piso mínimo de frete. Já Guilherme Rios apresentou proposta da chamada “Lei do Agro 3”, com foco em crédito, segurança jurídica e ambiente de negócios. Na Câmara de Mulheres Rurais, instituída em 2026, Ângela Peres informou que o principal projeto do ano será um painel nacional de diagnóstico.

Do ponto de vista prático, as pautas apresentadas podem orientar ajustes regulatórios, propostas legislativas e prioridades administrativas do Mapa nos próximos meses. O ministério, porém, não divulgou prazos para eventual adoção das medidas debatidas.

Fonte: gov.br

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Resolução do CMN adia exigências do Prodes para a concessão de crédito rural


Propriedade rural na capital paulista
Foto: Divulgação/Governo de SP

O Conselho Monetário Nacional (CMN) atendeu nesta terça-feira (12) ao pedido do setor agropecuário e publicou a Resolução CMN nº 5.303 que estende os prazos de exigência do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes) à concessão de crédito rural.

Agora, as instituições financeiras passarão a observar novos prazos para checagem de supressão de vegetação nativa ocorrida após 31 de julho de 2019 e o adiamento se dará conforme o porte da propriedade:

  • Janeiro de 2027 para imóveis acima de 15 módulos fiscais;
  • Julho de 2027 para imóveis entre 4 e 15 módulos;
  • Janeiro de 2028 para imóveis de até 4 módulos fiscais.

Outra mudança é que além da Autorização de Supressão de Vegetação Nativa (ASV), passaram a ser aceitos novos documentos para comprovação de regularidade ambiental, como termos de compromisso ambiental e atos equivalentes à autorização de supressão vegetal.

As mudanças permitem que produtores que tiveram crédito recusado possam reapresentar suas propostas de financiamento.

Em vídeo nas redes sociais, o deputado federal e presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), Pedro Lupion, afirmou que o Prodes estava, de forma indevida, embargando áreas agrícolas e gerando anotações em matrículas sem notificar o produtor previamente.

De acordo com ele, as novas medidas trazem mais previsibilidade e evitam injustiças contra produtores que estão regulares.

Segundo o Ministério da Fazenda, as alterações buscam compatibilizar a aplicação da norma com as condições operacionais de produtores, bancos e órgãos envolvidos na regularização ambiental. A pasta informou que produtores com propostas recusadas durante a vigência da regra poderão reapresentar os pedidos de crédito.

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BNDES apresenta regras do Fundo Rio Doce e detalha novos editais em Mariana


BNDES apresenta regras do Fundo Rio Doce e detalha novos editais em Mariana

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) detalhou, na sexta-feira (8), o funcionamento do Fundo Rio Doce durante evento realizado em Mariana (MG). Segundo o banco, as liberações para ações da União voltadas à reparação dos danos do rompimento da barragem de Fundão já chegam a aproximadamente R$ 2,2 bilhões. O encontro também reuniu organizações sociais e moradores atingidos para esclarecer dúvidas sobre governança, uso dos recursos e futuros editais.

Criado no novo acordo de reparação assinado em 2024, o Fundo Rio Doce iniciou operações em junho do ano passado. O arranjo prevê que a Samarco Mineração S/A desembolse mais R$ 100 bilhões em 20 anos, dos quais R$ 49,1 bilhões serão destinados ao fundo para ações sob responsabilidade da União. Até agora, os aportes da mineradora somam R$ 6,4 bilhões.

Durante a apresentação, Guilherme Tinoco, gerente institucional do Fundo Rio Doce no BNDES, afirmou que a maior parte das liberações foi direcionada ao Programa de Transferência de Renda (PTR) e a iniciativas de saúde. Ele explicou ainda que os valores recebidos pelo fundo são aplicados à taxa Selic enquanto não são executados, e que o rendimento também é destinado às ações previstas no acordo.

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Tinoco informou que o banco atua como gestor legal dos recursos, repassador de projetos aprovados pelo Comitê Rio Doce e, em alguns casos, executor de iniciativas contratadas pelos ministérios. O comitê é coordenado pela Casa Civil da Presidência da República.

No evento, Shanna Nogueira Lima, gerente operacional do fundo no BNDES, anunciou que uma chamada permanente de R$ 225 milhões está em elaboração. A proposta deverá ficar aberta ao longo do ano e terá dois eixos: fortalecimento institucional de organizações sociais e apoio a empreendimentos produtivos coletivos. Pelo Anexo 6 do acordo, também foram reservados R$ 5 bilhões para projetos de deliberação direta das comunidades.

Após a apresentação técnica, representantes de movimentos e comunidades relataram demandas sobre reconhecimento de atingidos e acesso aos recursos. Esse processo tende a ampliar a participação local na definição dos projetos, à medida que os editais forem publicados e executados.

A próxima etapa, segundo o BNDES e representantes do governo federal, é lançar os instrumentos de seleção previstos no acordo, incluindo projetos estruturantes e propostas menores de até R$ 400 mil. O cronograma detalhado ainda não foi divulgado oficialmente.

Fonte: agenciadenoticias.bndes.gov.br

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Amazon amplia serviço Amazon Now para novas cidades dos Estados Unidos


Amazon amplia serviço Amazon Now para novas cidades dos Estados Unidos

A Amazon anunciou nesta terça-feira (12) a expansão do Amazon Now, serviço de entrega em até 30 minutos, para dezenas de cidades adicionais nos Estados Unidos. Segundo a empresa, a nova etapa inclui praças como Austin, Houston, Minneapolis, Orlando, Phoenix, Denver e Oklahoma City. Atualmente, a operação já funciona em Atlanta, Dallas-Fort Worth, Filadélfia e Seattle.

De acordo com a Amazon, a ampliação deve adicionar “dezenas de milhões” de clientes potenciais até o fim do ano. A empresa não informou, no entanto, o número exato de novas cidades nem a base total de consumidores que passarão a ter acesso ao serviço.

No modelo atual, membros do Amazon Prime pagam US$ 3,99 por pedido para a entrega em 30 minutos. Para clientes que não são assinantes, a taxa é de US$ 13,99 por pedido. Há ainda cobrança adicional para compras abaixo de US$ 15.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

A expansão do Amazon Now ocorre em paralelo a outros investimentos logísticos da companhia nos Estados Unidos. Segundo a empresa, a rede de entrega no mesmo dia já alcança mais de 10 mil cidades e vilarejos. A Amazon também informou manter operações de entrega por drone em menos de 60 minutos em nove localidades.

Do ponto de vista operacional, a ampliação indica reforço da estratégia de conveniência e maior capilaridade da malha de distribuição em centros urbanos. A estrutura de cobrança diferenciada entre assinantes e não assinantes também preserva o papel do Amazon Prime como ferramenta de fidelização.

No curto prazo, a expansão tende a ampliar a presença do serviço ultrarrápido em mercados regionais dos Estados Unidos. Como a Amazon não detalhou volume de investimento, capacidade por cidade nem cronograma completo, a evolução do serviço deverá ser acompanhada pelos próximos anúncios operacionais da companhia.

Fonte: Estadão Conteúdo

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