sábado, junho 13, 2026

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Brasil amplia embarques de carne bovina em maio e acumula mais de 1,3 milhão de toneladas exportadas no ano


 

China segue liderando as compras e responde por mais da metade do volume embarcado no mês

 

As exportações brasileiras de carne bovina alcançaram 297 mil toneladas em maio de 2026, volume 17,8% superior ao registrado no mesmo mês do ano passado, quando foram embarcadas 252 mil toneladas. Na comparação com abril, o crescimento foi de 2,9%, mantendo o ritmo dos embarques brasileiros ao mercado internacional.

 

A receita obtida com as exportações em maio somou US$ 1,83 bilhão, resultado 6,5% superior ao registrado no mês anterior, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC).

 

O preço médio da carne bovina exportada em maio alcançou US$ 6.163 por tonelada, 3,5% acima do registrado em abril deste ano.

 

A China manteve a liderança entre os destinos da carne bovina brasileira no período, com compras de 157,6 mil toneladas e faturamento de US$ 1,06 bilhão. Na comparação com maio de 2025, o volume embarcado para o país asiático avançou 39,6%. O mercado chinês respondeu por 53,1% de toda a carne bovina exportada pelo Brasil no mês. O avanço das exportações para a China ocorre em um contexto de antecipação de embarques pelo mercado em razão da entrada em vigor das medidas de salvaguarda anunciadas pelo país para as importações de carne bovina.

 

Os Estados Unidos permaneceram como o segundo principal comprador da proteína brasileira, com 28,8 mil toneladas importadas e receita de US$ 195,6 milhões. Em relação a maio do ano passado, os embarques para o mercado norte-americano cresceram 5,1%. Na sequência figuram Rússia, com 13,7 mil toneladas e US$ 66,5 milhões, Chile, com 8,5 mil toneladas e US$ 52,7 milhões, e União Europeia, com 8,3 mil toneladas e US$ 77,5 milhões em aquisições no mês.

 

Além de representar 88,2% do volume embarcado, a carne bovina in natura respondeu por 93,1% da receita obtida com as exportações brasileiras no mês, totalizando US$ 1,7 bilhão.

 

CINCO PRIMEIROS MESES DO ANO

Entre janeiro e maio de 2026, o Brasil exportou 1,388 milhão de toneladas de carne bovina, aumento de 15,3% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando os embarques totalizaram 1,204 milhão de toneladas. A receita acumulada atingiu US$ 7,88 bilhões, enquanto o preço médio das exportações foi de US$ 5.677 por tonelada, ante US$ 4.824 por tonelada nos cinco primeiros meses de 2025.

 

A China permaneceu como principal destino da carne bovina brasileira no acumulado do ano, com 631,9 mil toneladas adquiridas e faturamento de US$ 3,78 bilhões. O país respondeu por 45,5% dos embarques brasileiros e por 48% da receita gerada pelo setor no período. Em relação aos cinco primeiros meses de 2025, as compras chinesas registraram aumento de 27,8% em toneladas embarcadas.

 

Os Estados Unidos ocupam a segunda posição, com 178,6 mil toneladas embarcadas e receita de US$ 1,16 bilhão, correspondendo a 12,9% do total exportado pelo Brasil no período. Na comparação com os cinco primeiros meses de 2025, as vendas para o mercado norte-americano cresceram 14,8% em volume embarcado.

 

O Chile aparece na sequência, com 58 mil toneladas importadas e US$ 339,2 milhões em compras, registrando expansão de 16,0% na quantidade adquirida frente ao mesmo período do ano passado. A Rússia somou 54,1 mil toneladas e US$ 245,2 milhões, com avanço de 33,7% nos embarques. Já a União Europeia registrou importações de 43 mil toneladas e faturamento de US$ 377,2 milhões, alta de 24,0% no volume importado na comparação com os cinco primeiros meses de 2025.

 

“Os resultados observados ao longo do ano refletem a presença da carne bovina brasileira em mais de 177 destinos internacionais. A diversificação dos mercados segue como um dos fatores que contribuem para a estabilidade e a competitividade das exportações do setor”, de acordo com a ABIEC.

 





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Ciclone mantém chuva no Sul; Norte e Nordeste têm alerta para temporais


Imagens geradas por IA para o Canal Rural

Uma frente fria associada a um ciclone extratropical no oceano mantém áreas de instabilidade sobre os três estados da Região Sul.

A chuva ocorre desde as primeiras horas do dia em áreas do norte e litoral do Rio Grande do Sul. Em Santa Catarina e no sul, sudoeste e oeste do Paraná, as precipitações podem ganhar intensidade ao longo da manhã.

Durante a tarde, a tendência é de redução das instabilidades no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. No Paraná, principalmente na metade sul do estado, as pancadas podem persistir até a noite.

A entrada de uma massa de ar frio contribui para a queda das temperaturas, especialmente em território gaúcho. Rajadas de vento entre 40 km/h e 50 km/h podem atingir áreas dos três estados.

Sudeste terá tempo estável

No Sudeste, o tempo permanece sem mudanças significativas.

Em São Paulo, a nebulosidade aumenta ao longo do dia devido à aproximação das instabilidades que atuam no Sul do país, mas não há previsão de chuva para a maior parte do estado.

Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo terão sol entre nuvens e tempo firme. Há possibilidade de geada nos pontos mais elevados da Serra da Mantiqueira.

A umidade relativa do ar pode ficar abaixo de 30% em áreas do norte paulista, Triângulo Mineiro e regiões do norte e sul de Minas Gerais.

Chuva fica concentrada no sul de Mato Grosso do Sul

No Centro-Oeste, as instabilidades devem se concentrar no sul e sudoeste de Mato Grosso do Sul.

As áreas podem registrar chuva acompanhada de trovoadas ao longo do dia. Em Mato Grosso, Goiás e no Distrito Federal, o predomínio será de sol e poucas nuvens.

A umidade relativa do ar segue baixa em parte de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, com índices inferiores a 30% durante a tarde.

Nordeste tem risco de temporais no litoral

A circulação marítima mantém condições para chuva entre Sergipe e Rio Grande do Norte.

Ao longo do dia, as precipitações ganham intensidade entre o Rio Grande do Norte e Alagoas. Há risco de temporais entre o litoral potiguar e o litoral norte de Pernambuco.

Também são esperadas pancadas de chuva no Maranhão, Piauí e Ceará por influência da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT).

No interior da região, o tempo permanece seco, com baixos índices de umidade em áreas da Bahia, Maranhão e Piauí.

Norte concentra os maiores volumes de chuva

A combinação de calor, umidade e atuação da Zona de Convergência Intertropical favorece a formação de áreas de instabilidade em grande parte da Região Norte.

As pancadas devem ocorrer entre a tarde e a noite, principalmente em Roraima, Acre, Amapá, Amazonas e nas regiões oeste e norte do Pará.

Há possibilidade de temporais isolados com raios em áreas do Acre, Amapá, Amazonas, Pará e Roraima.

No Tocantins e no sul e leste do Pará, o tempo permanece mais estável, embora a umidade relativa do ar possa ficar abaixo de 30%.

Previsão para as capitais

Nas capitais, o tempo segue estável na maior parte do país. Em São Paulo, o sol aparece entre nuvens e a temperatura pode chegar a 25°C. No Rio de Janeiro, há possibilidade de nevoeiro durante a madrugada, com máxima de 29°C. Belo Horizonte terá tempo firme e temperatura de até 26°C.

Em Porto Alegre, a chuva pode ocorrer entre a madrugada e a manhã, com máxima prevista de 19°C. Curitiba terá muitas nuvens ao longo do dia e possibilidade de chuva fraca à tarde, com temperatura de até 20°C.

Em Campo Grande, o tempo permanece firme e os termômetros podem atingir 29°C. Já em Cuiabá, o predomínio é de sol entre nuvens, com máxima prevista de 33°C.

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Exportações e importações da China aceleram em maio


Trump afirma que China comprará soja e aviões dos EUA e nega debate sobre tarifas com Xi

As exportações da China cresceram 19,4% em maio na comparação com o mesmo mês do ano anterior, enquanto as importações avançaram 27,4%, segundo dados divulgados nesta terça-feira (9) pela Administração Geral das Alfândegas da China (GACC). Os dois resultados superaram as estimativas de analistas consultados pela FactSet. No período, o país registrou superávit comercial de US$ 105,4 bilhões.

De acordo com o órgão alfandegário chinês, o avanço de 19,4% nas exportações ficou acima da expectativa de alta de 15,3% apontada pela FactSet. No caso das importações, o crescimento de 27,4% também superou o consenso de mercado, que projetava variação positiva de 26%.

O saldo comercial da China em maio somou US$ 105,4 bilhões, acima dos US$ 86,5 bilhões esperados pelos analistas. O resultado indica manutenção de fluxo robusto de comércio no país, em um momento em que o mercado acompanha sinais de demanda da segunda maior economia do mundo.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

Para o setor agropecuário, os dados são acompanhados porque a China ocupa posição central nas compras globais de alimentos, fibras e outras matérias-primas. Embora o levantamento divulgado nesta terça-feira (9) não detalhe o desempenho por produto, a aceleração das importações é um indicador relevante para mercados exportadores, como o brasileiro.

Na prática, agentes de commodities monitoram esse tipo de dado para avaliar o ritmo da demanda chinesa e seus possíveis reflexos sobre embarques, formação de preços e fluxo de negócios internacionais. Sem a abertura da pauta por segmento, no entanto, não é possível concluir, a partir deste dado isolado, quais cadeias produtivas foram mais beneficiadas no mês.

As informações foram publicadas pelo GACC e repercutidas no mercado com base em projeções compiladas pela FactSet. O material original informa apenas os números agregados da balança comercial chinesa de maio.

A leitura técnica dos dados indica atividade comercial mais forte que a projetada pelo mercado, mas a avaliação sobre efeitos específicos para o agro dependerá da divulgação de informações setoriais e do comportamento das compras chinesas por produto nas próximas semanas.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Ureia cai 32%, mas compras seguem lentas


A demanda por fertilizantes importados segue enfraquecida no Brasil em 2026, refletindo um cenário de cautela que também é observado em outros mercados ao redor do mundo. A avaliação é de StoneX, que atribui o comportamento à alta dos preços provocada pelo conflito no Oriente Médio e ao impacto sobre a rentabilidade dos produtores rurais.

Segundo o analista de inteligência de mercado da StoneX, Tomás de Pernías, as importações brasileiras das principais matérias-primas utilizadas na fabricação de fertilizantes somaram 14,6 milhões de toneladas neste ano, volume 5% inferior ao registrado no mesmo período de 2025.

“O ímpeto comprador enfraquecido, é importante ressaltar, não é observado apenas no mercado brasileiro. Desde que o conflito no Oriente Médio impulsionou as cotações dos fertilizantes, piorando as relações de troca dos agricultores, a demanda global perdeu tração, e o que se tem observado é um comportamento defensivo, cauteloso e seletivo por parte dos compradores”, afirma Pernías.

De acordo com a análise, nem mesmo a queda observada nos preços da ureia foi suficiente para estimular novas compras no mercado brasileiro. Desde o pico registrado em meados de abril, as cotações do produto recuaram cerca de 32%, o equivalente a mais de US$ 250 por tonelada.

“Contudo, nem mesmo a desvalorização gradual observada nos preços da ureia tem sido suficiente para estimular o apetite comprador dos brasileiros. Desde o pico de preço desse produto, registrado em meados de abril, houve uma queda de 32% nas cotações da ureia, mas essa retração, que ultrapassa US$ 250 por tonelada, ainda não destravou as compras no Brasil”, destaca o analista.

Apesar do ritmo mais lento das importações de fertilizantes nitrogenados, alguns produtos registraram crescimento nas compras externas. Conforme a avaliação da StoneX, os volumes importados de sulfato de amônio e de superfosfato triplo (TSP) superaram os registrados no ano passado, indicando a busca por alternativas diante das restrições de oferta e dos custos mais elevados no mercado internacional.

“É relevante notar, ainda no que tange às importações, que os últimos meses mostram volumes de sulfato de amônio e de TSP superiores aos observados em 2025. Isso sugere que, diante de um cenário desafiador no mercado global, os importadores brasileiros têm buscado alternativas que, a depender das condições, podem oferecer um custo-benefício mais atrativo ou maior facilidade de aquisição, diante de uma oferta reduzida”, observa Pernías.

Segundo os dados apresentados pelo especialista, as importações de sulfato de amônio acumulam crescimento superior a 15% em relação ao ano passado, enquanto as compras de TSP avançaram 47% no mesmo período.

Mesmo diante do cenário atual, a expectativa é de que as importações de fertilizantes nitrogenados ganhem força nos próximos meses. A análise da StoneX aponta que, historicamente, as compras desse grupo de produtos aumentam a partir de junho, acompanhando a recomposição de estoques para a safrinha e o avanço das demandas do segundo semestre.

“De todo modo, a média histórica das importações de fertilizantes pelo Brasil aponta que as compras de nitrogenados costumam ganhar tração a partir de junho e que, com o passar do segundo semestre, as aquisições desse tipo de fertilizante tendem a crescer gradualmente, à medida que os importadores avançam na recomposição de estoques para a safrinha”, conclui Pernías.





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Produtor cria ferramenta para desfolha de bananeira e Embrapa te ensina a montar


Ferramenta de desfolha de bananeira
Foto: Embrapa Divulgação

Um removedor artesanal de folhas de bananeira mostra a união entre pesquisa e saber popular. Batizado de “Rabo de Jaraqui” pela semelhança com a cauda de um peixe típico da Amazônia, a nova ferramenta validada pela Embrapa Amazônia Ocidental oferece baixo custo, segurança, eficiência e sustentabilidade no campo.

A inovação para a desfolha de bananeiras foi confeccionada a partir de sucatas da propriedade do produtor rural Raimundo Miguel Barbosa de Lima, em Itacoatiara (AM), e ganhou escala e respaldo científico graças à parceria com o pesquisador Luadir Gasparotto, da instituição.

Ao identificar o potencial da ferramenta no manejo diário, Gasparotto elaborou o desenho técnico do equipamento e sistematizou o conhecimento, resultando na publicação do Comunicado Técnico 181. O documento detalha o seu funcionamento e garante os devidos créditos à criatividade de Barbosa de Lima.

O nome peculiar faz referência ao formato da ferramenta, que se assemelha à cauda do jaraqui. A alcunha se aplica às espécies Semaprochilodus taeniurus (escama fina) e Semaprochilodus insignis (escama grossa) – dois dos peixes mais populares da região amazônica e de grande relevância no estado.

Segundo a Embrapa, mais do que um improviso, o “Rabo de Jaraqui” resolve um gargalo importante na bananicultura: a desfolha. Gasparotto aponta que uma bananeira produz entre 40 e 50 folhas ao longo de seu ciclo. “A eliminação das folhas velhas ou doentes facilita a entrada de luz solar, melhora a circulação de ar e reduz a umidade no pomar”, diz.

Esses fatores são fundamentais para o controle fitossanitário, pois reduzem focos de pragas como o moleque-da-bananeira e doenças fúngicas.

Como produzir a ferramenta

Rabo de Jaraqui
Foto: Divulgação Embrapa

No mercado há vários tipos de utensílios para desfolha das bananeiras, como facões (terçados), foices e podões. Em lojas de produtos agropecuários, existem diversos formatos, normalmente acoplados a um cabo leve e com comprimento adaptado à altura do operador e da bananeira.

No entanto, é possível confeccionar uma ferramenta para essa finalidade na própria propriedade rural. A ideia é reaproveitar diversos materiais que estejam disponíveis, tais como:

  • Retalhos de lâminas de ferro oriundos de trabalhos realizados em serralheria;
  • Sucatas de facas de roçadeira costal;
  • Lâmina de terçado (facão);
  • Boca de lobo;
  • Enxada e enxadão;
  • Foice e pás; e
  • Discos de grade e arado com cerca de 2 a 3 mm de espessura.

“Todos esses materiais podem ser reaproveitados para a confecção da ferramenta para remover as folhas da bananeira”, observa o pesquisador. Basta usar o desenho técnico como molde para corte e solda do metal, que formará uma peça a se encaixar em um cabo.

Ferramenta sustentável

Remoção de folhas

Para o agricultor Raimundo Miguel Barbosa de Lima, mais conhecido como Barbosa Batiferro, a necessidade é a mãe da invenção. Observando o desafio diário de lidar com a altura das bananeiras — onde o facão convencional se mostrava curto e ineficiente —, ele decidiu que era hora de criar sua própria ferramenta.

O processo não foi obra do acaso. “Eu pensei, analisei, estudei e coloquei no papel”, relata o agricultor, que desenvolveu desde o protótipo até o modelo final. O resultado é uma ferramenta que une sustentabilidade e ergonomia: feita inteiramente de material reaproveitado, ela possui uma curvatura específica projetada para a limpeza das folhas sem ferir o caule da planta.

Para Barbosa, a eficácia da ferramenta depende de dois pilares: o corte e a proteção. Ele enfatiza que a lâmina deve estar sempre bem amolada para garantir um corte limpo que não machuque a bananeira. Além disso, ele salienta que para usá-la, é indispensável o uso de equipamentos de proteção individual (EPIs), como luvas e óculos, que protegem contra resíduos e insetos que podem cair durante o manejo.

Talvez o maior diferencial do método de Batiferro seja o seu rigor com a higiene agrícola. Ao cultivar quatro variedades diferentes — Banana-da-terra, Fia 18, Pratão e Nanico —, ele ensina que a ferramenta deve ser esterilizada a cada mudança de lote.

O processo é simples, mas vital: um balde com água e água sanitária. “Terminou de limpar a banana-da-terra? Você mergulha a ferramenta, chacoalha e só então vai para [a banana-] pratão”, explica. Esse cuidado evita a transmissão de doenças entre as plantas, garantindo a saúde de todo o pomar.

Benefícios diretos ao produtor

Na desfolha das plantas, o corte do pseudopecíolo (estrutura vegetal que se parece com o pecíolo, haste que conecta a folha ao caule) da folha a ser eliminada deve ser feito de baixo para cima; no sentido contrário, há dilaceração dos tecidos do pseudocaule.

Além do corte do pseudopecíolo, a ferramenta também pode ser utilizada para remoção do coração ou mangará do cacho, principalmente em variedades de porte alto. A Embrapa ressalta que o “Rabo de Jaraqui” não traz apenas ganhos agronômicos, mas também tem como foco o bem-estar do agricultor familiar, uma vez que o removedor aumenta a segurança ao reduzir o abrigo para animais peçonhentos no bananal.

De acordo com a instituição, é importante notar que o processo de decomposição das folhas eliminadas incorpora matéria orgânica ao solo, o que melhora sua estrutura, estabilidade e capacidade de retenção de água, além de estimular a biodiversidade e constituir fonte de nutrientes para as plantas.

A ideia é que com a melhoria das condições físicas, biológicas e químicas do solo e o consequente aumento da disponibilidade de nutrientes para as plantas, o desenvolvimento e a produção do bananal sejam favorecidos.

Com a divulgação oficial pela Embrapa, a expectativa é que o “Rabo de Jaraqui” se espalhe por outras propriedades da região, provando que a inovação no campo muitas vezes nasce da observação prática e do diálogo entre o saber popular e a pesquisa científica.

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AgroNewsPolítica & Agro

Milho mantém tendência de baixa no mercado global


O mercado do milho segue pressionado por uma combinação de oferta elevada, clima favorável nas áreas produtoras dos Estados Unidos e demanda internacional abaixo do esperado no curto prazo. Segundo análise semanal da TF Agroeconômica, os preços em Chicago acumularam perdas próximas de 6,5% na semana, com rompimento de suportes técnicos importantes e continuidade do movimento vendedor.

Na Bolsa de Chicago, a tendência de curto prazo foi classificada como fortemente baixista, enquanto o médio prazo também permanece negativo. Os contratos perderam as regiões de 464, 452 e 440 cents por bushel, com fechamento próximo de 417 cents, sinalizando domínio dos vendedores e liquidação de posições por fundos de investimento. O suporte atual está entre 415 e 420 cents, enquanto as resistências aparecem em 440, 452 e 464 cents.

O principal fator de pressão vem do clima no Corn Belt. Chuvas recentes melhoraram a umidade do solo, e as previsões para 8 a 14 dias indicam precipitações acima da média, o que reforça a expectativa de bom desenvolvimento inicial das lavouras. Apesar disso, Nebraska ainda exige atenção, já que 82,95% da área segue sob seca moderada, 75,18% sob seca severa e 55,04% sob seca extrema. A área nacional de milho sob algum grau de seca também subiu de 25% para 27%.

Pelo lado da demanda, as exportações semanais dos Estados Unidos somaram 883,3 mil toneladas, queda de 13% ante a semana anterior e 32% abaixo da média das últimas quatro semanas. Ainda assim, o acumulado da temporada permanece forte, com 81,77 milhões de toneladas comercializadas, volume 25,53% superior ao do mesmo período do ano passado. O USDA também confirmou venda de 115 mil toneladas para a Colômbia na safra 2026/27.

No Brasil, o indicador ESALQ segue em canal de baixa, pressionado pela entrada da safrinha e pela perspectiva de safra recorde. A análise aponta que o mercado doméstico ainda não encontrou um fundo consistente, com tendência baixista no curto e médio prazo. Para produtores, a recomendação é aproveitar repiques para vendas escalonadas e avaliar custos de armazenagem. 

 





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Oferta confortável limita reação do milho


O mercado de milho no Sul e em Mato Grosso do Sul segue marcado por baixa liquidez, negociações pontuais e compradores cautelosos, em um ambiente de oferta ainda confortável no curto prazo. Segundo levantamento da TF Agroeconômica, as cotações mostram firmeza em algumas praças, mas os estoques elevados e a expectativa de maior produção nacional limitam avanços mais consistentes.

No Rio Grande do Sul, a colheita avança lentamente e chegou a 97% da área cultivada, restando principalmente lavouras tardias implantadas nos períodos finais do ZARC. As indicações variam entre R$ 57,00 e R$ 69,00 por saca, com média estadual de R$ 59,27, alta semanal de 0,87%. A menor pressão de venda e a reposição pontual de estoques sustentam os preços, embora o ritmo dos negócios siga lento. As lavouras remanescentes estão, em maioria, em maturação, com frio e menor radiação solar prolongando o ciclo final e retardando a perda de umidade dos grãos.

Em Santa Catarina, o mercado permanece com movimentação limitada. As indicações seguem próximas de R$ 70,00 por saca, enquanto a demanda gira ao redor de R$ 65,00, diferença que dificulta o fechamento de operações. Mesmo com menor disponibilidade em parte do estado, compradores seguem focados em aquisições imediatas e evitam alongar posições. No Planalto Norte, os negócios variam entre R$ 65,00 e R$ 70,00 por saca.

No Paraná, a oferta confortável e os estoques elevados continuam limitando o ritmo dos negócios. As indicações ficam próximas de R$ 65,00 por saca, enquanto a demanda se concentra ao redor de R$ 60,00 CIF. Nas principais regiões, os preços ao produtor têm comportamento misto, com altas em Guarapuava e Ponta Grossa e recuos em Cascavel, Londrina e Umuarama.

Em Mato Grosso do Sul, as cotações variam entre R$ 51,38 e R$ 52,50 por saca, com recuperação pontual em algumas praças. Ainda assim, a maior disponibilidade de milho, a liquidez reduzida e a expectativa de avanço da safrinha seguem restringindo uma valorização mais ampla.

 





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Feijão preto lidera importações brasileiras em maio


Os mercados brasileiros de feijão carioca e preto começaram junho com predominância de queda nas cotações nas praças acompanhadas pelo Cepea. Segundo pesquisadores do Centro de Pesquisas, o recuo foi influenciado pela postura mais cautelosa dos compradores, pelo avanço da colheita da segunda safra e pela menor qualidade de parte dos lotes colhidos no Paraná, especialmente em áreas atingidas por geadas.

Depois das fortes valorizações registradas em maio, o mercado de feijão iniciou junho com menor sustentação nos preços. De acordo com pesquisadores do Cepea, compradores passaram a atuar com mais cautela, o que reduziu a liquidez e favoreceu quedas nas cotações.

O avanço da colheita da segunda safra também ampliou a oferta nas regiões produtoras acompanhadas pelo Centro. Ao mesmo tempo, a qualidade inferior de parte dos lotes colhidos no Paraná limitou o interesse de compra, sobretudo em áreas onde as lavouras foram afetadas por geadas.

Apesar das desvalorizações recentes, o mercado de feijão segue acumulando alta em 2026. Segundo pesquisadores do Cepea, esse movimento é sustentado pela redução da área cultivada e pela disponibilidade limitada de grãos de melhor qualidade.

Esse cenário mantém parte dos agentes atentos à oferta efetiva do produto, especialmente diante da diferença de qualidade entre os lotes disponíveis no mercado.

No mercado externo, as importações brasileiras de feijão ganharam força em maio. Segundo dados divulgados pela Secex, o Brasil importou 5,28 mil toneladas no mês.

O volume foi seis vezes superior ao registrado em maio do ano passado e o maior desde 2020. As compras vieram da Argentina e foram compostas por 65% de feijão preto, 25% de feijão branco e 11% de outros feijões comuns.

As exportações brasileiras de feijão somaram 12,09 mil toneladas em maio, segundo dados da Secex. O volume ficou 0,5% abaixo do registrado no mesmo período do ano passado.Na comparação com 2024, quando o Brasil atingiu recorde para o mês, com 22,84 mil toneladas embarcadas, a queda foi de 47,1%. A Índia segue como o principal destino das exportações brasileiras de feijão.

A tendência do mercado deve continuar ligada ao avanço da colheita, à qualidade dos lotes ofertados e ao comportamento dos compradores. Mesmo com a pressão de curto prazo, a menor área cultivada e a oferta restrita de grãos superiores ainda sustentam parte do movimento de valorização acumulado em 2026.

 





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Estudo mostra que pecuária brasileira pode reduzir emissões em 92,6% até 2050


nelore arroba do boi gordo
Foto: Pixabay

O estudo “Trajetórias de Descarbonização da Pecuária de Corte no Brasil 2025 a 2050”, desenvolvido pelo FGV Agro, foi apresentado internacionalmente nesta segunda-feira (8) na sede da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Roma, na Itália.

O documento tem o objetivo de ser uma resposta contundente do setor, baseada em ciência, para os desafios climáticos e de segurança alimentar e foi trazido à tona no âmbito da Quarta Sessão do Subcomitê de Pecuária do Comitê de Agricultura (Coag).

A pesquisa mostra que o setor pecuário enfrenta uma “encruzilhada” global, visto que ao mesmo tempo em que demanda por proteína animal aumenta, os três blocos que controlam 70% do rebanho global registram quedas históricas: o Mercosul opera no menor nível em seis anos, a América do Norte enfrenta o menor rebanho em 70 anos e a União Europeia, o menor em três décadas.

Na contramão da retração externa, o Brasil se consolidou com o maior rebanho comercial do planeta (192,6 milhões de cabeças em 2024).

O documento ainda frisa que, por conta das exigências do Código Florestal, o país utiliza apenas 30,2% de seu território para a agropecuária, mantendo 66,3% da vegetação nativa preservada, sendo que 33,2% está resguardada por lei dentro das propriedades rurais privadas.

“O desacoplamento entre área e produção na pecuária de corte brasileira já é um histórico consolidado. Entre 2004 e 2024, a produção nacional de carne bovina disparou mais de 240%, enquanto a área total de pastagens encolheu 11% (reduzindo de 181 para 160 milhões de hectares)”, mostra.

A pesquisa destaca que esse salto gerou o chamado efeito “poupa-terra”, que poupou 397 milhões de hectares área que teria sido necessária se o país mantivesse os mesmos índices de produtividade de 1990.

A pesquisadora da FGV Agro Camila Estevam detalhou os dados técnicos do estudo que traduzem esse ganho de eficiência em metas climáticas. “O primeiro grande resultado do modelo matemático foi mostrar que as tendências que o setor já executa reduzem em até 60% as emissões absolutas até 2050. Quando olhamos para a intensidade de carbono, a redução chega a 80% no cenário de referência, baixando de 80 kg para 16 kg de CO2 equivalente por quilo de carne.”

Segundo ela, nos cenários mais ambiciosos com o Plano ABC+, a intensidade cai 92,6%, chegando a apenas 5 kg. “Isso acontece porque o carbono fixado no solo pela ILPF [Integração Lavoura Pecuária Floresta] e pela recuperação de pastagens atua diretamente na remoção dessas emissões”, detalha.

O estudo comprova, ainda, que no cenário mais arrojado de mitigação, o Brasil conseguirá estabilizar sua produção em patamares elevados (18,2 milhões de toneladas de carcaça em 2050) reduzindo a área necessária de pastagens em mais 35%, amparado pelo aumento de 31% no peso médio da carcaça do animal abatido (que saltará de 211 kg para 277 kg).

Validação comercial

carne bovina exportações China
Foto: Pixabay

Para o setor exportador, a apresentação do estudo dentro do Subcomitê de Pecuária do Coag, órgão que orienta as políticas agrícolas globais da ONU, funciona como um aval de credibilidade que embasa o produto brasileiro frente às exigências do mercado externo.

O diretor de sustentabilidade da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Fernando Zelner, resumiu o valor estratégico do embasamento científico para a reputação internacional do agronegócio. “Isso é fundamental para a exportação e para a gente trazer os dados duros, com ciência bem fundamentada, para mostrar para o mundo por que a nossa carne é sustentável e porque o nosso produto é confiável e merece estar em todas as prateleiras dos supermercados do mundo.”

Diante de delegações estrangeiras e cientistas, o relatório visou demonstrar como o país consegue responder à crescente demanda global por alimentos e, ao mesmo tempo, mitigar o impacto ambiental por meio da tecnologia tropical.

A abertura das discussões contou com a participação do Diretor de Produção e Sanidade Animal e Diretor-Geral Assistente da FAO, Thanawat Tiensin, que reforçou a necessidade de governança e união multissetorial

“Quando falamos de produção pecuária sustentável, cada país precisa encontrar seu próprio caminho. A Agenda 2030 e seus objetivos não são uma opção. O ponto central é a necessidade de trabalhar em conjunto com agricultores, produtores, setor privado, academia e instituições de pesquisa. A transformação que buscamos precisa ser construída de forma coletiva”, declarou Tiensin.

Para o presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, o debate na agência da ONU consolida o papel estratégico do país no abastecimento e na sustentabilidade. “Viemos à FAO mostrar que a pecuária brasileira tem condições de avançar de forma consistente na agenda climática sem abrir mão da produtividade. […] Provamos que o Brasil é um fornecedor confiável, essencial para o desenvolvimento econômico e para a segurança alimentar mundial”, destacou.

Müller também lembrou a mecânica prática que diferencia o modelo brasileiro no exterior, focando na Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF). “O que o Brasil faz de diferente é que, na mesma área da pastagem para o boi, fazemos uma rotação com lavoura e floresta na mesma propriedade. Isso só o Brasil tem. Já estamos com cerca de 17 milhões de hectares com algum tipo de produção integrada, e o grande benefício é que esse sistema otimiza a terra e reduz a pegada de carbono de forma definitiva”, declarou.

Segundo a Missão Brasileira na FAO, também composta pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), com a Missão do Brasil em Roma coordenada pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE), os dados apresentados mostram que o investimento em biotecnologia zootécnica, aditivos alimentares e a recuperação de pastagens degradadas são os vetores reais para conciliar o combate à fome e a resiliência climática.

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Escritório de Orçamento do Congresso dos Estados Unidos (CBO) estima déficit de US$ 294 bilhões em maio


Escritório de Orçamento do Congresso dos Estados Unidos (CBO) estima déficit de US$ 294 bilhões em maio

O governo federal dos Estados Unidos registrou déficit de US$ 294 bilhões em maio de 2026, segundo estimativa do Escritório de Orçamento do Congresso dos Estados Unidos (CBO), divulgada nesta segunda-feira (8). O saldo negativo ficou US$ 21 bilhões abaixo do observado em maio de 2025. No acumulado dos oito primeiros meses do ano fiscal, o rombo somou US$ 1,2 trilhão.

De acordo com o CBO, tanto as receitas quanto as despesas recuaram em maio de 2026 na comparação anual. A arrecadação caiu US$ 36 bilhões, enquanto os gastos diminuíram US$ 57 bilhões em relação a maio de 2025.

Nos oito meses do ano fiscal até maio, o déficit federal acumulado foi US$ 116 bilhões menor do que o registrado no mesmo intervalo do exercício anterior. Nesse período, as receitas cresceram US$ 174 bilhões, alta de 5%, e as despesas avançaram US$ 57 bilhões, elevação de 1%.

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Um dos destaques do relatório foi a arrecadação de direitos aduaneiros. Segundo o órgão, a receita com tarifas mais do que dobrou nos primeiros oito meses do ano fiscal de 2026 ante igual período de 2025, com aumento de US$ 107 bilhões. O CBO atribuiu esse movimento a mudanças nas taxas tarifárias adotadas por medidas executivas.

O documento também informou que a arrecadação líquida de tarifas recuou de forma acentuada em maio, quando começaram os pagamentos de reembolsos relacionados a uma decisão da Suprema Corte. O relatório não detalha, no material informado, os setores mais afetados por essa devolução.

Outro ponto de atenção foi a despesa com juros líquidos da dívida pública americana. Nos oito meses até maio, esse gasto subiu US$ 68 bilhões, avanço de 10% na comparação anual. Segundo o CBO, a elevação refletiu o maior volume da dívida e taxas de juros de longo prazo mais altas. A queda das taxas de curto prazo, ainda de acordo com o órgão, mitigou parte dessa alta.

Para o setor agropecuário, o dado é acompanhado por seu potencial de influenciar dólar, custo financeiro internacional e ambiente de comércio, embora o relatório do CBO não apresente impacto setorial específico sobre o agro.

Os números reforçam a relevância do quadro fiscal e da trajetória dos juros nos Estados Unidos para o mercado global. Sem detalhamento setorial adicional no relatório, o alcance sobre cadeias agropecuárias deve ser acompanhado por meio dos desdobramentos sobre câmbio, tarifas e condições financeiras internacionais.

Fonte: Estadão Conteúdo

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