terça-feira, junho 30, 2026

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Neil Redding diz que CEOs precisarão atuar como “maestros” na era da IA


Neil Redding diz que CEOs precisarão atuar como “maestros” na era da IA

O futurista Neil Redding afirmou, nesta terça-feira (13), durante o São Paulo Innovation Week (SPIW), em São Paulo, que a inteligência artificial (IA) deve alterar a função das lideranças nas empresas. Segundo ele, a velocidade de execução da tecnologia pressiona estruturas corporativas e exige um modelo de gestão mais voltado à coordenação de capacidades humanas e digitais.

Redding, que se dedica ao estudo de tendências tecnológicas de curto prazo, apresentou o conceito de “clock drift”, expressão usada por ele para descrever o descompasso entre a velocidade de avanço da IA e o ritmo interno das organizações. Na avaliação do especialista, processos burocráticos e modelos hierárquicos podem dificultar a adaptação empresarial.

“A IA pode tornar a execução barata e rápida. Quando a execução supera a velocidade de decisão, a solução não é um controle mais rígido. É um tipo de liderança completamente diferente”, afirmou Redding durante o evento.

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Na explicação do futurista, a IA deixa de operar apenas como ferramenta de apoio e passa a participar mais diretamente dos fluxos de negócio. Com isso, o trabalho da liderança tende a se concentrar menos na supervisão individual de tarefas e mais na organização contínua entre equipes, sistemas automatizados e agentes inteligentes.

Redding comparou esse novo papel ao de um maestro. Segundo ele, cada profissional e cada sistema passa a desempenhar uma função específica, enquanto a liderança ajusta a atuação do conjunto de acordo com mudanças de contexto, capacidade e resultado.

Para o especialista, esse processo envolve monitorar competências em evolução, avaliar entregas, redistribuir responsabilidades entre humanos e máquinas e revisar padrões de interação. Nesse cenário, o risco para as empresas não estaria apenas na lentidão operacional, mas na manutenção de modelos de negócio inadequados para novas demandas.

Redding afirmou que a adaptação à IA dependerá da capacidade das companhias de revisar continuamente sua forma de operar. Não foram apresentados, na palestra, dados numéricos sobre produtividade ou adoção da tecnologia por setor específico.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Boa Safra registra lucro de R$ 27,4 milhões no primeiro trimestre de 2026


Boa Safra registra lucro de R$ 27,4 milhões no primeiro trimestre de 2026

A Boa Safra informou nesta terça-feira (13) lucro líquido consolidado de R$ 27,4 milhões no primeiro trimestre de 2026, alta de 62% sobre igual período de 2025. Segundo a companhia, o resultado foi impactado por um efeito não recorrente relacionado à venda das cotas remanescentes do SNAG11, fundo de investimento nas cadeias agroindustriais (Fiagro) da Suno Asset. Sem esse efeito, o lucro líquido recorrente ficou em R$ 3,7 milhões, queda de 36% em um ano.

A receita operacional líquida da produtora de sementes de soja cresceu 20% no trimestre, para R$ 132,1 milhões. O lucro bruto somou R$ 27,1 milhões, revertendo o resultado praticamente nulo apurado no primeiro trimestre do ano passado. Com isso, a margem bruta chegou a 21%.

No resultado operacional, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) contábil ficou positivo em R$ 9,9 milhões, ante saldo negativo de R$ 15,5 milhões um ano antes. Já o Ebitda ajustado permaneceu negativo em R$ 25,4 milhões, mas melhorou em relação aos R$ 38,7 milhões negativos do primeiro trimestre de 2025.

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O diretor financeiro e de Relações com Investidores da Boa Safra, Felipe Marques, afirmou que a diferença entre o lucro consolidado e o lucro ex-SNAG11 busca dar comparabilidade ao desempenho recorrente da operação. Segundo ele, a exclusão do efeito da saída do fundo permite avaliar com mais precisão as operações em continuidade.

A companhia também informou carteira de pedidos de cerca de R$ 1,5 bilhão ao fim de março, valor recorde para um primeiro trimestre e aproximadamente R$ 100 milhões acima do registrado em igual intervalo de 2025. Para o CEO da Boa Safra, Marino Colpo, esse indicador serve como referência para o desempenho ao longo do ano, já que a maior parte das entregas de sementes de soja ocorre no segundo semestre.

A diversificação de negócios contribuiu para a receita no início do ano. As novas culturas, serviços e insumos somaram R$ 82 milhões, avanço de 31%, e responderam por 76% das vendas de sementes no período.

A pressão sobre o resultado recorrente veio principalmente do aumento das despesas financeiras, que cresceram 78%, para R$ 79,3 milhões. Os juros sobre empréstimos passaram de R$ 18,6 milhões para R$ 57,6 milhões, refletindo emissões de certificados de recebíveis do agronegócio (CRA) feitas em 2025. Em contrapartida, a estrutura alongou o perfil da dívida: de uma dívida bruta de R$ 1,63 bilhão, R$ 61,7 milhões vencem em menos de um ano, segundo a companhia.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Câmara debate uso de análise de custo-benefício para priorizar gastos em saúde e educação


Câmara debate uso de análise de custo-benefício para priorizar gastos em saúde e educação

O Centro de Estudos e Debates Estratégicos da Câmara dos Deputados (Cedes) promoveu, nesta quarta-feira (13), uma conferência sobre o uso da análise de custo-benefício na definição de prioridades do gasto público. No debate, o acadêmico dinamarquês Björn Lomborg defendeu que governos direcionem recursos para políticas com maior retorno social mensurável, com destaque para educação e saúde.

Durante a apresentação, Lomborg afirmou que a principal pergunta do gestor público deve ser onde o recurso investido gera maior benefício. Para sustentar a proposta, ele comparou áreas de investimento e citou estimativas segundo as quais políticas de “zero líquido” de emissões de carbono até 2050 poderiam custar cerca de US$ 27 trilhões por ano, para um benefício de US$ 4,5 trilhões. Os números foram apresentados pelo pesquisador durante o evento.

Na avaliação do acadêmico, medidas focalizadas em capital humano tenderiam a apresentar retorno social mais elevado. Na educação, ele mencionou pedagogia estruturada e softwares educativos, que, segundo sua exposição, poderiam gerar R$ 65 em benefício social para cada R$ 1 investido. Na saúde, citou a ressuscitação neonatal como exemplo de política de baixo custo e alto potencial de salvar vidas.

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O debate também abordou mudanças climáticas. Lomborg reconheceu o aquecimento global como um problema real, mas afirmou que a capacidade de adaptação varia conforme o nível de renda e infraestrutura. Como exemplo, comparou os efeitos de furacões em regiões pobres e ricas para defender que crescimento econômico amplia a resiliência a desastres.

A fala foi questionada por participantes quanto à aplicação dessa lógica em contextos de emergência humanitária e desastres ambientais no Brasil. Outro ponto levantado foi o peso da biodiversidade nas decisões públicas.

Entre as autoridades presentes, o deputado Márcio Jerry (PCdoB-MA), presidente do Cedes, afirmou que decisões de governo devem ser orientadas por evidências. O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Nauê Bernardo Azevedo disse que o desenho das políticas públicas é decisivo para que os recursos cheguem à população. Já o consultor-geral da Câmara, José Evande Araújo, e a consultora-geral adjunta, Elisangela Moreira Batista, defenderam critérios técnicos e transparentes na escolha das prioridades fiscais.

A discussão no Cedes reforçou a análise de custo-benefício como instrumento de apoio à formulação de políticas públicas, especialmente em cenário de restrição orçamentária. No evento, não foram apresentados detalhamentos metodológicos adicionais das estimativas citadas por Lomborg.

Fonte: camara.leg.br

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Marcos Tavares é eleito presidente da Comissão de Trabalho da Câmara


Marcos Tavares é eleito presidente da Comissão de Trabalho da Câmara

A Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados elegeu, nesta quarta-feira (13), o deputado Marcos Tavares (PDT-RJ) para a presidência do colegiado. O parlamentar recebeu 15 votos e assume o posto após a renúncia de Max Lemos, também do Rio de Janeiro, eleito em fevereiro e que deixou a função depois de mudar de partido durante a janela partidária.

A troca ocorreu porque, por acordo partidário, a presidência da comissão cabe ao Partido Democrático Trabalhista (PDT). Durante a janela partidária, Max Lemos se filiou ao União Brasil, o que levou à necessidade de nova eleição para manter o comando da comissão com a legenda definida no acordo.

Natural de Duque de Caxias (RJ), Marcos Tavares é advogado e exerce o primeiro mandato como deputado federal. Antes de chegar à Câmara, foi vereador e secretário de Meio Ambiente e Proteção Animal no município fluminense.

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Ao deixar a presidência, Max Lemos afirmou que o período à frente da comissão foi marcado por debates e votações de projetos e requerimentos. Entre os temas citados por ele está a discussão sobre o fim da jornada de trabalho no modelo 6 por 1. Segundo o deputado, o debate continuará em comissão especial, com foco na construção de um texto que considere as condições dos trabalhadores e os efeitos sobre o setor produtivo.

A Comissão de Trabalho analisa propostas ligadas a relações trabalhistas, organização sindical, emprego e fiscalização das normas do setor. Por isso, a mudança no comando pode influenciar a condução de pautas com impacto regulatório sobre empresas e trabalhadores. Até o momento, não foram detalhadas novas prioridades da gestão de Marcos Tavares.

Os próximos passos da comissão devem ser definidos nas reuniões seguintes, quando a nova presidência poderá indicar a agenda de votações e o encaminhamento de debates em andamento.

Fonte: camara.leg.br

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Americanas registra prejuízo de R$ 336 milhões no 1º trimestre de 2026


Americanas registra prejuízo de R$ 336 milhões no 1º trimestre de 2026

A Americanas informou, nesta terça-feira (13), prejuízo líquido de R$ 336 milhões nas operações continuadas do primeiro trimestre de 2026. O resultado representa redução de 24,8% em relação à perda de R$ 447 milhões registrada no mesmo período de 2025. Segundo a companhia, o desempenho foi sustentado pelo crescimento das vendas, pela redução do peso das despesas operacionais e pela integração entre lojas físicas e digital.

No trimestre encerrado em março, a receita líquida da varejista somou R$ 3,1 bilhões, alta de 20,2% na comparação anual. O lucro bruto avançou 16,6%, para R$ 834 milhões. A margem bruta, porém, recuou 0,8 ponto porcentual, para 27,0%.

O Ebitda ajustado ficou positivo em R$ 15 milhões, revertendo o resultado negativo de R$ 26 milhões apurado no primeiro trimestre de 2025. Já as despesas com vendas, gerais e administrativas (SG&A) totalizaram R$ 851 milhões, alta anual de 3,9%. Em relação à receita líquida, esse indicador caiu de 31,9% para 27,6%, o que, segundo a empresa, indica ganho de eficiência operacional.

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Em entrevista ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, o presidente da Americanas, Fernando Soares, afirmou que a companhia tem priorizado as lojas físicas e integrado o digital à operação. De acordo com o executivo, a estratégia ganhou tração na Páscoa, com retirada em loja e entregas a partir das unidades físicas.

O diretor financeiro da companhia, Sebastien Durchon, disse que o cartão da varejista já movimentou mais de R$ 1 bilhão em transações em menos de um ano, com emissão superior a 100 mil cartões por mês.

O resultado financeiro permaneceu negativo em R$ 131 milhões, mas melhorou 26,8% frente às perdas de R$ 179 milhões de um ano antes. A companhia também registrou R$ 28 milhões em despesas ligadas à investigação sobre fraudes contábeis, acima dos R$ 15 milhões do primeiro trimestre de 2025.

A Americanas informou ainda que parte do crescimento do trimestre foi favorecida pelo efeito calendário da Páscoa. Considerando os quatro primeiros meses de 2026, as vendas em mesmas lojas cresceram 7,8%. No resultado consolidado, incluindo operações descontinuadas, o prejuízo líquido foi de R$ 329 milhões, ante R$ 496 milhões no mesmo intervalo do ano passado.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Câmara debate repasses ligados a Daniel Vorcaro e volta a defender CPI do Banco Master


Câmara debate repasses ligados a Daniel Vorcaro e volta a defender CPI do Banco Master

O Plenário da Câmara dos Deputados debateu nesta quarta-feira (13) a abertura de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para apurar a atuação do Banco Master e a relação do empresário Daniel Vorcaro com agentes públicos. A discussão ganhou força após a divulgação de que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu ajuda financeira a Vorcaro para o filme biográfico do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo as informações divulgadas, Flávio Bolsonaro confirmou, em vídeo publicado nas redes sociais, que solicitou apoio financeiro a Vorcaro, mas negou qualquer irregularidade. O senador também se manifestou a favor da instalação da CPI.

De acordo com relatos publicados pela imprensa, ao menos R$ 61 milhões teriam sido transferidos a pedido de Flávio Bolsonaro entre fevereiro e maio de 2025. As mesmas reportagens informam que mensagens e um áudio de setembro de 2025 indicariam cobrança direta dos repasses ao empresário. Não há, no conteúdo disponível, detalhamento oficial sobre a natureza jurídica dessas transferências, nem manifestação técnica de órgãos de controle sobre eventual enquadramento legal.

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O tema dividiu líderes partidários no Plenário. O líder da maioria, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), criticou a conduta do senador e citou o fato de o áudio ter sido enviado, segundo ele, dois dias antes da prisão de Vorcaro pela Polícia Federal. Já o líder da oposição, deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), afirmou que, até o momento, não vê ilegalidade no pedido e defendeu investigação para esclarecimento dos fatos.

Vorcaro está preso e é investigado por fraudes financeiras bilionárias, segundo o material apresentado na sessão. A discussão sobre a CPI passa, portanto, por dois eixos: a apuração da atuação do Banco Master e a verificação de vínculos financeiros entre o empresário e pessoas públicas.

O avanço de uma eventual CPI dependerá de apoio político e de requisitos regimentais na Câmara. Até o momento, com base nas informações disponíveis, não foram divulgados novos documentos oficiais no Plenário que detalhem as transferências ou concluam sobre irregularidades.

Fonte: camara.leg.br

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Preço da arroba do boi gordo: mercado segue pressionado com incertezas nas exportações


arroba do boi gordo mercado
Foto: Marcos Santos/USP Imagens

O mercado físico do boi gordo ainda se depara com a tradicional pressão sazonal de oferta. O analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias destaca que o movimento de queda começa a se manifestar em estados que não sentiam seus efeitos, a exemplo de Mato Grosso.

“Em mercados onde a pressão baixista foi mais acentuada em abril o que se evidencia é uma maior acomodação neste momento, com exceção de Minas Gerais, que volta a conviver com mais negócios abaixo da referência média”, ressalta.

Segundo ele, o mercado ainda acompanha com proximidade as questões inerentes às exportações brasileiras, relacionadas a importadores relevantes, como a União Europeia, Estados Unidos e China.

Média da arroba do boi

  • São Paulo: R$ 349 — ontem: R$ 349,67
  • Goiás: R$ 329,86 — ontem: R$ 330,54
  • Minas Gerais: R$ 330,59 — ontem: R$ 334,71
  • Mato Grosso do Sul: R$ 348,52 — ontem: R$ 348,86
  • Mato Grosso: R$ 355,27 — ontem: R$ 357,50

Mercado atacadista

O mercado atacadista se depara com estabilidade dos preços da carne bovina. O ambiente de negócios sugere por menor espaço para reajustes nos próximos dias, em linha com um perfil de consumo menos aquecido durante a segunda quinzena do mês.

“Além disso, a competitividade em relação às proteínas concorrentes segue problemática, em especial na comparação com a carne de frango”, assinalou Iglesias.

  • Quarto traseiro: segue a R$ 27,50 por quilo;
  • Quarto dianteiro: permanece a R$ 21,50 por quilo;
  • Ponta de agulha: se mantém a R$ 20,00

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 2,24%, sendo negociado a R$ 5,0031 para venda e a R$ 5,0011 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,8930 e a máxima de R$ 5,0135.

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Programa Investe+ Aeroportos amplia prazo contratual e viabiliza novos negócios no terminal de Brasília


Programa Investe+ Aeroportos amplia prazo contratual e viabiliza novos negócios no terminal de Brasília

O Aeroporto Internacional de Brasília passou a concentrar uma nova etapa de expansão comercial com apoio do programa Investe+ Aeroportos, do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor). A iniciativa permite contratos mais longos para uso econômico de áreas aeroportuárias e abriu espaço para empreendimentos de lazer, comércio e logística no terminal da capital federal.

Segundo o MPor, o conjunto de projetos soma mais de R$ 1,1 bilhão em investimentos privados. O principal empreendimento em andamento é um shopping center dentro do complexo aeroportuário, com mais de 60 mil metros quadrados de área construída, mais de 130 lojas, academia de 3 mil metros quadrados, praça de alimentação, dez restaurantes e seis salas de cinema. A inauguração está prevista para segunda-feira (15 de setembro).

De acordo com o ministério, a obra já emprega cerca de 650 trabalhadores e a estimativa é de aproximadamente 2 mil empregos diretos após a abertura. O programa também viabilizou a extensão do prazo de exploração comercial desses ativos até 2067, o que, na avaliação do governo, aumenta a previsibilidade para investimentos de maior porte.

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Durante visita às obras nesta quarta-feira (13), o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, afirmou que o programa foi estruturado para ampliar negócios no entorno dos aeroportos e diversificar serviços. Já o diretor comercial da Inframerica, Rogério Coimbra, disse que a medida altera o uso tradicional do terminal ao incorporar atividades de convivência e serviços.

O ministério informou ainda que cerca de 60% da receita dos aeroportos brasileiros já vem de atividades comerciais, enquanto 40% têm origem em tarifas aeroportuárias. Para a diretora do Departamento de Outorgas, Patrimônio e Políticas Regulatórias Aeroportuárias do MPor, Clarissa Barros, o fortalecimento das receitas acessórias tende a reduzir a pressão de custos sobre as passagens.

Além do shopping, o aeroporto deverá receber um clube com piscina de ondas, com investimento de R$ 450 milhões, e um Centro de Distribuição Logística, estimado em R$ 35 milhões. O projeto inclui ainda viveiro de espécies nativas do Cerrado e cerca de 3 mil mudas para paisagismo.

Pela modelagem apresentada pelo MPor, a ampliação do prazo contratual busca sustentar a diversificação de receitas dos aeroportos e servir de referência para novos projetos comerciais em outros terminais do país. O ministério não detalhou, até o momento, um cronograma nacional de expansão do programa além dos empreendimentos já anunciados.

Fonte: gov.br

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Decisão da UE ameaça mercado de US$ 1,8 bilhão para o Brasil


A retirada do Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal para a União Europeia acendeu um alerta no setor agropecuário. A medida, comunicada ao governo brasileiro nesta terça-feira (12/5), pode atingir um mercado que movimentou US$ 1,8 bilhão em 2025, segundo dados da Agrostat, sistema do Ministério da Agricultura. Apesar da preocupação, o MAPA e a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) reforçam que as exportações seguem normalmente e que a decisão só passaria a valer a partir de 3 de setembro de 2026.

Segundo a União Europeia, o Brasil ficou fora da atualização da lista por não ter apresentado garantias sobre a não utilização de antimicrobianos na pecuária, conforme informou a agência de notícias France Presse. O tema é sensível porque envolve regras sanitárias, acesso a mercados e a confiança internacional sobre os sistemas de controle de produtos de origem animal.

A decisão foi aprovada no âmbito do Comitê Permanente para Plantas, Animais, Alimentos e Ração da Comissão Europeia. Em nota oficial, o Ministério da Agricultura informou que recebeu a notícia “com surpresa” e destacou que, neste momento, os embarques brasileiros continuam ocorrendo normalmente.

O impacto potencial é relevante. A União Europeia é o segundo maior mercado para carnes brasileiras em valor, atrás apenas da China. Em 2025, o bloco comprou 368,1 mil toneladas de produtos brasileiros, com receita de US$ 1,8 bilhão. A carne bovina responde pela maior parte desse valor: foram US$ 1,048 bilhão em vendas e 128 mil toneladas embarcadas ao mercado europeu. O bloco é o terceiro maior destino da carne bovina brasileira, depois de China e Estados Unidos.

A carne de frango também aparece entre os produtos expostos à decisão. Em 2025, as exportações brasileiras de frango para a União Europeia somaram US$ 762 milhões, com volume de 230 mil toneladas. Outros produtos de origem animal, como o mel, também podem ser afetados. No ano passado, as vendas brasileiras de mel ao bloco europeu alcançaram US$ 6 milhões, com embarques de mil toneladas. Segundo a ABPA, o Brasil não exporta carne suína para a União Europeia.

O ponto central da controvérsia está nos antimicrobianos, substâncias usadas para tratar e prevenir infecções em animais. Alguns desses medicamentos também podem funcionar como promotores de crescimento. Para voltar à lista europeia, o Brasil terá de avançar em uma das frentes apontadas no material: restringir legalmente o uso dos medicamentos mencionados ou garantir que a carne exportada não contenha essas substâncias.

Na avaliação do governo brasileiro, há espaço para reverter a decisão antes que ela produza efeitos comerciais. O MAPA afirmou que tomará “prontamente todas as medidas necessárias” para que o país retorne à lista de autorizados e mantenha o fluxo de vendas ao mercado europeu, destino para o qual o Brasil exporta há 40 anos. O chefe da Delegação do Brasil junto à União Europeia tem reunião marcada para esta quarta-feira (13/5) com autoridades sanitárias do bloco para buscar explicações sobre a medida.

A ABPA também adotou tom de reação técnica. Em posicionamento oficial, a entidade informou que o Brasil, por meio do MAPA e com apoio do setor produtivo privado, prestará os esclarecimentos necessários à União Europeia sobre as diretrizes relacionadas aos antimicrobianos. A associação sustenta que o país cumpre integralmente os requisitos europeus, inclusive os regulamentos ligados ao tema.

A entidade ressaltou ainda que as exportações não estão suspensas. Segundo a ABPA, a lista de países em não conformidade ainda depende de publicação oficial e só entrará em vigor em 3 de setembro. Até lá, o setor pretende demonstrar que os protocolos exigidos pela União Europeia são atendidos pelas empresas brasileiras e fiscalizados pelo órgão oficial.

O setor produtivo também busca reforçar a imagem sanitária do país. Na nota, a ABPA afirma que o Brasil possui estruturas de controle produtivo, rastreabilidade, monitoramento veterinário e uso responsável de medicamentos, em linha com referências internacionais de saúde animal e segurança dos alimentos. O MAPA, por sua vez, destacou que o Brasil é o maior exportador mundial de proteínas de origem animal e tem sistema sanitário de qualidade internacional reconhecida.

Mesmo sem suspensão imediata, a decisão pressiona frigoríficos, exportadores, produtores e cadeias ligadas à proteína animal. O risco está na possibilidade de perda ou interrupção de acesso a um mercado de alto valor agregado, especialmente para a carne bovina, que tem na União Europeia um dos principais destinos em receita.

Nos próximos meses, o resultado das tratativas entre Brasil e União Europeia será decisivo para medir o tamanho do impacto. Se a medida for revertida antes de setembro, o efeito tende a ficar restrito à tensão diplomática e sanitária. Caso contrário, o agro brasileiro poderá enfrentar prejuízo em um mercado bilionário, com reflexos comerciais para carnes, produtos de origem animal e para a reputação sanitária do país no comércio internacional.





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Boulos defende fim da escala 6×1 e jornada de 40 horas sem transição


Boulos defende fim da escala 6x1 e jornada de 40 horas sem transição

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, defendeu nesta quarta-feira (13) a aplicação imediata do fim da escala 6×1 e da redução da jornada semanal para 40 horas, caso as propostas em análise na Câmara dos Deputados e no Senado sejam aprovadas. A declaração foi feita em audiência pública da comissão especial que discute as Propostas de Emenda à Constituição (PECs) 221/19 e 8/25.

Na audiência, Boulos afirmou que o texto final deveria prever “sem qualquer transição” ou, no máximo, um prazo de 30 a 60 dias para adaptação das empresas. Segundo o ministro, o debate sobre mudança na jornada já ocorre há mais de um ano e meio, o que, na avaliação dele, reduz a necessidade de um período mais longo de implementação.

A deputada Fernanda Melchionna (Psol-RS) disse que há articulações no Congresso para flexibilizar pontos centrais das propostas, incluindo mecanismos de compensação a empregadores e prazos maiores de transição. Já o vereador Rick Azevedo (Psol), fundador do Movimento Vida Além do Trabalho (VAT), relatou dificuldades de qualificação profissional e organização da vida pessoal sob o regime 6×1.

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Boulos também citou estudos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), além da experiência da Islândia com escala 4×3, para contestar críticas sobre possível perda de produtividade. Os números desses levantamentos, porém, não foram detalhados no material base da audiência.

Representantes do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) apresentaram pesquisas que relacionam jornadas extensas a adoecimento, mortes e pressão sobre a Previdência Social. Em contraponto, o deputado Rodrigo da Zaeli (PL-MT) questionou a base técnica dos estudos apresentados.

A comissão especial realizará nova audiência na próxima segunda-feira (18), com foco na posição dos empregadores. O debate pode influenciar a redação final das PECs, sobretudo em pontos como prazo de adaptação, manutenção salarial e efeitos sobre custos trabalhistas.

Fonte: camara.leg.br

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