terça-feira, junho 30, 2026

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Óleos vegetais recuam com volatilidade do petróleo



A commodity chegou a atingir o maior nível em três anos e meio


A commodity chegou a atingir o maior nível em três anos e meio
A commodity chegou a atingir o maior nível em três anos e meio – Foto: Abiove

Os óleos vegetais encerraram a semana sob pressão, em um ambiente marcado pela volatilidade do petróleo e pela reavaliação de fatores ligados ao setor de biocombustíveis. Segundo a StoneX, na semana encerrada em 8 de maio, o contrato de julho do óleo de soja fechou cotado a US¢ 74,32 por libra-peso, com queda de aproximadamente 1,12% em relação ao fechamento da semana anterior.

A commodity chegou a atingir o maior nível em três anos e meio, sustentada pela demanda robusta por biocombustíveis e pela escalada das tensões no Oriente Médio. No entanto, o movimento perdeu força ao longo do período, após relatos de avanço nas negociações de cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, o que reduziu o prêmio de risco embutido nas cotações e contribuiu para a reversão dos ganhos.

Apesar da queda do óleo de soja, os RINs D4 atingiram novo recorde histórico na semana, a US$ 2,075. O desempenho evidencia a tensão no mercado de créditos de biodiesel dos Estados Unidos, mesmo diante das oscilações do petróleo. O comportamento dos créditos reforça que as pressões no setor de biocombustíveis seguem relevantes, independentemente do ajuste observado em parte das commodities energéticas e agrícolas.

O óleo de palma também registrou queda semanal. O contrato de julho encerrou o período a US$ 1.162,27 por tonelada, baixa de 0,6%. Nesta segunda-feira, porém, o contrato apresentava recuperação, sendo negociado a US$ 1.159,20 por tonelada, com alta de 0,82%. O avanço era apoiado pela valorização do petróleo e do óleo de soja, mas encontrava limite nos dados do MPOB, que indicaram aumento dos estoques malaios em abril para 2,31 milhões de toneladas.

 





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Brasil tenta reverter veto da União Europeia à carne e animais brasileiros



Governo diz receber decisão “com surpresa”



Foto: Pixabay

O governo brasileiro afirmou nesta terça-feira (12) ter recebido “com surpresa” a decisão da União Europeia de retirar o Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal destinados ao consumo humano para o bloco europeu a partir de setembro deste ano. A manifestação foi feita em nota conjunta divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores, pelo Ministério da Agricultura e Pecuária e pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

“O governo brasileiro recebeu, hoje (12/5), com surpresa, a notícia da retirada do Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal destinados ao consumo humano para a União Europeia, a partir de 3 de setembro de 2026”, informou o comunicado oficial.

Segundo o governo, a decisão ocorreu após votação realizada no Comitê Permanente para Plantas, Animais, Alimentos e Ração da Comissão Europeia, que aprovou uma atualização da lista de países habilitados. A nota destaca que, neste momento, as exportações brasileiras de produtos de origem animal seguem ocorrendo normalmente.

“O Governo do Brasil tomará prontamente todas as medidas necessárias para reverter essa decisão, voltar à lista de países autorizados, e garantir o fluxo de vendas desses produtos para o mercado europeu, para o qual exporta há 40 anos”, afirmou o comunicado.

O chefe da delegação brasileira junto à União Europeia já tem reunião marcada para esta quarta-feira (13) com autoridades sanitárias do bloco europeu para buscar esclarecimentos sobre a medida.

Na nota, o governo brasileiro ressaltou ainda que o país possui um sistema sanitário reconhecido internacionalmente e destacou a posição do Brasil como maior exportador mundial de proteínas de origem animal e principal fornecedor de produtos agrícolas ao mercado europeu.





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Conab divulga resultado da habilitação de propostas da chamada Amazônia Viva


Conab divulga resultado da habilitação de propostas da chamada Amazônia Viva

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou nesta quarta-feira (13) o resultado da fase de habilitação das propostas inscritas na Chamada Pública Florestas e Comunidades: Amazônia Viva. A iniciativa, realizada em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e financiada pelo Fundo Amazônia, vai destinar R$ 80 milhões ao fortalecimento de sistemas socioprodutivos na Amazônia Legal.

Segundo a Conab, esta etapa corresponde à análise documental das propostas apresentadas por organizações da agricultura de base familiar e por organizações da sociedade civil, de forma individual ou em rede. A relação de propostas habilitadas e inabilitadas está disponível na página oficial do Amazônia Viva.

O edital prevê apoio a pelo menos 32 projetos, com valores entre R$ 500 mil e R$ 2,5 milhões por iniciativa. O objetivo é fortalecer sistemas produtivos sustentáveis e ampliar a comercialização de produtos da sociobiodiversidade amazônica em mercados institucionais e privados.

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As organizações proponentes poderão apresentar recurso entre esta quinta-feira (14) e domingo (18), exclusivamente por formulário eletrônico. A Conab informa que, nesta fase, não será permitido o envio de documentação complementar. Cada organização poderá protocolar apenas um recurso, em acesso único. Para entrar no sistema, o código solicitado corresponde ao Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) da proponente, digitado apenas com números.

No desenho mais amplo do programa, o projeto Florestas e Comunidades: Amazônia Viva tem custo total de R$ 96,6 milhões. Desse valor, R$ 80 milhões estão concentrados no edital de fomento socioprodutivo. Os R$ 16,6 milhões restantes serão destinados à sistematização e gestão de dados sobre sistemas produtivos da sociobiodiversidade e ao fortalecimento das estruturas da Conab na região.

Criado em 2008, o Fundo Amazônia é gerido pelo BNDES em coordenação com o Ministério do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas (MMA) e financia ações de prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento, além de iniciativas de uso sustentável da Amazônia Legal.

O próximo passo da seleção será a análise dos recursos pela Comissão Julgadora. De acordo com a Conab, uma nova lista de classificados poderá ser publicada em caso de redefinição das propostas selecionadas, conforme o cronograma do edital.

Fonte: gov.br

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produção de grãos cresceu 61% na última década


Grande produtor de café, leite, alho, batata e frutas como morango e laranja, Minas Gerais também vem ampliando sua participação na produção nacional de grãos. Estudo da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Seapa) aponta que a produção de milho, feijão, sorgo e soja no estado passou de 11,8 milhões de toneladas na safra 2015/2016 para uma estimativa de 18,9 milhões de toneladas em 2025/2026. O crescimento de 61% colocou Minas na sexta posição nacional, respondendo por cerca de 6% da produção brasileira.

Segundo o secretário de Agricultura, Thales Fernandes, a expansão do setor deve continuar impulsionada pelo avanço da agricultura de precisão, pelo uso de irrigação e pelo desenvolvimento de cultivares mais adaptadas às mudanças climáticas. As pesquisas vêm sendo conduzidas pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig). “Embora as pesquisas com o café estejam mais adiantadas, a tendência é que o melhoramento genético e a adaptação tecnológica avancem para culturas de grãos mais sustentáveis nas lavouras de soja, trigo, milho, feijão e sorgo”, ressaltou o secretário.

Para Thales Fernandes, outro fator importante para o crescimento da produção de grãos em Minas foi a intensificação do uso das áreas agrícolas. “Nos últimos anos, muitos produtores passaram a cultivar soja na primeira safra e milho na segunda, a chamada safrinha, período onde, normalmente, não havia uma escala de plantio definida. Isso permitiu ampliar a produção total utilizando a mesma área de forma mais eficiente”, explicou o secretário. Segundo ele, enquanto parte do milho de verão perdeu espaço para a soja, o milho de segunda safra avançou no estado. “A soja passou de 4,7 milhões para 9,2 milhões de toneladas no período e se consolidou como o segundo principal produto da pauta de exportações mineira, atrás apenas do café”, ressaltou.

Em relação à safra 2026/2027, o secretário afirmou que o cenário exige atenção diante das incertezas climáticas e econômicas. “Estamos vivendo um momento de incerteza com os juros altos, o El Niño chegando, o que pode atrasar as chuvas, a questão da guerra que tem bloqueado a passagem no Estreito de Ormuz e dificultando a chegada dos fertilizantes em nosso país”, afirmou Thales Fernandes.

De acordo com o 7º Levantamento de Estimativa de Produção de Grãos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra 2025/2026 em Minas Gerais deve alcançar 9,1 milhões de toneladas de soja, 7 milhões de toneladas de milho, 1,6 milhão de toneladas de sorgo e 499 mil toneladas de feijão. As regiões do Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba e Noroeste do estado seguem entre os principais polos produtores de grãos.

Além da expansão na produção de grãos, Minas Gerais lidera o ranking nacional nas produções de café, leite, alho, ervilha, batata-inglesa e rebanho de equinos. O estado também ocupa a segunda posição na produção de cana-de-açúcar, citros, feijão, banana e sorgo, além da terceira colocação em produtos como abacaxi, cebola, tomate, ovos e tilápia.





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Neil Redding diz que CEOs precisarão atuar como “maestros” na era da IA


Neil Redding diz que CEOs precisarão atuar como “maestros” na era da IA

O futurista Neil Redding afirmou, nesta terça-feira (13), durante o São Paulo Innovation Week (SPIW), em São Paulo, que a inteligência artificial (IA) deve alterar a função das lideranças nas empresas. Segundo ele, a velocidade de execução da tecnologia pressiona estruturas corporativas e exige um modelo de gestão mais voltado à coordenação de capacidades humanas e digitais.

Redding, que se dedica ao estudo de tendências tecnológicas de curto prazo, apresentou o conceito de “clock drift”, expressão usada por ele para descrever o descompasso entre a velocidade de avanço da IA e o ritmo interno das organizações. Na avaliação do especialista, processos burocráticos e modelos hierárquicos podem dificultar a adaptação empresarial.

“A IA pode tornar a execução barata e rápida. Quando a execução supera a velocidade de decisão, a solução não é um controle mais rígido. É um tipo de liderança completamente diferente”, afirmou Redding durante o evento.

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Na explicação do futurista, a IA deixa de operar apenas como ferramenta de apoio e passa a participar mais diretamente dos fluxos de negócio. Com isso, o trabalho da liderança tende a se concentrar menos na supervisão individual de tarefas e mais na organização contínua entre equipes, sistemas automatizados e agentes inteligentes.

Redding comparou esse novo papel ao de um maestro. Segundo ele, cada profissional e cada sistema passa a desempenhar uma função específica, enquanto a liderança ajusta a atuação do conjunto de acordo com mudanças de contexto, capacidade e resultado.

Para o especialista, esse processo envolve monitorar competências em evolução, avaliar entregas, redistribuir responsabilidades entre humanos e máquinas e revisar padrões de interação. Nesse cenário, o risco para as empresas não estaria apenas na lentidão operacional, mas na manutenção de modelos de negócio inadequados para novas demandas.

Redding afirmou que a adaptação à IA dependerá da capacidade das companhias de revisar continuamente sua forma de operar. Não foram apresentados, na palestra, dados numéricos sobre produtividade ou adoção da tecnologia por setor específico.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Boa Safra registra lucro de R$ 27,4 milhões no primeiro trimestre de 2026


Boa Safra registra lucro de R$ 27,4 milhões no primeiro trimestre de 2026

A Boa Safra informou nesta terça-feira (13) lucro líquido consolidado de R$ 27,4 milhões no primeiro trimestre de 2026, alta de 62% sobre igual período de 2025. Segundo a companhia, o resultado foi impactado por um efeito não recorrente relacionado à venda das cotas remanescentes do SNAG11, fundo de investimento nas cadeias agroindustriais (Fiagro) da Suno Asset. Sem esse efeito, o lucro líquido recorrente ficou em R$ 3,7 milhões, queda de 36% em um ano.

A receita operacional líquida da produtora de sementes de soja cresceu 20% no trimestre, para R$ 132,1 milhões. O lucro bruto somou R$ 27,1 milhões, revertendo o resultado praticamente nulo apurado no primeiro trimestre do ano passado. Com isso, a margem bruta chegou a 21%.

No resultado operacional, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) contábil ficou positivo em R$ 9,9 milhões, ante saldo negativo de R$ 15,5 milhões um ano antes. Já o Ebitda ajustado permaneceu negativo em R$ 25,4 milhões, mas melhorou em relação aos R$ 38,7 milhões negativos do primeiro trimestre de 2025.

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O diretor financeiro e de Relações com Investidores da Boa Safra, Felipe Marques, afirmou que a diferença entre o lucro consolidado e o lucro ex-SNAG11 busca dar comparabilidade ao desempenho recorrente da operação. Segundo ele, a exclusão do efeito da saída do fundo permite avaliar com mais precisão as operações em continuidade.

A companhia também informou carteira de pedidos de cerca de R$ 1,5 bilhão ao fim de março, valor recorde para um primeiro trimestre e aproximadamente R$ 100 milhões acima do registrado em igual intervalo de 2025. Para o CEO da Boa Safra, Marino Colpo, esse indicador serve como referência para o desempenho ao longo do ano, já que a maior parte das entregas de sementes de soja ocorre no segundo semestre.

A diversificação de negócios contribuiu para a receita no início do ano. As novas culturas, serviços e insumos somaram R$ 82 milhões, avanço de 31%, e responderam por 76% das vendas de sementes no período.

A pressão sobre o resultado recorrente veio principalmente do aumento das despesas financeiras, que cresceram 78%, para R$ 79,3 milhões. Os juros sobre empréstimos passaram de R$ 18,6 milhões para R$ 57,6 milhões, refletindo emissões de certificados de recebíveis do agronegócio (CRA) feitas em 2025. Em contrapartida, a estrutura alongou o perfil da dívida: de uma dívida bruta de R$ 1,63 bilhão, R$ 61,7 milhões vencem em menos de um ano, segundo a companhia.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Câmara debate uso de análise de custo-benefício para priorizar gastos em saúde e educação


Câmara debate uso de análise de custo-benefício para priorizar gastos em saúde e educação

O Centro de Estudos e Debates Estratégicos da Câmara dos Deputados (Cedes) promoveu, nesta quarta-feira (13), uma conferência sobre o uso da análise de custo-benefício na definição de prioridades do gasto público. No debate, o acadêmico dinamarquês Björn Lomborg defendeu que governos direcionem recursos para políticas com maior retorno social mensurável, com destaque para educação e saúde.

Durante a apresentação, Lomborg afirmou que a principal pergunta do gestor público deve ser onde o recurso investido gera maior benefício. Para sustentar a proposta, ele comparou áreas de investimento e citou estimativas segundo as quais políticas de “zero líquido” de emissões de carbono até 2050 poderiam custar cerca de US$ 27 trilhões por ano, para um benefício de US$ 4,5 trilhões. Os números foram apresentados pelo pesquisador durante o evento.

Na avaliação do acadêmico, medidas focalizadas em capital humano tenderiam a apresentar retorno social mais elevado. Na educação, ele mencionou pedagogia estruturada e softwares educativos, que, segundo sua exposição, poderiam gerar R$ 65 em benefício social para cada R$ 1 investido. Na saúde, citou a ressuscitação neonatal como exemplo de política de baixo custo e alto potencial de salvar vidas.

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O debate também abordou mudanças climáticas. Lomborg reconheceu o aquecimento global como um problema real, mas afirmou que a capacidade de adaptação varia conforme o nível de renda e infraestrutura. Como exemplo, comparou os efeitos de furacões em regiões pobres e ricas para defender que crescimento econômico amplia a resiliência a desastres.

A fala foi questionada por participantes quanto à aplicação dessa lógica em contextos de emergência humanitária e desastres ambientais no Brasil. Outro ponto levantado foi o peso da biodiversidade nas decisões públicas.

Entre as autoridades presentes, o deputado Márcio Jerry (PCdoB-MA), presidente do Cedes, afirmou que decisões de governo devem ser orientadas por evidências. O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Nauê Bernardo Azevedo disse que o desenho das políticas públicas é decisivo para que os recursos cheguem à população. Já o consultor-geral da Câmara, José Evande Araújo, e a consultora-geral adjunta, Elisangela Moreira Batista, defenderam critérios técnicos e transparentes na escolha das prioridades fiscais.

A discussão no Cedes reforçou a análise de custo-benefício como instrumento de apoio à formulação de políticas públicas, especialmente em cenário de restrição orçamentária. No evento, não foram apresentados detalhamentos metodológicos adicionais das estimativas citadas por Lomborg.

Fonte: camara.leg.br

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Marcos Tavares é eleito presidente da Comissão de Trabalho da Câmara


Marcos Tavares é eleito presidente da Comissão de Trabalho da Câmara

A Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados elegeu, nesta quarta-feira (13), o deputado Marcos Tavares (PDT-RJ) para a presidência do colegiado. O parlamentar recebeu 15 votos e assume o posto após a renúncia de Max Lemos, também do Rio de Janeiro, eleito em fevereiro e que deixou a função depois de mudar de partido durante a janela partidária.

A troca ocorreu porque, por acordo partidário, a presidência da comissão cabe ao Partido Democrático Trabalhista (PDT). Durante a janela partidária, Max Lemos se filiou ao União Brasil, o que levou à necessidade de nova eleição para manter o comando da comissão com a legenda definida no acordo.

Natural de Duque de Caxias (RJ), Marcos Tavares é advogado e exerce o primeiro mandato como deputado federal. Antes de chegar à Câmara, foi vereador e secretário de Meio Ambiente e Proteção Animal no município fluminense.

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Ao deixar a presidência, Max Lemos afirmou que o período à frente da comissão foi marcado por debates e votações de projetos e requerimentos. Entre os temas citados por ele está a discussão sobre o fim da jornada de trabalho no modelo 6 por 1. Segundo o deputado, o debate continuará em comissão especial, com foco na construção de um texto que considere as condições dos trabalhadores e os efeitos sobre o setor produtivo.

A Comissão de Trabalho analisa propostas ligadas a relações trabalhistas, organização sindical, emprego e fiscalização das normas do setor. Por isso, a mudança no comando pode influenciar a condução de pautas com impacto regulatório sobre empresas e trabalhadores. Até o momento, não foram detalhadas novas prioridades da gestão de Marcos Tavares.

Os próximos passos da comissão devem ser definidos nas reuniões seguintes, quando a nova presidência poderá indicar a agenda de votações e o encaminhamento de debates em andamento.

Fonte: camara.leg.br

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Americanas registra prejuízo de R$ 336 milhões no 1º trimestre de 2026


Americanas registra prejuízo de R$ 336 milhões no 1º trimestre de 2026

A Americanas informou, nesta terça-feira (13), prejuízo líquido de R$ 336 milhões nas operações continuadas do primeiro trimestre de 2026. O resultado representa redução de 24,8% em relação à perda de R$ 447 milhões registrada no mesmo período de 2025. Segundo a companhia, o desempenho foi sustentado pelo crescimento das vendas, pela redução do peso das despesas operacionais e pela integração entre lojas físicas e digital.

No trimestre encerrado em março, a receita líquida da varejista somou R$ 3,1 bilhões, alta de 20,2% na comparação anual. O lucro bruto avançou 16,6%, para R$ 834 milhões. A margem bruta, porém, recuou 0,8 ponto porcentual, para 27,0%.

O Ebitda ajustado ficou positivo em R$ 15 milhões, revertendo o resultado negativo de R$ 26 milhões apurado no primeiro trimestre de 2025. Já as despesas com vendas, gerais e administrativas (SG&A) totalizaram R$ 851 milhões, alta anual de 3,9%. Em relação à receita líquida, esse indicador caiu de 31,9% para 27,6%, o que, segundo a empresa, indica ganho de eficiência operacional.

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Em entrevista ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, o presidente da Americanas, Fernando Soares, afirmou que a companhia tem priorizado as lojas físicas e integrado o digital à operação. De acordo com o executivo, a estratégia ganhou tração na Páscoa, com retirada em loja e entregas a partir das unidades físicas.

O diretor financeiro da companhia, Sebastien Durchon, disse que o cartão da varejista já movimentou mais de R$ 1 bilhão em transações em menos de um ano, com emissão superior a 100 mil cartões por mês.

O resultado financeiro permaneceu negativo em R$ 131 milhões, mas melhorou 26,8% frente às perdas de R$ 179 milhões de um ano antes. A companhia também registrou R$ 28 milhões em despesas ligadas à investigação sobre fraudes contábeis, acima dos R$ 15 milhões do primeiro trimestre de 2025.

A Americanas informou ainda que parte do crescimento do trimestre foi favorecida pelo efeito calendário da Páscoa. Considerando os quatro primeiros meses de 2026, as vendas em mesmas lojas cresceram 7,8%. No resultado consolidado, incluindo operações descontinuadas, o prejuízo líquido foi de R$ 329 milhões, ante R$ 496 milhões no mesmo intervalo do ano passado.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Câmara debate repasses ligados a Daniel Vorcaro e volta a defender CPI do Banco Master


Câmara debate repasses ligados a Daniel Vorcaro e volta a defender CPI do Banco Master

O Plenário da Câmara dos Deputados debateu nesta quarta-feira (13) a abertura de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para apurar a atuação do Banco Master e a relação do empresário Daniel Vorcaro com agentes públicos. A discussão ganhou força após a divulgação de que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu ajuda financeira a Vorcaro para o filme biográfico do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo as informações divulgadas, Flávio Bolsonaro confirmou, em vídeo publicado nas redes sociais, que solicitou apoio financeiro a Vorcaro, mas negou qualquer irregularidade. O senador também se manifestou a favor da instalação da CPI.

De acordo com relatos publicados pela imprensa, ao menos R$ 61 milhões teriam sido transferidos a pedido de Flávio Bolsonaro entre fevereiro e maio de 2025. As mesmas reportagens informam que mensagens e um áudio de setembro de 2025 indicariam cobrança direta dos repasses ao empresário. Não há, no conteúdo disponível, detalhamento oficial sobre a natureza jurídica dessas transferências, nem manifestação técnica de órgãos de controle sobre eventual enquadramento legal.

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O tema dividiu líderes partidários no Plenário. O líder da maioria, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), criticou a conduta do senador e citou o fato de o áudio ter sido enviado, segundo ele, dois dias antes da prisão de Vorcaro pela Polícia Federal. Já o líder da oposição, deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), afirmou que, até o momento, não vê ilegalidade no pedido e defendeu investigação para esclarecimento dos fatos.

Vorcaro está preso e é investigado por fraudes financeiras bilionárias, segundo o material apresentado na sessão. A discussão sobre a CPI passa, portanto, por dois eixos: a apuração da atuação do Banco Master e a verificação de vínculos financeiros entre o empresário e pessoas públicas.

O avanço de uma eventual CPI dependerá de apoio político e de requisitos regimentais na Câmara. Até o momento, com base nas informações disponíveis, não foram divulgados novos documentos oficiais no Plenário que detalhem as transferências ou concluam sobre irregularidades.

Fonte: camara.leg.br

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