segunda-feira, junho 29, 2026

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Superávit do Funcafé: R$ 290 milhões destinados ao Fundo Nacional sobre Mudança do Clima


O Conselho Monetário Nacional oficializou a destinação de mais de R$ 290 milhões do superávit financeiro do Funcafé para o Fundo Nacional sobre Mudança do Clima. O valor, apurado até o final de 2025, será aplicado em projetos de transição energética e adaptação climática até 2030.

Debate no setor produtivo

A medida gerou discussões no setor produtivo, especialmente entre os cafeicultores. Em entrevista, o presidente do Conselho Nacional do Café expressou que os recursos do Funcafé deveriam ser considerados intocáveis, uma vez que o fundo foi criado para proteger os produtores em momentos de dificuldade.

Desafios enfrentados pelos produtores

  • Condições climáticas adversas, como granizo e temperaturas elevadas.
  • Falta de chuva em períodos críticos para a cultura do café.
  • Impacto da destinação dos recursos na proteção dos 330 mil produtores de café.

O presidente destacou que a falta de renda no campo pode levar os produtores a migrar para as cidades, o que afetaria a estrutura urbana e a segurança pública. Ele defendeu que o fundo deve permanecer intocável em qualquer circunstância, ressaltando a importância de preservar a produção de café e a sustentabilidade do setor.

Posição sobre o projeto de preservação do clima

Embora a posição do setor seja contrária à destinação dos recursos, os cafeicultores afirmam ser favoráveis a projetos de preservação do clima, desde que os fundos utilizados para isso não comprometam a segurança financeira dos produtores.

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Governo federal retoma produção de fertilizantes na Bahia com investimento de R$ 100 milhões


O governo federal anunciou a retomada da produção de fertilizantes na fábrica de insumos nitrogenados localizada em Camaçari, na Bahia. A reabertura faz parte do Plano Nacional de Fertilizantes, lançado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária em 2022, e representa um investimento de R$ 100 milhões.

Capacidade de produção e impacto econômico

A fábrica possui uma capacidade de produção de 1.300 toneladas diárias de ureia, o que corresponde a aproximadamente 5% da demanda nacional. Com a reativação da planta, estima-se a geração de 900 empregos diretos e 2.700 indiretos.

Autoridades presentes no anúncio

A retomada foi anunciada na presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da presidente da Petrobras, Magda Chambriard, do ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, e do governador da Bahia, Jerônimo Rodriguez, entre outras autoridades.

Contexto da reabertura

A fábrica estava fechada desde 2019 e sua reativação é vista como um passo importante para a segurança alimentar do Brasil, que é um dos maiores produtores de alimentos do mundo. O governo enfatiza a necessidade de reduzir a dependência de importações de fertilizantes, que atualmente representam 90% do que a agricultura nacional utiliza.

Metas do Plano Nacional de Fertilizantes

O Plano Nacional de Fertilizantes tem como meta atender entre 45% e 50% da demanda interna até 2050, através do desenvolvimento de tecnologias adaptadas às condições brasileiras, com foco na sustentabilidade e no uso de nutrientes orgânicos.

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Dependência do Brasil em fertilizantes é tema de análise crítica


Em uma análise crítica, Miguel Daúd discute a dependência do Brasil na importação de fertilizantes, mesmo sendo um dos maiores produtores de alimentos do mundo. Ele destaca que essa situação coloca o país em uma posição vulnerável diante do mercado global e dos preços internacionais.

Dificuldades na produção de fertilizantes

Daúd aponta que o Brasil enfrenta desafios significativos para produzir fertilizantes, principalmente devido ao chamado ‘custo Brasil’. Entre os principais fatores estão:

  • Altos custos de produção
  • Taxas de juros elevadas que afetam a rentabilidade dos produtores
  • Endividamento crescente dos agricultores

Impactos na agricultura

O especialista ressalta que, apesar do Brasil ter avançado na autossuficiência alimentar, a dependência de fertilizantes importados pode comprometer a sustentabilidade do setor agrícola. Ele menciona que:

  • O país poderá produzir apenas 50% dos fertilizantes necessários até 2050
  • A agricultura familiar tem um papel crucial na segurança alimentar
  • Os produtores estão enfrentando margens de lucro cada vez mais apertadas

Desafios econômicos e políticos

Daúd critica a falta de ações efetivas por parte do governo e do Congresso para resolver os problemas estruturais que afetam a agricultura. Ele enfatiza que:

  • O endividamento dos produtores é um reflexo de políticas inadequadas
  • O apoio financeiro aos agricultores é insuficiente
  • A dependência de importações pode aumentar a vulnerabilidade do Brasil no mercado global

Em conclusão, a análise de Miguel Daúd evidencia a necessidade urgente de políticas que promovam a autossuficiência na produção de fertilizantes e a sustentabilidade do setor agrícola brasileiro.

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Avicultores do Espírito Santo definem prioridades para 2026


A Associação dos Avicultores do Espírito Santo apresentou os resultados das ações desenvolvidas em 2025 e definiu as prioridades estratégicas para o próximo ciclo. O diretor executivo da associação, Nélio Ande, destacou os desafios e as perspectivas para o setor avícola no estado.

Resultados de 2025

O ano de 2025 foi considerado positivo, embora com espaço para melhorias. A associação trabalhou em várias vertentes, priorizando:

  • Sanidade
  • Indústria
  • Tributário
  • Logística
  • Abastecimento

Desafios de sanidade

A sanidade é uma questão crucial, especialmente após os recentes casos de gripe aviária que impactaram as exportações. O Espírito Santo manteve um alerta constante e a associação atuou em conjunto com entidades estaduais e nacionais para garantir a segurança dos plantéis comerciais.

Exportação e logística

O Espírito Santo é responsável por mais de 9% da produção nacional de ovos, mas enfrenta desafios na exportação de frango e ovos devido à logística. A associação busca melhorar a estrutura de exportação e a aquisição de insumos, que atualmente dependem de outros estados.

Perspectivas para 2026

Para 2026, a associação continuará a trabalhar em prol da sanidade e da competitividade do setor, buscando soluções para os desafios logísticos e de abastecimento. O objetivo é fortalecer a posição do Espírito Santo como um importante produtor de proteína animal no Brasil.

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Uso de inteligência artificial acelera decisões nas granjas brasileiras


O uso da inteligência artificial nas granjas brasileiras está se consolidando como uma ferramenta essencial para a transformação da produção animal. Essa tecnologia permite que dados sejam convertidos em decisões mais rápidas e precisas, beneficiando suinocultores, avicultores e técnicos do setor.

Transformação na nutrição animal

A inteligência artificial começa a ganhar espaço na nutrição animal, prometendo revolucionar a forma como os produtores lidam com os desafios da produção. Entre as principais vantagens, destacam-se:

  • Análise de dados em tempo real
  • Identificação de falhas nutricionais
  • Previsão de problemas sanitários
  • Antecipação de situações de risco

Desafios e oportunidades

Apesar do avanço, a conectividade ainda é um desafio para muitas propriedades rurais no Brasil. No entanto, aqueles que têm acesso à internet podem utilizar a inteligência artificial para:

  • Predizer problemas nutricionais
  • Identificar questões de saúde e ambiência
  • Melhorar a eficiência da produção

Decisões mais rápidas no campo

A tecnologia não apenas facilita a coleta de informações, mas também permite que produtores e técnicos tomem decisões mais ágeis. Com dados precisos, é possível:

  • Reduzir prejuízos na produção
  • Melhorar a eficiência da fábrica de ração
  • Receber informações diretamente em dispositivos móveis

Assim, a inteligência artificial se apresenta como uma aliada fundamental para o futuro da produção animal no Brasil, promovendo uma gestão mais eficiente e informada nas granjas.

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Nova frente fria traz instabilidades e queda de temperatura no Sul


O final de semana será marcado por um aumento de instabilidades em áreas do centro-sul do Brasil. No domingo, uma nova frente fria avança pela região sul, trazendo uma massa de ar polar que deve provocar a queda das temperaturas em diversas localidades.

Previsão do tempo

De acordo com meteorologistas, a temperatura no centro-sul do país já começa a cair neste sábado, com mínimas na casa de 7ºC. O frio deve avançar para São Paulo e Mato Grosso do Sul a partir de domingo, com mínimas entre 10ºC e 12ºC.

Risco de geada

Especificamente na região sul, há risco de geada nos três estados, com temperaturas podendo chegar a níveis negativos na Serra Gaúcha e na Serra Catarinense. As mínimas podem ficar abaixo de 5ºC entre terça e quinta-feira da próxima semana.

Precipitações

A frente fria também traz chuvas para o Paraná, São Paulo e sul de Minas Gerais, com acumulados que podem variar entre 15 e 20 mm. A previsão é que a chuva persista na próxima semana, especialmente em São Paulo e sul de Minas Gerais, com acumulados que podem ultrapassar 50 mm entre os dias 21 e 25 de maio.

Impactos na agricultura

As chuvas são esperadas para ajudar a aumentar a umidade do solo, beneficiando as lavouras, especialmente em regiões como Colatina, no Espírito Santo, onde a colheita de café já está em andamento.

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Acordo Mercosul-União Europeia pode impactar vinhos gaúchos


O acordo entre o Mercosul e a União Europeia pode trazer desafios significativos para o setor vitivinícola brasileiro, especialmente para as vinícolas gaúchas. Com a entrada de rótulos europeus mais competitivos no mercado, os produtores locais expressam preocupação em relação à sua competitividade.

Desafios para o setor vitivinícola

As vinícolas gaúchas têm investido cada vez mais em produção sustentável, mas enfrentam obstáculos, principalmente relacionados à tributação. Atualmente, um rótulo brasileiro chega ao mercado com pelo menos 50% de impostos, o que impacta diretamente no preço e na escolha do consumidor.

Produção e reconhecimento

O Brasil é o quinto maior produtor de vinhos do hemisfério sul, com a Serra Gaúcha concentrando a maior parte dos vinhedos tradicionais. Além disso, o estado é reconhecido internacionalmente pela qualidade de seus espumantes. Em 2025, foram produzidas quase 140 milhões de garrafas, segundo a radiografia da Agropecuária Gaúcha.

Expectativas e crescimento

O setor vitivinícola está se adaptando às novas condições de mercado e trabalha para reduzir custos de produção, mantendo a qualidade dos produtos. O evento que reúne mais de 400 marcas nacionais e internacionais é uma oportunidade para mostrar o potencial dos vinhos brasileiros, que receberam mais de 700 premiações no último ano. A expectativa é que, com o acordo Mercosul, a competitividade entre as vinícolas aumente, impulsionando o crescimento do setor nos próximos anos.

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AgroNewsPolítica & Agro

Pesquisa inédita na Epagri desenvolve manejo sustentável de pragas no cultivo de pitaia em SC


A busca por alternativas para diversificar a produção levou muitos agricultores nos últimos 15 anos a apostar no cultivo de pitaia, uma fruta rústica originária da América Central, que conseguiu se adaptar ao litoral do Estado, com projeção de colheita de 7,6 mil toneladas em 2026. Este feito só foi possível graças ao empenho de pesquisadores, que estão construindo um conjunto de conhecimentos para melhorar a produtividade da nova cultura e fazer o controle biológico das pragas, que surgiram a partir do momento que o cultivo se tornou comercial. 

O resultado desses esforços, na área de entomologia, foi a identificação de 19 potenciais pragas, entre percevejos, caracol, besouros e formigas. “A maior parte são percevejos porque estão presentes em outras culturas da região, principalmente grãos, que são colhidos no início do ano, na mesma época da safra da pitaia”, explica o entomologista Marcelo Mendes de Haro. 

Por demanda dos produtores, a Estação Experimental da Epagri em Itajaí (EEI) começou um trabalho pioneiro com pesquisadores e extensionistas em 2016 para que a cultura da pitaia catarinense ganhasse em qualidade, variedade e produtividade. 

“Havia uma dificuldade muito grande na época porque tudo que se sabia sobre pitaia era baseado em literatura estrangeira. E pelo fato de não ter praticamente nenhum defensivo agrícola registrado no Ministério de Agricultura e Pecuária (MAPA), a única forma de combater pragas é através da manipulação do ambiente e do controle biológico”, aponta o pesquisador, que se especializou em unir os conhecimentos agronômicos com ecologia. 

Marcelo é autor do projeto de pesquisa “Manejo integrado de pragas de pitaia: desenvolvimento e implementação de tecnologias de produção orgânica”, financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa em Santa Catarina (Fapesc) e finalizado em 2024. O estudo apontou a presença de 10 percevejos, três espécies de besouros, duas espécies de caracóis e dois grupos de formigas, além de uma espécie de abelha-irapuá, protegida pela norma do Conama 346/2004, que regulamenta o manejo de abelhas nativas sem ferrão. “Por ser uma espécie polinizadora não se pode nem retirar o ninho, muito menos utilizar inseticidas”, pontua.

O pesquisador explica que cada praga atinge o pomar em um estágio de desenvolvimento da planta. Os caracóis se alimentam dos brotos e atrasam a maturidade do pomar em até três anos. Os besouros desfolhadores, conhecidos como vaquinhas, se alimentam do caule. A formiga carpinteira cava o fruto no início do outono para fazer seu ninho, e a formiga cortadeira corta o caule para cultivar o fungo do qual se alimenta. Já os percevejos se alimentam da seiva do fruto, caule e botão floral. “Eles não causam dano à polpa, mas deixam a fruta feia, afetando a viabilidade comercial”, explica.

O entomologista trabalha em parceria com o engenheiro-agrônomo e fitotecnista Alessandro Borini Lone, que fez mestrado e doutorado na Universidade Estadual de Londrina (UEL) sobre cultivo de pitaia. Desde 2016, Alessandro e Marcelo fazem visitas técnicas às propriedades, participam de Dia de Campo e capacitam técnicos e extensionistas de todo o Estado ensinando técnicas de manejo sustentáveis. 

Marcelo explica que o controle biológico tem três pontos principais: cobertura do solo, adubação equilibrada e uso de quebra-ventos para proteger as plantas das intempéries e enriquecer o ecossistema. “O solo nunca pode estar descoberto. É preciso ter mais plantas no ambiente para que outros insetos se alimentem da praga”, ensina. 

No verão, a recomendação é o amendoim-forrageiro e no inverno, um mix de sementes (aveia preta e branca, centeio, nabo-forrageiro e ervilhaca). A adubação varia de acordo com a análise de solo. Para garantir um solo fértil e produtivo, o agricultor pode acessar, através das políticas públicas, o Kit Solo Saudável. São duas cotas para cada produtor no valor de R$3.150,00. Em relação aos quebra-ventos, Marcelo recomenda o plantio de hibiscos e manacá, cujas flores multicoloridas atraem as pragas. “Até bananeiras são úteis porque atraem insetos benéficos que são predadores das pragas”, revela. 

Em 2025 Alessandro deu início à pesquisa “Seleção de genótipos de pitaia para Santa Catarina” com o objetivo de desenvolver cultivares adaptados às características edafoclimáticas (solo e clima) do Litoral catarinense. O banco de germoplasma de pitaia na EEI já dispõe de 80 híbridos, que serão avaliados até 2027 para iniciar a pré-seleção de materiais. No ano passado foram avaliados 40 híbridos e este ano mais 20, resultando na seleção de oito materiais promissores.

“Esta primeira etapa de melhoramento genético é dedicada à busca por frutos de qualidade, com bom potencial de dulçor, tamanho, cor da casca e polpa e viabilidade econômica”, explica. Paralelamente, Alessandro iniciou em 2026 um novo projeto em parceria com o melhorista Ramon Scherer, com recursos do CNPQ. 

A pesquisa “Melhoramento de banana e pitaia a partir da pré-seleção de materiais” prevê a realização de um ensaio da produtividade no campo a partir da clonagem de materiais por estaquia, e um comparativo com cultivares comerciais. Até hoje, apenas a Embrapa tem cultivares de pitaia registradas no Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA). 

A falta de informações sobre cultivo de pitaia no Estado levou a Epagri a publicar o primeiro boletim técnico, em 2020. “Cultivo de Pitaia” foi baseado numa capacitação realizada na EEI para que técnicos e extensionistas pudessem atender às demandas dos produtores. A publicação trouxe informações sobre produção de mudas, Sistema de Plantio Direto de Hortaliças (SPDH), adubação, identificação e manejo de pragas, doenças, polinização e colheita. Participaram da publicação, além de Alessandro e Marcelo, o especialista em solo, Gelton Guimarães, o fitopatologista André Beltrame, e os extensionistas Diego da Silva e Ricardo Martins.

Em 2022, foram publicados dois folders técnicos assinados por Alessandro e Marcelo. “Controle de caracóis em pomares de pitaia” traz informações sobre as espécies que atacam os pomares, os danos produzidos na planta e a forma correta de fazer o controle com calda bordalesa. “Ensacamento de frutos de pitaia no manejo de pragas” ensina a técnica de proteger as frutas de percevejos, abelha-irapuá e formigas com um saco de TNT por um período de 30 dias após a polinização, o que reduz em até 65% as lesões do fruto. E no ano passado, Alessandro assinou com Gelton um capítulo da atualização técnica de “Calagem e adubação em frutíferas”, intitulado “Calagem, adubação e nutrição da cultura da pitaia”.

No mesmo ano foi publicado o livro “Pitaia no Brasil: nova opção de cultivo“, de autoria dos extensionistas Maria do Céu Monteiro da Cruz e Ricardo Sant’Anna Martins, que atuam no sul do Estado, região que concentra a mais parte dos produtores de pitaia catarinenses. A obra traz dados de socioeconomia, espécies, melhoramento genético, cultivares, biologia floral, polinização, propagação, instalação do pomar, adubação, controle de pragas e doenças, colheita, pós-colheita e cultivo orgânico.

Para popularizar o consumo e agregar valor ao produto, foi lançado em março, durante a 2ª FrutiEEI, em parceria com a extensão, o boletim didático “Receitas com pitaia”. A publicação traz dicas de congelamento e preparos inusitados, como a farinha de pitaia e o Tempurá de Botão Floral, entre outras delícias doces e salgadas. Participaram da elaboração das receitas os extensionistas sociais Natalia Kowinkiewicz (ex gestora do Cetrei), Geisebel Patrício e Márcio Palhano. Todas as obras estão disponíveis para download.

Tempurá de botão floral

Ingredientes 

4 botões florais médios (12 a 13cm)100g de farinha de trigo 20g de amido de milho 2 colheres de sopa de maionese 150ml de água gelada Sal Temperos a gosto 

Modo de preparo 

Misture os ingredientes secos, acrescente a maionese e a água aos poucos. Corte os botões em quatro partes. Passe na farinha de trigo. Empane com a massa, frite em óleo a 180°C até dourar. Se preferir um empanamento mais leve, acrescente mais água à massa, deixando a mistura mais líquida. Sirva com molho de sua preferência.

Por Renata Rosa, jornalista bolsista da Epagri/Fapesc

Informações para a imprensaIsabela Schwengber, assessora de comunicação da Epagri(48) 3665-5407 / 99161-6596





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Governo Federal reativa fábrica de fertilizantes na Bahia


Foto: SEAUD/PR

Com investimento de 100 milhões de reais, a Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados da Bahia (Fafen-BA) tem capacidade de produção de 1,3 mil toneladas diárias de ureia, volume equivalente a aproximadamente 5% da demanda nacional.

De acordo com o Governo Federal, a reativação da planta em Camaçari (BA) permitirá a geração de 900 empregos diretos e 2,7 mil empregos indiretos.

A retomada foi anunciada nesta quinta-feira (14), na presença do presidente Lula, da presidente da Petrobras, Magda Chambriard, do ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, do governador da Bahia Jerônimo Rodrigues e demais autoridades.

“É a reabertura de mais uma fábrica fechada, hibernada. Essa fábrica foi fechada em 2019, persistiu hibernada, voltou a funcionar em 2023, fechada outra vez. E agora a gente retoma dessa vez com esforço da Petrobras e com a operação terceirizada da Engeman. Nós reabrimos a Fafen Sergipe a Ansa no Paraná e estamos em tratativas para finalização da construção da UFN-III no Mato Grosso do Sul”, disse a presidente da Petrobras, Magda Chambriard.

“A segurança alimentar do planeta, porque o Brasil é o celeiro do planeta. Com essas plantas (fábricas) funcionando, nós vamos ter 35%, como disse a presidente, da capacidade retomada de produzir”, enfatizou o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula.

“O Brasil é o segundo maior produtor de alimento, tem hora que o terceiro e está deficiente de fertilizante. E o Brasil não pode ser importador de 90% do fertilizante que a nossa agricultura precisa. O Brasil precisa ser dono do seu nariz e produzir os fertilizantes. E as pessoas não se dão conta do prejuízo da nação quando você deixa uma coisa como essa sem produzir. Dá orgulho de ver que a gente tem capacidade de ser competitivo em muitas áreas”, destacou o presidente Lula.

Importância

Os fertilizantes são insumos essenciais para a manutenção e aumento da produtividade agrícola nacional.

De acordo com o Governo Federal, a retomada faz parte do Plano Nacional de Fertilizantes, lançado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em 2022, que tem como meta atender entre 45% e 50% da demanda interna até 2050 por meio do desenvolvimento de tecnologias adaptadas às condições brasileiras, com ênfase na sustentabilidade, como o uso de nutrientes orgânicos e o reaproveitamento de resíduos.

Dificuldades

O analista político e econômico do Canal Rural, Miguel Daoud, comentou o assunto durante o Rural Notícias desta sexta-feira (15).

Segundo Daoud, o Brasil ainda não é autossuficiente na produção de fertilizantes por conta do Custo Brasil e as altas taxas de juros aplicadas no país.

“O famigerado Custo Brasil que não é só inviável você produzir no Brasil fertilizantes, quase tudo é inviável. Hoje a maioria dos produtores rurais estão quebrando por que não conseguem sobreviver com uma taxa de juros absurda”, criticou.

Assista a análise completa:


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CNA recebe Academia de Lideranças da Aprosoja-MT em Brasília


CNA recebe Academia de Lideranças da Aprosoja-MT em Brasília

{ "is_relevant_to_canal_rural": true, "relevance_reason": "O conteúdo é relevante porque trata da atuação da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) em temas diretamente ligados ao agronegócio, como logística, comércio internacional, meio ambiente, regularização fundiária e defesa dos interesses do produtor rural.", "main_editorial_axis": "Política", "article": { "chapeu": "Representação setorial", "titulo": "CNA apresenta áreas técnicas a lideranças da Aprosoja-MT em Brasília", "linha_fina": "Programação reuniu 34 participantes e abordou logística, comércio internacional, meio ambiente e regularização fundiária", "lead": "A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) recebeu, nesta sexta-feira (15), em Brasília, 34 integrantes da Academia de Lideranças da Aprosoja-MT. Durante a visita, a entidade apresentou a atuação de suas áreas técnicas em temas considerados estratégicos para o setor agropecuário, com foco em defesa de interesses do produtor rural, infraestrutura, mercado externo e questões fundiárias.", "corpo": "Segundo a CNA, a programação teve como objetivo mostrar como a entidade atua na formulação de estudos, no acompanhamento de pautas regulatórias e na interlocução institucional em assuntos que afetam a produção agropecuária. A coordenadora de Produção Agrícola da Confederação, Ana Lenat, apresentou a estrutura do Sistema CNA/Senar e o trabalho desenvolvido pelas comissões nacionais.\n\nNa área de infraestrutura e logística, a assessora técnica Elisangela Lopes detalhou temas recorrentes para o escoamento da produção, como condições de estradas vicinais, capacidade de armazenagem e transporte da safra. De acordo com a CNA, foram apresentados estudos sobre a infraestrutura de transporte no país e a necessidade de investimentos em ferrovias e armazenagem para elevar a competitividade do agro.\n\nA agenda também incluiu comércio exterior. A diretora-adjunta de Relações Internacionais da CNA, Fernanda Maciel, explicou a atuação da entidade em negociações internacionais, abertura de mercados e diversificação da pauta exportadora. O tema tem relação direta com cadeias agrícolas e pecuárias voltadas ao mercado externo, especialmente em um cenário de disputa por competitividade e acesso comercial.\n\nAlém disso, os participantes tiveram contato com pautas ligadas a meio ambiente e regularização fundiária, assuntos que influenciam segurança jurídica, planejamento produtivo e acesso a mercados. O material divulgado não detalha metas, cronograma da formação ou encaminhamentos práticos decorrentes da visita.", "fechamento": "A agenda reforça o papel de entidades de representação na discussão de temas técnicos e regulatórios que afetam custos, competitividade e acesso a mercado no agro. Sem informações adicionais sobre deliberações ou medidas futuras, o principal resultado divulgado foi a apresentação institucional das frentes de atuação da CNA aos participantes da Aprosoja-MT.", "chamada_institucional": "Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!" } }

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Fonte: cnabrasil.org.br

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