Superávit do Funcafé: R$ 290 milhões destinados ao Fundo Nacional sobre Mudança do Clima

O Conselho Monetário Nacional oficializou a destinação de mais de R$ 290 milhões do superávit financeiro do Funcafé para o Fundo Nacional sobre Mudança do Clima. O valor, apurado até o final de 2025, será aplicado em projetos de transição energética e adaptação climática até 2030.
Debate no setor produtivo
A medida gerou discussões no setor produtivo, especialmente entre os cafeicultores. Em entrevista, o presidente do Conselho Nacional do Café expressou que os recursos do Funcafé deveriam ser considerados intocáveis, uma vez que o fundo foi criado para proteger os produtores em momentos de dificuldade.
Desafios enfrentados pelos produtores
- Condições climáticas adversas, como granizo e temperaturas elevadas.
- Falta de chuva em períodos críticos para a cultura do café.
- Impacto da destinação dos recursos na proteção dos 330 mil produtores de café.
O presidente destacou que a falta de renda no campo pode levar os produtores a migrar para as cidades, o que afetaria a estrutura urbana e a segurança pública. Ele defendeu que o fundo deve permanecer intocável em qualquer circunstância, ressaltando a importância de preservar a produção de café e a sustentabilidade do setor.
Posição sobre o projeto de preservação do clima
Embora a posição do setor seja contrária à destinação dos recursos, os cafeicultores afirmam ser favoráveis a projetos de preservação do clima, desde que os fundos utilizados para isso não comprometam a segurança financeira dos produtores.
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