segunda-feira, junho 29, 2026

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Crédito rural terá fiscalização rígida: entenda o que muda


Resolução CMN nº 5.267/2025 amplia o controle sobre a aplicação dos recursos e combina documentação com monitoramento por satélite.

A fiscalização do crédito rural no Brasil mudou com a entrada em vigor da Resolução CMN nº 5.267/2025, em 1º de março de 2026. Segundo Frederico Franco, gerente e especialista em GRC e Auditoria na Kassy Consultoria, a norma busca combater fraudes e desvios de finalidade que se tornaram recorrentes no setor.

Fiscalização do crédito rural entra em nova fase

A resolução representa uma mudança estrutural na forma como bancos e produtores terão de comprovar o uso dos recursos contratados. O foco está em impedir que valores liberados para custeio, compra de máquinas, aquisição de gado ou melhorias na lavoura sejam utilizados para outras finalidades.

No material, Franco aponta que a prática irregular era conhecida no mercado, mas difícil de comprovar. Agora, segundo ele, “essa era a realidade. Agora mudou”.

Satélite mostra a lavoura, mas não comprova tudo

Um dos pontos centrais da nova regra é que o monitoramento por satélite não será suficiente para validar toda a operação. A tecnologia permite identificar se houve plantio, mas não comprova, sozinha, a compra de gado, insumos ou equipamentos.

“O satélite fiscaliza o que é visível; a documentação fiscaliza o que é invisível”, resume Franco. Conforme o especialista, os investimentos menos visíveis concentram parte relevante dos desvios, como operações declaradas para compra de animais ou insumos sem comprovação integral do destino do dinheiro.

Bancos devem exigir notas e comprovantes

Com a nova exigência, os bancos terão de implementar um sistema de monitoramento contínuo mais rigoroso. A comprovação documental passa a ter papel central, com notas fiscais, recibos e comprovantes de investimento para cada gasto informado.

Segundo o texto, “o banco vai exigir comprovação de cada real gasto”. A documentação deverá ser cruzada com imagens de satélite para verificar a coerência entre o crédito contratado e a atividade desenvolvida na propriedade.

Na prática, operações para compra de gado, aquisição de insumos ou manutenção de equipamentos deverão estar acompanhadas dos respectivos documentos. “Não é mais aquele ‘confio na sua palavra’”, afirma Franco.

Produtor regular tende a ser beneficiado

Para quem aplica o crédito rural corretamente, a avaliação apresentada no material é positiva. A redução de fraudes tende a diminuir prejuízos para os bancos, evitar desperdício de dinheiro público e reduzir distorções que prejudicam produtores que seguem as regras.

Franco também relaciona a mudança a um ambiente de maior rastreabilidade no agro. De acordo com ele, a resolução está alinhada ao Acordo Mercosul-União Europeia, que exige rastreabilidade total dos produtos exportados.

Novo normal no campo

A fiscalização do crédito rural passa a depender da combinação entre imagens de satélite e documentação financeira. O novo modelo amplia o controle sobre a destinação dos recursos e reduz o espaço para desvios de finalidade.

Na síntese de Franco, o setor entra em um “novo normal”, no qual documentação e satélite trabalham juntos para acompanhar a aplicação do crédito rural.





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Demanda por soja segue no foco do mercado


Os mercados agrícolas internacionais abriram a sessão sob pressão, em um ambiente marcado por ajustes técnicos, realização de lucros e atenção renovada ao fluxo de demanda por grãos. Segundo a TF Agroeconômica, os contratos em Chicago registraram quedas acentuadas na véspera, após vendas maciças de milho, soja e trigo por fundos, movimento que ganhou força depois que as cotações alcançaram importantes níveis de resistência técnica.

Na soja, a compra feita pela China de um carregamento brasileiro para entrega em julho reforçou a competitividade da América do Sul frente à oferta dos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, o USDA anunciou vendas privadas de 252 mil toneladas de soja para destinos desconhecidos, com 132 mil toneladas da nova safra, voltadas principalmente ao México. Apesar disso, as vendas semanais de exportação norte-americanas seguiram fracas, somando 102,1 mil toneladas da safra antiga e 80,8 mil toneladas da nova safra.

O comportamento dos fundos também influenciou a direção dos preços. Após o último relatório do USDA e a aproximação das resistências técnicas, investidores passaram a realizar lucros, ampliando a pressão baixista. No farelo de soja, as vendas nos Estados Unidos foram consideradas fortes, enquanto os prêmios na Argentina e na Europa permaneceram firmes.

No campo político e comercial, a declaração do secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, de que a questão da soja estaria resolvida indicou que o acordo existente com a China é, por ora, o único compromisso em vigor. O mercado havia antecipado possíveis novos anúncios de compras agrícolas após o encontro entre Trump e Xi, inclusive de soja de safras mais antigas.

As projeções de oferta sul-americana também pesaram sobre o cenário. O Brasil elevou sua estimativa de produção de soja em 2026 para 180,1 milhões de toneladas e a de milho para 140,2 milhões. Na Argentina, a Bolsa de Cereais de Rosário ajustou a previsão da soja para 50 milhões de toneladas e a do milho para 68 milhões. No milho argentino, os prêmios de exportação recuaram 4 centavos, refletindo maior pressão de oferta regional.

 





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El Niño deve durar pelo menos 9 meses e afetar todo o ciclo da soja 26/27


Boletim da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA, na sigla em inglês), publicado na quinta-feira (14), comprovou o aquecimento anômalo das águas do Oceano Pacífico Equatorial pelos últimos seis meses seguidos, configuando o El Niño.

O meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, reforça que o fenômeno deve iniciar sua atuação em junho deste ano e durar, ao menos, até fevereiro de 2027, compreendendo toda a safra 2026/27 de soja.

“A NOAA mostra que ainda existe uma chance de 37% de, no final do ano, o fenômeno virar um Super El Niño”, ressalta.

Segundo o especialista, o produtor precisará ter muita atenção no período seco, para o risco de focos de incêndio e, principalmente, cautela na semeadura, visto que são previstas ondas de calor intensas na primavera, com atrasos na chuva.

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Conab inicia processo de transformação institucional para ampliar atividades


Conab
Foto: Divulgação/Conab

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) aprovou nesta semana a sua autodeclaração como Instituição Científica, Tecnológica e de Inovação (ICT).

A medida representa a primeira etapa de um processo institucional que visa ampliar a capacidade da entidade de transformar conhecimento em soluções reais para o abastecimento e para a gestão de estoques públicos.

Além disso, a pretenção também é a de aumentar a logística agrícola, a inteligência agropecuária do país e a formulação e operacionalização de políticas públicas agrárias.

Caracterização aprovada em lei

Prevista na Lei nº 10.973/2004 e regulamentada pelo Decreto nº 9.283/2018, a caracterização como ICT contempla órgãos públicos que executam atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I), incluindo estudos técnicos, produção de conhecimento científico e desenvolvimento de soluções voltadas a produtos, serviços e processos.

O enquadramento institucional está alinhado às atribuições já previstas no Estatuto Social da Conab, que incluem o desenvolvimento de pesquisas sobre agropecuária nacional, estudos de oferta e demanda e ações de intercâmbio com universidades, centros de pesquisa e organismos internacionais ligados ao setor de abastecimento.

De acordo com comunicado da Companhia, nesta nova fase, além de fortalecer instrumentos relacionados a projetos de PD&I, a instituição também passa a se lançar em um ecossistema de inovação robusto que possibilita parcerias e trocas com universidades, institutos federais e centros de pesquisa de excelência, acesso a editais e linhas de financiamento nacionais e internacionais – como Finep, CNPq, Capes, Embrapii – e fundos setoriais destinados a projetos estratégicos de inovação.

O objetivo é trazer mais agilidade administrativa e segurança jurídica na celebração de instrumentos de cooperação técnica, como é o caso da consagração de Termos de Execução Descentralizada (TEDs), Acordos de Cooperação Técnica (ACTs) e demais instrumentos.

Agora, a próxima etapa prevê a consolidação da Política de Inovação da Conab, prevista
para julho deste ano. Em seguida, a instituição deverá avançar na criação do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT), estrutura voltada à gestão de projetos e instrumentos de PD&I, com previsão de implementação até o fim de 2026.

Com essa última etapa, a Conab afirma que já será possível a submissão de projetos, captação de recursos e a execução das ações de PD&I junto a fundações credenciadas pela estatal.

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Brasil é país destaque da Coffeex Istanbul 2026


O Brasil foi o país destaque da 8ª edição da Coffeex Istanbul, feira internacional dedicada ao setor cafeeiro, realizada entre os dias 8 e 10 de maio, em Istambul, na Turquia. A participação brasileira apresentou ao mercado turco a diversidade da produção nacional, com foco em cafés especiais, controle de qualidade, rastreabilidade e novas oportunidades comerciais.

O pavilhão brasileiro foi resultado de parceria entre o Consulado-Geral do Brasil em Istambul e o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O espaço reuniu produtores nacionais interessados em ampliar o contato com importadores de grãos selecionados e também funcionou como referência institucional para empresários turcos do setor cafeeiro. A programação contou ainda com a presença do adido agrícola do Brasil na Turquia, Diego Rodrigues, que acompanhou a agenda brasileira na feira e o diálogo com representantes do setor local.

Maior produtor e exportador mundial de café, o Brasil chegou à feira com uma produção marcada pela diversidade de origens, variedades e perfis de bebida. O país reúne cafés arábica, tradicionalmente associados a bebidas de maior complexidade, e cafés canéfora, como o conilon e o robusta, que vêm ganhando espaço em mercados de maior valor agregado.

A participação brasileira na Coffeex Istanbul ocorreu também em um ano de reconhecimento internacional da cadeia cafeeira. Em março, a Assembleia Geral das Nações Unidas adotou resolução liderada pelo Brasil que estabeleceu o 1º de outubro como Dia Internacional do Café. A iniciativa reconhece a relevância econômica, social e sustentável do setor cafeeiro e reforça o papel do Brasil nas discussões internacionais sobre a cadeia produtiva.

No Brasil, mais de 300 mil famílias se dedicam à produção cafeeira. Em 2025, o país registrou produção estimada em 56,5 milhões de sacas de 60 kg, enquanto as exportações somaram cerca de 39,4 milhões de sacas.

Além da diversidade produtiva, o café brasileiro conta com ações oficiais de fiscalização e controle de qualidade conduzidas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária. O trabalho inclui registro e habilitação de estabelecimentos, coleta de amostras, análises laboratoriais oficiais e adoção de medidas fiscais, quando necessário, com foco na segurança e na conformidade do produto consumido no Brasil e exportado para outros países.

Atualmente, o país possui 1.729 estabelecimentos ativos com registro válido junto ao Mapa na cadeia do café. Minas Gerais concentra 634 unidades, seguido por São Paulo, com 335, e Espírito Santo, com 210. Juntos, os três estados reúnem cerca de 70% do total.

Na Coffeex Istanbul, essa diversidade foi apresentada por meio de cafés especiais arábica, cafés robusta brasileiros, métodos de fermentação e processamento natural, além de iniciativas de produção sustentável e rastreável. A programação também incluiu apresentações de baristas, workshops e conferências voltadas à cultura do café e ao fortalecimento das relações comerciais entre o Brasil e a Turquia.

A presença brasileira ocorreu em um momento de crescimento do consumo de café na Turquia, especialmente em segmentos ligados a cafés especiais, torrefação premium e experiências de consumo conhecidas como “terceira onda”. A feira aproximou produtores, compradores, torrefadores, distribuidores e profissionais do setor em uma agenda voltada à geração de negócios e à troca de conhecimento.

Para o Brasil, a participação na Coffeex Istanbul reforça a estratégia de promoção internacional dos cafés nacionais e de diversificação de mercados para produtos de maior valor agregado. Ao apresentar diferentes origens, métodos de produção e mecanismos de controle oficial, o país busca ampliar a presença do café brasileiro em um mercado consumidor em expansão e fortalecer sua posição como fornecedor de cafés de qualidade, seguros e competitivos.

Informações à [email protected]





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Mercado financeiro eleva projeção de inflação em 2026 pela nona vez


O mercado financeiro voltou a elevar a projeção da inflação para 2026 pela nona semana consecutiva, refletindo preocupações com a economia e as políticas governamentais.

Acordos comerciais e exportações

A PEX Brasil projeta um aumento de 1 bilhão de dólares nas exportações nos próximos 12 meses, impulsionado pelo acordo entre Mercosul e União Europeia.

Desafios na pecuária

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) encaminhou um documento ao Ministério da Agricultura alertando sobre a redução dos estoques de vacinas para combater doenças bacterianas na pecuária.

Exportação de carne e tarifas

A União Europeia excluiu o Brasil da lista de países autorizados a exportar carne para o bloco a partir de setembro. Em contrapartida, Donald Trump pode reduzir tarifas sobre a carne bovina brasileira para conter os preços recordes no mercado americano.

Medidas do governo

A Ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar anunciou que o próximo plano safra deve contar com juros mais atrativos. Além disso, o governo editou uma medida provisória que estabelece subsídios de 89 centavos para a gasolina e 35 centavos para o diesel.

Iniciativas no setor agrícola

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil promove encontros regionais para reunir propostas para o próximo plano safra. O Presidente Lula sancionou uma lei que estabelece percentuais mínimos de cacau em produtos de chocolate vendidos no Brasil.

Outros desdobramentos

O encerramento do Fenagra 2026 incluiu um debate sobre os avanços tecnológicos na produção de diesel e biodiesel. O Conselho Monetário Nacional destina mais de 290 milhões de reais do superávit financeiro do FUN Café ao Fundo Nacional sobre Mudança do Clima. O Governo Federal também retoma a produção de fertilizantes na Bahia para fortalecer o agronegócio e a segurança alimentar.

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Superávit do Funcafé: R$ 290 milhões destinados ao Fundo Nacional sobre Mudança do Clima


O Conselho Monetário Nacional oficializou a destinação de mais de R$ 290 milhões do superávit financeiro do Funcafé para o Fundo Nacional sobre Mudança do Clima. O valor, apurado até o final de 2025, será aplicado em projetos de transição energética e adaptação climática até 2030.

Debate no setor produtivo

A medida gerou discussões no setor produtivo, especialmente entre os cafeicultores. Em entrevista, o presidente do Conselho Nacional do Café expressou que os recursos do Funcafé deveriam ser considerados intocáveis, uma vez que o fundo foi criado para proteger os produtores em momentos de dificuldade.

Desafios enfrentados pelos produtores

  • Condições climáticas adversas, como granizo e temperaturas elevadas.
  • Falta de chuva em períodos críticos para a cultura do café.
  • Impacto da destinação dos recursos na proteção dos 330 mil produtores de café.

O presidente destacou que a falta de renda no campo pode levar os produtores a migrar para as cidades, o que afetaria a estrutura urbana e a segurança pública. Ele defendeu que o fundo deve permanecer intocável em qualquer circunstância, ressaltando a importância de preservar a produção de café e a sustentabilidade do setor.

Posição sobre o projeto de preservação do clima

Embora a posição do setor seja contrária à destinação dos recursos, os cafeicultores afirmam ser favoráveis a projetos de preservação do clima, desde que os fundos utilizados para isso não comprometam a segurança financeira dos produtores.

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Governo federal retoma produção de fertilizantes na Bahia com investimento de R$ 100 milhões


O governo federal anunciou a retomada da produção de fertilizantes na fábrica de insumos nitrogenados localizada em Camaçari, na Bahia. A reabertura faz parte do Plano Nacional de Fertilizantes, lançado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária em 2022, e representa um investimento de R$ 100 milhões.

Capacidade de produção e impacto econômico

A fábrica possui uma capacidade de produção de 1.300 toneladas diárias de ureia, o que corresponde a aproximadamente 5% da demanda nacional. Com a reativação da planta, estima-se a geração de 900 empregos diretos e 2.700 indiretos.

Autoridades presentes no anúncio

A retomada foi anunciada na presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da presidente da Petrobras, Magda Chambriard, do ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, e do governador da Bahia, Jerônimo Rodriguez, entre outras autoridades.

Contexto da reabertura

A fábrica estava fechada desde 2019 e sua reativação é vista como um passo importante para a segurança alimentar do Brasil, que é um dos maiores produtores de alimentos do mundo. O governo enfatiza a necessidade de reduzir a dependência de importações de fertilizantes, que atualmente representam 90% do que a agricultura nacional utiliza.

Metas do Plano Nacional de Fertilizantes

O Plano Nacional de Fertilizantes tem como meta atender entre 45% e 50% da demanda interna até 2050, através do desenvolvimento de tecnologias adaptadas às condições brasileiras, com foco na sustentabilidade e no uso de nutrientes orgânicos.

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Dependência do Brasil em fertilizantes é tema de análise crítica


Em uma análise crítica, Miguel Daúd discute a dependência do Brasil na importação de fertilizantes, mesmo sendo um dos maiores produtores de alimentos do mundo. Ele destaca que essa situação coloca o país em uma posição vulnerável diante do mercado global e dos preços internacionais.

Dificuldades na produção de fertilizantes

Daúd aponta que o Brasil enfrenta desafios significativos para produzir fertilizantes, principalmente devido ao chamado ‘custo Brasil’. Entre os principais fatores estão:

  • Altos custos de produção
  • Taxas de juros elevadas que afetam a rentabilidade dos produtores
  • Endividamento crescente dos agricultores

Impactos na agricultura

O especialista ressalta que, apesar do Brasil ter avançado na autossuficiência alimentar, a dependência de fertilizantes importados pode comprometer a sustentabilidade do setor agrícola. Ele menciona que:

  • O país poderá produzir apenas 50% dos fertilizantes necessários até 2050
  • A agricultura familiar tem um papel crucial na segurança alimentar
  • Os produtores estão enfrentando margens de lucro cada vez mais apertadas

Desafios econômicos e políticos

Daúd critica a falta de ações efetivas por parte do governo e do Congresso para resolver os problemas estruturais que afetam a agricultura. Ele enfatiza que:

  • O endividamento dos produtores é um reflexo de políticas inadequadas
  • O apoio financeiro aos agricultores é insuficiente
  • A dependência de importações pode aumentar a vulnerabilidade do Brasil no mercado global

Em conclusão, a análise de Miguel Daúd evidencia a necessidade urgente de políticas que promovam a autossuficiência na produção de fertilizantes e a sustentabilidade do setor agrícola brasileiro.

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Avicultores do Espírito Santo definem prioridades para 2026


A Associação dos Avicultores do Espírito Santo apresentou os resultados das ações desenvolvidas em 2025 e definiu as prioridades estratégicas para o próximo ciclo. O diretor executivo da associação, Nélio Ande, destacou os desafios e as perspectivas para o setor avícola no estado.

Resultados de 2025

O ano de 2025 foi considerado positivo, embora com espaço para melhorias. A associação trabalhou em várias vertentes, priorizando:

  • Sanidade
  • Indústria
  • Tributário
  • Logística
  • Abastecimento

Desafios de sanidade

A sanidade é uma questão crucial, especialmente após os recentes casos de gripe aviária que impactaram as exportações. O Espírito Santo manteve um alerta constante e a associação atuou em conjunto com entidades estaduais e nacionais para garantir a segurança dos plantéis comerciais.

Exportação e logística

O Espírito Santo é responsável por mais de 9% da produção nacional de ovos, mas enfrenta desafios na exportação de frango e ovos devido à logística. A associação busca melhorar a estrutura de exportação e a aquisição de insumos, que atualmente dependem de outros estados.

Perspectivas para 2026

Para 2026, a associação continuará a trabalhar em prol da sanidade e da competitividade do setor, buscando soluções para os desafios logísticos e de abastecimento. O objetivo é fortalecer a posição do Espírito Santo como um importante produtor de proteína animal no Brasil.

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