sábado, junho 13, 2026

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Embargo da UE: Faep diz que setor não pode pagar por ‘morosidade do governo’


pedaços de carne bovina
Foto: RastreIA

O Sistema Faep divulgou nota nesta terça-feira (9) cobrando “celeridade máxima” do governo federal no encaminhamento de informações à União Europeia perante o anúncio de suspensão das importações de produtos de origem animal do Brasil, como carnes bovina e de aves, mel, equinos, tripas e itens de aquicultura.

A entidade afirma que a iniciativa do bloco se deu por conta da falta de envio, por parte do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), de evidências que atestem o cumprimento das exigências sanitárias, especialmente no controle do uso de antimicrobianos na produção animal.

Por conta disso, o Sistema Faep encaminhou ofício, também nesta terça-feira, ao Ministério solicitando medidas para evitar a suspensão das importações a partir de 3 de setembro deste ano, prazo estipulado pelo bloco. A entidade considera que o embargo decorre da morosidade por parte do governo federal na prestação de informações.

“É inadmissível que nossos mercados sejam ameaçados por falta de agilidade e articulação diplomática. O agro brasileiro precisa de uma ação imediata do governo federal para evitar a suspensão dos negócios e, consequentemente, problemas para os pecuaristas”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.

De acordo com ele, é importante reforçar que o embargo imposto pela União Europeia não condiz com o real status sanitário da pecuária nacional e estadual. “O Paraná, por exemplo, é reconhecido oficialmente pela Organização Mundial de Saúde Animal (Omsa) como área livre de febre aftosa sem vacinação desde 2021”, diz. O Brasil conquistou essa mesma certificação em 2025.

Mais recentemente, neste ano, a China também reconheceu todo o território brasileiro como área livre de febre aftosa sem vacinação. “Se esse embargo [da União Europeia] não for revertido, o dano vai muito além dos números da balança comercial. Estamos falando de punir diretamente o pecuarista, que fez a sua parte, investiu pesado e garantiu a qualidade que hoje destaca a carne brasileira internacionalmente”, conclui Meneguette.

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Projeto amplia regras para comercialização de alimentos artesanais e avança na Câmara


Projeto amplia regras para comercialização de alimentos artesanais e avança na Câmara

A Comissão de Indústria, Comércio e Serviços da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (9) o Projeto de Lei 2.775/2019, que atualiza as regras para circulação, fiscalização, inspeção e comercialização de produtos alimentícios artesanais no Brasil. A proposta altera a Lei nº 1.283/1950 e busca adequar a regulação à produção em pequena escala, com métodos tradicionais ou regionais. O texto ainda será analisado pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados.

De autoria do deputado José Medeiros (PL-MT) e com relatoria do deputado Daniel Agrobom (PSD-GO), ambos integrantes da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), o projeto permite de forma expressa a comercialização interestadual de produtos artesanais submetidos à fiscalização de órgãos de saúde pública dos estados, municípios, Distrito Federal ou consórcios públicos.

Um dos pontos centrais da proposta é o reconhecimento da fiscalização municipal como apta a viabilizar essa comercialização entre estados, desde que sejam observadas as exigências do sistema oficial de inspeção. Segundo o parecer aprovado, a mudança busca compatibilizar a legislação com a realidade de pequenos empreendimentos rurais e agroindústrias artesanais, sem afastar os requisitos sanitários.

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O texto também autoriza a participação de produtos artesanais brasileiros em feiras, concursos e provas internacionais mediante procedimento simplificado pelo órgão federal competente. A proposta atende a uma demanda apresentada durante a tramitação e amplia a possibilidade de exposição comercial desses produtos no exterior.

No parecer, o relator afirma que a atualização da legislação é mais adequada do que a criação de um novo regime jurídico paralelo, diante de avanços normativos ocorridos nos últimos anos. O projeto dialoga com instrumentos já existentes, como o Selo Arte, que identifica alimentos produzidos com métodos tradicionais e boas práticas de fabricação.

Para o setor, a medida pode reduzir entraves regulatórios e ampliar o acesso de produtores artesanais a novos mercados. Os efeitos práticos, no entanto, dependem da continuidade da tramitação e da definição final das regras aplicáveis.

Com a aprovação na comissão, o projeto segue para análise da Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados. Até a conclusão da tramitação legislativa, não há mudança imediata nas regras em vigor para comercialização interestadual dos produtos artesanais.

Fonte: agencia.fpagropecuaria.org.br

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Acordo entre Mercosul e EFTA avança com aprovação na Câmara


Dólar sobe no Brasil com petróleo em alta e tarifas dos EUA no radar

A Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (9), em votação simbólica, o projeto de decreto legislativo que ratifica o acordo de livre comércio entre o Mercado Comum do Sul (Mercosul) e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA). O texto agora será analisado pelo Senado. Assinado em 16 de setembro de 2025, o tratado ainda depende da conclusão dos trâmites internos para entrar em vigor.

Segundo as informações divulgadas sobre o acordo, a entrada em vigor ocorrerá no primeiro dia do terceiro mês seguinte à notificação da conclusão dos procedimentos internos por ao menos um país da EFTA e um país do Mercosul. O bloco europeu é formado por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein.

De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, pelo lado brasileiro, o tratado prevê a liberalização de cerca de 97% do comércio com a EFTA em regime de livre comércio. Outros 1,2% devem ser tratados por meio de desgravação parcial, com mecanismos como quotas e preferências fixas.

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Nos produtos incluídos em livre comércio, a redução tarifária poderá ocorrer na entrada em vigor do acordo ou em prazos de 4, 8, 10 e 15 anos, a depender do item negociado. No segmento agrícola, produtos como laticínios, chocolates e fórmulas para alimentação infantil foram ofertados sob a forma de quotas tarifárias.

O governo brasileiro estima que o acordo pode gerar aumento de R$ 660 milhões em investimentos no Brasil. O material disponível, no entanto, não detalha a distribuição setorial desse valor nem apresenta estimativas específicas para cadeias agropecuárias.

Para o agronegócio, a relevância do tratado está nas regras de acesso a mercado e no cronograma de abertura comercial. Como a proposta ainda será analisada pelo Senado e a vigência depende de notificação formal entre os blocos, os efeitos práticos sobre exportadores, importadores e agroindústrias ainda dependem da conclusão do processo de ratificação.

Do ponto de vista técnico, o acordo cria um marco para redução tarifária e definição de quotas entre Mercosul e EFTA, mas o alcance efetivo para o setor agropecuário dependerá do texto final em vigor, dos cronogramas de desgravação e da operacionalização das regras comerciais após a ratificação pelos países envolvidos.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Feira da agricultura familiar em Teresina terá mais de 300 expositores em julho


Fenarroz abre 26ª edição em Cachoeira do Sul com foco na cadeia do arroz

A III Feira da Agricultura Familiar, Povos Tradicionais e Economia Solidária do Piauí será realizada de quarta-feira (1º) a sábado (4), no Espaço Rosa dos Ventos da Universidade Federal do Piauí (UFPI), em Teresina. O lançamento ocorreu nesta segunda-feira (8), na Casa dos Movimentos Sociais, na zona Norte da capital. Segundo a organização, o evento reunirá mais de 300 expositores de diversas regiões do estado.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), por meio da Superintendência Regional do Piauí (SUREG/PI), informou que participará da feira com estande voltado à apresentação de programas de apoio à agricultura familiar. Entre os temas previstos estão orientações sobre acesso a projetos destinados a agricultores familiares, povos originários, comunidades tradicionais e empreendimentos da economia solidária.

Durante o lançamento, o superintendente regional da Conab no Piauí, Danillo Viana, afirmou que a estatal registra mais de R$ 22 milhões executados no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) no estado. Ele também citou resultados do Programa Venda em Balcão (ProVB), ligado à comercialização de milho. A Conab informou que técnicos estarão no local para esclarecer dúvidas sobre comercialização, abastecimento e participação de organizações produtivas nas políticas públicas operadas pela companhia.

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Promovida pela Secretaria da Agricultura Familiar (SAF) do Piauí, a feira terá funcionamento diário das 9h às 23h. A programação prevê comercialização de alimentos in natura, produtos agroindustrializados, artesanato e itens da sociobiodiversidade. Também estão previstas palestras, oficinas, rodas de conversa e atividades culturais.

As inscrições para expositores seguem abertas até quarta-feira (25), por formulário eletrônico disponibilizado pela SAF. Podem participar agricultores familiares, empreendimentos da economia solidária e povos e comunidades tradicionais que atendam aos critérios definidos pela organização. Após esse prazo, a secretaria fará a análise das propostas e comunicará os selecionados.

Para o setor, a feira funciona como espaço de comercialização e de aproximação com políticas públicas de compra e abastecimento. A organização informou data, local e prazo de inscrição, mas não detalhou, até o momento, a estimativa de volume de negócios previsto para os quatro dias de programação.

Fonte: gov.br

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AgroNewsPolítica & Agro

Ciclone e frente fria deixam 10 estados em alerta de tempestades


A chegada de uma frente fria associada a um ciclone extratropical deve provocar uma mudança significativa nas condições do tempo em parte do Brasil nos próximos dias. Segundo informações do Meteored, dez estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste estão em alerta para a ocorrência de chuvas intensas, tempestades, rajadas de vento e elevados acumulados de precipitação.

Os estados sob atenção são Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás. A previsão indica potencial para transtornos como alagamentos, queda de árvores e transbordamento de córregos e rios, afetando tanto áreas urbanas quanto regiões produtoras.

De acordo com o Meteored, o tempo firme predominou em grande parte do país nos últimos dias, mas a atuação de um ciclone sobre a Região Sul já favoreceu o aumento da nebulosidade e o registro de chuva em áreas de Santa Catarina. A expectativa é de que as instabilidades avancem gradualmente sobre outras regiões ao longo da semana.

Na quarta-feira (10), o Rio Grande do Sul deve iniciar o dia com predomínio de sol, especialmente durante a manhã. Já nos demais estados do Sul, em boa parte do Sudeste e no Centro-Oeste, a previsão é de céu nublado ou parcialmente nublado. Ainda durante o dia, são esperadas chuvas de intensidade moderada a forte, acompanhadas de rajadas de vento, principalmente em Mato Grosso do Sul, Paraná e Santa Catarina.

Entre a noite de quarta-feira e a manhã de quinta-feira (11), as áreas de instabilidade devem avançar para estados do Sudeste, com destaque para São Paulo e Minas Gerais. No Rio de Janeiro, a previsão aponta ocorrência de chuva fraca.

Na quinta-feira, uma área de baixa pressão atmosférica sobre o continente deve intensificar as instabilidades sobre o Sul e o Centro-Oeste. O sistema favorecerá a convergência de umidade e aumentará o risco de chuva intensa em diversas localidades.

Já na sexta-feira (12), o ciclone deverá estar mais organizado e impulsionar uma frente fria de maior intensidade. Conforme o Meteored, os três estados da Região Sul permanecerão em alerta para tempestades, rajadas de vento e volumes expressivos de chuva. O Paraná aparece como uma das áreas com maior potencial para registro de transtornos devido aos acumulados previstos.

No Centro-Oeste, o sul de Mato Grosso poderá registrar tempestades desde as primeiras horas da sexta-feira. Mato Grosso do Sul ficará sob alerta para grandes volumes de chuva e precipitações intensas, enquanto Goiás deverá sentir os efeitos da aproximação da frente fria ao longo da tarde.

No Sudeste, a previsão indica tempo fechado durante a sexta-feira. As primeiras pancadas de chuva devem atingir o Triângulo Mineiro e o oeste paulista ainda pela manhã. Com o avanço da frente fria, municípios de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro também entram em alerta para chuva e temporais. No Espírito Santo, os efeitos do sistema são esperados a partir da madrugada de sábado (13).





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Juros futuros zeram queda e fecham estáveis em sessão volátil


Tereza Cristina diz que PL das dívidas rurais trata de R$ 170 bilhões

As taxas dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) encerraram sem direção única nesta terça-feira (9), depois de apagarem o alívio observado no início do pregão. O movimento ocorreu em meio à queda do petróleo, à continuidade de ajustes técnicos na curva e à reavaliação das apostas para a trajetória da taxa Selic. No fim da sessão, os vértices intermediários e longos fecharam próximos da estabilidade em relação ao ajuste anterior.

Na primeira etapa do dia, a curva de juros futuros cedeu com apoio do recuo do petróleo Brent, que fechou agosto em queda de 2,97%, a US$ 91,45 por barril. A leitura do mercado era de que um possível acordo entre Estados Unidos e Irã poderia ampliar a oferta global de petróleo e reduzir pressões inflacionárias.

O alívio, porém, perdeu força ao longo da tarde. Segundo profissionais do mercado, o movimento refletiu principalmente a zeragem de posições aplicadas, estratégia que aposta na queda das taxas futuras, e uma nova reprecificação das expectativas para a Selic. Ao fim do dia, o DI para janeiro de 2027 passou de 14,473% para 14,48%. O DI para janeiro de 2029 saiu de 14,928% para 14,92%, enquanto o contrato para janeiro de 2031 foi de 14,774% para 14,755%.

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Para Luis Felipe Vital, estrategista-chefe de Macro e Dívida Pública da Warren Investimentos, a oscilação teve caráter mais técnico do que associado a notícias domésticas ou externas. A instituição discute a possibilidade de manutenção da Selic em 14,50% por um período mais prolongado, diante da incerteza sobre o espaço para cortes de juros.

Em relatório, o economista-chefe da Bravonte Capital, Eduardo Velho, afirmou que o Banco Central (BC) deveria manter a Selic em 14,50% na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). No mercado de títulos públicos, o Tesouro ofertou 150 mil Notas do Tesouro Nacional – Série B (NTN-B), com absorção de 133,4 mil papéis.

Para o setor agropecuário, o comportamento da curva de juros é relevante porque influencia o custo de captação, o crédito e as decisões de investimento de produtores, cooperativas e agroindústrias, especialmente em um ambiente de financiamento ainda pressionado por taxas elevadas.

O foco do mercado segue na próxima decisão do Copom e na sinalização do Banco Central sobre a duração do atual patamar da Selic. Sem mudança clara nos fundamentos locais nesta terça-feira (9), a sessão indicou que os juros futuros continuam sensíveis a fatores técnicos e à revisão de posições.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Mercado de soja apresenta cautela antes do USDA; saiba como ficaram as cotações de hoje


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O mercado brasileiro de soja registrou mais um dia de baixa liquidez nesta terça-feira (9). As negociações ocorreram de forma pontual, com poucos negócios reportados ao longo da sessão. Segundo o analista da Safras & Mercado, Thiago Oleto, a combinação de uma Bolsa de Chicago em queda e de um dólar volátil manteve compradores e vendedores cautelosos.

Sem novidades capazes de alterar o cenário de oferta e demanda, os produtores permaneceram retraídos nas ofertas. Ao mesmo tempo, indústrias e tradings atuaram apenas para atender necessidades imediatas de compra.

Apesar da influência negativa do mercado internacional, os prêmios de exportação apresentaram melhora e ajudaram a sustentar as indicações nos portos brasileiros. De acordo com Oleto, os prêmios contribuíram para reduzir parte da pressão exercida pelas quedas em Chicago.

O ambiente continua marcado pela cautela, com os agentes aguardando novos fatores que possam direcionar os negócios nas próximas semanas.

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Preços da soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 125,50 para R$ 126,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 126,50 para R$ 127,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 121,50
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 111,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 115,00
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 114,00 para R$ 115,00
  • Paranaguá (PR): manteve em R$ 132,50
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 132,50 para R$ 133,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em baixa nesta terça-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), nos menores níveis em cerca de quatro meses. O cenário fundamental seguiu pressionando as cotações, combinando previsões favoráveis ao desenvolvimento das lavouras americanas e a fraca demanda chinesa pelo produto dos Estados Unidos.

As importações de soja em grão pela China no mês de maio somaram 11,79 milhões de toneladas, 15,3% inferior ao mesmo mês de 2025. A expectativa do mercado era de 11 milhões de toneladas. No acumulado de 2026, as importações chinesas somaram 36,94 milhões de toneladas, ante 37,11 milhões em igual momento de 2025.

USDA

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) deverá, no seu relatório de junho, indicar leve redução nas suas estimativas para safra e estoques de passagem norte-americanos em 2026/27. Os dados para oferta e demanda americana e mundial serão divulgados na quinta, 11, às 13h.

Analistas consultados pelas agências internacionais indicam que o número para a safra dos EUA em 2026/27 deverá ficar em 4,433 bilhões de bushels. Em maio, a previsão era de 4,435 bilhões.

Em relação aos estoques de passagem, o mercado aposta em número 309 milhões de bushels, contra 310 milhões projetados anteriormente. Para 2025/26, o USDA deverá aumentar sua estimativa de 125,1 milhões para 125,7 milhões de toneladas.

O USDA, na avaliação do mercado, deverá elevar a sua estimativa para a safra brasileira, de acordo 180 milhões para 180,4 milhões de toneladas em 25/26. Já a previsão para a produção argentina em 2025/26 deverá ser elevada de 48 milhões para 48,6 milhões de toneladas.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de 2,00 centavos de dólar, ou 0,17%, a US$ 11,13 3/4 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 11,18 3/4 por bushel, com retração de 2,50 centavos de dólar ou 0,22%.

Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com baixa de US$ 1,60 ou 0,52% a US$ 301,10 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 74,91 centavos de dólar, com ganho de 0,35 centavo ou 0,46%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou o dia com leve baixa de 0,04%, negociado a R$ 5,1784 para venda. Durante a sessão, a moeda norte-americana oscilou entre R$ 5,1503 e R$ 5,1933.

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Arroba do boi gordo registra alta no Centro-Norte do país; veja as cotações


boi gordo preços no Brasil
Foto gerada por IA

O mercado físico do boi gordo teve uma terça-feira (9) de firmeza nos preços. Segundo o analista de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, houve negociações acima da referência média em grande parte do Centro-Norte brasileiro.

Ele afirma que as indústrias atuantes nesses estados ainda encontram dificuldades na composição de suas escalas de abate.

“Já no mercado paulista, os frigoríficos passam a testar patamares de preços mais baixos e começam a reduzir as bonificações envolvendo animais padrão China“, ressalta.

Segundo Iglesias, esse movimento é consequência da progressão da cota chinesa, sendo que a expectativa é de que, nos próximos dias, seja divulgado o alerta pelas autoridades do gigante asiático de que 80% da cota brasileira já foi preenchida.

“A partir desse anúncio, os frigoríficos tendem a interromper a produção destinada ao mercado chinês”, diz.

O analista pontua que o mercado também sofre sobressaltos, considerando a movimentação da União Europeia, que mantém o Brasil ausente da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal a partir de 3 de setembro.

Média da arroba do boi gordo

  • São Paulo: R$ 353,67 — ontem: R$ 358,50
  • Goiás: R$ 338,75 — ontem: R$ 336,96
  • Minas Gerais: R$ 333,53 — ontem: R$ 335,29
  • Mato Grosso do Sul: R$ 354,20 — ontem: R$ 354,89
  • Mato Grosso: R$ 359,46 — ontem: R$ 359,26

Mercado atacadista

O mercado atacadista, por sua vez, apresentou preços acomodados durante esta terça-feira. Segundo Iglesias, este movimento está lastreado na boa reposição entre atacado e varejo durante a primeira quinzena do mês.

“Além disso, a expectativa de consumo em junho permanece favorável em função dos jogos da Copa do Mundo, em especial às vésperas de partidas da seleção brasileira. A carne bovina ainda perde em competitividade em relação às proteínas concorrentes, principalmente na comparação com a carne de frango”, frisa.

  • Quarto dianteiro: R$ 21,70 por quilo
  • Quarto traseiro: R$ 27,00 por quilo
  • Ponta de agulha: R$ 19,70 por quilo

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,04%, sendo negociado a R$ 5,1784 para venda e a R$ 5,1764 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1503 e a máxima de R$ 5,1933.

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Acordo entre Mercosul e Singapura avança após aprovação na Câmara


Argentina e Uruguai esgotam cotas de arroz e ovos para a União Europeia

A Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (9), o acordo de livre comércio entre o Mercado Comum do Sul (Mercosul) e Singapura. O texto, formalizado no Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 571/26, segue agora para análise do Senado. Segundo o conteúdo aprovado, o acordo só entrará em vigor após a ratificação de todos os países-membros do bloco.

O acordo foi assinado no Rio de Janeiro em 2023 e, segundo o texto aprovado, Singapura concederá isenção tarifária imediata e integral para a totalidade dos produtos exportados pelo Mercosul. Em contrapartida, o bloco se compromete a eliminar, de forma progressiva e em até 15 anos, as tarifas incidentes sobre 95,8% das linhas tarifárias de Singapura, o equivalente a 90,8% do valor atualmente importado do país asiático.

Produtos considerados sensíveis pelo Mercosul ficaram fora desse compromisso, entre eles máquinas, aparelhos elétricos, plásticos e instrumentos óticos, fotográficos e cinematográficos. O material legislativo não detalha, neste trecho, quais segmentos agropecuários específicos poderão ser beneficiados primeiro.

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O relator da proposta, deputado Kim Kataguiri, afirmou que este é o primeiro acordo do Mercosul com um país da região da Ásia-Pacífico. Segundo ele, a medida pode ampliar o acesso comercial do bloco a um polo estratégico para bens e serviços. No debate em Plenário, também citou expectativa de maior agilidade para exportações do agronegócio brasileiro.

O líder da Maioria, deputado Arlindo Chinaglia, informou que o intercâmbio comercial entre Brasil e Singapura supera R$ 8 bilhões, sendo cerca de R$ 7 bilhões em exportações brasileiras e aproximadamente R$ 900 milhões em importações. Ele destacou ainda o papel de Singapura como centro portuário e porta de entrada para a Ásia.

Para o setor agropecuário, a tramitação deve ser acompanhada porque o acordo trata de acesso a mercado, redução de tarifas e integração comercial, pontos que podem influenciar a competitividade de cadeias exportadoras, a depender da ratificação final e da regulamentação posterior.

No estágio atual, o principal dado técnico é a aprovação na Câmara e o envio ao Senado. Efeitos práticos sobre fluxos de exportação, produtos mais favorecidos e cronograma de aplicação dependerão da conclusão da tramitação legislativa e da ratificação pelos países do Mercosul.

Fonte: camara.leg.br

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Dólar fecha em leve baixa após volatilidade com tensão entre EUA e Irã


PCE dos EUA sobe 4,5% no 1º trimestre de 2026, confirma 2ª leitura

O dólar à vista encerrou esta terça-feira (9) em leve baixa no mercado brasileiro, depois de oscilar entre ganhos e perdas ao longo do dia em meio a notícias sobre o conflito entre Estados Unidos e Irã. A moeda fechou cotada a R$ 5,1775, com recuo de 0,05%, após atingir máxima de R$ 5,1935 e mínima de R$ 5,1508. O movimento acompanhou a redução do estresse geopolítico e a perda de força da divisa americana no exterior.

A volatilidade aumentou no início da tarde, quando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país responderia ao ataque do Irã que derrubou um helicóptero americano no Estreito de Ormuz. Após a declaração, o dólar à vista alcançou o maior nível intradia desde 30 de março. Com o passar das horas, sem confirmação de retaliação imediata, o mercado reduziu parte da aversão ao risco.

No fechamento, o contrato futuro do dólar para julho cedia 0,36%, a R$ 5,2050. No exterior, o índice do dólar (DXY), que mede o desempenho da moeda americana frente a seis divisas fortes, recuava 0,08% por volta das 17h.

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Segundo Rodrigo Franchini, especialista em soluções de investimentos da Monte Bravo, as notícias sobre o Oriente Médio vêm ampliando a volatilidade nas últimas semanas. Para ele, as mudanças de sinalização sobre o conflito têm produzido reações rápidas nos ativos, mas sem direção única ao longo do pregão.

Rafael Passos, analista da Ajax Asset, afirmou que a volta do dólar ao terreno negativo também refletiu recuperação do real após a alta acumulada nos últimos dias. Ele acrescentou que a queda dos rendimentos dos Treasuries e o enfraquecimento do DXY ajudaram moedas de países emergentes.

No mercado de energia, o contrato do petróleo Brent para agosto caiu 2,97%, a US$ 91,45 por barril. Para o setor agropecuário, oscilações cambiais como as desta sessão seguem no radar porque influenciam a formação de preços de commodities exportadas e o custo de insumos dolarizados. Ainda assim, o alcance desse efeito depende da duração do movimento externo e da reação dos demais mercados.

O comportamento do câmbio seguirá condicionado ao noticiário geopolítico, aos juros dos Estados Unidos e ao desempenho global do dólar. Sem uma definição mais clara sobre o conflito e sem novos dados econômicos adicionais no conteúdo disponível, não há base suficiente para projetar uma tendência firme de curto prazo.

Fonte: Estadão Conteúdo

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