domingo, junho 28, 2026

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Embrapa e parceiros levam Agro Summit Amazônia à Rondônia Rural Show


Embrapa e parceiros levam Agro Summit Amazônia à Rondônia Rural Show

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e parceiros realizam, pela primeira vez, o Agro Summit Amazônia: Inovação e Novas Fronteiras para a Agropecuária Amazônica dentro da 13ª Rondônia Rural Show Internacional. O evento ocorre de domingo (25) a sexta-feira (30), no Centro Tecnológico Vandeci Rack, em Ji-Paraná (RO). A programação inclui dois espaços dedicados à difusão de tecnologias, palestras, oficinas e demonstrações técnicas com foco na realidade produtiva da Amazônia.

A iniciativa terá o Espaço Inovação, no Pavilhão Empresarial Internacional do governo de Rondônia, e a Vitrine de Tecnologias, no estande da Embrapa. Segundo a organização, os ambientes vão concentrar palestras, mesas-redondas, minicursos, workshops, hackathon e participação de agtechs, além de transmissão virtual pelos canais da Embrapa no YouTube.

Entre os temas previstos estão cultivares adaptadas à região, forrageiras para pecuária de corte e leite, grãos com maior resiliência climática, manejo de pragas e doenças, além de painéis voltados às cadeias de café, cacau, pecuária e piscicultura. Também estão programadas discussões sobre pecuária sustentável, propagação de café e cacau e uso de espectrometria para identificação de fraudes e determinação de terroirs em café.

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Na cafeicultura, a Rede Estadual de Avaliação de Clones de Café em Rondônia reúne 64 clones de Robustas Amazônicos. De acordo com Alexsandro Lara Teixeira, pesquisador da Embrapa Café, na primeira colheita, em 2024, 20% dos clones superaram 85 sacas por hectare, com materiais acima de 140 sacas por hectare. As análises da colheita de 2025, segundo o pesquisador, já indicam valores superiores a 200 sacas por hectare.

A programação também inclui o lançamento do projeto Amazônia mais Robusta, a apresentação de resultados do projeto CarbCafé e publicações técnicas, como o livro sobre sistemas integrados, bem-estar animal e mudanças climáticas no Bioma Amazônico. As inscrições nas oficinas serão feitas no estande da Embrapa Rondônia e no Espaço Inovação da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico de Rondônia (Sedec), com vagas limitadas.

Para o setor produtivo da região Norte, o evento reúne tecnologias e resultados de pesquisa com aplicação direta em produtividade, melhoramento genético, sustentabilidade e diversificação de cadeias. A efetiva adoção das soluções apresentadas dependerá da participação dos produtores, da assistência técnica e do acesso continuado às ferramentas e materiais disponibilizados durante a feira.

Fonte: embrapa.br

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Empresa de alimentos adota medidas para conter impacto do El Niño nos custos


alimentos - banco mundial
Foto: Pixabay

O último relatório do Centro de Previsão da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), publicado na quinta-feira (14), destacou que as chances de o fenômeno El Niño se confirmar no segundo semestre e persistir até o fim de 2026 são de 82%.

Além de temperaturas acima da média, ondas de calor e alterações no regime de chuvas em diferentes regiões do país, há também impactos na cadeia de abastecimento de alimentos, com pressão sobre logística, disponibilidade de alguns produtos e, consequentemente, preços.

Levantamento da LCA 4intelligence mostra que os eventos associados ao El Niño em 2024 responderam por 27,4% da inflação de alimentos no Brasil.

Segundo a empresa de alimentação coletiva terceirizada Nutrisaude, operações sem planejamento sazonal e monitoramento climático podem enfrentar aumento de até 15% nos custos de alimentação durante períodos de maior pressão climática.

E esse fator tem peso maior sobre itens mais sensíveis ao calor e à irregularidade das chuvas, a exemplo de hortaliças folhosas, tomate, brócolis, couve-flor e algumas frutas e legumes.

“O clima já faz parte da estratégia de alimentação. No ano passado, durante os impactos associados ao La Niña, intensificamos o acompanhamento das safras, adaptamos cardápios e evitamos que oscilações climáticas elevassem em até 20% os custos de alimentação dos nossos clientes”, destaca o CEO da companhia, Victor Franco.

Agora, com a possibilidade de um novo El Niño, a empresa repete o protocolo, ampliando o monitoramento para obter mais previsibilidade dos custos sem perder a qualidade das refeições oferecidas, adotando as seguintes estratégias:

  • Substituição de folhas mais sensíveis, como alface e rúcula, por couve, repolho, acelga e escarola;
  • Redução da dependência de itens como tomate, brócolis e couve-flor em períodos de maior pressão de preço;
  • Ampliação do uso de legumes mais resilientes ao calor, como abóbora, mandioca, cenoura, beterraba e batata-doce;
  • Priorização de frutas com maior estabilidade de oferta, como banana, mamão, melancia e laranja;
  • Fortalecimento de compras regionais e da relação com agricultores familiares.

“Mais do que substituir ingredientes, o objetivo é impedir que oscilações climáticas comprometam a qualidade das refeições e pressionem os custos de alimentação. Quem trabalha diariamente com alimentos precisa olhar para o clima com antecedência”, diz Franco.

Segundo o CEO, o El Niño tem impacto direto em toda a cadeia de alimentação, da produção ao que chega diariamente às refeições de milhões de brasileiros. “Empresas que conseguem antecipar movimentos de safra, clima e abastecimento reduzem exposição à inflação e ganham mais estabilidade operacional”, conclui.

Com a consolidação cada vez mais provável do El Niño nos próximos meses, o Brasil poderá enfrentar períodos mais quentes no Sudeste, Centro-Oeste e Sul, além de alterações importantes nas chuvas, com irregularidades em áreas produtivas do Matopiba.

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Argentina pré-qualifica duas propostas para hidrovia Paraná-Paraguai


Hidrovias do Norte ampliam escoamento agro e abastecimento regional

O Ministério da Economia da Argentina declarou pré-qualificadas, nesta terça-feira (19), as propostas de Jan de Nul VN e Servimagnus e de Dredging, Environmental & Marine Engineering (DEME) para a concessão do trecho argentino da Hidrovia Paraná-Paraguai. As duas ofertas econômicas apresentaram tarifa de US$ 3,80 por tonelada de carga, ante o valor atualmente cobrado, segundo o governo argentino.

De acordo com comunicado oficial da pasta, o valor ofertado representa redução de US$ 0,50 por tonelada em relação à tarifa vigente, o que equivale a uma economia de 13,5%. O certame também recebeu proposta da DTA Engenharia, mas a empresa foi declarada inadmissível no processo.

A concessão trata de um eixo logístico relevante para o transporte fluvial de cargas na região, especialmente produtos ligados ao comércio exterior, como grãos, derivados e insumos. A hidrovia é usada para o escoamento da produção agroindustrial e para a movimentação de mercadorias entre países do Cone Sul.

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O avanço da licitação ocorre em meio a questionamentos judiciais. Segundo o jornal argentino Ámbito Financiero, a Fundação pela Paz e pela Mudança Climática apresentou denúncia penal para apurar uma suposta manobra de direcionamento no processo. Um dos pontos citados é a alegação de que a licitação teria sido estruturada para favorecer a Jan De Nul, atual operadora do dragado e apontada como detentora da melhor proposta técnica. A reportagem mencionada não registra manifestação da companhia sobre a acusação.

Em resposta, o Ministério da Economia afirmou que o processo foi validado por todo o setor privado e produtivo do país. O governo informou ainda que, após a conclusão da avaliação econômica, a Agência Nacional de Portos e Navegação deverá seguir para a adjudicação e a assinatura do contrato de concessão. O investimento estimado é de cerca de US$ 10 bilhões, conforme o comunicado oficial.

A definição do vencedor deve estabelecer as condições operacionais e tarifárias de um corredor com efeito direto sobre custos logísticos e competitividade regional. Até o momento, não foram detalhados no material disponível o cronograma final da adjudicação nem os desdobramentos judiciais da denúncia.

Fonte: Estadão Conteúdo

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MDA anuncia mais de R$ 22 milhões para agricultura familiar no Rio Grande do Norte


Governo anuncia R$ 12,5 milhões para agricultura familiar no Rio Grande do Norte

O Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) anunciou, nesta terça-feira (19), em agendas realizadas em Natal e São Paulo do Potengi, no Rio Grande do Norte, um conjunto de ações voltadas à agricultura familiar que somam mais de R$ 22 milhões em investimentos diretos. As medidas incluem inclusão produtiva, regularização fundiária, formação em agroecologia, apoio a mulheres rurais, aquisição de alimentos e assistência técnica.

Segundo o MDA, o principal anúncio foi o lançamento do programa Da Terra à Mesa no estado, com R$ 12,59 milhões para beneficiar 1.259 famílias agricultoras. De acordo com a pasta, 50% do público atendido será composto por mulheres e 20% por jovens. Os recursos são destinados a investimentos não reembolsáveis e assessoramento técnico para estruturação produtiva, com possibilidade de uso em transição agroecológica, adaptação climática, quintais produtivos e redes de cooperativas.

Na agenda, também foram entregues 168 títulos definitivos pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) a famílias assentadas, medida que amplia a segurança jurídica sobre a terra e pode facilitar o acesso a políticas públicas e crédito, embora o material divulgado não detalhe prazos ou desdobramentos operacionais.

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Outra frente anunciada foi o lançamento do Curso Superior de Tecnologia em Agroecologia, em parceria com o Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), com investimento de R$ 2,7 milhões, além da assinatura de um Termo de Execução Descentralizada (TED) de R$ 7,58 milhões para o Mutirão das Mulheres.

Em Natal, o ministério informou ainda a entrega de três colheitadeiras de arroz por meio do Programa Arroz da Gente e o anúncio de R$ 10 milhões para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), iniciativa que, segundo o governo, deve beneficiar cerca de 272 mil pessoas. Também foi anunciada parceria de R$ 1 milhão com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Norte (Emater-RN) para ações de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) na cadeia do leite.

No território Potengi, a ministra Fernanda Machiaveli participou da inauguração do entreposto de ovos da Cooppotengi, com capacidade para processar até 3 mil ovos por dia, além de um empório da cooperativa. A estrutura reforça a organização da produção e a comercialização da agricultura familiar na região.

Com foco em produção, regularização, comercialização e assistência técnica, o conjunto de medidas amplia instrumentos públicos para a agricultura familiar no estado. O impacto efetivo sobre renda, escala produtiva e acesso a mercado dependerá da execução dos programas e da continuidade do acompanhamento técnico informado pelo governo.

Fonte: gov.br

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Cade aprova compra da marca Regina e de fábrica da Barbosa & Marques pela Tirolez


Piracanjuba compra Laticínio Sertão e amplia operação em Alagoas

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições, a proposta de aquisição da marca de queijos Regina e da planta industrial de Governador Valadares (MG) pela Tirolez. Os ativos pertencem ao grupo Barbosa & Marques, que está em recuperação judicial desde março de 2023. A operação foi informada pela companhia nesta segunda-feira (19) e ainda depende de aval da 5ª Vara Cível da Comarca de Governador Valadares para conclusão definitiva.

Segundo a Tirolez, a aprovação do Cade permite o início da integração entre as operações industriais e comerciais das empresas. Nesta etapa, a companhia passará a comercializar os produtos da marca Regina, que reúne mais de 40 SKUs, por meio de contratos de arrendamento e licença de marca.

A operação prevê a constituição de uma Unidade Produtiva Isolada (UPI), conforme proposta anunciada em abril. No andamento do processo judicial, a marca Regina e a fábrica de Governador Valadares poderão ser incorporadas de forma definitiva à estrutura da Tirolez, desde que haja aprovação da Justiça responsável pela recuperação judicial do grupo mineiro.

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Fundada em Carangola (MG), a Barbosa & Marques atua no segmento de laticínios desde 1934. A marca Regina iniciou a produção de queijos em 1946 e consolidou presença principalmente nos mercados do Rio de Janeiro e do Nordeste. Entre os produtos estão queijos especiais e queijo Reino comercializado em latas.

A unidade de Governador Valadares está instalada em uma bacia leiteira de Minas Gerais, ponto relevante para a captação de matéria-prima e para a logística industrial da cadeia de lácteos. Além da produção de queijos, a planta conta com estrutura para secagem e beneficiamento de soro de leite em pó, segmento citado pela Tirolez como nova vertical de negócio.

Em nota, o CEO da Tirolez, Marcel de Barros, afirmou que a operação deve ampliar a capacidade produtiva da empresa em queijos especiais e agregar a marca Regina ao portfólio. A companhia não informou, no comunicado divulgado, valores da transação, volume de processamento da unidade ou prazo estimado para a conclusão judicial do negócio.

Do ponto de vista da cadeia leiteira, a aprovação antitruste retira uma etapa regulatória da operação e mantém em aberto a definição judicial sobre a transferência dos ativos. Sem a decisão da 5ª Vara Cível, ainda não há confirmação sobre o fechamento definitivo do negócio nem sobre eventuais desdobramentos operacionais para fornecedores e produção regional.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Câmara rejeita recurso e envia ao Senado projeto sobre regularização no Código Florestal


Câmara analisa recurso sobre projeto que altera regularização do Código Florestal

A Câmara dos Deputados rejeitou, nesta terça-feira (19), o recurso apresentado pelo PT e por parlamentares de outros partidos e confirmou o envio ao Senado do Projeto de Lei 364/19. A proposta trata da regularização prevista no Código Florestal e estabelece que suas regras poderão ser aplicadas a todos os biomas, inclusive à Mata Atlântica, afastando a incidência de normas consideradas conflitantes em outras legislações.

Segundo a tramitação informada pela Câmara, o projeto foi aprovado com substitutivo da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, relatado pelo deputado Lucas Redecker (PSD-RS), a partir de texto do deputado Alceu Moreira (MDB-RS). A proposta prevê que a regularização alcance ocupações anteriores a 22 de julho de 2008, inclusive em Áreas de Preservação Permanente (APP), Reserva Legal e áreas de uso restrito.

Pelo texto, uma vez cumpridas as exigências de regularização do Código Florestal, o imóvel rural poderá ser considerado regular em relação a essas áreas. Isso abre a possibilidade de continuidade ou substituição de atividades produtivas já existentes em áreas rurais consolidadas, incluindo agricultura e atividades agrossilvipastoris.

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O substitutivo também ampliou o alcance do projeto. Inicialmente voltado aos campos de altitude na Mata Atlântica, o texto passou a incluir campos gerais e campos nativos em outras regiões do país, com abrangência sobre formações campestres do Pantanal, Cerrado, Pampas e determinadas áreas da Amazônia.

Para o setor agropecuário, o tema tem efeito regulatório porque altera a referência legal usada na regularização ambiental de imóveis rurais e no uso produtivo dessas áreas. O texto menciona, por exemplo, hipóteses em que poderá ser dispensada autorização para corte de vegetação nativa ou em regeneração, ponto que foi alvo de divergência entre parlamentares.

Durante o debate, parlamentares favoráveis afirmaram que a proposta busca uniformizar regras de regularização. Já deputados contrários sustentaram que o texto amplia a possibilidade de conversão de uso em áreas ambientalmente sensíveis. O conteúdo aprovado ainda será analisado pelo Senado Federal.

A próxima etapa da tramitação ocorrerá no Senado, onde o texto poderá ser mantido, alterado ou rejeitado. Até essa análise, não há definição final sobre a mudança nas regras aplicáveis aos imóveis rurais e aos diferentes biomas mencionados no projeto.

Fonte: camara.leg.br

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Juros futuros ganham inclinação com pressão externa e ruído político


Juros futuros ganham inclinação com pressão externa e ruído político

A curva de juros futuros ganhou inclinação nesta terça-feira (19), com avanço mais evidente nos contratos de prazo mais longo. O movimento foi influenciado pela alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, pela piora da percepção de risco político doméstico e por declarações do diretor de Política Monetária do Banco Central, Nilton David. No fechamento, o DI para janeiro de 2029 subiu a 14,11% e o de janeiro de 2031 avançou a 14,27%.

O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 encerrou a sessão em 14,14%, praticamente estável ante os 14,15% do ajuste anterior. Já os vencimentos mais longos registraram alta: o DI para janeiro de 2029 passou de 14,06% para 14,11%, enquanto o DI para janeiro de 2031 subiu de 14,18% para 14,27%.

No cenário externo, o principal vetor foi a abertura das taxas dos Treasuries, em meio ao impasse entre Estados Unidos e Irã. A percepção de risco também acompanhou o mercado de energia. O petróleo Brent para julho fechou em queda de 0,82%, a US$ 111,28 por barril, mas permaneceu em patamar elevado.

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No ambiente doméstico, agentes financeiros citaram falas de Nilton David, do Banco Central, como fator adicional para o movimento de inclinação da curva. Segundo o diretor, a desancoragem das expectativas de inflação segue no radar da autoridade monetária. Investidores também monitoraram declarações atribuídas a conversa reservada, nas quais o diretor teria indicado espaço para cortes adicionais da Selic além de 13,25% ao fim do ano.

De acordo com Étore Sanchez, economista-chefe da Ativa Investimentos, a pressão internacional foi o fator predominante sobre os juros futuros. Ele também apontou influência do quadro político local sobre os vértices mais longos.

Para o agronegócio, a movimentação da curva é um sinal relevante porque afeta o custo de captação, o financiamento de máquinas, armazenagem, logística e capital de giro. O texto-base, no entanto, não traz recorte específico sobre linhas de crédito rural nem estimativas setoriais.

Sem mudança imediata no ciclo de política monetária indicada pelo Banco Central, o mercado segue concentrado no comportamento da inflação, dos juros globais e do risco fiscal. Para produtores, cooperativas e agroindústrias, a referência técnica é acompanhar os vencimentos mais longos, que influenciam o custo financeiro das operações de investimento.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Câmara aprova envio ao Senado de projeto que altera regras do Código Florestal


Câmara analisa recurso sobre projeto que altera regularização do Código Florestal

A Câmara dos Deputados rejeitou, nesta terça-feira (19), um recurso apresentado pelo PT e por parlamentares de outros partidos e aprovou o envio ao Senado Federal do Projeto de Lei 364/19. A proposta trata da regularização do Código Florestal em todos os biomas e prevê que regras conflitantes de outras legislações, como a Lei da Mata Atlântica, não sejam aplicadas nesses casos. O texto havia sido aprovado na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) com substitutivo do deputado Lucas Redecker (PSD-RS).

Segundo a proposta, a regularização poderá abranger ocupações anteriores ao Código Florestal em Áreas de Preservação Permanente (APP), Reserva Legal e áreas de uso restrito. Com isso, imóveis rurais que cumprirem as regras previstas no código passarão a ser considerados regularizados em relação a essas áreas, inclusive em situações hoje submetidas a normas mais restritivas.

O texto também prevê que, devido à realização de atividades agrossilvipastoris, poderá ser dispensada autorização para corte de vegetação nativa ou em regeneração, inclusive em estágio médio ou avançado, independentemente das exceções atualmente previstas em outras normas. Hoje, há diferenças entre o Código Florestal e a Lei da Mata Atlântica. Enquanto o código admite supressão em áreas passíveis de uso alternativo do solo com medidas compensatórias e mitigadoras, a legislação específica da Mata Atlântica proíbe essa prática em determinados casos.

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Outro ponto do projeto trata dos campos de altitude, campos gerais e campos nativos em diferentes regiões do país, incluindo Mata Atlântica, Pantanal, Cerrado, Pampas e partes da Amazônia. O texto passa a considerar como área rural consolidada as áreas preexistentes a 22 de julho de 2008, mesmo quando a atividade agrossilvipastoril não tiver implicado conversão da vegetação nativa.

Na prática, após a regularização, o imóvel poderá manter ou substituir atividades produtivas já existentes, inclusive com uso para agricultura. O tema tem efeito potencial sobre produtores rurais, regras de licenciamento e enquadramento ambiental de propriedades, mas o alcance jurídico final ainda dependerá da análise do Senado.

A tramitação segue agora para o Senado Federal. Até o momento, o conteúdo disponível não informa prazo para votação na Casa revisora nem eventuais mudanças no texto. Para o setor agropecuário, o próximo passo será acompanhar se a redação será mantida e como a eventual nova regra poderá alterar a regularização ambiental de imóveis rurais em diferentes biomas.

Fonte: camara.leg.br

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Câmara aprova urgência para propostas que tratam de temas de interesse do agro; saiba quais


Sessão deliberativa no Plenário da Câmara
Foto: Thiago Cristino / Câmara dos Deputados

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (19) o regime de urgência para nove propostas. Os projetos com urgência podem ser votados diretamente no Plenário, sem passar antes pelas comissões da Câmara.

Confira as propostas que passam a tramitar com urgência:

  • PL 5900/25, do deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR) e outros 10 parlamentares, que torna obrigatória a aprovação prévia do Ministério da Agricultura e Pecuária antes da edição de qualquer norma federal com impacto sobre espécies vegetais, animais, aquícolas, florestais ou organismos usados em atividades produtivas;
  • PL 2827/25, do deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), que inclui expressamente os rendimentos de arrendamento de imóvel rural no conceito de atividade rural para fins de tributação do Imposto de Renda;
  • PLP 34/26, do deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), que retira insumos agropecuários e créditos presumidos vinculados à cadeia do agro do alcance da redução linear de benefícios tributários federais prevista na lei complementar 224/25, que muda a forma como a União concede benefícios fiscais e tributa alguns setores da economia;
  • PL 3123/25, do deputado Alceu Moreira (MDB-RS), que prevê o uso de dados públicos na análise de risco de operações de financiamento, seguro e resseguro rural;
  • PLP 262/19, do Senado, que permite que cooperativas acessem os recursos de três fundos públicos: Fundos de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) e do Centro-Oeste (FDCO) e o Fundo da Amazônia (FDA);
  • PL 3220/19, do Senado, que cria regras para o compartilhamento de postes entre empresas de energia elétrica e de telecomunicações;
  • PL 2143/25, do Senado, que altera a Lei de Proteção de Cultivares (lei nº 9.456/1997) para ampliar o tempo de vigência dos direitos de proteção de novas variedades de plantas desenvolvidas por criadores e pesquisadores.
  • PL 1122/24, do deputado Carlos Veras (PT-PE), que permite aos trabalhadores rurais atualizar e corrigir suas informações cadastrais, a qualquer tempo, junto ao Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS), para estarem aptos a receber seus benefícios previdenciários;
  • PL 4822/25, dos deputados Pedro Lucas Fernandes (União-MA), Adolfo Viana (PSDB-BA) e Isnaldo Bulhões Jr. (MDB-AL), que altera a Lei dos Partidos Políticos (lei nº 9.096/1995) para estabelecer que cada órgão partidário — nacional, estadual, distrital ou municipal — é o único responsável pelo pagamento das sanções pecuniárias que lhe forem aplicadas, proibindo que cotas do Fundo Partidário de um diretório sejam usadas para quitar dívidas de outro.
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AgroNewsPolítica & Agro

Centro-Sul registra alta na produtividade da cana


A produtividade da cana-de-açúcar no Centro-Sul cresceu 13% em abril, segundo dados divulgados pelo CTC – Centro de Tecnologia Canavieira, em Piracicaba (SP), nesta segunda-feira, 18 de maio de 2026. A média passou de 73,8 toneladas por hectare na safra 2025/26 para 83,4 t/ha em 2026/27, resultado que pode influenciar o ritmo de moagem e o planejamento das usinas na região.

De acordo com levantamento do CTC – Centro de Tecnologia Canavieira, a produtividade média da cana-de-açúcar no Centro-Sul alcançou 83,4 toneladas por hectare em abril. O resultado representa avanço de 13% em relação ao mesmo período da safra anterior, quando a média registrada foi de 73,8 toneladas de cana por hectare.

Os dados fazem parte do Boletim de Olho na Safra, elaborado com informações da Plataforma de Benchmarking do CTC. Além do ganho em produtividade, a qualidade da matéria-prima apresentou variação positiva no período.

Segundo dados divulgados pelo CTC – Centro de Tecnologia Canavieira, o ATR, indicador que mede a quantidade de Açúcar Total Recuperável por tonelada de cana, subiu 0,5%. O índice passou de 112,1 kg ATR/t na safra 2025/26 para 112,6 kg ATR/t em 2026/27.

O aumento da produtividade da cana no Centro-Sul ocorre em um momento estratégico para o setor sucroenergético, já que abril marca o início de atividades relevantes da safra em importantes polos produtores. Com maior volume médio por hectare e leve melhora no ATR, usinas e produtores podem ajustar expectativas sobre moagem, rendimento industrial e oferta de matéria-prima ao longo da temporada.

O desempenho, no entanto, ainda depende da continuidade das condições de campo e da evolução dos indicadores nos próximos meses da safra 2026/27.

A alta de 13% na produtividade da cana sinaliza um início mais favorável para a região Centro-Sul frente ao mesmo período da safra anterior. Para o setor, o dado reforça a importância do acompanhamento técnico da safra, especialmente em um cenário no qual produtividade agrícola e qualidade industrial são decisivas para a rentabilidade das unidades produtoras.





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