domingo, junho 28, 2026

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Setor avícola brasileiro reage à suspensão da UE sobre carnes


A suspensão da importação de carnes brasileiras pela União Europeia, a partir de 3 de setembro, gerou preocupação no setor avícola do Brasil. Representantes da cadeia produtiva afirmam que o país mantém padrões sanitários reconhecidos internacionalmente e defendem que ainda há espaço para negociação e reversão da medida.

Justificativa da suspensão

A decisão do bloco europeu foi justificada por supostas falhas no controle do uso de antimicrobianos na criação de animais. Apesar disso, entidades do setor destacam que o Brasil possui rígidos protocolos sanitários e que outros países do Mercosul, como Argentina e Uruguai, continuam autorizados a exportar para o mercado europeu.

Reação do setor produtivo

  • As exportações seguem normalmente até 3 de setembro, sem impacto nos preços internos.
  • O Ministério da Agricultura mantém reuniões com autoridades da União Europeia.
  • O Brasil atende aos requisitos internacionais e apresentará comprovações de rastreabilidade no momento oportuno.
  • Ainda há tempo para reverter a situação e apresentar laudos que garantam a sanidade da carne brasileira.

Importância do Brasil no mercado global

O Brasil é um fornecedor estável e seguro, com mais de 40 anos de histórico de fornecimento de proteínas animais aos países europeus. O setor de proteínas animais permanece comprometido com a transparência, a sustentabilidade e o pleno atendimento às exigências dos mercados internacionais.

Produção no Paraná

No Paraná, as indústrias de produtos avícolas manterão um rígido padrão de produção, atuando com responsabilidade e elevado padrão sanitário. O estado é responsável por 35% da produção nacional de carne de aves e exporta 42% do que o Brasil envia ao exterior.

Globalmente, o Brasil responde por aproximadamente 36% da carne de frango, enquanto o Paraná representa 16% desse total.

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ABCS apresenta propostas para aprimorar o Plano Safra 26/27


A Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) enviou ao Ministério da Agricultura e Pecuária um documento com sugestões para o Plano Safra 26/27. As propostas visam aprimorar as condições de financiamento para os produtores rurais, especialmente os suinocultores, e abordar as particularidades da atividade.

Propostas de financiamento

  • Criação de uma linha de crédito permanente para retenção de matrizes, funcionando como capital de giro para os suinocultores.
  • Aumento do limite do Inovagro para adequações nas granjas, visando atender às normas de bem-estar animal.
  • Atualização dos valores do Inovagro para R$ 4,5 milhões para produtores individuais e R$ 13,5 milhões para pedidos coletivos.
  • Elevação do teto de faturamento do Pronamp para R$ 3,75 milhões, facilitando o acesso a mais suinocultores.

Justificativas das propostas

A ABCS argumenta que a linha de crédito para retenção de matrizes é essencial para garantir o fluxo de caixa e a continuidade da produção. A entidade também destaca que muitos suinocultores enfrentam dificuldades financeiras e que a atualização dos limites de crédito é necessária para atender a demanda crescente por investimentos em bem-estar animal.

Próximos passos

As propostas apresentadas pela ABCS agora estão sob análise do governo federal, que avaliará a viabilidade das sugestões para o novo Plano Safra.

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Avanço do plantio de soja e milho nos EUA e exportações brasileiras firmes


O mercado agrícola está em atenção com o avanço do plantio de soja e milho nos Estados Unidos, enquanto as exportações brasileiras mantêm um ritmo firme. As informações foram apresentadas pelo analista da Datagro, Henrique Lupo.

Avanço do plantio nos EUA

Nos Estados Unidos, o plantio de soja e milho está avançando em um ritmo superior à média histórica. Os dados mais recentes indicam que:

  • Cerca de 73% da área prevista para soja já está semeada.
  • A área de milho apresenta 76% do plantio concluído.
  • Uma parte significativa das lavouras já está em estágio de emergência.

No entanto, o mercado permanece cauteloso em relação às condições climáticas, com:

  • 28% das áreas de soja e 26% das áreas de milho apresentando algum nível de seca.
  • 44% das lavouras mostrando umidade insuficiente no solo.

Exportações brasileiras

Em contrapartida, o Brasil se destaca nas exportações, que seguem aquecidas. Na última semana, o país exportou:

  • Cerca de 3,7 milhões de toneladas de soja, superando a média necessária para atingir as 118 milhões de toneladas previstas para o ciclo.
  • No acumulado do ciclo, já foram exportadas 46 milhões de toneladas, volume superior ao do mesmo período do ano anterior.

Para o milho, o ritmo de exportação é mais lento, com apenas 34.000 toneladas exportadas na última semana, o que está abaixo da média necessária para atingir as 45 milhões de toneladas previstas. Apesar disso, o acumulado do ciclo mostra um volume exportado maior do que no ano anterior.

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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Investigação dos EUA sobre prática comercial do Brasil não pode ser teatro…


Logotipo Reuters

Por Bernardo Caram

17 Abr (Reuters) – O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta sexta-feira que a investigação aberta pelos Estados Unidos para analisar práticas comerciais do Brasil com base na Seção 301 da lei comercial norte-americana, “não pode servir como um mero teatro” para validar a imposição de tarifas.

Em entrevista à imprensa em Washington, onde participa das “reuniões de primavera” do FMI-Banco Mundial, Durigan disse esperar que todos os pontos levantados pelo governo do país norte-americano e respondidos pelo Brasil sejam devidamente considerados.

O Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês) abriu em julho do ano passado uma investigação sobre práticas comerciais do Brasil nos termos da Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA, citando temas como o Pix, desmatamento ilegal, proteção insuficiente à propriedade intelectual e decisões do Supremo Tribunal Federal envolvendo big techs.

Como mostrou a Reuters, o governo do Brasil fez reunião com membros do USTR sobre o Pix em Washington nesta semana e autoridades brasileiras avaliaram a conversa como produtiva, mas apontaram que persiste a percepção de que, independentemente disso, o tema pode ser usado pela administração do presidente Donald Trump para justificar a imposição de tarifas.

Na entrevista, Durigan disse que não tratou do tema da Seção 301 nas “duas ou três” reuniões nesta semana nas quais encontrou o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, ressaltando que discutiu pautas relacionadas a inteligência artificial, stablecoins (moedas digitais lastreadas a ativos reais) e cooperação internacional.

MINERAIS CRÍTICOS

O ministro afirmou que deve debater ainda nesta sexta-feira, com países do G7, temas relacionados a minerais críticos. Ele disse que o Brasil tem interesse em ampliar parcerias nessa área, mas rejeitou hipótese de o país apenas exportar esses insumos sem tratamento a países desenvolvidos.

“O que nos importa é que a gente garanta algum adensamento, alguma tecnologia no Brasil”, disse.

Em relação às medidas adotadas pelo Brasil para mitigar efeitos da guerra no Irã, Durigan afirmou que as ações podem eventualmente não ser prorrogadas em maio caso o conflito seja encerrado, mas ponderou que ainda há elevada incerteza sobre o tema.

Ele acrescentou que o governo brasileiro passará a ter uma “integração semanal” com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial para que as ações de enfrentamento aos efeitos da guerra sejam tomadas pelo país com base na experiência internacional.

Na entrevista, o ministro se posicionou contra uma eventual classificação, pelos EUA, de organizações criminosas que atuam no Brasil como terroristas. Para ele, embora perigosos, esses grupos “não se tratam de organizações terroristas”.

“O que eu tenho dividido, inclusive com os norte-americanos, foi o sucesso do anúncio da semana passada da ampliação da parceria da Receita Federal com a aduana norte-americana, e acho que isso pode ajudar mais do que botar um rótulo”, disse.

Durigan ainda afirmou que o plano do governo para renegociação de dívidas de famílias e empresas está pronto para ser anunciado. Ele disse que o pacote não envolverá gasto primário do Tesouro Nacional e ressaltou que o governo vai “mobilizar a garantia”, mas não explicou como isso seria feito sem impactar as contas públicas.

(Por Bernardo Caram, edição de Isabel Versiani)





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Frio intenso e risco de geada afetam a Região Sul do Brasil


Uma intensa frente fria atinge a Região Sul do Brasil, com temperaturas mínimas previstas para chegar a 0°C em áreas da Serra Gaúcha e na Serra Catarinense. O fenômeno traz risco de geada, especialmente nas baixadas do Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, onde a temperatura pode ficar abaixo de 4°C.

Impactos do frio na agricultura

O frio intenso pode afetar a agricultura local, com possíveis danos às plantações. As previsões indicam que o frio deve avançar para Mato Grosso do Sul e São Paulo, mas sem risco de geada nessas regiões.

Previsão do tempo

  • O frio começa a perder força a partir de quinta-feira.
  • Canal de umidade traz nebulosidade para o Rio de Janeiro, São Paulo e Sul de Minas Gerais.
  • Chuvas intercaladas com melhorias, mas sem abrir o sol.
  • Possibilidade de temporais no sul de Minas, com risco de granizo e rajadas de vento intensas.
  • Na próxima semana, o panorama se mantém, com exceção do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, que devem receber chuvas volumosas.

Conclusão

Os produtores rurais devem estar atentos às condições climáticas, pois a combinação de frio intenso e chuvas irregulares pode impactar a produtividade das lavouras na Região Sul.

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Fazenda mantém projeção de alta de 2,3% do PIB em 2026


Mercadante defende atuação do Estado contra choque do petróleo

O Ministério da Fazenda manteve em 2,3% a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro para 2026, segundo o Boletim Macrofiscal de maio apresentado nesta segunda-feira (18), em Brasília. No mesmo documento, a Secretaria de Política Econômica (SPE) revisou a estimativa do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 3,7% para 4,5%, em um cenário de pressão internacional provocada pela alta do petróleo e pelas tensões no Oriente Médio.

De acordo com a SPE, o novo ambiente externo foi alterado pelo conflito no Oriente Médio e pelo fechamento do Estreito de Ormuz, com efeitos sobre inflação, juros e crescimento em diferentes países. Na apresentação, a secretária de Política Econômica, Débora Freire, afirmou que o boletim traz o diagnóstico do governo diante de um choque de oferta com repercussão global.

Mesmo com a desaceleração esperada da economia mundial, a equipe econômica avaliou que a atividade brasileira segue sustentada por serviços, indústria e mercado de trabalho. Segundo a secretária, a mediana do boletim Focus para 2026 subiu de 1,8% para 1,9%, incorporando o efeito da valorização do petróleo sobre a indústria extrativa e os termos de troca.

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O subsecretário de Política Macroeconômica, Rafael Leão, disse que a política monetária restritiva continua atuando como fator de contenção da atividade, mas parte desse efeito é compensada pela alta do petróleo, pela melhora do saldo comercial e pelo desempenho da indústria extrativa. O boletim também destacou a condição do Brasil como exportador líquido de petróleo e a participação de fontes renováveis na matriz energética, estimada em 50%.

Para o setor agropecuário, a revisão da inflação é um dado central porque a própria SPE atribui parte da alta prevista do IPCA ao avanço dos combustíveis, fretes e custos de produção. Esses componentes têm efeito direto sobre transporte, insumos e logística das cadeias rurais. Ao mesmo tempo, o quadro fiscal e a trajetória dos juros seguem relevantes para crédito, investimento e comercialização.

Na área fiscal, o subsecretário de Política Fiscal, Rodrigo Toneto, afirmou que as expectativas de mercado para resultado primário e dívida pública melhoraram, segundo o Prisma Fiscal. Não foram detalhados, no material informado, novos parâmetros específicos para o impacto setorial no agro.

O cenário descrito pela Fazenda combina crescimento mantido em 2,3% com inflação mais alta, de 4,5%, em um contexto de petróleo pressionado e juros ainda restritivos. Para produtores e agentes das cadeias agropecuárias, o monitoramento de combustíveis, fretes, crédito e câmbio permanece como variável técnica relevante nos próximos meses, embora o boletim não apresente projeções específicas para o setor rural.

Fonte: gov.br

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AgroNewsPolítica & Agro

Exportação ao Golfo recua em abril e no acumulado; agro segue ‘no azul’


Vendas aos países árabes da região caem 24,99% no mês, acumulam perdas de 0,67% sobre 2025 e agro ainda avança 1,97%

As exportações brasileiras para o Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), formado por Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Omã, registraram em abril o segundo recuo do ano com o conflito no Oriente Médio. No mês, as receitas recuaram 24,99%, para US$ 455,54 milhões, sobre abril do ano passado. No acumulado do ano houve queda de 0,67%, com total de US$ 2,82 bilhões, segundo levantamento da Inteligência de Mercado da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, com base em dados do Governo Federal.

De acordo com a entidade, apesar do recuo, os números indicam que a demanda no CCG ainda é relevante, mesmo com o aumento dos custos logísticos provocado pelo fechamento do Estreito de Ormuz, que elevou despesas com fretes e seguros, além de impor a necessidade de transbordos rodoviários e aéreos por milhares de quilômetros.

“Os exportadores encontraram soluções logísticas para colocar seus produtos na região, ainda que a custos maiores. E os mercados árabes, mesmo nessa situação, ainda geram receitas expressivas, especialmente nas categorias do agronegócio, das quais dependem para a segurança alimentar de suas populações”, afirma Mohamad Mourad, secretário-geral da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira.

As vendas de produtos agropecuários para o CCG ainda estão no azul, acumulando alta no ano de 1,97%, ou US$ 1,76 bilhão, com frango, açúcar, carne bovina, milho e café na dianteira da pauta exportadora. Os dados mostram perdas em categorias importantes que foram, no entanto, contrabalançadas por avanços em outros produtos.

As exportações de frango acumulam queda de 5,98%, para US$ 791,19 milhões. Apesar disso, o Catar, que possui portos apenas no Golfo, ampliou as compras do produto em 13,82%, para US$ 70,29 milhões, recorrendo a portos sauditas no Mar Vermelho, ao transporte por caminhões e a aviões para manter o fluxo comercial. 

As vendas de açúcar cresceram 28,74% entre janeiro e abril, para US$ 442,59 milhões, com os principais avanços registrados na Arábia Saudita, onde a alta foi de 46,35%, e em Omã, com embarques de açúcar brasileiro saltando 6.332,27% no período, mesmo com parte dos portos do país afetados pelo bloqueio do Estreito de Ormuz.

A carne bovina segue com desempenho positivo no quadrimestre, avançando 28,77%, para US$ 219,30 milhões, e crescimento em todos os mercados do CCG. Em abril, no entanto, os números mostram uma desaceleração dos embarques, com as receitas recuando 46,90% em relação a março, num claro sinal de reversão de tendência.

O milho, em abril, registrou recuperação. Após embarques praticamente inexistentes em março, as vendas do grão somaram US$ 11,80 milhões no mês passado, acumulando no ano alta de 11,69%, totalizando US$ 73,01 milhões, com vendas impulsionadas sobretudo por negócios com o Kuwait e os Emirados Árabes Unidos.

O café acumula alta de 58,50% no quadrimestre, com vendas de US$ 64,67 milhões. Os maiores aumentos foram vistos nos Emirados Árabes Unidos, na Arábia Saudita e em Omã, em meio a um movimento que parece ter sido de recomposição de estoques.





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Embrapa e parceiros levam Agro Summit Amazônia à Rondônia Rural Show


Embrapa e parceiros levam Agro Summit Amazônia à Rondônia Rural Show

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e parceiros realizam, pela primeira vez, o Agro Summit Amazônia: Inovação e Novas Fronteiras para a Agropecuária Amazônica dentro da 13ª Rondônia Rural Show Internacional. O evento ocorre de domingo (25) a sexta-feira (30), no Centro Tecnológico Vandeci Rack, em Ji-Paraná (RO). A programação inclui dois espaços dedicados à difusão de tecnologias, palestras, oficinas e demonstrações técnicas com foco na realidade produtiva da Amazônia.

A iniciativa terá o Espaço Inovação, no Pavilhão Empresarial Internacional do governo de Rondônia, e a Vitrine de Tecnologias, no estande da Embrapa. Segundo a organização, os ambientes vão concentrar palestras, mesas-redondas, minicursos, workshops, hackathon e participação de agtechs, além de transmissão virtual pelos canais da Embrapa no YouTube.

Entre os temas previstos estão cultivares adaptadas à região, forrageiras para pecuária de corte e leite, grãos com maior resiliência climática, manejo de pragas e doenças, além de painéis voltados às cadeias de café, cacau, pecuária e piscicultura. Também estão programadas discussões sobre pecuária sustentável, propagação de café e cacau e uso de espectrometria para identificação de fraudes e determinação de terroirs em café.

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Na cafeicultura, a Rede Estadual de Avaliação de Clones de Café em Rondônia reúne 64 clones de Robustas Amazônicos. De acordo com Alexsandro Lara Teixeira, pesquisador da Embrapa Café, na primeira colheita, em 2024, 20% dos clones superaram 85 sacas por hectare, com materiais acima de 140 sacas por hectare. As análises da colheita de 2025, segundo o pesquisador, já indicam valores superiores a 200 sacas por hectare.

A programação também inclui o lançamento do projeto Amazônia mais Robusta, a apresentação de resultados do projeto CarbCafé e publicações técnicas, como o livro sobre sistemas integrados, bem-estar animal e mudanças climáticas no Bioma Amazônico. As inscrições nas oficinas serão feitas no estande da Embrapa Rondônia e no Espaço Inovação da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico de Rondônia (Sedec), com vagas limitadas.

Para o setor produtivo da região Norte, o evento reúne tecnologias e resultados de pesquisa com aplicação direta em produtividade, melhoramento genético, sustentabilidade e diversificação de cadeias. A efetiva adoção das soluções apresentadas dependerá da participação dos produtores, da assistência técnica e do acesso continuado às ferramentas e materiais disponibilizados durante a feira.

Fonte: embrapa.br

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Empresa de alimentos adota medidas para conter impacto do El Niño nos custos


alimentos - banco mundial
Foto: Pixabay

O último relatório do Centro de Previsão da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), publicado na quinta-feira (14), destacou que as chances de o fenômeno El Niño se confirmar no segundo semestre e persistir até o fim de 2026 são de 82%.

Além de temperaturas acima da média, ondas de calor e alterações no regime de chuvas em diferentes regiões do país, há também impactos na cadeia de abastecimento de alimentos, com pressão sobre logística, disponibilidade de alguns produtos e, consequentemente, preços.

Levantamento da LCA 4intelligence mostra que os eventos associados ao El Niño em 2024 responderam por 27,4% da inflação de alimentos no Brasil.

Segundo a empresa de alimentação coletiva terceirizada Nutrisaude, operações sem planejamento sazonal e monitoramento climático podem enfrentar aumento de até 15% nos custos de alimentação durante períodos de maior pressão climática.

E esse fator tem peso maior sobre itens mais sensíveis ao calor e à irregularidade das chuvas, a exemplo de hortaliças folhosas, tomate, brócolis, couve-flor e algumas frutas e legumes.

“O clima já faz parte da estratégia de alimentação. No ano passado, durante os impactos associados ao La Niña, intensificamos o acompanhamento das safras, adaptamos cardápios e evitamos que oscilações climáticas elevassem em até 20% os custos de alimentação dos nossos clientes”, destaca o CEO da companhia, Victor Franco.

Agora, com a possibilidade de um novo El Niño, a empresa repete o protocolo, ampliando o monitoramento para obter mais previsibilidade dos custos sem perder a qualidade das refeições oferecidas, adotando as seguintes estratégias:

  • Substituição de folhas mais sensíveis, como alface e rúcula, por couve, repolho, acelga e escarola;
  • Redução da dependência de itens como tomate, brócolis e couve-flor em períodos de maior pressão de preço;
  • Ampliação do uso de legumes mais resilientes ao calor, como abóbora, mandioca, cenoura, beterraba e batata-doce;
  • Priorização de frutas com maior estabilidade de oferta, como banana, mamão, melancia e laranja;
  • Fortalecimento de compras regionais e da relação com agricultores familiares.

“Mais do que substituir ingredientes, o objetivo é impedir que oscilações climáticas comprometam a qualidade das refeições e pressionem os custos de alimentação. Quem trabalha diariamente com alimentos precisa olhar para o clima com antecedência”, diz Franco.

Segundo o CEO, o El Niño tem impacto direto em toda a cadeia de alimentação, da produção ao que chega diariamente às refeições de milhões de brasileiros. “Empresas que conseguem antecipar movimentos de safra, clima e abastecimento reduzem exposição à inflação e ganham mais estabilidade operacional”, conclui.

Com a consolidação cada vez mais provável do El Niño nos próximos meses, o Brasil poderá enfrentar períodos mais quentes no Sudeste, Centro-Oeste e Sul, além de alterações importantes nas chuvas, com irregularidades em áreas produtivas do Matopiba.

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Argentina pré-qualifica duas propostas para hidrovia Paraná-Paraguai


Hidrovias do Norte ampliam escoamento agro e abastecimento regional

O Ministério da Economia da Argentina declarou pré-qualificadas, nesta terça-feira (19), as propostas de Jan de Nul VN e Servimagnus e de Dredging, Environmental & Marine Engineering (DEME) para a concessão do trecho argentino da Hidrovia Paraná-Paraguai. As duas ofertas econômicas apresentaram tarifa de US$ 3,80 por tonelada de carga, ante o valor atualmente cobrado, segundo o governo argentino.

De acordo com comunicado oficial da pasta, o valor ofertado representa redução de US$ 0,50 por tonelada em relação à tarifa vigente, o que equivale a uma economia de 13,5%. O certame também recebeu proposta da DTA Engenharia, mas a empresa foi declarada inadmissível no processo.

A concessão trata de um eixo logístico relevante para o transporte fluvial de cargas na região, especialmente produtos ligados ao comércio exterior, como grãos, derivados e insumos. A hidrovia é usada para o escoamento da produção agroindustrial e para a movimentação de mercadorias entre países do Cone Sul.

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O avanço da licitação ocorre em meio a questionamentos judiciais. Segundo o jornal argentino Ámbito Financiero, a Fundação pela Paz e pela Mudança Climática apresentou denúncia penal para apurar uma suposta manobra de direcionamento no processo. Um dos pontos citados é a alegação de que a licitação teria sido estruturada para favorecer a Jan De Nul, atual operadora do dragado e apontada como detentora da melhor proposta técnica. A reportagem mencionada não registra manifestação da companhia sobre a acusação.

Em resposta, o Ministério da Economia afirmou que o processo foi validado por todo o setor privado e produtivo do país. O governo informou ainda que, após a conclusão da avaliação econômica, a Agência Nacional de Portos e Navegação deverá seguir para a adjudicação e a assinatura do contrato de concessão. O investimento estimado é de cerca de US$ 10 bilhões, conforme o comunicado oficial.

A definição do vencedor deve estabelecer as condições operacionais e tarifárias de um corredor com efeito direto sobre custos logísticos e competitividade regional. Até o momento, não foram detalhados no material disponível o cronograma final da adjudicação nem os desdobramentos judiciais da denúncia.

Fonte: Estadão Conteúdo

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