domingo, junho 28, 2026

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Câmara discute pautas urgentes do agro em dia dedicado ao setor


No dia dedicado ao agro, a Câmara dos Deputados acelerou a tramitação de projetos essenciais para o setor, incluindo a ampliação do uso de biodiesel no diesel brasileiro e a nova lei de cultivares. O deputado Arnaldo Jardim destacou a importância dessas medidas para o fortalecimento da agricultura nacional.

Projetos em pauta

  • Ampliação do uso de biodiesel, com testes para B25.
  • Avanços no seguro rural.
  • Nova lei de cultivares.
  • Fortalecimento do plano nacional de fertilizantes.

Importância do biodiesel

O deputado Arnaldo Jardim enfatizou que a autorização para os testes do biodiesel é um passo importante para a segurança energética do Brasil, que atualmente importa 28% do diesel consumido. A mistura de biodiesel é vista como uma alternativa para reduzir essa dependência e promover a segurança alimentar.

Perspectivas futuras

O aumento da mistura de biodiesel, que atualmente está em 15%, deve ser elevado para 17% e, em um cenário de médio prazo, para 25%. Essa mudança é considerada crucial para enfrentar as emergências climáticas e garantir um futuro sustentável para o setor agrícola.

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MME aprova plano de testes para diesel com biodiesel entre 15% e 25%


MME aprova plano de testes para diesel com biodiesel entre 15% e 25%

O Ministério de Minas e Energia (MME) aprovou, nesta quarta-feira (20), o plano de testes para avaliar a viabilidade do uso de óleo diesel com teores de biodiesel superiores a 15% e de até 25% na mistura. A medida foi formalizada por portaria e, segundo o próprio ministério, não muda de forma imediata o cronograma de adição obrigatória previsto em lei. O objetivo é reunir evidências técnicas sobre desempenho, segurança operacional e adequação do combustível em diferentes aplicações.

De acordo com a portaria, a primeira fase dos testes vai analisar misturas com teor superior a 15% e até 20%. Na sequência, a segunda etapa avaliará percentuais acima de 20% e até 25%. O texto também estabelece prioridade para a fase inicial, em razão da relação com o cronograma de elevação do teor de biodiesel previsto na legislação vigente.

O plano prevê a verificação da infraestrutura laboratorial necessária para os ensaios, além da disponibilidade de veículos, motores, máquinas, componentes, combustíveis e outros recursos técnicos. Após essa etapa, o MME deverá publicar, até 30 de novembro de 2026, uma versão atualizada do cronograma de execução do plano.

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Segundo informações já divulgadas pela Broadcast, o governo federal trabalha com a possibilidade de elevar a mistura obrigatória para 16% ainda em 2026, em cenário considerado otimista por fontes técnicas do Executivo. Essa perspectiva, no entanto, depende do avanço dos testes e da validação das condições operacionais.

Para o setor agropecuário, a discussão tem relação direta com a cadeia do biodiesel, que utiliza matérias-primas de origem agroindustrial, com destaque para o óleo de soja. Eventuais mudanças no teor da mistura podem influenciar a demanda por insumos, o processamento industrial e o planejamento de usinas e fornecedores. No campo, o tema também interessa por envolver o custo e o desempenho do combustível usado em máquinas e equipamentos, embora a portaria ainda não apresente resultados técnicos conclusivos sobre esses efeitos.

A próxima referência formal do processo será a atualização do cronograma pelo MME até novembro de 2026. Até lá, a evolução da mistura acima de 15% dependerá dos testes previstos na portaria e da comprovação técnica sobre segurança, desempenho e viabilidade operacional.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Debate na Câmara questiona lista de espécies invasoras com tilápia e eucalipto


Câmara debate lista de espécies exóticas invasoras prioritárias

Parlamentares, pesquisadores e representantes do setor produtivo criticaram, nesta quarta-feira (20), em reunião conjunta de comissões da Câmara dos Deputados, a revisão da lista nacional de espécies exóticas invasoras elaborada pelo Ministério do Meio Ambiente. Segundo os debatedores, a inclusão de espécies como tilápia, eucalipto e braquiária pode gerar restrições regulatórias sobre atividades econômicas consolidadas no país. O tema foi discutido pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural e de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável.

Durante a audiência, deputados defenderam a aprovação do Projeto de Lei 5900/25, que prevê manifestação prévia e vinculante de ministérios como Agricultura e Pesca na elaboração dessas normas. O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), afirmou que o enquadramento de espécies amplamente usadas na produção pode comprometer cadeias ligadas à oferta de alimentos, empregos e comércio.

O deputado Cobalchini (MDB-SC), autor do requerimento para o debate, declarou que a análise da lista não deveria considerar apenas o aspecto ecológico, mas também efeitos socioeconômicos, regulatórios e jurídicos. Segundo ele, a Comissão Nacional de Biodiversidade (Conabio), vinculada ao Ministério do Meio Ambiente, teria baixa participação do setor privado.

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A assessora técnica da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Jaine Ariele Cubas, informou que o setor privado ocupa 2 cadeiras na Conabio, enquanto organizações não governamentais e movimentos sociais somam 38% dos assentos. Para ela, a revisão exige mais estudos sobre impactos econômicos.

No campo técnico, o chefe da Embrapa Pesca e Aquicultura, Roberto Flores, alertou que a classificação ampla de espécies aquícolas de importância econômica, sem delimitação territorial, gradação de risco e diferenciação entre sistemas de cultivo, pode produzir efeitos regulatórios sobre cadeias já submetidas a mecanismos próprios de controle. Já o pesquisador do Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais (Ipef), Paulo Henrique Miller, relatou experimentos que indicam atuação de formigas nativas como barreira ecológica natural à disseminação do eucalipto.

O conteúdo disponibilizado não informa prazo para conclusão da revisão da lista nem apresenta posicionamento do Ministério do Meio Ambiente na mesma reunião.

A discussão indica que o tema deve avançar no campo regulatório e legislativo, com foco na definição de critérios técnicos, participação institucional e avaliação de risco por espécie e território. Sem esses parâmetros, segundo os debatedores, permanecem dúvidas sobre os efeitos práticos para licenciamento, produção aquícola, florestas plantadas e sistemas de pastagem.

Fonte: camara.leg.br

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Conab divulga nesta quinta-feira o 2º levantamento da safra de café 2026


Conab divulga nesta quinta-feira o 2º levantamento da safra de café 2026

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que divulgará nesta quinta-feira (21) o 2º Levantamento da Safra de Café 2026. A apresentação está marcada para 9h, com transmissão ao vivo pelo canal da companhia no YouTube. Segundo o aviso de pauta publicado nesta quarta-feira (20), o material reunirá informações sobre produção, produtividade e área plantada da cultura no país.

O levantamento da Conab é uma das referências oficiais para o acompanhamento da cafeicultura brasileira. Os dados costumam ser observados por produtores, cooperativas, exportadores, indústrias e agentes de mercado, já que ajudam a dimensionar o tamanho da oferta da safra e o comportamento da produção nas principais regiões cafeeiras.

Neste aviso de pauta, a companhia ainda não antecipou números do levantamento. Assim, até a publicação do boletim completo, não há detalhamento oficial sobre volume estimado de produção, rendimento por hectare ou variação da área plantada na safra 2026.

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De acordo com a Conab, o release e o boletim com os principais números serão disponibilizados no portal oficial da estatal após a apresentação. O material também será enviado à imprensa por e-mail. As emissoras de rádio receberão um podcast sobre a safra, que ficará disponível na página do ConabCast.

A divulgação é acompanhada pelo setor porque o café tem peso relevante no agronegócio brasileiro, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Atualizações sobre área, produtividade e produção servem de base para análises de oferta, planejamento comercial e monitoramento das condições da safra. No entanto, eventuais impactos sobre preços, exportações ou abastecimento só poderão ser avaliados com base nos números oficiais que serão apresentados nesta quinta-feira (21).

A transmissão do 2º Levantamento da Safra de Café 2026 está prevista para começar às 9h desta quinta-feira (21). As solicitações de entrevistas, segundo a Conab, poderão ser encaminhadas por e-mail à Gerência de Imprensa. Até a divulgação do boletim, não há base técnica suficiente para detalhar projeções da safra.

Fonte: gov.br

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Embrapa Agroenergia aprova dois projetos estratégicos em chamada do SEG


Embrapa Agroenergia aprova dois projetos estratégicos em chamada do SEG

A Embrapa Agroenergia informou nesta terça-feira (20) que teve aprovadas as duas propostas submetidas à Chamada 06/2025 – Universal: Prioridades das Unidades Descentralizadas, no âmbito do Sistema Embrapa de Gestão (SEG). Os projetos têm execução prevista para 36 meses, com início estimado em junho de 2026. As iniciativas abordam o desenvolvimento de bioinsumos e um processo de despolpa enzimática voltado à cadeia da macaúba.

O primeiro projeto aprovado é o “Bioinsumos a partir de lignina Kraft e minerais para fertilidade, proteção e sustentabilidade do solo (LIGNONEMAINPUTS)”, coordenado pelo pesquisador Clenilson Martins Rodrigues. A proposta usa lignina Kraft, coproduto da indústria de celulose e papel, associada a rochas regionais e biomassas vegetais para desenvolver insumos voltados à fertilidade e proteção do solo.

Segundo a Embrapa Agroenergia, a pesquisa busca responder à dependência brasileira de fertilizantes importados e a desafios agronômicos como baixa disponibilidade de nutrientes em solos tropicais, perdas por deriva de pós minerais e ocorrência de fitonematoides. O projeto prevê uso de mineração de dados, aprendizagem de máquina e modelagem estatística para otimizar formulações. A empresa não informou valores de investimento nesta etapa.

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A segunda proposta aprovada é coordenada por Dasciana de Sousa Rodrigues e Rossano Gambetta e trata do “Desenvolvimento de processo de despolpa enzimática para extração de óleo de polpa do fruto de macaúba e obtenção de caroços aptos à germinação”. O estudo mira um gargalo da cadeia: a taxa de germinação natural da macaúba, hoje em 7%, conforme a unidade.

De acordo com a pesquisadora Dasciana, a rota enzimática em baixa temperatura e baixa agitação busca preservar a viabilidade do embrião, diferentemente da despolpa mecânica. A proposta combina dois objetivos: ampliar a extração de óleo para biocombustíveis e aumentar a oferta de mudas viáveis. Para o setor, isso pode contribuir para estruturar a cadeia da macaúba no Cerrado com base tecnológica e menor perda no material propagativo.

Os dois projetos ainda dependem da execução prevista a partir de junho de 2026 para validação técnica e econômica em escala. Pelas informações divulgadas pela Embrapa Agroenergia, as pesquisas se concentram em reduzir gargalos de insumos e de produção de mudas, com potencial aplicação em agricultura, bioenergia e agroindústria, embora detalhes operacionais e orçamentários não tenham sido informados.

Fonte: embrapa.br

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AgroNewsPolítica & Agro

Setor do arroz avalia novos hábitos de consumo


As mudanças nos hábitos de consumo vêm ampliando o debate sobre o papel dos alimentos tradicionais na rotina dos brasileiros, especialmente em cadeias que historicamente tiveram presença constante no prato da população. A avaliação é de Sergio Cardoso, diretor de operações na Itaobi Representações, ao analisar os sinais de transformação no setor do arroz.

Segundo ele, temas como safra, produtividade, clima, exportações, custos, mercado e preços seguem fundamentais para quem atua nessa cadeia. No entanto, a discussão também precisa avançar sobre quem está no fim desse processo: o consumidor. A reflexão parte da percepção de que, durante décadas, arroz e feijão ocuparam espaço quase automático na mesa dos brasileiros, mas esse comportamento já não pode ser observado da mesma forma.

O consumidor atual vive uma rotina diferente. As famílias estão menores, o tempo disponível diminuiu e os aplicativos passaram a fazer parte do dia a dia. Ao mesmo tempo, a conveniência ganhou importância, dietas passaram a influenciar escolhas e a proteína assumiu maior protagonismo em muitas conversas sobre alimentação. Nesse contexto, a decisão de compra não envolve apenas o alimento em si, mas também praticidade, tempo, experiência e identificação.

A análise não aponta para o abandono do arroz pelo brasileiro, mas sugere uma mudança na forma de observar o consumo. Em vez de discutir apenas quanto arroz é consumido, o setor passa a enfrentar uma questão mais ampla: qual espaço o produto continuará ocupando na vida das próximas gerações.

Para Cardoso, mudanças de hábito não acontecem de maneira brusca. Elas começam pela rotina, depois alteram a frequência e, com o tempo, podem modificar aspectos culturais. Por isso, o desafio do setor nos próximos anos pode ir além de produzir mais ou acompanhar preços e mercados. A tarefa também envolve manter o arroz relevante no prato, no cotidiano e na percepção do consumidor.

 





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Comissão aprova ampliação de prazo para contratos temporários do IBGE


Comissão aprova ampliação de prazo para contratos temporários do IBGE

A Comissão de Ciência, Tecnologia e Inovação da Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (20), o Projeto de Lei 4806/25, que amplia o prazo máximo de contratação temporária no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Pela proposta, o prazo inicial dos contratos para pesquisas estatísticas passa de 1 para até 3 anos, enquanto o limite de prorrogação sobe de 4 para 5 anos. O texto segue em análise na Câmara dos Deputados.

A proposta altera a Lei de Contratação Temporária (Lei 8.745/93) e foi aprovada na forma de um substitutivo apresentado pelo relator, deputado Josenildo (PDT-AP), ao texto original da deputada Andreia Siqueira (PSB-PA). Segundo a Câmara, as mudanças feitas pelo relator foram de natureza técnica e não alteram o conteúdo da matéria.

De acordo com Josenildo, o IBGE mantém pesquisas contínuas e enfrenta limitação de pessoal para atividades de campo, como entrevistas e coleta de informações. Na justificativa do parecer, o relator afirmou que o prazo atual de contratação é curto e leva à perda de conhecimento acumulado ao fim de cada vínculo, além de exigir novo treinamento de equipes.

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A medida tem relação com a estrutura operacional do IBGE, responsável por levantamentos estatísticos que servem de base para políticas públicas, planejamento econômico e acompanhamento de diferentes cadeias produtivas. No caso do setor agropecuário, dados do instituto são usados em indicadores de produção, território, demografia e atividade econômica, embora o projeto analisado não trate de uma pesquisa específica.

Na tramitação legislativa, o projeto segue em caráter conclusivo. Os próximos passos incluem análise pelas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, o texto ainda precisa ser aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado.

O conteúdo disponível não informa prazo para conclusão da tramitação nem estimativa de impacto orçamentário da medida.

Se a proposta avançar, o IBGE poderá manter equipes temporárias por mais tempo em atividades estatísticas continuadas. O efeito prático sobre levantamentos usados pelo setor produtivo dependerá da aprovação final do projeto e da aplicação da regra pelo instituto.

Fonte: camara.leg.br

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Conab participa de encontro sobre produção familiar em Várzea Grande


Governo anuncia R$ 12,5 milhões para agricultura familiar no Rio Grande do Norte

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), por meio da Superintendência Regional de Mato Grosso (Sureg/MT), participou na última sexta-feira (15) do 1º Encontro Municipal da Agricultura Familiar, em Várzea Grande. O evento reuniu agricultores, pesquisadores, especialistas e instituições públicas para discutir produção local, políticas públicas e alternativas de fortalecimento da agricultura familiar no estado.

Durante o encontro, os debates se concentraram em temas ligados à inovação no campo, sustentabilidade, cooperativismo, associativismo e acesso a mercados. Também entraram na pauta atividades com presença na produção familiar mato-grossense, como fruticultura, agroextrativismo, produção de ovos caipiras e ovinocultura, além de ações voltadas ao abastecimento e à segurança alimentar e nutricional.

A participação da Conab ocorreu em um contexto de execução de programas federais voltados à comercialização e ao apoio à renda no campo. Entre eles estão o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa de Venda em Balcão (ProVB), instrumentos usados para ampliar canais de escoamento da produção e acesso a insumos alimentares.

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Segundo dados divulgados pela estatal, entre 2023 e 2025 cerca de R$ 80 milhões foram destinados às demandas do PAA, na modalidade Compra com Doação Simultânea, em Mato Grosso. Nesse período, projetos operacionalizados pela Conab atenderam 215 organizações da agricultura familiar em mais de 60 municípios. A companhia também informou que houve recorde no número de propostas de povos e comunidades tradicionais e maior participação de mulheres.

De acordo com a superintendente regional da Conab em Mato Grosso, Francielle Tonietti, o PAA atua na aquisição de alimentos e na geração de renda para agricultores familiares, além de atender públicos em situação de insegurança alimentar. O encontro ainda incluiu painéis técnicos e troca de experiências entre participantes, com foco na articulação entre setor público e produtores.

Os dados apresentados no evento indicam que o avanço de programas de compras públicas segue como um dos principais mecanismos de apoio à agricultura familiar no estado. O alcance futuro dessas ações, no entanto, depende da continuidade dos recursos, da apresentação de propostas e da capacidade de organização das entidades participantes.

Fonte: gov.br

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Sial China projeta US$ 45,5 milhões em negócios para exportadores de proteína animal


MBRF registra lucro líquido de R$ 111 milhões no primeiro trimestre de 2026

A participação de exportadores brasileiros de proteína animal na Sial China 2026 foi encerrada nesta quarta-feira (20), em Xangai, com expectativa de US$ 45,5 milhões em negócios nos próximos 12 meses. Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), os acordos efetivamente fechados durante os três dias do evento somaram US$ 3,25 milhões. A ação foi realizada em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

Realizada entre domingo (18) e terça-feira (20), a Sial China é uma das principais feiras internacionais de alimentos e bebidas da Ásia. O evento reúne importadores, distribuidores, varejistas e operadores de food service de diversos países, com foco na ampliação de negócios e no relacionamento comercial.

Na edição de 2026, a ABPA organizou um estande de 72 metros quadrados para reuniões de negócios, promoção institucional e apresentação da oferta brasileira ao mercado asiático. Participaram da ação as empresas Alibem, Aurora, Bello, Somave e Vibra Foods.

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De acordo com a entidade, o resultado consolidado junto às empresas expositoras indica avanço nas tratativas comerciais com compradores da Ásia. A ABPA informou que a demanda observada na feira esteve associada à busca por fornecedores com regularidade de abastecimento, previsibilidade logística e conformidade sanitária.

O presidente da ABPA, Ricardo Santin, afirmou que a China e outros mercados asiáticos seguem como polos de crescimento para a proteína animal brasileira. Segundo ele, a feira funciona como plataforma para ampliar vendas, reforçar relacionamentos comerciais e sustentar o posicionamento do Brasil como fornecedor no comércio global de alimentos.

Para a cadeia de proteína animal, o resultado da feira sinaliza manutenção do interesse asiático por carne de aves e suínos do Brasil, segmento relevante para agroindústrias exportadoras e para sistemas de integração no campo. O texto divulgado não detalha a divisão dos negócios por produto, país comprador ou volume embarcado.

A estratégia comercial no mercado chinês terá sequência com o Road Show Beijing, programado pela ABPA para quinta-feira (21), em Pequim. Sem detalhamento adicional sobre contratos por empresa ou categoria de proteína, a sinalização disponível é de continuidade das ações de promoção comercial no principal mercado asiático para o setor.

Fonte: abpa-br.org

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BC aponta maior efeito de tarifas dos EUA no Sudeste e no Sul


UE destaca cadeias de abastecimento e agronegócio no acordo com o Mercosul

O Banco Central (BC) informou, nesta quarta-feira (20), que o impacto da elevação das tarifas de importação dos Estados Unidos sobre o Brasil em 2025 foi mais concentrado nas regiões Sudeste e Sul. Segundo box publicado no Boletim Regional, as exportações brasileiras para o mercado norte-americano recuaram de US$ 40,4 bilhões em 2024 para US$ 37,7 bilhões em 2025, redução de US$ 2,7 bilhões. O movimento equivale a 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB) e a 0,8% das exportações totais do país.

Com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e do próprio BC, a autoridade monetária identificou que a queda foi mais intensa entre agosto e novembro de 2025, período de maior nível tarifário. No Sudeste, as vendas aos Estados Unidos passaram de US$ 28,7 bilhões para US$ 27 bilhões. No Sul, recuaram de US$ 5,2 bilhões para US$ 4,3 bilhões. No Centro-Oeste, o fluxo ficou praticamente estável, enquanto Norte e Nordeste registraram ligeira alta, em bases absolutas menores.

Na decomposição por valor, preço e quantum, o BC apontou queda de 6,7% no valor exportado, puxada principalmente pelo recuo de 5,6% no volume embarcado, enquanto os preços cederam 1,2%. No Sudeste, a retração de quantum foi de 4,4%. No Sul, chegou a 14,5%. Segundo o BC, esse padrão é compatível com um choque tarifário, que tende a afetar primeiro as quantidades exportadas.

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Entre os estados, as maiores perdas em valor ocorreram no Rio de Janeiro, em Minas Gerais e no Paraná. Em relação ao nível de atividade, o Espírito Santo teve a maior retração proporcional, equivalente a 0,55% do PIB estadual. No recorte setorial, o BC citou o café em Minas Gerais, com menor volume parcialmente compensado por preços mais altos, e as carnes bovinas no Sul, também com redução de volume e amortecimento via preços. Máquinas e madeiras aparecem entre os itens de maior recuo no Sul.

Para o agro e para setores exportadores, os dados indicam que o efeito não foi uniforme entre regiões e cadeias. O BC também observou evidências de redirecionamento parcial das vendas externas para outros mercados, uma vez que as exportações totais do país cresceram no período.

Para 2026, o Banco Central avalia que o cenário ainda pode mudar em função da decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos sobre tarifas globais, da nova tarifa de 10% anunciada por Donald Trump, da manutenção das tarifas sobre aço e alumínio e da investigação comercial em curso contra o Brasil. O alcance sobre cadeias exportadoras dependerá da evolução dessas medidas e da capacidade de redirecionar embarques.

Fonte: Estadão Conteúdo

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