domingo, junho 28, 2026

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EarthDaily projeta safra de trigo de inverno dos EUA no menor nível em 25 anos


EarthDaily projeta safra de trigo de inverno dos EUA no menor nível em 25 anos

A safra de trigo de inverno dos Estados Unidos em 2026 deve atingir o menor volume das últimas duas décadas, segundo levantamento divulgado pela EarthDaily nesta quarta-feira (20). A consultoria estima produção de 29,17 milhões de toneladas, enquanto o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) projeta cerca de 28,5 milhões de toneladas. O cenário é atribuído à combinação entre seca em áreas produtoras e redução da área plantada.

De acordo com a EarthDaily, o mercado começou a precificar um quadro de oferta mais restrita no início de fevereiro. Se confirmada, a produção norte-americana ficará no menor patamar em 25 anos, em um contexto de perdas de produtividade e limitação climática nas principais áreas de cultivo.

A consultoria estima rendimento 9% abaixo da tendência histórica. Já o USDA trabalha com retração de 11%. Pelas duas referências, o resultado pode representar a maior perda de produtividade do trigo de inverno em duas décadas.

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Os déficits de umidade atingem áreas produtoras do Colorado, Texas, Oklahoma e Kansas durante fases de desenvolvimento das plantas. No sudoeste do Kansas, os volumes de chuva no inverno estão entre os menores observados nos últimos anos, segundo a análise.

A EarthDaily também informa que o índice de vegetação por diferença normalizada (NDVI) mostra enfraquecimento das lavouras, refletindo a redução da umidade do solo após meses de estiagem. Esse indicador é usado para monitorar o vigor da vegetação por sensoriamento remoto e, neste caso, reforça a leitura de estresse hídrico acumulado.

Do ponto de vista técnico, a combinação entre menor área semeada e produtividade reduzida limita a capacidade de recomposição da oferta. Como os Estados Unidos são um dos principais exportadores globais de trigo, revisões negativas na safra tendem a ser acompanhadas de perto por agentes do mercado internacional. O material disponível, no entanto, não detalha efeitos imediatos sobre preços ou fluxos de comércio.

A margem de recuperação da safra é considerada limitada pela EarthDaily devido ao estresse hídrico acumulado nas lavouras. Novas estimativas e o comportamento das chuvas nas próximas semanas serão determinantes para confirmar o tamanho da produção e os desdobramentos para o mercado de trigo.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Fazenda apresenta mercado regulado de carbono em seminário na Câmara


Fazenda apresenta mercado regulado de carbono em seminário na Câmara

A diretora de Assuntos Estratégicos da Secretaria Extraordinária do Mercado de Carbono do Ministério da Fazenda, Teresa Melo, apresentou nesta terça-feira (19), na Câmara dos Deputados, os pilares do Plano de Transformação Ecológica (PTE), com destaque para o mercado regulado de carbono. O tema foi debatido no seminário “Uma Nova Economia para o País”, promovido pela Comissão de Legislação Participativa. Segundo a representante da pasta, a estrutura busca articular regulação, monitoramento e financiamento da transição ecológica.

Durante a apresentação, Teresa Melo afirmou que o mercado de carbono já opera no Brasil há anos, desde as diretrizes associadas ao Protocolo de Kyoto, e que o sistema ganha novo reforço com a Lei 15.042, citada pela diretora como marco do mercado regulado de carbono no país.

Segundo a representante do Ministério da Fazenda, o Plano de Transformação Ecológica reúne instrumentos de diferentes naturezas, incluindo medidas regulatórias, normativas, fiscalizatórias e de monitoramento. A diretora também destacou que o plano busca estruturar o financiamento da transição para uma economia de baixo carbono.

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Na exposição, Teresa Melo declarou que o sistema atribui valor econômico a investimentos em sustentabilidade e pode direcionar recursos para inovação. Ela também relacionou a agenda climática aos efeitos do aquecimento global sobre populações mais vulneráveis.

Para o público do setor produtivo, o tema é acompanhado porque regras de carbono, mecanismos de financiamento verde e critérios de sustentabilidade podem influenciar decisões de investimento, competitividade e acesso a mercados em diferentes cadeias econômicas, incluindo segmentos ligados à agroindústria e à produção rural. O material apresentado no seminário, no entanto, não detalhou quais setores seriam enquadrados, quais metas seriam exigidas, nem os prazos de implementação do sistema.

O evento foi realizado a pedido da deputada Talíria Petrone (PSOL-RJ) e reuniu agentes públicos e representantes da sociedade civil para discutir um modelo de desenvolvimento associado à sustentabilidade e ao avanço tecnológico.

A discussão sobre o mercado regulado de carbono avança no campo institucional, mas os efeitos operacionais para setores produtivos dependem da regulamentação complementar e da definição de critérios, cobertura e cronograma. Sem esses detalhamentos, ainda não é possível dimensionar de forma precisa os impactos sobre cadeias específicas.

Fonte: gov.br

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ANP autoriza 3tentos a operar usina de etanol de milho em Mato Grosso


3tentos registra lucro líquido ajustado de R$ 230,9 milhões no 1º trimestre

A 3tentos iniciou oficialmente a operação de sua primeira indústria de etanol de milho em Porto Alegre do Norte, no Vale do Araguaia, em Mato Grosso, após obter autorização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A liberação foi formalizada pela SPC-ANP nº 253, de segunda-feira (19). Segundo comunicado da companhia divulgado nesta quarta-feira (20), a planta integra o ciclo de expansão anunciado no início de 2024.

De acordo com a empresa, a unidade tem capacidade para processar 2.800 toneladas de milho por dia. A produção estimada é de 1.275 metros cúbicos diários de etanol hidratado e 1.215 metros cúbicos por dia de etanol anidro. A planta também poderá gerar 785 toneladas diárias de DDGS, coproduto usado na alimentação animal, e 50 toneladas por dia de óleo de milho.

A indústria foi instalada em uma região com produção agrícola relevante e presença expressiva da pecuária. Segundo a 3tentos, a unidade também está apta a processar sorgo em composição com o milho, o que amplia a flexibilidade industrial conforme a oferta de matéria-prima.

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No comunicado, o presidente do conselho da companhia, Luiz Osório Dumoncel, informou que a produção começa de forma imediata e que o milho para os primeiros meses já está armazenado. A safra regional, segundo a empresa, começa em junho.

Para a cadeia agropecuária, a entrada em operação da planta adiciona demanda local por milho e amplia a oferta regional de DDGS, insumo usado em dietas animais. Esse movimento pode reforçar a integração entre agricultura, pecuária e biocombustíveis em uma área que, segundo a companhia, ainda não contava com usina de etanol de milho.

A 3tentos informou ainda que a operação deverá gerar cerca de 350 empregos diretos e mais de 500 indiretos. O comunicado não detalha o valor do investimento nem projeções de originação de milho por município ou raio logístico da nova unidade.

Do ponto de vista técnico, a nova usina amplia a capacidade de industrialização do milho no nordeste de Mato Grosso e cria nova oferta de coprodutos para a nutrição animal. O efeito sobre preços regionais do grão, logística e comercialização dependerá do ritmo de moagem, da entrada da safra e da estratégia de compra da empresa, pontos que ainda não foram detalhados publicamente.

Fonte: Estadão Conteúdo

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CNA discute lista de espécies exóticas invasoras em audiência na Câmara


Câmara debate lista de espécies exóticas invasoras prioritárias

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou, nesta terça-feira (20), de uma audiência pública conjunta na Câmara dos Deputados para discutir a proposta de criação da Lista Nacional Oficial de Espécies Exóticas Invasoras Prioritárias. O tema está em análise no Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), por meio da Comissão Nacional de Biodiversidade (Conabio), e envolve possíveis efeitos econômicos, sociais, ambientais e regulatórios para setores produtivos.

A audiência reuniu as comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (CMADS) e de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPADR). No debate, foram citadas espécies como tilápia, camarão, pinus, eucalipto, pastagens, goiabeira, mangueira e jaqueira, que podem constar em listas de espécies exóticas invasoras e de acompanhamento.

Segundo a CNA, a discussão exige avaliação técnica sobre os reflexos para atividades ligadas à aquicultura, à silvicultura e à fruticultura. A assessora técnica da entidade, Jaine Ariely Cubas, afirmou que a confederação tem acompanhado o tema para contribuir com um debate alinhado à realidade produtiva do país.

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De acordo com a representante, a CNA consultou diferentes cadeias produtivas para identificar gargalos da proposta, com foco nos impactos socioeconômicos e na participação do setor produtivo na formulação das listas. A entidade informou que reconhece a função do instrumento para a preservação da biodiversidade e para o cumprimento de compromissos internacionais, mas defende compatibilização entre a política ambiental e a atividade econômica.

Entre os pontos apresentados pela confederação estão a ampliação da participação das cadeias produtivas e da comunidade científica, a realização de mais estudos técnicos e a elaboração de listas compatíveis com as condições brasileiras. O conteúdo debatido não detalha prazos para conclusão da proposta nem critérios finais de enquadramento das espécies, informação que permanece essencial para mensurar o alcance regulatório da medida.

Para o setor agropecuário, o avanço da discussão é relevante porque eventual classificação oficial pode afetar regras de manejo, produção, comercialização e monitoramento em cadeias com presença consolidada em várias regiões do país.

O encaminhamento defendido na audiência foi o aprofundamento técnico da proposta antes de definições regulatórias. Sem a publicação da lista final e de seus critérios operacionais, ainda não há base suficiente para dimensionar integralmente os efeitos sobre produtores e cadeias produtivas.

Fonte: cnabrasil.org.br

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AgroNewsPolítica & Agro

China e EUA ampliam acordo agrícola



O novo acordo difere do firmado em outubro


O novo acordo difere do firmado em outubro
O novo acordo difere do firmado em outubro – Foto: Pixabay

Os mercados agrícolas internacionais reagiram em alta ao anúncio de novos compromissos comerciais entre Estados Unidos e China, em um movimento que voltou a colocar a demanda chinesa no centro das atenções para grãos e proteínas. A sinalização de compras adicionais de produtos agropecuários dos EUA foi interpretada como favorável ao comércio agrícola e sustentou ganhos nas bolsas no início da semana.

Segundo comunicado divulgado pela Casa Branca no domingo, 17 de maio, a China comprará US$ 17 bilhões adicionais por ano em produtos agrícolas dos Estados Unidos em 2026, de forma proporcional, além de 2027 e 2028. O compromisso se soma às compras de soja assumidas em outubro de 2025, quando foi firmado um acordo para aquisição de 12 milhões de toneladas no ano comercial 2025-26 e 25 milhões de toneladas anuais nos três anos seguintes.

Embora o novo comunicado não tenha detalhado quais commodities de grãos serão incluídas, a reação foi ampla nos contratos futuros negociados na CME na segunda-feira, 18 de maio. O milho teve o desempenho mais forte, com o contrato do mês seguinte fechando em alta de 4,7% ante a sessão anterior. O movimento também impulsionou o trigo, com avanço de 2,3% em Kansas City, 2,6% em Minneapolis e 4,5% em Chicago nos contratos de julho. A soja para julho subiu 3,1%, enquanto o óleo de soja avançou 2,4% e o farelo registrou ganhos modestos.

O novo acordo difere do firmado em outubro por ser baseado em valor financeiro, e não em volume específico. Além dos grãos, a China renovou licenças vencidas para mais de 400 unidades de processamento de carne bovina dos EUA e adicionou novas autorizações. Também retomará importações de aves de estados americanos sem casos confirmados de influenza aviária altamente patogênica pelo USDA.

O comércio agrícola entre os dois países tem sido marcado por tensões tarifárias desde 2018. Em 2025, nova rodada de tarifas voltou a afetar o fluxo comercial, com queda de 75% nas exportações americanas de soja para a China em relação a 2024, segundo avaliação de Joseph Glauber.

 





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Câmara analisa urgência para projeto sobre Flona do Jamanxim e Ferrogrão


Câmara analisa urgência para projeto sobre Flona do Jamanxim e Ferrogrão

A Câmara dos Deputados iniciou a Ordem do Dia nesta quarta-feira (20) e passou a analisar requerimentos de urgência, entre eles o do Projeto de Lei 2486/26, que trata da Floresta Nacional do Jamanxim, no Pará. De autoria do deputado Isnaldo Bulhões Jr. (MDB-AL), a proposta retoma a redução dos limites da unidade de conservação para permitir a passagem da ferrovia EF-170, conhecida como Ferrogrão, na área.

Segundo as informações divulgadas pela Câmara, o projeto conta com substitutivo do relator, deputado José Priante (MDB-PA), que também relatou a Medida Provisória 756/16 sobre o mesmo tema. Até o momento do conteúdo fornecido, o Plenário analisava apenas o requerimento de urgência, sem informação sobre votação concluída do mérito da proposta.

O debate envolve uma combinação de tema ambiental, legislativo e de infraestrutura. No caso da EF-170, a tramitação tem relação com a possibilidade de passagem da ferrovia por área hoje vinculada à Flona do Jamanxim. O texto disponível, no entanto, não detalha a extensão da área afetada, os termos do substitutivo apresentado pelo relator nem eventuais condicionantes ambientais incluídas na nova versão.

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Para o setor agropecuário, a discussão é acompanhada por envolver uma ferrovia associada à logística de transporte e escoamento de carga no Norte do país. Mudanças em projetos desse tipo costumam ter efeito potencial sobre custos operacionais, rotas e capacidade de movimentação de produtos, mas o impacto específico do PL 2486/26 depende do conteúdo final da proposta e do andamento da tramitação legislativa.

A Câmara informou ainda que a sessão pode ser acompanhada ao vivo. Novos detalhes sobre votação, conteúdo do substitutivo e próximos passos legislativos não constavam no material inicial.

O avanço do projeto dependerá da deliberação do Plenário sobre a urgência e, depois, da análise do texto substitutivo. Sem o inteiro teor atualizado da proposta e sem resultado final da sessão, ainda não há base suficiente para definir alcance jurídico, operacional ou logístico da medida.

Fonte: camara.leg.br

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Crédito rural sustentável cai R$ 8,2 bilhões até março da safra 2025/26


Crédito rural sustentável cai R$ 8,2 bilhões até março da safra 2025/26

O crédito rural com potencial de promover ganhos de sustentabilidade na agropecuária somou R$ 46 bilhões entre julho de 2025 e março de 2026, nos três primeiros trimestres do Plano Safra 2025/26. O volume representa queda de quase R$ 8,2 bilhões em relação ao mesmo período da safra anterior, quando alcançou R$ 54,2 bilhões. Os dados constam no boletim trimestral Crédito Rural em Jornada de Sustentabilidade, divulgado nesta quarta-feira (20) pela consultoria Agroicone.

Segundo o levantamento, o montante respondeu por 22,6% do total desembolsado nas finalidades de custeio e investimento no período. No crédito total dessas duas finalidades, os recursos para investimento recuaram de R$ 79,02 bilhões para R$ 64,99 bilhões, queda de 17,7%. Dentro do recorte com potencial sustentável, a retração foi maior no investimento, de 18,4%, enquanto o custeio caiu 12,5%.

Os pesquisadores Gustavo Lobo e Lauro Vicari, da Agroicone, apontam que o aumento do custo do capital, em ambiente de taxa básica de juros elevada, e o avanço do endividamento rural seguem limitando a transição produtiva. No recorte por atividade, a agricultura teve redução de 16,2% na contratação de recursos alinhados à sustentabilidade, enquanto a pecuária recuou 6,4%.

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Entre os estados, os maiores volumes ficaram com Rio Grande do Sul, com R$ 8,4 bilhões, Minas Gerais, com R$ 6,9 bilhões, Paraná, com R$ 4,6 bilhões, Mato Grosso, com R$ 3,8 bilhões, e São Paulo, com R$ 3,1 bilhões. Por fonte de recursos, os maiores valores vieram de recursos obrigatórios, com R$ 10,4 bilhões, da Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) controlada com subvenção econômica, com R$ 10,1 bilhões, e do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), com R$ 4,4 bilhões.

No Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), as linhas com finalidade sustentável somaram R$ 2,3 bilhões, acima dos R$ 1,9 bilhão de igual período anterior. A participação no montante de investimento subiu para 9,1%. Já subprogramas rotulados, como o RenovAgro, perderam participação, segundo a consultoria.

O estudo também destaca a Resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) nº 5.268/2026, que teve a entrada em vigor adiada para 2027 e 2028, conforme o porte do imóvel rural. A norma trata da observância de desmatamento e da comprovação de legalidade em conversão de áreas. Para a Agroicone, a implementação dessas exigências tende a ampliar a diligência e o monitoramento de critérios de sustentabilidade no crédito rural. O boletim não apresenta estimativa consolidada para os desembolsos até o encerramento da safra 2025/26.

Fonte: Estadão Conteúdo

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ONU reduz previsão de crescimento global para 2,5% em 2026 devido a crises


A Organização das Nações Unidas (ONU) anunciou uma redução na previsão de crescimento global para 2,5% em 2026, uma queda significativa em relação à estimativa anterior de 3%.

De acordo com a ONU, essa diminuição está relacionada a diversos fatores, incluindo:

  • Crise no Oriente Médio
  • Incertezas geradas pelos conflitos na região
  • Aumento das pressões inflacionárias em todo o mundo

Para 2027, a ONU projeta uma leve recuperação, com crescimento estimado em 2,8%.

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Exportação de carnes deve crescer mais de 10% entre janeiro e maio


A exportação de carnes no Brasil deve crescer mais de 10% no período de janeiro a maio de 2026, segundo projeções do setor. O aumento é impulsionado principalmente pela carne bovina, apesar das incertezas relacionadas às cotas de importação na China e às restrições da União Europeia.

Projeções de crescimento

As expectativas para as exportações de carnes são as seguintes:

  • Carne bovina: A projeção é de um crescimento moderado, com a expectativa de atingir 1,2 milhão de toneladas até maio de 2026.
  • Carne suína: Espera-se um aumento significativo, de 500 mil toneladas para 580 mil toneladas, representando um crescimento de 15 a 16%.
  • Carne de aves: A exportação deve crescer de 2,09 milhões de toneladas no ano passado para 2,2 milhões de toneladas.

Desafios e oportunidades

Apesar do crescimento projetado, o setor enfrenta desafios, especialmente em relação às cotas de importação da China, que representa metade das exportações de carne bovina do Brasil. As restrições da União Europeia também são uma preocupação, embora em menor escala.

O cenário atual exige atenção às negociações com esses mercados, que serão cruciais para garantir um crescimento consolidado nas exportações de carnes brasileiras nos próximos meses.

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Câmara discute pautas urgentes do agro em dia dedicado ao setor


No dia dedicado ao agro, a Câmara dos Deputados acelerou a tramitação de projetos essenciais para o setor, incluindo a ampliação do uso de biodiesel no diesel brasileiro e a nova lei de cultivares. O deputado Arnaldo Jardim destacou a importância dessas medidas para o fortalecimento da agricultura nacional.

Projetos em pauta

  • Ampliação do uso de biodiesel, com testes para B25.
  • Avanços no seguro rural.
  • Nova lei de cultivares.
  • Fortalecimento do plano nacional de fertilizantes.

Importância do biodiesel

O deputado Arnaldo Jardim enfatizou que a autorização para os testes do biodiesel é um passo importante para a segurança energética do Brasil, que atualmente importa 28% do diesel consumido. A mistura de biodiesel é vista como uma alternativa para reduzir essa dependência e promover a segurança alimentar.

Perspectivas futuras

O aumento da mistura de biodiesel, que atualmente está em 15%, deve ser elevado para 17% e, em um cenário de médio prazo, para 25%. Essa mudança é considerada crucial para enfrentar as emergências climáticas e garantir um futuro sustentável para o setor agrícola.

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