quinta-feira, junho 25, 2026

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Conab apresenta programas de apoio à agricultura familiar na Rondônia Rural Show


Governo anuncia R$ 12,5 milhões para agricultura familiar no Rio Grande do Norte

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) participou, nesta segunda-feira (25), da abertura da 13ª Rondônia Rural Show Internacional, em Rondônia, com foco na divulgação de políticas públicas voltadas à agricultura familiar. Durante o evento, a Superintendência Regional da estatal no estado apresentou programas de apoio à comercialização, ao abastecimento e à inclusão produtiva de agricultores, cooperativas e empreendimentos coletivos.

A atuação da Conab ocorreu no estande da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Rondônia), onde técnicos da regional prestaram orientações ao público sobre iniciativas executadas no estado. Entre os programas apresentados estiveram o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), o Programa de Venda em Balcão (ProVB) e o Programa de Valorização da Sociobiodiversidade do Extrativismo (SocioBio Mais).

Esses instrumentos têm funções distintas dentro da política de abastecimento e apoio à produção. O PAA é voltado à compra de alimentos produzidos pela agricultura familiar, com destinação a redes públicas e socioassistenciais. O ProVB opera com a comercialização de produtos para alimentação animal, enquanto o SocioBio Mais é direcionado a cadeias extrativistas e produtos da sociobiodiversidade. O material divulgado pela companhia não informou, porém, valores movimentados, número de produtores atendidos ou volume operacional dos programas em Rondônia durante a feira.

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Segundo a Conab, a presença no evento também incluiu visitas técnicas a espaços de entidades parceiras e articulações institucionais voltadas ao fortalecimento da produção familiar no estado. Entre os compromissos citados esteve a organização da 3ª Feira da Agricultura Familiar e Agroecologia do Instituto Federal de Rondônia (IFRO), prevista para Porto Velho entre quinta-feira (26) e sábado (28) de junho.

A Rondônia Rural Show Internacional segue até sexta-feira (30), reunindo produtores, empresas, instituições públicas e organizações do setor agropecuário. Para o público rural, a participação da Conab amplia o acesso a informações sobre políticas de compra pública, apoio à comercialização e instrumentos de suporte operacional para pequenos produtores e cooperativas.

Sem a divulgação de números atualizados sobre adesão, orçamento ou alcance dos programas no estado, o efeito prático das ações apresentadas dependerá da execução local das políticas públicas e da capacidade de acesso dos produtores aos instrumentos operados pela companhia.

Fonte: gov.br

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Novas regras sobre saúde mental do trabalho não se encaixam no campo, diz Tirso Meirelles


Tirso Meirelles
Foto: Reprodução

A nova redação da Norma Regulamentadora nº1 (NR-1), publicada nesta terça-feira (26), obriga as empresas a identificar, prevenir e gerenciar situações que possam afetar a saúde mental de seus funcionários, responsabilidade que também se estende às propriedades rurais.

O tema foi encarado pelo presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), Tirso Meirelles, como ilegítimo. Em sua opinião, a rotina do campo envolve atividades e condições de trabalho particulares que precisam ser avaliadas de acordo com seus riscos específicos.

De acordo com ele, as entidades que representam o setor já abordam temas relativos à saúde ocupacional, incluindo mais de 250 mil módulos de qualificação profissional por ano.

“Além disso, o pequeno e o médio produtor não possuem estrutura para acompanhar se o seu trabalhador está com tranquilidade mental em determinado dia”, argumenta.

Segundo Meirelles, a Norma Regulamentadora nº31 (NR-31), específica sobre sapude e segurança em atividades rurais, já aborda diretrizes gerais de cuidados ocupacionais no campo e, portanto, suas regras deveriam se sobrepõem à nova diretriz da NR-1.

“Estivemos no TR-15 [Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região] para mostrar as dificuldades que essa nova medida pode trazer, visto que não há meios para que o fiscal verifique aspectos de saúde mental do colaborador no meio rural”, advoga.

A NR-31 possui um capítulo especifíco sobre o Serviço Especializado em Segurança e Saúde no Trabalho Rural (SESTR), que deve ser destinado ao “desenvolvimento de ações técnicas, integradas às práticas de gestão de segurança e saúde, para tornar o meio ambiente de trabalho compatível com a promoção da segurança e saúde e a preservação da integridade física do trabalhador rural”. Contudo, a norma não aborda riscos psicossociais, como agora é proposto pela NR-1.

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Petrobras anuncia coletiva sobre investimentos em Sergipe nesta quinta-feira


Petrobras anuncia coletiva sobre investimentos em Sergipe nesta quinta-feira

A Petrobras realizará nesta quinta-feira (28), às 14h30, uma entrevista coletiva online para apresentar investimentos no estado de Sergipe. Segundo aviso de pauta divulgado pela companhia na terça-feira (27), a abertura será feita pela presidente Magda Chambriard. A empresa informou que o encontro deve abordar o projeto Sergipe Águas Profundas (SEAP), o descomissionamento de plataformas e o retorno da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Sergipe (Fafen-SE).

De acordo com a programação divulgada pela estatal, a coletiva será realizada em formato online e antecede uma agenda presencial marcada para sexta-feira (29), quando Magda Chambriard estará na Fafen-SE para um evento voltado ao detalhamento do tema e ao anúncio dos investimentos.

No material distribuído à imprensa, a Petrobras não informou valores, cronograma operacional, capacidade de produção, volume de investimentos nem prazos para retomada efetiva das operações da fábrica. Esses pontos devem ser esclarecidos durante a coletiva e no evento presencial previsto para Aracaju.

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Para o setor agropecuário, o eixo de maior interesse é a Fafen-SE, unidade ligada à produção de fertilizantes nitrogenados. Insumos desse segmento são usados em diferentes cadeias produtivas, com destaque para grãos, cana-de-açúcar, pastagens e outras culturas que dependem de adubação nitrogenada. Por isso, qualquer atualização sobre retomada industrial, oferta futura e capacidade instalada tende a ser acompanhada por produtores, distribuidores de insumos e agentes da agroindústria.

Além da fábrica, a companhia informou que também poderá detalhar o desenvolvimento do projeto Sergipe Águas Profundas e o descomissionamento de plataformas. Esses temas se inserem na estratégia de investimentos da empresa no estado, mas o aviso de pauta não apresentou, até o momento, indicadores técnicos adicionais sobre produção, empregos, fornecimento de gás ou eventuais reflexos logísticos.

A coletiva desta quinta-feira (28) deve fornecer os primeiros dados oficiais sobre escopo, prazos e dimensão dos investimentos anunciados para Sergipe. Até a divulgação desses detalhes, não há base técnica suficiente para mensurar efeitos sobre a oferta de fertilizantes, o mercado de insumos ou as cadeias produtivas atendidas pela unidade.

Fonte: agencia.petrobras.com.br

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Associação Brasileira de Angus celebra resultados da 24ª Expoutono de Uruguaiana



Número de animais inscritos chegou a 246, confirmando crescimento


Foto: Divulgação

Com o fim de mais uma Expoutono, realizada entre os dias 18 e 24 de maio, em Uruguaiana (RS), berço da raça Angus no Brasil, a Associação Brasileira de Angus comemora os resultados obtidos. A 24ª edição do evento registrou aumento expressivo de inscrição de animais e expositores, além de importantes premiações e negócios firmados. 

Em 2026, foram 246 animais das raças Angus e Ultrablack inscritos para os julgamentos de buçal, o que representa um crescimento de aproximadamente 7% em comparação com o ano passado. Em 2025, foram 230 exemplares, o que já representava um crescimento de mais de 24% em relação ao ano anterior.

Os animais foram avaliados em pista, gerando interação e comemorações entre os criadores que atuam ano após ano no melhoramento das raças. Durante a Expoutono, aliás, a Associação realizou a entrega dos prêmios do Ranking 2025, em um almoço com Carne Angus Certificada em parceria com o Frigorífico Silva. A confraternização, realizada na Casa Angus, premiou os maiores vencedores de julgamentos do ano anterior. O Ranking Angus reconhece e valoriza o trabalho dos criadores que se destacaram ao longo do ano e a qualidade dos animais vencedores.

“Estamos muito satisfeitos com a qualidade e a quantidade de animais inscritos, e também com a integração de todos os produtores neste evento que é extremamente importante. Depois da Expointer, esta tem sido a exposição que mais fortalece as raças Angus e Ultrablack. Quero parabenizar todos os criadores que viajaram uma longa distância até Uruguaiana. Temos gente do Rio Grande do Sul, mas também de Santa Catarina, que inclusive ganharam competições, o que é algo a ser celebrado”, destacou o presidente da Associação Brasileira de Angus, José Paulo Dornelles Cairoli.





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Estudo encontra microplástico em 93,6% de peixes analisados no litoral do Paraná


Estudo encontra microplástico em 93,6% dos peixes analisados no litoral do Paraná

Um estudo do Programa de Recuperação da Biodiversidade Marinha (Rebimar) identificou microplásticos no trato digestivo de 93,6% dos peixes analisados em feiras e mercados do litoral do Paraná. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (27) e se baseiam em 47 indivíduos examinados, dos quais 44 apresentaram partículas menores que 5 milímetros. O levantamento também encontrou fragmentos em aves com contato com o mar.

Segundo a oceanógrafa Fernanda Possatto, vinculada ao estudo desenvolvido na Associação Mar Brasil, a maior contaminação foi observada em peixes demersais, espécies que vivem em contato mais direto com o fundo do mar. Os microplásticos são formados pela fragmentação de resíduos maiores, como embalagens, garrafas, pneus, tecidos e tintas, e podem ser transportados por correntes, ventos e marés.

A pesquisadora afirmou que os resultados não indicam, até o momento, risco direto à saúde alimentar humana, porque a análise foi feita no trato digestivo, e não no músculo, parte normalmente consumida. Ela ressaltou, no entanto, que os dados apontam a necessidade de ampliar as pesquisas para verificar se compostos associados a esses fragmentos podem atingir outros tecidos dos peixes.

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Em aves, o Rebimar analisou material regurgitado por gaivotas e corujas-buraqueiras e encontrou microplásticos em 69% das amostras. O estudo indica que a presença dos fragmentos ocorre tanto em áreas com intensa atividade humana, como o entorno do Porto de Paranaguá, quanto em áreas preservadas, o que sugere dispersão ambiental ampla.

Para a cadeia do pescado, o levantamento adiciona um dado técnico relevante sobre a qualidade ambiental das zonas costeiras e sobre a necessidade de monitoramento contínuo. Ainda faltam informações sobre limites de referência para água, fauna e eventual transferência de contaminantes para partes comestíveis, o que impede conclusões mais amplas sobre efeitos econômicos ou sanitários no mercado.

O programa também monitora tartarugas-verdes com apoio da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Desde 2014, foram realizadas 435 capturas de 313 indivíduos, e 80% das tartarugas encontradas mortas no litoral paranaense tinham lixo no trato digestivo, segundo os pesquisadores.

Os resultados reforçam a necessidade de acompanhamento técnico sobre contaminação por microplásticos em ambientes costeiros, especialmente em espécies ligadas ao consumo e à conservação marinha. Até o momento, os dados disponíveis indicam um problema ambiental disseminado, mas ainda não permitem estabelecer parâmetros conclusivos sobre efeitos no alimento consumido pela população.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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Frente fria provoca a morte de mais de 80 animais em MS


gado morto por onda de frio no Pantanal
Foto: reprodução/redes sociais/imagem de arquivo

A proximidade do período do ano com maior incidência de quedas bruscas de temperatura aumenta a preocupação dos produtores quanto ao risco de mortalidade de animais associada à hipotermia.

Até esta quarta-feira (27), a Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro) do Mato Grosso do Sul havia recebido notificações de quatro propriedades rurais localizadas na região próxima ao município de Nova Andradina, com registros formalizados que totalizam a morte de 74 animais associada ao frio, além do registro de uma propriedade em Angélica, onde nove animais vieram a óbito. Os casos seguem em investigação.

A Agência lembra que as condições climáticas extremas representam um desafio significativo para os rebanhos, principalmente quando há combinação de frio intenso, chuva e ventos fortes por períodos prolongados.

Entre os anos de 2023 e 2024, a Iagro recebeu várias notificações de mortes de animais associadas à hipotermia, sobretudo de bovinos. Já em 2025, de acordo com a entidade, não houve registros oficiais desse tipo de ocorrência até os casos atuais.

Quais fatores podem levar os animais à morte?

De acordo com a Iagro, fatores como estado nutricional, escore corporal, idade, raça e ausência de abrigo adequado influenciam diretamente na resistência dos animais às baixas temperaturas.

O órgão lembra que animais debilitados ou mais jovens tendem a ser os mais suscetíveis aos efeitos do frio intenso.

O que o produtor deve fazer para evitar mortes no rebanho?

Para minimizar os impactos causados pelo frio no rebanho, a Iagro recomenda que os produtores adotem algumas medidas de manejo preventivo, como:

  • recolher os animais em piquetes com capões de mata ou barreiras naturais e artificiais que reduzam a incidência de ventos frios;
  • evitar manter os rebanhos em áreas próximas a corpos d’água e oferecer abrigo aos animais mais sensíveis, facilitando a assistência e o acompanhamento do manejo;
  • reforçar a alimentação do rebanho durante os períodos de frio, com suplementação de forragens, volumosos ou concentrados;
  • comunicar imediatamente à Iagro mortalidades acima dos índices considerados normais.

O que fazer em caso de mortes de animais?

Em caso de constatação de óbito, o Serviço Veterinário Oficial (SVO), executado pela Iagro, realiza inspeção para verificar a situação e efetuar a baixa do estoque dos animais mortos. Nos casos em que a visita técnica não for possível, o produtor deverá apresentar laudo veterinário particular.

Além disso, a remoção rápida das carcaças é considerada essencial para evitar riscos sanitários, como a ocorrência de botulismo e outras enfermidades associadas à putrefação.

Em caso de dúvidas ou necessidade de orientação adicional, os produtores podem entrar em contato com a Iagro pelo WhatsApp: (67) 99961-9205.

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Anater empossa nova diretoria-executiva e anuncia foco na assistência técnica


Anater empossa nova diretoria-executiva e anuncia foco na assistência técnica

A Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater) empossou, nesta segunda-feira (25), sua nova diretoria-executiva durante cerimônia de aniversário de 12 anos da instituição. A agrônoma Loroana Coutinho Santana assumiu a presidência de forma efetiva, enquanto Isabel Lourenço da Silva tomou posse como diretora técnica. O evento contou com a participação do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), que citou a continuidade de programas de assistência técnica e novas frentes voltadas ao meio rural.

Segundo informações divulgadas pela própria Anater e pelo MDA, a mudança oficializa Loroana Santana, que anteriormente ocupava a diretoria técnica, no comando da agência. Isabel Lourenço passa a responder pela área técnica da instituição.

A Anater atua na articulação de ações de assistência técnica e extensão rural, com foco em políticas públicas voltadas ao campo, especialmente para agricultores familiares. Nesse contexto, a troca na diretoria ocorre em uma estrutura que tem relação direta com a execução e a coordenação de programas de ATER, serviço considerado estratégico para difusão de tecnologia, manejo, gestão da produção e acesso a políticas públicas.

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Durante a cerimônia, a ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli, mencionou iniciativas conduzidas em parceria com a agência, entre elas o programa Ater Mulheres Rurais e o Da Terra à Mesa para o Semiárido. Também afirmou que o ministério pretende avançar no Sistema Unificado de ATER (Suater), com o objetivo de ampliar a assistência técnica pública.

Até o momento, o material oficial divulgado não detalha valores orçamentários, metas quantitativas, cronograma de implementação nem número de produtores que poderão ser atendidos pelas novas iniciativas. Essas informações são centrais para medir o alcance operacional da política pública e seus efeitos sobre a produção rural.

Para o setor, a condução da Anater tem impacto principalmente sobre a agricultura familiar e sobre redes estaduais e locais de extensão rural, que dependem de coordenação institucional, definição de prioridades e estrutura de financiamento para ampliar atendimento no campo.

A mudança na diretoria consolida uma nova etapa administrativa na Anater, mas os efeitos práticos sobre produtores e programas de assistência técnica dependerão da regulamentação do Suater, da definição de recursos e da execução das ações anunciadas pelo MDA e pela agência.

Fonte: gov.br

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Brasil amplia cooperação agrícola com países africanos e reforça agenda comercial


Argentina e Uruguai esgotam cotas de arroz e ovos para a União Europeia

O Brasil ampliou a cooperação agrícola com países africanos desde 2023, com foco em segurança alimentar, desenvolvimento rural, agricultura tropical e sanidade agropecuária. Segundo informações divulgadas nesta quarta-feira (27) pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), ao menos 18 instrumentos bilaterais foram assinados no período. Em 2025, as importações africanas de produtos do agronegócio brasileiro superaram US$ 12,1 bilhões, ante US$ 9,3 bilhões em 2022.

De acordo com o Mapa, o avanço da agenda com o continente africano combina cooperação técnica e fortalecimento das relações comerciais. Entre os produtos de maior destaque nas compras africanas do agro brasileiro estão carnes, cereais e açúcar. Na comparação com 2022, o valor importado em 2025 cresceu cerca de 30%, o que amplia o peso da região para exportadores e cadeias produtivas do Brasil.

A base da estratégia está na chamada cooperação Sul-Sul, modelo voltado à troca de tecnologias e experiências entre países em desenvolvimento. No caso africano, a pauta inclui temas ligados à produção em clima tropical, correção de solos, manejo de pastagens, agricultura familiar, crédito rural, assistência técnica e estruturação de sistemas de defesa agropecuária.

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Entre as iniciativas citadas pelo ministério estão o programa Mais Alimentos África, retomado em 2023 em Moçambique e Angola, e o Projeto Cerrado Africano, direcionado à adaptação de técnicas brasileiras para áreas de savana. Segundo o governo federal, as ações buscam apoiar o aumento da produção de alimentos com adequação às condições locais de clima, solo e estrutura produtiva.

A agenda ganhou estrutura permanente em fevereiro de 2026 com a inauguração do Escritório de Cooperação Técnica para a África. A unidade é coordenada pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC), em parceria com os ministérios da Agricultura do Brasil e da Etiópia.

Na avaliação técnica apresentada pelo Mapa, a presença permanente pode dar continuidade a projetos em agricultura digital, recuperação de áreas degradadas e sistemas produtivos de baixo carbono. O ministério informou ainda que persistem desafios logísticos, climáticos, linguísticos e de adaptação tecnológica, sem detalhar metas numéricas adicionais para os próximos anos.

Os dados indicam avanço simultâneo da cooperação técnica e do fluxo comercial com a África, mas o alcance dessa estratégia dependerá da execução dos projetos, da adaptação local das tecnologias e da continuidade institucional das parcerias. Até o momento, não foram informados prazos consolidados nem metas adicionais de expansão para essa agenda.

Fonte: gov.br

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Pesquisa revela que arroz irrigado pode reduzir gases do efeito estufa


Uma pesquisa conduzida pelo Instituto Rio Grandense do Arroz (IRGA) revela que o cultivo de arroz irrigado pode desempenhar um papel significativo na mitigação dos gases do efeito estufa, especialmente o metano, em meio às mudanças climáticas.

Produção de arroz no Rio Grande do Sul

O Rio Grande do Sul é o maior produtor nacional de arroz, com uma expectativa de produção de 7,5 milhões de toneladas. O sistema de cultivo adotado na região é predominantemente irrigado, o que, por sua vez, está associado à emissão de metano devido ao solo alagado que bloqueia a entrada de oxigênio.

Práticas para redução de emissões

O estudo do IRGA destaca que, embora o arroz em si não produza metano, as práticas de cultivo podem ser ajustadas para reduzir as emissões desse gás. Entre as principais estratégias adotadas estão:

  • Plantio direto
  • Uso de cultivares com alto potencial produtivo
  • Manejo eficiente de água
  • Rotação de culturas

Resultados e benefícios

Pesquisas realizadas na estação experimental do IRGA em Cachoeira do Sul indicam que a rotação de culturas, especialmente com soja, pode reduzir em mais de 50% as emissões de gases do efeito estufa em áreas tradicionalmente dedicadas ao cultivo de arroz. Além dos benefícios ambientais, os produtores que adotam essas práticas podem acessar o mercado de créditos de carbono, valorizando ainda mais seus produtos.

O arroz é considerado uma ‘moeda verde do futuro’, e a adoção de práticas sustentáveis não apenas contribui para a preservação ambiental, mas também agrega valor ao produto, oferecendo qualidade e preço diferencial no mercado.

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Previsão do tempo: chuvas intensas no norte e seca no centro-sul


Nos próximos dias, a região norte do Brasil concentrará os maiores volumes de chuva, enquanto o centro-sul do país passará por uma transição para o período mais seco do ano. A previsão foi apresentada por João Nogueira, especialista em meteorologia.

Condições climáticas no norte

A previsão indica que a zona de convergência intertropical influenciará a região norte, resultando em pancadas de chuva ao longo do dia. Os estados mais afetados incluem:

  • Pará
  • Amazonas
  • Ceará
  • Piauí
  • Maranhão

Impacto nas culturas agrícolas

A chuva no norte é benéfica para diversas culturas, como:

  • Soja
  • Milho (segunda safra)
  • Cacau

Previsão para o centro-sul

Enquanto isso, o centro-sul do Brasil experimentará um tempo mais firme, com chuvas escassas. A previsão para os próximos dias é de:

  • 28 de maio a 1 de junho: chuvas concentradas no norte
  • 2 a 6 de junho: retorno das chuvas na faixa central
  • 7 a 11 de junho: chuvas restritas, especialmente na Bahia

As temperaturas também variam, com máximas de 19ºC no Rio Grande do Sul e 31ºC em Mato Grosso. A previsão é que as temperaturas não apresentem quedas drásticas, beneficiando as lavouras.

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