sexta-feira, julho 17, 2026

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como reduzir perdas na trilha e na limpeza


O manejo da pós-colheita do feijão é apontado como uma etapa decisiva para reduzir perdas e preservar a qualidade do produto. As orientações destacam que os maiores prejuízos costumam ocorrer durante a trilha, quando acontece o desgrane, e na limpeza, responsável pela separação dos grãos e das impurezas. O ajuste adequado dos equipamentos é considerado fundamental para minimizar quebras, reduzir a presença de materiais indesejados e evitar perdas logo após a colheita.

Segundo as recomendações técnicas, a maior parte das perdas na pós-colheita concentra-se justamente nessas duas operações. Para diminuir os prejuízos, é necessário colher o feijão no ponto correto de umidade, regular cuidadosamente a rotação e a abertura do sistema de trilha, ajustar a ventilação e o conjunto de peneiras, além de inspecionar continuamente a saída dos grãos para identificar quebras, falhas de trilha e perdas junto ao material descartado. As orientações ressaltam que as regulagens variam conforme o modelo da colhedora, a cultivar, a umidade dos grãos e as condições das plantas, exigindo acompanhamento de um(a) engenheiro(a) agrônomo(a) ou técnico experiente.

O material explica que o grão de feijão apresenta sensibilidade a danos mecânicos devido à casca fina, ao tegumento mais frágil em algumas cultivares e à variação de umidade entre plantas de uma mesma área. Conforme publicações da Embrapa, “não é raro ocorrerem perdas superiores a 10% no momento da trilha e da limpeza, somando grãos perdidos no campo, grãos quebrados e desclassificação por impurezas e danos mecânicos”.

Ainda de acordo com o conteúdo, muitos produtores concentram a atenção apenas no rendimento da lavoura, medido em sacas por hectare, e acabam subestimando os impactos provocados por regulagens inadequadas nos equipamentos de colheita e pós-colheita. O texto destaca que pequenos erros na regulagem da trilha, seja em barra, cilindro ou rotor, e no sistema de limpeza, envolvendo ventiladores e peneiras, podem comprometer o padrão comercial do produto, tornando os grãos mais suscetíveis ao ataque de fungos, insetos e à desvalorização durante a classificação.

O conteúdo também apresenta a etapa de trilha como um dos principais processos da pós-colheita do feijão, responsável pelo desprendimento dos grãos das vagens. Segundo o material, compreender o funcionamento dessa operação e realizar ajustes adequados é essencial para preservar a integridade dos grãos e garantir melhor qualidade ao produto destinado ao mercado. Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação de um(a) engenheiro(a) agrônomo(a) em condições reais de campo.





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FGV Agro e Meridiana discutem modernização do seguro rural no Brasil


O seguro rural no Brasil enfrenta um cenário crítico, marcado pela redução de cobertura e cortes orçamentários. Com o aumento dos eventos climáticos extremos, o debate realizado pela FGV Agro, FPA e pela Meridiana Organização Brasileira de Inteligência Política foi uma oportunidade para que especialistas e parlamentares discutissem o futuro desse mecanismo.

Expectativas de Votação

No Congresso, parlamentares acreditam na votação do PL 2951 de 2024, que visa reformular e modernizar o seguro rural no Brasil. A senadora Teresa Cristina, autora do projeto, expressou a expectativa de que a proposta seja votada logo após o recesso parlamentar, previsto para agosto.

Preocupações com Vetos

Apesar da expectativa de aprovação, Teresa Cristina demonstrou preocupação com a possibilidade de vetos que possam comprometer a implementação da política de seguro rural. Um dos pontos críticos é a destinação de recursos para o fundo catástrofe, que oferece cobertura para riscos relacionados a eventos climáticos extremos.

Marco Regulatório e Cobertura

O evento também abordou a necessidade de um marco regulatório estável, espelhado em modelos globais eficientes, visando proteger a renda e manter o produtor ativo no campo. Atualmente, a área segurada no Brasil despencou cerca de 75% nos últimos anos, cobrindo apenas 3 milhões de hectares, o que representa apenas 3% da área agrícola total.

Endividamento Rural

A senadora Teresa Cristina também comentou sobre o PL 5122, que trata da renegociação das dívidas rurais. O governo enfrenta dificuldades orçamentárias para atender às demandas do setor, que se tornaram ainda mais complexas devido à situação da agricultura brasileira.

O encontro destacou a urgência de um plano plurianual que vincule a lei orçamentária anual, permitindo um processo mais eficaz para a implementação das políticas necessárias ao setor agrícola.

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BNDES destina R$ 72 bilhões ao agro e Senado aprova novas regras de frete


O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou que disponibilizará R$ 72 bilhões em financiamentos ao setor agropecuário para o plano safra 2026/2027. Este valor representa um recorde, 3% superior ao montante oferecido na temporada anterior, que foi de R$ 70 bilhões. O banco espera uma maior demanda do setor para custeio e investimento, avaliando que o orçamento está adequado às necessidades do agro.

Recebimento de cacau cresce

No primeiro semestre de 2026, o Brasil recebeu 95 toneladas de amêndoas de cacau, um aumento de 63,4% em relação ao mesmo período de 2025. O desempenho no segundo trimestre foi especialmente positivo, com a chegada de 66,5 toneladas, refletindo uma alta anual de 64,5%. Este resultado interrompe anos consecutivos de escassez severa.

Preços do trigo em alta

Os preços do trigo também avançaram, impulsionados pela perspectiva de menor oferta global. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reduziu a estimativa da safra norte-americana para o menor volume desde 1970 e 1971. No Brasil, a disponibilidade restrita na safra velha sustentou os preços, enquanto a desvalorização do dólar frente ao real favoreceu as importações, limitando altas mais expressivas no mercado doméstico.

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Meteorologia alerta para calor e seca na Bahia devido ao El Niño


A meteorologia alerta que o fenômeno El Niño está causando um aumento significativo nas temperaturas e uma diminuição das chuvas na Bahia, impactando diretamente a agricultura da região.

Impactos do El Niño

O El Niño, que já está ativo há mais de um mês, traz consequências severas para o estado da Bahia, incluindo:

  • Diminuição da umidade do solo, que está abaixo de 20% em todo o estado.
  • Aumento das temperaturas, que devem ficar acima da média nos próximos meses.
  • Expectativa de chuvas abaixo do normal entre outubro e dezembro.

Previsões para os próximos meses

Os modelos climáticos indicam que, apesar de uma leve expectativa de chuvas acima da média no início de setembro, a tendência é de que as chuvas sejam escassas nos meses seguintes:

  • Setembro: possibilidade de chuvas acima da média no Oeste e sul da Bahia.
  • Outubro e novembro: chuvas devem ser muito abaixo do normal, com anomalias negativas.
  • Dezembro: continuidade da elevação de temperatura e escassez de chuvas.

Consequências para a agricultura

A combinação de calor excessivo e a falta de chuvas pode resultar em um déficit hídrico significativo, prejudicando as lavouras, especialmente as de terceira safra. Os produtores devem considerar cultivos mais resistentes ao calor e à seca para mitigar os impactos.

Risco de incêndios

Além disso, o risco de focos de incêndio na região deve aumentar até meados de outubro, exigindo cuidados especiais no manejo do fogo. A situação climática exige atenção redobrada dos agricultores e da população em geral.

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Novo serviço de alerta climático auxilia pecuaristas gaúchos no manejo


Os pecuaristas gaúchos agora contam com um serviço inédito de alerta climático, que já está disponível para teste. O sistema visa auxiliar na tomada de decisões estratégicas na atividade pecuária, oferecendo informações valiosas para otimizar o manejo e melhorar os resultados econômicos.

Detalhes do serviço

Lançado pelo Núcleo de Estudos de Sistemas de Produção de Borrinos de Corte e Cadeia Produtiva da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em parceria com uma empresa de inteligência climática, o serviço utiliza dados do Cadastro Ambiental Rural (CAR) de cada propriedade e atua em cinco eixos principais:

  • Bem-estar
  • Sanidade
  • Nutrição
  • Reprodução
  • Manejo e gestão de risco

Esses eixos trazem indicadores que ajudam os pecuaristas a tomar decisões informadas sobre suas propriedades, incluindo recomendações específicas para cada situação.

Acesso e funcionalidade

Os produtores poderão acessar o serviço por meio de uma assinatura anual, cadastrando suas propriedades e recebendo dados de monitoramento diretamente em seus celulares. A ferramenta promete facilitar a interpretação de dados climáticos e aumentar a assertividade nas decisões.

Impacto na pecuária

O clima tem um papel significativo nas decisões da pecuária, especialmente em contextos de lavouras que enfrentam dificuldades. A integração entre lavoura e pecuária tem mostrado resultados positivos, e a nova ferramenta pode potencializar esses benefícios, ajudando os produtores a se adaptarem às condições climáticas e a maximizar seus lucros.

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Inadimplência rural sobe a 8,8% no 1º trimestre e atinge recorde da série da Serasa


Tereza Cristina diz que PL das dívidas rurais trata de R$ 170 bilhões

A inadimplência no agronegócio brasileiro chegou a 8,8% da população rural no primeiro trimestre de 2026, maior nível da série trimestral da Serasa Experian. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (15) e mostram alta de 0,6 ponto porcentual ante o quarto trimestre de 2025, quando o índice estava em 8,2%. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o avanço foi de 1,2 ponto porcentual.

O levantamento considera dívidas de pessoas físicas da população rural vencidas há mais de 180 dias e de até cinco anos, com valor mínimo de R$ 1 mil, relacionadas ao financiamento e às atividades do agronegócio. Pela série da Serasa Experian, a inadimplência passou de 7,6% no primeiro trimestre de 2025 para 7,9% no segundo, 8% no terceiro, 8,2% no quarto e 8,8% nos primeiros três meses de 2026.

Segundo o head de agronegócio da Serasa Experian, Marcelo Pimenta, a trajetória mostra que os produtores ainda enfrentam dificuldades para recompor a capacidade financeira. Em nota, ele afirmou que os efeitos de ciclos anteriores, com custos elevados, oscilações de preços e restrição ao crédito, seguem impactando o fluxo de caixa e a capacidade de pagamento no setor.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

Por perfil, a maior taxa foi registrada entre produtores sem informação de registro rural, com 11%. Em seguida aparecem grandes proprietários, com 9,9%, produtores médios, com 8,6%, e pequenos produtores, com 8,3%.

Na faixa etária, o maior índice foi observado entre produtores de 30 a 39 anos, com 13,6%. O percentual ficou em 12,4% entre 18 e 29 anos e em 11,3% entre 40 e 49 anos. A partir dos 50 anos, a taxa recua gradualmente, para 8,7% entre 50 e 59 anos, 7,1% entre 60 e 69 anos, 6,2% entre 70 e 79 anos e 3,8% entre produtores com 80 anos ou mais.

Regionalmente, o Norte liderou a inadimplência, com 13,2%, seguido por Nordeste, com 10,2%, e Centro-Oeste, com 10,1%. O Sudeste registrou 7,3% e o Sul, 6,2%. Entre os Estados, o Amapá teve a maior taxa, com 21,2%, enquanto o Rio Grande do Sul apresentou a menor, com 5,8%. Mato Grosso marcou 11,3%, Goiás 9,6%, Mato Grosso do Sul 8,7%, Minas Gerais 7,3% e São Paulo 7%.

A Serasa Experian também informou que a pontuação média dos produtores rurais no Agro Score caiu de 606 pontos no primeiro trimestre de 2025 para 591 pontos em igual período de 2026. O cálculo do indicador considera uma base de 10,7 milhões de pessoas físicas mapeadas como população rural a partir de registros como Cadastro Ambiental Rural (CAR), Cadastro Federal de Imóveis Rurais (Cafir), Cadastro Positivo e Sistema Integrado de Informações sobre Operações Interestaduais com Mercadorias e Serviços (Sintegra).

Fonte: Estadão Conteúdo

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Vai chover, fazer calor ou frio no plantio de soja? Saiba as perspectivas para o ciclo 26/27


Imagem gerada por IA

Faltam cerca de dois meses para o fim do vazio sanitário da soja em parte do Brasil. Com a aproximação do início da semeadura da safra 2026/27, produtores já acompanham as previsões climáticas para planejar o plantio. Segundo o meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, o cenário será bastante distinto entre as principais regiões produtoras.

Entre os dias 18 e 22 de julho, a previsão é de volumes elevados de chuva no Sul do país. Os acumulados podem chegar de 250 a 300 mm no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e no Centro-Sul do Paraná.

Enquanto isso, até o fim do inverno, o Brasil Central deve seguir com predomínio de tempo seco, padrão esperado para o período do vazio sanitário.

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Setembro de 2026

Já em setembro, quando começa o plantio da soja em diversas regiões, a chuva deve favorecer o início da semeadura em São Paulo e Mato Grosso do Sul, permitindo que os produtores realizem os trabalhos dentro da janela considerada ideal.

Por outro lado, a situação tende a ser menos favorável em Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e na região do Matopiba. Nessas áreas, a previsão é de chuvas irregulares e pouco volumosas, além da atuação de ondas de calor, o que pode provocar atraso no plantio.

O cenário também preocupa para outubro. A expectativa é de que as chuvas continuem concentradas no estado de São Paulo e no Sul, com destaque para Paraná e Santa Catarina. Em contrapartida, os volumes devem permanecer abaixo da média em Mato Grosso e em grande parte do Matopiba.

Além da falta de chuva, o calor deve chamar atenção no Brasil Central. A previsão indica que setembro e o início de outubro terão temperaturas muito elevadas, com máximas que podem superar 40°C, aumentando a preocupação com o ritmo do plantio e o estabelecimento inicial das lavouras de soja.

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Roberto Rodrigues analisa desafios da safra 2026 com endividamento e clima


O ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, alerta que a safra 2026 enfrentará diversos desafios, incluindo a falta de seguros, o endividamento dos produtores e os impactos do fenômeno El Niño. Além disso, a redução na oferta de fertilizantes, agravada pelo conflito no Oriente Médio, pode complicar ainda mais a situação.

Desafios da safra 2026

  • Falta de seguros para os produtores rurais.
  • Endividamento crescente entre os agricultores.
  • Impactos do El Niño na produção agrícola.
  • Redução de até 5% na oferta de fertilizantes.
  • Conflitos internacionais afetando a disponibilidade de insumos.

Consequências para a produção

Rodrigues ressalta que, apesar da redução na oferta de fertilizantes, a agricultura brasileira tem se mostrado tecnificada e bem gerida. No entanto, a combinação de clima adverso e falta de insumos pode resultar em queda na produtividade.

Problemas adicionais

Além dos desafios climáticos e de insumos, o ex-ministro destaca que muitos produtores podem enfrentar dificuldades em obter fertilizantes a tempo, o que pode afetar significativamente a demanda e a produção agrícola.

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Aumento da mistura de etanol na gasolina gera incertezas no setor


O Conselho Nacional de Política Energética aprovou o aumento da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina de 30% para 32%. A medida, que entra em vigor após publicação no Diário Oficial da União, terá validade de 180 dias, com possibilidade de prorrogação por mais 180 dias. O objetivo é reduzir a dependência do Brasil em relação a combustíveis fósseis importados.

Segundo o Ministério de Minas e Energia, a nova resolução permitirá ao Brasil deixar de importar cerca de 900 milhões de litros de gasolina por ano. No entanto, a decisão gerou preocupações entre os investidores do setor. Miguel Daoud, especialista em energia, comentou sobre a necessidade de previsibilidade para garantir investimentos no setor de etanol.

Previsibilidade e investimentos

Daoud destacou que a falta de previsibilidade pode levar à insegurança nos investimentos, afirmando que:

  • O aumento da mistura de etanol é positivo, mas a fala do ministro sobre a possibilidade de rever a mistura após 180 dias gera incertezas.
  • A relação entre o preço do petróleo e a mistura de etanol pode afetar decisões de investimento.
  • Os produtores de etanol precisam de garantias para justificar novos investimentos em usinas.

Desafios do setor

O especialista também criticou a abordagem do governo, que parece depender das oscilações do mercado internacional de petróleo, o que pode prejudicar a política de transição energética do Brasil. Ele enfatizou que:

  • O Brasil deve focar em sua capacidade de produzir energia renovável a partir de sua agricultura.
  • A insegurança gerada pela falta de uma política clara pode desestimular novos investimentos no setor.
  • A afirmação do ministro sobre compensações financeiras para a redução da mistura de etanol não traz segurança aos investidores.

Em resumo, a nova medida de aumento da mistura de etanol na gasolina é vista como um passo positivo, mas a falta de clareza nas diretrizes do governo pode impactar negativamente os investimentos no setor de biocombustíveis.

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AgroNewsPolítica & Agro

Rotação de culturas fortalece manejo do trigo


O planejamento da rotação de culturas desponta como uma das principais estratégias para aumentar a produtividade, reduzir problemas fitossanitários e melhorar a rentabilidade do trigo na safra 2025/26. A recomendação é integrar culturas como soja, milho e plantas de cobertura em um sistema capaz de preservar a saúde do solo, diminuir a pressão de doenças e pragas e garantir maior estabilidade ao sistema produtivo. As orientações são gerais e ressaltam que a definição da estratégia deve considerar as condições de cada propriedade, sempre com acompanhamento de um engenheiro agrônomo.

Segundo as orientações apresentadas, a rotação deve conciliar três objetivos centrais: melhorar a qualidade do solo, reduzir a incidência de doenças e manter o equilíbrio econômico da atividade. Em sistemas predominantes de soja no verão e trigo no inverno, a inclusão de milho, aveia, nabo forrageiro, azevém e, quando possível, pastagens de inverno é apontada como alternativa para interromper ciclos de patógenos, reduzir plantas daninhas resistentes e favorecer a fertilidade física, química e biológica do solo. O planejamento também deve considerar a janela de semeadura, o histórico da área, o clima e o mercado.

A adoção da rotação é apresentada como uma ferramenta prática para enfrentar desafios recorrentes da triticultura. A repetição de sucessões como soja-trigo ou milho-trigo favorece doenças como giberela, manchas foliares e brusone, além de aumentar a ocorrência de plantas daninhas resistentes e de compactação do solo. Conforme destacado no material, “a rotação de culturas deixa de ser apenas uma recomendação teórica e passa a ser uma ferramenta prática de manejo integrado para o sistema de produção”.

O conceito de rotação consiste na alternância planejada de espécies em uma mesma área ao longo do tempo, com objetivos agronômicos, ambientais e econômicos. No sistema envolvendo trigo, normalmente são combinadas culturas de verão, como soja e milho, com culturas de inverno, incluindo trigo, plantas de cobertura e, em alguns casos, pastagens destinadas à integração lavoura-pecuária. A proposta vai além da simples alternância de espécies, buscando diversificar tipos de plantas, sistemas radiculares e produção de palhada.

O material explica que a rotação beneficia o trigo por diferentes mecanismos. A alternância com espécies não hospedeiras reduz o inóculo de doenças presentes nos restos culturais, enquanto a diversidade de culturas auxilia no controle de insetos, ácaros e plantas daninhas resistentes. Além disso, plantas com raízes profundas contribuem para aliviar a compactação do solo, melhorar a infiltração de água e favorecer o desenvolvimento radicular da cultura.

Outro benefício apontado está relacionado ao aproveitamento dos nutrientes. Leguminosas utilizadas como cobertura podem contribuir para a fixação biológica de nitrogênio, reduzindo a dependência de adubação nitrogenada dentro dos limites técnicos recomendados. O manejo adequado dos resíduos vegetais e da fertilização também melhora o balanço nutricional para a cultura implantada na sequência.

Os estudos mencionados indicam que sistemas de rotação bem estruturados aumentam a estabilidade da produtividade do trigo ao longo dos anos, reduzem a incidência de doenças e tornam o controle químico mais eficiente. Também há melhor resposta da cultura à adubação nitrogenada, além de maior aproveitamento da infraestrutura da propriedade, com melhor distribuição do uso de máquinas e mão de obra ao longo do calendário agrícola.

Antes de definir a sequência de culturas, o produtor deve levantar o histórico da área, identificar os principais problemas fitossanitários, avaliar as características do solo, conhecer os riscos climáticos e estabelecer seus objetivos produtivos. O planejamento também deve considerar as janelas de semeadura e colheita para evitar atrasos que possam aumentar riscos de geadas, excesso de chuvas ou estresse hídrico.

Entre as alternativas de sucessão apresentadas estão sistemas tradicionais de soja seguida por trigo, combinações com plantas de cobertura entre as safras, rotações envolvendo milho e coberturas de inverno e modelos integrados com pecuária. Cada opção deve ser adaptada à realidade da propriedade, levando em conta o potencial produtivo, as condições do solo e o mercado.

As plantas de cobertura ocupam papel importante nesse planejamento. Gramíneas como aveias, centeio e azevém são indicadas para produção de palha e proteção do solo, enquanto leguminosas, como ervilhaca e tremoço, auxiliam no fornecimento de nitrogênio. Já crucíferas, como nabo forrageiro e mostarda, favorecem a descompactação e a reciclagem de nutrientes por meio de raízes profundas.

O manejo da rotação deve ser integrado a outras práticas agrícolas, como semeadura direta, correção da fertilidade baseada em análises de solo, escolha de cultivares adaptadas e monitoramento constante de pragas, doenças e plantas daninhas. O documento destaca ainda a importância da boa gestão da palhada para evitar dificuldades na emergência da cultura seguinte.

As orientações também reforçam que todas as operações envolvendo defensivos agrícolas devem seguir rigorosamente as recomendações de rótulo e bula, respeitar o receituário agronômico, utilizar equipamentos de proteção individual e atender à legislação ambiental e trabalhista vigente. Segundo o texto, decisões tomadas sem diagnóstico técnico e sem planejamento adequado podem comprometer tanto a produtividade do trigo quanto o desempenho de todo o sistema produtivo.

Antes de definir a rotação, o produtor deve avaliar o histórico da área, os resultados das análises de solo, a presença de doenças e plantas daninhas, as janelas de plantio, a possibilidade de incluir espécies de cobertura, a capacidade operacional da propriedade e, quando houver, a integração com pecuária. O planejamento da adubação deve considerar todo o sistema de produção e contar com o suporte de um engenheiro agrônomo.

O material ressalta que as informações têm caráter informativo e não substituem a avaliação técnica realizada em condições reais de campo.





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