sábado, março 14, 2026

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Produtores de leite buscam informações para aumentar produtividade


Opções mais acessíveis para reduzir custos e aumentar a eficiência das propriedades estão entre os objetivos

A presença constante da equipe de assistência técnica da Cotrijal nos espaços da Produção Animal podem ser o fator decisivo na hora de escolher o melhor custo benefício para investir na propriedade. Durante a Expodireto Cotrijal, os pavilhões 5 e 7 se tornaram a casa da Produção Animal, com a presença da equipe técnica da cooperativa, empresas parceiras, além de animais e diversos produtos voltados ao setor.

“A visitação foi intensa durante os cinco dias de Expodireto Cotrijal”, destaca o gerente de Produção Animal, Alan Issa Rahman. “A maioria busca por informação técnica para realizar melhorias na propriedade sem necessariamente precisar investir em financiamento, utilizando de um manejo alternativo e buscando reduzir custos, sem perder a qualidade e até aumentando a produtividade”, explica.

Rahman ressalta que isso acontece principalmente devido ao cenário atual para a produção animal. “Os produtores estão mais comedidos, o que é natural para o momento. Com isso, a presença do técnico para explicar os recursos podem facilitar na hora da decisão”, finaliza.

O objetivo comum é reduzir o desperdício melhorando a utilização do que já existe na propriedade. É o caso do produtor de Não-Me-Toque/RS Victor Markmann, que visitou o espaço da Produção Animal com o objetivo de avaliar o que tem sido usado e a viabilidade. “Eu observo, por exemplo, os equipamentos utilizados aqui, quais são as raças dos animais, o que há de novo em tecnologia e como eu posso inserir isso na minha propriedade”, explica.

Aproximação

Com o objetivo de estar cada vez mais próxima dos clientes e oferecer opções e soluções para as propriedades, a Cotrijal Lojas também esteve presente no espaço da Produção Animal, facilitando o acesso dos produtores às rações produzidas pela cooperativa e disponibilizando condições especiais aos visitantes. “Vale ressaltar que a Cotrijal Lojas esteve aqui com orientações técnicas para esclarecer dúvidas e auxiliar na escolha do produto mais adequado para cada propriedade”, explica Rahman.

Outra presença é de empresas parceiras para quem busca por tecnologia, medicamentos, genética e suplementos. “Para a 26ª Expodireto Cotrijal, aumentamos a presença de empresas parceiras no espaço e devemos aumentar mais para a próxima edição”, ressalta o gerente da Produção Animal. Segundo ele, os segmentos incluem laboratórios, com opções de vacinas, antibióticos, vermífugos e outros produtos; empresas de equipamentos, como ventiladores, aspersores, bebedouros e sistemas de ordenha; além do segmento de genética e de indústrias de suplementos minerais e aditivos.

O visitante Nélio Delazeri, de Santo Antônio do Planalto/RS, é um frequentador assíduo dos pavilhões da Produção Animal. O seu olhar está mais voltado às raças, porém, destaca que todos os anos observa novas tecnologias para o setor: “gostei da organização do espaço, observei que há presença de vacas de leite e gados de corte, mas também empresas que oferecem o que existe de mais moderno no setor”.

A Produção Animal também possibilita que o público veja de perto bovinos leiteiros e de corte dos associados da Cotrijal, cedidos para exibição durante os dias de feira. “Nesta edição, optamos por dar maior representatividade ao gado holandês, já que a grande maioria dos nossos associados trabalha com essa raça. Também contamos com uma pequena participação do Gir Leiteiro — raça originária da Índia, com dupla aptidão, para leite e carne — além de exemplares de gado de corte”, finaliza Rahman.

O espaço da Produção Animal na Expodireto Cotrijal segue se destacando como um ponto de encontro entre conhecimento técnico, inovação e realidade das propriedades rurais. Ao reunir especialistas, empresas parceiras e produtores em um mesmo ambiente, fortalece a troca de experiências e contribui para que os produtores rurais tomem decisões mais seguras e eficientes, buscando sempre aumentar a produtividade com responsabilidade e sustentabilidade no campo.





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Festival Caminhos de Fogo transforma Tiradentes em capital da gastronomia na brasa


caminhos de fogo
Foto: divulgação

A cidade histórica de Tiradentes, em Minas Gerais, será novamente tomada pelos aromas da brasa e da lenha. No dia 25 de abril de 2026, o festival Caminhos de Fogo realiza sua quinta edição consecutiva, reunindo especialistas em carnes, pescados e culinária internacional em experiências ao redor da brasa.

Com o macrotema “Encontros”, o evento propõe conectar técnicas culinárias, ingredientes e culturas gastronômicas de diferentes regiões do Brasil. A proposta é transformar o fogo — seja na parrilla, na defumação, na brasa direta ou no calor lento da lenha — no elemento central que une chefs, produtores e público em torno da experiência gastronômica.

Realizado no Santíssimo Resort, no centro de Tiradentes, o festival reúne cerca de 25 chefs e personalidades da gastronomia, transitando entre a alta cozinha, o churrasco contemporâneo e a cultura gastronômica urbana.

Foto: divulgação

Chefs de todo o país participam da edição 2026

Entre os nomes que estreiam no festival neste ano estão Lierson Mattenhauer, Roberto Raviolli, Roberto Barcellos, André Paganini, Marcelo Corrêa Bastos, Rafa Gomes, Marina Lopes, Mari Mota, Helena Nicolao e Dani França Pinto.

Eles se juntam a assadores e chefs já conhecidos do público do evento, como Cristóvão Laruça, Júlia Carvalho, Marcos Livi, Sati Roig, Paula Labaki, Ligia Karazawa, Jimmy Ogro, Pedro Valsassina, Bruno Panhoca, Adriano Pedro, Adriano Geléia, Priscila Deus, Chico Mancuso, Rafael Soares e Mário Portella, entre outros convidados.

A curadoria busca apresentar diferentes abordagens da cozinha na brasa, reunindo desde técnicas tradicionais até interpretações contemporâneas da gastronomia brasileira e internacional.

Tema “Encontros” marca a quinta edição

Em 2026, o festival adota o conceito “Encontros” como eixo central da programação. A ideia é evidenciar as conexões que surgem no evento: entre cozinheiros, ingredientes, territórios e culturas culinárias.

Segundo Guilherme Macedo, idealizador e sócio do Caminhos de Fogo, a quinta edição representa um marco na trajetória do festival.

“O Caminhos de Fogo nasceu com a ideia de celebrar a cozinha feita no fogo. Agora, chegando à quinta edição, entendemos que ele se transformou em algo maior: um grande encontro da gastronomia na brasa no Brasil”, afirma.

De acordo com ele, Tiradentes se consolida como um ponto de convergência para chefs, produtores, pecuaristas, marcas e amantes da gastronomia.

“O festival também é um encontro entre pessoas, famílias, amigos e viajantes que se reúnem para viver um dia em um ambiente que mistura técnica, cultura e celebração”, destaca.

Foto: divulgação

Carnes maturadas e ingredientes brasileiros estão entre os destaques

Entre as experiências gastronômicas previstas para esta edição está uma praça dedicada às carnes maturadas, comandada pelo chef Cristóvão Laruça, especialista em carnes e técnicas de fogo.

O espaço apresentará cortes preparados com a técnica dry aged, processo de maturação a seco que intensifica sabor e textura das carnes. Algumas peças passam por mais de 30 dias de maturação antes de chegar à grelha.

Outro destaque é a participação do chef Marcelo Corrêa Bastos, pesquisador da gastronomia brasileira e fundador dos restaurantes Jiquitaia e Lobozó, em São Paulo. Seu trabalho valoriza ingredientes nacionais e explora a diversidade da culinária brasileira, com especial atenção aos pescados.

Já o chef Roberto Raviolli estreia no festival trazendo uma leitura contemporânea da cozinha italiana afetiva, inspirada em memórias familiares e tradições culinárias.

A programação também inclui preparos com carne angus, apresentados pelos chefs Júlia Carvalho e Marcos Livi, em parceria com a VPJ e a Associação Brasileira de Angus. A proposta é explorar temas como genética, qualidade da carne e os diferentes terroirs da pecuária brasileira.

Experiência gastronômica e cultural

Além das estações gastronômicas, o Caminhos de Fogo propõe uma experiência que combina gastronomia, cultura e convivência. O festival reúne cozinheiros, produtores e apaixonados pela culinária em torno da valorização da cozinha feita na brasa.

Ao longo das edições, o evento vem se consolidando como um espaço de experimentação culinária e troca de conhecimentos, conectando técnicas tradicionais e inovação na gastronomia brasileira.


Caminhos de Fogo – 5ª edição

Data: 25 de abril de 2026 (sábado)
Local: Santíssimo Resort – Rua dos Inconfidentes, 140, Centro, Tiradentes (MG)

Ingressos: disponíveis no Instagram oficial do evento
https://www.instagram.com/caminhosdefogo/

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Inteligência artificial organiza dados e decisões na gestão das fazendas


Foto: Pixabay.
Foto: Pixabay.

No sexto episódio da série “Tecnologia e Inovação”, no Giro do Boi, o zootecnista e especialista em gestão Antonio Chaker apresenta a revolução da Pecuária 6.0. O destaque é a inteligência artificial (IA) como o cérebro operacional da propriedade. Sob o lema “Sobe informação, desce decisão”, Chaker demonstra como a IA organiza o fluxo de dados para que o produtor tome decisões baseadas em lucro real.

Chaker informa que a gestão eficiente não é sobre acumular números, mas sobre transformá-los em ações. Assim, a inteligência artificial acelera esse ciclo através de quatro pilares. Ele ressalta que coletar dados que não geram atitudes é um desperdício de tempo e capital, e a IA garante que nenhum dado fique “parado” no sistema.

Confira:

Desafios da tecnologia no campo

A complexidade dos aplicativos sempre foi uma barreira para a tecnologia no campo. No entanto, em 2026, a inteligência artificial resolveu isso utilizando ferramentas que o vaqueiro já domina. Além da operação, a IA generativa atua como um consultor de negócios para o pecuarista, permitindo que o produtor suba os resultados da safra e peça à IA que identifique onde a eficiência está sendo perdida.

Além disso, a inteligência artificial pode ser utilizada para simular cenários estratégicos, questionando o sistema sobre como grandes gestores globais tomariam decisões sobre expansão de pastagens ou investimentos. Chaker afirma que a IA não substitui o homem, mas fornece “superpoderes” ao gestor, visando uma fazenda enxuta que minimiza o erro humano e maximiza a margem de lucro.

Inovações em gestão e bem-estar animal

Antonio Chaker destaca o uso de robôs que programam a mudança de pasto e sensores que analisam a qualidade da água, garantindo gestão em tempo real e bem-estar animal. O monitoramento via satélite, sensores de fadiga com IA e carretas com climatização reduzem perdas e garantem bem-estar animal em dez milhões de quilômetros rodados.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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Diesel mais caro e incertezas nas vendas preocupam sojicultores em meio à guerra no Oriente Médio


Biodiesel e soja
Imagem gerada por IA

A escalada do conflito no Oriente Médio gera reflexos no campo brasileiro. Produtores rurais relatam aumento expressivo no preço do diesel e até restrições na venda do combustível em alguns postos em pleno pico da colheita em alguns estados , o que levanta preocupação em um momento estratégico para o agronegócio.

De acordo com o produtor rural e presidente do Sindicato Rural de Marechal Cândido Rondon, Edio Chapla, o aumento foi percebido principalmente entre o fim de fevereiro e o início de março.

“Estamos vendo uma escalada de preço do diesel de uma forma até absurda na última semana de fevereiro e começo de março. Alguns produtores relataram que, ao buscar combustível nos postos, o volume vendido estava limitado, justamente para evitar que alguns façam grandes estoques enquanto outros fiquem sem”, afirma.

Segundo Chaplan, a região oeste do Paraná já praticamente concluiu as etapas mais intensivas em consumo de combustível da safra de soja. “Aqui no oeste do Paraná já finalizamos a colheita e o plantio. Então o maior consumo de diesel nessas operações já aconteceu. Agora o produtor utiliza mais nas atividades culturais da lavoura e também nas atividades pecuárias”, explica.

Mesmo assim, a preocupação permanece, principalmente porque muitos produtores costumam comprar volumes maiores de diesel para estocar e utilizar ao longo do ano.

“Muitos produtores compram em volumes maiores, em TRRs, para fazer estoque para a próxima safra. Mas esses fornecedores nem sempre têm grande volume para entrega imediata. Muitas vezes o produtor faz o pedido hoje e recebe em dois ou três dias, e o preço final só é confirmado quando o combustível chega da distribuidora”, relata.

Além do impacto direto nas propriedades, Chaplan alerta que o maior risco está na logística do agronegócio.

“A preocupação maior é com a questão da logística, principalmente da porteira para dentro. O diesel é um insumo essencial para o manejo dos animais, para transporte de ração e para diversas operações dentro da propriedade”, diz.

Ele explica que um eventual desabastecimento poderia afetar toda a cadeia produtiva.

“Se houver falta de diesel, como fica a logística das empresas para entregar ração aos produtores? E depois o transporte desses animais até os frigoríficos? A escala de abate é diária, não pode parar. Isso começa a gerar preocupação”, afirma.

O impacto poderia chegar também ao consumidor final, caso a cadeia seja afetada.

“Se o frango, o peixe ou o leite não chegam aos frigoríficos ou laticínios, toda a cadeia é afetada. Esse alimento pode deixar de chegar aos grandes centros ou até de ser exportado. Não estamos dizendo que isso vai acontecer, mas é uma preocupação real diante do cenário”, conclui Chaplan.

Segundo o produtor, o objetivo ao relatar a situação é alertar sobre os possíveis impactos sem gerar alarme desnecessário.

“Não queremos criar pânico, mas estamos atentos e preocupados com essa escalada e com o tempo que essa situação pode durar.”

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Audiência pública promove debate sobre crédito de carbono na Expodireto Cotrijal 2026


A audiência pública da Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado, que ocorre sempre na sexta-feira, último dia da Expodireto Cotrijal, neste ano debateu o impacto da regulamentação da Lei 15.042/2024. Sancionada em dezembro de 2024, a lei criou o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE).

O senador Luis Carlos Heinze, organizador do debate, destacou que desde o ano passado várias audiências têm sido promovidas visando ouvir os diversos setores interessados. “Aqui a ideia é evidenciar o que já está sendo feito no país para que o produtor consiga mostrar que o agro não é vilão, mas, sim, preserva, e também como produtores vêm conseguindo entrar nesse mercado”, explicou.

Dirigentes de duas cooperativas brasileiras apresentaram dados de programas que transformam práticas agrícolas sustentáveis que já eram adotadas pelos produtores em créditos comercializáveis no mercado regulado de carbono.

A cooperativa Copagril, de Marechal Cândido Rondon/PR, está com o programa em andamento há cerca de dois anos e em 2025 distribuiu mais de R$ 7 milhões em créditos de carbono. “Cerca de 70% dos nossos associados têm menos de 50 hectares e através da comercialização dos créditos oportunizamos renda adicional aos produtores participantes do programa”, destacou o presidente, Eloi Darci Podkowa, acrescentando que esse é um mercado em expansão. “Há muitas empresas, inclusive de fora do Brasil, interessadas em comprar esses créditos, só precisamos de bons projetos”.

O programa da cooperativa Cotrijuc, de Júlio de Castilhos/RS, também teve seus primeiros passos em 2024. Segundo o diretor executivo, Maicon Buzzati, a estimativa é distribuir R$ 1 milhão em créditos de carbono no segundo semestre deste ano aos associados.

O CEO da NetWord Agro, Marcos Ferronato, empresa parceira da Copagril e da Cotrijuc nos programas, explicou como funciona o monitoramento e a certificação dos produtores e destacou que o setor agropecuário brasileiro é o único capaz de gerar o crédito no volume que será demandado. “Até 2030, pelo Acordo de Paris, o Brasil deverá reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 50%, em comparação com os níveis registrados em 2005. Há muitas oportunidades que podem ser aproveitadas”, afirmou.

Novo olhar sobre a produção

O diretor de Tecnologia da Braspell Bioenergia, Afonso Bertucci, apontou as atividades agropecuária e florestal como a solução para a questão climática. Ele participou de forma online da audiência, apresentando dados especialmente relacionados ao setor florestal, e afirmou que o produtor rural precisa olhar para a sua propriedade não mais apenas como fonte de produção de alimentos, mas também de energia.

“O campo e as florestas brasileiros podem se tornar protagonistas da economia de baixo carbono, gerando receitas por meio da venda de créditos e de bioenergia. O maior desafio ainda é regularizar o mercado e as empresas terem metas que possam ser cumpridas”, defendeu.

O presidente da Cotrijal, Nei César Manica, destacou a relevância do tema e da audiência, que tradicionalmente é realizada durante a feira. “Muitas das questões aqui debatidas já foram solucionadas e esperamos que também haja avanços em relação ao mercado de carbono”, defendeu.

Também se manifestaram durante a audiência empresários, lideranças, pesquisadores e produtores. Na avaliação do presidente do Clube Amigos da Terra, Almir Rebelo, há muita desinformação em relação à emissão de dióxido de carbono (CO₂) pela agropecuária. Ele defendeu que o setor já sequestra muito mais carbono do que emite.

O chefe-geral da Embrapa Trigo, Jorge Lemainski, citou os programas de pesquisa em desenvolvimento no país pela instituição e destacou o posicionamento em buscar respostas de credibilidade. “Temos trabalho vasto em andamento nesse tema sustentabilidade e trabalhando as linhas-base para proteger a agricultura brasileira, com informação de acreditação pública, em parceria com os principais cientistas do mundo”, informou.





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Ministério convoca produtores a colaborar com pesquisa sobre invasão de javalis


javali - peste suína africana - oie - grécia
Foto: Freepik

A presença de javalis no meio rural está sendo mapeada por pesquisa nacional do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em iniciativa fomentada pelo Grupo de Trabalho (GT) de Javalis do Paraná.

A previsão é que os resultados do estudo sejam divulgados no segundo semestre deste ano e que os dados coletados ajudem a dimensionar o avanço da espécie no país e na construção de propostas e pleitos voltados ao enfrentamento do problema que afeta diretamente a produção agropecuária.

O questionário está disponível para participação de produtores rurais e manejadores autorizados até 31 de maio.

“Esse levantamento é fundamental para que possamos dimensionar o problema. Com a participação dos nossos produtores, teremos um retrato mais claro da presença dos javalis no campo e dos prejuízos causados. A partir dessas informações, será possível discutir medidas mais eficazes para o controle dessa espécie”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.

A entidade orienta que produtores rurais que já tenham avistado javalis em suas propriedades e/ou que tenham registrado prejuízos causados pelos animais respondam ao questionário.

A mobilização também inclui os manejadores autorizados que atuam no controle populacional da espécie. Caso o produtor conheça profissionais que realizam esse trabalho, a recomendação é compartilhar o link da pesquisa para ampliar o alcance do levantamento e fortalecer a base de informações sobre o tema.

“Os dados até o momento são preliminares, e o levantamento depende desses questionários complementares”, destaca a representante do Mapa, Juliane Galvani.

Cartilha de orientação

Como parte das ações de orientação aos produtores rurais, o Sistema Faep elaborou uma cartilha que aborda os riscos causados pelos javalis em diferentes áreas, incluindo impactos econômicos, ambientais e sanitários.

O material tem caráter orientativo e reúne informações que vão desde o histórico da presença do animal no Brasil até as normas que regulamentam o controle populacional por meio da caça.

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indústrias trazem soluções tecnológicas para alavancar o campo


Aproximar o produtor rural do conhecimento, das informações, da tecnologia testada e validada nos órgãos de pesquisa ou nas empresas privadas, de ótimas oportunidades de negócios e também de importantes debates ligados ao meio rural foi o motivo que levou a Cotrijal a criar a Expodireto, em 2000. De lá para cá, a feira se consolidou como umas das principais vitrines tecnológicas do agronegócio internacional, atraindo, anualmente, agricultores, pecuaristas e outros profissionais do campo de várias partes do Brasil e também de fora do país.

Na área de máquinas e equipamentos, os produtores encontram oportunidade para ver de perto e comparar as novas tecnologias oferecidas pelas indústrias, visando a concretização de negócios direto na feira ou também ao longo do ano.

João Pedro Blank, da Agroriza, de Santa Vitória do Palmar/RS, percorreu 725 quilômetros para estar no parque. O produtor estava de olho em uma semeadora e um pulverizador autopropelido. “Estamos prospectando negócios. Estamos em um momento em que precisamos ter cautela para equilibrar as contas e garantir a sustentabilidade da propriedade, já que os altos custos de produção combinados com preços baixos recebidos pelos produtos têm impactado a rentabilidade”, informou.

A propriedade cultiva cerca de 1,2 mil hectares de arroz e 500 hectares de soja, além de 600 hectares em sistema de integração lavoura-pecuária. “Já adquirimos na feira, em outros anos, implementos menores e componentes eletrônicos, como uma roçadeira e também monitores agrícolas, e agora estamos olhando também sistemas de nivelamento e suavização do solo, que reduzem a dependência da mão-de-obra, um dos outros gargalos no cultivo do arroz”, disse.

Feira é ponte entre indústria e produtor

O presidente do Sindicato das Indústrias de Máquinas e Equipamentos do Rio Grande do Sul (Simers), Claudio Bier, avalia que o setor vive um momento desafiador, mas a expectativa é de reação ao longo de 2026. “Como temos destacado na Expodireto, não se trata de um cenário de retração permanente, mas de uma retomada gradual condicionada à melhoria do crédito e à renegociação das dívidas dos produtores”, afirma.

Segundo ele, a indústria sente os efeitos de estiagens sucessivas, do endividamento no campo e do custo do financiamento, mas existe demanda reprimida por renovação de máquinas, o que sustenta a perspectiva de recuperação do mercado. “A feira cria um ambiente concreto para negócios, lançamento de tecnologias e discussão de soluções para aumentar a produtividade no campo. Em um momento de dificuldades climáticas e financeiras, esse diálogo é ainda mais importante, porque a indústria depende do produtor e o produtor depende da inovação e das tecnologias desenvolvidas pela indústria para continuar competitivo”, conclui.

Uma das alternativas que os produtores têm encontrado para facilitar a renovação da frota de máquinas agrícolas é o consórcio. Nas modalidades regional ou nacional, é uma possibilidade para quem quer planejar a compra futura e fugir dos juros do financiamento tradicional. Antônio Ruffato, coordenador de vendas do Consórcio Nacional da John Deere, explica que é uma opção especialmente para quem não tem urgência na aquisição do maquinário.

As peças remanufaturadas, como motores e transmissões, também têm sido buscadas pelos produtores rurais. Por serem de fábrica, possuem todas as garantias de uma peça nova. O técnico de motor na AGCO Power Brasil, Leônidas Miler, explica que é uma forma de atender a necessidade imediata do produtor, que consegue atualizar ou manter o maquinário com qualidade semelhante à de componentes novos, porém com custo menor.

Lançamentos visando o futuro

Além de sensores para todos os fins, buscando garantir maior eficiência no campo, e outras tecnologias que podem trazer retorno imediato ao produtor, a feira é palco de lançamentos que visam o futuro.

De olho na transição energética, a fabricante alemã Fendt apresenta de forma inédita na feira o motor AGCO Power CORE 80, homologado para operar com o diesel HVO100 (Óleo Vegetal Hidrohidratado), conhecido como “diesel verde”, originado de óleos vegetais e gordura animal, reduzindo significativamente as emissões de gás carbônico.

João Toledo, coordenador de marketing de produto da Fendt, explica que o uso de HVO cresceu significativamente na Europa como uma solução imediata para descarbonizar o transporte, sem a necessidade de modificar motores diesel existentes. No Brasil, a expectativa é de que avanços no uso de combustível renovável aconteçam gradualmente.

Irrigação é estratégica

As frequentes perdas dos produtores rurais gaúchos devido ao clima têm motivado o crescimento da busca por irrigação. Levantamento da Secretaria de Agricultura do Rio Grande do Sul, na safra 2023/2024, mostram que 3,2% da área de soja (214 mil hectares) e 15% da área de milho (12,8 mil hectares) eram irrigadas no Estado.

Dentre as principais dificuldades para um avanço maior estão a demora na obtenção do licenciamento ambiental e das autorizações necessárias para implantar o projeto, as limitações energéticas e de água em algumas regiões e o alto custo do investimento.

Na Expodireto Cotrijal, empresas expositoras atendem produtores que já têm área irrigada e também os que pensam em investir e estão em busca de informações sobre os processos necessários para implantar o projeto.

A Agropecuária Garça, de Panambi/RS, tem cinco pivôs instalados em área onde são cultivados milho safra e soja safrinha – 250 hectares do total de 700 hectares da propriedade. Michel Idi da Rosa, um dos proprietários, conta que a implantação iniciou há três anos e ocorreu em duas etapas. A ideia é ampliar a área futuramente.

“Para nós, as maiores dificuldades são a demora para liberação das licenças ambientais, disponibilidade de água e de energia elétrica. A parte burocrática para instalar esses pivôs demandou quase cinco anos, mas o investimento compensa, pois conseguimos plantar milho safra e soja safrinha e obter boa produtividade”, explica o produtor, que esteve no estande da empresa Lindsay na feira.

De “encher” os olhos

A grandeza dos maquinários e a tecnologia embarcada neles despertam o fascínio das crianças e dos jovens que visitam a feira. Poder entrar na cabine de um trator, uma colheitadeira ou um pulverizador é o desejo da maioria. Escolas técnicas e universidades de todo o Rio Grande do Sul aproveitam o período da feira para trazer os estudantes até o parque.

“É importante essa vivência, ver de perto as novas tecnologias nos equipamentos e também na área de produção vegetal. Viemos todos os anos”, informou o vice-diretor da Escola Estadual Técnica de Viadutos/RS, Luís Bragagnolo, que estava acompanhando cerca de 40 alunos do terceiro ano do curso técnico em Agricultura.





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Aprosoja Brasil repudia redução das isenções tributárias para o setor


Com a aprovação no Congresso do PLP 128/2025, quem vai pagar a conta é o produtor e a sociedade

A Aprosoja Brasil e suas 16 Aprosojas Estaduais manifestam revolta e profunda preocupação com a aprovação do Projeto de Lei Complementar (PLP) 128/2025 neste final de ano no Congresso Nacional.

O PLP corta 10% dos incentivos e benefícios tributários hoje existentes para diversos setores, dentre eles, as indústrias do setor agropecuário.

Isso inclui isenção de PIS/COFINS sobre fertilizantes e defensivos, isenções sobre os fretes, armazenagem e beneficiamento.

Reduz também o crédito presumido da indústria de alimentos e rações e o lucro presumido, entre outros pontos.

A aprovação foi tão surpreendente e sem o necessário debate no Congresso que ainda não se tem a conta exata do prejuízo a ser gerado.

Será que algum economista do governo acha que os ricos vão pagar por isso? Será que não percebem que isso levará ao aumento do preço dos alimentos?

A verdade é que a conta será paga, como sempre, pelo contribuinte e, no agro, pelo produtor rural de todo o país, dos quais 80% são pequenos agricultores.

O governo estima que arrecadará R$ 20 bilhões com o fim das isenções. Mas ao invés de cortar gastos e adotar a responsabilidade fiscal, repassa a conta para a sociedade.

Os produtores já estão no limite do endividamento, com margens apertadas e rezando por boas lavouras para ter novo fôlego, principalmente os atingidos por catástrofes climáticas.

Na contramão disso tudo, o governo não oferece ajuda efetiva para renegociação das dívidas e ainda segue impondo aumentos de carga tributária, retirando renda do produtor e pressionando a inflação de alimentos. Até hoje não temos uma solução definitiva para os produtores gaúchos e de outros estados afetados por frustrações de safra.

A Frente Parlamentar da Agropecuária precisa entrar em campo e reagir a tudo isso e buscar meios de correção dessa injustiça praticada contra o setor e contra o Brasil.

Enquanto a justiça deixou ser uma opção para o cidadão, a Aprosoja Brasil continuará lutando, como sempre fez, em defesa do produtor, dando voz à sua revolta e apontando as soluções justas para o país.

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AgroNewsPolítica & Agro

Governo zera impostos e concede subsídio ao diesel


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou um decreto presidencial nesta quinta-feira (12) zerando as alíquotas do PIS e do Confins sobre a importação e comercialização do diesel. Além disso, assinou medida provisória (MP) com subvenção ao diesel para produtores e importadores.

“[As medidas são] para que a gente garanta que essa guerra não chegue ao bolso do motorista, ao bolso do caminhoneiro e, sobretudo, não chegando ao bolso do caminhoneiro não vai chegar ao prato de feijão, à salada do alface, da cebola e a comida que o povo mais come”, afirmou Lula em coletiva de imprensa no Palácio do Planalto, em Brasília.

As medidas foram anunciadas em caráter temporário e justificadas por causa da alta do petróleo causada pela guerra no Irã, que vem obrigando países a liberarem estoques de emergência. 

O corte dos impostos deve reduzir o valor do litro em R$ 0,32 na refinaria. Já a subvenção aos produtores e importadores deve ter impacto de R$ 0,32 por litro, chegando a R$ 0,64 de redução por litro do diesel, segundo cálculos do Ministério da Fazenda.

A subvenção aos produtores e importadores será condicionada a uma comprovação de que o valor foi transferido para os consumidores finais. O presidente Lula acrescentou que o imposto de exportação de petróleo terá alíquota elevada para compensar a subvenção ao diesel

O governo ainda desenhou medidas de fiscalização e transparência para combater o aumento abusivo dos preços dos combustíveis, por ações especuladoras. Segundo explicou o ministro da Fazenda Fernando Haddad, a definição da abusividade deve ser definida por critérios objetivos da Agência Nacional de Petróleo (ANP).

“Tanto no caso de um armazenamento de combustível injustificado, como aumento abusivo no preço que passa a ser fiscalizado pela ANP, com critérios objetivos, que serão produto de uma resolução da Agência”, comentou Haddad.  

O ministro da Fazenda acrescentou que as medidas não alteram a política de preços da Petrobras, que segue operando como é hoje.





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AgroNewsPolítica & Agro

Programa amplia alcance e área monitorada na soja



Ao todo, as áreas inscritas somam 4,8 milhões de hectares de soja


Ao todo, as áreas inscritas somam 4,8 milhões de hectares de soja
Ao todo, as áreas inscritas somam 4,8 milhões de hectares de soja – Foto: Nadia Borges

A busca por maior eficiência produtiva continua mobilizando produtores de soja em diferentes regiões do país. Mesmo diante de custos elevados, margens pressionadas e irregularidade climática, iniciativas voltadas à melhoria do desempenho no campo seguem ampliando a participação do setor e fortalecendo a troca de conhecimento técnico entre agricultores e consultores.

A 18ª edição do Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja, referente à safra 25/26 e organizada pelo Comitê Estratégico Soja Brasil, registrou 5.298 inscrições de produtores e consultores. O número representa crescimento de 10,6% em relação à edição anterior. A participação envolveu agricultores de 1.061 municípios distribuídos em 18 estados, com predominância de áreas de sequeiro, que responderam por 86% das inscrições.

Ao todo, as áreas inscritas somam 4,8 milhões de hectares de soja, volume equivalente a cerca de 10% da área nacional destinada à cultura. A organização avalia que o resultado demonstra a continuidade do interesse do produtor na iniciativa, que utiliza um protocolo de auditoria com georreferenciamento, laudo técnico, registros fotográficos e certificação para garantir a confiabilidade das informações coletadas.

Além do caráter competitivo, o programa é apresentado como uma ferramenta de geração e transferência de conhecimento agronômico a partir de resultados obtidos diretamente no campo. O banco de dados construído desde 2008 reúne informações técnicas que são compartilhadas com produtores por meio de materiais técnicos e eventos do setor.

Os campeões da edição serão divulgados durante o Fórum Nacional de Máxima Produtividade da Soja, programado para os dias 7 e 8 de julho de 2026, em Indaiatuba. A premiação contemplará categorias sequeiro e irrigado, com reconhecimento regional nas principais áreas produtoras do país.

 





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