domingo, março 15, 2026

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Queda de arroz, leite, carne bovina e açúcar ajuda a conter custo da cesta básica em novembro


Indústria lança primeiro arroz rastreado com tecnologia da Embrapa
Foto: Paulo Lanzetta

A redução nos preços de arroz, leite, carne bovina e açúcar em novembro foi decisiva para conter o avanço do custo da cesta básica em diversas capitais brasileiras. Levantamento da Cesta de Consumo Básica Neogrid & FGV IBRE aponta que a deflação desses itens essenciais compensou, em parte, a pressão exercida por produtos processados, resultando em quedas relevantes em cidades como São Paulo e Curitiba.

Apesar do alívio proporcionado pelos alimentos básicos, o comportamento da cesta foi desigual entre as oito capitais analisadas. Quatro cidades registraram alta no mês, três apresentaram queda e uma permaneceu praticamente estável, refletindo a volatilidade recente nos preços de alimentos.

São Paulo e Curitiba puxam recuos com alívio em alimentos básicos

Em São Paulo, a cesta básica caiu 1,72% em novembro, passando para R$ 924,53. O resultado foi influenciado principalmente pela queda nos preços do arroz (-2,26%), da carne bovina (-3,05%) e do leite (-1,53%). No acumulado de seis meses, a capital paulista registra a maior retração entre todas as cidades monitoradas, com queda de 4,32%.

Curitiba teve o recuo mais intenso do mês (-1,87%), com a cesta custando R$ 773,49. A redução foi impulsionada, sobretudo, pela queda da carne bovina (-2,86%), do leite (-2,03%) e dos ovos (-2,28%). Ainda assim, no acumulado semestral, a capital paranaense apresenta leve alta de 0,83%.

Em Belo Horizonte, a retração foi mais discreta (-0,24%), com destaque para a queda do açúcar (-4,48%), da carne bovina (-3,67%) e do leite UHT (-1,00%).

Altas pontuais persistem em outras capitais

Mesmo com o alívio nos itens básicos, algumas capitais registraram aumento no custo da cesta em novembro. O Rio de Janeiro manteve a posição de capital com a cesta mais cara do país, com alta de 1,37%, alcançando R$ 995,76. No acumulado de seis meses, a alta chega a 2,72%, puxada principalmente por produtos processados, como margarina, óleo e molho de tomate.

Brasília teve a maior alta do mês (1,94%), com a cesta passando para R$ 817,74. Apesar disso, a capital federal ainda acumula queda de 1,82% no semestre, indicando arrefecimento após picos anteriores.

Em Salvador, o avanço mensal foi de 0,83%, mas o acumulado de seis meses segue negativo (-2,19%), reforçando a tendência de acomodação dos preços. Fortaleza apresentou variação leve (+0,39%) e praticamente não teve alteração no semestre.

Manaus segue mais pressionada no acumulado do ano

Manaus registrou estabilidade em novembro, com leve retração de 0,08%. No entanto, a capital amazonense segue como a mais pressionada no horizonte mais longo. No acumulado de seis meses, a cesta básica subiu 11,15%, refletindo custos mais elevados com alimentos processados, proteínas e desafios logísticos.

Mesmo em Manaus, itens como arroz (-1,38%) e leite (-0,10%) ajudaram a conter uma alta maior no mês.

Produtos processados continuam como principal fator de pressão

No balanço do semestre, os produtos processados e derivados de grãos seguem como os principais responsáveis pelas altas da cesta básica. A margarina aparece como o item de maior impacto em praticamente todas as capitais, refletindo o encarecimento de insumos, energia e embalagens.

Óleos, massas secas e itens industrializados à base de grãos também apresentaram elevações em novembro, especialmente no Sul e Sudeste, limitando um recuo mais amplo do custo da cesta.

Cesta ampliada sobe com higiene e industrializados

A cesta de consumo ampliada, que inclui alimentos, produtos de higiene e limpeza, apresentou alta na maioria das capitais em novembro. O Rio de Janeiro liderou novamente, com valor médio de R$ 2.273,86, após avanço de 3,81% no mês.

Mesmo onde os alimentos básicos ficaram mais baratos, produtos como desodorantes, xampus, snacks e chocolates continuaram pressionando os preços, indicando que a inflação dos industrializados ainda é um fator de atenção para o orçamento das famílias.

Alívio parcial, mas cenário ainda exige atenção

O levantamento mostra que a queda nos preços de arroz, leite, carne bovina e açúcar foi fundamental para evitar um avanço mais forte da cesta básica em novembro. Ainda assim, a pressão persistente de produtos processados e de higiene sugere que o cenário segue instável no curto prazo, especialmente em capitais mais dependentes de cadeias logísticas longas.

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STF concluí julgamento e decide pela derrubada do marco temporal


Após recesso, Supremo retoma sessões nesta quinta-feira
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu por 9 votos a 1, na noite quinta-feira (18), reconhecer a inconstitucionalidade do marco temporal para demarcação de terras indígenas. André Mendonça foi o único ministro da Corte a não acompanhar o voto do relator Gilmar Mendes.

Com o resultado da votação, foi invalidado o entendimento de que os indígenas somente têm direito às terras que estavam em sua posse no dia 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição Federal, ou que estavam em disputa judicial na época.

Contudo, não houve consenso em relação a diversos pontos apresentados pelo relator, ministro Gilmar Mendes, como regras para indenizações a produtores rurais que ocupam propriedades que forem reconhecidas como terras indígenas, entre outros pontos. Os detalhes serão conhecidos quando a Corte publicar a decisão do julgamento virtual

Entenda

Dois anos após o STF declarar o marco inconstitucional, os ministros voltaram a analisar o tema.

Em 2023, o STF considerou que o marco temporal é inconstitucional. Além disso, o marco também foi barrado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que vetou parte da Lei 14.701/2023, na qual o Congresso Nacional validou a regra. Contudo, os parlamentares derrubaram o veto de Lula.

Após a votação do veto presidencial, os partidos PL, o PP e o Republicanos protocolaram no STF ações para manter a validade do projeto de lei que reconheceu a tese do marco temporal.

Por outro lado, entidades que representam os indígenas e partidos governistas também recorreram ao Supremo para contestar novamente a constitucionalidade da tese.

Em paralelo ao julgamento no Supremo, o Senado Federal aprovou, na semana passada, a proposta de Emenda à Constituição (PEC) 48/23 que insere a tese do marco temporal na Carta Magna.

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Estação das águas: plantas daninhas exigem ação rápida do pecuarista; saiba mais


Foto: Reprodução.
Foto: Reprodução.

Na pecuária, a estação das águas é um período crítico, pois, além de ser o momento de máxima produção, também é quando as plantas daninhas se proliferam.

No último episódio da série “Dicas do Scoton”, o zootecnista Maurício Scoton alerta que a ação rápida contra essas invasoras é fundamental para garantir que o investimento em adubação e a umidade do solo sejam aproveitados exclusivamente pelo capim, resultando em maior lucro.

O surgimento das plantas daninhas ocorre pela quebra de dormência. Ao preparar o solo ou com o início das chuvas, sementes enterradas são expostas ao sol e germinam rapidamente. Elas competem agressivamente por espaço, luz e, principalmente, por nutrientes, já que suas raízes costumam ser mais profundas e eficientes que as do capim recém-formado.

Confira:

Importância do controle efetivo

O erro mais comum cometido pelo pecuarista é esperar o tempo passar. Para um controle efetivo, o produtor deve seguir uma regra clara: nunca deixar a planta daninha sementear. O controle deve ser realizado preferencialmente entre os meses de dezembro, janeiro e fevereiro.

Se as plantas conseguirem soltar sementes, a infestação no solo aumentará drasticamente, gerando problemas e custos elevados nos anos seguintes.

Existem duas formas principais de lidar com as invasoras, mas com níveis de eficácia distintos. Para otimizar o custo-benefício, o uso de tecnologias modernas, como drones para aplicação de herbicidas, tem transformado o manejo nas fazendas. Essa ferramenta de alta precisão facilita o trabalho em condições de terreno difíceis, garantindo que o produto atinja o alvo com exatidão.

Consulta a técnicos especializados

Scoton reforça a necessidade de consultar um técnico especializado. Somente um profissional pode identificar as espécies invasoras e recomendar o princípio ativo correto, evitando desperdício de dinheiro e garantindo um pasto limpo e vigoroso para o gado.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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Inflação nos EUA abaixo do esperado impulsionam bolsas


PODCAST Diário Econômico

No morning call desta sexta-feira (19), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que o CPI dos EUA abaixo do esperado reduziu a pressão por aperto monetário, impulsionando bolsas de NY e derrubando os Treasuries.

Na Europa, BoE cortou juros e BCE manteve tom neutro. No Brasil, ativos reagiram após melhora no noticiário político, com Bolsa em leve alta e dólar devolvendo parte da valorização. Hoje, atenção à Nota do Setor Externo e indicadores de confiança e consumo nos EUA e Europa.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação

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Tempo muda e fim de semana terá chuva forte e risco de temporais no Brasil


chuva frente fria
Foto: Pixabay

Fim de semana será marcado por calor, períodos de tempo firme e o avanço de instabilidades que aumentam o risco de pancadas de chuva fortes e temporais em diversas regiões do país, de acordo com a Climatempo. Há atenção para rajadas de vento, baixa umidade do ar e volumes elevados de chuva em pontos do Brasil.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Sul

Nesta sexta-feira, o tempo segue firme na maior parte da Região Sul. Há chance de chuviscos apenas no leste do Paraná, devido à influência marítima, e no norte paranaense, por instabilidades vindas de São Paulo. O sol predomina e as temperaturas ficam elevadas em grande parte dos estados. A umidade relativa do ar entra em atenção no Rio Grande do Sul, oeste de Santa Catarina e interior do Paraná, com índices entre 21% e 30%. Rajadas de vento podem variar entre 40 e 50 km/h no litoral de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, além de áreas do interior.

No sábado, a chuva ocorre de forma fraca a moderada no litoral do Paraná e de Santa Catarina, além de áreas do interior paranaense e do oeste catarinense. No Rio Grande do Sul, pancadas atingem as regiões dos Pampas e Missões entre a tarde e a noite, influenciadas por uma área de baixa pressão. As temperaturas seguem elevadas.

No domingo, as instabilidades ganham força. O Rio Grande do Sul deve ter chuva desde cedo, com pancadas de moderada a forte intensidade e risco de temporais, avançando ao longo do dia para a metade leste de Santa Catarina e do Paraná.

Sudeste

Nesta sexta-feira, as instabilidades seguem atuando. Chove de forma moderada a forte na metade norte de São Paulo, no Rio de Janeiro, no sul e oeste de Minas Gerais e no sul do Espírito Santo, com risco de temporais em áreas do interior paulista, serra fluminense, Zona da Mata Mineira e Triângulo Mineiro. As temperaturas sobem gradativamente, mas seguem mais amenas no litoral paulista, no Rio de Janeiro e no sul de Minas. Rajadas de vento podem chegar a 50 km/h em áreas de São Paulo.

No sábado, as pancadas diminuem em boa parte de Minas Gerais, mas continuam em São Paulo e no Rio de Janeiro, ainda com risco de temporais isolados. As temperaturas sobem um pouco mais.

No domingo, a chuva perde intensidade, mas ainda ocorre de forma fraca a moderada em Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo e em áreas do norte, oeste e leste paulista. Em grande parte do interior de São Paulo, o tempo fica mais firme.

Centro-Oeste

Nesta sexta-feira, as instabilidades provocam chuva de moderada a forte intensidade no norte e leste de Mato Grosso do Sul, em Mato Grosso e em Goiás, com risco de temporais, especialmente no norte mato-grossense e em áreas de Goiás e do Distrito Federal. No sul e sudeste de Mato Grosso do Sul, o tempo fica mais firme. O calor predomina, e há rajadas de vento de até 50 km/h no sul do estado.

No sábado, a chuva continua em Mato Grosso e Goiás, com volumes elevados no oeste de Mato Grosso. Em Mato Grosso do Sul, as pancadas ocorrem de forma fraca a moderada.

No domingo, as instabilidades começam cedo e ganham força ao longo do dia em grande parte da região, com risco de temporais em Mato Grosso, Goiás e no norte e leste de Mato Grosso do Sul.

Nordeste

Nesta sexta-feira, as pancadas aumentam no Maranhão e no Piauí, com risco de temporais, especialmente no sudoeste maranhense, onde a situação é de perigo para volumes elevados de chuva. No oeste da Bahia, chove de forma moderada a forte. No litoral da Bahia, em Sergipe, Paraíba, oeste de Pernambuco e no Ceará, a chuva ocorre de forma mais fraca. No restante da região, o tempo segue firme e quente, com rajadas de vento entre 40 e 50 km/h no leste do Nordeste e no litoral do Maranhão.

No sábado, o tempo permanece firme em grande parte da Bahia. Já no Maranhão e no oeste e sul do Piauí, a chuva continua moderada a forte. No Ceará e no oeste baiano, as pancadas seguem mais fracas.

No domingo, a chuva se espalha pelo Maranhão e pelo Piauí, com risco de temporais. No oeste da Bahia e no Ceará, as pancadas podem ser moderadas, enquanto no restante da região o tempo fica mais estável.

Norte

Nesta sexta-feira, o tempo segue instável, com chance de temporais no Pará, Tocantins, Amazonas, Amapá, Rondônia e no extremo sul de Roraima. Em grande parte do Pará, norte do Tocantins e leste do Amazonas, há alerta para volumes elevados de chuva. No Acre, as pancadas aumentam, enquanto em Roraima o tempo fica mais firme em boa parte do estado.

No sábado, as instabilidades diminuem no Acre e em Roraima, mas seguem fortes no Pará, Tocantins, Amazonas, Rondônia e Amapá.

No domingo, a chuva perde intensidade no Amazonas e no Acre, mas continua mais forte no Pará, Tocantins, Amapá e Rondônia. Em Roraima, o tempo segue firme e abafado.

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Medida provisória libera R$ 6 bilhões para renovação de frota de caminhões


O governo federal editou uma medida provisória que autoriza a destinação de até R$ 6 bilhões para a criação de linhas de financiamento para a aquisição de caminhões novos ou seminovos, com foco na renovação da frota de transporte de cargas. A medida provisória (MP 1.328/2025) foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União de terça-feira (16). 

Os recursos devem ser usados para financiar pessoas físicas e jurídicas do setor de transporte rodoviário de cargas — o que inclui, por exemplo, transportadores autônomos, cooperados, empresários individuais e empresas.

A gestão dos recursos ficará a cargo do Ministério da Fazenda. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) atuará como agente financeiro.

A MP 1.328/2025 já está em vigor (já que todas as medidas provisórias começam a valer assim que são editadas pela Presidência da República). Mas, conforme prevê a Constituição, terá de ser analisada e aprovada pelo Congresso Nacional para se converter definitivamente em lei.

Os financiamentos previstos na MP 1.328/2025 são reembolsáveis, ou seja, os valores têm de ser devolvidos. O texto estabelece que, no caso de caminhões novos, apenas veículos de fabricação nacional poderão ser financiados.

Para caminhões seminovos, o texto determina que o crédito será restrito a transportadores autônomos e cooperados. Além disso, as linhas de financiamento devem prever critérios de conteúdo nacional mínimo e de sustentabilidade ambiental, social e econômica, que ainda têm de ser detalhados em ato do Poder Executivo.

A medida provisória também permite condições diferenciadas — relacionadas a taxas, prazos e carência — para quem entregar como contrapartida veículos antigos (com mais de 20 anos de fabricação) ou optar por modelos mais eficientes e de menor impacto ambiental. 

Além da renovação de frota, a MP 1.328/2025 altera regras de outra medida provisória, a MP 1.314/2025, com a ampliação das possibilidades de liquidação ou amortização de dívidas rurais.

A mudança permite o uso de linha de crédito rural para quitar operações contratadas entre 1º de julho de 2024 e 30 de junho de 2025, inclusive aquelas renegociadas ou prorrogadas, desde que atendam às condições de adimplência previstas no texto.

 





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AgroNewsPolítica & Agro

Safra de cereais de inverno encerra ciclo com desafios para o trigo e oportunidades para aveia e cevada em Santa Catarina


A safra catarinense de cereais de inverno chega ao fim marcada por trajetórias distintas entre trigo, aveia e cevada. A combinação de preços pressionados no mercado internacional e menor atratividade econômica reduziu a área cultivada com trigo no Estado. Por outro lado, aveia e cevada se constituem em alternativas de inverno importantes para geração de renda, diversificação da produção e conservação de solo.

No caso da cevada, a rentabilidade foi favorecida pela adoção de contratos antecipados entre produtores, cooperativas e a indústria, o que garantiu preços e reduziu riscos de comercialização. A aveia, por sua vez, reforçou seu papel tanto como opção econômica quanto como cultura estratégica para o manejo do solo e a diversificação dos sistemas produtivos.

Conforme o analista de Socioeconomia e Desenvolvimento Rural da Epagri/Cepa, João Rogério Alves, o trigo colhido no Estado tem sido considerado de ótima qualidade, no entanto, nem todas as notícias são boas. “O ponto negativo fica por conta da redução da área plantada nesta safra. Com isso, a produção total em Santa Catarina deve registrar uma diminuição de 11,5%, chegando a aproximadamente 382 mil toneladas”, explica.

“O cenário não é dos melhores, já que o mercado internacional mantém a commodity em baixa. A grande oferta global, aliada à expectativa de super safra em países vizinhos, como a Argentina, deve manter a pressão sobre os preços no mercado nacional nos próximos meses”, conclui Alves.

Embora a participação de Santa Catarina na produção nacional desses cereais seja pouco expressiva, trigo, aveia e cevada mantêm relevância sob os aspectos agronômico e socioeconômico. O mercado catarinense, no entanto, sofre influência direta dos estados vizinhos. Rio Grande do Sul e Paraná lideram a produção nacional e são determinantes na formação dos preços pagos aos produtores, condicionando o comportamento do mercado em território catarinense.

No vídeo abaixo, João Rogério Alves, da Epagri/Cepa, comenta os destaques das safras de cereais de inverno em Santa Catarina, entre produtividade, qualidade e área plantada. Ele também aponta desafios e oportunidades para trigo, aveia e cevada.

Os preços do trigo seguem em queda em Santa Catarina. Em novembro, o valor médio recebido pelos produtores recuou 2,37% na comparação mensal, com a saca de 60Kg cotada a R$62,20, acumulando desvalorização de 13,44% frente a novembro do ano passado. O movimento baixista acompanha o cenário internacional, marcado pelo aumento da oferta mundial e pelo avanço das exportações, conforme dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, o que mantém pressão sobre as cotações no mercado interno.

No campo, a colheita já alcança cerca de 75% da área cultivada, com predominância de boas condições nas lavouras remanescentes. Para a safra 2025/26, a estimativa indica redução de 14,5% na área plantada, que deve somar 105,1 mil hectares. Apesar da projeção de aumento de 3,5% na produtividade média, a produção total de trigo em Santa Catarina deve recuar 11,55%, totalizando 382,3 mil toneladas.

O desempenho da aveia e da cevada em novembro reforça o papel desses cereais de inverno como alternativas agronômicas e socioeconômicas viáveis em Santa Catarina, apesar da participação pouco expressiva do estado no mercado nacional. A formação de preços segue fortemente influenciada por Paraná e Rio Grande do Sul, principais produtores do país. No caso da aveia, os preços no mercado paranaense apresentaram queda anual de 3,70%, enquanto em Santa Catarina houve estabilidade na comparação anual. 

Para a cevada, o cenário é mais favorável do ponto de vista econômico. A comercialização ocorre majoritariamente por meio de contratos antecipados com indústrias e cooperativas, voltados à produção de cevada cervejeira. Em 2025, grande parte desses contratos foi fechada em valores atrativos, e as boas produtividades obtidas devem resultar em margens positivas, mesmo com preços atuais inferiores aos de um ano atrás. 

Em Santa Catarina, o Sistema de Monitoramento de Safras da Epagri/Cepa aponta que a área de aveia destinada à produção de grãos recuou 3,47% na safra 2025/26, totalizando cerca de 34,2 mil hectares. Ainda assim, o ganho de produtividade, impulsionado por condições climáticas favoráveis ao longo do ciclo, resultou em crescimento de 5,84% na produção estadual, próxima de 52 mil toneladas. Já a cevada manteve área reduzida, com 440 hectares cultivados, mas a safra se destacou pela elevada qualidade industrial, reflexo do manejo técnico e do cultivo sob contratos, assegurando mercado e rentabilidade aos produtores catarinenses.

O Boletim Agropecuário é uma publicação mensal produzida pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola da Epagri (Cepa). A edição reúne informações atualizadas sobre produção, preços, clima e mercado, funcionando como um termômetro do desempenho do agronegócio catarinense. O conteúdo completo deste mês está disponível neste link. Confira os destaques das principais culturas do agro de Santa Catarina presentes no Boletim Agropecuário de dezembro de 2025:

O mercado de arroz em Santa Catarina segue pressionado por excesso de oferta, demanda industrial fraca e dificuldades nas exportações, o que levou os preços ao produtor a ficarem 52% abaixo dos níveis de 2024 e inferiores aos custos de produção. Mesmo com medidas de apoio anunciadas pela Conab, o volume é considerado insuficiente para reverter a conjuntura. As exportações catarinenses recuaram 56% no ano, e, para a safra 2025/26, projeta-se redução de área e produtividade, com produção estimada em 1,22 milhão de toneladas, em um ambiente de elevada incerteza para o setor.

Os preços do feijão em Santa Catarina recuaram em novembro, com queda mensal de 2,32% para o feijão-carioca, cotado a R$ 156,32/sc, e de 2,43% para o feijão-preto, a R$ 120,63/sc, valor 52,3% inferior ao registrado no mesmo mês de 2024. A pressão baixista está associada à boa disponibilidade de produto, à proximidade da nova safra, à liquidação de estoques pelos produtores e, no caso do carioca, ao aumento da oferta proveniente do Sudoeste Paulista. No campo, 72% da área da primeira safra já havia sido semeada até o fim de novembro, com lavouras majoritariamente em boas condições. Para a safra 2025/26, estima-se redução de 5,5% na área plantada, para 33 mil hectares, produtividade estável em 2.068 kg/ha e produção de 68,2 mil toneladas, queda de 4,8% em relação à safra anterior.

O preço do milho em Santa Catarina apresentou leve recuperação entre setembro e novembro, com alta de 0,46% no último mês e indicativo de elevação no início de dezembro, sustentado pela retração dos vendedores e pela retomada da demanda para recomposição de estoques. Ainda assim, a safra recorde no Brasil e nos Estados Unidos mantém pressão sobre as cotações. Para 2025/26, projeta-se aumento de 0,82% na área cultivada, com redução estimada de 11,3% na produtividade e queda de 10,6% na produção. O plantio da safra de verão está concluído e, apesar das irregularidades climáticas no Oeste do estado, o desenvolvimento das lavouras segue, até o momento, dentro de uma perspectiva positiva.

Em novembro, o preço médio da soja ao produtor em Santa Catarina registrou alta de 1,5%, alcançando R$ 125,86/sc, mantendo-se estável no início de dezembro, impulsionado pelo forte ritmo das exportações brasileiras no período. Ainda assim, a elevada produção na América Latina e o aumento da oferta global da oleaginosa mantêm pressão sobre as cotações no fim do ano. Para a safra 2025/26, a estimativa inicial aponta redução de 1,75% na área plantada no estado. O plantio da primeira safra está praticamente concluído, com lavouras em desenvolvimento vegetativo e condições, em geral, entre boas e ótimas, apesar do estresse hídrico pontual causado por altas temperaturas e períodos de estiagem no início de dezembro.

Entre outubro e novembro de 2025, os preços da banana em Santa Catarina recuaram, puxados principalmente pela banana-caturra, que registrou desvalorização de 15,9% com aumento da oferta e perda de qualidade associada às altas temperaturas, apesar de ainda apresentar valorização frente a 2024. Para dezembro, a expectativa é de novas quedas, influenciadas pela menor demanda escolar e pela concorrência com frutas da estação. Na banana-prata, a desvalorização recente foi menor, e o mercado projeta recuperação de preços com a redução da oferta e menor competição no verão. Na média, as cotações caíram 13,6% entre outubro e novembro. Para a safra 2025/26, estima-se leve redução de 0,41% na produção total de banana, mesmo com aumento de área, com predomínio do Norte Catarinense, que concentra mais de 85% da produção estadual.

A colheita do alho em Santa Catarina avança com cerca de 60% dos canteiros já colhidos e qualidade considerada muito boa. Neste período, ainda não há registro de preço ao produtor, já que as vendas devem ocorrer a partir de janeiro de 2026, após a cura do produto. No atacado, a caixa de 10 quilos do alho nobre tipo 4 ou 5 foi comercializada a R$ 183,33, leve alta de 0,6% em relação ao mês anterior. As estimativas apontam aumento médio de produtividade para 11.251 kg/ha, o que, aliado à expansão de 13,8% da área cultivada, deve resultar em crescimento de 16,7% na produção, estimada em 8.438 toneladas. As importações permaneceram praticamente estáveis em novembro, com alta de 5,9%, totalizando 4,69 mil toneladas, principalmente provenientes da Argentina, China, Egito e Peru.

A cebola catarinense iniciou a comercialização para outros estados a partir de novembro ao preço de R$ 20,00 a saca de 20 quilos, valor 8,45% superior ao registrado no mesmo período de 2024, enquanto no mercado atacadista estadual a cotação média foi de R$ 44,21. As perspectivas para a safra 2025/26 seguem positivas, com expectativa de produção de 598 mil toneladas e produtividade média de 30,8 t/ha, o que representa aumento de cerca de 7,5% em relação à safra anterior, mesmo após registros pontuais de granizo e haste floral. Até o início de dezembro, 11% da área já havia sido colhida. A colheita poderá se extender até meados de janeiro. No comércio exterior, novembro registrou importações de 327 toneladas da Argentina e da Espanha.

O preço do boi gordo em Santa Catarina apresentou leve alta de 0,4% nas duas primeiras semanas de dezembro, em relação à média do mês anterior, acompanhando a valorização observada nos principais estados produtores. Na comparação com o mesmo período do ano passado, já corrigido pelo IGP-DI, o avanço chega a 3,8%. O movimento é sustentado pelo bom desempenho das exportações brasileiras de carne bovina, que reduz a oferta no mercado interno, e pelo aumento da demanda doméstica, impulsionado pelas festas de fim de ano e por indicadores econômicos favoráveis.

As exportações de carne suína de Santa Catarina totalizaram 50,3 mil toneladas em novembro, queda de 26,4% em relação a outubro e de 19,4% na comparação anual, com receita de US$ 122,9 milhões. No acumulado de janeiro a novembro, porém, o estado exportou 680,8 mil toneladas e faturou US$ 1,68 bilhão, com altas de 3,5% em volume e 9,2% em receita, o melhor desempenho da série histórica para o período. Santa Catarina respondeu por cerca de 51% das exportações brasileiras de carne suína, mantendo a expectativa de novo recorde anual em 2025, apesar da retração pontual observada em novembro.

Santa Catarina registrou forte crescimento na captação de leite no terceiro trimestre de 2025, alcançando 951 milhões de litros, alta de 15% em relação ao trimestre anterior e de 8% na comparação anual. No comércio exterior, as exportações de lácteos cresceram na base anual, enquanto as importações recuaram, reduzindo o déficit da balança comercial. No mercado interno, porém, os preços ao produtor seguiram em queda, com valores de referência próximos a R$ 2,05/litro, e os derivados também apresentaram recuo no atacado. Apesar da redução dos custos de produção, a rentabilidade tem apresentado queda, especialmente nos sistemas menos tecnificados, que registraram forte deterioração do resultado operacional em 2025.

 





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Variedades precoces de milho e sorgo são destaque em Dia de Campo Cotrisul


A aposta por variedades precoces e superprecoces de milho e sorgo foi o denominador comum entre as empresas expositoras do segundo Dia de Campo especial Milho e Sorgo, realizado pela Cotrisul na última terça-feira, 16 de dezembro, em Cachoeira do Sul.

A seleção de híbridos, plantados em área de pivô da Agropecuária Barufaldi, compôs um panorama importante para os produtores rurais associados à cooperativa. A partir do entendimento mais profundo das características de cada um e das especificidades da lavoura, eles terão mais elementos para planejar o verão 2026 – 2027.

Como destacaram os expositores, com as variedades de ciclo mais curto, tanto com o milho quanto com o sorgo, é possível planejar uma segunda colheita no mesmo verão. “Se o inverno for mais ameno e o plantio puder ocorrer no final de agosto, dá para colher em dezembro, a tempo de fazer uma safrinha de soja”, argumentava um dos técnicos convidados.

Segundo dados da cooperativa, a opção pelo milho e pelo sorgo são crescentes na região de atuação (que inclui municípios das regiões Centro, Sul e Campanha), tanto que o número de produtores presentes no Dia de Campo triplicou nessa edição, em comparação com o primeiro encontro, feito em 2024. O aumento do interesse se deve, sobretudo, às recentes dificuldades enfrentadas com a soja.

“O milho e o sorgo representam alternativas importantes, que já tiveram um crescimento expressivo nesse ano. O sorgo desponta como uma lavoura de menor custo e, pela rusticidade da planta, tem mais resistência ao estresse hídrico. O que dá um resultado mais estável para o produtor. E as duas culturas são interessantes quando se pensa em rotação”, explicou o gerente do Departamento Técnico da Cotrisul, Fábio Rosso.

O primeiro levantamento da cooperativa mostrava que a área de sorgo havia crescido 70% em 2025, em comparação com o ano anterior. A estimativa era alcançar 1,5 mil hectares. Porém, já no final da janela de plantio, a Cotrisul estima que as lavouras de sorgo cubram 2 mil hectares. No milho, o aumentou de área foi de 10% nesse ano, alcançando os 6 mil hectares.

Conforme dados da Emater/RS-Ascar, a lavoura de milho no Rio Grande do Sul deve cobrir 785.030 hectares no ciclo 2025/2026, e alcançar uma produtividade de 7.370 kg/há. Já à soja, os produtores do estado devem dedicar 6.742.236 hectares e têm uma produtividade média esperada de 3.180 kg/ha. O Informativo Conjuntural da entidade não inclui dados estaduais sobre o cultivo de sorgo.





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Lista com a classificação das propostas para formação de estoques para mel e castanhas é divulgada



Lista de classificação do PAA para mel e castanhas já pode ser consultada



Foto: Canva

Produtores de mel e castanhas que apresentaram propostas para a modalidade Apoio à Formação de Estoques (AFE) do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) já podem consultar o resultado da classificação dos projetos. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou nesta quarta-feira (17) a relação das cooperativas com propostas consideradas aptas, após a análise técnica realizada pela estatal.

A consulta pode ser feita pelo nome da organização fornecedora, conforme os critérios definidos no Comunicado Apoio à Formação de Estoques do PAA nº 01/2025. De acordo com as regras da modalidade, cada projeto poderá acessar até R$ 1,5 milhão em recursos. Para organizações que participam do AFE pela primeira vez, o limite estabelecido é de R$ 500 mil.

A iniciativa tem como objetivo apoiar a formação de estoques da agricultura familiar, com foco em produtos impactados por tarifas adicionais aplicadas às exportações brasileiras. A ação emergencial conta com até R$ 30 milhões, repassados pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) à Conab.

Os recursos são direcionados a organizações que enfrentam dificuldades para escoar a produção ao mercado norte-americano e que não conseguem redirecionar integralmente os volumes ao mercado interno ou a outros destinos internacionais. No escopo da medida, cooperativas podem formalizar operações de formação de estoques de castanha-do-brasil, castanha-de-caju, castanha-de-baru e mel, mantendo os produtos armazenados por até seis meses, com devolução posterior dos recursos, sem cobrança de juros ou correção monetária. Clique aqui e acesse a lista de classificação das propostas apresentadas no Comunicado nº 02/2025.





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