sexta-feira, março 13, 2026

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Plano de irrigação resiliente é apresentado no estande do Sistema Farsul na Expodireto


O estande do Sistema Farsul no Parque da Expodireto Cotrijal foi palco para a apresentação do Plano Irrigação Resiliente no RS, pelo governador Eduardo Leite no dia 10 de março. A exposição tratou da proposta que o governador levou ao governo federal no dia seguinte, em Brasília, em reuniões com ministros para discutir alternativas de financiamento e apoio à expansão da irrigação no Estado.

Durante a apresentação, realizada ao lado do secretário-chefe da Casa Civil, Artur Lemos, foram detalhadas ações voltadas à ampliação da área irrigada, à construção de infraestrutura hídrica e energética e ao estímulo à adoção de tecnologias de irrigação no campo.

No encontro, o governador destacou que compartilhar previamente a proposta com o setor produtivo é fundamental para alinhar a estratégia do Estado antes das tratativas com o governo federal. “Estamos antecipando na Expodireto o tema que levaremos amanhã a Brasília, porque queremos que essa agenda represente as necessidades reais de quem produz no campo. Investir em irrigação é proteger o produtor, reduzir perdas em períodos de estiagem e garantir mais previsibilidade para a economia do Estado”, afirmou Leite.

O plano parte do diagnóstico de que os eventos meteorológicos extremos passaram a representar um desafio estrutural para o desenvolvimento do Estado, com impactos diretos sobre a produção agrícola, a arrecadação pública e o crescimento econômico.

A proposta apresentada prevê diferentes cenários de expansão da área irrigada no Rio Grande do Sul. No cenário mais amplo, o plano projeta a criação de até 2,68 milhões de novos hectares irrigados, com investimentos públicos que podem chegar a R$ 60 bilhões, voltados principalmente para infraestrutura hídrica, energia e incentivos à adoção de sistemas de irrigação.

Além de reduzir a vulnerabilidade do agro às estiagens, a iniciativa também busca ampliar a produtividade agrícola, fortalecer cadeias produtivas e reduzir a volatilidade econômica provocada pelas quebras de safra.

O presidente do Sistema farsul, Domingos Velho Lopes, classificou o plano como música para o ouvido dos produtores rurais. “A proposta está muito bem construída e a Federação está totalmente alinhada, como as outras entidades. Nós também teremos que fazer nossa parte, como análise do solo, por exemplo. Mas, acredito que estamos no caminho certo e espero que o Governo do Estado tenha sucesso nas tratativas”, declarou após a apresentação.





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Alerta vermelho para chuvas volumosas em várias regiões


De acordo com informações do Meteored, os próximos dias devem apresentar elevado potencial para transtornos associados a chuvas intensas e acumulados significativos em diversas regiões do Brasil.

O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) emitiu um aviso que coloca grande parte do território nacional em alerta para tempestades, chuvas intensas e volumes elevados nesta quinta-feira (12). Segundo o órgão, o cenário meteorológico indica risco de impactos associados às precipitações.

De acordo com o instituto, o alerta vermelho é emitido quando “a chuva prevista é superior a 60 mm/h ou acima de 100 mm/dia, com elevado risco de grandes alagamentos, grandes transbordamentos de rios e grandes deslizamentos de encostas”.

A previsão também é reforçada pelo índice de previsão extrema de precipitação do modelo ECMWF, que amplia a área com possibilidade de chuvas intensas. Embora a quinta-feira (12) concentre o maior potencial de impactos, as precipitações podem continuar pelo menos até sábado (14).

Segundo o índice de previsão extrema do modelo ECMWF, há risco de chuvas intensas em uma faixa que abrange o Centro-Oeste, o Sudeste e parte da Região Sul do país.

O indicador é baseado na climatologia do próprio modelo e destaca regiões em que a previsão de chuva acumulada diária difere significativamente do padrão histórico.

De acordo com a metodologia do modelo, o índice varia de 0,5 a 0,8 para chuvas incomuns e de 0,8 a 1 para eventos extremos, “valores que só ocorrem em 1 a cada 100 previsões”.

A área considerada de maior risco está entre os estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. A região vem registrando chuvas intensas nas últimas semanas, o que deixou o solo saturado ou próximo da saturação, aumentando o risco de deslizamentos.

Além desses estados, também estão em alerta áreas próximas à divisa entre Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, além do litoral norte do Paraná.

As chuvas intensas estão associadas a dois fatores principais. A temperatura da superfície do mar no Oceano Atlântico, na costa do Sudeste, apresenta anomalias entre 1 °C e 2 °C acima da média, o que contribui para o aquecimento da atmosfera e favorece a ascensão do ar.

Esse processo reduz a pressão atmosférica e contribui para a formação de um centro de baixa pressão próximo à costa entre quinta-feira (12) e sexta-feira (13), intensificando a convecção e a formação de nuvens carregadas sobre o continente.

Os maiores volumes de chuva são esperados para quinta-feira (12), podendo ultrapassar 100 milímetros principalmente em São Paulo. Na sexta-feira (13), as precipitações intensas devem continuar, sobretudo a partir da tarde, com maior incidência em Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Goiás.

Na madrugada entre sexta-feira (13) e sábado (14), chuvas intensas devem atingir o Espírito Santo, Minas Gerais e áreas da Região Norte. Ao longo da manhã de sábado, a intensidade tende a diminuir, mas as precipitações voltam a ganhar força à tarde, principalmente entre o norte de São Paulo, Minas Gerais e áreas do sul de Mato Grosso e Goiás.

A atualização mais recente do modelo indica que os maiores acumulados podem alcançar cerca de 130 milímetros no estado de São Paulo até o fim de sábado (14), em uma faixa que se estende de Adamantina, passando por Jaú, Jundiaí, Caieiras e Guarulhos.

No litoral sul de São Paulo e em pontos isolados de Espírito Santo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e no norte do Pará, os acumulados também podem superar 100 milímetros.

Segundo a análise, o modelo pode estar subestimando os volumes de chuva, principalmente na faixa litorânea entre São Paulo e Rio de Janeiro e no sul de Minas Gerais. Nessas áreas, a recomendação é que autoridades e população permaneçam em alerta para alagamentos, enchentes e deslizamentos de terra.





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Os cinco pilares regulatórios cruciais para manter o Brasil na liderança global dos bioinsumos


ANPII Bio, única entidade da indústria 100% dedicada a biológicos a participar formalmente do GT do MAPA, apresenta os eixos para uma regulamentação dos bioinsumos que fortaleça a inovação, competitividade e segurança jurídica em um dos setores mais estratégicos do agro brasileiro

O futuro de um dos setores mais estratégicos da agropecuária brasileira, o de bioinsumos, entra em uma etapa decisiva quanto ao seu fortalecimento na próxima década. Para a ANPII Bio (Associação Nacional de Promoção e Inovação da Indústria de Biológicos), entidade que representa indústrias desenvolvedoras e produtoras de insumos biológicos, a regulamentação da Lei dos Bioinsumos (Lei nº 15.070/2024), cujo decreto preliminar foi consolidado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) em dezembro do último ano, definirá se o Brasil seguirá ou não sendo líder global na utilização e produção dessas tecnologias, que são essenciais para a modernização do agronegócio nacional e o seu crescimento sustentável.

O texto preliminar do decreto foi desenvolvido após meses de discussão dentro de um Grupo de Trabalho (GT) instituído pelo MAPA, reunindo cerca de 25 atores de diferentes elos da cadeia, entre órgãos governamentais e associações representativas do setor produtivo e indústria. Única entidade a representar exclusivamente a indústria de bioinsumos nas discussões, a ANPII Bio estruturou uma frente técnica e outra institucional para defender um marco regulatório capaz de assegurar inovação, competitividade e segurança jurídica ao setor.

“Não podemos renunciar de maneira alguma a esse protagonismo, porque o que está em jogo não é apenas a regulamentação de uma lei, mas a definição do ambiente de desenvolvimento tecnológico da indústria de bioinsumos no Brasil e, claro, a construção de um marco legal moderno, alinhado à ciência e às boas práticas internacionais de um dos setores mais relevantes no ponto de vista econômico e ambiental”, afirma Thiago Delgado, presidente da entidade, que hoje reúne cerca de 60 empresas entre startups de base científica, desenvolvedoras de tecnologia e indústrias de bioinsumos, além de empresas do segmento de bioinsumos de uso veterinário.

Em seu posicionamento, a entidade destaca a necessidade de que o marco regulatório seja viável para a indústria e para os produtores, promova a inovação de forma sustentável, amplie o acesso a produtos cada vez mais eficazes no campo e permita que o desenvolvimento tecnológico caminhe lado a lado com a viabilidade econômica e ambiental da produção agropecuária.

“O Brasil reúne condições únicas para isso: temos ciência, capacidade industrial e um dos maiores mercados agrícolas do planeta. Se acertarmos na regulamentação, poderemos consolidar nossa posição como referência mundial em bioinsumos”, continua o presidente da ANPII Bio.

Os cinco eixos críticos que devem ser incorporados ao decreto, na visão da entidade, são: produção e registro de bioinsumos multifuncionais e híbridos; harmonização de terminologias internacionais e científicas e combate ao desvio de uso; critérios e prazos objetivos para as análises regulatórias; bioinsumos on farm com responsabilidade técnica e rastreabilidade e; segurança para inovação e rigor no controle de qualidade.

Produção e registro de bioinsumos multifuncionais e híbridos — Defesa histórica da ANPII Bio, a multifuncionalidade é uma característica inerente aos produtos biológicos, já que determinados microrganismos são naturalmente capazes de desempenhar diferentes funções agronômicas, como controle de pragas e doenças, nutrição e promoção do crescimento vegetal. Anteriormente, no entanto, um mesmo produto precisava ser registrado em categorias diferentes, o que gerava distorções regulatórias, duplicidade burocrática, custos desnecessários e insegurança jurídica.

“Para nós, esse reconhecimento no texto preliminar foi uma grande conquista. No entanto, é essencial que o rigor técnico seja mantido e que os produtos sejam registrados somente após cada função ser devidamente comprovada”, explica Júlia Emanuela de Souza, diretora de relações institucionais da ANPII Bio e representante da entidade durante as discussões do GT.

No mesmo eixo, a entidade também defende a criação de um enquadramento regulatório específico para os produtos híbridos, que combinam bioinsumos a fertilizantes e/ou agrotóxicos, de forma a assegurar uma trajetória regulatória viável para soluções tecnológicas integradas. Além disso, entende que é essencial que o marco legal reconheça os estabelecimentos multifuncionais, possibilitando que uma mesma unidade fabrique diferentes categorias de bioinsumos com segurança e controle – desde que comprovem boas práticas de fabricação, adequada segregação de processos e rastreabilidade integral.

Harmonização de terminologias internacionais e científicas e combate ao desvio de uso — Alinhar as terminologias dos bioinsumos ao cenário científico e internacional é outro critério defendido pela entidade como fundamental para o fortalecimento da agricultura nacional frente ao cenário global.  Além disso, a harmonização evita fraudes regulatórias, desvio de uso e interpretações divergentes, protege o produtor rural de informações incorretas ou incompletas, garante concorrência leal e assegura coerência técnica. “Nesse sentido, o texto final, ao definir categorias como biofertilizantes e bioestimulantes, por exemplo, deve conter conceitos claros, técnicos e sem sobreposições”, continua Júlia Emanuela.  

Critérios e prazos objetivos para as análises regulatórias — A previsibilidade também é vista pela ANPII Bio como condição essencial, já que, sem ela, não há segurança jurídica nem estímulo ao investimento em inovação. Por isso, decisões de registro e classificação devem ser orientadas por critérios técnicos claros e objetivos, acompanhadas de procedimentos transparentes previstos em normas, regras estáveis e prazos definidos.

Quanto à figura do registrante, a associação defende a adoção do modelo já existente em outros segmentos regulados, permitindo que o titular do registro não seja obrigado a possuir estrutura produtiva própria, desde que legalmente habilitado e com produção terceirizada sob sua responsabilidade.

Além disso, a associação propõe prazos máximos e vinculantes para cada etapa dos processos de registro e pós-registro, com fundamentação obrigatória das decisões, garantia do contraditório técnico e ampliação da transparência dos atos administrativos, conforme a Lei de Acesso à Informação (Lei nº 12.527/2011), fortalecendo o ambiente regulatório e reduzindo incertezas.

Bioinsumos on farm com responsabilidade técnica e rastreabilidade — Em relação à multiplicação dos bioinsumos nas propriedades rurais, o chamado on farm, a ANPII Bio entende que o texto preliminar do decreto não estabelece regras claras que garantam rigor regulatório proporcional ao risco, nem controle sanitário equivalente ao exigido tecnicamente para uma produção com qualidade. Isso, segundo a entidade, pode criar distorções que prejudicam o desenvolvimento de novas tecnologias.

“Um microrganismo potencialmente patogênico não deixa de representar ameaça à saúde e ao meio ambiente apenas porque foi multiplicado dentro da propriedade rural. Por isso, os critérios de biossegurança e controle de qualidade precisam ser equivalentes, tanto para a indústria quanto para a produção on farm”, alerta Júlia Emanuela, diretora da associação da indústria.

Além disso, outro ponto crítico é a multiplicação on farm de produtos comerciais sem mecanismos de reconhecimento ou remuneração ao desenvolvedor. “Isso é algo que pode desincentivar a indústria a lançar novas soluções biológicas. Como uma inovação será viável economicamente se ela poderá ser utilizada sem remunerar a empresa ou instituição que fez a inovação? Isso desestimula os investimentos e dificulta o desenvolvimento de novas tecnologias capazes de aumentar a sustentabilidade e produtividade no campo”, menciona Thiago Delgado, presidente da ANPII Bio.  

Nesse sentido, a entidade entende que a legislação deve garantir acesso dos produtores à essas tecnologias, mas devem ser adotadas medidas como uso exclusivo de cepas autorizadas, responsável técnico quando houver manipulação de microrganismos isolados, registro das unidades produtivas e mecanismos de controle como definição de volume por área, transporte supervisionado e protocolos de contenção de acidentes. Além disso, defende a adoção de listas positivas de insumos e a rastreabilidade plena de todas as etapas.

Segurança para inovação e rigor no controle de qualidade — Por fim, o quinto pilar defendido busca equilibrar estímulo à inovação com responsabilidade técnica, ambiental e sanitária. Na área da qualidade, sustenta mecanismos concretos de aferição e controle, com sistemas laboratoriais estruturados, além da participação obrigatória em programas interlaboratoriais – proposta exclusiva da ANPII Bio, que visa fortalecer a credibilidade científica do setor.

Quanto à logística reversa, propõe implementação escalonada para categorias de produtos que atualmente não dispõem de sistema implementado, proporcional ao perfil toxicológico e ambiental dos produtos, com prazos compatíveis à maturidade do setor e incentivos regulatórios e econômicos. A proposta, também exclusiva da entidade, visa assegurar responsabilidade ambiental sem criar barreiras desproporcionais a bioinsumos de baixo risco, promovendo transição técnica que estimule boas práticas e inovação sustentável.

Por fim, em relação aos insumos biológicos de uso veterinário, a associação defende que efeitos comprovados cientificamente possam ser informados em rótulo e bula, garantindo coerência regulatória, direito à informação técnica e comunicação baseada em evidência científica, fortalecendo a transparência e a isonomia entre tecnologias com eficácia comprovada.

 





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Potencial da Indicação Geográfica na erva-mate é destaque no Fórum Florestal


A 18ª edição do Fórum Florestal debateu a Indicação Geográfica na cadeia da erva-mate. Trata-se de um instrumento de propriedade industrial que distingue a origem de um determinado produto ou serviço. Esse reconhecimento, concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), valoriza a identidade, a tradição e as qualidades vinculadas a um local.

O extensionista da Emater/RS-Ascar e palestrante do fórum realizado na manhã desta quinta-feira (12), na Expodireto Cotrijal, Ilvandro Barreto de Melo, explica que o Rio Grande do Sul tem Indicações Geográficas bem conhecidas, como é o caso dos vinhos do Vale dos Vinhedos, na Serra Gaúcha, os chocolates de Gramado e os doces de Pelotas.

“No aspecto da erva-mate temos cinco polos produtores e um já conseguiu o status de Indicação Geográfica, que é a região de Machadinho. Isso caracteriza o produto e dá ciência ao mundo de que naquela região há uma produção notória. Esse é o maior reconhecimento que uma região pode conquistar, pois representa sua identidade e sua origem”, afirma Melo.

O especialista também chama atenção para a questão cultural, já que a erva-mate faz parte da economia gaúcha desde a época que o Rio Grande do Sul era uma província.

“É um produto com a identidade do gaúcho e que possui todo um potencial para se desenvolver. Além disso, o tererê está chegando e trazendo boas novidades”, pontua Melo, relatando ainda que hoje já existem refrigerantes e sucos oriundos da erva-mate.

De acordo com o palestrante do fórum, coordenador de projetos setoriais no núcleo de Agronegócio do Sebrae no Rio Grande do Sul e gestor estadual dos projetos de Indicação Geográfica, André Bordignon, o cerne da cultura da erva-mate não está no produto em si, mas no que ela representa para os gaúchos.

“A erva-mate conta a história de um produto que é referência no Rio Grande do Sul, como é o caso da nossa carne, vinho e arroz. São produtos com características que estão enraizadas na nossa cultura. Isso é importante para abrir novos mercados, porque cada vez mais o consumidor quer entender o produto que está levando para dentro de sua casa”, disse Bordignon.

O objetivo do Sebrae RS é mapear os cincos polos produtores e posicionar o tema da Indicação Geográfica. O foco não está apenas no produto, mas no mercado que pode crescer ao seu redor.

“O desenvolvimento territorial da erva-mate e da Indicação Geográfica abre oportunidades de mercado, e conseguimos fazer conexões com outras áreas, como turismo. É o que acontece, por exemplo, com o Vale dos Vinhedos”, explica Bordignon.

A mesa de abertura do fórum foi composta por Claudinei Moisés Baldissera, presidente da Emater/RS-Ascar; Fernando Cirolini, difusor técnico de Produção Vegetal da Cotrijal; Kátia Pichelli, representante da Embrapa; Álvaro Bozzetto Pompermayer, presidente do Sindimate/RS; Ismael Rossetti, representante do Ibramate; e Tháles da Rocha Flores, representante do Sebrae RS.

Árvores Gigantes

O 18º Fórum Florestal foi encerrado com o anúncio de que o angico é a planta escolhida para o Concurso Árvores Gigantes do Rio Grande do Sul – edição 2026. A apresentação foi realizada por Jaime Martinez e Gabriela Rodrigues, da Universidade de Passo Fundo (UPF).

O objetivo é encontrar as dez maiores árvores de angico do Estado. As inscrições estão abertas e devem ser realizadas nos escritórios da Emater/Ascar até o dia 30 de junho. A divulgação dos resultados ocorrerá em 21 de setembro.

Nas duas edições anteriores do concurso, foram selecionadas as maiores árvores de araucária (2023) e erva-mate (2025).





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Governo do Estado lança terceira fase do Programa Irriga+RS com até R$150 mil ao produtor


O governador Eduardo Leite e o vice-governador Gabriel Souza lançaram nesta terça-feira (10/03) a terceira fase do Programa Irriga+RS que amplia para até R$ 150 mil o valor de subvenção destinado a produtores rurais para a implementação de projetos de irrigação. Outra novidade é o lançamento do Portal Irriga+RS, que permitirá o envio digital dos projetos, garantindo mais agilidade e transparência ao processo. O anúncio foi feito durante agenda na 26ª Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque, com a participação do secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, Edivilson Brum.

O programa prevê o pagamento de 20% do valor do projeto de irrigação, limitado agora a até R$ 150 mil por produtor rural. Os projetos poderão ser encaminhados a partir desta quarta-feira (11/03) até 30 de outubro de 2026, diretamente pelo site do programa. Participantes da fase um e dois do programa podem se inscrever neste novo edital, desde que o projeto seja para nova área irrigada. A meta é mitigar os efeitos da estiagem no Rio Grande do Sul, aumentar a reserva de água e a irrigação (elevando a produtividade das culturas) e se aproximar da autossuficiência de grãos, principalmente do milho.

O governador Eduardo Leite destacou que a ampliação do programa reforça a estratégia do Estado de investir em medidas estruturais para reduzir os impactos da estiagem e aumentar a segurança da produção agrícola. “Estamos ampliando um programa que já demonstrou resultados importantes. Investir em irrigação é investir em segurança para o produtor, em produtividade e na estabilidade da nossa produção agrícola. O Estado entra como parceiro para estimular esses investimentos e fortalecer ainda mais o agronegócio gaúcho”, afirmou Leite.

O Estado pagará a subvenção ao produtor rural em parcela única, após a execução do projeto (que pode ser financiado por instituições bancárias ou por recursos próprios) e a apresentação de laudos de conclusão e dos demais documentos comprobatórios exigidos no edital. O programa é destinado a todos produtores rurais (pessoas físicas) e busca apoiar projetos de implantação ou ampliação de sistemas de irrigação (por aspersão, localizada ou por sulcos); e construção, adequação ou ampliação de reservatórios de água para fins de irrigação.

O secretário Edivilson Brum destacou que hoje o Estado tem apenas 4% da área de sequeiro irrigada e que o desafio é aumentar esse percentual. “O Rio Grande do Sul ainda tem um grande potencial a ser desenvolvido quando falamos em irrigação. Ampliar a irrigação é fundamental para dar mais segurança ao produtor rural, reduzir os riscos provocados por períodos de estiagem e garantir maior estabilidade na produção”, destacou Brum.

“O objetivo do governo do Estado é avançar na ampliação de novos hectares irrigados, estimulando investimentos, tecnologia e planejamento no campo. Com mais áreas irrigadas, conseguimos aumentar a produtividade, proteger a renda do produtor e fortalecer ainda mais o agronegócio gaúcho”, complementou o secretário.

ETAPAS DO PROGRAMA

O edital e o manual operacional da fase 3 do Programa Irriga+RS serão publicados nesta quarta-feira (11/03) no Diário Oficial do Estado, com todas as documentações necessárias e as orientações para envio dos projetos. As principais etapas são:

– Produtor interessado procura um técnico responsável habilitado;

– Técnico elabora e cadastra o projeto de irrigação no Portal Irriga+RS;

– Técnicos da Seapi analisam os documentos e emitem a Declaração de Enquadramento;

– Produtor executa o projeto com recursos próprios ou financiamento bancário;

– Produtor recebe a subvenção com apresentação das notas fiscais no Portal Irriga+RS.

RESULTADOS FASE UM E DOIS

A fase um do programa de irrigação tinha uma subvenção de até R$ 15 mil por produtor e a fase dois, um limite de R$ 100 mil. Somando as duas fases, a Seapi aprovou 1.297 projetos de irrigação, com potencial de subvenção na ordem de R$ 61 milhões. Na soma dos projetos, o aumento da área irrigada é de cerca de 25 mil novos hectares. E o investimento dos produtores é na casa de R$ 450,7 milhões.

Entre as finalidades dos projetos de irrigação estão 57% grãos (milho, soja e outros), 24% pastagem/pecuária, 11% fruticultura, 7% olericultura e 1% outros projetos.

Entre as regiões do Rio Grande do Sul que mais apresentaram projetos estão Alto Uruguai (29%), Noroeste/Missões (25%); Nordeste/Serra (15%); Fronteira Oeste (14%), Região Central/Metropolitana (12%) e Campanha/Zona Sul (5%).

 





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Setor de biodiesel afirma ter capacidade instalada para elevar mistura para até 21%


Biodiesel e soja
Imagem gerada por IA

O setor de biodiesel informou nesta quinta-feira (12) que mantém capacidade instalada para atender uma mistura de até 21,6% de biodiesel ao diesel fóssil. Atualmente, o mandato em vigência no Brasil é o B15, com 15% de mistura.

Em resposta à manifestação do Ministério de Minas e Energia (MME), que negou a possibilidade de dar aval ao aumento da mistura de biodiesel ao diesel de forma imediata antes da realização dos testes para misturas acima da atual, a AliançaBiodiesel, formada por Abiove e Aprobio, reforçou a qualidade das especificações do biocombustível e, num cenário internacional com escassez do derivado de petróleo, ressaltou a importância de iniciar a testagem anunciada.

“Não temos problemas em testar o biodiesel em misturas maiores. No entanto, o governo federal precisa iniciar o processo que já tem atraso considerando que neste mês de março já devíamos estar em B16”, disse o presidente da Aprobio, Jerônimo Goergen.

Segundo ele, o setor está disponível, inclusive, para ajudar a financiar o custo da testagem, já que possui interesse no aumento da mistura. “De qualquer forma, neste momento, o interesse maior da economia nacional em razão da crise é ampliar o quanto antes a participação do biodiesel”, reforçou.

O presidente executivo da Abiove, André Nassar, por sua vez, complementa que a medida traz segurança ao país. “O setor está pronto para o B16 e totalmente estruturado para viabilizar os testes que garantam a segurança necessária para o aumento da mistura”, disse.

“Nossa prioridade é colaborar com avaliações céleres que permitam a expansão do biodiesel ainda este ano, assegurando previsibilidade e confiança para toda a cadeia automotiva e de combustíveis”, completou.

Subvenção econômica do diesel

A Frente Parlamentar do Biodiesel (FPBio) manifesta preocupação com a MP nº 1.340/2026, que institui subvenção econômica ao diesel rodoviário comercializado por produtores e importadores, sob operacionalização da ANP, e cria imposto de exportação de 12% sobre o petróleo bruto, em meio à escalada internacional dos preços do petróleo.

“Em vez de fortalecer uma alternativa nacional, renovável e imediatamente disponível, a medida canaliza recursos para sustentar um combustível importado, poluente e sujeito às oscilações do mercado internacional. Trata-se de uma resposta emergencial que não enfrenta a dependência brasileira do diesel mineral”, destaca a FPBio, em nota.

Nesse sentido, 43 entidades do agronegócio e da agroindústria defenderam a adoção imediata do B17, destacando que a medida ainda fortalece a produção nacional e contribui para conter a pressão sobre os preços dos combustíveis.

Além disso, o setor alega operar com elevada ociosidade industrial, estimada em cerca de 50%, o que permite expansão sem risco de desabastecimento.

“Soma-se a isso o comando do art. 225, § 8º, VIII, da Constituição Federal, que determina a manutenção de regime fiscal favorecido para os biocombustíveis, com tributação inferior a incidente sobre os combustíveis fósseis, a fim de assegurar seu diferencial competitivo. Assim, fica claro que a deidade apresentada é inconstitucional ao subsidiar o diesel fóssil em detrimento da transição energética brasileira da Constituição”, conclui a entidade.

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Conflito no Oriente Médio eleva preço da ureia e pressiona custo da safra em Mato Grosso


A escalada das tensões no Oriente Médio já produz efeitos sobre o agronegócio brasileiro e vai impactar a formação dos custos da safra 2026/27 em Mato Grosso. Estudo do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostra que o agravamento do conflito na região e os gargalos logísticos no Estreito de Ormuz provocaram forte alta no preço futuro da ureia, com reflexos diretos sobre os custos da produção agrícola.

De acordo com o levantamento, a instabilidade no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte de petróleo, gás natural e fertilizantes, elevou a incerteza sobre a oferta global, encareceu fretes e seguros marítimos e ampliou o risco de restrições no abastecimento. O bloqueio do tráfego na região já deixou embarcações retidas nas costas de Omã e dos Emirados Árabes Unidos, agravando a pressão sobre o mercado internacional.

Os dados do estudo também mostram que a crise atinge o mercado em um momento sensível para o abastecimento brasileiro. No caso dos fertilizantes nitrogenados, as importações costumam ganhar força a partir de março e se concentram em maior volume no terceiro e no quarto trimestres. Já os fosfatados registram movimento mais intenso entre o segundo e o terceiro trimestres, também com aceleração a partir de março, quando começa a formação de estoques para atender a demanda das principais culturas. Na prática, a alta internacional ocorre justamente na janela em que o país intensifica a reposição desses insumos.

O efeito mais visível apareceu na ureia. O contrato futuro para março de 2026 chegou a US$ 618 por tonelada em 5 de março, alta de 30,65% desde o início do conflito. Em Mato Grosso, a principal preocupação imediata recai sobre o milho. Como a compra de insumos para a safra 2026/27 ainda está em estágio inicial, o produtor segue mais exposto às oscilações de preço. Segundo o Imea, apenas 5,95% das negociações de fertilizantes para a cultura haviam sido realizadas até o momento analisado.

Em simulação para o milho de alta tecnologia em Sinop, o instituto estima que uma alta de 30% no preço dos fertilizantes nitrogenados elevaria em 4,68% o Custo Operacional Efetivo (COE), o equivalente a 5,90 sacas de milho por hectare. O estudo também indica que, a cada 10% de aumento por ponto de nitrogênio, o impacto no COE é de 1,97 saca por hectare.

Os gráficos do estudo mostram um cenário ainda mais sensível para o milho. Em Mato Grosso, a comercialização de fertilizantes para a safra 2026/27 chegou a apenas 5,95% no período analisado, bem abaixo da média histórica para o momento. Como as aquisições costumam ganhar ritmo entre o primeiro e o segundo trimestres, a disparada dos preços internacionais atinge o produtor justamente no começo da janela de compra, o que pode elevar o custo da safra como um todo e até adiar parte das negociações.

Na soja, o sinal de alerta está concentrado nos fertilizantes fosfatados. O Brasil importou, em 2025, 40,01% desse tipo de insumo de Egito e Israel. Em Mato Grosso, a dependência é ainda maior, já que os dois países responderam juntos por 58,91% das compras estaduais de fosfatados. O cenário amplia a exposição do produtor a choques de oferta, atrasos logísticos e custos mais altos na formação da próxima safra.

Com isso, parte relevante do planejamento da próxima safra tende a ser construída em um ambiente mais caro e volátil. Os fertilizantes nitrogenados, como a ureia, têm peso maior no custo do milho, enquanto os fosfatados exercem impacto mais relevante sobre a soja, cultura mais sensível a esse tipo de insumo na formação da lavoura.

Para o coordenador de Inteligência Agropecuária do Imea, Rodrigo Silva, o risco vai além da alta pontual da ureia. “O Estreito de Ormuz ocupa posição estratégica no escoamento de petróleo, gás natural e no transporte de fertilizantes produzidos no Oriente Médio. Com navios retidos, seguros marítimos mais caros e risco de restrição de oferta, o agronegócio brasileiro pode enfrentar inflação no custo de produção e pressão sobre as margens”, afirma.

Na avaliação do Imea, a combinação entre dependência externa, gargalos logísticos e alta dos preços internacionais compromete a previsibilidade do planejamento agrícola e tende a reduzir a rentabilidade das próximas safras. Mantido o atual cenário geopolítico, Mato Grosso deve entrar no ciclo 2026/27 com insumos mais caros, maior pressão sobre os custos e menor margem para o produtor.





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Cotação do boi gordo: mercado vai recuperando preços graças à oferta restrita


pecuária, gado , boi
Foto: Gilson Abreu/AEN

O mercado físico do boi gordo recuperou seus preços no decorrer da semana. O ambiente de negócios ainda sugere pela continuidade deste movimento no curtíssimo prazo, considerando o atual posicionamento das escalas de abate, ainda convivendo com restrição de oferta.

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, a guerra no Oriente Médio ainda gera instabilidades. “Entretanto, o entendimento é de uma logística mais complicada, com custos mais pesados sobre os exportadores, mas sem a disrupção total do fluxo de exportação”, sinaliza.

De acordo com ele, mesmo assim, a escalada do conflito e potenciais desdobramentos não podem ser descartadas de forma alguma.

Preços médios do boi gordo

  • São Paulo: R$ 348,75
  • Goiás: R$ 334,11
  • Minas Gerais: R$ 344,41
  • Mato Grosso do Sul: R$ 336,02
  • Mato Grosso: R$ 338,65

Mercado atacadista

O mercado atacadista ainda se depara com preços acomodados. Iglesias destaca que nem a entrada dos salários na economia tem sido insuficiente para justificar novos reajustes dos preços da carne bovina.

“O fato é que a carne bovina já assumiu um patamar de preços que afasta boa parte dos consumidores brasileiros, em especial aquelas famílias que têm como renda entre um e dois salários-mínimos. Nesse campo, a prioridade está no consumo de proteínas mais acessíveis, a exemplo da carne de frango, embutidos e ovos”, avalia.

  • Quarto dianteiro: ainda é precificado a R$ 20,50 por quilo;
  • Quarto traseiro: segue cotado a R$ 27,00 por quilo;
  • Ponta de agulha: se mantém no patamar de R$ 20,50 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 1,67%, sendo negociado a R$ 5,2457 para venda e a R$ 5,2437 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1572 e a máxima de R$ 5,2502.

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Inspeções do Mapa paralisam exportações de soja e mercado apresenta retração; veja cotações


O mercado brasileiro de soja atravessa um período de retração nas negociações. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, o ambiente atual é marcado por incertezas e baixa liquidez. Muitos players estão fora dos negócios e não há indicações claras de compra, o que deixa o mercado travado.

Silveira explica que a situação do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) afastou diversas tradings do mercado, criando ainda mais insegurança. Apesar de alguns indicadores terem apresentado alta, a falta de volume relevante negociado mantém a liquidez baixa.

O cenário internacional também contribui para dificultar as operações, com custos logísticos elevados, tradings restritas e condições adversas, enquanto os produtores continuam avançando com a colheita em suas propriedades.

Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): seguiu em R$ 125,00
  • Santa Rosa (RS): permaneceu em R$ 126,00
  • Cascavel (PR): seguiu em R$ 120,00
  • Rondonópolis (MT): recuou de R$ 111,00 para R$ 110,00
  • Dourados (MS): seguiu em R$ 112,00
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 111,00 para R$ 112,00
  • Paranaguá (PR): seguiu em R$ 131,00
  • Rio Grande (RS): seguiu em R$ 131,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira (12) com preços mais altos. O mercado buscou suporte na disparada do petróleo, que subia cerca de 8% próxima ao fechamento, e na perspectiva de aumento de demanda de soja norte-americana por parte dos chineses.

Notícias de que a Cargill suspendeu embarques do Brasil para China devido às mudanças nas inspeções ajudou no ímpeto comprador. De qualquer forma, o grão se afastou das máximas do dia nos últimos negócios, reflexo da força do dólar frente a outras moedas.

A empresa suspendeu as operações de exportação de soja do Brasil para a China após mudanças nos procedimentos de inspeção adotadas pelo governo brasileiro, que tornam difícil para os traders cumprir as exigências, afirmou, nesta quarta-feira, o chefe da empresa para a América Latina, Paulo Sousa.
Sousa disse que o Ministério da Agricultura do Brasil adotou uma avaliação sanitária mais rigorosa para a soja destinada à China, com o objetivo de verificar a presença de pragas e ervas daninhas, após um pedido do governo chinês. Segundo ele, o novo sistema é algo incomum no mercado de grãos.
A Cargill também parou de comprar soja de produtores locais no Brasil, acrescentou Sousa, já que no momento não consegue exportar o produto para a China.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão para maio de 2026 subiram 13,25 centavos de dólar por bushel, chegando a US$ 12,27 1/4 por bushel, e julho de 2026 avançou 12,75 centavos, fechando a US$ 12,40 por bushel. No farelo, a posição maio de 2026 teve ganho de US$ 4,80 ou 1,52%, a US$ 320,20 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em maio fecharam a 67,42 centavos de dólar por libra-peso, alta de 0,26 centavo ou 0,38%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 1,67%, cotado a R$ 5,2457 para venda e R$ 5,2437 para compra, oscilando durante o dia entre R$ 5,1572 e R$ 5,2502.

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Redução de PIS/Cofins sobre diesel pode mitigar alta dos combustíveis, avalia CNA


caminhão rodovia diesel combustíveis
Foto: Pixabay

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) avalia que a decisão de zerar as alíquotas de PIS e Cofins sobre o diesel pode ajudar a mitigar os efeitos do aumento dos combustíveis sobre a economia nacional.

Segundo a entidade, a medida, anunciada nesta quinta-feira (12) pelo governo federal, tem o potencial de reduzir custos de produção no campo, ajudando a frear o ritmo de alta do preço dos alimentos ao consumidor, além de aliviar pressões inflacionárias.

Na terça-feira (10), a CNA encaminhou ofício ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, solicitando a redução imediata e temporária das alíquotas sobre o insumo.

O pedido foi motivado pelos recentes aumentos nos preços do petróleo e de seus derivados no mercado internacional e pelos impactos desse cenário sobre a economia brasileira, decorrente da escala dos conflitos no Oriente Médio.

Para a Confederação, o momento exige medidas que reduzam custos e garantam maior previsibilidade para o setor produtivo. Desta forma, a redução dessas cobranças pode contribuir para aliviar custos logísticos e operacionais da agropecuária, especialmente em um período estratégico para a produção.

“O momento atual é sensível para o setor agropecuário, marcado pela colheita da primeira safra e pelo plantio da segunda safra, período em que o custo do combustível tem efeito direto sobre as despesas de produção e sobre a atividade econômica”, destaca a CNA.

PIS/Pasep e Cofins são tributos federais que, juntos, somam aproximadamente 10,5% no valor do diesel comercializado.

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