segunda-feira, março 16, 2026

News

News

Goiás ocupa o segundo lugar nas exportações do complexo soja e avança com cautela na nova safra


soja
Foto: Giovani Luiz Castoldi/Embrapa Trigo

O estado de Goiás encerrou o acumulado de janeiro a outubro de 2025 com 14,3 milhões de toneladas exportadas do complexo soja, o segundo maior volume de sua série histórica. O desempenho fica muito próximo do recorde registrado em 2023, quando foram embarcadas 14,4 milhões de toneladas ao longo de todo o ano, diferença de apenas 64,4 mil toneladas. Os dados são do governo estadual.

Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 🌱

Esse resultado indica forte possibilidade de superação do recorde ainda em 2025, caso o ritmo dos embarques seja mantido. O avanço contínuo da infraestrutura logística e da capacidade de armazenagem tem reforçado a competitividade do estado, que ocupa a segunda posição entre os maiores exportadores nacionais do setor.

Plantio de soja

No campo, a semeadura da soja alcançou 65% da área até 15 de novembro, percentual inferior ao observado no mesmo período da safra anterior. Segundo o Boletim da Safra de Grãos da Conab, o atraso está relacionado à irregularidade das chuvas ao longo de outubro. A interrupção das precipitações comprometeu a emergência e o desenvolvimento inicial das lavouras, com baixa uniformidade, casos de tombamento de plantas em função do calor intenso e necessidade de replantios pontuais.

No sudoeste goiano, região mais adiantada, produtores intensificaram o plantio apostando no retorno das chuvas e chegaram a utilizar maiores profundidades de semeadura para aproveitar a umidade residual do solo, evidenciando o risco climático do início do ciclo.

Insumos e logística

No mercado, as cotações da soja seguem sustentadas, mas o ambiente operacional permanece desafiador para o produtor. A média de preços em novembro atingiu R$ 140,47 por saca, com valorização mensal, conforme dados do Cepea/Esalq. Ainda assim, as margens continuam pressionadas pelo encarecimento dos insumos e pela elevação dos custos logísticos.

Boletim da Conab

O Boletim Logístico da Conab aponta baixa demanda por fretes em Goiás, reflexo da entressafra e da comercialização superior a 90% da safra 2024/25, mas houve ajustes de preços nas rotas para a Baixada Santista e Paranaguá, elevando o custo de escoamento da produção. Soma-se a isso a forte dependência da cadeia da soja das importações brasileiras de fertilizantes, fator que mantém elevados os gastos com adubação e impacta diretamente o custo de produção no estado.

O post Goiás ocupa o segundo lugar nas exportações do complexo soja e avança com cautela na nova safra apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Aprovação de PL que proíbe reconstituição do leite em pó é comemorada pelo setor


leite em pó
Foto: Daniel Fagundes/Trilux/CNA

A recente aprovação do Projeto de Lei 759/2025, que proíbe em Santa Catarina a reconstituição do leite em pó e outros derivados quando de origem importada, foi comemorada pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado (Faesc).

A proposta, de autoria dos deputados Altair Silva (PP) e Oscar Gutz (PL), prevê sanções e multas para quem adotar essa prática em território catarinense.

Se sancionada, a proibição valerá para indústrias, laticínios e quaisquer pessoas jurídicas que utilizem leite em pó, composto lácteo em pó, soro de leite em pó e outros produtos lácteos reconstituídos destinados ao consumo alimentar.

Comprovada a reconstituição, o texto prevê que o lote será apreendido e o responsável estará sujeito a multa, que pode dobrar em caso de reincidência, além da cassação da inscrição estadual.

O vice-presidente da Faesc, Clemerson Argenton Pedrozo, destaca que a medida representa um avanço para os produtores rurais, que vêm enfrentando baixos preços pagos pelo leite.

“Queremos fortalecer o setor, garantindo competitividade e a continuidade dessa atividade, exercida com excelência em Santa Catarina. Não temos dúvidas de que, com a sanção do governador e a consequente entrada em vigor, a medida fortalecerá o mercado catarinense e valorizará o trabalho dos produtores”, disse, em nota.

Prática de dumping

O deputado Altair Silva explica que, no âmbito do Mercosul, especialmente na Argentina, há excedente de produção de leite que não tem sido escoado para mercados tradicionais, como Oriente Médio e Ásia.

Com isso, parte desse excedente acaba entrando no Brasil a preços muito baixos, muitas vezes, abaixo do praticado no país de origem, o que, segundo ele, configura prática de dumping.

“O governo federal tem sido muito lento para tomar uma decisão mais enérgica sobre esse tema. Diante disso, apresentamos um projeto de lei que proíbe a reconstituição de leite em pó importado e também restringe a utilização de leite em pó importado para fins industriais, com o objetivo de proteger o mercado do produtor local”, afirmou.

O parlamentar ressalta, ainda, a preocupação com padrões e controles sanitários. “No Brasil, a produção passa por um conjunto rigoroso de certificações e inspeções, como os sistemas de inspeção federal, estadual e municipal, que garantem a qualidade do produto, com fiscalização adequada. A aprovação unânime desse projeto é um passo importante para proteger o nosso produtor, que investe na atividade leiteira e, hoje, enfrenta custos muito elevados.”

Custo da produção de leite

Para ilustrar o cenário, Altair Silva afirma que, em muitas propriedades, produzir um litro de leite custa, em média, R$ 2,50. Quando o produtor vende a R$ 1,80 ou R$ 1,60, isso representa quase R$ 1,00 de prejuízo por litro.

“A conta não fecha, a propriedade não aguenta e muitos acabam deixando a atividade. O objetivo do projeto é justamente reverter essa situação”, reforçou.

O deputado destaca que uma lei semelhante já foi aprovada no Paraná. “Também estamos trabalhando para que essa mesma lei avance no Rio Grande do Sul. Ela já está em tramitação em Goiás e também em Minas Gerais, que estão entre os principais estados produtores de leite e onde se concentra boa parte das indústrias.”

Altair Silva também enfatiza que a medida contribui para preservar a qualidade já alcançada e ampliar a segurança para o produtor, ao manter o produto no mercado nacional.

“Foi uma luta de muitos anos para que o Brasil se tornasse autossuficiente em leite. Hoje somos autossuficientes e temos condições de avançar, inclusive com potencial para exportação. Mas, para isso, precisamos proteger o produtor e essa é uma reivindicação que a Faesc tem feito de nós, parlamentares. A expectativa é que o governador sancione o projeto ainda neste ano”, ressalta.

O post Aprovação de PL que proíbe reconstituição do leite em pó é comemorada pelo setor apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

STF tem placar de 3 votos a 0 contra marco temporal


marco temporal
Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

O Supremo Tribunal Federal (STF) registrou nesta segunda-feira (15) mais um voto pela inconstitucionalidade do marco temporal para demarcação de terras indígenas. O caso é julgado em sessão do plenário virtual da Corte.

Com o voto do ministro Cristiano Zanin, a Corte tem placar de 3 votos a 0 contra a restrição. Mais cedo, os ministros Gilmar Mendes, relator, e Flavio Dino também proferiram voto no mesmo sentido.

A votação começou nesta segunda e ficará aberta até quinta-feira (18), às 23h59. Faltam sete votos.

Entenda

Dois anos após a Corte declarar o marco inconstitucional, os ministros voltaram a analisar o tema.

Em 2023, o STF considerou que o marco temporal é inconstitucional. Além disso, o marco também foi barrado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que vetou parte da Lei 14.701/2023 , na qual o Congresso validou a regra. Contudo, os parlamentares derrubaram o veto de Lula.

Dessa forma, voltou a prevalecer o entendimento de que os indígenas somente têm direito às terras que estavam em sua posse no dia 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição Federal, ou que estavam em disputa judicial na época.

Após a votação do veto presidencial, o PL, o PP e o Republicanos protocolaram no STF ações para manter a validade do projeto de lei que reconheceu a tese do marco temporal.

Por outro lado, entidades que representam os indígenas e partidos governistas também recorreram ao Supremo para contestar novamente a constitucionalidade da tese.

Senado

Em paralelo ao julgamento do Supremo, o Senado aprovou na semana passada a proposta de Emenda à Constituição (PEC) 48/23 que insere a tese do marco temporal na Carta Magna.

O post STF tem placar de 3 votos a 0 contra marco temporal apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Chuvas podem superar 150 mm nos próximos dias, alerta Inmet


alerta de chuva forte, , cuasada por frente fria
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

A formação de um canal de confluência de umidade, com potencial para se organizar como uma Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), deve marcar o padrão de chuvas no Brasil ao longo desta semana. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o sistema pode provocar grandes volumes de chuva por até cinco dias consecutivos, especialmente em áreas do Norte, Centro-Oeste e Sudeste do país.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

A faixa mais afetada se estende do Norte do Brasil em direção ao Sudeste, com orientação noroeste-sudeste, atingindo principalmente os estados do Amazonas, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Norte concentra os maiores acumulados

Na região Norte, as áreas de instabilidade mais intensas devem se concentrar sobre todo o Amazonas, favorecidas pela combinação de calor e alta umidade, além da circulação local. Também há previsão de chuva expressiva no norte do Amapá, em função da proximidade da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT).

Os acumulados previstos variam entre 60 e 150 milímetros, podendo superar 150 mm em sete dias em pontos alinhados ao canal de umidade. Em outras áreas da região, os volumes devem ficar entre 50 e 70 mm no período.

Por outro lado, o sul do Amapá, norte do Pará e Roraima devem enfrentar uma semana mais seca, com pouca ou nenhuma chuva, restrita a pancadas rápidas e isoladas. A umidade relativa do ar seguirá elevada na maior parte da Região Norte, acima de 60%, mas pode cair para 30% a 40% no norte do Pará e em Roraima, devido à ausência de chuvas.

Nordeste segue com tempo seco e baixa umidade

No Nordeste, o Inmet aponta predomínio de tempo seco ao longo da semana. A exceção fica para o norte do Maranhão e do Piauí, onde podem ocorrer pancadas de chuva a partir de quarta-feira, porém com baixos acumulados.

A região também deve enfrentar índices críticos de umidade relativa do ar, principalmente na área que abrange Piauí, Ceará, Pernambuco e Bahia, com valores entre 20% e 30%, podendo ficar abaixo de 15% em pontos entre Pernambuco e o norte da Bahia. No extremo oeste baiano, a umidade tende a ser mais elevada, em torno de 50% ou mais.

Centro-Oeste em alerta para chuva excessiva

A Região Centro-Oeste concentra um dos principais alertas da semana. A previsão indica chuvas volumosas em Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul, com acumulados entre 100 e 200 mm em sete dias.

O maior destaque vai para a faixa que se estende do norte do Mato Grosso ao sul de Goiás, diretamente sob influência do canal de convergência de umidade. Nesses pontos, os volumes podem superar 300 mm, especialmente entre os dias 17 e 21 de dezembro, quando as pancadas tendem a ser mais intensas e persistentes.

Em Mato Grosso do Sul, o cenário é um pouco diferente, com menor favorecimento de chuvas e acumulados mais baixos ao longo da semana. A umidade relativa do ar permanece elevada na maior parte da região, entre 60% e 80%, mas pode cair para 40% a 50% no oeste sul-mato-grossense.

Sudeste pode registrar tempestades e acumulados elevados

No Sudeste, a previsão aponta chuvas volumosas até o dia 18 de dezembro em grande parte de Minas Gerais e do Rio de Janeiro, com avanço para o sul do Espírito Santo a partir dessa data. A atuação de uma frente fria pelo oceano deve limitar os acumulados em algumas áreas.

Há risco de tempestades em regiões como o Vale do Paraíba, Serra do Mar, Serra da Mantiqueira, sul e Triângulo Mineiro, além da Serra Fluminense e praticamente todo o estado do Rio de Janeiro. Em alguns pontos, os volumes podem atingir 100 a 200 mm em apenas 48 horas.

Em São Paulo e no Espírito Santo, a chuva deve ocorrer de forma mais isolada, com acumulados menores. A umidade relativa do ar tende a ficar entre 65% e 75%, com exceção do extremo norte de Minas Gerais, onde pode cair para cerca de 50%.

Sul tem chuva forte no início da semana

Na Região Sul, a semana começa com chuvas intensas, principalmente entre os dias 15 e 16 de dezembro, devido à passagem de uma nova frente fria. Os maiores volumes devem ocorrer no oeste do Paraná e no Rio Grande do Sul, com acumulados que podem superar 100 mm em 24 horas.

No dia 17, ainda há previsão de chuva em Santa Catarina, porém com volumes menores. A partir da segunda metade da semana, o tempo tende a ficar mais seco e estável em toda a região Sul.

A umidade relativa do ar permanece elevada no início da semana, em torno de 70%, mas deve cair para 40% a 50% nos dias seguintes.

O post Chuvas podem superar 150 mm nos próximos dias, alerta Inmet apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

O preço da soja vai cair?



A oferta brasileira permanece como um dos principais fatores de peso sobre as cotaçõe


A oferta brasileira permanece como um dos principais fatores de peso sobre as cotações
A oferta brasileira permanece como um dos principais fatores de peso sobre as cotações – Foto: Pixabay

O mercado internacional da soja segue marcado por um quadro de ampla oferta e incertezas quanto ao ritmo da demanda, o que mantém os preços futuros pressionados. Análise da TF Agroeconômica indica que a combinação entre produção elevada na América do Sul e desempenho fraco das exportações dos Estados Unidos sustenta um ambiente majoritariamente baixista para o curto e médio prazos.

A oferta brasileira permanece como um dos principais fatores de peso sobre as cotações. Apesar de um ajuste recente, a projeção oficial aponta produção em torno de 177,1 milhões de toneladas em 2025/26, ainda com viés de recorde. A recuperação de áreas do Sul após problemas climáticos amplia a disponibilidade do grão sul-americano no mercado global e reduz a necessidade imediata de valorização dos preços no CBOT. Esse cenário é reforçado pela oferta global robusta, que limita movimentos de alta antes do início da próxima safra.

Nos Estados Unidos, o ritmo das exportações segue significativamente abaixo do registrado no ano comercial anterior. Esse atraso pressiona os contratos futuros, refletindo excesso relativo de oferta doméstica e perda de espaço para o produto brasileiro no comércio internacional, o que intensifica a pressão baixista no curto e médio prazos.

Do lado da demanda, a China deve elevar o consumo, mas ainda há incertezas sobre a efetiva execução dos contratos e o ritmo das importações. Projeções oficiais indicam crescimento, enquanto estimativas de mercado trabalham com volumes ainda maiores, embora as compras confirmadas permaneçam aquém do histórico recente. Caso haja aceleração consistente, parte da oferta adicional pode ser absorvida, oferecendo algum suporte às cotações.





Source link

News

Rastreabilidade bovina obrigatória? ABCZ defende posição em Brasília


Mosca-dos-chifres: setembro é o mês chave para o controle e o lucro do gado. Veja
Mosca-dos-chifres: setembro é o mês chave para o controle e o lucro do gado. Veja

A Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) defendeu, em Brasília, que a rastreabilidade bovina não seja obrigatória no Brasil. A posição foi apresentada durante audiência no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), como parte das discussões sobre o sistema nacional em estudo.

A entidade protocolou um ofício no ministério com a proposta de que a adesão dos produtores ao futuro sistema ocorra de forma voluntária. No documento, a associação também se colocou à disposição para colaborar na gestão do banco de dados que deve sustentar o modelo nacional de rastreabilidade.

O encontro ocorreu com o diretor do Departamento de Saúde Animal do Mapa, Marcelo de Andrade Mota. A ABCZ argumentou que a construção do sistema precisa considerar a realidade produtiva do país e a diversidade dos sistemas de criação.

Adesão do produtor e viabilidade econômica

Para a ABCZ, a rastreabilidade é um instrumento relevante para a inserção da carne brasileira em mercados internacionais. No entanto, a entidade avalia que o avanço do modelo depende de incentivos econômicos claros ao produtor rural.

Segundo o presidente da associação, Gabriel Garcia Cid, a adoção ampla do sistema passa, necessariamente, pela remuneração do pecuarista. Ele avalia que não é possível exigir rastreabilidade total sem políticas públicas que ampliem o acesso a tecnologias e melhorias produtivas.

A entidade defende que a rastreabilidade seja tratada como uma etapa de evolução do sistema produtivo. Na avaliação da ABCZ, antes de qualquer exigência, é preciso criar condições para que todos os produtores consigam atender aos critérios técnicos e operacionais.

Proposta de parceria institucional

No ofício entregue ao Mapa, a ABCZ sugeriu uma atuação conjunta com o governo federal na administração do banco de dados do sistema nacional. A proposta prevê cooperação técnica e institucional na estruturação e no gerenciamento das informações.

A associação argumenta que sua experiência com registros zootécnicos e genéticos pode contribuir para a eficiência e a credibilidade do sistema. A intenção, segundo a entidade, é apoiar a construção de um modelo funcional e alinhado às demandas do setor.

Participaram da reunião representantes das áreas internacional e técnica da ABCZ, além de integrantes ligados a projetos de promoção da carne brasileira no exterior.

Genética como base da rastreabilidade

A ABCZ também destacou o papel da genética como elemento central para o avanço da rastreabilidade no país. A entidade avalia que a melhoria genética amplia a eficiência produtiva e facilita o controle dos rebanhos.

De acordo com Gabriel Garcia Cid, a valorização da produção, associada a sistemas mais eficientes, cria o ambiente necessário para que o produtor avance, de forma gradual, para modelos mais completos de rastreamento.

Para a associação, a rastreabilidade deve ser consequência de um sistema produtivo estruturado, e não uma imposição dissociada da realidade do campo.

O post Rastreabilidade bovina obrigatória? ABCZ defende posição em Brasília apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Centro-Sul processa 15,99 milhões de toneladas de cana na 2ª quinzena de novembro


colheita de cana-de açúcar
Foto: Neide Makiko/ Embrapa Informática Agropecuária

As unidades produtoras de cana-de-açúcar da região Centro-Sul processaram 15,993 milhões de toneladas na segunda quinzena de novembro, referente à safra 2025/26 (abril a março), volume 21,08% inferior ao registrado em igual período da safra anterior 2024/25, quando a moagem somou 20,266 milhões de toneladas.

As informações constam do levantamento quinzenal da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), divulgado nesta terça-feira (16).

Na segunda metade de novembro, 144 unidades estiveram em operação no Centro-Sul, das quais 124 com processamento de cana, dez produtoras de etanol a partir do milho e dez usinas flex. No mesmo intervalo do ciclo anterior, 196 unidades estavam ativas. Apenas nos últimos 15 dias do mês, 52 unidades encerraram a moagem, elevando para 173 o total de usinas que já pararam as operações desde o início da safra.

Segundo o diretor de Inteligência Setorial da Unica, Luciano Rodrigues, “até o início de dezembro, cerca de dois terços das unidades já haviam encerrado as operações”.

Açúcar e etanol hidratado em queda

A produção de açúcar na segunda quinzena de novembro totalizou 724 mil toneladas, queda de 32,94% em relação ao igual período da safra 2024/25, quando foram produzidas 1,080 milhão de toneladas. O movimento reflete a continuidade do ajuste no mix produtivo. Na quinzena, a proporção da cana destinada ao açúcar recuou, passando de 64,48% no igual período do ciclo anterior para 35,52%.

“Essa tendência de retração no mix de açúcar tem sido observada pela sétima quinzena consecutiva e o mix de etanol chegou a atingir 64,48% nos últimos 15 dias de novembro”, afirmou Rodrigues.

Com maior direcionamento da matéria-prima ao biocombustível, a produção de etanol na segunda metade de novembro atingiu 1,185 bilhão de litros. Do total, 727 milhões de litros correspondem ao etanol hidratado, recuo de 7,41% na comparação anual, enquanto o etanol anidro somou 457 milhões de litros, alta de 10,21%.

Do volume total de etanol fabricado na quinzena, 31,64% tiveram origem no milho, com produção de 374,82 milhões de litros, recuo de 0,12% ante igual período da safra passada.

Em relação à qualidade da matéria-prima, o ATR médio da cana processada na segunda quinzena de novembro alcançou 133,78 kg por tonelada, avanço de 6,80% frente aos 125,26 kg por tonelada observados na safra 2024/25.

O post Centro-Sul processa 15,99 milhões de toneladas de cana na 2ª quinzena de novembro apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Cotações da soja recuam em Chicago com foco na China


O mercado internacional da soja encerrou a semana pressionado por incertezas sobre a demanda e pelo avanço da oferta global, refletindo um ambiente de cautela entre os investidores. De acordo com a TF Agroeconômica, os contratos negociados na Bolsa de Chicago fecharam o dia e a semana em baixa, diante do ritmo fraco de compras pela China e do anúncio de um novo leilão estatal no país asiático.

O contrato de soja com vencimento em janeiro recuou 1,53%, encerrando a US$ 10,76,75 por bushel, enquanto o março caiu 1,45%, para US$ 10,86,75. No complexo, o farelo de soja para janeiro teve leve alta diária de 0,13%, a US$ 302,50 por tonelada curta, mas o óleo de soja registrou queda de 1,48%, fechando a US$ 50,07 por libra-peso. No acumulado da semana, a soja perdeu 2,58%, o equivalente a 28,50 cents por bushel, o farelo recuou 1,59% e o óleo apresentou baixa mais intensa, de 3,13%.

A pressão sobre os preços está associada à perda de fôlego observada após a trégua tarifária, levando as cotações de volta aos níveis do fim de outubro. O mercado segue atento às compras chinesas, especialmente à expectativa de aquisição de até 12 milhões de toneladas ainda neste ano, volume citado por autoridades norte-americanas. Com relatórios de vendas atrasados e atualização completa prevista apenas para o início de janeiro, os operadores trabalham com números oficiais de 3,377 milhões de toneladas já negociadas ou com estimativas especulativas que apontam para 50% a 60% da meta. O cancelamento de 100 mil toneladas e o anúncio, pela estatal Sinograin, de um leilão de 500 mil toneladas para o mercado interno reforçaram o tom defensivo.

Além disso, o avanço da colheita de uma safra recorde no Brasil e a redução dos impostos de exportação de grãos na Argentina ampliam a percepção de oferta, contribuindo para a pressão baixista em Chicago.

 





Source link

News

Após críticas do agro, governo ajusta Plano Clima e amplia incentivos a produtores rurais


Plano Clima
Foto: Agência Gov

Após críticas de entidades, especialistas e lideranças do setor agropecuário, o governo federal incorporou demandas do agro no texto final do Plano Clima, aprovado na segunda-feira (15). O documento traz incentivos financeiros, estímulo a práticas sustentáveis e valorização da preservação de áreas verdes em imóveis rurais.

As alterações foram detalhadas pelo secretário nacional de Mudanças Climáticas do Ministério do Meio Ambiente, Aloisio Melo, em entrevista ao Canal Rural nesta terça-feira (16).

Segundo o secretário, o texto aprovado é resultado de um processo amplo de negociação e diálogo. “A gente está bastante contente e satisfeito com o resultado desse trabalho que levou à aprovação do Plano Clima. Foi um esforço que envolveu muitos órgãos do governo federal, mas também muita participação da sociedade civil, do setor privado e dos governos estaduais e municipais”, afirmou.

O Plano Clima foi coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e pela Casa Civil, com apoio técnico do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, e contou com a participação de cerca de 25 ministérios. O documento reúne ações previstas até 2035 e está estruturado em dois grandes eixos: adaptação aos efeitos das mudanças climáticas e mitigação das emissões de gases de efeito estufa.

No eixo da mitigação, ponto que concentrou parte das críticas do setor agropecuário, foram definidos oito planos de ação, dos quais três estão diretamente ligados à agropecuária e ao uso da terra. Aloisio Melo explicou que, durante a consulta pública, representantes do setor questionaram a forma como as emissões e as áreas rurais eram tratadas na versão preliminar.

“A abordagem inicial agregava todas as emissões associadas às atividades agropecuárias nos imóveis rurais, incluindo áreas que não são privadas, como assentamentos e territórios quilombolas. Isso foi objeto de questionamento, porque são áreas sob gestão pública e com políticas específicas”, disse.

Diante dessas manifestações, o governo optou por um redesenho do plano. “Houve uma redefinição e uma realocação das áreas. Criamos um bloco específico para os imóveis rurais privados, que constam das bases cadastrais oficiais, e outros planos voltados às áreas públicas e aos territórios coletivos”, explicou o secretário.

Segundo ele, a mudança trouxe mais clareza sobre responsabilidades e instrumentos de política pública. “Isso deixa mais claro quais são os núcleos de ação e quem responde por cada frente, tanto no governo quanto no setor produtivo”, afirmou.

Outro ponto destacado por Aloisio Melo foi a incorporação mais explícita de instrumentos econômicos para estimular a preservação ambiental. “Ficou claro que não se trata de criar novas obrigações legais. O Plano Clima não é um plano de comando e controle. Ele é um plano orientador, que aponta caminhos e instrumentos”, ressaltou.

Entre os mecanismos previstos estão o fortalecimento do Plano ABC/ABC+ (RenovaAgro), linhas de financiamento específicas, pagamento por serviços ambientais e a ampliação do uso da Cota de Reserva Ambiental (CRA).

“A ideia é que manter floresta no imóvel rural seja visto como um ativo. Existem mecanismos para atribuir valor a essa vegetação excedente, permitindo remuneração ao produtor”, disse.

O secretário também citou iniciativas voltadas à recuperação de áreas degradadas. “Temos um estoque enorme de áreas de pastagens degradadas ou de baixíssima produtividade. O plano organiza instrumentos de financiamento para que essas áreas sejam recuperadas, seja com florestas, seja com sistemas produtivos mais eficientes”, afirmou.

Como exemplo, Aloisio Melo mencionou o Ecoinvest, modalidade vinculada ao Fundo Clima. “Recentemente fizemos uma chamada que recebeu propostas com a meta de recuperar cerca de 1,3 milhão de hectares de áreas degradadas”, disse.

Para o secretário, o redesenho do Plano Clima atende às principais preocupações apresentadas pelo setor agropecuário. “Esse desenho consegue um melhor alinhamento. Ele consolida políticas que já existem, reforça incentivos e deixa claro como o setor pode continuar crescendo sem aumento das emissões”, afirmou.

Com a aprovação pelo comitê interministerial, o Plano Clima entra agora na fase de implementação e monitoramento. “O desafio agora é acompanhar, monitorar e dar transparência para mostrar como essas ações estão avançando na prática”, afirma Aloisio Melo.

O post Após críticas do agro, governo ajusta Plano Clima e amplia incentivos a produtores rurais apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Conab inicia entrega de mais de 220 maquinários para apoiar a agricultura familiar


Reprodução

Com a entrega simbólica de 13 maquinários a representantes de 13 entidades de agricultores familiares de 13 estados, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) inicia nesta terça-feira (16) a distribuição de 222 equipamentos no âmbito do projeto “Mecaniza+: Modernização da Agricultura Familiar”, lançado pela estatal durante a COP30, e do ”Programa Arroz da Gente”, que completa um ano neste mês. A cerimônia será realizada no auditório da companhia, em Brasília (DF).

  • Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 🌱

Segundo a Conab, a meta é que todos os equipamentos sejam entregues até o final de março de 2026 às associações e cooperativas das 27 unidades federativas, que comercializam seus produtos por meio das principais políticas públicas operacionalizadas pela estatal.

O investimento total para a aquisição dos equipamentos é de R$ 13 milhões, viabilizado por meio de um Termo de Execução Descentralizada (TED) com o Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN). Os recursos permitiram a compra de 72 colheitadeiras de arroz e 150 kits multifunção, informou a companhia.

O post Conab inicia entrega de mais de 220 maquinários para apoiar a agricultura familiar apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link