sexta-feira, março 13, 2026

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Avicultura como recomeço: família investe no campo e colhe segurança, renda e qualidade de vida


A família Pereira escolheu Bofete, no interior de São Paulo, para recomeçar e investir na avicultura de corte. Há cinco anos, Edvaldo e Simone Pereira deixaram a rotina urbana e apostaram na criação de frangos como caminho para uma receita estável. O sítio, cercado pela serra e numa região de clima mais ameno, tornou-se o cenário de uma nova fase. Desde então, o casal construiu estruturas modernas, formou uma equipe sólida e conquistou segurança no manejo.

Edvaldo carrega uma ligação antiga com o campo, embora tenha passado a maior parte da vida na capital paulista. Natural de Minas Gerais, viveu a infância no sítio e conviveu com a produção rural antes da mudança para a cidade. Lá, buscou formação na área de projetos de máquinas e equipamentos, abriu a própria metalúrgica e construiu uma trajetória de sucesso no empreendedorismo.

A virada definitiva ocorreu quando a família adquiriu a propriedade e decidiu transformar o antigo plano em prática. Em 2021, iniciaram com o primeiro aviário, expandindo para o segundo em 2023 e o terceiro em 2024. Simone recorda que a mudança exigiu coragem, pois a distância e o trânsito da cidade pesavam na rotina. A decisão de morar no sítio trouxe a tranquilidade necessária para fortalecer o projeto.

A família Pereira entrou na avicultura com o rigor de quem monta um negócio com metas claras. Edvaldo assumiu o perfil de gestor e buscou os parceiros certos para o dia a dia da produção. Ele compreende que o frango de corte exige dedicação constante, mesmo com o auxílio da tecnologia e da automação. Por isso, organizou a equipe e valorizou o suporte técnico para garantir padrão e regularidade.

O primeiro alojamento ficou marcado na memória do casal como o símbolo desse recomeço. Segundo Edvaldo, acompanhar a chegada do pintinho de um dia, com apenas 40 gramas, revelou a magnitude da responsabilidade assumida. Na prática, ele percebeu que o desempenho final é construído nos primeiros cuidados, especialmente no conforto térmico e na nutrição. Com aviários climatizados de pressão negativa, sentiu-se mais seguro para conduzir cada ciclo.

Atualmente, a produção gira em torno de três aviários e aproximadamente 130 mil aves por lote. Edvaldo conta que o ganho de escala ajuda a diluir custos fixos de energia, água e manutenção, equilibrando a conta do investimento. Ele destaca que a granja exige disciplina e rotina rigorosa, pois o desenvolvimento do frango é acelerado e não permite esperas. Assim, o planejamento torna-se a base para sustentar o crescimento e a alta performance.

A família Pereira reforça que os bons resultados nascem de um conjunto bem ajustado. De um lado, atuam os colaboradores dedicados e organizados para seguir os protocolos. Do outro, surge o apoio técnico da integradora, que orienta, corrige rotas e mantém a propriedade dentro dos padrões de excelência. Quando o diálogo flui, a operação ganha consistência e as falhas são minimizadas.

Edvaldo faz questão de diferenciar liderança de interferência. Ele afirma respeitar o trabalho de quem está no galpão, pois a rotina exige precisão e um “olho clínico” constante. Ao mesmo tempo, acompanha os indicadores zootécnicos e mantém proximidade com a equipe e com os extensionistas. Dessa forma, a tomada de decisão torna-se ágil e os ajustes acontecem antes que eventuais problemas ganhem proporção.

O compromisso com o detalhe trouxe reconhecimento rápido. A família já recebeu prêmios voltados ao “frango pesado”, além de destaques em desempenho e conversão alimentar. Essas conquistas aumentam a motivação e confirmam que o caminho escolhido é promissor. Por isso, o casal mantém uma postura de aprendizado contínuo e evita a acomodação a cada novo lote.

Ao projetar o futuro, Edvaldo coloca a família no centro do negócio. Ele acredita que um empreendimento familiar necessita de continuidade, mas respeita a individualidade de cada filho. Atualmente, observa um interesse crescente no filho mais novo, que já atua na propriedade. O objetivo é consolidar uma base sólida para que a sucessão ocorra com segurança e entusiasmo.

Simone destaca que a mudança de vida trouxe ganhos imateriais. No início, sentiu o impacto de deixar a praticidade urbana para reorganizar a rotina. Com o tempo, percebeu o valor inestimável do silêncio e da calma do interior. Hoje, ao retornar a São Paulo, o barulho do trânsito causa desconforto, evidenciando o quanto a nova realidade transformou sua percepção de bem-estar.

Ao aconselhar quem deseja ingressar na atividade, Edvaldo insiste em três pilares: planejamento rigoroso, disponibilidade de água e disposição para o trabalho. Ele reforça que os primeiros 15 dias do lote definem o sucesso da produção e exigem atenção máxima. Além disso, destaca a ética, a responsabilidade e a humildade para seguir orientações técnicas. Para a família Pereira, produzir alimento tornou-se uma missão, e a avicultura, o caminho para prosperar com qualidade de vida.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo


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Japão realizará auditoria para carne bovina brasileira em março de 2026


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Foto: Agência Brasil/arquivo

A última semana do ano começa com uma notícia importante para o setor de proteína animal. O Japão deve realizar, em março de 2026, uma auditoria para avaliar o sistema sanitário da carne bovina brasileira. Segundo a Agência Safras, as informações foram confirmadas na última sexta-feira (26) pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

O secretário de Comércio e Relações Internacionais da pasta, Luis Rua, também confirmou a decisão do governo do Japão. Vale salientar que o Brasil, apesar de ser o maior exportador de carne bovina do mundo, tenta acessar o mercado japonês há mais de 25 anos. Nesse sentido, a expectativa para a conclusão das negociações é enorme.

Na avaliação de Fernando Iglesias, analista da consultoria Safras & Mercado, o Japão é um mercado consumidor de grande potencial. Porém, há muita burocracia envolvida. Segundo ele, a auditoria prevista para o final do primeiro trimestre de 2026 deveria ter ocorrido em novembro.

“Após a visita do presidente Lula ao Japão no começo deste ano, havia uma expectativa de avanço mais rápido nas negociações”, diz. O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, também reforçou essa expectativa algumas vezes. A última delas ocorreu em novembro, durante um evento em Brasília. Na ocasião, ele chegou a afirmar que o anúncio de abertura de mercado poderia ser feito ainda em 2025.

Ainda de acordo com o analista, o processo de habilitação dos frigoríficos deverá começar pelos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. “O Brasil precisa dar esse último passo para que, de fato, consiga exportar boas quantidades de carne no longo prazo, uma vez que esse processo não será imediato”, afirma Iglesias.

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Produtor rural de SC deverá emitir nota fiscal eletrônica; veja a partir de quando


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Foto: Pixabay

Todos os produtores rurais de Santa Catarina, sem exceção, estarão obrigados a emitir nota fiscal eletrônica, a partir de 5 de janeiro de 2026. A medida encerra de vez a possibilidade de uso da nota fiscal modelo 4, em papel, que ainda era permitida para produtores com faturamento anual inferior a R$ 360 mil, conforme a legislação vigente até então, informou em comunicado o Sistema Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc/Senar).

Paralelamente à obrigatoriedade da nota fiscal eletrônica, o setor rural também terá impacto da Reforma Tributária, instituída pela lei complementar nº 214. Nesse primeiro momento, no entanto, a principal preocupação do produtor deve ser justamente a adequação à emissão da nota eletrônica, que passa a ser uma determinação legal, destacou a entidade sindical.

A mudança exige atenção especial do produtor rural, já que aqueles que se enquadravam nessa faixa de faturamento também deverão, obrigatoriamente, migrar para o sistema eletrônico a partir da nova data, afirmou na nota o coordenador de arrecadação do Senar-SC, Emerson Gava.

Ele observou que o cumprimento dessa exigência será o principal dever do produtor rural no próximo ano. Um ponto considerado fundamental pelo Sistema Faesc/Senar é que o produtor rural que utiliza o sistema de emissão de notas da Secretaria de Estado da Fazenda ou o Aplicativo NFF – Nota Fiscal Fácil não precisará se preocupar com ajustes adicionais. Esses sistemas já estão preparados para atender às novas regras da reforma tributária.

A atenção maior deve recair sobre os produtores que utilizam sistemas próprios de emissão de notas fiscais. Nesses casos, a orientação é que verifiquem junto às empresas fornecedoras de software se os sistemas já estão adequados às novas exigências legais e tributárias, explicou.

O Sistema Faesc/Senar ressaltou que a Reforma Tributária sobre o consumo terá um longo período de transição, que se inicia em 2026 e segue até 2032. Serão sete anos em que o produtor rural precisará avaliar, com planejamento e gestão, questões relacionadas ao seu enquadramento tributário, incluindo a decisão sobre atuar como contribuinte ou não contribuinte do novo regime.

Com a promulgação da lei complementar nº 214/2025, que trata da Reforma Tributária, todos os produtores rurais passam a estar contemplados nesse novo regime. A adoção ocorrerá de forma gradual: em 2026, em caráter de teste, e a partir de 2027 de forma definitiva, com a criação da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), que substitui os tributos PIS/Cofins, conforme a LC 214/2025.

Além da CBS, a legislação criou o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), que substituirá o ICMS estadual e o ISS municipal, conforme cronograma previsto para o período de 2029 a 2033.

O Sistema Faesc/Senar disse que a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) lançou recentemente a Calculadora da Reforma Tributária, uma ferramenta desenvolvida para auxiliar produtores rurais e seus contadores a compreenderem os impactos da transição que começa em 1º de janeiro de 2026. Segundo a entidade, a calculadora é gratuita, simples e intuitiva, permitindo criar cenários reais para todo o período de transição, com base nas receitas e despesas – seja para pessoa física ou jurídica, cooperados ou integrados.

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Governo de Goiás estabelece prazo final para a semeadura de soja na safra 25/26


Divulgação Governo de Goiás

O prazo para a semeadura da soja da safra 2025/2026 em Goiás está chegando ao fim. De acordo com o calendário oficial da cultura, o plantio da oleaginosa é permitido até o dia 2 de janeiro de 2026. A partir do dia seguinte, a semeadura passa a ser proibida em todo o território goiano, inclusive em áreas com sistema de irrigação.

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A medida está prevista na Instrução Normativa nº 6/2024 da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) e segue as diretrizes do Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja, coordenado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária. O cumprimento do calendário é considerado essencial para reduzir a presença do fungo causador da doença e minimizar riscos à produtividade das lavouras.

O presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos, destaca que o respeito aos prazos é uma das principais ferramentas de defesa sanitária. Segundo ele, a adesão dos produtores ao calendário oficial contribui diretamente para a proteção da produção agrícola e para a segurança econômica do estado. A Agência, reforça, atua na orientação e na fiscalização para evitar a introdução e a disseminação de pragas que possam comprometer a safra.

Além do plantio dentro do período permitido, os produtores devem ficar atentos ao cadastro obrigatório das lavouras de soja. A declaração deve ser feita em até quinze dias após a semeadura. Com o encerramento do plantio em 2 de janeiro, o prazo final para o cadastro será 17 de janeiro de 2026. O procedimento é realizado exclusivamente pelo Sistema de Defesa Agropecuária de Goiás (Sidago), conforme determina a normativa vigente.

Para a Agrodefesa, o cadastramento das áreas cultivadas é uma etapa estratégica das ações de sanidade vegetal. O gerente de Sanidade Vegetal da Agência, Leonardo Macedo, explica que o mapeamento das lavouras permite planejar e executar ações mais eficazes de prevenção e controle de pragas, especialmente da ferrugem asiática. A doença pode provocar desfolha precoce, prejudicar a formação dos grãos e causar perdas expressivas na produção.

No momento do cadastro, o produtor deve informar dados como área plantada, sistema de cultivo, cultivar utilizada, data de plantio, previsão de colheita e coordenadas geográficas da lavoura. Após o preenchimento das informações, o sistema gera uma taxa, cujo pagamento é obrigatório para a validação do cadastro. Caso o pagamento não seja efetuado, o débito permanece em aberto e o produtor fica sujeito às sanções administrativas previstas em lei.

Produtores que encontrarem dificuldades para acessar o Sidago podem procurar a unidade da Agrodefesa mais próxima para obter orientação e apoio no processo. O cumprimento das exigências é fundamental para assegurar a sanidade das lavouras e o bom desempenho da safra de soja em Goiás.

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Safra recorde de soja em Mato Grosso ultrapassa 50 milhões de toneladas


A safra 2024/25 de soja em Mato Grosso foi consolidada com números históricos, segundo boletim divulgado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). Com 12,80 milhões de hectares cultivados — alta de 3,47% em relação ao ciclo anterior —, o Estado atingiu uma produção de 50,89 milhões de toneladas, um crescimento expressivo de 31,50% na comparação com 2023/24.

Produtividade impulsiona desempenho

O salto na produtividade foi o principal fator para o desempenho recorde. A média estadual alcançou 66,29 sacas por hectare, uma alta de 27,09%, favorecida por condições climáticas positivas durante o ciclo. O resultado consolida Mato Grosso como líder absoluto na produção nacional de soja.

Preço em queda e impacto dos estoques

Apesar da safra robusta, o preço médio da soja disponível encerrou 2025 em R$ 113,01 por saca, queda de 3,30% frente ao ano anterior. Segundo o Imea, o recuo reflete os estoques elevados, que pressionaram as cotações mesmo com o bom ritmo de escoamento.

Exportações em alta

Até novembro de 2025, 31,11 milhões de toneladas de soja foram exportadas, o que representa um crescimento de 26,26% em relação ao mesmo período de 2024. A projeção do Imea para o total exportado no ano é de 31,40 milhões de toneladas, aumento de 26,97% na comparação anual.

VBP da soja se aproxima de R$ 94 bilhões

Com maior volume e produtividade, o Valor Bruto da Produção (VBP) da soja em Mato Grosso teve um incremento de 27,90% em 2025, chegando à projeção de R$ 93,98 bilhões. O indicador reforça a importância estratégica da oleaginosa para a economia estadual e nacional.





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JBS anuncia investimento de R$ 140 milhões para modernizar usinas e ampliar produção de biodiesel


JBS dupla listagem
Foto: divulgação

A Biopower, empresa da JBS Novos Negócios especializada na produção de biodiesel, anunciou um investimento de R$ 140 milhões em modernização e inovação tecnológica de suas três usinas, localizadas em Lins (SP), Campo Verde (MT) e Mafra (SC). O aporte é o maior realizado pela companhia desde a inauguração da unidade catarinense, em 2021, e prepara a empresa para um novo ciclo de crescimento no setor de biocombustíveis.

Com os investimentos, a Biopower projeta atingir um volume recorde de produção superior a 650 milhões de litros de biodiesel em 2025, reforçando seu papel estratégico na transição energética brasileira.

Entre as principais inovações está a implementação da tecnologia de esterificação enzimática, um processo que substitui catalisadores químicos por enzimas de alta eficiência. A tecnologia permite ganhos de produtividade, maior flexibilidade no uso de matérias-primas, como sebo bovino e óleo de cozinha usado , e a conversão de subprodutos, antes comercializados separadamente, em biodiesel. A implantação do projeto começa ainda este ano, com conclusão prevista para meados de 2026.

Segundo Alexandre Pereira, diretor da Biopower, a modernização fortalece a competitividade da empresa em um mercado em expansão. “Investimos para aprimorar um produto que já tem reconhecimento de excelência e para manter a empresa na vanguarda do setor. Essa inovação amplia nossa eficiência e elasticidade produtiva, garantindo capacidade para atender a uma demanda crescente por biodiesel”, afirma.

O anúncio ocorre em um momento simbólico para a companhia. Recentemente, a unidade de Mafra alcançou a marca de 1 bilhão de litros de biodiesel produzidos.

Demanda em alta e transição energética

O investimento acompanha o avanço do mercado de biocombustíveis no Brasil, impulsionado pela legislação que prevê o aumento gradual da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel fóssil, passando dos atuais 15% para 20% (B20) até 2030. Em 18 anos de operação, a Biopower já produziu mais de 4 bilhões de litros de biodiesel, evitando a emissão de cerca de 9 milhões de toneladas de CO₂.

Além do mercado rodoviário, a empresa também se posiciona para atender à crescente demanda por soluções de descarbonização no transporte marítimo. As metas da Organização Marítima Internacional (IMO), que busca emissões líquidas zero até 2050, abrem espaço para o uso de biocombustíveis. O biodiesel surge como uma alternativa imediata ao diesel naval, sem necessidade de adaptação das embarcações e com desempenho e custo competitivos.

Certificações e economia circular

A Biopower possui certificações internacionais de sustentabilidade e rastreabilidade, como o selo ISCC (International Sustainability and Carbon Certification), exigido pelo mercado europeu, e a certificação da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA).

A empresa também é destaque no modelo de economia circular adotado pela JBS. Atualmente, cerca de 99% de cada bovino processado pela companhia é aproveitado, índice que chega a quase 95% em aves e suínos. Esse reaproveitamento gera valor, reduz impactos ambientais e fortalece economias regionais. As três unidades da Biopower operam 24 horas por dia e empregam cerca de 300 colaboradores diretos.

Para Alexandre Pereira, a inovação tecnológica caminha junto com o capital humano. “A tecnologia é essencial, mas a inovação nasce das pessoas. Nosso time é capaz de criar, melhorar processos e superar desafios, o que nos permitiu ser pioneiros no uso de diferentes matérias-primas. Esse conhecimento é nosso maior diferencial”, destaca.

Biopower em números

  • 3 usinas: Lins (SP), Campo Verde (MT) e Mafra (SC)
  • 5ª maior capacidade produtiva do Brasil: mais de 900 milhões de litros/ano
  • Produção estimada em 2025: mais de 650 milhões de litros
  • Presença nacional: entregas em mais de 22 estados

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China pretende reduzir tarifas de importação sobre centenas de produtos a partir de 2026


mercado da China
Foto: Pixabay

A China aplicará tarifas provisórias de importação abaixo do nível de nação mais favorecida para 935 produtos a partir de 1º de janeiro de 2026, em uma tentativa de ampliar a oferta de bens de alta qualidade no mercado interno, informou a agência estatal chinesa Xinhua nesta segunda-feira (29).

Importações que fortaleçam a autossuficiência tecnológica do país, apoiem a transição para uma economia mais verde e melhorem o bem-estar da população terão tarifas reduzidas, afirmou a Xinhua, citando decisão da Comissão de Tarifas Aduaneiras do Conselho de Estado.

Entre os produtos contemplados estão materiais avançados, recursos verdes e bens médicos, como itens usados em manufatura de ponta, baterias de íon-lítio e equipamentos de saúde.

A comissão também determinou o fim das tarifas provisórias sobre itens como micromotores, máquinas de impressão e ácido sulfúrico, retomando as alíquotas de nação mais favorecida, acrescentou a Xinhua.

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Selic se mantém estável para 2026 no último Boletim Focus do ano; confira


Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil.
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil.

A previsão do mercado financeiro para a taxa básica de juros (Selic) se manteve estável em 12,25% para 2026 no último Boletim Focus do ano, divulgado nesta segunda-feira (10) pelo Banco Central (BC).

A estimativa é divulgada semanalmente pela instituição com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Para 2027 e 2028, as previsões também se mantiveram em 10,50% e 9,75%, respectivamente.

Expectativa para o IPCA

Já a previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país – caiu de 4,33% para 4,32% em 2025.

Para 2026, a projeção também caiu para 4,05%, enquanto para 2027, a estimativa permaneceu em 3,80%. Já a previsão para 2028 continuou em 3,50%.

PIB e câmbio

A projeção das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano se manteve em 2,26%, mesma projeção da semana anterior.

Para 2026, a expectativa para o PIB ficou em 1,80% pela terceira semana em sequência. Para 2027, a projeção caiu de 1,81% para 1,80% em uma semana, enquanto para 2028, continuou em 2% (há 94 semanas).

Já a previsão da cotação do dólar está em R$ 5,44 para o fim deste ano. No fim de 2026 e 2027, estima-se que a moeda norte americana fique em R$ 5,50, enquanto para 2028, a estimativa é de que o dólar fique em R$ 5,52.

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Você viu? Frango vencido há 8 anos é apreendido pelo Ministério Público em armazém


frango vencido e fiscalização de mercado no Rio Grande do Sul
Foto: Divulgação/MPRS

Uma operação do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) apreendeu 675 quilos de alimentos e bebidas impróprios para consumo no início de outubro deste ano, no município de Alecrim, na região noroeste do estado. Entre os itens recolhidos, chamou atenção um frango com validade vencida há oito anos.

O caso ganhou ampla repercussão e o conteúdo, publicado no site do Canal Rural logo após a operação, figurou entre os mais lidos de 2025.

O mandado de busca e apreensão foi cumprido na residência de um comerciante, onde os produtos eram armazenados de forma irregular em um imóvel anexo ao mercado de sua propriedade. Segundo o MPRS, os alimentos e bebidas estavam sem comprovação de origem, fora dos padrões sanitários exigidos pela legislação.

Durante a fiscalização, foram apreendidos diversos itens, como vinho, cachaça, banha, ovos, mel, queijo, feijão, leite e carne, todos considerados impróprios para consumo. Os fiscais também recolheram unidades de álcool cuja venda é proibida e medicamentos vencidos, cuja comercialização é ilegal.

Continuidade de operação no município

A ação integra uma operação mais ampla conduzida pelo MPRS no município de Alecrim. Dias antes, as equipes já haviam cumprido nove mandados de busca e apreensão na mesma cidade, dando início às investigações.

Somadas, as ações resultaram na apreensão de cerca de 25 toneladas de produtos impróprios para consumo, incluindo 14 toneladas de bebidas irregulares, sem procedência, com rótulos adulterados ou com prazo de validade vencido.

Trabalho integrado de fiscalização

A operação contou com a atuação conjunta de diferentes órgãos. Participaram servidores da Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor de Porto Alegre, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRS), da Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, da Secretaria Estadual da Saúde e da Patrulha Ambiental da Brigada Militar.

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Eleições, juros altos e clima extremo são os principais desafios do agro em 2026


Imagem gerada por IA para o Canal Rural

Toda vez que um ano eleitoral se aproxima, eu costumo ouvir a mesma pergunta no campo, na indústria e nos mercados: “Vai ser um ano bom ou ruim?” A resposta nunca é simples, e em 2026, menos ainda.

O que dá para afirmar, com segurança, é que não será um ano tranquilo. Nem no Brasil, nem fora dele. O mundo ainda tenta digerir os excessos da expansão monetária dos últimos anos, os juros seguem elevados em termos históricos, o crescimento global patina e o sistema financeiro opera sob tensão. Aqui dentro, somam-se as eleições, que sempre trazem volatilidade, ruído e decisões que nem sempre obedecem à lógica econômica.

Maílson da Nóbrega resumiu bem o cenário ao afirmar que 2026 será um ano de volatilidade. Concordo. E acrescento: não será apenas volatilidade de mercado, mas de expectativas. Promessas de um lado, cautela do outro, e um pós-eleição que já nasce pressionado por um quadro fiscal apertado.

Como se política, juros e câmbio não bastassem, há ainda um fator que o produtor conhece de perto: o clima. Eventos extremos, chuvas irregulares e períodos mais longos de estresse hídrico aumentam a imprevisibilidade da produção e reforçam a necessidade de planejamento mais conservador.

Mais do que tentar adivinhar para onde vão juros, câmbio ou preços, a pergunta correta para o agro é outra: como atravessar 2026 sem perder o controle do negócio?

Da porteira para dentro: menos emoção, mais método

Para o produtor rural, 2026 não será um ano para decisões impulsivas. Discursos otimistas sempre surgem em anos eleitorais, mas o custo do dinheiro segue alto e a volatilidade pode engolir margens rapidamente.

O foco precisa estar em controle de custos, produtividade real e preservação de caixa. Investir só onde o retorno é claro. Evitar alavancagem excessiva. E entender que travar preços quando a margem aparece não é perder oportunidade, é garantir sobrevivência.

2026 não será o ano de acertar o melhor momento do mercado. Será o ano de errar menos.

Da porteira para fora: crescer sem margem é armadilha

Na agroindústria, o cuidado precisa ser redobrado. Estímulos ao consumo e expectativas políticas costumam criar uma falsa sensação de crescimento. O risco está em confundir volume com resultado.

Com juros ainda elevados e câmbio sujeito a solavancos, crescer sem margem é receita conhecida para problemas de caixa. A indústria que atravessa bem ciclos como esse é aquela que trabalha com contratos bem amarrados, estoques ajustados e disciplina financeira.

Mais do que expandir, 2026 exigirá eficiência.

Exportações: essenciais, mas não blindadas

O agronegócio seguirá sendo a grande âncora externa do Brasil. As exportações continuarão fundamentais, mas é um erro achar que isso garante tranquilidade automática.

O cenário global segue frágil, com crescimento limitado e alta sensibilidade a juros e conflitos comerciais. Os preços podem oscilar com força ao longo do ano, e o câmbio brasileiro tende a reagir a qualquer ruído político.

Para o exportador não dá para operar contando com um único cenário. O hedge cambial deixa de ser sofisticação e passa a ser ferramenta básica. Diversificar mercados, cuidar da logística e proteger margem será tão importante quanto produzir bem.

2026 será vencido por quem for disciplinado

Não se trata de pessimismo. É realismo. 2026 não premiará quem apostar alto esperando um cenário perfeito. Vai premiar quem fizer o básico muito bem feito.

Produtores com custos sob controle e dívida administrável terão mais resiliência. Indústrias que priorizarem eficiência atravessarão o ano com menos sustos. Exportadores que entenderem que volatilidade é regra e não exceção estarão mais preparados.

Em anos como 2026, o agro não vence tentando adivinhar o futuro. Vence fazendo bem o dever de casa, todos os dias.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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