terça-feira, março 17, 2026

News

AgroNewsPolítica & Agro

Redes regionais redefinem o poder no varejo alimentar



Para quem produz, empacota ou distribui feijão, o cenário abre novas oportunidades


Para quem produz, empacota ou distribui feijão, o cenário abre novas oportunidades
Para quem produz, empacota ou distribui feijão, o cenário abre novas oportunidades – Foto: Pixabay

O varejo alimentar brasileiro passa por uma mudança estrutural, com avanço expressivo de redes regionais sobre o faturamento dos supermercados, segundo informações do Instituto Brasileiro de feijão e Pulses (Ibrafe). Hoje, quase 70% das vendas do setor já estão concentradas nesses grupos, reduzindo o peso das grandes multinacionais na definição do futuro da cesta básica, especialmente em produtos como arroz, feijão, óleo e café. Esse movimento aproxima as decisões comerciais da realidade do consumidor e do produtor local, criando um ambiente mais sensível às características regionais de consumo.

Dados do ranking do setor mostram que redes com capital e gestão locais vêm puxando essa virada, ganhando espaço em diferentes regiões do país e alcançando posições de destaque nacional. A presença forte no Norte, Nordeste, Sudeste e Sul indica um redesenho do poder de negociação no varejo, com maior valorização de fornecedores capazes de atender demandas específicas de cada mercado.

Para quem produz, empacota ou distribui feijão, o cenário abre novas oportunidades. A atuação junto a redes regionais favorece a construção de marcas associadas à identidade local, com ajustes em tipo de grão, peneira, embalagem e narrativa de origem. Esses grupos tendem a ser mais receptivos a relações diretas, regularidade de oferta e produtos alinhados ao hábito alimentar de cada território. O instituto também avalia que, no comércio internacional, o acesso ao mercado comum europeu segue enfrentando barreiras, com resistência liderada pela França, o que tem impacto direto sobre as perspectivas de exportação do setor.

 





Source link

News

Exportações de carne aos EUA devem elevar preço da arroba no curto prazo


gado, pecuária, boi
Foto: José Adair Gomercindo/Agência Estadual de Notícias do Paraná

O mercado brasileiro de boi foi pautado por um cenário de maior acomodação nos preços. O analista de Safras & Mercado Fernando Iglesias sinaliza que houve algumas tentativas de compra da arroba em patamares mais baixos, considerando o comportamento das escalas de abate, que começaram a avançar no Centro-Norte do Brasil.

Segundo ele, em São Paulo, predominou a acomodação de preços, ainda que o mercado não trabalhe com escalas de abate muito confortáveis.

“Sob o prisma da demanda, as exportações seguem como grande destaque. No momento a demanda norte-americana apresenta um diferencial, em um momento em que a produção do país segue deficitária”, analisa, em referência ao plantel reduzido dos Estados Unidos.

Preços médios da arroba do boi na semana

Os valores da arroba do boi gordo, na modalidade a prazo, estavam assim no dia 11 de dezembro em comparação ao dia 5:

  • São Paulo (capital): R$ 325,00, estável em relação valor praticado no último final da última semana;
  • Goiás (Goiânia): R$ 320,00, sem mudança
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 320,00, sem alterações
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 320,00, inalterado
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 300,00, estável
  • Rondônia (Vilhena): R$ 280,00, sem mudanças

Mercado atacadista

Iglesias comenta que o mercado atacadista se deparou com um cenário de preços de estáveis a levemente mais altos durante a semana.

“Ainda há espaço para alta de preços, considerando o bom momento de consumo no mercado interno com os efeitos da entrada do 13º terceiro salário na economia, somado a criação dos postos temporários de emprego, além das confraternizações tradicionais nessa época do ano”, sinaliza.

  • Quarto traseiro: cotado a R$ 26,50 o quilo, avanço de 0,96% ante o valor da semana passada, de R$ 26,00 o quilo
  • Quarto do dianteiro: foi vendido por R$ 18,50 o quilo, inalterado frente ao preço registrado no final da semana passada

Exportações de carne bovina

carne bovina exportações China
Foto: Pixabay

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 430,967 milhões em dezembro até o momento (5 dias úteis), com média diária de US$ 86,193 milhões, conforme a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Já a quantidade total exportada pelo país chegou a 76,721 mil toneladas, com média diária de 15,344 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5.671,30.

Em relação a dezembro de 2024, houve alta de 80,5% no valor médio diário da exportação, ganho de 59,1% na quantidade média diária exportada e avanço de 13,4% no preço médio. 

O post Exportações de carne aos EUA devem elevar preço da arroba no curto prazo apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

CNA discute situação da peste suína clássica


A Comissão Nacional de Aves e Suínos da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) se reuniu, na quinta (11), para discutir a situação atual do país em relação à peste suína clássica (PSC) e os próximos passos para avanço da zona livre no país.

O encontro teve a participação da chefe da Divisão de Sanidade Suídea do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Lia Coswig, que apresentou um panorama da situação e explicou que, atualmente, os estados da zona não livre estão sob vigilância clínica e inquéritos soroepidemiológicos.

Segundo ela, a expectativa é de que a Região II, sem registros de PSC e que abrange Amazonas, Pará, Roraima, Amapá e Maranhão, siga com as ações de vigilância e inquéritos ao longo de 2026, com previsão de pleito junto à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) em 2027. Se não houver registros de PSC, a expectativa é de reconhecimento da região como zona livre da doença em 2028.

Pelo panorama apresentado no encontro, na Região I, onde estão os estados de Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará e Piauí, está sendo feita uma reformulação do Plano com revisão do sistema de vigilância, das áreas de intervenção e estratégias de vacinação.

A Comissão também abordou as discussões no Foniagro, especificamente os parâmetros técnicos e econômicos mínimos para a validação pelas Cadecs nos estudos de viabilidade econômico-financeira dos projetos técnicos. Os indicadores consensados entre os representantes dos produtores integrados e integradoras serão inseridos no Manual das Cadecs.

Por fim, os integrantes da Comissão fizeram um balanço do 3º Encontro Nacional das Cadecs, que aconteceu em novembro, em Brasília, com a presença de mais de cem pessoas entre representantes das Federações de Agricultura e Pecuária dos Estados, produtores integrados e suas lideranças para um alinhamento nacional sobre os principais temas que envolve a integração de aves e suínos.





Source link

News

Mergulho noturno revela interação inédita entre peixes e anêmonas


peixe, mergulho, noite, usp
Foto: Richard Collins

A relação entre o peixe-palhaço (Amphiprion ocellaris) e suas casas vivas de anêmonas é um exemplo de mutualismo bastante explorado pela literatura científica, mas essas associações parecem não se limitar ao pequenino tricolor laranja, preto e branco.

É o que relata um artigo publicado no Journal of Fish Biology com participação da USP.

Fotografias da parte superficial do mar permitiram analisar a associação de quatro famílias de peixes (MonacanthidaeAriommatidaeBramidae Carangidae) com três famílias de antozoários, todos em estágio de vida inicial: Arachnactidae Cerianthidae (Ceriantharia).

As classes são popularmente conhecidas como anêmonas tubulares – ou que habitam tubos; e Sphenopidae (Zoanthidea), frequentemente referidas como anêmonas incrustantes ou zoantídeos.

“Pela primeira vez, foi documentado esse comportamento entre peixe-anêmona de outras espécies, que era restrito ao peixe-palhaço, em ambiente recifal”, afirma Murilo Pastana, coautor do artigo e professor associado ao Museu de Zoologia (MZ) da USP.

Registros e identificação

Mergulhadores de águas escuras (mergulho à noite) registraram os zooplânctons (organismos que vivem em suspensão no ambiente aquático) na Flórida, nos Estados Unidos.

“É um completo breu, um mergulho assustador. Demos sorte de descobrir que isso era o hobby de alguém”, conta Pastana.

Ele explica que nunca houve registro desse comportamento, exatamente por essa dificuldade de documentar águas epipelágicas (da superfície até aproximadamente 200 metros ou 660 pés de profundidade) no ambiente de mar aberto à noite.

As coletas usuais, que conservam espécimes com químicos em potes fechados, não são propícias para se observar o mutualismo entre elas. 

“Podemos observar eles vivos nessas fotos e vídeos. Com base nisso, temos acesso a uma qualidade, uma quantidade de informação que não tínhamos antigamente”, finaliza o professor.

Além disso, essas relações são caracterizadas por benefícios mútuos. A hipótese dos autores é que as toxinas liberadas a partir da dispersão das larvas de anêmonas protegem os peixes filhotes. Eles explicam, ainda, que essa interação é facultativa, e ocorre apenas nas fases iniciais da vida.

A identificação taxonômica das fotos foi baseada em informações da localidade, por outras fotografias, comparações com descrições da literatura e com espécimes do acervo do MZ, além do registro da observação dos mergulhadores. 

Mergulho e parceria 

Pequeno peixe translúcido, com corpo alongado e nadadeiras finas. Sua cabeça é desproporcionalmente grande em relação ao corpo, e a boca carrega uma estrutura curva e alaranjada parecida com um gancho (uma anêmona). O fundo é totalmente preto.
Foto: Richard Collins

Mergulhar para tirar essas fotografias em mar aberto à noite é um hobby caro e novo, conforme o pesquisador. Do equipamento de mergulho às câmeras fotográficas com flashes potentes capazes de registrar animais tão pequenos, são muitos recursos necessários para realização da tarefa.

Richard Collins, mergulhador e fotógrafo responsável pelos registros do artigo, diz que as dificuldades não estão nos recursos, mas na dificuldade para captar boas imagens.

“É uma hora ou mais de carro até o barco, uma hora ao cais, mais uma para chegar à água onde vamos mergulhar. Mergulhamos por algumas horas, voltamos para casa e tenho que trabalhar no espécime”, explica o mergulhador ao Jornal da USP.

Esse trabalho exaustivo torna mais restrito o público que pratica mergulho, mas Collins diz que se sente grato em contribuir com a ciência com informações ainda pouco entendidas.

“A recompensa é poder participar e trabalhar com cientistas de renome mundial, alguns dos melhores zoólogos de invertebrados do mundo. É bom ter um hobby com propósito e valor”, vislumbra o fotógrafo.

Esse resultado é apenas um dos trabalhos em que seus registros estão sendo usados.

Murilo Pestana conheceu o trabalho de Collins pelas mídias sociais em um grupo de compartilhamento de fotos feitas em mergulhos em águas escuras criado por um colega do mergulhador.

Como o americano não tem perfil na rede social, foi conhecer Murilo Pastana diretamente no Smithsonian Museum, um dos maiores complexos de museus e centros de pesquisa do mundo localizado nos Estados Unidos (EUA). Depois de um tempo, os dois fizeram uma parceria para realizar esse estudo.

Águas brasileiras 

Por isso, os registros, feitos na zona temperada das águas da Flórida, traz dados inéditos para a ciência que preenchem lacunas no entendimento das interações do zooplâncton em mar aberto.

De acordo com Gabriel Afonso, doutorando no Instituto de Ciências Marinhas da Virgínia e coautor do artigo, essas lacunas podem ser maiores em zonas tropicais devido à rica biodiversidade.

“Por mais que não tenhamos o financiamento necessário para esse tipo de hobby através de métodos mais baratos, como madeiras luminosas, é possível fazer essa coleta em praias ou cais, tanto de dia quanto à noite. Encontraríamos uma diversidade muito interessante, considerando a biodiversidade do Brasil”, afirmou o cientista.

O pesquisador critica essa desigualdade nos recursos entre os EUA e o Brasil, que reconhece a capacidade dos cientistas daqui em fazer muito com pouco.

Ele ainda ressalta que os curadores das coleções recebem os brasileiros muito bem, porque existe uma rede de colaboração forte com diversos brasileiros também formados nessas instituições. O contato com a sociedade nesse trabalho destacou para ele o valor das colaborações.

“O nosso trabalho fica meio fechado nesse ambiente. É muito limitado na associação com o público. Esse trabalho é muito bacana, porque interagimos com pessoas que não são cientistas”, diz Gabriel Afonso.

*Com informações do Jornal da USP/Jean Silva

O post Mergulho noturno revela interação inédita entre peixes e anêmonas apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Setor leiteiro encerra 2025 defendendo bloqueio às importações para conseguir renda


leite - propriedades leiteiras
Foto: Embrapa

Não podemos viver apenas de paixão e amor. A frase dita pelo presidente da Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando), Marcos Tang, resume o balanço do setor em 2025 feito pela entidade.

Segundo ele, o ano foi péssimo devido, principalmente, à baixa remuneração paga pelo litro de leite, o que inviabiliza a sobrevivência da atividade.

“Nós amamos as nossas vacas, nós amamos a raça holandesa, nós amamos o setor leiteiro, mas nós não podemos viver só de paixão e amor. Nós precisamos de renda, nós precisamos ter lucro para a própria subsistência”, destaca.

O dirigente argumenta que a atividade leiteira é uma das principais da economia, capaz de segurar o homem, a mulher e o jovem no campo, mas que, para isso, precisa ser adequadamente reconhecida e melhor remunerada. “Nós precisamos parar de entregar o leite, nós precisamos vender o leite, eu sempre tenho defendido isso”, ressalta.

Importações agravaram o problema

Com relação a 2025, Tang observa que as importações de leite dispararam depois de agosto, causando um problema ainda maior em um cenário onde já houve um aumento da produção local.

“Então, isto vem culminar para um desfecho ruim do ano de 2025. A alta da produção local combinada com altos índices de importação, culminaram com um desfecho de ano bastante difícil”, considera.

Sendo assim, a entidade reivindica medidas urgentes, como reduzir as importações de leite e derivados, impondo regras antidumping, uma pauta defendida em parceria com a Confederação Nacional da Agricultura (CNA).

Tang também fez críticas à condução política do setor, afirmando que muitos agentes com poder de decisão deixam de agir e que, em alguns casos, os produtores acabam sendo manipulados. Ele ressaltou que parte das críticas dirigidas à indústria leiteira ignora a realidade dos custos de produção. “Metade dos que criticam não conhece o quanto custa produzir leite”, afirmou.

Entre as propostas apresentadas, o presidente ressaltou que a Gadolando apoia a regulamentação e, por um período, o bloqueio das importações de leite e derivados. O pedido de medidas antidumping já foi aceito, mas o presidente da Gadolando alertou que os resultados devem levar meses para se concretizar.

“Também defendemos que haja trabalhos conjuntos com produtores, indústria, varejo e autoridades no sentido de esclarecer os benefícios do consumo do leite. Nossa posição é a de que o país não seja importador de leite, nós temos um produto de qualidade e podemos, inclusive, sermos exportadores”, avança.

Expectativa para 2026

Para 2026, Tang adianta que a ideia é que haja uma regulamentação urgente das importações, se valorize mais o produtor nacional e local e que o setor possa abrir novos mercados externos.

“Nós precisamos dar andamento, amadurecer a cadeia e virar um país exportador, mas neste momento, como urgência, clamamos que as autoridades políticas e administrativas tomem alguma medida no sentido de regulamentar as importações para salvar os produtores locais”, reforça.

Por fim, o presidente da Gadolando reitera que, mesmo num quadro difícil, que o produtor possa continuar registrando seus animais, fazendo controle leiteiro e classificação morfológica.

O post Setor leiteiro encerra 2025 defendendo bloqueio às importações para conseguir renda apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Avanço das lavouras ganha ritmo com clima favorável


O avanço da campanha agrícola argentina ganhou novo fôlego nas últimas semanas, impulsionado por condições hídricas favoráveis em grande parte das áreas produtivas. Os dados mais recentes indicam melhora no ritmo de implantação das lavouras de verão e avanço consistente da colheita dos cultivos de inverno, com reflexos positivos sobre o potencial produtivo nacional.

A semeadura da soja alcançou 58,6% da área projetada de 17,6 milhões de hectares, após avanço semanal expressivo. A maior parte das lavouras apresenta condição entre normal e boa, com ampla predominância de níveis adequados a ótimos de umidade. As áreas de soja de primeira já registram início dos estádios reprodutivos nos principais núcleos produtivos, enquanto a soja de segunda soma 25% da área implantada. Persistem atrasos pontuais no centro da província de Buenos Aires, em função do excesso de umidade no solo.

No milho destinado a grão, a semeadura atingiu 59,2% da área nacional, com destaque para o avanço dentro da janela de plantio tardio, especialmente no centro e sudoeste de Buenos Aires. A condição das lavouras é majoritariamente boa a excelente, sustentada pela boa recarga de umidade nos perfis do solo, o que favorece tanto os plantios tardios quanto os cultivos mais adiantados.

No girassol, as chuvas interromperam temporariamente a colheita no norte do país, mas a condição hídrica permanece adequada na maior parte das áreas em pé. Cerca de 38% das lavouras já se encontram a partir do estágio de botão floral, com expectativas elevadas principalmente nas regiões centrais e do norte agrícola.

A colheita de trigo avançou para 60,2% da área apta, com rendimentos variando amplamente entre as regiões e média nacional estimada em 41,4 sacas por hectare. A produção projetada foi mantida em 25,5 milhões de toneladas. Já a cevada alcançou 17,9% de área colhida, ainda com atraso em relação ao ciclo anterior, mas com produtividade média superior à da última campanha, mantendo a projeção de produção em 5,3 milhões de toneladas. As informações são da Bolsa de Cereais de Buenos Aires.

 





Source link

News

Cana: produtividade em novembro cresce no Centro-Sul, aponta CTC


cana-de-açúcar - vbp dp agro mineiro - açúcar
Foto: Embrapa Agroenergia

A produtividade média da cana-de-açúcar na região Centro-Sul alcançou 63,3 toneladas por hectare em novembro, segundo boletim divulgado pelo Centro de Tecnologia Canavieira (CTC).

O resultado representa variação de 0,7% frente ao mesmo mês da safra anterior, quando foram registradas 62,8 t/ha. O levantamento integra o Boletim De Olho na Safra.

De acordo com a equipe técnica, o indicador de ATR do mês, que mede a qualidade da cana, teve alta de 8,6%, passando de 123,6 kg/t para 134,3 kg/t.

Acumulado da safra

No acumulado entre abril e novembro, o boletim aponta uma média de 74,7 t/ha, recuo de 4,9% na comparação com as 78,5 t/ha observadas na safra passada, destacou o CTC.

O ATR acumulado está em 136,1 kg ATR/t, contra 137,3 kg ATR/t no mesmo intervalo do último ciclo, redução de 0,9%.

O post Cana: produtividade em novembro cresce no Centro-Sul, aponta CTC apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Segunda parcela do 13º salário deve ser paga até a próxima sexta-feira


mãos segurando notas de cinquenta reais auxílio emergencial renda mínima crédito
Foto: Agência Brasil

A segunda parcela do décimo terceiro salário deve ser depositada a 95,3 milhões de brasileiros até a próxima sexta-feira (19). A primeira foi paga até 28 de novembro, conforme a legislação.

Um dos principais benefícios trabalhistas do país, o salário extra injetará R$ 369,4 bilhões na economia neste ano, segundo cálculos do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Em média, cada trabalhador com carteira assinada deverá receber R$ 3.512, somadas as duas parcelas.

Essas datas valem apenas para os trabalhadores na ativa. Como nos últimos anos, o décimo terceiro dos aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foi antecipado. A primeira parcela foi paga entre 24 de abril e 8 de maio e a segunda, entre 26 de maio e 6 de junho.

Quem tem direito ao 13º?

A Lei 4.090/1962, que criou a gratificação natalina, determina que têm direito ao décimo terceiro aposentados, pensionistas e quem trabalhou com carteira assinada por pelo menos 15 dias. Com isso, o mês em que o empregado tiver trabalhado 15 dias ou mais será contado como mês inteiro, com pagamento integral da gratificação correspondente àquele mês.

Trabalhadores em licença-maternidade e afastados por doença ou por acidente também recebem o benefício. No caso de demissão sem justa causa, o décimo terceiro deve ser calculado proporcionalmente ao período trabalhado e pago junto com a rescisão. No entanto, o trabalhador perde o benefício se for dispensado com justa causa.

Cálculo proporcional

O décimo terceiro salário só será pago integralmente a quem trabalha há pelo menos um ano na mesma empresa.

Quem trabalhou menos tempo receberá proporcionalmente. A cada mês em que trabalha pelo menos 15 dias, o empregado tem direito a um doze avos (1/12) do salário total de dezembro. Dessa forma, o cálculo do décimo terceiro considera como um mês inteiro o prazo de 15 dias trabalhados.

A regra que beneficia o trabalhador o prejudica no caso de excesso de faltas sem justificativa. O mês inteiro será descontado do décimo terceiro se o empregado deixar de trabalhar mais de 15 dias no mês e não justificar a ausência.

Tributação no 13º salário

O trabalhador deve estar atento quanto à tributação do décimo terceiro. Sobre o décimo terceiro, incide tributação de Imposto de Renda, INSS e, no caso do patrão, Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). No entanto, os tributos só são cobrados no pagamento da segunda parcela.

A primeira metade do salário é paga integralmente, sem descontos. A tributação do décimo terceiro é informada num campo especial na declaração anual do Imposto de Renda Pessoa Física.

O post Segunda parcela do 13º salário deve ser paga até a próxima sexta-feira apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Você viu? La Niña deve provocar verão com muita chuva e extremos climáticos


Chuvas volumosas atingem diversas regiões do Brasil nos próximos dias
Foto: Freepik

O boletim mais recente da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) confirma que o fenômeno La Niña deve persistir durante o verão 2025/26 no Hemisfério Sul. Essa foi uma das matérias mais lidas do site do Canal Rural na última semana.

A análise foi detalhada pelo meteorologista Arthur Müller, do Canal Rural, que explicou como o padrão oceânico-atmosférico deve impactar chuva, temperatura e desenvolvimento das lavouras nos próximos meses.

Segundo Müller, os modelos climáticos continuam mostrando predominância da La Niña no início do verão, com probabilidade maior de neutralidade a partir de fevereiro e março de 2026.

No curto prazo, o efeito mais evidente será a manutenção das chuvas no Sudeste e Centro-Oeste, cenário que beneficia produtores que precisaram realizar replantio de milho, algodão e soja.

Uma mudança relevante trazida pelo novo boletim é o aumento do sinal associado ao possível retorno do El Niño na primavera de 2026, o que poderia influenciar de maneira significativa a safra 2026/27.

“Se essas águas começarem a aquecer, teremos mais uma engrenagem somada ao quadro atual, que já envolve oceanos muito aquecidos no globo”, afirmou Müller.

Ele alerta que condições semelhantes às de 2023 e 2024, como ondas de calor acima de 44°C, secas severas na Amazônia e extremos meteorológicos, podem voltar a ocorrer caso o El Niño se consolide.

Para o período mais imediato, de dezembro a março, o meteorologista destaca a tendência de chuvas acima da média em grandes áreas do Centro-Oeste, Sudeste e Matopiba. Esse excesso, porém, pode trazer desafios. Em fevereiro e março, a continuidade das precipitações nessas regiões pode atrasar a semeadura do milho safrinha, especialmente nas áreas onde houve replantio.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

O post Você viu? La Niña deve provocar verão com muita chuva e extremos climáticos apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Demanda chinesa aquece exportações de soja


As exportações brasileiras de soja continuam em trajetória de alta. De acordo com dados divulgados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o Brasil exportou 4,20 milhões de toneladas do grão em novembro de 2025, um salto de 64,40% na comparação com o mesmo mês do ano anterior.

No acumulado entre janeiro e novembro, os embarques nacionais somaram 104,80 milhões de toneladas, o que representa um crescimento de 6,06% frente ao mesmo período de 2024. O desempenho reforça a relevância da oleaginosa nas pautas de exportação do país e evidencia a retomada da demanda internacional, especialmente por parte da China.

Mato Grosso, principal estado produtor de soja, foi o grande destaque do período. Em novembro, o estado exportou 898,68 mil toneladas, um expressivo aumento de 840,25% em relação a novembro de 2024. No acumulado de 2025 até novembro, os embarques somaram 31,12 milhões de toneladas, alta de 26,26% no comparativo anual.

A participação de Mato Grosso nas exportações nacionais alcançou 29,69% entre janeiro e novembro de 2025. Segundo o Imea, esse desempenho é resultado da maior produção registrada na safra 2024/25, somada à elevada demanda internacional, com destaque para a China, responsável por 70,34% das aquisições do grão mato-grossense no ano — o equivalente a 21,89 milhões de toneladas.

A projeção do Imea para as exportações totais de soja de Mato Grosso na safra 2024/25 é de 31,40 milhões de toneladas, o que, se confirmado, representará um crescimento de 26,99% em relação à safra anterior. Esse avanço consolida o papel estratégico do estado no comércio exterior brasileiro do setor.

 





Source link